Jairo Marques

Assim como você

 

‘Tamo’ na roça!

Quando a história de hoje caiu na caixa do meu correio, eu não acreditei. Por mais que eu tenha certeza que o projeto de dominação do mundo por parte dos ‘matrixianos’ para que ele seja mais acessível a todos esteja bombando, ainda sou surpreendido dia após dia.

 

E claro que fico mais contente que porco na lama de saber que vou ter, mais uma vez, um ‘causo’ para fazer todo mundo refletir, pensar sobre sua realidade, suas possibilidades e desafios na vida.

 

Bem, depois de mostrar aqui ‘malacabado’ voando, cantando, namorando, conquistando, enfrentando... Estropiados que encaram profissões tidas como “impossíveis”: veterinários, arquitetos, médicos, artistas, jornaliiiiistas.... Rindo a toa...

 

Hoje, abro as cortinas para um cidadão brasileiro, cadeirante, baiano, que ganha a vida trabalhando... sim, acreditem.... na roça!

 

 

O Ediçon Machado (é com cedilha, mesmo Bem humorado) trabalha com enxada, com terra, com plantação, com semente, com colheita, tudo a bordo de uma cadeira de rodas.

 

“Tenho 48 anos, sendo que 13 deles na cadeira por ter sofrido um acidente de moto. Sou casado e tenho duas filhas. Precisei continuar a trabalhar para criar minhas filhas que na época do acidente elas eram pequenas”

‘Zente’, eu admito que sou mais empolgado que formiga em pote de açúcar e que a necessidade faz a gente se mexer do jeito que for, mesmo, mas imagine vocês que tocar a cadeira no asfalto, nas calçadas, já é um desafio danado, imagem como é fazer isso em um terreno de plantação, de terra?

“Depois do acidente, fiquei seis meses na cama, fui para o hospital Sarah em Salvador, fiz minha reabilitação e voltei aqui pro interior da Bahia. Adaptei um carro e comecei a labuta na roça. A vida tinha de seguir”

Eu crio galinhas caipiras, vendo cerca de 300 por mês, o que me dá livre uns R$ 600. Também produzo 600 caixas de atemóia (uma espécie de fruta), produzo 2.000 caixas de frutas do conde por ano e uns 90 cordeiros. Tudo isso, me dá recurso para manter as meninas na faculdade.”

O Ediçon não só conseguiu driblar todo o perrengue trazido por uma lesão medular que o deixou paraplégico, como também enfrentou aquilo que melhor sabia fazer: tirar o sustento da terra para crescer financeiramente, sustentar a família e ‘estudar’ as filhas.

“Hoje eu emprego oito pessoas que me ajudam na labuta da roça. Mantenho um apartamento no Rio, onde uma filha estuda direito (Sandilla, de 22 anos), uma casa em Feira de Santana, onde a outra menina estuda economia (Gana, de 24 anos), mantenho minha casa, minha esposa. Graças a Deus me mantenho sempre ocupado, faço duas viagens por ano ao litoral.”

Claro, meu povo, que troquei várias mensagens com o Ediçon para saber como era possível tocar a cadeira no meio dos pomares, da buraqueira. Ele me explicou que vai do jeito que dá... Tonto.

E é assim mesmo, né? Eu mesmo, quando adolescente, tocava minha cadeira em ruas de um areião danado, de mato, de buracos. É pedreira, é duro, mas é melhor do que ficar parado vendo a vida passar. É enfrentando que a gente vai conseguindo meios de superar.

“Toda semana levo um tombo da cadeira e, às vezes, no meio do pomar, dou de cara com casa de marimbondo, mas é até divertido. Participo de feiras agropecuárias e seminários da área q atuo. E faço encontros do povo ‘matrixiano’ aqui na minha roça de vez em quando.”

Além dos desafios da própria profissão, o Ediçon enfrenta a total falta de acessibilidade da cidade onde mora, com ruas de paralelepípedos, transporte público ausente, rampas... Mas, com toda certeza, temos um representante fantástico para que essa situação se transforme.

Fico muito contente de saber que o blog tá chegando com força no Nordeste e que posso trazer para os meus dois ou três leitores do resto do Brasil, sil, sil... histórias ‘maraviwonderful”.

*Fotos de Arquivo Pessoal

Escrito por Jairo Marques às 00h10

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Ganhou o Ipad, o sorriso e o coração

Eu tava devendo “proceis” tudo o resultado do concurso mais disputado que vaga em banheiro de rodoviária, o “Ipad, Iganha”, né, não? Para quem não sabe o que é, clica no bozo que eu explico! Brincalhão

 

Desculpem, é que sou enrolado mesmo! A competição foi ótima e foi preciso fazer duas rodadas de votação entre os jurados, democraticamente escolhidos por mim Convencido, para chegar ao veredicto (aprendi ontem essa palavra! Beijo)

 

Em princípio, não conseguiu juntar a frase do ganhador com a cara da pessoa. Mas, depois, fuçando na mala de cartas que tenho, ‘foi vindo’ a lembrança!

