Jairo Marques

Assim como você

 

Natal de todos

“Zimininos”, boas festas para quem é de festa, bom descanso para quem vai tirar uns dias de folgas, bons abraços para quem for visitar a ‘famiage’...

O tio vai estar todo pimpão sendo o entrevistado no último “Lição de Vida” (até parece, né? Rindo a toa) do ano, na TV Canção Nova, no domingo (26), a partir das 19h30 (com reprise no dia 1, às 16h30).

Dá pra sintonizar nas ‘internets’! Clica no bozo que eu levo ‘ceitudo’ lá! Falei tanto lá que fiquei com a guela seca! Brincalhão

Se não vai ter nada sobre ‘malacabados’ neste micropost? Hummmmm... dexo ver.... Papai noeeeel!!!!!

 

Ilustração de Dio

Escrito por Jairo Marques às 00h01

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Aproveite o sol

Neste ano, que só falta uma meia hora para acabar surpreso, foi ‘maraviwonderful’ de ver o quanto esse povo custoso que manobra cachorro, que toca rodas, que puxa o corpo com muletas, que é afetado das audição saiu às ruas...

Vi gente ‘matrixiana’ por todo canto que me meti (calma, ‘zimininos’, só foi lugar civilizado Rindo a toa). Tinha cadeirante no restaurante, tinha cego na feira, tinha surdo no cinema. “E antes num tinha, tio?”

Com certeza que sim, mas, de alguma forma, foi em 2010 que muita gente tomou coragem de enfrentar mais os perrengues que é viver com deficiência neste país.

Parte dessa conquista, acredito eu, vem da entrada massiva de ‘malacabados’ no mercado de trabalho. Taí uma demonstração translúcida de que a “lei de cotas” tem um efeito impactante na mudança de vida de centenas de milhares de pessoas.

Com algum ‘ricurso’ no bolso, com a necessidade de qualificação, os ‘dificientes’ vão mesmo para a rua! Claro que é preciso juntar também outros elementos para desintocar o povo: divulgação, mais consciência social, mais acesso, mais gente conhecendo seus direitos...  

Ontem, um leitor meu das antigas comprou uma charanga. O ‘minino’ tá mais feliz que bezerro no curral da vaca... Chorão. Mérito dele, conquista de um país ligeiramente mais inclusivo.

O Adriano, então, agora terá mais condições ainda de interagir com o mundo, de aproveitar a vida, de ser cidadão (coisas que ele já fazia, mas de maneira um bocadinho mais trabalhoooosa).

Bater na tecla de promover a acessibilidade, o incentivo e acolhimento da diversidade causa uma revolução na vida de muita gente cuja trajetória apontava para uma existência restrita, cheia de entraves...

Agorinha pouco, começou o verão aqui no nosso Brasil, sil, sil... é com o sol esquentando a pele que a gente tem mais cede de rua, mais vontade de passarinhar Entorpecido, mais gana de ir daqui para acolá...

A calçada ainda tá ruim, o transporte público uma lástima, os ambulifits de aeroportos vergonhosos, ainda há olho torto nas nossas pernas curvadinhas, mas... não nego.... acredito que podemos, de vagarinho, com cuidado, com um pouco mais de força, ir ao encontro do sol...

Reforço que, apenas com cara aberta, com pele suada, com mãos calejadas, com cães-guias  botando a língua pra fora  é que vamos seguir conquistando o mínino que batalhamos tanto: o direito de poder usufruir essa terra de maneira igual...

Aproveite o sol, meu povo... chame uma amiga para te dar um ‘empurrãozinho’ naquela rua íngreme da praça, conquiste um namorado fortão para te subir aquele danado daquele degrau do cinema, peça para seus irmãos pagarem o preço de ser parentes.. Beijo

Encontro vocês por aí...

Imagens do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 00h01

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Sem essa de coitadinho...

Muita gente viu parte deste vídeo na semana passada.  Trata-se de uma cabra com paralisia cerebral e cadeirante sendo arrastado na rua pela polícia de Londres durante um protesto que rolou lá na city...

Uma leitura ultra mega blaster querida lá da Inglaterra, a Robertinha Ramos, me mandou um pouco mais que a cena de violência, mandou uma entrevista com o ‘malacabado’ que participou do ato....

Queria botar na roda uma discussão que passou à margem das imagens e queria a ajuda de ‘ceitudo’ pra gente tentar fazer uma reflexão...

Ontem, fiquei super emocionando vendo o meu querido brother Billy Saga mostrando pro Brasil, no Fantástico, os perrengues que nós, seres do mundo paralelo, passamos para simplesmente fazer o que todos fazem: ir daqui para acolá. Quem não viu, clica no bozo! Brincalhão

Cada vez mais estamos fortalecendo o discurso de que é necessário promover a acessibilidade, promover a máxima de queremos ‘andar’ juntos e misturados em sociedade...

Neste sentido, volto ao vídeo que, é claro, tem produção de Silvets Dutra! Muito feliz ... Peço para que vocês se concentrem nas perguntas do jornalista, na ideia central da entrevista... Depois, voltem pra prosa aqui do tio.... Para quem precisa do link direto, é só clicar no bozo... Brincalhão

 

“Zimininos”, pergunto a vocês, então: cadeira de rodas, muleta, cão-guia e apetrechos em geral para os ‘matrixianos’ podem ser usados como escudo de imputabilidade? (falei bonito, heim? surpreso)

Quero dizer, o fato de uma pessoa ser deficiente a isenta de ter de respeitar a lei, a polícia, a ordem pública? Ela está protegida de uma repressão num momento de protesto, por exemplo?

Penso que se queremos igualdade de diretos, temos também de assumir responsabilidades como qualquer outra pessoa. Achar que um cadeirante, um surdo, um cego são café com leite e ‘intocáveis’ me parece ruim...

Se eu acho que não poderia arcar com o tranco de estar numa confusão, num balaio de gato, vou tentar não me expor, vou tentar fazer minhas reivindicações de uma maneira que não me colocaria em risco...

A violência contra o rapaz no vídeo é impactante, revolta e muita gente a vê como “um absurdo”, afinal, ele seria uma ponta mais ‘frágil’ na multidão. Isso, contudo, é um passaporte de ‘não me toque’?

Reforço que não basta a gente martelar a necessidade de ver nossos direitos em prática se nos escondermos em vestes de coitadinhos, de pessoas intocáveis..

Enfim, acho que a discussão pode ser boa. O que acham?!

Amanhã, na coluna do tio na Folha, escrevo sobre ‘estar na moda’, ou algo assim! Beijo

Escrito por Jairo Marques às 01h36

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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