Jairo Marques

Assim como você

 

Mistureba

Já é Natal?

 

Faz um par de dias eu fui comprar minha cesta básica naquele supermercado do seu Abílio Diniz, que vivo dando “dicas” aqui no blog para ser mais bacana com o povo “malacabado”, lembram qualé? Então, da última vez, me deparei com esse projeto de Kombi parada beeeem onde?!

 

 

Pensei que pudesse ser o Papai Noel entregando os famosos panetones tudo adiantado Rindo a toa, mas era mesmo um folgado usando indevidamente a vaga que é, por direito, reservada aos ‘dificiente’ e pessoas com mobilidade reduzida.

 

 

 

 

 

O motorista não era torno, nem idoso nem abatido da guerra. Era infrator, mesmo. Procurei o povo que cuida das comunicação da Bauducco que me responderam assim assado Entorpecido:

 

“A Pandurata Alimentos, fabricante dos produtos Bauducco, lamenta o ocorrido e informa que esta situação representa um caso isolado, o qual não condiz com os padrões de procedimentos da empresa.

 

O funcionário responsável pela condução do automóvel em questão já foi identificado e devidamente orientado sobre a importância de seguir as regras de trânsito vigentes no país e respeitar as vagas reservadas a idosos e deficientes físicos tanto em espaços públicos como privados.

 

Para reforçar a conscientização em relação ao tema, a Pandurata aplicará nos próximos dias um novo treinamento sobre as melhores práticas de condução para seus funcionários.”

 

Deuzajuda, né!

 

Sorte 

 

Sal, Luz, Ação!

 

“Zente”, bora espalhar que a audioteca “Sal e Luz”, do Rio, tem 2.700 (é uma charrete cheinha, heim? Muito triste) livros em áudio maraviwonderful para atender o povo atrapalhado das vistas?!

 

O projeto é de grátis para todo o Brasil, sil, sil! É só se cadastrar no site http://www.audioteca.org.br , que tem um monte de informações sobre o acervo, sobre como funciona, sobre como é mantido o lance.

 

 

 

Se você é cegão, cegona ou avariado da visão ao ponto de precisar de um audiolivro, em qualquer ponto do país, eles emprestam o que você quiser mandando pelo Correio. Ahhhhhh, nem sentar no colo do Jô Soares tem tanta moleza, falai?! surpreso

 

 

Sorte 

 

Vai estudar, menino!

 

A dominação do mundo tá tão rápida que agora tem até pós-graduação para atender esses ‘zimininos’ que dão um trabaaaaalho danado.

 

 

A Escola Panamericana - Faculdade de Arte e Design- está com matrículas abertas procê que quer ser especialista em design universal. “Tio, o que é isso, nego?”. É um curso que abre a cabeça do povo para a criação de ambientes acessíveis para tooodo o mundo!

 

 

 

Os professores são todos ninjas em quebrar escadas e fazer rampas... Legal. O tempo de estudo é de um ano e meio e o investimento dá pra comprar bem mais que um saco de abacaxi, mas, a meu ver, é uma capacitação fundamental para os tempos atuais!

 

Quem quiser saber mais, em detalhes, é só clicar no bozo que eu levo ‘ceitudo’ pra lá! Brincalhão

  

Sorte

Velinhas

 

E semana que vem eu conto sobre os preparativos para o próximo encontro do blog e sobre os concursos que vão dar prêmios bacanudos proceitudo em comemoração ao aniversário do "Assim como Você"! Aguardemmmm.....

 

Bom final de semana e beijos nas crianças! Beijo

Escrito por Jairo Marques às 00h01

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Conversa de pescador

Meu povo, eu não desisti. Tô aqui, mais firme do que prego na areia! E feliz ano novo pro ceistudo, né?! A partir de agora, prometo pegar sério o blog e publicar pelo menos... uma vez por semana, juro! Inocente

 

Bem, mas hoje eu quero ter uma conversa de pescador com meus dois ou três leitores. Afinal, todo mundo de ressaca do Carna, nada melhor do que um peixinho, né, não? (não sei de onde tirei essa conclusão )

 

Eu só me lembro de ter ido pescar umas duas vezes. Isso porque nasci numa terra rodeada de rios. Acho que aproveitei pouco mais por falta de oportunidade do que de vontade. Mó legal ficar ali paradinho, dando banho na minhoca, balangando a vara n’água... Ui! Tá certo que cadeira de rodas num combina muuuito com beira de rio, com barco, com controlar os molinetes tudo!

