Jairo Marques

Assim como você

 

Inspire-se

A primeira referência que me lembro de alguém ‘malacabado’ atuante, que se vira.com.br, que não faz da deficiência um motivo pra ser um lerdão na vida é a de uma professora que tive na segunda série do primário. Como que chama isso hoje em dia? Em dúvida

Ela se chamava Olga, como era baixinha, todo o mundo a chamava de tia Olguinha, ‘evidentichmentchi’.. . Ela tinha entrado para a Matrix devido a um acidente na infância que a fez perder parte do braço direto.

 

Mas a agilidade que a tia Olguinha exibia me impressionava ao mesmo tempo que me inspirava, me motivava. Ela manejava os cadernos, segurava a apagador (e o giz, quando era preciso) apenas com uma partezinha que sobrou entre o cotovelo e o antebraço.

 

“Ah, tio, mas a ‘dificiencia’ dela era levinha, assim não vale!” As coisas não funcionam assim, né, ‘Zente’? Qualquer parte do corpo humano que se altere, que se perca vai ocasionar mudanças diversas no modo de viver das pessoas.

 

Até foi na semana passada que discutimos aqui o “pior e o melhor” neste mundo paralelo, né, não? Legal

 

Contei sobre a tia Olguinha só como suporte para dizer que a gente precisa deixar fluir e tentar ao máximo viabilizar nossos talentos, nossas vontades, independentemente do pensando do “puxa, mas o que é que vão achar? Será que vou conseguir? Vou ter chances de fazer?”

 

A vontade primeira de superar, de mostrar que a deficiência não se sobrepõe jamais a uma mente inquieta, ao preparo intelectual, à vocação, ao espírito de querer com verdade derruba as resistências, em um momento ou outro.

 

Podem me achar uma Pollyanna Beijo, um motivador eterno dos meus três ou quatro leitores, não tem problema. Enquanto isso, vou trazendo exemplos para que vocês se inspirem, reciclem os pensamentos, reflitam…

 

Vejam neste vídeo, quentinho, quentinho da “Silvetz Dutra ProductionMuito feliz, um pouco do estou falando. Antes, porém, imagem um padrão de apresentadora infantil de uma grande emissora de TV, uma das mais importantes dos planeta tudo.

 

Imagem qual seria a imagem imposta como “ideal” para alguém que irá ser vista por milhares de crianças todos os dias, que ira ensinar os pequenos, irá entretê-los…. Agora, curtam a cena. Uma dica da minha amiga de longa data, Danielle Naves.

   

Escrito por Jairo Marques às 00h07

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A luta é todo dia!

Semana passada, fui num desses bancos do ‘guverno’ que guardam o nosso dinheiro mesmo a gente num querendo que eles façam isso.  Fui pra ver se tinha um ‘ricurso’ pra mim. Quero fazer um puxadinho aqui em casa e ‘da vez’ tem lá um jeito de arrumar uma grana nesses lugares, não é? Carente

Fui catando cavaco até conseguir achar uns trechos de calçadas aqui nos buracos do centro de Sampa. É um luxo.  Pra andar meio metro gasto numa média de 20 minutos... surpreso

Mas arribei (sabe-se lá o significa isso), encontrei a nega pelo caminho e lá fomos nós na esperança de nos deparar com aquelas pessoas sorridentes, que nos tratam tão bem “conformemente” aparece na propaganda da televisão.

E loguinho estávamos na porta da “Caxa”. “Vai ser rápido, meu bem! Só ver se a gente tem lá uns dez cruzeiro e pronto”!

Claro que eu tava enganado, afinal, esse papo furado de “país de todos” só fica bem mesmo em slogan e em camiseta que a gente usa pra passar pano no chão.

Logo na porta do banco, pra minha surpresa, não havia rampa!!!! Nada, nadinha. Pra subir o cadeirante tem de pedir forças pra nossa senhora da bicicletinha ou contar com a ajuda de um guardinha que não costuma demonstrar afeto, dar o telefone e muito menos distribuir piscadinha... Muito triste

“Zente”, se um banco privado não tiver acessibilidade, a prefeitura cai em cima e multa mesmo! O que é excelente. Agora, banco público, acredito eu, não tá nem ai pra paçoca, afinal, se for punido, quem paga é o povo, né?!

A Agência fica numa avenida super conhecida aqui do centrão, a Duque de Caxias. Tem um baita movimento de gente. Enfim, uma vergonha completa e absoluta.

Vencido o obstáculo, que já leva um pouco do ânimo da gente, sou recebido por uma menina que deveria, sei lá, ter uns... doooooze anos... Cansado (mentira minha, deveria ter uns 15, vai).

