Jairo Marques

Assim como você

 

Eles são inesquecíveis!

Os cinco ou seis leitores cativos aqui do blog já botaram reparo que houve, há uns dois ou três meses mais ou menos, uma mudança brusca na aparência do diário.

 

Não por minha vontade, mas manda quem pode e obedece quem tem juízo já diria um jegue amigo meu surpreso, o topo do “Assim como Você”, criado pelo genial cartunista Jean, foi limado...

 

A decisão foi para que todos os blogs da Folha fossem padronizados, dando uma cara mais uniformizada e fácil para a identidade dos espaços dentro da Folha.com.

 

Um blog que fala sobre diversidade ter de vestir uniforme é de chorar pelado no asfalto quente, mas, eu AINDA não dominei o mundo, né? Legal

 

Pra matarem a ‘xodades’, segue a figura que, para minha história de vida, será eterna! Ainda vou criar uma forma para todos que se apaixonaram por esse trabalho também a tenham pertinho, xá comigo!

 

 

 

 

Todos os personagens que estão na figura renderam identificações diversas com os leitores. É muito legal porque era essa a ideia “uma imagem que mostrasse que todos podem tudo, independentemente de quem seja”!

 

Para uma despedida em grande estilo, pedi para o Jean criar uma “participação final” desses queridos componentes: O cadeirante doidão e voador; o velhinho espevitado jogador de futebol, a gordinha cega ‘balalina’, a menina muletante, saltitante!

 

O resultado não poderia ficar melhor... me emocionou demais... Acho que ‘ceitudo’ vão curtir também! Significados mil... coments?!

 

 

Beijos nas crianças e bom final de semana!

Escrito por Jairo Marques às 00h01

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Balaio de gato

“Zente”, já escolheram a fantasia que vão rasgar nos Carnaval tudo?! Bobo  Tô querendo ir de “chuva de verão”, só para perturbar a vida dos ‘zotros’!

Eu sei que muita gente fica mais brava do que cachorro de japonês comigo porque não tenho o hábito de divulgar eventos, campanhas, jogo de bingo aqui no blog. 

Sempre penso que é desnecessário porque tem um mooonte de blogs de ‘malacabados’ bem mais espertos que o do tio que colocam os serviços rapidinho! Mas, vira e mexe, recebo mensagens de pessoas que aproveitaram as dicas que viram no blog, então...

À medida do possível (quase nunca Muito feliz) vou tentar divulgar agendas. Mas só as legaispracaramba.com.br .... ui.

 

Raríssimos

O povo que se lascou e ganhou na loteria dos avessos de contrair uma doença rara Muito triste tá no mesmo barco do mundo paralelo que os ‘matrixianos’.

Eles também têm demandas essenciais para que consigam viver de uma forma mais digna. Pra esse pessoal, muitas vezes, falta o fundamental: remédio, acesso a tratamentos para que consigam IGUALDADE!

Para lembrar ‘nóistudo’ da importância de suas demandas, no próximo domingão, 27 de fevereiro, em São Paulo, vai rolar a:

“2ª Caminhada de Apoio aos Pacientes de Doenças Raras”

 

 

 

 

Os “zimininos” vão capengar emotion a partir das 8h no Parque da Aclimação. Vai rolar entrega de material de divulgação, música, seminários e tudibão!

As doenças raras são aquelas que afetam um pequeno número de pessoas, numa frequência de 1 em cada 2.000 (pequena mas que dá um trabaaaaalho, né? Bem humorado).  Já se tem conhecimento de cerca de 7.000 doenças raras.

Quem quiser saber mais, é só navegar no site. Clica aqui que te levo lá. 

 

Vencemos mais uma

Será que todo mundo se lembra de um quiproquó que o tio armou numa agência de um desses bancões cheio de grana do ‘guverno’?

Para quem não come mocotó e é ruim das lembranças, clica no bozo que eu ajudo! Brincalhão 

A promessa da “Caxa” era que o problema de acesso estaria resolvido até o final do ano passado e... foi! Foi! Foi! Foi!

 

É ‘inacreditível’, mas fizeram a obra de acessibilidade dentro do prazo prometido. “Uai, tio, mas o ano já tá quase acabando e você tá falando disso agora?”

Num deu pra relatar antes... Com vergonha. Toda vez que eu passava em frente da ‘mardita’ agência eu pensava: “preciso contar pro povo”, mas passava, passava...

 

O importante, porém, é que vencemos mais essa batalha. O lance é reclamar, bater bumbo, marcar território. O banco estava infringindo a lei, não fez mais do que a obrigação....

Sei que há muuuitos ainda que não estão nem aí para promover a igualdade do ir e vir, mas vamos chorar as derrotas e comemorar as vitórias também, né, não?!

