Jairo Marques

Assim como você

 

O mundo de Emilly

A viela onde mora o radiante sorriso de Emilly, 7, em Cidade Dutra, na zona sul de São Paulo, não consta no Google Maps. Foi esquecida… mas nada, nada mesmo tira o encanto de uma infância de uma criança tão amada. Em meio ao cinza, brota um intenso cor-de-rosa da casa, do quarto e da esperança de uma menininha que sorri aberto para o seu mundo…

 

 

 

 

E as ruas das regiões mais longínquas do centro da cidade, conhecem? Se muitas pessoas clamam por melhores calçadas, lá, no mundo de Emilly, a batalha é para haver alguma calçada. Mas mamãe, Cleide, papai, Alex, sabem que é preciso fazer, é preciso seguir. “Vamos, criança, vamos que tudo ainda a de ser melhor!”, dizem os vizinhos que empurram, ajudam, promovem acessibilidade por conta própria e tem plena noção: ela também pode, ela também deve, ela merece

 

 

 

 

 

Se o caminho para um mundo melhor é a educação, Emilly pegou a via certa! Se concentra para ter o saber de encarar as agruras de ser “diferente”, mesmo sendo igualzinha qualquer outra das meninas arteiras da escola. E dá-lhe dança, dá-lhe sorriso, dá-lhe encanto!

 

 

 

 

 

 

Mas para vencer, para conquistar o mundo, é fundamental que Emilly se depare sempre com quem a incentive, a motive a seguir firme no propósito, alguém que diga: “vem que você consegue”. Enquanto as condições são adversas para quem é “cadeirantinha”, quem não vê, quem não ouve… fundamental achar braços não necessariamente fortes, mas solidários e dispostos

 

 

 

 

 

Claro que é preciso ter fé, é preciso ter gana, é preciso te força sempre, mesmo não se chamando e sendo a Maria daquela velha canção! Para isso, uma ajudinha da turma lá da AACD, uma abraço do tio, sem se esquecer do ‘relax’ é essencial!

 

 

 

 

 

 

  

Para que o mundo de Emilly gire com mais leveza, com a certeza de que ela terá as mesmas oportunidades que qualquer criança, é papel de todos permitir que ela encontre sempre nos horizontes…. caminhos suaves, caminhos de meninas cor-de-rosa

 

 

 

 

* Ensaio exclusivo e inédito de Arthur Calasans, a quem agradeço pela colaboração incondicional e dedicada

Escrito por Jairo Marques às 00h24

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Lá vem um nenê!

“Sempre tive um sonho, ser mãe. Costumo dizer que ainda criança, quando era questionada sobre o que eu gostaria de ser quando crescesse, eu dizia: quero ser mãe. Quando conheci o meu marido, Carlos, que é tetraplégico, e passei a conhecer a realidade de uma lesão medular, pensava que talvez esse sonho nunca se realizasse.”

E tem um moooonte de gente que ainda pensa ser impossível de um “malacabado” brotar gente.. Bobo. E nada melhor do que, na Semana da Criança, mostrar uma história sobre a vinda de um bebê, um bebê de papai matrixiano! Aêêê

 

“Fiz pesquisas com frequência sobre o tema, consultava o Sr google, e comecei a conhecer um pouco sobre o processo de fertilização in vitro. Já sabia que um filho talvez um dia seria um sonho realizável. Pensava em todas as possibilidades, e nas impossibilidades também. Afinal, um tratamento como esse ia custar muito mais que o nosso salário poderia encarar.”

 

 

É, meu povo, alguns lesadinhos, como já escrevi por aqui, preservam a forma quaaaase natural de fazer menino, outros necessitam da ajuda da ciência e das economia tudo pra trazer criança ao mundo. Mas o que importa de fato é saber que é possível.

 

“Tudo nessa vida, tem uma saída e é só acreditar! Em maio desse ano por meio de uma amiga aqui do blog, a Debs, conheci o Dr. Phillip Wolf, de uma clinica chamada Genics, que podia fazer meu sonho ser ... gerado. Já na primeira consulta fui orientada da necessidade da realização da fertilização, com chances de um resultado positivo mais garantidas. Voltei pra casa com inúmeros exames pra fazer, e mal sabia que cada dia o meu sonho se aproximava mais. Foram inúmeras as idas e vindas de Marília, onde moro, para São Paulo, mas valeu cada quilômetro percorrido…”

 

Acompanhei cada passo dessa história da Maysa Mascarin, a Maysoka, uma das minhas leitores mais fiéis, por notas que ela me mandava pelo “correio”. Ser o presidente da “Matrix” tem dessas vantagens, de saber de antemão como caminha a dominação do mundo.. Rindo a toa

 

 

“No começo de agosto, fomos para Sampa  fazer a coleta dos meus óvulos e dos espermatozóides do Carlos. A hospitalidade da equipe médica foi única, com uma atenção mais que especial. Em uma clinica completamente acessível Alguns dias depois, retornei pra fazer a transferência dos embriões.”

