Jairo Marques

Assim como você

 

Playgroud

Seguindo na nossa semana “international’, hoje, bora ‘nóistudo’ pros States! Por hora, enquanto nós, brasileiros, estamos indo com o porco, os americanos tão trazendo a feijuca, no quesito de acessibilidade.

 

A minha querida leitora Simone Duarte, que mora lá pra riba, foi passear na praia com a filha, mais precisamente em Virginia Beach, e nem demorou nada pra ela se lembrar desse blog mais querido que professora da primeira séria, Aêêêê!! Rindo a toa

 

“Logo quando pisei na areia, vi o parquinho com placa de entrada. Notei que era realmente algo maravilhoso, não só visualmente, mas também por suas características. Estava escrito assim: JT's Grommet Island: beach park and playground for every"BODY" - com o simbolo dos cadeirantes - amei!!”.

 

 

 

 

Ahhhh, o tio gosta taaaanto quando vocês incorporam no coraçãozinho a noção de que todo, “todo corpo”, como diz a placa do parquinho norte-americano, tem direito ao desfrute... ui... Convencido

 

Aqui no Brasil, sejamos justos, já existem iniciativas de parquinhos acessíveis e, aos poucos, estão também surgindo brinquedos para todos em áreas de lazer, mas dessa forma, na praia, e tão completa... acho que ainda é coisa de gringo!

 

 

 

 

 

 

“O parquinho tem acesso com rampas pra todos os brinquedo, tem uns lugares pras crianças aprenderem braile, e na frente, há um ‘caminho’ especial para se chegar na praia com cadeira de rodas! Bem, aí o ‘matrixiano’ pode pegar emprestada uma daquelas cadeiras bacanudas, com rodas de bola, e ir se esbaldar!! As cadeiras ficam à disposição de quem quiser usar, de graça!”

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu tenho certeza que não vou atravessar o cabo da Boa Esperança sem antes ver algo tão ‘maraviwonderful’ funcionando, sendo respeitado e bombando de gente malacabada aqui no Brasil... puxa...

 

“O parque é de uma organização que foi fundada pela família de Josh Thompson, diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica. Ele amava a praia, era surfista, andava de barco.. até ser diagnosticado com a doença em 2006.

 

 

 

 

 

Depois de toda a frustração, por vários motivos relacionados à doença, a família dele resolveu transformar a chateação em forcas pra mobilizar as pessoas pela busca de tratamentos e talvez a cura da ELA.

 

Reuniram cerca de 7.000 mil pessoas em uma caminhada para levantar fundos (o que é comum nos EUA) e arrecadaram US$ 1 milhão (do tio, êh, lá em casa!), que estão sendo gastos para incentivar pesquisas, criar novos remédios e... fazer o parque”.

 

 

 

 

Legal demais, né, meu povo?   

Escrito por Jairo Marques às 00h02

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A capacidade de amar

Seguindo com a “semana internacional” do blog, trago hoje um vídeo dos nossos irmãos portugas, que casa (com trocadilhos, logo vocês vão entender a razão) com a coluna publicada hoje na Folha: “Você sabe mexer com um PC”? (para ler, clica no bozo Brincalhão, assinantes UOL e do jornal)

 

Se tem um grupo que se lasca para se afirmar nesse mundo paralelo de quem tem alguma deficiência é o dos PCs, pessoas com paralisia cerebral. Um tanto pela imagem, que pode ser incomum, um bocado pela fala, que pode ser dificultosa de entender, um monte pelos estereótipos, que insistem em taxá-los como incapazes.

 

Aqui neste diário os PCs sempre têm vez! Aêêêê ... O tio já mostrou que esses ‘matrixianos’ podem ter capacidade intelectual igual ou superior a qualquer um. Para ler uma história “mara”, clica na florzinha Sorte.

 

Pois bem, lá em Portugal, fizeram o vídeo abaixo, que mostra um relacionamento entre um casal em que ambos são PCs e beeeem prejudicados dos esqueletos. As partes mais importantes estão com legendas!!!.

 

Os pontos mais marcantes para mim estão nas falas finais do casal. Esse lance de se preocupar com o que os outros acham da gente é coisa para mulheres que estão disputando concurso de miss... Muito triste

 

De resto,  o relevante é o que diz nosso coração Apaixonado, nossa emoção, nossa vontade de amar, de compartilhar a vida. Ontem, dizem, foi o Dia do Solteiro, mais conhecido com o dia internacional de querer namorar alguém... Rindo a toa, então, fica a dica para se inspirarem!

