Jairo Marques

Assim como você

 

A gente “não somos inútil”

“Zimininos”, e esse janeiro que não termina de jeito maneira, heim?! Deuzulivre...

Bem, mas pra fechar a semana eu retomo um tema que já proseei algumas vezes por aqui. Deficiência e incapacidade.

Pode parecer meio lógico, mas já botei reparo que é difícil para alguns entenderem que o fato de o tio ser prejudicado das pernocas não quer dizer que ele seja um total energúmeno, inútil que nem penico furado. Carente

 

“Di certeza” que eu não tenho ligeireza para apagar a fogo do leite que tá derramando, mas eu chego perto do fogão, de vagarinho, e salvo pelo menos um copo!

 

Incomoda um bocado ser visto como alguém QUE NÃO PODE fazer isso ou fazer aquilo. Quem sabe o que eu não consigo realizar sou eu mesmo, não o outro.

 

Desde moleque, eu procuro ser mais pra frente que colarinho de palhaço e sempre mostrei que, a minha maneira, posso realizar tarefas, posso ajudar, possotudo.com.br

 

Mas o sabor do post de hoje é dado por uma história que de tão ridiculable é engraçada vivida pela Fabíola Pedroso, uma querida da linha de frente da batalha pela dominação do mundo....

 

Saquem que situação mais estrambólica se gerou ao analisarem a capacidade dela de, simplesmente, SER AMIGA!!!

 

Sorte

 

Leio o blog do  Jairão (gosto de chamar ele assim , mania de grandeza sabe Bem humorado) desde sempre e gosto de compartilhar com ele e com vocês tudo que passa na minha vidinha pouco agitada de cadeirante! rs

 

Pois bem, hoje eu tenho um “causo” engraçado. Sou uma pessoa que tem poucos amigos (mentirosaaaa).. rs.  E esses poucos confiam muito em mim e eu neles, sei que posso contar e eles podem contar comigo até debaixo d’água.

 

E, dia desses, uma amiga aqui do trabalho não estava bem, precisava ir ao médico, e ela me disse: “Vamos comigo”? Eu como boa amiga acompanhei ela até lá, mas coisas engraçadas aconteceram...

 

 

O taxista que levou a gente mesmo eu com aquele sorrisão no rosto que Deus Convencido me deu pra sempre, me perguntou se eu precisava de ajuda pra entrar no carro e também se eu não precisaria de mais alguma ajuda pra ir ao médico.

Chegando lá, a enfermeira ele questinou a mim o que eu estava sentindo (minha amiga tava com uma cara de cão sem dono e, mesmo assim, a doente era eu ) !!! Em dúvida 

 

Enfim, depois de ela passar ao médico e ficar tudo bem, muitas pessoas até em casa e aqui me perguntaram e perguntaram a ela, porque ela não havia chamado outra pessoa pra acompanhá-la ao hospital.

Mas cá eu me pergunto, por que EU não poderia ir e ajudar? Por que não se pode pedir favores a nós, “matrixianos”?

Só por que somos deficientes não podemos emprestar dinheiro, ombro amigos (porque temos problemas maiores??), ou mesmo acompanhar ao médico? Por que podemos dar mais trabalho do que alguém que esteja doente e precisando de nossa ajuda?

Sou uma pessoa que levanto a bandeira que o preconceito anda muito menor e prefiro, muitas vezes, tapar o sol com a peneira e não vê-lo por onde passo, mas tem horas que ele é muito nítido e situações como essa que narrei acontecem. 

 

 

Mesmo assim, continuo achando que as coisas estão melhorando e devemos sempre mostrar que a gente PODE sim ajudar, fazer e realizar!

 

FIKDICA e se um amigo precisar de você não excite em tentar ajudar e tenho certeza isso te fará um bem!


*Imagens de Arquivo pessoal e do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 00h10

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Meu quase amigo Osmar...

 Nem é preciso gostar de futebol para se lembrar de “ripa na chulipa e pimba na gorduchinha”, “tiruliruli e tirulirulá”. 

 

E que delícia era eu moleque ouvir essas expressões tão ‘chicletes’ num jogo qualquer no rádio.

 

Não me importava, sério, se fosse o Curintia, o São Paulo ou mesmo o meu Santos... O bacana era ouvir o Osmar. Para quem quiser se lembrar ou mesmo conhecer, clica no bozo. Brincalhão 

 

 

Hoje o lance esportivo é outro e o famosão ficou sendo o “Gavião Bueno” e sua berrrrrrrrrrração aborrecido . Há quem goste, muita gente, por sinal. Mas, me perdoem o saudosismo, nem chega aos calcanhares do Osmar Santos e seu carisma.

