Jairo Marques

Assim como você

 

Tá chegando!

Zente, os dias andam carrancudos, tristes para um bocado de gente e os frequentadores desse espaço é tudo gente mais sensível que pele de galinha e se abala com tudo que acontece de ilógico à vida, num é mesmo?

Mas a construção de um mundo melhor passa pela animação de criar e querer mentalidades novas para o tal ‘serumano’. Dentro desse espírito incansável, o que vem por ai? Heim? Heim? Heim?!

 

 

É muito importante que ‘ceitudo’ que pretendam ir ao evento, que é badalado que quermesse de igreja matriz, confirmem a presença de uma das maneiras abaixo:

 

Nas comunidachis dos Facebook, clicando aqui.

 

Nas comunidachis dos Orkut, clica no trevo que levo vocês lá. Sorte

 

Ou no email: assimcomovoce.folha@uol.com.br 

 

 A gente precisa saber mais ou menos quantas pessoas devem ir para que o espaço seja suficiente pra caber esse monte de cadeira de rodas, cão-guia, muleta, e tudomais.com.br! Vaaaai, povo, vai ser ‘maraviwonderful’!!!

Sorte

Outra coisa, zimininos, tá acabando o prazo do concurso mais legal que usar samba canção na praia pensando que é sunga Convencido. Já mandou sua participação pro “Ipad, Iganha”?

 

Até o dia 14, ocê pode enviar para jairo.marques@grupofolha.com.br uma frase, um vídeo, uma montagem, um siricotico Muito triste respondendo:

 

“Qual é a sua história com o Assim como Você?”

 

O prêmio para a melhor frase será um Ipad, que foi patrocinado pelos pessoais da Page Personnel, que tem um setor exclusivo para mandar o povo malacabado pro mercado de trabalho!

 

A Page, ‘excrusível’, já conseguiu trampo pra uma galera que freqüenta o blog. Para saber mais sobre o trabalho do grupo e mandar seu currículo, basta clicar no bozo. Brincalhão 

 

 

O Ipad, crianças, é um equipamento maraviwonderful que já vem totalmente acessível das fábricas tudo! Ele tem um sintetizador de voz que faz que, se acionado, faz todos os comandos serem acionados por voz.

 

Como a tela é tochscreen (é só tocar que funfa Bem humorado), os tetrões e quem mais tiver limitações de movimento nas mãos, pode se virar.com.br com mais facilidade para usar.

 

Dá um look no que um aparelhinho desses pode fazer no vídeo abaixo!

O concurso acaba no dia 14 de abril à 0h. Todo mundo pode participar, malacabado ou não, de qualquer parte do Brasil, sil, sil, sil! Vamaê?

Com bastante participação, quem sabe da próxima vez o tio não consegue dar uma Kombi zeradinha? Aí, dominar o mundo, vai ficar muuuuito mais fácil!

 

Beijos nas crianças e bom final de semana!!!

 

*Ilustrações de Diovane Galvão. Quer ver mais? Vai lá!

Escrito por Jairo Marques às 00h00

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A decadência e a cadeira de rodas

Era a manchete de ontem do caderno de cultura do jornal “O Globo”, do Rio: “Sem trabalhar há mais de um ano, atolada em dívidas e andando de cadeira de rodas, Norma Bengell quer voltar ao cinema”.

 

Tratava-se de uma boa reportagem sobre a decadência da atriz Norma Bengell que, atualmente, segundo o relato, tá mais na lama do que minhoca em dia de chuva.

 

 

 

Sou sempre questionado, por razões óbvias, uma vez que trabalho com fabricação de parágrafos, sobre o papel que as mídia tudo tem em relação à construção da imagem social desse povo sem braço, sem braço, que puxa cachorro, que tem o escutador de novela prejudicado, que anda de cadeira de rodas.

 

“Sinceramentchi”, acho que houve avanço significativo nas abordagens de temas relativos à deficiência, contudo, ainda é forte pra caramba a mentalidade unilateral de que ser cadeirante é ter, necessariamente, uma vida de desgraceira.

 

Voltando à notícia do jornal do início do texto, percebam que o redator incrementa a desgraceira que se tornou a vida da atriz com a “cadeira de rodas”. Isso reforça muito a ligação entre o objeto, que para centenas de milhares de pessoas LIBERTA, com o fracasso, com o fim da linha.

