Jairo Marques

Assim como você

 

Intervalo

Blog temporariamente em crise produtiva. Voltaremos quando bater um vento de proa, seja lá o que isso queira dizer... Muito triste

Escrito por Jairo Marques às 10h36

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Desengonçado

Quando a gente tem avaria nas latarias tudo e vai fazer o recondicionamento em algum hospital de reabilitação, é comum que nos ensinem a fazer movimentos que ajudem no dia a dia: passar da cadeira para o trono, da cadeira para a cama, da cadeira para a cama (uuuia)...

 

 

E os técnicos também dão aquela hand para que a gente saiba manejar os próprios cavalos como fazer giros, erguer a bunda pra puxar a calça Rindo a toa, empinar o bicho para vencer pequenos obstáculos na rua e por aí vai…

 

Bem, acontece que eu fui para o Sarah muuito novinho e fiz o treinamento para ser cadeirante com uma má-vontade daquelas Embaraçado. Afora isso, eu já não agüentava mais ficar no hospital, queria ir pra casa e tudomais.com.br

 

“Mas e ai, tio, onde que cê quer chegar com essa ‘palavreira’ toda?”

 

Bem, daí que eu não faço os movimentos corretos de transferência e acabo, vez ou outra, causando pânico no povo que me vê no mexe-mexe… Muito triste

 

Dia desses, eu tava numa loja experimentando uma cadeira e a moça quase chama os bombeiros para me socorrer….

 

 

Pra mim, estava tudo sob controle: me posicionei ao lado da cadeira que queria experimentar, calculei a melhor forma de passar de uma para outra e mandei bala! Como já disse, porém, meus movimentos não são nada certinhos e previsíveis, são do jeito que dá, todo desengonçado… Sem jeito

 

“Meniiino, cê já muito desajeitado! Deixa eu te ajudar! Ai, meu pai ele vai cair no chão! Deuzacuda ele vai se machucar!!!”

 

Vendo o desespero da moça, eu perdia a concentração com a risada e aí que eu não conseguia completar a passagem de uma cadeira pra outra e fiquei enroscado que nem pipa no poste… Carente

 

Geralmente, meu povo, o matrixiano sabe que tipo de movimento vai conseguir ou não fazer. Às vezes, a gente erra um bocadinho o cálculo e fica dependurado nas coisas (imaginem eu, com essa pança, não conseguindo passar da cadeira pra um trono?! Aff Bem humorado), mas ai a gente vai pelejando e consegue!!

 

É natural a preocupação das pessoas em achar que a gente vai se esborrachar no chão fazendo alguma transferência e, assim, tentam reagir.

 

Quando vou entrar na minha Kombi em algum estacionamento, por exemplo, passando da cadeira para o banco do carro, sempre um manobrista, sem nem mesmo fazer um carinho, deixar rolar um clima Insatisfeito, já ir pegando na minha cintura para ajudar no movimento…

 

Como digo com frequência ‘proceistudo’, o mais legal é esperar um pedido de ajuda, mesmo que você esteja vendo a vaca na beiradinha do brejo… Bobo. A gente tem lá nossas dignidades e orgulho, né, não? Tonto

 

 

Uma mãozinha mal calculada pode acabar atrapalhando, provocar um desconforto, ou mesmo levar o “socorrista” pro mundo paralelo temporariamente também.. Riso.

 

Então, bora lembrar que um jeitão desengonçado de alguém fazer um movimento não implica sempre uma situação de “tá tudo errado, deixa eu ajudar”! Cada um procura se virar da forma como aprendeu, se habituou, treinou ou é capaz!

 

Amanhã (26), tem coluna do tio na Folha…!

 

*Imagens do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 00h02

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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