Jairo Marques

Assim como você

 

Miscelânea de amor...

A perfeição pode até atrair, ser bonita de olhar, de tocar. Mas o que todos buscam para si é o encaixe. Não há fechadura que se abra com um molde qualquer. Tem de ser a chave exata e uma sempre é diferente da outra.

Feliz Dia dos Namorados para os que amam, para os que buscam amar, para os que amaram, para os que sonham com o grande amor... O que importa é não se fechar diante do que julga “imperfeito”, supostamente “incompleto”...

Pelas lentes de Kica de Castro, percebam o quanto o romance dos namorados Denise Ferreira, 27, e do Vagner Di Folco, 28, é uma celebração à diversidade, uma prova de que o amor se realiza demais também nas diferenças...

“O amor me pegou... Não descanso enquanto não pegar ... Aquela criatura... Saio na noite à procura” (Caetano Veloso – Gatas extraordinárias)

“Queria poder gritar... Esta loucura saudável... Que é estar em teus braços... Perdido pelos teus beijos” (Carlos Drummond de Andrade - Inconfesso Desejo)

“Preciso não dormir ... Até se consumar...O tempo da gente... Preciso conduzir... Um tempo de te amar... Te amando devagar e urgentemente” (Chico Buarque- Todo sentimento)

“Pirou minha cabeça... E o coração... Feito bola de sabão... Me desmancho por você” (Claudia Leite e Ramon Cruz – Bola de Sabão)

“Quando a gente ama... Brilha mais que o sol... É muita luz... É emoção o amor... Quando a gente ama, é um clarão do luar... Que vem abençoar...O nosso amor” (Maria Rita - O que é o amor)

“De tudo ao meu amor serei atento... Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto... Que mesmo em face do maior encanto... Dele se encante mais meu pensamento” (Vinicius de Moraes – Soneto de Fidelidade)

“Amor da minha vida... Daqui até a eternidade... Nossos destinos foram traçados na maternidade... Paixão cruel, desenfreada... Te trago mil rosas roubadas...” (Cazuza – Exagerado)

“Olha, vem comigo aonde eu for...Seja minha amante, meu amor...Vem seguir comigo o meu caminho...E viver a vida só de amor” (Roberto Carlos - Olha)

“O beijo meu... Vem com melado decorado cor de rosa... O sonho seu... Vem dos lugares mais distantes terras dos gigantes” (Luiz Melodia – Magrelinha)

“Se queres sentir a felicidade de amar... Esquece a tua alma... A alma é que estraga...Queres sentir a felicidade de amar... Esquece a tua alma... A alma é que estraga o amor... Só em Deus ela pode encontrar satisfação” (Manuel Bandeira – Arte de Amar)

"Amor é síntese... É uma integração de dados. Não há que tirar nem por" (Mário Quintana - Amor é síntese)

 

"Olhe bem no fundo dos meus olhos... Sinta a emoção que nascerá...Quando você me olhar... O universo conspira a nosso favor... A consequência do destino é o amor" (Roberta Campos – De janeiro a janeiro)

* Ensaio exclusivo e inédito de Kica de Castro (kicadecastro@gmail.com) para o blog

Escrito por Jairo Marques às 01h14

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A namorada... tem namorada

No dia que eu fechar as portas deste boteco, frequentado lá por umas deeeez pessoas, tenho certeza que vou me orgulhar por ter tratado de todos os temas que envolvem ser uma pessoa com deficiência... sem frescuras.... e com frescuras... Beijo

Me coloco um desafio rotineiro de buscar assuntos tidos como tabus, tidos como ‘feios’ ou como distantes demais de pessoas que vivem num mundo paralelo, numa Matrix!  E a cada vez que fogem da realidade, mais a gente, que é malacabado, se afunda em conceitos distorcidos sobre nossa existência

Adiante com Semana dos Namorados (amanhã tem post, meu povo, não percam! Legal), apresento hoje aos meus queridos leitores o amor entre Selma e Gabriela...

Conheci o casal numa apresentação de teatro. Selma, 36, no palco, vozerão, uma presença marcante, um sorrisão. Cadeirante desde os 16 após um acidente de carro. Carismática, aguerrida, doce.

 Gaby, 24, uma morena estonteante (sim, não é qualquer mulher ou homem que a conquista, sorry o chavão). Concentrada e companheira. Observadora. Amável e amada.

