Jairo Marques

Assim como você

 

Apenas festas

“Zente”, épocas de festas, como esta que entramos ‘difinitivamente’ nesta semana, guardam também, em vários casos, história de sofrimento, de tristezas, de tragédias. Um contraste violento, mas que não pode ser colocado em escanteio.

 

Traumas assim têm potencial para comprometer para sempre momentos familiares que são para ficar tatuados na história de vida como sublimes, alegres e bacanudos.

 

As estatísticas comprovam que os acidentes se multiplicam de forma espantosa em períodos de feriados longos...O povo relaxa, se acaba na manguaça e sai pra rua motorizado.

 

Mais do que afundar a xaranga na buraqueira das estradas desse Brasilzão, muita gente, muita mesmo, ignora os efeitos da pinga e bota a cara para bater e a coluna vertebral para se lascar toda dirigindo mais bêbado do que Heleninha “Roitman”.. Rindo a toa

 

 

A galera que entra forçadamente, ou melhor, etilicamente, para esse mundo paralelo dos ‘dificiente’ é ‘zigante’, dá pra lotar minha Kombi véia. Isso sem falar de quem nem fica ‘malacabado’ e empacota de vez. Cansado

 

Eu sei, eu sei que é o tempo todo de propaganda na cabeça falando isso que estou aqui, mais uma vez, cacarejando, sei também que tem a lei que proíbe encher a lata e dirigir, mas nada, acreditem, nada tem mais poder de convencimento do que a própria família.

 

Se aquele seu tio que se vestiu no papai Noel, depois da entrega dos presentes, resolveu rechear o saco de sidra e pegar a estrada de volta para a Lapônia, grude na barba dele e impeça a viagem. Atue diante uma situação em que a ‘viola em caco’ parece óbvia.

 

O potencial de dar um ‘curticircuiti’ no trânsito com tanta gente de lata cheia transitando por esses dias tem probabilidade altíssima. Então, não se preocupe em ficar com a pecha de “chatonildo do Natal”. Prefira alertar, prefira fazer uma recomendação, prefira esconder as chaves da Marinete do seu irmão. 

 

 

Esse post é bem simplinho, mas se cada uma das duas ou três pessoas que lê-lo se tornar agente de precaução aos excessos da ‘marvada’, o tempo de festas será aquilo que realmente deve ser: Apenas festas!

 

Em tempo: O concurso cultural para ganhar a cadeira Blizzard, da Otto Bock, foi um sucesso absoluto. Foram centenas de frases de todo o país! Loguinho, o tio e a Mobility vão divulgar o resultado! Aguardeeeem

* Imagens do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 10h36

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Do céu da pra ver tudo

“Zimininos”, na semana passada o tio experimentou uma aventura gastronômica ‘maraviwonderful’ e ‘inacreditível’: participei, junto da nega, de um jantar a 50 metros de altura, lá no altão! Bobo


 
O tio foi convidado para testar a acessibilidade e também a comida, porque saco vazio não para em pé Rindo a toa, de um evento que acontece por cerca de dois meses em Sampa chamado “Dinner in the Sky” (algo como ‘jantar no céu’).
 
Dizer que não fiquei com medo seria bobagem... Com vergonha. A estrutura que é suspendida por um guindaste é totalmente aberta nas laterais, o que dá uma sensação diferençada demais da conta.


 
O local onde a estrutura foi montada neste ano é a Hípica de Santo Amaro. Eles pensaram na acessibilidade desde a entradinha do local onde repousada a plataforma elevatória. Ou seja, causam uma impressão de inclusão logo na chegada.


 
Quando vi a altura das cadeiras onde o ‘serumano’ é preso com váááários cintos de segurança, dei uma desanimada! Mas ficam a postos um grupo de bombeiros (ai que delícia Apaixonado) justamente para ajudar nessas situações.

 
Os ‘homi’ me abraçaram com jetinho super profissinal (eu avisei que era comprometido e não rolaria sentimento da minha parte Tonto) e me levantara até a poltrona, conforme pode ser visto nesta fota RE DI CU LA abaixo!


 
A organização do “dinner” também pensei na casinha pros ‘malacabados’. Há um banheiro químico acessível à disposição do cliente que, antes de embarcar para o rango, pode ter um desarranjo provocado pelas própria emoção, né, não? Muito triste

 

Voltando à poltrona, ela se ajusta bem às pessoas. A distância até o local onde fica o prato é ajustada, assim como a inclinação. Ou seja, é possível ajeitar tudo até para os mais mamulengões!


 
Quando a estrutura começa a ser içada para o alto pelo guindaste vai dando vontade de chamar a mãe da gente... Muito feliz. Dá um medinho, admito. Mas não balança, não treme e nem soltam as tiras de aço, o que é excelente.. surpreso


 
Nesses jantares, recomendo que o ‘matrixiano’ que dirija vá de táxi, pois o que não faltam são pingas durante o evento, que dura quase duas horas.
 
A comida é beeeem bacanuda (com entrada, saladinha, prato principal e sobremesa). Na noite em que fui com a patroa, patrocinada pelo restaurante Viena, foi uma comilança fantástica, apresentando o menu do restaurante para 2012.

 
Em dado momento, a gente até esquece que está nos alturas, só se lembrando quando olha para os lados e vê a copa das alvores, a skyline da cidade, com todo seus prediões, as luzes de toda a cidade.... é lindo pra caramba.


 
O “Jantar nas Alturas” tem regras de segurança: quem tem fobia de altura, não pode brincar de comer lá em riba. E percorre o mundo todo oferecendo também café da manhã e almoço.
 
Podem subir até 22 pessoas por vez na estrutura, além dos chefs e dos ajudantes, que ficam no centro, presos por vários cintos, mas em pé.


 
Quando eventualmente chove, o guindaste trás de volta para o chão a estrutura, pois o vento pode molhar todo mundo. Na noite que fomos, graças a Nossa Senhora da Bicicletinha, estava um tempo bom!
 
Enfim, é uma brincadeira para todos, pelo menos na questão de possibilidades de acesso. Financeiramente, o evento é para poucos.... mas, de boa, vale o investimento pelo ineditismo do lance, que é considerada uma das formas mais excêntricas do mundo para jantar!


 
Em tempo: O tio foi ao “Dinner in the Sky” a convite do restaurante Viena

Escrito por Jairo Marques às 00h24

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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