Jairo Marques

Assim como você

 

Onde eu tava?

“Zente”, me pricurem que vocês acham no vídeo final de “Viver a Vida”.... apareço umas quatro vezes, mas tem que procurar muuito  Rindo a toa

Olha, o Manoel Carlos não tava lá não.. foi montagem... surpreso

 

Escrito por Jairo Marques às 13h31

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Agora é vida real!

Meu povo, hoje acaba “Viver a Vida”, novela que vai deixar ‘xodades’ nos ‘malacabados’ porque nunca tivemos tanta divulgação, ganhamos tanto espaço...

Agora a ‘responsa’ de continuar avançando no projeto de dominação do mundo segue com a gente.

Mas, antes disso, vamos viver um pouquinho mais de ‘gramur’, né, não? Legal

Acho que vai ser uma cena bonita, emocionante, ao som de música clássica, coral, um luxo! Queria escrever mais, contar mais detalhes, mas tô só o pó da goiabeira. Trabalhei que nem gente grande nesta semana, ‘zente’... Beijo



Como bom caipira, perdi a foto mais aguardada do século: a minha com as Alinne Moraes, que me achou gatinho que eu sei... Muito triste.

Em compensação, fiz uma entrevista com a moça, que foi super, mega, ultra, blaster simpática. Vai estar na Folha de domingo (16/05) junto com a primeira entrevista dada pela nova repórter do Fantástico, Flavinha Cintra! Aêêêê



Agora eu quero a verdade de vocês, por favor, avaliem bem... sejam sinceros... o mais paquito sou eu... ou os Mateus Solano, heim, heim, heim? Carente



Essa fota com o José Mayer também tremi a mão.... será que rolou sentimento? Muito triste



O elenco foi de boa com nós, os plebeus, que estavam lá. Foram centenas de flashes, de abraços, de sorrisos... mas eu sou tímido, como vocês sabem, e não ficava pedindo pra tirar retrato com todo mundo.... 



Mas, teve uma personalidade que fiz questão de fazer uma imagem e colocar aqui: dona Virginia Diniz Carneiro, de 86 anos, uma figura querida demaaaais e a primeira a contar sua história, real, em “Viver a Vida” (pra quem quiser ver o meu, clica no bozo Brincalhão).



Bem, vamos ver se dou um tchauzinho pros meus leitores hoje à noite, né, não?

Beijo nas crianças e bom final de semana.

Escrito por Jairo Marques às 00h00

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Uma conquista fantástica

Eu já havia dado um toquinho de leve pros “pessoais” que me perseguem nos Twitter... (é persegue que fala, né?! Na correria) que duas grandes novidades envolvendo esse povo que dá um trabaaaaalho danado com suas cadeiras de rodas, próteses, muletas, cachorros e cacarecos em geral estavam para ser divulgadas... 

A primeira, que até dá as emoção tudo nesse véio que tá cada dia mais ‘capenguento’ Muito triste, eu revelo agora.... 

Mas, pra criar uns suspense, não vou escrever, não. “Ceistudo” vão ter é que escutar. Peço que os meus leitores prejudicados dos ouvidos chamem aquele amigo pra dar uma hand.  Que rufem os tambores!!!!!!!!


Arrisco dizer que é a maior e mais importante novidade e conquista da Matrix dos últimos dez ou vinte anos... É inédito, vai deixar todo mundo que trabalha pela inclusão nesse país eufórico e representa uma vitória numa frente de batalha decisiva: a imagem da pessoa com deficiência, a imagem das pessoas com tetraplegia, os 'tetrões' do Brasil e do mundo.

Aguardo vocês nos coments...  

 

Quer saber quem é? Clica no bozo que eu explico...Brincalhão

Quer saber mais? Clique aqui que eu te levo!

 

*Imagem retirada do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 00h04

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Todos iguais

Será que em outros países, mais assim, “deferençados”, desenvolvidos, a peleja dos “malacabados” para viver em sociedade existe ou será que é tudo o paraíso, todo mundo saca que existe o diferente e ele precisa de acesso, precisa de condições para desfrutar da rua?