 

“Tio, fala logo o nome da pessoa, a frase. Para de ladainha, fafavo”

 

O ganhador foi o Paulo Borges, aqui de São Paulo, que bolou a seguinte frase:

 

“Às vezes faltam pernas, em outras os braços, os olhos para ver, ouvido para ouvir. Mas assim como você, não falta um coração pra bater e uma boca pra sorrir!”

 

Eu achei “maraviwonderful”! O Paulo é daqueles leitores escondidinhos, mas que sempre troca uma ideia, uns parágrafos comigo pelo email! E ele mandou uma carta me mimando, falando que me ama e que não vive sem o blog... Rindo a toa

 

 

Saiba mais, então, sobre o Paulo e os rabiscos dele!

 

“Conheci o Jairo, ou melhor, o “”Assim como Você”, em 2008, naqueles dias que mudam a nossa vida para sempre. Naquela ocasião, estava com sorte e ganhei meu primeiro prêmio do blog, ao ler a história de uma moça que na infância teve uma grave lesão na medula. Em entrevista, ela contava os desafios que enfrentara e de como “caminhar com dificuldade”, não impediu que corresse atrás de seus sonhos.

 

Além de linda de morrer, a despeito das adversidades, a menina transformou-se em doutora e junto com o Jairo me ensinaram naquele dia, a olhar as pessoas, o mundo das pessoas e minha vida em especial (que de especial não tinha nada), de uma maneira diferente.  Difícil explicar. (Clica na florzinha que eu levo pra conhecer a história da “dotôra” Sorte)

 

Não fizeram sentir-me melhor mas sentir-me mais igual. E isso mudou em mim para sempre.

 

 

Apesar de fugir completamente do espírito do blog, era impossível não sentir-me um pouco culpado diante de dificuldades e limitações tão maiores que as minhas. Hoje, por causa do blog, do Jairo e da força de pessoas como a Dra. Natália, sinto-me contaminado por essa energia, alto-astral e bom humor tão necessários para enfrentarmos as injustiças, o preconceito, a falta de respeito, acessibilidade e principalmente a indiferença.

 

Cada vez mais igual, assim como todos nós, agora ganhei meu segundo prêmio do blog. Infiltrado na “Matrix”, quero muito fazer por merecer esse prêmio, participando e contribuindo no projeto para dominarmos o mundo. Podem contar comigo.

 

É tudo nosso!”

 

* Fotos de arquivo pessoal

Escrito por Jairo Marques às 00h01

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Vai lavar essas mãos!

Quando eu era menino, no tempo em que o macarrão vinha num pacotão azul compriiido Muito triste, sempre antes de dormir, minha mãe trazia até a cama uma bacia com água para que eu lavasse as mãos.

 

A mesma rotina se dava pela manhã, antes de ir para a escola _banho era só final da tarde, nem vem Com vergonha_ religiosamente. Eu odiaaaava aquilo, não via sentido nenhum. Eu era tão limpinho, pô! Kkkkkkkkkkkk

 

 

“O tio, mais porque diaxo ocê num ia até o banheiro, heim”?

 

Meu povo, eu morava, naquela época, em casa de Cohab, sabem qualé?! Se entrava a família toda, de uma vez, faltava o ar e morreríamos asfixiados de tão pequenos que eram os cômodos Tonto. Deu pra imaginar se o banheiro era acessível?

 

Mamãe não largava da minha mão suja nem quando eu estava brincando de comer terra com os moleques na rua. Antes de levar o lanche (um copão de leite com toddy e um pão com manteiga) ela esticava a mangueira da casa até onde dava e me fazia lavar as patinhas.. Rindo a toa

 

 

Engraçado como criança não entende a importância das coisas nem com reza brava. O bom é que, no meu caso, sempre tive nossa senhora da bicicletinha para me lavar....

 

O povo malacabado, sobretudo os que tocam cadeira de rodas, arrastam cachorro pela rua e usam muletas e bengalas, precisa ter cuidado especial com as mãozinhas.

 

No caso da cadeira, por exemplo, os aros de propulsão das rodas são mais sujos que pau de galinheiro devido o contato com a poeira, com a poluição do ar, com tudomais.com.br. As nossas patinhas, que ficam em contato direto com aquilo, ficam também, imediatamente, expostas a milhaaaaares de bichos.

 

Parece muito básico esse cuidado, mas tenho certeza que tem muito cadeirante que se esquece de fazer uma “lavação” básica, de tempos em tempos, nas mãos. Daí o cabra fica resfriado, fica doencinhas básicas, fica exposto a uma contaminação mais grave.

