Jairo Marques

Assim como você

 

Ipad, Iganha!

Povo, o Natal num chega nunca mais outra data que todo mundo espera mais do que paciente na fila do SUS tá quase ai: O aniversário do blog do tio, Aêêêêêê! Jóia

 

Para festar a data, como sou um ‘minino bão’ quem vai ganhar presente? Quem? Quem? Quem? Ceitudo, é claaaaro!!

 

Mas vamos por partes, como diria o inventor do Lego.. Rindo a toa. No dia 16 de abril, um sabadão, vai rolar mais um encontro dos leitores do “Assim como Você”.

 

Quem já foi, sabe que é maraviwonderful, legalzudo e inacreditível de tão bom! Quem não foi, tem mais uma chance agora. Dá tempo pra se programar.

 

“Meu nego, mas comé que é esse encontro?!”

 

Para terem uma ideia de como foram os anteriores, clica no bozo Brincalhão.  O lance vai rolar a partir das 17h no boteco Mr Jack´s, dentro do shopping Paulista, aqui em Sampa.

 

 

A imensa equipe de organização do evento (duas pessoas Muito feliz) precisa que quem quiser aparecer na ‘baladchinha’ confirme a presença por alguns dos meios:

 

Nas comunidachis dos Facebook: http://www.facebook.com/event.php?eid=163935156990188

Nas comunidachis dos Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=73014721

Ou no email: assimcomovoce.folha@uol.com.br

 

Bora lá?

 

 

Bem, mas tem maaais! Durante a festa, vai rolar o anúncio da mais nova promoção e pramocinha do blog! Uhrúúúúú

 

“Ai gzuis! Dessa vez eu ganho! Nem que seja uma canseira, tio!” Muito triste

 

Dessa vez, ‘ziminino’, o criador da melhor frase, leva pra goma um.... Ipaaaad! Que foi patrocinado pelos pessoais da Page Personnel! A empresa tem um setor específico pra colocar os ‘malacabados’ no mercado de trabalho e, por isso, tá dando essa hand!

 

 

E é fácil demais ganhar o prêmio, ‘zente’. Crie uma frase ou um vídeo ou uma montagem ou envie um twit para o @assimcomovc respondendo:

 

“Qual é a sua história com o Assim como Você?”

 

A mais criativa, que será escolhida por um júri democraticamentchi escolhido por mim Inocente (Bete Araki, Silvetz Dutra e eu mesmo)  leva o brinquedinho “mara”.

 

Qualquer pessoa, de qualquer lugar do Brasil, ‘matrixiana’ ou não, pode participar com quantas respostas quiser. As participações devem ser enviadas para o email jairo.marques@grupofolha.com.br com o título: Ipad Iganha até o dia 14 de abril de 2011.

 

Para quem não sabe, o Ipad é bem bacanudo para o uso de tetrões, pois qualquer parte do dedo que toque na tela aciona os comandos. Ele também funciona bem pros prejudicados das vistas, uma vez ele já vem com programa de voz, totalmente acessível.

 

 

 

Falai, bacana, né?! O mimo que a Page Personnel vai dar é wi-fi de 64GB... é viciante, meu povo. Vale a pena tentar ganhar! E aí? Vamoê? Tô esperando!

 

Boa sorte, bom final de semana e boa sorte!

 

* Imagens do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 00h31

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Sai do chão!

Não, ‘zimininos’, não é um post sobre a Ivete ‘Zagalo’... Muito triste. Sabem que, quando eu era criança, bem pequeno, mesmo, eu me deslocava pelo ovo onde morava me arrastando pelo chão?

 

O meu primeiro veículo oficial foi um tapete que deslizava que era uma beleza sobre o chão de vermelhão da casinha. Lembro que os vizinhos achavam muito feio ver aquela cena, mas pra mim, era ótimo ter uma maneira de ir daqui para acolá sem depender de ninguém.

 

“Evidentchimentchi” que se arrastar é algo cheio de maus conceitos ruins envolvidos, mas diante da falta de opção, a gente cria meios para ter mais liberdade. É inerente a todo ‘serumano’, di certeza.

