Jairo Marques

Assim como você

 

Enfim...

“Zimininos”, o tio, a partir de hoje até sabe Deus quando Muito triste, entra em férias! Aêêêê

 

Claro que eu fico “troncho de xodades” de vocês e acabo sempre dando notícias, né?! Eventualmente, vou escrever por aqui. Mas a ideia é que o tio possa descansar o esqueleto bastante para o segundo semestre.

 

Vou aproveitar o friozinho que anda fazendo em São Paulo e dormir um monte de meia e “bobis” na cabeça.... Beijo. Também vou me atualizar nos blogs dos amigos e ler os meus romances “Sabrina”...

 

 

Na imagem, o gato Garfield curte preguiça em um travesseiro

 

A coluna na Folha, de duas em duas semanas, continua. Tá ai uma forma de ‘ceitudo’ me abraçarem e beijaram Apaixonado..... (na página 2 do caderno Cotidiano!)

 

Comportem-se, segurem o choro e até a volta!!!!

 

Beijos nas crianças

Escrito por Jairo Marques às 08h59

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

A Kombi nova

O tio foi catando umas moedinhas daqui e dali, vendeu o almoço para comprar a janta e fez uns bordados, uns artesanatos (mentiiiira Embaraçado) para, finalmente, juntar um dinheiro e trocar a Kombi por um modelo mais atualizado (já sei que vai ter alguuuuns leitores que falarão: "de noooovo?" Rindo a toa).

 

Do dia em que eu cocei a cabeça de vontade de comprar a charanga nova até o dia que finalmente eu pude pegar o possante passaram-se cinco meses. Quase nada, né?! Mas essa conversa da demora do ‘guverno’ em liberar o pagamento dos impostos, previsto em lei, é papo que ‘ceistudo’ já conhecem. Quem não se lembra, clica no bozo... Brincalhão

 

Na imagem, um desenho de uma Komboza toda colorida

 

Alguém, não sei quem, vai me desculpando, não sei quando, vai me desculpando também, havia me perguntado como o ‘malacabado’ faz com o carro antigo.

 

Bem, como a gente que galopa em cadeira de rodas tem pânico de enfrentar o transporte público com receio de ficar pior do que já estamos Sem jeito, a dependência do ‘tomóvel’ é imensa e vender o bicho dá um trabalhinho.

 

Para quem tem opção, tipo o papai, a mamãe, o irmãozinho ou o amorzinho pode te transportar por alguns (ou vários!) dias, a melhor coisa a fazer é vender o carro no mercado. Se conseguir vender para um ‘matrixiano’ que precisa da mesma adaptação que você, mais bacana ainda! E faça um preço camarada porque a dominação do mundo envolve um ajudando o outro, heim?! Muito feliz

 

Claro que é possível também vender para um ‘serumano’ comum. Neste caso, alguns procedimentos são necessários: retirar a adaptação de freio e acelerador (algumas chavinhas resolvem, em muitos casos), ir até a um posto da secretaria de fazenda ou Poupa-tempo e.... pagar! Insatisfeito

 

Sim, a partir do momento em que você vendo o carro, é preciso arcar com o IPVA (um desses impostos intermináveis que, dizem, servem para reverter em benefício nas cidades) que ele é isento, em alguns municípios, para, assim, liberar o valor do possante novo. Tudo isso, afora os procedimentos normais de venda, né? (Passar o carro pro nome do comprador, pagar multa, etc)

 

No meu caso, por pura falta de opção, uma vez que sem a Kombi eu tô de tanga chupando manga Rindo a toa, o veículo antigo ficou com a concessionária, que deu uma merrequinha por ele.

 

Na imagem, um desenho com traço bem infantil de homem de tanga

 

Como não existem mais bobos no futebol, as empresas sabem que o ‘malacabado’ comprou o carro com desconto e joga o valor de compra láááá embaixo. Enfim, é de chorar, mas não tive outra opção.

 

“Tio, e você usou a adaptação antiga na charanga nova?”

 

Povo, digo sem nenhum pudor, afinal eu não sou dessas coisas Convencido, que o quase monopólio das adaptações veiculares nos joga numa encruzilhada. Quando você muda de modelo de carro, nuuuunca há compatibilidade, por mais simples que o mecanismo pareça.

 

Aí, o sujeito tem duas opções: ou paga para um ‘redesenho’ da adaptação antiga, cujo preço do serviço é altíssimo, ou compra uma adaptação nova, o que quase todo mundo acaba fazendo pela praticidade. (se isso ficou confuso, acho que ficou, eu explico para quem quiser nos coments, fechou?!).

 

Deficiente que tem pode ter carro (ou com eu, pode ter Kombi Bem humorado) é muito privilegiado, pois, apesar dos descontos que temos direto, os gastos que envolvem o ato são muito altos. Broca, né?!

 

Mas, claro que é bomdemais.com.br ter o poder de ir daqui para acolá com muito mais autonomia. E é bom também um “carrim novim”.

 

Na imagem, um desenho de um cachorro com um riso bem forçado!

