Jairo Marques

Assim como você

 

Dica para o friozinho!

Zente, ainda tô em férias (90 dias, será? Rindo a toa), mas passei aqui rapidinho para dar umas infos que complementam a coluna de hoje (assinantes Uol e do jornal podem ler clicando aqui) na Folha: “Curtindo o Inverno”. Tão com “xodades”?

 

“Isso aí tem freio?”...  A pergunta foi mandada para o tio por um moça “faztudo” de uma pousada que fui descansar os esqueletos em Monte Verde, no sul das Minas Geraldas.

 

 

Na imagem, um visu da city 

 

Ela queria saber se a minha cadeira NOVINHA tinha o recursinho de diminuir a toada para que, assim, eu pudesse descer uma rampooona para chegar até o lugar do café da manhã.

 

E, olha, meu povo, mesmo que meu cavalo tivesse freio a disco nas quatro patas eu conseguiria, sozinho, me segurar para descer o acesso.

 

Vou deixar aqui a dica do local, mas é daqueles que o povo “malacabado” vai de pirraça Muito triste. Não é acessível, mas a gente vai pelejando daqui e dali e consegue curtir gostoso (ui) o friozinho da montanha.

 

O local tem uns onze chalés, mas apenas um tem condições razoáveis para abrigar um “matrixiano” (um dos mais caros, claaaaro). O restante é cheio de escadas.

 

 

Na imagem, panorama geral dos chalés da pousadinha

 

Dentro da morada, é quase tudo “sussa”. O local é amplo, com portas largonas que facilitam a passagem da cadeira. Dá pra manejar a lareira tranquilamente.

 

 

Na imagem, visão geral de dentro do chalé, com larerinha 

 

O banheiro é grande, com box amplo, maaaas, sem barras de apoio para mode a gente se agarrar e cair dentro do vaso.

 

 

Na imagem, o box amplo do mictório 

 

Agora, para conseguir entrar nas hidromassagem (ah, pessoais, adoro brincar de barquinho nesse trem... Carente), só apelando para nossa senhora da bicicletinha e contando com o muque da patroa!

 

Saquem só esses dois degraus, gente.... literalmente de chorar pelado, né, não? A salvação é que, bem do ladinho, há um trecho plano, sem degraus, por onde, com jeitinho e com a ajuda da minha deusa eu conseguia entrar.

 

Na imagens, o raio dos degraus da banheira 

Na imagem, o cantinho da banheira por onde eu me virava

 

Os donos da pousada nunca pensaram em tornar o local viável para todos os turistas, mesmo que, para isso, ele tenha que gastar pouquinho. Botem reparo nesse pequeno degrau que dá acesso ao deck, de onde a gente pode ver os mato tudo... precisava?!

 

 

 Na imagem, o degrauzinho para acessar o deck

 

Na imagem, o tio todo formozurento no deck do chalé

 

Para chegar até o local onde rolava o café da manhã, só pegando a Kombi (que ficava do ladinho do chalé) e descendo uma rampa beeeeem íngreme. Depois disso, o caminho era suave, com alguns trechos de emoção, mas que dão pra sobreviver.... surpreso

 

 Na imagem, rampas de acesso ao café

 

Na imagem, mesinha a céu aberto no café da manhã 

 

A cidadezinha, na real, um distrito de Camanducaia, é bem punk para quem anda tocando rodas. Mesmo do tamanho de uma caixinha de fósforo, faltam rampas nas calçadas e em alguns bares e restaurantes. A única vaga reservada estacionamento estava indevidamente ocupada, só pra variar... Cansado

 

Na imagem, um por-do-sol lindão na pousadinha

 

Na imagem, um esquilinho guty guty

 

Mas, há rampas e acessos em, talvez, 30% dos locais. Ir sem um “empurrador” pode ser um trampo lascado..... mas, pro friozinho, acho que pouca gente curte ir sozinho, né?!

 

O grande lance do relato dessa minha viagem (na coluna e aqui) é reforçar o lema maior do nosso projeto de dominar o mundo: tem de botar a cara na rua, é preciso ir, é preciso mostrar que existimos e que precisamos de condições de acesso...

 

Ah, sim, para quem quiser aproveitar a dica, com todos os “senões”, é só clicar no bozo que eu levo pro site do local! Brincalhão

 

* Fotos de arquivo pessoal

Escrito por Jairo Marques às 00h09

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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