Como diria a minha tia Filinha, “difinitivamente”, é necessário batalhar por todo canto para conquistar e garantir direito ao acesso pleno. Mesmo nas França, nas Suiça, nos Estados Unidos (nesse a concordância deu certo, né? Muito triste) ou nas Inglaterra o povo “matrixiano” dá uma pastadinha básica para ser cidadão.

Tá certo, tá certo sim dizer que países ricos e socialmente mais evoluídos, entretanto, estão com a acessibilidade a léguas na frente do Brasil, da Argentina, do Paraguai,  do Natal... que não chega nunca Carente. Eles tem estrutura urbana muito melhor que a nossa, transportes melhores que os nossos, serviços de proteção mais justos que os nossos... 

Porém, como revela essa campanha publicitária que está rolando em Londres, mostrar para o ‘serumano’ que quem tem alguma deficiência precisa ter acesso igual a tudo, é batalha diária, que exige grande mobilização e engajamento em todos os cantos.  

Um pouco disso que vai ser exibido no vídeo, mais uma realização de Silvetz Dutra Productions Beijo, é feito aqui no nosso país pelo Movimento Superação. Mas ainda não temos o fôlego, o patrocínio e a receptividade encontrada pelos integrantes do Equal...

Fica como reflexão pra ‘nóistudo’. Será que não precisamos também, em algum momento, tentar dar um “choque” de igualdade na estrutura urbana das nossas cidades e nas atitudes das pessoas?

 

Escrito por Jairo Marques às 00h00

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45 min

O que é possível fazer em 45 minutos, heim?!

 

Ver o Peixe ser campeão, mesmo que sofrido, daquele campeonato ou mesmo fazer um peixinho frito, né?! Rindo a toa

 

Dá pra fazer um monte de ‘minino’, tá, uns dois, talvez... dá pra fazer o ‘minino’ aprender um monte de coisas boas pro mundo...

 

Em 45 minutos dá pra evacuar um prédio em chamas ou dá pra montar uma fogueira que irá gerar aquela chama da festa junina que tá próxima...

 

Consigo ir e voltar, ir e voltar, ir voltar, ir e voltar (...) na piscina, mesmo meio lentinho e pesaaaado surpreso na piscina, em 45 minutos

 

É possível, um jato, cruzar uma distância daqui atéééé lá ‘lonjão’, em 45 minutos, ahhhh dá...

 

Se você pede um minuto para conquistar, pra pedir aumento, para falar uma palavra naquele debate, para colocar seu ponto de vista, imagine, então, o que faria com 45 minutos...

 

Quarenta e cinco minutos, quarenta e cinco voltas no ponteiro, quarenta e cinco tempos perdidos... ou seria ganhados? Ali parado...

 

Demoraram 45 minutos para me tirar do urubuzão voador no último sábado voltando do Rio, bem cedinho, aqui pra São Paulo, em Congonhas...

 

O ambulifit _elevador que dá substitui as escadas do avião_ da TAM, aquela que é um ORGULHO de ser Brasileira, estava quebrado (dois elevadores internos do aeroporto também estavam) e tiveram de pedir pra Infraero dar um help pra tirar o cadeirante da aeronave....

 

 

 

Fiquei ali, contando os minutos e pensando que esse país não tem o menor pudor em humilhar as pessoas por suas diferenças... Se é assim em um aeroporto, onde supostamente as pessoas tem um pouco mais de recursos, imagem na rua, na calçada, no prédio público, na escola...

 

A Infraero, seguramente um dos piores e mais inoperantes órgãos do governo, resolveu ajudar, mas era um ambulifit para todo um aeroporto, um dos mais movimentados do mundo, e demorou 45 minutos...

 

Fiquei ali, trocando ideias vazias com os comissários (na verdade foi só um, o resto da tripulação foi embora) e com o pessoal da limpeza, que preparava a marinete dos céus para a próxima partida... para outros ‘malacabados’, talvez, passarem pela mesma novela que eu...

 

Não tive nenhum dano nesses 45 minutos a não ser um atraso de 15 no trabalho. Será que não tive, mesmo? Pensem comigo sobre isso... e nem precisa ser por 45 minutos...  