 

Mas o babado pode ser mais de leve pro povo malacabado! Já existem pesqueiros pelo país que estão se tornando acessíveis devido à insistência desse povo que quer porque quer brincar de puxar linha vazia... Entorpecido

 

Quem vai contar essa prosa é uma aluninha do tio, a Gabriela Ferrigato, que trabalha numa revista que faz coberturas sobre pesca e, de quebra, já emplacou uma reportagem sobre os ‘matrixianos’! Tamo podendo em todo canto! Uhrúúú

 

A Gabi, gentilmente, fez também um post aqui pro blog e vai ajudar com dicas para muuuita gente! Os leitores mais antigos vão notar que tem um japonês metido a pescador (pura conversa, é claro Muito triste) que é mais conhecido do que nota de dois reais por aqui...

 

Sorte

 

Quando o assunto é pesca esportiva para pessoas com deficiência física, qual é a primeira coisa que vem a cabeça? Talvez, para alguns pensem na dificuldade encontrada para exercer a prática em si (movimentos de arremessar e puxar o peixe, por exemplo), mas ao escrever a matéria e conversar com pescadores ‘malacabados’, como diz o Jairo, descobri que o maior obstáculo, é mesmo a falta de acessibilidade nos locais de pesca. 

 

Por exemplo, ausência de lugares planos para pescar, acesso estreito a barcos e falta de banheiros acessíveis, fatores que podem ser contornados pelos donos dos estabelecimentos e que, em alguns casos, estão acontecendo.

 

 

 

Conversei com dois amantes da pesca, que me contaram que não existe um segredo para pescar, apenas duas palavras fundamentais: “vontade e adaptação”. Cláudio Rocha, cadeirante há 29 anos, coleciona viagens: Amazônia, Rondônia e Roraima foram alguns dos destinos traçados. Em uma das aventuras, em um barco-hotel, chegou a fazer refeições junto com a tripulação, pois a sala de jantar dos passageiros era impossível de entrar com a cadeira!

 

 

Isso não significa que exista má vontade das pessoas, pelo contrário, Cláudio contou que muitos lugares que frequentava foram adaptados após suas primeiras visitas. (NOTA DO “Zairo”: Dar as caras é fundamental para a mudança de atitude!)

 

Assim como há diferença no jeito de pescar entre homens, crianças ou mulheres, as pessoas com deficiência se adaptam de acordo com suas limitações. Cláudio mudou o movimento que faz com as mãos, por pescar sentado, trabalha com iscas nas laterais do barco e prefere varas curtas.

 

Já Lúcio Yamashita (OUTRA NOTA: Quem conhece esse japa levanta a mão\o/), também pescador, desenvolveu uma técnica que utiliza um suporte sob a vara de pesca, o que libera uma das mãos para puxar o peixe, enquanto a outra manuseia o molinete. É apenas uma questão de encontrar a melhor técnica que facilite a prática.

 

 

 

 

O Troféu Solidariedade – realizado anualmente desde 1987, no Rio de Janeiro – é um exemplo de atitude voltada para que todos possam pescar, independentemente de sua condição física.

 

Com o apoio do Clube Barracuda de Desportos e afiliado à CBPDS (Confederação Brasileira de pesca e desportos subaquáticos), o torneio funciona assim: cada atleta-pescador do Clube apadrinha um competidor com deficiência e leva o material de pesca já preparado.

 

 

Além dessa iniciativa, pesqueiros e pousadas estão aprimorando suas estruturas para receber pessoas com deficiência.

 

Algumas dicas de lugares para pescar pro povo malacabado:

 

* Pesqueiro e Pousada Maeda

 

Onde: Rodovia Santos Dummont, Km 18 – Itu-SP Tel.: (11) 2118-6200

O que tem: Rampas de acesso até nos ambientes de lazer e lagos, banheiros acessíveis e lugares planos para pescar.

 

* Pesqueiro Pantanosso

 

Onde: Estrada da Servidão Pesqueiro Pantanosso, 5.300, Bairro Olhos D'Água, Mairinque-SP. Tel.: (11) 4246-2176

O que tem: há uma plataforma de concreto sobre o lago ao longo de toda sua margem, há uma rampa que liga o estacionamento e o restaurante à beirada do lago principal.

 

Existe um banheiro acessível localizado no salão social, ao lado do restaurante. Qualquer refeição ou bebida poderá ser servida na beira do lago.

 

* Pousada Germano

 

Onde: Niquelândia-Goiás  (a 27 km de Niquelândia) — Beira de Serra da Mesa. Tel.:  (62) 3354-9005

O que tem: Rampas de acesso até os dormitórios. Há quartos e restaurantes no térreo. As embarcações podem ser adequadas às necessidades das pessoas com deficiência.

 

 

* Estância Serra da Mesa

 

Onde: Km 32 – Zona Rural – Niquelândaia-Goiás. Tel.:  (62) 3354-9119

O que tem: Os dormitórios são espaçosos e as portas dos banheiros são largas. Restaurante de fácil acesso e há rampas.

 

Reportagem original: Revista ECOAVENTURA – Edição 18, página 84.

 

* Fotos de divulgação

Escrito por Jairo Marques às 00h17

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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