 

Quem deu a sugestão foi minha amiga para tudo e qualquer coisa (uia) Tabata Contri, que esteve em terras de “Além Mar” faz um tempinho. A batalha pela dominação do mundo por lá também é frenética.

 

Este filminho não é para pensarmos “ahhh, que bonitinhos os bobinhos brincando de namorar”... é para refletirmos sobre nossa capacidade de amar... vale demais ver até o fim!

 O link direto está aqui, óh: http://www.youtube.com/watch?v=ctfbJorAE9M

 


 

 

Em tempo: Amanhã, a partir das 18h, o tio vai contar mentira Legal na sede do Fórum Trabalhista Rui Barbosa, em São Paulo!  O povo lá tá promovendo um evento hiper bacanudo: “Acessibilidade e Inclusão: Justiça para todos”.

 

Todo mundo pode participar, basta chegar por lá e ir sacando suas credenciais: “Sou um dois ou três leitores do ‘Zairo’ e quero participar!” Rindo a toa 

 

 

O evento vai contar com a participação de um galera blaster importante no debate da dominação do mundo e começa às 17h. Rola também na quinta-feira (18)!

 

Para saber a programação completa, é só clicar na tartaruga Devagar ... E aí, bora “nóistudo”?

Escrito por Jairo Marques às 07h26

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O mundo inteiro

“Zente”, coisa boa é juntar os trens e cair no mundo, né, não?! Dá para perceber claramente que o povo deficiente tem cada vez enfrentado os perrengues e indo daqui para acolá para conhecer novas fronteiras.

 

É fato que viajar para fora do Brasil, para quem é cadeirante, por exemplo, pode ser muito mais proveitoso e divertido do que fazer um passeio por aqui mesmo. É broca admitir essa realidade, mas em vários países da Europa e da América do Norte, acessibilidade em toooodo lugar é quesito básico de cidadania.

 

Nesta semana, o tio vai trazer vários exemplos de “dominação do mundo” por parte dos matrixianos que estão rolando pelo planeta. Tem muita coisa legal, muito a nos espelhar, muito a nos inspirar.

 

 

Para começar, dou uma dica de algo que não é específico de nenhuma parte do mundo, mas que tem bombado mais nos “Estadosunidos” e na Europa. Se lembram de um filmezinho aguinha com açúcar chamado “O Amor não tira férias”?.

 

Nele, duas mulheres que tão mais chateadas que ganhador da mega sena que não sabe o que fazer com a grana Muito triste, resolvem trocar de casas por uma temporada. Uma delas vai para uma cidadezinha da Inglaterra e a outra vai para a “América”.

 

Elas veem nessa troca uma oportunidade de dar novo fôlego na vida, de espairecer as ideias, além de conhecer um novo lugar, como novas pessoas...

 

Pois bem, não é que agora... tchanammmmm.... existe um projeto de “troca-troca” de casas só para o povo malacabado? Ahhhh, ‘maraviwonderful”!!!!

 

Um site chamado “matching houses”, algo como “casas apropriadas” tem juntado a fome com a vontade de comer. Cadeirantes ou pessoas com outras deficiências que têm uma goma acessível para morar, se cadastram, mandam fotos, preenchem os bagulhos todos e pronto, já pode trocar o barraco com alguém de alguma outra parte do mundo.

 

 

O “matching houses” detalha tudo sobre a casa: onde fica exatamente, que transportes próximos existem, se o dono da casa deixa também o carro adaptado, se tem uma “cadeira elétrica” disponível, qual o tamanho dos quartos, se existe algum degrau em algum lugar.

 

O site é todo em inglês, mas é a linguagem é simples e tudo bem didático. A América do Sul é o continente com menos casas cadastradas. Acho que muuuuita gente por aqui tem condições de fazer o “troca-troca”... ui!

 

O “onde ficar” é seguramente o mais complicoso na hora de um deficiente viajar. Os hotéis, geralmente, ficam devendo informações sobre acessibilidade. Então, poder ficar numa casa de outro ‘estropiado’, em outra parte do mundo pode ser uma opção bacana, confortável e mais barata!

 

 

Lá no “matching houses” dá para ler relatos de pessoas que fizeram a troca, dá pra saber os lugares onde tem gente disposta a viver a experiência, tem fotos das casas ao redor do mundo. Para ir até o site, clica no bozo! Brincalhão

 

 

Minha mão tá coçando para entrar nessa aventura. O “apertamento’ do tio é bem acessível e posso deixar a Kombi... só o que eu não deixo mexer é nesse blog, que tem lá seus quaaaatro ou cinco leitores... Bem humorado.

 

*Imagens do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 00h15

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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