 

A medicina está ai é para nos ajudar mesmo! Acho que, ‘excrusível’, no caso de quem não pode gerar filhos de forma natural, que o governo tinha de dar um subsídio ao tratamento, afinal, o direito à vida é Constitucional.

 

“Passei Lonnngoooooos doze dias para saber se o meu bebezinho viria... mas o que são doze dias pra quem esperou tantos anos, e que até pouco tempo pensava que isso jamais seria concretizado? E como foi com grande a emoção daquele dia 26 de agosto quando recebi o meu primeiro POSITIVO que seria confirmado três dias depois. Ainda nem imagino a emoção de como será daqui a sete meses poder beijar meu filho, mas o que senti naquele momento é algo que fica difícil colocar em palavras. Felicidade era muito pouco, um êxtase talvez.... A verdade é que receber a noticia de que eu ia sim ser mãe, ninguém nesse mundo é capaz de entender.”

 

 

Agora vem a parte que eu mais gosto nessa história Muito feliz, a do paizão. Sempre que vejo um companheiro de ‘malacabamento’ conquistando a dádiva de ser pai, parece consigo compartilhar um pouquinho da mesma emoção.

 

São tantos valores distorcidos que lançam sobre a pessoa com deficiência, tanta falação sem sentido, tantos “não dá, é proibido, você não consegue” que, quando um ‘igual’ realiza algo tão cheio de significados como ser pai mexe com a gente…Entorpecido

 

“Quando eu cheguei em casa não precisei dizer nada, a felicidade devia exalar pelos meus poros... Carlos apenas me abraçou e choramos juntos. Ela já tem dois filhos, e acho que jamais imaginou ser pai depois de a vida ter dado tantas voltas. Mas ele sabia do meu sonho, do meu desejo ... E  hoje, juntos, podermos compartilhar essa alegria.”

 

Eu sei, eu sei que muita gente deve estar pensando: “mas como é que vai ser essa família com um tetrão e um bebê?” (para saber mais sobre a história do Carlos e da Maysa, é só clicar no bozo Brincalhão). Ah, meu povo… todo mundo cria suas formas de lidar com uma nova realidade…

 

 

“Ainda não sei como vai ser cuidar do bebê e ajudar na rotina do Carlos. Mas uma coisa é certa, tudo vai ser feito da melhor maneira possível. Nessa vida a grande capacidade do ser humano é se ajustar ao novo. E é assim que vai ser! Ele tá feliz, sabe que nossa vida vai mudar e já sabe também que vai precisar de baterias novas pras noites de choro...Bem humorado E eu? Eu tô vivendo a melhor fase da minha vida!”

 

Na Semana da Criança, achei importante colocar aqui no blog um BEM-VINDO bem grande para um nenezinho, nascido num berço de diversidade. Um grande viva a essa família… 

 

Em tempo: Prometo a vocês que, em outro post, eu conto o passo a passo da fertilização e os custos, que não são baratos, mas, garanto, não são impossíveis para um trabalhador honesto arcar! Por hora, quem quiser entrar em contato com a clínica que Maysoka e Carlos geraram seu bebê, o fone é o : (11)  50521409

 

* Imagens de arquivo pessoal

Escrito por Jairo Marques às 00h03

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O exemplo dos dragões

A bordo do urubuzão voador rumo a Paris (ai que ‘inzibido’), depois de umas seis horas de voo eu já estava mais zureta que peru na véspera de Natal, e a mulher num parava de me cutucar dizendo: “Você vai adoraaaar esse filme, assiste, assiste!”

Eu olhava de rabo de olho a tela da televisãozinha dela (avião agora é chique, né?!) e via um monte de dragões desenhados e um molequinho magricela. Aí eu pensava: “Essa viagem nem começou e já mexeu com a cabeça dessa mulher” Tonto.

O assunto não acabou por ali e, a toda hora que eu falava algo sobre o blog ou sobre a “Matrix” (ou seja, a cada deeeez segundos Muito triste) ela soltava: “você precisa ver o filme dos dragões!!! É super legal pra caramba!”

Tenho um código com minha patroa e também na vida. Quando você tem convicção de que algo que esteja recomendando é realmente bom, importante, repita, fale de novo, mande a mensagem mais uma vez.