“Até o meu acidente, na adolescência, era toda menininha Rindo a toa. Tinha namorado. Mas me identificava com mulheres, tinha atração, mas não entendia bem o que era.

Passei um ano em Cuba, fazendo um tratamento intensivo de reabilitação. Lá uma menina ficava sempre atrás de mim. Até que um dia, ela me deu uma pegava mais forte e eu adorei! Não pensei: ‘daqui pra frente, sou lésbica’, mas depois disso comecei a me definir mais claramente.”

Claro que o pensamento natural, neste momento, é: ‘caraca, cadeirante, gay e apaixonada?!’. E qual é o problema? Qual é o gene que liga a deficiência ao comportamento sexual  hétero? Não existe.  As pessoas são quem são e tomam suas decisões sobre que rumo pretendem adotar na identidade “da cama” independentemente de sua condição física. Normal, combinado?!

“Quando voltei ao Brasil, comecei a conhecer outras pessoas e a exercitar cada vez minha sexualidade. Passei a pensar como levaria isso à sociedade, como contaria para minha mãe, minha família. Se hoje o preconceito ainda é grande, imagine há 20 anos?”

Minha mãe, na época, não aceitou bem a homossexualidade. Hoje ela já faleceu e a entendi e perdoei, mas lá no começo, quando comecei a sair mais, conhecer mais gente e me revelei, ela acabou se ‘aproveitando’ da minha condição e me trancou em casa. Não me deixava sair de jeito nenhum. Eu, cadeirante e totalmente dependente financeiramente, passei maus bocados. Mas, depois, ela acabou aceitando”.

       

Tá certo, tá certo... vocês querem é a história de amor, não é mesmo? E bota amor nisso. Para enfrentar uma situações em que parte dos mortais avalia que ‘tá errada’. É preciso ter coragem, é preciso ter paixão, é preciso querer bem, muito bem.

 “Minha namorada é super feminina, linda. Quando nos conhecemos, jamais pensei que pudesse sair com ela. Estávamos em uma ambiente que não era meu, e nunca chegaria nela. Aí, ela gostou de mim, falou comigo e pronto. Fui a primeira menina dela, então, acabou sendo uma surpresa para as duas.

Ela é doze anos mais nova que eu e nunca tinha saído com uma mulher. De repente, estava namorando com uma e cadeirante. Óbvio que daria alguma repercussão. Quando assumimos o relacionamento, os pais dela brigaram e a puseram para fora de casa.”

Não posso dizer que entendo a reação dos pais da Gaby. Sobretudo porque seria muito mais interessante se, em vez de a expulsarem, passassem a conviver com a Selma também. “Di certeza” que teriam um ganho afetivo e emocional incrível, em vez de ter de enfrentar a perda de uma filha...

“Foi um rompimento total: afetivo, de casa, financeiro. Uma barra muito pesada para nós, mas tudo passa e estamos bem felizes. Na casa que era da minha mãe, moramos meu irmão, ela e eu.

Temos uma relação como a de qualquer casal. Namoramos, discutimos e batalhamos muito. Ela ainda está na faculdade. Vira e mexe, os pais dela falam pra ela voltar pra casa, que lá ela tem tudo. E a condição é que a gente se separe”.

Se elas enfrentam preconceito no cotidiano do namoro? Bem, infelizmente, no mundo não existem só labradores bonzinhos.. existem também os pitbulls ferozes. Mas, se há amor, o que há de ser a importância do olhar do outro, né, não? surpreso

“Quando estamos na rua, em qualquer lugar, eu até brinco com ela: ‘pode me beijar aqui, me agarrar, que vão achar que você está me ajudando’ Muito triste. As pessoas me olham muito e olham muito quando estamos juntos. Acho, de verdade, que elas olham antes o cadeirante. Acho que até demoram para entender que somos um casal. Quando percebem, que o carinho ‘tá demais’, aí, imagino que se liguem e passe a rolar outro tipo de curiosidade.

                                             

“Acredito que haja bem menos preconceito entre os homossexuais do que entre os heterossexuais. Acho que os homossexuais têm menos recalque, menos preconceito com relação aos cadeirantes porque eles próprios já vivem em um ambiente de exclusão. Os homossexuais também estão na matrix, então o comportamento deles e a aceitação às diferenças é muito maior. Sinto assim”.