Escrito por Jairo Marques às 08h55

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A mãe do ano

Quando a gente conhece de pertinho o trio Flávia Cintra, Mateus e Mariana, na hora, sente que ali reside uma força diferente de tudo o que já se sentiu. A sintonia entre essa mãe e seus filhos é de arrepiar, de ficar de boca aberta, é de se acreditar, de uma vez por todas, que a natureza humana é muito mais sábia do que nossa quadrada inteligência permite avaliar.

Flávita já tem seu sorrisão cativante espalhado por todo o país, mas, para quem eventualmente não saiba, ela é a “tetrona” que manifesta com sua história um grito alegre de que, “simmmm, nós temos vida plena, simmmm, nós podemos gerar vidas plenas”.

Seus gêmeos, gestados num ventre cadeirante, cativam a gente com um carinho, com uma ternura que só mães verdadeiramente entregues à missão de “criar” conseguem despertar. Tudo isso, e mais um bocado de poesia, de encanto, de ‘guti guti’, de fraudinhas, chupetas e chamados de “mamããããe” registrados num diário que sou cativo leitor e admirador incondicional: o “Memórias de uma Mãe Cadeirante”.

Já vi inúmeras vezes, mas me emociono muito, muito mesmo, a cada vez que os vejo no colinho dessa minha amiga querida. E que felicidade a minha quando Mateus me dá um beijinho ou quando Mariana dá uma risadinha entre a timidez e a “sapequice.”

Neste mundo paralelo em que vivem as pessoas com deficiência, pra mim, não há a menor dúvida:  Flávia Cintra é a mãe do ano. Foi por meio da inspiração na história dela, sim, da deeeela, que o Brasil inteiro passou a olhar os ‘matrixianos’ com mais atenção, com mais dignidade, com mais verdade. O dramaturgo Manoel Carlos, em “Viver a Vida” criou a personagem Luciana sonhando mesmo é com a realidade de Flavita, que não tem aquela vida de princesa, longe disso, mas distribui nobreza com sua voz, com sua postura diante da vida, com suas atitudes, com seus dois lindos frutos.

Pra mim, é uma honra poder brindar os meus leitores, no Dia das Mães, com essa mulher que joga no além as avaliações apressadas, os olhares de caridade tosca, os pensamentos de impossibilidade tacanhos. Um brinde a todas as mães com as palavras de arrancar emoção, felicidade e vontade de viver mais, muito mais, por Flávia Cintra.

Sorte

Jairo,

Até pouco tempo atrás, eu não imaginava que você me lesse e fiquei orgulhosa só de saber que você conhecia o meu blog. Sou sua fã, leio sempre tudo aqui e só te admiro cada vez mais. Nessa semana das mães, você se superou a cada post. Me emocionei, dei risada, senti raiva, angustia, afinidade, carinho e borboletas na barriga.

Sou sua fã, faço parte da sua Matrix, mas tem uma única coisa que eu tenho e você não tem. Eu sou mulher. É maravilhoso ser mulher porque, com todo o meu respeito e reconhecimento aos pais, só as mulheres podem ser mães. E ser mãe é a melhor coisa do mundo!

O dia mais feliz da minha vida foi o do nascimento do Mateus e da Mariana. Fiquei grávida sem planejar, depois dos 30, tetraplégica e de gêmeos. Minha gravidez “de alto risco” foi um período saudável, tranquilo, emocionante e inesquecível. Eu amava minha barriga cada vez mais redonda e as sensações de ter meus bebês crescendo, se mexendo, se preparando para virem ao mundo.

 

Primeiro veio o Mateus, às 7h30. Chorou forte, alto, sem perder o fôlego. A Dra Miriam me deixou tocá-lo por um minuto, antes de entregá-lo ao pediatra. Naquele momento, nos olhamos nos olhos e o mundo parou. Tenho esse instante congelado na minha lembrança. Foi a emoção mais forte que já senti na minha vida. Eu não sabia que era capaz de amar tanto. Mas, e a Mariana? Estava a caminho...

