Jairo Marques

Assim como você

 

Vem ser colega do tio!

“Zimininos”, esse ano não acaba nunca mais, mas o evento mais esperado do mundo desse povo sem perna, sem braço, que puxador de cachorro, que tem o escutador de novela variado ou é abatido da guerra geraaaal, é amanhã! Aêêê!!!

 

Antes de falar mais sobre esse evento universalmente esperado (aff, eu ‘ando’ insuportável, né? Convencido) quero falar de uma iniciativa “maraviwonderful” que o Grupo Folha, este que o tio quebra pedra já faz teeeempo, está com vagas exclusivas abertas para o povo ‘malacabado’! Uhrúúúúú!!!

 

 

 

Pessoas com deficiências físicas ou sensoriais podem tentar uma vaga nos seguintes setores:

 

Financeiro (pra mexer com dinheiro, o que é uma delí, falai), Publicidade (para vender o nosso peixe!), Marketing (para embrulhar o nosso peixe!), Jurídico (para evitar que ‘nóistudo’ vejamos o sol nascer quadrado Muito triste), RH (que compra cesta de Natal e ovo de Páscoa!), Compras (enfim...), Call Center (para segurar o piano e tocar a canção), Publifolha, na área Editorial e na Administrativa, Tecnologia da Informação (quando eu souber, eu digo), Gráfica (lugar de gente que faz pra valer) e Redação (aqui o bicho pega!).

 

Os currículos devem ser enviados para o email rhvagas@grupofolha.com.br contando pros meninos do RH qualé sua estropiação, fecho?!

 

 “Oh tio, mas como é trabalhar na Folha, heim?!”

 

Claro que sou mais suspeito do que o gato quando some a sardinha da janta para falar do meu próprio trabalho, contudo, é uma emoção diária participar da feitura de um dos produtos mais importantes do país, a Folha.

 

A sede do jornal fica no centrão de Sampa, próximo à estação Santa Cecília do Metrô. De lá para cá, tem rampas nas calçadas, mas as calçadas são aquelas belezinhas que conhecemos, né, não?! Mas dá para rodar relativamente bem.

 

O prédio da Folha passou por reformas recentes e a acessibilidade foi contemplada em todos os andares (já havia antes também, mas agora tá mais bacanudo!).

 

Desde que estou por aqui, sempre vi disposição para tornar os ambientes tranquilos para a utilização de todos. Quem precisar de adaptações específicas como softwares de leitura ou equipamentos que facilitam o uso do mouse ou do teclado tenho certeza que será facilmente resolvido.

 

Um meio de comunicação de credibilidade, como é a Folha, respeita as diferenças e defende a justiça social, então, nada melhor do que ter que um cenário de trabalho que contemple essa diversidade, né, não?

 

“Mas quantas vagas são, quanto eu vou ganhar e tudomais.com.br?”

 

O setor de Recursos Humanos vai tratar diretamente desses lances com os interessados e selecionados para entrevistas.

 

E aí? Bora promover a dominação do mundo aqui no “jornal do futuro”  também?! Tô esperando!

 

Sorte

 

Ah, sim, e minha roupa já tá passada e engomada para o 4º encontro do “Assim como Você”. Tô mais ansioso que galinha na hora de botar o ovo!

 

É amanhã (16/4), no shopping Paulista, pertinho dos metrôs Brigadeiro e Paraíso, a partir das 18h (mais conhecido como 6 da tarde). Delíííícia!

 

*Ilustração de Diovane Galvão. Quer ver mais? Clique aqui.

Escrito por Jairo Marques às 00h01

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Acessibilidade na pele?

A única tatuagem que já tive coragem de fazer na vida foi uma daquelas que vinham antigamente (mais precisamente no tempo das cavernas Bobo) junto com um chiclete duro e de cor indefinida.
 
A gente lambia a figurinha, que vinha com a goma, e tascava no braço... O resultado? Olha, ‘zimininos’ ficava um luxo, puro creme do milho: assim, um borrão indecifrável Muito triste. A vantagem é que aquilo poderia ser qualquer coisa que quiséssemos.
 