A forma que elas usaram para viver o amor (lá se vão mais de dois anos!) é aquela que vale para todos que buscam o seu ‘chinelo velho’, sua ‘alma gemia’, seu par perfeito. 

 “A receita para a vida plena, como homossexual, é não ter vergonha, se assumir, mas também respeitar a diferença como queremos ser respeitados. Não vou ficar agarrando minha mulher no meio da rua, na frente de crianças. Elas ainda não têm discernimento para entender. Mas se assumir e viver confortável com si mesmo, com a sua parceira, é fundamental. Faça as coisas com calma, tenha paciência e, num relacionamento, se houver amor, dá tudo certo”

 Excepcionalmente, amanhã, tem post! Aêêêê.... Um ensaio da minha amiga de toda hora, Kica de Castro. Na boa, tá lindo demais... espero ‘ceistudo’!

* Fotos de arquivo pessoal de Selma Gonçalves

** Este post não seria possível sem a ajuda fundamental de Thaís Naldoni

Escrito por Jairo Marques às 00h00

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Essa coisa de fazer o mundo acreditar

Acho que pra mais da metade do universo “matrixiano” sabe que eu já namorei uma cadeirante.  Experiência sentimental e de vida que foram muito importantes pra mim, sem dúvida!

Daquele momento, além de recordações de um bom sentimento, impossível não levar pro resto da vida o tamanho do impacto que a imagem de um casal de ‘malacabados’ provoca nos mortais comuns.

Todos os conceitos do avesso, errados, distorcidos que projetam para um deficiente, evidentemente, são projetados para dois! Mas essa minha história já é pretérito e tô quase no pé do altar com a atual patroa... (uuuia!). Apaixonado 

Contudo, acho lindo, acho gostoso de admirar, acho corajoso, acho encantador, acho um vendaval de vida, acho um tapa na cara bem dado no preconceito, acho de um sabor delicioso ver um casal.... cadeirante!

Com vocês, uma história de fazer o mundo acreditar... no amor! Kassinha Carolina e Daniel:

“Fazíamos reabilitação no mesmo lugar, na AACD. Na adolescência, eu já trombava com o Dani pelos corredores de lá. Ele diz que desde aquele tempo já gostava de mim, que me via passar pelos corredores e já  percebia um charme todo especial naquela moreninha de cabelos longos... Rindo a toa. Ano passado, ele criou coragem e se aproximou. Entre uma pergunta e outra pediu meu telefone. Em nosso primeiro encontro, eu já confiava nele e o amava. Acredito muito no destino e acho que as forças dele nos juntou naquele momento.”

A Kassinha é minha leitora desde o começo do blog, lá nos tempos das cavernas... surpreso. É uma menina que me encanta com o jeitinho meigo e uns olhos de jabuticaba, lindos! Sempre quando me vê, me dá um abraço e solta um elogio cheio de sinceridade. O Daniel é daqueles caras que esbanjam simpatia com o sorriso, totalmente 'sanguebão'.

Ela tem 21 anos, mora em Ribeirão Pires (SP) e é matrixiana por uma deficiência neuromuscular progressiva e hereditária (Charcot-Marie-Thooth). Andou até os 12 anos. Ele, 24 anos, tomou um balaço na coluna durante um assalto, aos 14 anos, ficou paraplégico. É da capital.

   

“Confesso que tive um pouco de medo no começo. Como seria namorar outro cadeirante? O que minha família acharia disso? Como eu faria para sair com ele? Qual seria a visão das outras pessoas em relação a nós dois? A única certeza que eu tinha é que eu gostava dele. O apoio da minha família foi fundamental para nosso namoro, minha mãe e minhas irmãs o adoram e nos ajudam em tudo que é possível. Fizemos um ano de namoro em 5 de maio.”

Povo, num é gostoso de ler e conhecer um causo de paixão, de desafio, e de autoconhecimento? Confesso que fiquei mais agitado que coquitel de bacardi fazendo esse post! Beijo

“Algumas pessoas nos olham curiosas e até pedem para tirar fotos! Consideram uma situação inusitada, outros pensam que somos apenas amiguinhos, que nossa relação não pode ser como a de um casal normal. E há também as pessoas que nos veem com naturalidade. Já sabíamos que seria assim. Imagina que um único cadeirante fazendo compras em um shopping chama a atenção, dois cadeirantes e ainda namorados, com certeza, é algo no mínimo diferente. Por isso achamos importante de sair para provar que existimos, podemos nos divertir, podemos trabalhar ,podemos namorar , e inclusive com outro ‘malacado.”