E foi assim que ela, na viagem de volta, deu mais uma “grilada” no meu ouvido: “Meu bem, assista ao vídeo dos dragões....”

Pra não perder o casamento Carente, resolvi encarar o “Como treinar o seu Dragão”, uma das animações mais inclusivas e guty guty que já vi, juro! Uma aula engraçada, envolvente e cheia de suspense sobre respeito às diferenças.

Fica para meus leitores uma FORTE recomendação, para quem ainda não assistiu, alugar o filminho e ver ao lado de seus filhotes! Se for no Dia da Criança, melhor ainda... garanto que vai ser um programão!

No trailler que segue abaixo, o “ouro” do filme não será entregue totalmente Legal. Quem já viu, pode dar dicas nos coments e reforçar, se for o caso, a minha recomendação!

“Di certeza” que será um presente diferente, agregador e certeiro para a criançada!

 *Imagens do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 00h09

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Não teve infância, Ambrósio?

“Zente”, não sei se isso funciona com todo mundo que é abatido pela guerra como eu Bobo, mas muito do que eu não realizei durante a infância seja por falta de grana seja por falta das acessibilidade tudo, eu fui fazer agora, já ‘véio’.

E toda vez que toco fazer molecagem na vida adulta, minha mãe solta a mesma frase de sempre: “Você não teve infância não, Ambrósio?” Rindo a toa. E até hoje, confesso, num sei de onde ela tirou esse raio de expressão… alguém tem alguma ideia?

 

Moleque, como já escrevi várias vezes aqui no blog, costuma ser mais inclusivo e fazer menos distinções de quem é tortinho para quem não é. Então, rola uma interação bacana. 

 

Mas, mesmo assim, no meu caso, houve diversas situações, lá da minha época, em que eu ficava de lado aborrecido, geralmente, quando tinha a participação de um adulto ou tinha alguma “gente grande” por perto para palpitar.

 

 

 

 

“Ah, não!!! Ele não pode brincar de polícia e bandido porque já foi abatido, né?” Insatisfeito.

 

“Num faz assim com ele que machuca!!! Ele já é doentinho!”

 

Lembro perfeitamente que muitas vezes o meu papel era assistir a brincadeira dos outros quando não me deixavam participar… Até hoje, talvez por isso, eu tenha ‘fama’ de ser bom observador, vai saber, né, não?

 

 

 

 

Penso que, mesmo que as condições para a participação de uma criança “matrixianinha” em uma brincadeira não sejam as mais perfeitas, é fundamental imaginar uma mandeira de ela participar da zoeira.

 

Lá no tempo que diziam êpa pra tudo Muito triste, era muito comum que escolas de cidades do interior promovessem excursões para São Paulo para brincar na nossa “Disneylândia” de pobre, o Playcenter! Sem jeito

 

E os meninos voltavam com iô-iôs mega, ultra, blastes legais, com históricas de brinquedos que deixavam de cabeça para baixo, com lembranças da cidade tão grande, tão grande que não dava para vê o final.

 

 

 

 

Pra mim, a realidade de conhecer um parque de diversões grandão, cheio de emoções, só aconteceu faz pouco tempo, quando eu já era uma criança capaz de fazer criança… Embaraçado

 

Fui com um casal de amigos no tal dos “Ropirare” e me esbaldei nos elevador que despenca e deixa a gente com gelo nas barriga; nos trem-fantasma, nos gira-gira, nos cinema 360 graus e tudo mais.

 

Preciso admitir que aqueles momentos no parque me deram uma emoção incrível. O ineditismo de poder fazer algo que não pude no passado me dava uma sensação de realização, de completude.

 

Quando a gente constrói um mundo mais acessível, a gente deixa o “Ambrósio” ter infância no momento da infância!

 

 

 

Certamente que incentivo todo mundo a realizar seus sonhos de criança no momento que a vida permitir. É “di certeza” que vai valer a pena, que vai ser emocionante, que vai marcar.

 

Mas melhor seria se a gente estivesse atento para que as crianças, sejam elas quem for, possam ser crianças independentemente de sua condição física.

 

Quem tem moleque pequeno, fica a dica de lembrar a eles que a diversidade existe e bacana demais quando a gente a valoriza e a estimula; quem for já grandão, que permita e ajude os pequenos, supostamente diferentes, a terem infâncias e não serem eternos Ambrósios.

