Jairo Marques

Assim como você

 

Não se engane

Vou sempre a um supermercado pertinho de casa comprar minhas coisinhas básicas do dia a dia, como qualquer ‘serumano’. Nele, eu nunca, jamais, jamé encontrei o espaço das vagas reservadas usado de forma correta, identificado.

 

Já reclamei com o gerente, já enviei email para a direção dos Pão de Açúcar que o diabo amassou, já fiz promessa pra ver se tomam alguma atitude e naaaaaada... Carente 

 

O pico fica em um bairro de gente metida a rica e metida a achar que não deve respeitar o direito dos outros.... Então, metem lá seus carrões sem o menor pudor e não são incomodados...

 

Mas, para a minha surpresa, na última vez que fui o local estava assim....

 

 

Na imagem, as diversas vagas reservadas aos malacabados estão vaziaaaaas!

 

Eu olhei bem pra ver se eu estava sonhando e não estava. Só havia mesmo um carro, bem no cantinho....

 

 

Na imagem, outro ângulo das vagas reservadas vazias

 

Demorou pouquinho para eu descobrir a razão de tanta ‘consciência’, tanta cidadania, tanto espírito de respeito com o próximo...

 

A área tinha acabado de ser pintada e a tinta.... tava fresca... Beijo

Escrito por Jairo Marques às 00h06

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Vem, futuro, vem!

Fico “dispressionado” de ver o quanto esse povo japonês é um povo “bão”, né, zimininos?! Dia desses eu vi na TV uma reportagem mostrando que milhões de dólares encontrados nos escombros gerados pelas tsunamis que abalaram o país no começo do ano estão sendo devolvidos centavos por centavos... surpreso

 

Eles foram mapeando a localização das casas onde a grana era encontrada e cruzando com informações de moradores. Algumas pessoas, atualmente morando em abrigos, receberam de volta até um milhão de dólares encontrados em cofres.

 

É gente preocupada com gente, que respeita gente, que valoriza gente, né, não?! Não é para menos que parte importante das tecnologias que auxiliam os 'matrixianos' parte do Japão.

 

Um pessoal que dá um trabaaaaaalho danado, por exemplo, os tetrões (o pessoal que tem restrições de movimentos nos braços, pernas, tronco e affmaria Muito triste), são olhados com atenção pelos nipônicos.

 

Perrengue básico desses meninos ‘mamulengos’ é o deslocamento da cama para a cadeira de rodas, da cadeira para o banho, da cadeira para o carro. Alguns, mais fortões, sarados e bem lavados, conseguem fazer o deslocamento, mas muuuitos ficam na dependência de uma ajudinha, um agarro básico Rindo a toa.

 

Afora aqueles bombeirões lindos Beijo, é uma chatice ser pegado o tempo todo. É desconfortável para nós “a carga” e também para quem carrega. E não é que os japas ninjas já estão em franco desenvolvimento de um robô que conseguirá dar esse help?! Maraviwooooonderful!!!!

 

Os testes estão avançados e o robozão, caso tudo dê certo, também vai amparar o movimento de idosos, de quebrados totais, de pessoas em pós-operatório também.

 

Saquem só esse vídeo, preparado pelos pessoais da IDGNow, que mostra o bichano de metal e outras várias tecnologias que estão sendo criadas no oriente para auxiliar os ‘malacabados’!

 

As legendas do vídeo foram feitas gentilmente pela doçura da Rebeca Kim, que agora também é voluntária à força do blog do tio Convencido e tem um diário super catito. Clica na florzinha que eu te levo lá Sorte.

 

Acho que vão curtir!!!

Para quem precisa do link direto, tá aqui! http://www.youtube.com/watch?v=-AQq8jzTrIE

Escrito por Jairo Marques às 00h10

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Na TV

Zente, hoje o tio tá nas própria TV Folha falando com a secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, Linamara Battistella.

 Para me ver todo pimpão fazendo aquelas perguntas boooas, é só... clicar no bozo, "oficurse"! Bora?

 Brincalhão

Escrito por Jairo Marques às 08h48

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Soltinho

Quando mais intimidade um ‘serumano’ que usa cadeira de rodas tem com uma pessoa, menos ele consegue tocar suas rodas livremente.

 

Como diz a Valéria, do Zorra Total, nossos acompanhantes ficam sempre no “cutuco” para ajudar quando a gente faz o mínimo movimento... Sem jeito

 

 Diversas vezes já escrevi aqui, mas repito, não é um lance de “não gostar” de ser empurrado, é que eu também quero ir sozinho, pai amado!  Tonto

 

Durante minhas férias, lá nas “Trelagoa”, aos finais de tarde ia com a mama passear no calçadão da lagoa maior (sim, é um luxo Rindo a toa). Era a minha chance de mexer o esqueleto, de tentar queimar as calorias da pança, mas tá que a dona Marli deixava...

 

“Mãe, eu vou sozinho, pode deixar!”

 

“Não, menino, aqui é subida, eu ajudo....”

 

“Mãe, aqui eu vou...”

 

“Não, tem muito buraco....”

 

 

Quando enfim ela “me soltava”, não demoravam quinze minutos de “rodada” e lá vinha:

 

“Você já tá muito cansado, deixa que eu te empurro.”  Carente

 

Obviamente que o povo quer facilitar a nossa vida, quer dar mais conforto, mas vou repetir isso até a guela ficar seca: não é sempre que a gente precisa de “descansar os braços”, não é sempre que a gente tá fazendo “muito esforço”, não é sempre que a gente precisa de uma “caroninha”, não é sempre que a gente “quer uma mãozinha”.

 

 

Quando você vai ao ‘xopim’, não gosta de ficar zanzando sem rumo certo olhando um trequim aqui outro ali? Então, comigo é o mesmo que rola, acontece que, quando a mulher tá comigo, ela tá sempre me empurrando e acabo indo só pra onde ela também vai.. Muito triste

 

“Deixa que eu toco a cadeira sozinho, meu bem...”

 

Não passam nem cinco minutos, lá está a mulher no “cutuco”... Legal

 

Mesmo o pessoal que tem “cadeira elétrica” o povo vive achando que é preciso dar uma ajudinha de vez em quando....

 

Bem, o lance é repetir aqui a máxima do Arnaldo Cézar Coelho: “a regra é claaaara”, zente! Quando temos necessidade de um apoio, a gente pede, fechô?! Bem humorado

Escrito por Jairo Marques às 00h02

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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