Na relação entre duas pessoas com deficiência, algo é inegável. Um consegue captar com muita facilidade as necessidades do outro. Natural, uma vez que as situações vividas ao longo da vida foram semelhantes, né, não?! E essas necessidades podem ser as mais diversas possíveis... Imagem vocês, por exemplo, colocar duas cadeiras de rodas dentro de uma Kombi?

 “Estamos sempre precisando de uma forcinha das pessoas. Qando vamos ao cinema, sempre preciso de ajuda pra subir aquelas rampas que dão acesso às salas. O Dani se vira melhor do que eu nessas questões práticas pelo fato de ele não ter limitação nas mãos, mas sempre que pode é ele quem me ajuda!

 

 

Quando estamos nos arrumando para sair, ele me auxilia a colocar os brincos, a abrir o estojo da maquiagem, a prender os cabelos, a fechar a sandália, a fechar um botão. Enfim, todas essas miudezas que minha mãozinha de malacabada não ajuda a realizar. Ele faz tudo com a maior paciência e carinho. Quando posso, o ajudo também. Nossa relação é de cumplicidade. Estamos juntos porque nos gostamos. Isso independe da situação física de um ou de outro.”

Ahhhh, ‘zimininos’.... fiquei até com água nos ‘zóios’ com essa parte. Foi bonito pra mais de metro isso. Todo casal que bota a cumplicidade como meta em um relacionamento, só pode resultar em amor... um lindo amor... Sem jeito

“Quando decidimos ficar juntos, sabíamos que seria necessário enfrentar muitos obstáculos. A nossa deficiência somada com a distância de nossas casas. Não tenho facilidade para andar sozinha nos transportes públicos, por isso, é sempre o Daniel quem vem me ver. Ele ainda não dirige. Vem de ônibus. Todos os finais de semana.

Este ano vamos tentar comprar um carro para que possamos ter mais liberdade para sair juntos. Apesar de tudo, nós nunca nos sentimos desanimados diante das dificuldades. Acreditamos que enquanto nosso amor for maior do que tudo isso, não existirá nenhuma distancia que não possa ser vencida, nenhuma dificuldade que não possa ser superada, as barreiras se tornam pequenas diante da vontade que temos de estar juntos. E é quando isso acontece que vivemos as situações felizes, de extremo amor, situações compensadoras que nos provam que toda forma de amor vale a pena!”

E ‘guenta’ coração porque ainda tem muito romance ao longo da semana!

* Imagens de arquivo pessoal

Escrito por Jairo Marques às 00h01

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A saga de uma picada

 

Pra evitar ficar mais ‘malacabado’ do que já sou Carente, fui aos postos de saúde tomar a vacina da “gripe porquina”, na semana retrasada.

 

 

 

Aqui eu tava chegando na AMA (Assistência Médica Ambulatorial), que logo percebi não me amar tanto assim Rindo a toa, aqui no centro da city...

 

 

 

 

Local da picada devidamente sinalizado com um papel encardido grudado na grade...

 

 

 

O tio faz como pra entrar na salinha de imunização?! “Avua” sobre esses dois degraus? Pede ajuda pra um cidadão braçudo me ajudar? E se eu me apaixonar, como fica? Muito triste

 

 

Solução nas coxas, rápida e pouco acessível: tomar a vacina na rua!

 

 

 

Mães carrinheirantes (empurrando carrinho de bebês!), idosos, gente com restrição de movimento também passam sufoco

 

 

E sabadão (12/06) tem mais uma fase de vacinação contra a poliomielite, a paralisia infantil.... Tomara que tenham feito uma rampa no local, até lá...

 

Este post fica mais completo com a leitura da coluna de hoje (8/06), na Folha! É as ‘intereatividachi’, do jornal do futuro, sacam?! Legal (Assinantes UOL e Folha podem ler clicando aqui)

 

A partir de amanhã (09), este blog será puro love, em homenagem ao dia dos 'namolados'! Apaixonado

Escrito por Jairo Marques às 16h37

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Um amor de outro mundo...