 

No auge, por cima da carne seca, mais conhecido que nota de dois ‘real”, bateu o vento do inesperado na vida de Osmar Santos e tudo se revirou. Um acidente gravíssimo, numa rodovia do interior de São Paulo, levou parcialmente o poder da palavra do narrador, assim como movimentos.

 

Todos os dias, é só procurar, o mundo conta uma história igual a essa. Alguém que perde aquilo que mais o sustenta ou ama e obriga, à força, uma reconstrução. Maluco isso. Cada um explica e entende de uma maneira.

 

Bem, mas deixemos a “pensação” pra outro momento. Fato é que anos depois dessa reviravolta, não é que o Osmar Santos virou “meu quase amigo”? Entorpecido. Calma que eu explico....

 

 

O tio tem gosto pelo cinema, como todo mundo sabe. Jamais perco um filme do Mazarope ou mesmo da Xuxa Rindo a toa. Fico ansioso quando estreia alguma película que me interessa.

 

Mesmo as salas de cinema, em sua maioria, serem indecentes e agressivas com o povo malacabado (eu conto mais disso, no bozo Brincalhão), eu não desisto de apreciar a sétima arte.

 

Pois bem, foi em uma sessão de cinema que trombei com o Osmar. Nosso primeiro contato (e todos os outros também) foi basicamente trocar um sorriso entre o tímido e o de velhos conhecidos.

 

O narrador ficou com o domínio de poucas palavras após o acidente e me aquieto perto dele, por mais vontade que eu tenha de dizer: “Sou seu fã!!! Cara, eu tenho um blog sobre a Matrix, ‘lê eu?” E tentar travar uma conversa.

 

O mais engraçado é que o Osmar, na maioria das vezes, entra no cinema quando a sessão já começou. Geralmente, bem no meio do filme. Morro de curiosidade para saber a razão Tonto. Invariavelmente, ele também sai antes do final.

 

Ele usa uma ‘cadeira elétrica’ e, por isso, sempre fica pertinho de mim. Usa um chapéu panamá e curte o filme sozinho.

 

 

Esta cena dos meus “quase encontros” com esse meu “quase amigo” matrixiano já se repetiu umas 20 ou 30 vezes. Em todas elas, fico orgulhoso por estar pertinho de um gênio.

 

Atualmente, sei que o Osmar pinta telas, tem uma vida independente, e ainda recebe homenagens diversas. Sinceramente, acho pouco.

 

Talvez seja por opção dele mesmo ou da família, mas sinto falta de ver aquele ídolo melhor contemplado pela mídia. Como? Sei lá... o cara tem uma luz tão forte e é tão querido, ainda hoje, que poderia se tornar um símbolo da Copa.... uma presença especial em jogos, enfim...

 

 

Dá próxima vez, vou tentar transgredir minha timidez Beijo e dizer o quanto estimo ter no Osmar um “quase amigo”!

 

* Créditos de cima para baixo do post: Paulo B. Whitaker/Folhapress; Moacyr Lopes Júnior/Folhapress; Marlene Bergamo/Folhapress e Thiago Vieira/Folhapress

Escrito por Jairo Marques às 00h01

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Homenagens

Quanto mais ‘véio’ a gente vai ficando, mais a gente tem vontade de, alguma forma, querer homenagear, querer fazer algo definitivo de amor, de carinho, de respeito, de reconhecimento para as pessoas.

Normalmente, são àqueles que mais perto estão da gente que nos motivam a fazer algo para “ficar na história do outro”. E é tão bom, tão bom poder demonstrar gratidão.

O vídeo que ‘ceitudo’ poderão ver abaixo é uma homenagem a um pai e uma mãe... ambos prejudicados das vistas... cegos.

Para começar a semana dando um start de emoção, de reflexão, de ação pelo bem, presenteio vocês com um dos mais belos filmes que já postei neste blog.

A tradução foi com o apoio da querida Pilar Nieva... Agora é só dar um doce para esses meninos ficarem quietos, falar pro chefe que está fechando um trabalho urgente, pegar um lencinho e deixar a mente e o coração viajarem looonge...

 

Por enquanto, não sei que raios está acontecendo com o incorporador de vídeos do blog, então, cliquem no bozo... depois tento colocar direto aqui! Brincalhão

Escrito por Jairo Marques às 06h05

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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