 

No começo, tudo é estranho, por mais que a gente faça aquele negócio de test drive, que é dar uma ‘vortinha’ do tamanho do beiço de uma ‘purga’ para saber se curte o modelo, né?!

 

Pra mim, na nova charanga, o espaço de manobra que tenho para me sentar no banco do motora é diferente, a distância que fica entre a cadeira e o banco do carro, para eu entrar nele, é diferente, a forma como vou jogar meu cavalo na carroceria é diferente.

 

Ainda estou me habituando, mas loguinho já tô preparado para pegar o rumo das estradas tudo e ir visitar mamãe nas Trêlagoa! Segura o tio!

 

* Imagens retiradas do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 00h02

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

A necessidade de cada um

O lance de ser ‘matrixiano’, viver em um mundo paralelo, onde muita coisa não se encaixa no seu modo de vida, às vezes, também envolve que algo seja feito especialmente para você, único. Aí é que mora a encrenca.

 

Ter uma deficiência, como ser prejudicado das vistas, ou dos ouvidos, ou do esqueleto, ou da cacholas, pode exigir que, para levar uma vida mais igual ao dos outros ‘seresumanos’ o ‘malacabado’ vai precisar de adaptações. Beijo

 

As adaptações podem ser mais gerais, atendendo a um público diverso, como uma rampa, uma sinalização auditiva ou visual ou pode ser mais específica, como uma cadeira de rodas “elétrica” que pode ser acionada com o piscar dos olhos, por exemplo.

 

O bicho pega justamente nesses aspectos das necessidades específicas das pessoas. Primeiro, de quem é a obrigação dessas demandas? Por exemplo, se o cabra necessita de um tipo de medicamento raríssimo, que não é produzido em escala, o que fazer? Carente

 

Em países onde os direitos humanos são devidamente incorporados à sociedade, ninguém fica questiona que os governos precisam dar conta dessas demandas. Em países que “tão se achando”, como o Brasil, muitas vezes, é preciso acionar a Justiça para conseguir algo básico para a sobrevivência. Já em países pobres...

 

Bem, acontece que o povo tá ai na rua, na labuta e precisa das condições básicas para ser gente. E aí? Aí é preciso arcar com as adaptações do bolso (o que rola em 99% dos casos) ou contar com a ajuda de órgãos civis ou da ajuda de amigos, de vaquinhas, de correntes, de rifas, de bingos... Tonto.

 

Agora pensem o seguinte com o tio: como faria uma mãe para levar daqui para acolá seus três... é, meu povo, é broca mais é verdade, três filhos ‘malacabadinhos’?

 

Rosenilda Costa é mãe de Samille, de nove anos, Izabely, de sete anos, e de Dhones do Amor Divino Silva, cinco anos, todos com deficiência física. Como é que faz para dar conta de andar com esses esgualepadinhos tudo?!

 

Na imagem, Rosilda e os três filhos em sua cadeira tripla 

 

A AACD (Associação de Assistência à Criança com Deficiência), onde a molecada dá um tapa na funilaria, inventou uma cadeira de rodas tripla, sem precedentes no mercado, para dona Ronenilda.... Ahhhhhh, eu achei bacana demais da conta! Muito triste

 

O lance é: ou isso era inventado, ou essa mãe seguiria tendo uma dificuldade absurda para conseguir enfrentar com dignidade a realidade dela e dos filhos. Claro que, no futuro, reabilitados, os moleques vão dar conta de sevirar.com.br cada um por si, mas, neste momento, a vida deles necessita de uma atenção especial.

 

 

Na imagens, as três crianças sorriem à borda da cadeira tripla

 

Isso seria um luxo? Penso com segurança que não. As pessoas não são iguais e suas diferenças podem exigir que a sociedade crie soluções para levar o dia a dia. Achei “maraviwonderful” a iniciativa da AACD, que custou uma grana representável, não reembolsável pelo poder público...

A cadeira tripla foi desenvolvida pelo setor de engenharia da associação em parceria com a empresa Jaguaribe, que fabrica cadeiras. A “bigchair” Legal pode de desmembrar ou mesmo ser tocada como um trenzinho... legal demais, falai?!

 

E cada cadeirinha foi adaptada ao corpinho de cada criança, como deve ser!

 

Na imagens, crianças sentadas na 'bigchair', em frente à AACD

 

“Eu estava ansiosa para ver a cadeira, mas tinha certeza que me ajudaria muito. Agora poderei levar meus filhos para outros lugares. Antes, era difícil fazer o trajeto de casa até a AACD. Eu saía às 4h da manhã com as crianças para chegar no horário e ainda tinha que pedir ajuda aos vizinhos para facilitar a ida até lá”, falou a mãe.

 

Quando eu digo que o povo com deficiência dá um trabaaaaalho danado surpreso, nem estou brincando, não! Mas a gente garante que podemos contribuir muuuito, iguais a qualquer um, se as oportunidades para curtir a existência sejam iguais!

 

* Imagens de divulgação

Escrito por Jairo Marques às 00h00

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ver mensagens anteriores

PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
Twitter Twitter RSS

BUSCA NO BLOG


ARQUIVO


Ver mensagens anteriores
 

Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.