Jairo Marques

Assim como você

 

Questões de justiça

 “Zente” dois assuntos que envolvem tribunais e ‘malacabados’ estão na boca do povo por esses dias: a condenação da MTV por causa daquele escracho da “Casa dos Autistas” e uma moça que deve responder judicialmente por ter botado a foto de um carro usando vaga reservada nas redes sociais.

 

No primeiro caso, deixei minha opinião muito clara em um post de meses atrás. Para relembrar, é só clicar no bozo. Brincalhão

 

O entendimento da Justiça foi exemplar, a meu ver: não se discute a liberdade de expressão da mídia, que é livre no Brasil. Porém, também é indiscutível o direito dos cidadãos que se sentirem ofendidos com alguma agressão vinda dos meios de comunicação de buscarem reparação.

 

E foi exatamente isso que a família da Ana Braga, que é mãe de dois garotos autista fez. Procurou seus direitos e ganhou 40 mil dinheiros por reparação de danos morais a serem pagos pela TV. (para saber mais sobre isso, clica na florzinha Sorte)

 

No mundo civilizado, a regra do jogo é clara, meu povo. Vi aqui e ali pessoas cacarejando que não se pode mais fazer piada no Brasil. Esse argumento é infantil no mesmo nível que, para mim, é imbecil.

 

 

A “Casa dos Autistas” não foi uma piada. Foi uma ofensa, um desserviço, uma humilhação para todos que respeitam o “serumano” independentemente de seus potenciais físicos, sensoriais e intelectuais.

 

A TV argumentou que se redimiu ao divulgar mensagens de esclarecimentos sobre o autismo. Faz me rir... Eles só fizeram isso após um acordo extra-judicial realizado entre associações de autista e familiares. Fizeram porque a repercussão foi tão negativa que ficaram com medo de ter toda a opinião pública contra a MTV.

 

De qualquer forma, nada impede que os ofendidos exijam reparação à medida que, pessoalmente, se sentiram afetados.

 

Bem, o outro caso que envolve a Justiça e o povo deficiente eu recebi por email, na segunda-feira, do leitor René Zmekhol. Ele relatava que uma moça, tentando garantir o direito dos malacabados, abordou uma madame que estacionava tranquilamente e sem necessidade a sua ximbica em uma vaga reservada.

 

Como a madame se recusou a respeitar o direito do outro, a mocinha fotografou o carro e mandou ver nas redes sociais, atitude que, por sinal, está cada vez mais comum.

 

Resultado, a infratora entrou na Justiça pedindo reparação por danos morais pela exibição da sua imagem... A sensação, em primeiro momento, é que roubaram o doce da boca da criança, não é mesmo, zimininos?

 

 

Acontece, porém, e sei que vários leitores ficaram indignados com isso, um ato errado não justifica outro. Ela até poderia fotografar o carro, mas sem identificá-lo.

 

Lembro que quando eu postava fotos assim no blog e apagava as placas, alguns ficavam brabos que nem cachorro de japonês comigo. Mas a lógica por trás disso existe e a gente precisa estar atento a ela.

 

E se madame conseguisse provar que tinha direito legítimo de usar a vaga por estava com uma perna escangalhada? Logo, não somos nós, reles mortais, que podemos atribuir a penalidade ao outro antecipadamente.

 

Volto a insistir: sei exatamente o gosto amargo, a raiva e a imensa revolta que dá em cidadãos do bem que flagram o abuso no uso das vagas que é para quem de fato necessita, mas o melhor remédio, nesses casos, é alertar a pessoa, avisar a uma autoridade de trânsito e pressionar a fiscalização.

 

Quando queremos, no afã da nossa legítima indignação, fazer um pouco de justiça com nossos meios, podemos estar incorrendo em um grande erro e até sermos punidos.

* Imagens do Google Imagens  

Escrito por Jairo Marques às 00h01

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Um olhar

Esse vídeo eu pesquei da página de um companheiro "facebooqueiro".

Trata-se um curta-metragem, sem nenhuma palavra, mas com uma mensagem de derrubar da cadeira (me perdões meus queridos amigos cegões! Legal)

Acho que a essência do filme é beeeeem polêmica, mas tendo achar que esse tipo de conflito é bastante comum entre mulheres com deficiência.

O que 'ceis' acham?!

 

O link direto para quem precisar: http://www.youtube.com/watch?v=beu-t_bhRDU&feature=player_embedded

Escrito por Jairo Marques às 12h17

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Chegou a hora

Zimininos, este ano já está de língua de fora, mas ‘matrixianos’ e infiltrados de todo o Brasil, sil, sil ainda têm um compromisso super, mega, ultra, blaster importante: a passeata do Movimento Superação, em São Paulo, no próximo sábado (3).

 

O palco deste ano volta a ser a avenida Paulista, o que acho ótimo! Claro que ali a acessibilidade já foi bem resolvida, mas por isso mesmo! Bem humorado

 

 

É mais fácil para reunir os ‘pessoais’ tudo, pois há metrôs com elevador e tudibão, além de as calçadas permitirem cadeirantes, puxadores de cachorros e estropiados em geral a se locomoverem ‘diboa’!

 

A cidade abrigou protestos para todos os gostos em 2011: foi marcha das vagabundas, dos maconheiros, dos gays. O povo se uniu contra corrupção, contra “gente diferenciada”, contra a violência, contra o olho grande… Rindo a toa. Agora é o momento de mostrar a cara por cidadania.

 

 

Não me canso de botar aqui no papel os argumentos para que a gente continue firme comparecendo a essa passeata: precisamos mostrar a cara ao mundo, precisamos cobrar mais e mais inclusão e condições de ir, voltar e ficar.

 

Tente agendar pelo menos meia hora para essa festa dos ‘malacabados’, seus amigos e seus apoiadores. A ‘juntação’ de gente começa às 10h, na praça Oswaldo Cruz, do ladinho dos metrôs Paraíso e Brigadeiro.

 

“Tio, mas o que acontece lá?”Em dúvida

 

Acontece um grito unido por um mundo que a gente sonha: onde a gente poderá ter mais dignidade para transitar na cidade, ter mais condições de acesso e oportunidade para estudar, trabalhar e ter convívio social.

 

Leve sua “famiage”, seu cachorro, seus amigos para que, juntos, a gente se imponha cada vez com mais força. A velocidade das conquistas das pessoas com deficiência depende da mobilização que a gente mostra à sociedade, ao governo, às administrações públicas.Muito feliz

 

 

Bote sua roupa mais colorida, prepare um sorrisão e um monte de abraços, prepare um pote bem grande de disposição, de bom-humor e de sentimento de justiça e vambora para a passeata.Alegre

 

O tio tá doido para tirar um monte de retrato com ‘ceistudo’! Bora?!

Escrito por Jairo Marques às 00h13

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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