Adoro tatoos... Acho realmente bonito... nos outros Rindo a toa. Tanto é que convenci minha deusa a fazer uma bem discreta em minha homenagem: "Zairo Marques: Te Lovo daqui até o... o.... Paraguay"... Alegre
 
“Ôh tio, mas se perexemple assim ocê fizesse uma tatoo, o que seria, heim?”
 
Ah, mas eu não teria dúvidas. Metia uma Komboza nas costas com as inscrição tudo:  “Bora dominar o mundo”? Convencido
 
O que me deixa intrigado nesse lance de desenhar a pele é que os estúdios de tatuagem, poodem botar reparo, costumam ser em cafofos cuja acessibilidade passa lááá longe, perto da.. Chiiiiiina.
 
Noto que aqui em Sampa, os picos de desenhar a pele costumam ficar em sobrados, do ladinho dos consultórios de dentistas. Muita gente acha, então, que ‘matrixiano’ não cuida da boca e nem tem gosto por desenhar motivos na lomba, né? Com vergonha
 
Contudo, como o processo de dominação do universo caminha a passos largos, tipo os do meu amigo Claudinho Castro (não conhece ele? Clica no bozo Brincalhão), os lugares de mandar bala nas tatuagens, nos piercings e tudibom ou tudiruim, depende de quem olha, já começam a se mexer para fazer acesso para TODOS.
 
Quem conta a história é minha querida leitora e ‘praticamentchi’ sócia desse blog, a Fafa Pedroso!
 

                               

 Sorte

Lá vem eu de novo no blog do Jairão contar mas um caso super bacanudo! Amo tatuagens, desde sempre, e as pessoas diferentes sempre me chamaram atenção.
 
Já com 15 anos queria fazer uma tatoo (ainda bem meu pai nunca deixou, certeza eu iria fazer uma horrível Carente). Mas, no meu aniversário de 18 anos, não teve jeito: fui lá eu, fiz minha primeira tatuagem!
 
Depois dela, ainda vieram mais duas! Sempre fui curiosa por esse mundo e a arte de desenhar a pele me fascina. Já fui a duas Convenções da Tatuagem (feira em que tatuadores do Brasil e exterior apresentam seu trabalho e praticam nos interessados), Ficava encantada com tudo.
 
Em uma dessas feiras, conheci o trabalho da tatuadora Akemi  e fui a acompanhando por meio do  blog (
http://mtv.uol.com.br/tattooblog/blog) e a admirando, pois uma mulher trabalhar bem no mundo dito masculino não é para qualquer uma, né.

Para minha surpresa, vi um post que ela escreveu sobre uma promoção para ganhar uma tattoo feita por ela no estúdio do LEDS, onde ela trabalha. E sabe qualéra? Eles queriam inaugurar... A SALA PARA CADEIRANTES!!!!


 

Li duas vezes para ter certeza do que estava vendo, já que a coisa mais difícil é achar um lugar adaptado, ainda mais para fazer uma tatoo. A maioria dos locais fica em cima de outros estabelecimentos.
 
Participei da promoção mesmo descrente, pois nunca ganhei nem bingo jogando sozinha Tonto, mas para minha surpresa... ganheiiiiiii.
 
Cheguei ao Leds e fiquei impressionada!!! Uma rampa logo na entrada, tudo de fácil acesso, uma sala embaixo e banheiro adaptado (não tava sonhando, juro Abismado).
 
Fui chegando e todos me receberam muito bem, muito simpático, e o Leds me contou: “Estou providenciando uma rampa na calçada e uma vaga reservada aqui na frente!”(ebaaaa)
 
A Akemi é um doce fiquei imensamente feliz em conhecê-la. É lindaaa demais e super interessada em conhecer a minha história e a causa dos deficientes. Fiz duas sessões e ganhei uma tatuagem maravilhosaaaa.

