Jairo Marques

Assim como você

 

Sensações

Fui pego de surpresa dia desses com uma pergunta inusitada: “Jairo, como é não sentir uma parte do corpo?”. Fiquei sem saber o que dizer de pronto, afinal, o meu prejuízo da guerra, causado pela paralisia infantil, dá uma detonada boa no caboclo, mas mantém a sensibilidade intacta.

Contudo, sou desse mundo paralelo em que vivem os deficientes e tenho francas noções do que é essa ausência do tato pelo corpo, daí a tal pergunta direcionada a mim. Depois de ficar em silêncio um bocadinho, respondi: “Isso é um post para o blog. Aguarda um pouquinho que vou dar um jeito de explicar.

Em geral, as pessoas que perdem a sensibilidade física foram acometidas por lesões medulares seja por traumas (bater a espinhela com tudo no poste, ‘perexempi’ Rindo a toa, ou por alguma doença, uma síndrome... Para que esta resposta seja bem legítima, convidei uma das “lesadinhas” mais amadas do Brasil, mais gata e mais genteboadetudo, para explicar. Quem é? Tabata Coooontri! Aêêêê. O texto dela é um primor. Convido vocês a degustá-los. De quebra, umas fotinhas da deusa, porque afinal de contas, amanhã é sábado! 

Vamos lá, dá a mamadeira deste menino que não para de chorar, diz pro chefe que tá lendo algo importantíssimo, abaixe o fogo da panela, e viagem nas sensações da Tabs...

Bom final de semana e beijo nas crianças!

Sorte

A primeira vez que não senti, foi quando fui fazer uma obturação no dentista, mordi meu lábio, inchou, mas sabia que ia passar o efeito.

Algum tempo depois quebrei a coluna, o carro capotou e na hora já não sentia mais as minhas pernas, eu colocava a mão nelas e parecia que eu estava segurando a perna de outra pessoa, porque minha mão sentia minha perna, mas minha perna não sentia minha mão. Sensação estranha...Carente

Já no hospital percebi que não era só a perna que eu não sentia. Pra fazer xixi ,colocaram uma sonda em mim. Eu os vi fazendo isso, mas não senti absolutamente nada. Fizeram a mesma coisa com minha amiga do meu lado e ela gritava de dor.

No quarto dia após o acidente, depois de ficar deitada na mesma posição, sem conseguir me mexer, me viraram pra eu fazer a cirurgia da coluna, e adivinha, por não sentir desenvolvi uma escara sacral que quando foi desbridada cabiam duas mãos fechadas dentro. Como não percebi aquilo??? Foram mais de quatro meses para fechá-la e ainda tive que fazer uma cirurgia.

Não sentir é muito, muito estranho, mas a gente acostuma e tem que tomar certos cuidados pra não se machucar. Eu sempre fui estabanada, a vida toda, quando eu era andante e desde o último dia do ano 2000, como cadeirante. É... dessa vez a anestesia não passou, embora eu achasse que ia passar.

Outro dia calcei uma bota, e fiquei o dia todo com ela, estava gravando um áudio livro no estúdio, então passei mais de doze horas com aquilo no pé. Chegando em casa, a primeira coisa que eu fiz foi tirá-la, embora eu não sinta, dá um certo alívio em ficar descalça! Quando vi, todos os meus dedos tinham bolhas e havia uma ferida no meu calcanhar, tudo isso porque me esqueci de ver se tinha algo dentro da bota antes de calçá-la e tinha uma meia embolada que machucou meu pé!! Depois de dois meses meu calcanhar ainda está sarando. Menos mal vai, poderia ter sido uma barata!! surpreso

Também rompi um músculo da coxa fazendo uma coreografia no chão há alguns anos atrás. Minha perna ficou gigante e demorou meses pra sarar. Tenho oito marcas de queimadura na perna, eu via as bolhas e não sabia por que elas estavam lá, quebrei a cabeça pra descobrir, minha mãe que matou a charada, eu secava o cabelo e colocava o secador na perna, nem percebi que me queimava...

Uma vez, lá no Sarah, meu pé caiu da cadeira e a roda dianteira passou por cima, chegou um amigo e falou pra eu ficar calma, daí pensei “Calma por quê?”, ele abaixou, levantou a frente da minha cadeira e salvou meu pé! A meia que eu mais gostava estava rasgada, mas meu pé intacto! Nem tinha percebido...

Lendo posts antigos do meu blog encontrei este aqui ó:

Ai!  Hoje meu pé caiu na hora do banho, até aí nenhuma novidade, só que de repente vi sangue no chão, daí fui procurar de onde vinha, afinal de contas eu não sinto, quando fui ver tinha rasgado, entre o dedo mindinho e o outro tinha uma cratera!  Perdi as contas de quantos amigos já me cutucaram na perna pra chamar minha atenção. E quantas vezes meu pé caiu do pedal da cadeira e eu nem tchum! E quantas vezes eu já gritei fingindo que tinha doído quando a manicure fazia meu pé!