 

 

 

Mais do que o ‘serumano’ comum, o cuidado com as patinhas para quem lida com equipamentos de locomoção é fundamental.

 

“Ocê” tá lendo o tio com a mão na boca? Roendo as unhas? Mordendo os dedos? Hummmmmm..... 

 

*Imagens do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 00h18

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O tempo de ser mãe

Quando a mãe tem um filho com deficiência, não raro, ela abre mão de seus projetos absolutamente femininos _vaidade, arquiteturas românticas, frescurinhas e medos tolos_ para ser a própria luz da vida de sua cria, para ser aquilo que o falta, que o torna inábil no aspecto que for. Elas deixam de viver suas próprias vidas para amparar seu fruto, para fazê-lo vingar no rumo, para ajeitar seus prumos.

Um processo assim, nunca é suave, mesmo nas fêmeas mais aguerridas, mais banhadas do puro amor. Ninguém espera um revés do “lindo e perfeitinho” na maternidade. Dói, incomoda, derruba. Ninguém abstrai como pluma suas próprias necessidades, da noite para o dia, para acudir o filho enfermo “de guerra”.

Mas seres humanos não são feitos para o lixo, para o abandono, para a carência de sentimentos, para serem apartados do convívio de todos. Se há vida, como diz o poeta, que seja intensamente vivida seja qual for a condição. E é nessa hora que as mulheres resgatam forças, refazem planos, redesenham realidades para a sobrevivência dos filhos e para que, juntos, busquem a felicidade.  

No “Dia das Mães”, e esse blog que tem a honra de ser lido e seguido por centenas delas, abre as cortinas para a história de Lina e seu filho André.

Ela, musicista, dinâmica, um mundo de possibilidades...Uma mulher diante do desafio da deficiência do filho.

 

Ele, mesmo após sete anos de vida, ainda exige cuidados da tenra idade. Tem paralisia cerebral numa mente astuta _puxou da mãe_, tem gosto pela arte, tem seus conflitos.

De um começo de desencontros, que raríssimas mães são capazes de assumir, a uma vida de aprendizado, de querer bem profundo, de um pelo outro... O que os dois querem da vida? Ser “Assim como Você”.

Fica a sugestão de lerem esse texto recheado de sensações extremas ao lado de suas mamas, de pessoas queridas, de amigos.... De quebra, ainda tem o trabalho magnifico do fotógrafo Arthur Calasans!

Feliz Dia das Mães...

Sorte

“Quando tinha 23 anos, uma tendinite danada me deixou com o braço direito inutilizado. Uma dor que me perturbou dia e noite durante meses. Aquilo começou a me deprimir. Não conseguia escrever, não conseguia segurar um copo, nada. Era como se eu só tivesse a mão esquerda. Tocar oboé, coisa que eu ainda estava começando, nem pensar. Tive de sair da orquestra jovem em que eu tocava. Não conseguia nem segurar o instrumento. Procurei inúmeros médicos, figurões da área, super recomendados.

Demorei muito para achar um que me ajudasse a me livrar daquela dor. Mas ainda assim, meu braço não voltou mais a ser como era antes. Por qualquer coisinha, a dor recomeçava. E o que eu ouvia em cada consultório era sempre a mesma coisa: com o braço recuperado eu nunca mais ficaria, portanto, deveria começar a pensar em outra atividade profissional porque tocar oboé não seria mais possível.

Não aceitava o que os médicos falavam. Jamais. Resolvi que tinha de arrumar uma solução e que eu iria encontrá-la. Fui fazer natação, tai-chi-chuan... o que aparecesse eu tentava.

Até que arrumei um professor de oboé, o Arcádio Minczuk, oboísta da Orquestra Sinfônica de São Paulo, que tinha passado por problema semelhante e me orientou a procurar uma tal “técnica Alexander”. Achei. Era coisa rara naquele momento. Só uma pessoa em São Paulo trabalhava com aquilo. Funcionou para mim e voltei a estudar, a fazer aulas, a tocar em orquestra, fazer testes e até virei oboísta profissional uns anos depois! Toco até hoje, apesar de agora estar me dedicando mais à vida acadêmica.

Mas conto tudo isso para fazer um salto para outro momento que eu comparo a esse: o momento em que eu me tornei a mãe do André. Foi outra crise na minha vida, em proporções infinitamente maiores do que a da tendinite. Faço a analogia porque acho que, de certa forma, minha atitude foi a mesma.

Para alguém que acreditava firmemente que nada poderia ser pior na vida do que ter um filho deficiente, descobrir com oito meses de gravidez que iria ter um filho com uma má-formação cerebral e que ninguém sabia como seria a condição dessa criança era o mesmo que dizer que a sua vida tinha chegado ao fim.

