Jairo Marques

Assim como você

 

Capote

Acho que fazia uns dois anos que eu não me esparramava no meio da rua tal qual batatinha quando nasce ... Como disse, porém, faziiiiia...

Ontem, indo pro almoço e pensando provavelmente na morte da bezerra, me descuidei, num vi a parte da calçada nos buracos da rua e... catapum... tá lá um corpo estendido no chão... pro povão dá risada...Carente. Caí foi com tudo!

O último capote, se não me falha a memória, havia sido em casa, de costas, de bobeira. O episódio, naquela ocasião,  me rendeu um galinho safado na cabeça e nada mais. O de ontem foi um tombaço de respeito, de “qualidachi”, mesmo .. Muito triste

Rolei foi com tudo pelo passeio, de frente, lindo de se ver. O ‘complicoso’ de quando um cadeirante cai na rua é que não dá pra disfarçar, se ajeitar e sair de fininho, né?! . O ‘mamulengo’ se derrama todo e até juntar tudo de volta pro cavalo já tem aquele enxame de ‘abeia’ em volta...

“Machucou? Rapaz você num pode andar sozinho assim, não!” “Cê consegue subir de volta”? “Tem que fazer tomografismo pra ver se tá tudo bem, viu?!.”

Caraca, eu só caí... num aconteceu um cataclismo, uma batida de elefantes, uma trombada de baleias!

Rapidinho dois brothers me ajudaram gentilmente e eu tava de volta à cadeira. Um dos voluntários trabalhava na loja de sei lá o que bem em frente ao buraco perverso.

“Essa calçada é uma bosta, heim?!”, disse eu, assim, calmo Rindo a toa.... O homem, com cara de gerente, deu um sorriso amarelo e concordou balançando a cabeça.

“Pegou a carteira dele? E o celular?! Devolve tudo pra ele. Dá pra levar, meu filho?”, falava sem parar um tiozinho careca, de óculos.

Dei uma olhada na lataria e, aparentemente, só tinha leves arranhões nos braços e nas costas. A cara eu consegui proteger apoiando o braço no chão.

Mas tarde, quando o sangue esfriou (que bobagem isso! Rindo a toa) uma dor daquelas ardidas começou a lateijar no meu pé esquerdo. Ainda bem que o Dunga não me convocou pra seleção, seria um vexame não poder entrar no campo por causa de um tombinho bobo..

No momento da queda, realmente percebi que meu pé havia virado de uma forma esquisita, mas, não foi nada grave.. só dói quando eu pisco.. Muito triste

Quedas, para os ‘malacados’ podem significar sérios “prejus”, sobretudo pro pessoal que não tem ampla sensibilidade nas pernocas. Como a gente não se movimenta muito na região dos países baixos Beijo, a exposição óssea fica bem grande e  há risco de fraturas mesmo em pequenos choques. Tem de checar direitinho pra ver se tá tudo bem.

No meu caso, não foi nada, mesmo.... nada que um remedinho vencido e um ai ai ui ui não dessem jeito..surpreso 

Caso vocês, andantes, visualizem uma cena de ‘ridicolomem’ como a que vivi, o ideal é que, antes de puxarem o cadeirante que nem um saco de abóbara pra cima da cadeira novamente, perguntem como a ajuda pode ser realizada para não desmontar o pobre do “matrixiano”...

E, sim, se houver oportunidade, ajude a ele detectar possíveis ferimentos. Mas, nada de alardes de achar que aquilo é algo de outro mundo de pensar “aff, além de todo lascado ainda se trumbica” Insatisfeito...

Como diz minha mãe: “Quem não cai, não aprende a levantar”... Levantar, levantar eu ainda não aprendi não, mas que os tombos ensinam, ahhhh ensinam!

Beijos nas crianças e bom final de semana

* Imagens retiradas do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 00h01

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Descobri que posso voar

“Zente”, ainda não me recuperei totalmente do abatimento da gripe, apesar de já ter tomado perto de uma tonelada daqueles remédios que juram pra gente que é só engolir e sarar, né?! Cansado Mas vamos que vamos!

 

Já coloquei aqui no blog algumas iniciativas de um pessoal doido que nem liga pros cambitos finos e para a falta de equilibro e salta de paraquedas, de paraglider, de parapente, de paracomisso, de paracomaquilo, né, não?! Rindo a toa

 

Voar ao léu deve ser, “di certeza”, algo delicioso, uma sensação sem igual. Imagem vocês, então, essa possibilidade pra esse povo que é abatido da guerra?! Que tem restrição de movimentos?! É dar banana pra macaco total! 

 

Sinceramente, pra eu ter dois minutos de coragem e encarar um salto vai demorar muuuuito... Mas, fiquei muito faceiro quando descobri que não é preciso ir lá no altão para ‘avuar’ junto à urubuzada!

 

Sabiam que existe um lance chamado “Túnel de Vento” que simula um vôo livre? Poi zé.. tem! Desculpem se isso é do tempo do epa, antigo, mas só agora eu descobri e fiquei “mó empolgado”!

 

Lá nos States, os túneis são colocados, ‘excrusível’ em lugares de grande concentração pros 'pessoais' testarem. No vídeo abaixo, percebam que há treinamento específico para possibilitar que os ‘malacados’ possam desfrutar do ventinho nas fuças!

 

Pelo que se percebe nas imagens, a ventania consegue padronizar a posição das nossas pernocas desengonçadas e dá pra fazer o controle do vôo só com os braços...

 

Claro que eu precisaria de muito lero lero dos instrutores para me convencerem de que meus cambitos não iram se enroscar e eu não iria virar de barriga pra cima e ficar que nem papel no vendaval no tal do túnel, mas, me deu uma vontaaaaade!

 

Será que existe essa geringonça no Brasil ou vou ter que ir, sei lá, no Paraguai pra poder ‘avuar’? Legal Depois que eu experimentar o trem, vou pensar seriamente em juntar uns ciiiinco reais pra flutuar nos simulares do espaço da Nasa, que “ceis acham”?  Em dúvida

Pra quem não consegue visualizar, clica no bozo que levo pro link direto! Brincalhão

Escrito por Jairo Marques às 20h51

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Fora de combate...

"Zimininos", tô ruim... resfriaaaado... Volto quando o frio e o entopimento do nariz passarem... Muito triste

Escrito por Jairo Marques às 10h22

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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