Por isso, quando me tocam onde não sinto gosto que avisem e que falem. Quando tenho o contato visual de uma massagem no pé, de um carinho na coxa, de um beijo no joelho é como se eu estivesse sentindo, como é importante essa troca, esse contato visual, não é porque não sinto que não gosto que mexa, muito pelo contrário, adoro desde que eu saiba o que está acontecendo e veja o que ta rolando.

 

 

Gosto de me olhar, e é importante, pra isso uso um espelho, a gente tem que conhecer nosso corpo. Falta de sensibilidade, isso é o que não tenho! Tá bom, apenas a física, a vontade de fazer xixi por isso passo a sondinha em média de cinco em cinco horas e pra fazer cocô tenho que fazer massagens abdominais e o toque todos os dias, de preferência no mesmo horário, assim que nosso corpo se reeduca e a gente deixa de passar apuros indesejáveis.

 

Depois de um tempo, a gente corre cada vez menos o risco de uma coisa dessas acontecer, é só ser responsável por essas coisinhas chatas, mas que devem ser feitas, nos horários certos, antes de fazer amor, antes de entrar na piscina e quando sair dela, antes de ficar em pé com as órteses e todos os dias. A gente tem que ter uma atenção redobrada, principalmente quando se é estabanada como eu.

Agora, sensibilidade é o que não me falta, ah isso não...Como é bom sentir... Como é bom fazer outra pessoa sentir! Como é lindo nesse nosso mundo paralelo, ver o cuidado que uma mãe tem com um filho, um marido com uma esposa, um profissional com um paciente, uma mulher por um homem, uma amiga pela outra, as parcerias se fortalecem, se fortificam, as pessoas se tornam mais humanas, elas se doam mais, a gente deixa um pouco o orgulho de lado e se entrega, e confia, porque é bom demais cuidar e ser cuidado, sem exageros, porque nada demais é bom, mas se permitir, sim.

 

Por mais que a gente seja independente e a gente seja capaz de fazer muitas coisas sozinhos, é tão bom ter uma companhia, não alguém que faça algo por você, mas sim com você, junto é tão mais gostoso. Sem jeito  Não sentir é estranho, mas aos poucos a gente de tanto não sentir, sente. Tem certas coisas que a gente sente sim, de um jeito diferente. A gente se redescobre.

 

Sei que até os 20 anos eu sentia igual e que agora eu sinto diferente. E sei também que cada vez mais descubro jeitos de lidar com a falta de sensibilidade em meu corpo e a falta de sensibilidade do ser humano em algumas situações. Conheço muita gente que definitivamente não tem sensibilidade nenhuma, apesar de ter o corpo 100 %. Eu prefiro a minha falta de sensibilidade a deles...  Afinal de contas o que é não sentir? Não sentir o que mesmo?

* Fotos de Rapha Bathe

Escrito por Jairo Marques às 00h01

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Na mídia

Meu povo,  sem querer ser “inzibido”, mas sendo bastante Beijo, este blog foi pioneiro, ligado a um grande veículo de comunicação, a abordar questões envolvendo gente sem braço, sem perna, com cadeira de rodas, com o escutador de novela prejudicado, que puxa cachorro. A iniciativa, abraçada pelo Grupo Folha, também não guardava, quando tomada, similares ao redor do mundo.

Hoje, menos de dois anos de “Assim como Você” entrar no ar, eu tenho muito orgulho de dizer que outros diversos grupos de comunicação importantes no Brasil tomaram a mesma iniciativa e emprestam seu prestígio para falar sobre “malacabados”! Aêêêê

Uma vez, em uma entrevista, o repórter perguntou se eu me achava (me acho, me acho Muito triste) responsável por um certo sacolejo na imprensa para que a deficiência física, tão negligenciada, ganhasse mais visibilidade. Quem me acompanha há muito tempo, sabe que a minha vaidade não vai muito além de passar uma base básica no rosto, né? surpreso

Mas, acho que são fatos alguns pontos: a Folha Online botou cadeirantes em sua página principal por diversas vezes. Deu chamadas e mais chamadas para temas que em pouquíssimos momentos tiveram espaço  na pauta jornalística. Sinceramente, eu acho que o nosso trabalho de empurrar uma kombi véia rumo a um mundo mais acessível a todos, mexeu o doce da mídia no Brasil, sim!

Um dos primeiros portais de grande porte a seguir a Folha, foi o Vanguarda News, ligado à Globo, atuando na região de São José dos Campos (SP), que encampou o blog do meu leitor querido, o Luis Daniel, que edita o “Reflexão sobre Rodas”.

Em seguida, foi o grupo RBS, o mais forte da região Sul do país e um dos maiores do Brasil, que passou a abrigar, no portal do jornal Zero Hora, o blog “Sem Barreiras”, tocado pela Juliana Carvalho e pelo casal Tânia e Milton Speroni, que passam por aqui às vezes!