 

O que poucos sabem, entretanto, é que milhares, não é exagero do tio, não, milhares de pessoas se arrastam no chão mundo afora. São os “malacabados” atingidos por guerras (de verdade), vítimas de fatalidades ou grandes acidentes, catástrofes que moram em países muito pobres.

 

Parece algo inimaginável para o século 21 pensar que gente anda que nem jacaré pelas ruas, mas é fato. E quando a gente pensa dá até aquele famoso “frio na espinha”, só de pensar, não é?!

 

Contudo, para toda desgraceira da vida há pessoas do bem pensando em soluções, em medidas para amenizar o sofrimento dos outros. E eis a dica que recebo do leitor Marcelo Oliveira, que é do Rio (e não de sampa como eu tinha escrito mais cedo Com vergonha)

 

Ele descobriu que existe uma organização, com sede nos ‘Estadosunidos’, desenvolveu uma espécie de ‘cadeira de rodas de emergência’, com um custo bem baixo (U$ 59,20 ou quase 120 cruzeiro Muito feliz).

 

Os caras atuam no mundo todo num projeto chamdo “Wheelchair Mission” Transforming Lives Through the gift of Mobility ... Calma que eu gasto o inglês que aprendi no “fisque” e traduzo proceis tudo:  

 

“Missão da Cadeira de Rodas” – Transformando vidas por meio de um presente de mobilidade.

 

Obviamente a cadeira que eles criaram não é vermelhinha Ferrari turbinada como a de um blogueiro metido a besta por ai Insatisfeito, mas ela é funcional, resolve de imediato a vida das pessoas.

 

Saquem que a cadeira utiliza a estrutura de uma plástica, dessas que todo mundo tem em casa... Para saber mais detalhes e saber como você pode ajudar, visitem o site dos caboclos... é muito bem feito! Clica no bozo Brincalhão

 

O tio, junto com a ‘muler’, fez legendas em um vídeo de divulgação da “Wheelchair Mission”... saquem que emocionante que é!! Ah, é curtinho... clica, vai?!

 

 

 

Para quem precisa do link direto, tá aqui! http://www.youtube.com/watch?v=f-9LsyPBb2U

Escrito por Jairo Marques às 15h53

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A força de um japa

Nos momentos de catástrofes como essa no país do sol nascente, passa pela cabeça da gente relances de agonia, de situações difíceis ou limites que nós mesmos passamos. É quase inevitável.

 

Um segundo momento costuma ser o do alívio de não estarmos com nossa pele, nem de nossos parentes, vivendo a situação do povo japonês. Acontece que, aqui no Brasil, todo mundo conhece um japa, tem um amigo japa, um parente, um conhecido. Assim, acredito eu, estamos todos perto daquela dor, de alguma maneira.

 

Eu mesmo tenho vários brothers de olhos puxados. Um deles, em especial, é “malacabado”, cadeirante. Entrou para o time, acreditem, na, agora, penúltima grande tragédia do Japão, o terremoto de Kobe, em 1995.

 

Com vocês, Sidney Mayeda, 35, o Sidão!

 

 

“Ver o que está acontecendo hoje no Japão não me traz lembranças ruins, mas fico triste, chocado e impressionado como todo mundo. Todos me ligaram porque meus pais e irmãos ainda moram lá. Estavam preocupados. Quando eu soube o lugar do epicentro do terremoto, fiquei mais sossegado porque eles estão distantes. Minha mãe mora bem perto da praia, mas está bem. Ela sentiu o tremor, mas estão bem.

 

Quando aconteceu o terremoto em Kobe, fiquei seis horas soterrado nos escombros. Achei que era o início do fim do mundo, que aquilo não era só no Japão. Achei que o mundo todo estava acabando. Demorei a entender o que tinha acontecido. Eu estava em casa, era de madrugada quando veio tudo abaixo. Na hora, passou um flash da vida na cabeça, todos os momentos, desde a infância. Comecei a me questionar muito: ‘Por que eu estava passando por aquilo?

 

 

E fiquei consciente o tempo todo, até ser resgatado. No começo, eu gritava, pedia por socorro, mas a cada minuto que passava, mais eu era pressionado pelo teto da casa.  Depois, percebi que adiantava o desespero. Parei de gritar e comecei a me resguardar. Passei a fazer ruídos com ferro e madeira. Até que fui resgatado por voluntários.”

