Jairo Marques

Assim como você

 

Os malandrões

Essa novela 'ciestudo' já conhecem o enredo de cabo a rabo. Mas o que me chamou a atenção, desta vez, foi o tipo de infrator...

Para os cegões entenderem, trata-se de um carro de uma autoescola, todo pimpão, estacionado em uma vaga reservada para deficientes.

Imagem você, leitor querido, que tipo de aula e que tipo de aprendizado os alunos desse recinto não estão tendo tendo! Carente

Na minha 'humirde' opinião, a punição, neste caso, tinha de ser triplicada, uma vez que trata-se de alguém que deve dar o exemplo...

Falando em dar o exemplo, o que acham desse folgadão aqui:

Uma beleza, né?! Taxistas tem sistematicamente estacionado em vagas reservadas. Aqui em SP, o número para reclamar e denunciar é o 156.

Todos os flagrantes foram feitos dentro do supermercado Extra do Morumbi, em São Paulo. Já estou rouco de reclamar com os gerentes do local, mas eles preferem mesmo ter minha antipatia e a de todas as pessoas de bem que zelam pelo cumprimento das leis neste país....

Beijos nas crianças e bom final de semana! Beijo

Escrito por Jairo Marques às 13h38

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São Paulo “mal-acabada”

Juro para vocês que me emociono a cada vez que vejo um trecho novo das surradas calçadas aqui de São Paulo sendo reformado, ganhando guias rebaixadas, honestas que permitem a travessia segura de crianças, mães empurrando carrinhos de bebês, velhos e, obviamente, o povo com o esqueleto prejudicado, ao qual me incluo.

 

Isso rola porque, apesar de hoje eu ter uma Kombi honesta para circular, tropiquei com as rodinhas da minha cadeira de rodas foi muito pelos passeios dessa city que hoje completa seus 458 anos.

 

 

 

 

Descia de metrô na estação Consolação, que fica na famosa avenida Paulista, e já encarava o chão feito com as ‘marditas’ pedrinhas portuguesas, todas esculachadas, soltas. Me equilibrando, ia me enfiando pelo bairro dos Jardins até chegar na escola que me ensinou um pouquinho do verbo “to be”.

 

A maior cidade da América do Sul nos “esgualepa” mais um pouquinho, todos os dias, com sua buraqueira, seu nervosismo no trânsito, sua poluição que acaba com nossos pulmõezinhos já frágeis de ‘doenceiras’ diversas... 

 

Mas São Paulo tem uma grande vantagem: são 20 milhões de ouvidos abertos às nossas queixas da urgente necessidade de que algo mude para que um caminhão de pessoas com deficiência possa curtir suas vilas Madalenas, seu Mercadão, suas luzes de Natal, seu “Ibiras”, seus ‘maraviwonderfuls’ restaurantes, seus cinemas, seus cafofos...

 

 

 

 

Então, é legal, é muito legal, ver todos os dias alguma iniciativa inclusiva começar na Pauliceia seja um botequinho que inventou uma rampa seja uma mega empresa que anuncia que vai encher seu quadro de cegões, tetrões, surdões e Pczões.

 

Essa cidade, que abriga gente de cantos diversos do país, é sem dúvida nenhuma uma metrópole “malacabada”: em sua arquitetura mal conversada, em seu gigantismo sem controle, sem critério, em sua caótica forma de levar a gente daqui para acolá, nas falhas em sua segurança, na arrogância indiscreta de seus “meninos”.

Meu sonho sempre é pegar a “nega e os guris” e deitar o cabelo para uma prainha sossegada, toda arrumadinha e acessível lá pelas terras da Leiloka e do Neymar, ou quem sabe pelas bandas da Yasmin e do Alceu Valença, ou pelos lados da doutora Vanessa e da Roberta Campos...    

 

Mas aí me vem à cabeça aquele gosto delícia do bifão do Sujinho, que tá sempre cheio, mas tem garçons camaradas que me arrumam uma mesinha boa pra estacionar a cadeira; lembro que vai ter show do Chico naquela casa de espetáculo onde sempre preciso brigar pela melhora dos lugares reservados, mas que sempre dão um jeito para eu me acomodar de boa.

 

 

 

 

São Paulo é “malacaba”, mas acredito mesmo em um espírito de superação dos mais legítimos de se tornar uma cidade símbolo de igualdade de condições para todas as diferenças de seus cidadãos!

 

Imagens do Google Imagens 

Escrito por Jairo Marques às 00h42

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Ahh, o calor...

Até uns dez, quinze anos atrás, boa parte das cadeiras de rodas que o povo usava tinha um assento horroroso, feito de uma espécie de lona que, em contato com o solão, praticamente assava a bunda do caboclo ‘malacabado’... Insatisfeito

 

Claaaaaro, que o tio teve uma dessas e como lá em “Trelagoa” calorzinho básico é quando tá fazendo 30º Tonto, me lembro de chegar em casa, após uma tarde toda batendo rodas com a molecada na rua, com a bunda e as coxas beeem vermelhas, quase fritando naquele trem.

 

 

 

A minha sorte é que tenho sensibilidade na pele, o que sempre foi fundamental para que eu não tivesse uma queimadura de ‘verdadchi’. Mas, e os ‘matrixianos’ que não possuem total poder de tato?

 

Aí o bicho pode pegar porque o cabra pode não sentir quando a pele começa a reclamar do castigo do sol a pino.

 

O pessoal da Avape (Associação de Valorização da Pessoa com Deficiência) elaborou um alerta bem importante sobre possíveis riscos da exposição excessiva ao sol aos ‘dificientes’ em suas diversas manifestações.

 

 

 

“Perezempe”:

 

Os ‘minino’ sorteados com esclerose múltipla (aquela que vai arruinando a musculatura do povo de golim em golim), o sol exagerado pode causar aumento da distonia, que é a diminuição ou perda dos movimentos durante uma ação (tipo abanar o mosquito da cara... Muito triste), devido a contrações musculares involuntárias.

 

As moçoilas com as síndrome de down, se ficarem no bronze por muuuito tempo, o calor pode aumentar a hipotonia, que faz o tônus muscular ficar baixo de forma anormal, o que pode envolver redução da força.

 

Os cegões também podem virar camarão se não forem preparados para a exibição ao sol. Não dá para facilitar pegando muuito calor na cabeça ou não se certificando que o filtro solar foi passado direitinho.

 

 

 

 

 

Mas é o seguinte, meu povo, o verão tá aí pra gente curtir, aproveitar. O que é preciso é ter alguma orientação médica sobre o tipo de filtro usar, que tempo máximo é possível, para cada tipo de ‘malacabação’, ficar de papo para o ar no sol.

 

 

*Imagens do Google Imagens e Avape

Escrito por Jairo Marques às 01h00

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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