 

*Imagens do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 00h03

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“Gibizeiro”

Aprendi a gostar de ler gibi e virar um ‘gibizeiro’ no hospital, juro! Como eu ficava muito tempo internado de papo pro ar, minha mãe levava pra mim várias revistas em quadrinhos, em especial as da Mônica e sua turma.

Sem dúvida que eu era fã incondicional do Cascão, daí talvez o fato de eu gostar maaaais ou menos de tomar banho… Muito feliz. Enquanto lia, eu certamente me transportava das dores agudas da enfermaria para aquele mundo cheio de travessuras, de brincadeiras, de graça muito engraçada!

 

Mal sabia eu que o autor daquelas tiras que tanto me envolviam, em encantavam e me distraiam ia ser um grande defensor de um projeto meu: a dominação do mundo por parte dos “matrixianos”… Inocente

 

Hoje, abrindo a Semana Especial da Criança aqui no “Assim como Você”, tenho a honra de receber um dos mais importantes desenhistas dos universos tudo: Maurício de Sousa… Aêêêê!

 

 

 

Minha dedicada patroa Beijo, Thaís Naldoni, entrevistou o mestre dos quadrinhos, que colocou personagens “malacabados” inteiramente integrados em meio de sua inconfundível turma.

 

Com vocês e para todas as crianças, uma conversa com o pai de Dorinha, - que num enxerga um palmo na frente do nariz Convencido e puxa o cão-guia Radar - ; do Humberto - menino que tem o escutador de novela avariado Rindo a toa – do cadeirantinho serelepe Luca, e de Tati, que tem síndrome de Down.

 

 

Divirtam-se!

 

Sorte

 

Blog - Antes da onda de se falar sobre inclusão, você já tinha o personagem Humberto, que é surdo. Qual a motivação para criá-lo? Ele é inspirado em alguém real?

 

Maurício de Sousa - Não. O Humberto é um personagem de ficção, que julguei interessante incorporar à turminha. Ele passa uma mensagem de inclusão mais do que natural.

 

 

 

Blog - Entre a criação de Humberto e Luca passaram-se muitos anos. Já entre Luca e Dorinha, o tempo foi bem menor. O que o levou a criá-los?

 

Maurício - Foi a necessidade de incorporar mais alguns amiguinhos da turma com necessidades diferenciadas para podermos trabalhar melhor o processo de inclusão.

 

Blog - Todos os personagens com deficiências têm em seus traços características que se sobressaem a elas. Luca é descolado, joga basquete e as meninas são loucas por ele. Dorinha é super fashion, mesmo que não enxergue a roupa que está usando…

 

Maurício - Essas características são colocadas para reafirmar ao público, principalmente às crianças, não somente a mensagem de inclusão, mas também a de que pessoas com algum tipo de deficiência têm suas vaidades, necessidades, sonhos e personalidades diferentes.

 

 

Blog - Qual a reação dos leitores da Turma da Mônica - e suas famílias - com a entrada nos personagens com deficiência?

 

Maurício - Pelo contato que tenho com as crianças, principalmente quando estas e os personagens se encontravam no “Parque da Mônica” (que existia dentro de um shopping de São Paulo), eu percebia a curiosidade natural que há com respeito à vida de uma menina cega, de um cadeirante...

 

Nasciam diálogos curiosos, respeitosos, e carregados de humanidade entre a criança e o personagem. Este, naturalmente, bem preparado para responder às perguntas. Isso deve acontecer com relação aos quadrinhos também.

 

As histórias devem desencadear uma curiosidade natural para uma conversa mais aberta e corajosa de um leitor com uma pessoa com algum tipo de deficiência.

 

 

 

Blog - Qual a importância de expor as crianças às diferenças, com a inserção de personagens diversos?

 

Maurício - Aumenta o respeito e a informação. É tudo de bom.

 

Blog - Qual o cuidado ao escrever histórias que abordam a deficiência, principalmente quando o público-alvo é infantil?

 

Maurício - Temos que nos preparar bem, conhecer a realidade dessas crianças e tentar passar tudo isso, com a maior naturalidade, nas historias. Por exemplo, para criar a Dorinha, conversamos muito com a educadora Dorina Nowill (que morreu no final de agosto). E muito da Dorinha nasceu dela. Já para criar o Luca, conversamos muito com atletas para-olímpicos. E foi um aprendizado para todos nós do estúdio.

 

 

 

Blog - Existe a cobrança por mais personagens com algum tipo de deficiência na Turma? Há algum plano?

 

Maurício - Neste momento, não. Mas estamos atentos e preparados para continuarmos com esse trabalho.

 

 

*Fotos de Thaís Naldoni e imagens de divulgação

Escrito por Jairo Marques às 00h01

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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