Escrito por Jairo Marques às 00h19

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O aniversário da Folha e a matrix

Dia desses, falando com a mama, ela me lembrava de uma carta que eu havia escrito quando estava na faculdade e contava sobre um congresso de comunicação que havia participado.

 

Nos rabiscos, eu relatava que o evento tava cheio de profissionais famosos, inclusive, eu havia conversado e ficado “pertinho” de uma jornalista ... da Folha, quanta emoção.

 

O tempo passa, o tempo voa e o Bamerindus vai à falência, né? Bobo Hoje já tenho uma história pré-adolescente com neste jornal que completa 90 anos. Até foram doidos o suficiente para dar ao tio um espaço nobre, uma coluna quinzenal!

 

 

 

Quando entrei no jornal e por longos anos eu nunca imaginei que escreveria sobre um mundo paralelo em que são enfiadas as pessoas sem braço, sem braço, que arrastam cachorro, que caminham capengando, que usam cadeira de rodas, que não escutam nem por decreto, a matrix... Entorpecido

 

Não que não achasse ser assunto midiático os diversos aspectos da vida das pessoas com deficiência, mas os rigores com que trabalhamos aqui me impediam achar que eu tinha alguma qualificação para propor reportagens sobre Lei de Cotas, falta de acesso, urbanização caótica.

 

De certa forma, realmente, a Folha não me deixaria sair rasgando palavras do nada. Por mais que eu tivesse a experiência de vida, era preciso qualificação, era preciso vivência, era preciso segurança para avançar nessa temática diante dos milhares de leitores que tem o jornal ao longo do Brasil.

 

Tem um segredinho que não serve para nada, nem muda a vida de ninguém Sem jeito, mas que neste momento, de homenagens a mais um aniversário do jornal, quero compartilhar com ‘ceitudo’’:

 

Desde que senti segurança de que o jornal estava apostando na importância do tema da deficiência, da necessidade de termos acesso amplo e irrestrito a todos, da legitimidade do direito pleno de compartilhar o espaço público, firmei o pensamento para que o assunto constasse em todos os cadernos.

 

Em algumas reportagens, dei só uma “diquinha”, em outras, atuei com análises, opinião, ‘dono da verdade’... Rindo a toa. Vejam só o resultado, em alguns exemplos!

 

Caderno Poder“Degraus desafiam deputados cadeirantes” 16/11/2010

 

Caderno Mercado“Cai número de deficientes empregados” 12/02/2011

 

Caderno Cotidiano“Meu novo corpo: a história do ex-bbb Fernando Fernandes”  14/03/2010 

 

Caderno Ciência“Cientistas atacam tratamentos com células tronco” 22/08/2010

 

Caderno Saúde“Manual ajuda médico a se comunicar com paciente surdo” 14/02/2011

 

Caderno Ilustrada“As marcas roxas de Aline” 16/05/2010

 

Caderno Folhateen“Apesar dos limites” 24/01/2010

 

Caderno Turismo“Nova York acessível” 03/09/2009

 

Alguém pode se perguntar, “mas tio, antes o jornal não falava dos malacabados?”. Claro que falava, assim como vai continuar reportando o tema independentemente de mim, o que quero demonstrar, porém, é que a “Matrix”, de certa maneira, virou prioridade nos últimos anos.

 

 

Folha também colocou em seu “Manual de Redação” o verbete “pessoa com deficiência”, para orientar os jornalistas da redação para o uso de termos considerados mais adequados quando se fala do povo abatido pela guerra.

 

Faltam ainda um queijo e uma rapadura para que o jornal seja, como diria minha tia Filinha, “difinitivamente” um veículo que entenda as necessidades do povo malacabado. Muitos cegos ainda reclamam da falta de recursos para leitura e os vídeos da Folha.com, com pouquíssimas exceções, colocam legendas, libras...

 

De qualquer forma, não posso negar que sinto orgulho do jornal e não tenho nenhum pudor em apontar que estamos anos luz à frente de qualquer outro meio de comunicação do Brasil no debate das questões que envolvem a deficiência.

 

Graças aos meus quatro ou cinco leitores Muito triste, a coluna está virando pop, o blog é cada vez mais cativo e estamos mexendo com a concorrência para que acordem para a importância da temática.

 

Tomara que, se eu estiver aqui no aniversário de 100 anos da Folha, não precise jogar confetes sobre o feito em  relação a um assunto que é tão importante e fundamental para a realidade do país. E que esses assuntos do hoje mundo paralelo sejam tradicionais e rotineiros em todas as mídias!

Escrito por Jairo Marques às 00h00

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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