 

Grandes fatalidades, infelizmente, levam legiões de pessoas para o mundo paralelo da “Matrix” de quem tem alguma deficiência. É gente sem perna, sem braço, com lesões medulares, estropiados gerais.

 

Lá no oriente, o abandono a essas pessoas é intolerável. Todo o poderio tecnológico, da medicina e da ciência que eles possuem é usado para melhorar a qualidade de vida desse povo.

 

“O governo e o povo japonês são sempre muito preocupado com as pessoas. Tive uma ajuda financeira muito boa durante todo o tempo em que estive lá. Por mais que eu fosse estrangeiro, fui tratado igual a um cidadão japonês. Todo ano, os jornais me ligavam para saber como eu estava. Jamais me esqueceram. Mesmo quando voltei para o Brasil, fizeram contato para saber como eu estava. São muito prestativos.

 

 

Depois do meu acidente, tive assistência total. Fiquei um ano internado e um ano em um centro de reabilitação - um local parecido com o Sarah, no Brasil. Depois de recuperado, se dispuseram a me dar um trabalho, uma casa nova, mas eu já estava decido a voltar para o Brasil.

 

A acessibilidade no Japão está em todos os locais. Não tem comparação com o Brasil. A qualidade do atendimento médico é incrível. Parece que todo imposto que se as pessoas pagam é realmente revertido para o povo. Tive toda a tecnologia à disposição da minha reabilitação. Quando voltei para cá, foi um baque a diferença.”

 

Ao mesmo tempo em que o Japão se rearranjava, o Sidão também se “reformava”, aprendia uma nova forma de levar a vida. O cabra tem o poder. É irrequieto, talentoso ator, pratica artes marciais adaptadas, joga tênis, trabalha na Unilever, que é uma baita multinacional...

 

 

 

 

“Superei muitas coisas, mudei muito minha forma de pensar a vida, hoje me considero muito mais ativo que no passado e tenho uma preocupação muito maior com o meu próximo. Na época do meu acidente, eu tinha 18 anos. Só pensava em ganhar dinheiro, gastar.

 

Foi chocante demais encara a minha nova situação. Eu jogava bola, surfava, usava o corpo para tudo. A imperfeição física me preocupava demais. Mas eu tinha consciência de que conseguiria dar o melhor naquilo que eu poderia fazer diante daquela situação...

 

 

As outras pessoas com deficiência, que eram ativas na sociedade me deram uma força incrível. Eu me espelhava nelas para evoluir, me reconstruir. Talvez eu não pudesse mais jogar futebol, mas eu poderia ser bom em outros esportes. Me desafiei.

 

Eu tinha mudado de condição física, mas poderia encontrar algo que me desse felicidade com o físico que eu tinha.

 

Considero que amadureci demais. Hoje, enxergo a vida de outra forma. Vejo algo de positivo mesmo nas situações mais adversas. Procuro ver o que passei como um teste que uma força maior me impôs.

 

Dou muito valor a coisas menores hoje. O amanhecer, a brisa, olhar o mar... Isso pra mim tem um significado muito grande.”

 

 

É de deixar o cabelo em pé a determinação que o povo japonês tem de se erguer. E vai ser assim, ‘di certeza’ agora também. O revés faz parte da realidade humana, ainda mais quando se trata do incontrolável poder da natureza...

 

“O governo, o povo japonês são organizado demais. Corrupção quase não existe lá. Ouvi alguns discursos de autoridades do país, agora, depois da tragédia de sexta-feira, e o que se tira dali é um apoio imenso, uma voz pela união. Agora, é um ajudando o outro. É a caridade que fala mais alto. Eles vão se reerguer.

 

 

Torço pelo orgulho de ser japonês e não pensar só em si mesmo, mas na nação. Assim é que eles vão se refazendo, vencendo.  Tenho certeza que vão pensar na melhor forma de reconstruir tudo e fazer com que no futuro isso não se repita.”

 

*Imagens de arquivo pessoal

Escrito por Jairo Marques às 00h00

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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