A menina, certamente, quer seguir carreira pública e já tá treinando aquela cara de má-vontade crônica que abate uma parcela dos servidores cujo salário sai do bolso dos contribuintes: a famosa cara de bunda.

Eu vim ver se tem um dinheiro pra mim ai nos fundo de garantia”, disse eu pra menina, de fora da agência mesmo, ali onde ficam os caixas eletrônicos.

É  cinco dias úteis pra chegar o extrato...”

Cinco dias pra saber quanto tenho na minha conta?”

É

Num é possível, menina. Isso tá errado. É só apertar um botão que o computador puxa. Impossível isso durar cinco dias

É cinco dias...” (sim, era assim mesmo, sem noção de plural) 

Óh, meu povo, é que eu sou um “minino bão”, mas minha vontade naquela hora era chamar aquela menina de.... de.... de.... boba. Mas me contive. Inocente

Com todo respeito e valor que vejo no trabalho de aprendizes, mas colocar uma adolescente que, por razões óbvias, não tinha nenhum argumento pra me conformar é de chorar pelado...

Vou buscar o formulário pro senhor preencher...

Buscar como, fia?! Eu vou ficar aqui do lado de fora da agência? Eu vou preencher esse raio de formulário onde? Nas suas costas?”

Antes que eu precisasse de um atendimento de um cardiologista, a menina resolveu abrir a porta da agência... Compreendo perfeitamente que é preciso cuidar da segurança do banco, mas evitar a entrada das pessoas é algo perto do fim do mundo, a meu ver...

Que comprem aqueles aparelhos que detectam metais usados nos aeroportos, se for o caso. O que não dá é eu ser atendido do lado de fora, que nem um vendedor de peixe...

Resumo da ópera, vou mesmo ter de esperar cinco dias pra saber sobre o meu dinheiro que o governo arrasta compulsoriamente pra uma conta, faz de tudo com ele, me paga um juro estapafúrdio e me impede de usá-lo como eu bem quero...

E vamo que vamo... 

Sorte

Hoje é “Dia Nacional de Luta pelos Direitos da Pessoa com Deficiência”. O que você pode fazer em prol desse povo sem braço, sem perna, que puxa cachorro, que tem o ‘zovido’ avariado, que não anda, que baba um bocadinho?!

Ajuda ‘nóis’ tio! Cobre por uma rampa, pergunte a razão de nenhuma pessoa com deficiência trabalhar ai no seu pico ou estudar na sua facul.

Tomando aquela pinga no happy hour, pergunte ao gerente do boteco cadê o banheiro acessível... enfim. Tem um mundo inteiro para reconstruir e dominar... com toda certeza, você pode fazer algo para que esse dia chegue mais rapidamente!

* Imagens retiradas do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 00h20

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Um pouquinho de Brasil...

E mais uma missão cumprida, meu povo. O blog se fez presente lá no Rio de “Jameiro” na passeata do Superação, na manhã de ontem (19)! Legal

Tenho um orgulho danado de participar desses atos. Sei que o povo que consegue comparecer guarda para sempre a memória  que contribuiu, de alguma maneira, para marcar presença na luta por um Brasil mais acessível.

Deem um look  num videozinho que fiz, junto com a patroa, logo no comecinho do evento!

 Fico à flor da pele vendo a motivação da galera que organiza a passeata. Gente que se dedica ao outro de corpo e alma... gente que quer construir um país mais justo a todos... surpreso

Diversos foram as pessoas que leem o tio e que me foram dar um abraço, demonstrar carinho, dizer que “tamujuntos”.  Gostoso demais da conta ter visto a Conceição, a Elis, a Lorena o grande Wandê, a Claudia... puuuxa. Muito feliz  

E uma galera pegou um bumba de São Paulo, no sábado à noite, viajou a noite toda só para dar as caras em Copacabana e dizer ao Rio que queremos mais do nossas fronteiras... queremos é poder ir e vir em todos os lugares...

A atriz Tabata Contri, que fez aniversário no dia 18, foi uma das encarou a estrada para estar por lá... baita orgulho dessa loira... Saquem só o que ela disse, no áudio abaixo!

 

Agora é nos preparar para a festa de São Paulo, no início de dezembro! Enquanto não chega, vocês podem degustar mais das imagens da passeata do Rio, clicando no bozo! Fizemos um álbum só ‘proceis’ tudo”. Tá legalpracaram.com.br ! Brincalhão

Gostaram do post multimídia? Xiqui, né? Ele não seria possível sem a ajuda incansável e dedicada de Thaís Naldoni! Uhrú

Escrito por Jairo Marques às 00h07

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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