Fui com a ideia de um desenho grande e detalhado e ela, super simpática e profissional em querer me atender da melhor maneira possível!

Estou feliz em conhecer pessoas tão legais, e louca para um próximo desenho e para poder estar de novo horas com a galera do estúdio.

A cada hora conseguimos ganhar mais um espaço preocupado com nosso bem estar e nossa beleza,afinal tatuagem embeleza demais!

Obrigada a Akemi e bora riscar o corpinho por lá!

*Imagens de arquivo pessoal

Escrito por Jairo Marques às 00h21

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Conheça o Brick!

Se existe uma coisa realmente viciante para quem tem dois ou três parafusos a menos e gooooosta de uma palhaçada ali e outra aqui, os seriados norte-americanos, que a gente assiste aqui no Brasil pela TV fechada, são um prato cheio.

De vez em sempre, me encanto por um seriado. No momento, o que está no top dos meus prediletos, é uma série chamada “The Middle” que, no Brasil, é exibida pela Warner, às segundas, 21h30. É uma série de uma família muito maluca, com pai, mãe, dois filhos adolescentes, Axl (15) e Sue (12), além de Brick (8).

Ok, mas por que estou escrevendo sobre isso?

A série sempre me chamou atenção pela graça dos personagens e pela inteligência do roteiro, mas a perfomance do ator Atticus Shaffer, que interpreta o Brick, se destacou por seus trejeitos bem engraçados e pelas características da personagem. É uma criança nerdzinha, que vive lendo e repete para si mesmo a última palavra de algumas frases sussurrando.

Na série, a família de Brick vive tentando fazer com que ele seja mais interativo com as pessoas. Ele prefere ler bula de remédio a brincar com outras crianças. Por isso, os pais o colocaram em uma turma de socialização na escola. Outra coisa engraçada é que, embora seja extremamente inteligente e bem mais esperto do que seus irmãos mais velhos, Brick se atrapalha para amarrar os sapatos, apanha para abrir a geladeira e é absurdamente distraído e disperso.

Gostei tanto do menino que, em uma pesquisa pela Internet, descobri algo ainda mais interessante. Brick (ou melhor Atticus Shaffer) faz parte da Matrix. Nesta busca, descobri que o garotinho de 12 anos (não oito como na série) tem osteogênese imperfecta tipo IV. O tio já falou sobre a doença aqui no blog, lembram? Deem uma olhada nos posts em quen conto as história da Lorena (clica no bozo Brincalhão) e da Aninha (clica na florzinha Sorte).

A osteogênese impercfecta é uma doença genética e hereditária (conhecida como doença dos ossinhos de vidro). Há tipos bem graves, que chegam a causar a morte do bebê ainda dentro do útero, até as mais leves, que se manifestam com a diminuição da resistência óssea. Para saber mais sobre os tipos de osteogênese, clique aqui.

Atticus Shaffer tem a tipo IV, herdada de sua mãe, que tem o tipo I. O interessante é que na série de comédia, veiculada pelo canal ABC, nos Estados Unidos, não explora, nem faz menção em nenhum momento à doença. E, se vocês querem saber, a carreira do ator vai de vento em popa.

No ano passado, Shaffer entrou na lista levantada pelo New York Post dos atores mirins mais bem pagos nos EUA.  Ele foi descoberto por um empresário de talentos em 2006. Conseguiu um papel como ator convidado na série "The Class". Esse papel lhe rendeu o convite para o papel de Brick no piloto original de "The Middle", mas ficou mais conhecido pelo filme "Hancock", com Will Smith.

Fora da TV e do cinema, o garoto acampa e faz parte de um grupo de escoteiros.

Por causa da osteogênese, ele teve várias fraturas nas pernas e, por isso, tem hastes unidos os ossos para evitar novas fraturas.

 Veja só que show o garoto dá em frente às câmeras. Clique na imagem abaixo e veja um trecho de um episódio em que ele argumenta que já tem idade para ficar sozinho em casa.

*Imagens de divulgação

Escrito por Jairo Marques às 00h25

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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