E foi assim mesmo que me senti. Não tinha mais como viver. Queria morrer e que aquela criança na minha barriga morresse também. Esse momento de “fundo do poço” passou logo. Tinha de enfrentar hospital e médicos diariamente até meu filho nascer, tinha que ter força para enfrentar o parto, para me recuperar, para amamentar, para cuidar daquele bebê tão bonitinho, que afinal de contas era meu e dependia de mim para tudo.

Passei sete anos lutando com essa nova situação na minha vida, sete anos com uma dor e uma tristeza que não me abandonavam um segundo sequer. Algo insuportável e muito difícil de levar. As pessoas chegavam a comentar comigo que só de me ver chegava a doer nelas a minha tristeza profunda.

Mas da mesma forma que fiz quando tive a tendinite, não desisti e continuei minha busca por uma solução, uma maneira de continuar vivendo apesar do André. Mesmo com toda minha dor, nunca descuidei dele. Sem falsa modéstia, ele é um garoto muito bem cuidado e acredito que por isto está tão bem, dentro das possibilidades dele.

Posso dizer que esses sete primeiros anos da vida do André foram como que uma travessia pra mim. Quando consegui chegar do outro lado, encontrei um outro mundo, uma outra vida. Ma a Lina que chegou até aqui é outra. Aquela que existia antes do André, morreu. Foi um processo bem “escorpiano” (meu signo), de transformação, de uma morte para possibilitar um renascimento. Tive que me reinventar à base de muito sofrimento.

É claro que isso foi um processo, mas, em janeiro do ano passado, tive como que um “estalo” e tudo mudou. Foi como se a tristeza saísse de dentro de mim. Comecei a olhar meu filho com outros olhos, com alegria, com prazer. Comecei a conseguir curtir o André, a ficar com ele, a brincar, a passear, coisas que antes só faziam cutucar a minha ferida que não parava de sangrar. A partir desse momento, descobri que estava viva, que poderia continuar como todo mundo, que poderia ainda ter alegrias, felicidades e sonhos, que a vida não tinha acabado para mim. E passei a enxergar tudo com outros olhos, muito mais alegres.

Sabe aquelas pessoas que chegam à beira da morte e quando voltam acham tudo lindo? Foi isso. Passei a ficar contente, a rir bastante, a conversar com as pessoas pela rua, a curtir até o fato de respirar. Mesmo sentar para tomar um simples café virou um prazer inenarrável! A vida ficou boa. Aliás, muito melhor do que antes. Eu me transformei. Era uma pessoa séria, fechadíssima, brava, rígida. Consegui colocar leveza no meu cotidiano. Tocar oboé ficou ainda mais prazeroso!

Com toda essa dificuldade que encontrei ao entrar nesse universo “matrixiano” (porque eu não sou, mas penso como uma), como diz o Jairo, eu me vi forçada a me reconstruir como mãe, como mulher, como professora, como musicista, como filha, como amiga, como pessoa. Passei a me sentir bem comigo mesma, coisa que não acontecia antes. Internamente mudei demais e isso se refletiu na minha aparência. Minha autoestima voltou, eu mudei radicalmente o cabelo, perdi oito quilos, troquei todo o meu guarda-roupa, não saio mais sem maquiagem nem para ir até a padaria, praticamente rejuvenesci, por dentro e por fora.

Para quem nem falava da existência do André com as pessoas, tamanha a dor que isso causava, posso dizer que é uma mudança e tanto expor a minha história para quem quiser saber. Perdi o medo. Ganhei força. Agora acredito que sou uma fortaleza e que nada mais pode me derrubar.

Consegui achar o meu caminho para continuar vivendo, sonhando e curtindo as coisas boas da vida. Eu sei que é difícil demais esse processo. Ainda mais quando a gente não aceita soluções simplistas, como a de achar que é uma “pessoa especial”, que seu filho é “uma bênção” ou um “resgate cármico”. Sou uma mulher comum que não tinha nenhum preparo para enfrentar a situação de ser mãe de uma criança deficiente.

Fui encontrando coisas bacanas nesse meu caminho, como a Cristiana Soares, seus conselhos de mãe inteligente e mais experiente e seu livro lindinho “Por que Heloísa”, ou o ”Nascer duas vezes” do Giuseppe Pontiggia, meu livro de cabeceira por muito tempo. Coisas de gente muito logocêntrica!

Enfim, o que eu quero agora é que meu filho também entenda o que eu aprendi com muito esforço: que a gente pode muito mais do que acredita ou do que os outros acreditam.  Acho que consigo mostrar para ele e para as outras pessoas a minha alegria de viver sendo mãe dele e muitas coisas mais ao mesmo tempo. É o que eu espero.

Escrito por Jairo Marques às 00h00

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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