Mariana nasceu às 7h34min. Muuuito tempo depois de Mateus. Esses quatro minutos foram a espera mais longa que já experimentei até hoje. Eu não sabia se meu choro era de felicidade por saber que Mateus estava bem ou se era de medo de alguma coisa não dar certo com a Mariana.

A Dra Miriam narrava tudo. Dizia “estou tocando o bumbum dela...”, “ela está vindo...”, “falta pouco...”, “bem-vinda, Mariana!”. Mas, ela não chorou. Deve ter demorado uns cinco segundos para chorar. E esse foi o momento de medo mais forte que eu já senti. Esses segundos duraram uma eternidade, mas ela finalmente começou a chorar. Chorar não, ela começou a gritar! Nasceu com pulmões invejáveis – e é assim até hoje. Mas, o pediatra a levou rápido e eu não pude vê-la naquela hora. Fiquei aflita, angustiada, eu queria a minha filha! Cadê a minha filha? Tragam a minha filha!

Antes que a Dra Miriam terminasse de fechar os pontos da minha cesárea, o pediatra veio com os meus dois pequenininhos: “Parabéns, mamãe. Eles estão ótimos. Estão tão bem que vão para o quarto com você!”

Havia uma expectativa de precisarem ir para a UTI por serem prematuros. As palavras do médico me deram o céu. Eu transbordava amor e felicidade. E esse amor não para de aumentar. Passei 33 semanas me preparando para dar à luz. No dia 02/07/2007 foram eles que me deram à luz. Eu (re)nasci. Nunca mais serei a mesma: eu sou mãe. Não há nada que me orgulhe mais que ser a mãe do Mateus e da Mariana.

Me preparei de todas as formas possíveis para garantir aos meus bebês o cuidado, a logística e a estrutura necessária, sabendo que eu precisaria de ajuda para suprir as limitações de movimentos que a minha deficiência me impõe. Mas, desde cedo, sempre soube que ser mãe não se resume no desempenho de tarefas físicas. O importante era que eu garantisse que tudo funcionasse como eu achava que deveria funcionar. Então, enquanto eu amamentava um bebê a babá trocava o outro.

Eu não conseguia dar banho sozinha, mas acompanhava cada movimento, cuidava da temperatura da água, das roupinhas, dos horários, das brincadeiras, dos estímulos, das consultas médicas, do cardápio, etc. Eles foram crescendo e ganhando independência de movimentos. Na medida em que iam ganhando essa independência, ia aumentando a minha autonomia no cuidado deles.

Agora eles estão com quase três anos e temos uma vida movimentada, barulhenta, cheia de brincadeiras, alegrias, surpresas, emoções e soluções. Minha cadeira de rodas faz parte do cenário, mas o protagonismo está na nossa relação.

Eles já sabem que a mãe é cadeirante e começam a compreender as implicações disso. Outro dia vieram me contar que no parque onde sempre vão não tem rampa para chegar no gira-gira. Eu nem estava com eles nessa hora, eles perceberam isso sozinhos e ficaram indignados.

Como integrante da sua Matrix, Jairo, há tempos compartilho da missão de “dominar o mundo”. Mas, agora essa meta assumiu proporções muito maiores, pois estou falando do mundo em que meus filhos vivem e vão continuar vivendo quando eu não estiver mais aqui. Eu quero um mundo mais feliz. Porque meus filhos não serão felizes se o vizinho não for. Não terão segurança, se o coleguinha não tiver. Não terão oportunidade de aprender com as diferentes descobertas dos amiguinhos da escola, se esta não for inclusiva e aberta para todos.

Nós temos pressa. É muito bom ver tantas realizações, transformações, conquistas... mas, ainda falta muito. Todas as noites, nós três rezamos juntos:

“Anjinho da guarda,

Meu bom amiguinho,

Me leve sempre

Pelo bom caminho.”

...e agora continuo com você, Jairo:

Que o caminho seja bom e justo, mas também coletivo. Que não nos falte inspiração, criatividade e energia para avançar um pouco mais a cada dia. Que possamos “dominar o mundo” com gentileza, respeito e amor. Amem.

Beijos, com carinho e admiração

Flávia

* Imagens do arquivo pessoal de Flávia Cintra

Escrito por Jairo Marques às 00h00

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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