Acho que a história mais famosa deste blog até hoje foi mesmo a presepada que vivi em um motel, onde fui trocar umas ideias, fazer um tricô com uma mina...  (Para ler, clique no bozo! Brincalhão)

 

De lá para cá, tenho notado que a coisa ‘diferenço’ muito e vários antros do amor (bonito isso, né? Beijo) lembraram que esse povo ‘matrixiano’ tem vida sexual e que curte, como qualquer ‘serumano’, ir brincar num ‘praigrand’ animado, cheio dos espelhos, das banheiras, das balinhas de hortelã!

 

Então, agora, tá mais fácil pra gente trocar uma ideia com os amores, os casos, os iá iá iô iô, os tico tico no fubá nos motel tudo sem ficar pensando se a cadeira de rodas vai passar na porta do banheiro da suíte, se vai haver escadas no caminho, se a cama será dependurada no teto... . Acesso é pra todo canto!

 

E nesta Semana dos Namorados, o tio, que é um cara legalpracaramba.com.br, vai dar um incentivo a mais pra esse povo sem braço, sem perna, puxador de cachorro, com o escutador de novela avariado, enfim, esse pessoal que dá um trabaaaaaaalho danado, a ir bagunçar fora de casa!

 

Borá apimentar a vida e curtir no motel, ‘zimininos’? . A partir de agora, está lançado o concurso “Um amor de outro mundo”, que vai dar QUATRO entradas Vips no motel mais novo da city, o Vitara, aqui em São Paulo que ... tem TRÊS suítes acessível pro povo “malacabado”! Aêêêê

 

 

 

Percebam que legal: eles botaram fé que a gente gosta mesmo da coisa, porque não é só um quartinho que fizeram, não, são TREEES... E tudo com nome de bicho, das natureza! É joaninha, pavão, leão.... achei uma "deli"

 

Fiquei mais animado que menino em frente da sorveteria com essa notícia. Acho um marco pra nossas sexualidade tudo.

 

 

“Tio, para de blá-blá-blá e conta como vai rolar esse concurso”!

 

 É simples: todo mundo pode participar. Basta escrever, em uma frase: “O que é pra você ter um amor de outro mundo”? As quatro melhores, que serão escolhidas por uma começão, ops, comissão Muito triste vão ganhar:

 

Quatro horas pra fazer o que quiser (ler um livro, trocar um verbo, dançar um valsa, brincar, discutir a relação Apaixonado), com quem quiser e desejar, em uma das suítes luxo ACESSÍVEIS do Vitara + um kit erótico (baldinho, colherinha e... Muito triste), brinde do motel! Aêêêêê

 

 

 “Zairo, mas quem num é ‘dificiente’ pode participar?” “Ziminos”, pode, afinal, como eu vou controlar _a não ser que me convivem Inocente_ quem vai entrar nas cabaninhas pra fazer meditação?

 

 Peço, porém, que caso um infiltrado ganhe pense seriamente em ofertar o VIP pra um amigo ou conhecido “matrixiano”. Porque saquem só: Quem é ‘normal’ pode se divertir em qualquer biboca, independentemente de acessibilidade, né, não?!

 

 

 O concurso é aberto a pessoas de todo o Brasil, sil, sil, sil, mas o prêmio está restrito à suíte e ao kit. Custos de passagem, deslocamento e hospedagem ficam a cargo dos vencedores.

 

 As frases poderão ser mandadas via Twitter (por direct message), Facebook ou no e-mail (jairo.marques@grupofolha.com.br) até o dia. 28 de junho.

 

 O “desfrute (ui) dos quatro prêmios poderá ser feito até 4 de agosto (somente entre segunda e quintas-feiras). Depois disso, perde a ‘validachi’.

 

Cada participante poderá mandar quantas frases quiser. Tô contando com todo mundo pra bombar esse concurso, heim?!

 

 

 

Para quem num 'guentar' e quiser já curtir o pico do prazer (meio dúbio isso...), a parada é a seguinte:

 

 

 

Motel Vitara: www.vitaramotel.com.br

 

Onde que é: Rodovia Régis Bittencourt km 271, a 800 metros do Largo do Taboão. São Paulo/SP

 

O que tem lá? Conceito de ecologicamente correto. Conta com três suítes acessíveis

 

Que mais? (11) 4788-8700

 

Em tempo: Amanhã tem história inédita, daquelas que eu passo vergonha pra vocês darem risada Muito feliz , na coluna da Folha! E saquem que bacana: o post de terça-feira (08) vai completar o texto do jornal e o texto do jornal vai completar o post!!!

 

* Fotos de divulgação

Escrito por Jairo Marques às 00h00

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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