 

 

 

Óbvio que andar montado sobre uma cadeira de rodas não é ‘gramur’ pra ninguém, mas enquanto os tais fulanos ‘formadores de opinião’ afundarem a imagem dos ‘cavalos’ numa situação de miserê, de fundo do poço, as pessoas com deficiência também estarão atreladas a conceitos negativos.

 

Não vejo nenhuma necessidade de, durante uma matéria sobre uma pessoa idosa, por exemplo, relatar que ela tá tão ferrada que usa uma cadeira de rodas. Oras, ferrada ela estaria se não tivesse forma nenhuma de se deslocar.


O problema maior desse tipo de abordagem, porém, é que todos os cadeirantes ganham “de brinde” o reforço do estereótipo (olha que palavra diferentchi eu aprendi Convencido) da dependência, do sofrimento, da amargura da vida.

 

Para mim e para boa parte dos meus amigos ‘malacabados’, a cadeira de rodas representa a possibilidade de a gente conseguir viver de ‘boa’, de conseguir ir daqui para acolá, de retomar a realidade depois de ter as ‘partes’ estropiadas.

 

Aqui na Folha, a medida do possível, tento evitar que esses conceitos que não valem para definir a todas as pessoas sejam publicados. Nem sempre é possível, mas, pelo menos, existe um debate interno para que a gente não reforce bobagens.

 

Não acho que haja má-fé quando se usam expressões do tipo “preso a uma cadeira de rodas” na mídia. O lance é mesmo falta de um debate mínimo sobre a questão da deficiência e da diversidade dentro das redações...

 

 

Falando nisso, no próximo dia 15 de abril, uma sexta-feira, o tio vai estar ao lado da Flavinha Cintra (repórter do Fantástico), do Johnny Savalla (TV Cultura) e do Tucá Monhoz (Instituto MID) em um debate sobre mídia e deficientes.

 

Acho que vai ser uma prosa interessante, heim?! Carente  Vai rolar a partir das 14h, na Reatech. É de grátis e rolará no estande da Prefeitura de São Paulo. Borá lá?!

 

* Imagens do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 00h28

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Seja o que você quiser

Quanto mais eu mergulho nesse oceano da diversidade do povo com deficiência, mais eu ganho a convicção de que a lógica de vida de uma pessoa não se encaixa de jeito maneira, como se fala lá na minha terra, na vida de outra.

Cada pessoa vai, ao longo da sua trajetória, ganhando suas ferramentas para a construção de sua grande obra da existência... o tal casar ou comprar uma bicicleta, sacam? Bobo

 

Então, pouco importa se o caboclo não vê, não anda, não ouve, seja todo lascado. O que decide a partida é se ele conseguiu juntar ou não o necessário para fazer o seu futuro.

 

Quantas e quantas vezes você não admirou aquele menino cadeirante que tá vencendo na vida e o comparou àquele sobrinho que só fica deitado no sofá, cheio de vida, preocupado apenas em amarrar pum no cordão? Rindo a toa

 

Evidentemente que o ‘conseguir’ também tem relação com oportunidade, com acesso, com vontade, com talento. Por isso, a gente tem essa batalha lascada para ‘dominar o mundo’! aborrecido

 

O que tenho certeza é que podemos ser o que quisermos, independentemente de nossos ‘poderes’ sensoriais ou físicos. E ai eu vou caindo do cavalo cada vez que penso: “ah, mas isso não é possível”;

 

O vídeo que segue abaixo, dica do meu querido repórter Matheus Magenta, traz um pouco da experiência de vida de um crítico de cinema que é.... cego! Pra mim, que adoro a arte da tela, era algo quase inimaginável, mas, ainda bem que existe o QUASE.. Bem humorado.

 

Jay Forry, o crítico, explica um bocadinho do tal do “como é possível” e discute de maneira espetacular algo que virou lugar comum: os cegos possuem a audição mais avançada que os outros ou será que eles simplesmente usam de fora intensa esse sentido?

 

Talvez essa seja a maior discussão do post, que acabei puxando para outro debate. Mas os coments estão ai para isso!

 

Caso algum de ‘ceistudo’ não consiga acessar as legendas, em português, feitas pelo leitor Marcelo de Oliveira, é preciso que apertem na tecla CC (closed captions), que fica na barrinha abaixo do vídeo.

 

Quem precisar do link direto, clique aqui!

Escrito por Jairo Marques às 00h04

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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