Nesta semana, mais um importante portal, atuando na região de Campinas, passa a dar espaço exclusivo para os malacabados! O Cosmo vai a manter o blog “Tô dentro”, sob responsabilidade da jornalista Kátia Fonseca.

Puxa, é um salto grande para um grupo social que só aparecia em matérias assistencialistas ou naquele xororô sem fim que, ao meu ver, não ganha guerra.

Ah, sim, “disque” agora, na novela Viver a Vida, a irmão da tal da Luciana, que ficou tetrona, vai manter um blog... ui... Quero só ver... na verdade, nunca consigo ver, o pessoal é que me conta... Muito triste. E claro que temos também, centenas de iniciativas próprias com conteúdo inédito e de ótima qualidade dos quais acompanho vários!

E tem mais, gente! O Grupo Estado, principal concorrente aqui da Folha, ainda não tem espaço para debater questões sobre esse pessoal que dá um trabaaaaalho danado, mas tomou uma medida que, ao meu ver, é “maraviwonderfull” plus: contratou um jovem jornalista cego, com cão guia e tudo, para ser repórter em sua editoria mais importante, política. Convencido

Pra gente que tá acostumando a levar tanta chibatada dos espaços públicos que nos expulsa, essa notícia abre um campo de vitória. O profissional, chamado Lucas de Abreu Maia, vai estar, na próxima segunda-feira, a partir das 11h, no programa Imprensa na TV, comandado pela Thaís Naldoni, moça bonita, inteligente, sorridente, bacanuda, atenciosa, mega profissional e.... que mais? Muito triste Quem quiser acompanhar o bate-papo dela com o Lucas, é só sintonar na AllTv, pela net.

   

Por fim, já recebi emails de pessoas cobrando que a Folha, o jornal, desse também mais espaço para os temas da deficiência. Bem, eu não respondo por isso, mas, quem me segue com frequencia, sabe bem que, a olhos vistos, a presença dos malacabados no matutino deu um grande salto, né, não?! Foi todo um caderno de Turismo, o Equilibrio, o Cotidiano, Veículos, Empregos, Folhateen...

Escrito por Jairo Marques às 00h01

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Só diversão!

Tô há dias querendo tirar um retrato meu jogando “vidogame”, um novo que eu trouxe de muamba lá dos “Estadusunidos”.... Muito triste. Como eu não tirei ainda, resolvi falar do barato assim mesmo...

Eu não conseguia jogar direito aquele “tarzinho” de “praystation”. O controle é pequeno e exige muito da mão esquerda e a minha é meio abobada, num consegue fazer movimentos precisos.

Então, resolvi ver “qualera” a vibe (tô meio teen nesta semana, né? Legal) do Nintendo Wii, cujo controle imita o movimento de mãos e braços e é mega ultra fácil de usar. O resultado? Viciei, “oficorsi”... Rindo a toa. Minha mãe vive perguntando se eu não tive infância!

É legalpracaramba.com.br e permite a um “malacabado” ter a sensação de estar jogando de verdade uma partida de tênis, uma corrida de bicicleta, basquete, baseball, lutando boxe e o melhor, sem ter de ficar apertando botõezinhos, é só saracotear o corpo, a mão, com o controle, que o bonequinho (Mii) imita os movimentos... é doido, meu povo, é doido. Nas primeiras vezes que usei, até dor nos braços senti, de tanto que a gente entra no esquema!

Olha, apesar de algumas pessoas disputarem alguns jogos fazendo movimentos com o corpo todo (pulando, se movimento de um lado para o outro, mexendo o quadril), posso garantir que jogando sentadinho, paradinho na cadeira ou na cama, no sofá, o efeito é quase mesmo. surpreso

Às vezes, fico hoooras do meu final de semana jogando o trem, me achando um esportista... Muito feliz. E qual não foi a minha surpresa, ao ler  no blog “Viva as Diferenças”, que os cabras lançaram agora um jogo do Wii exclusivo para “matrixianos”! É mesmo o domínio do mundo chegando!

Vejam abaixo o vídeo e percebam que o game é mega ultra baster inclusivo porque permite que um jogador com perfil "normal" jogue no mesmo time que um cadeirudo! Ah, num tô fazendo propagando da Nintendo, não, mas que é uma diversão legal, é!

 

 

Escrito por Jairo Marques às 00h03

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Enche o tanque!

“Zente”, quem diria que encher a barriguinha da minha kombi veia de “digolina” iria virar história de blog, né, não? Mas virou. Botem reparo que até em posto, em posto, meu povo, a gente se lasca.com.br!

Bem, ante de jogar o molho, bora fazer a massa... Beijo. Hoje em dia a gente não usa mais dinheiro de 'verdadchi' pra pagar os trens tudo. Todo mundo leva os próprio cartão de débito. Eles passam na maquina e pronto! Tá lá sua conta no vermelho  e você nem viu! Aêêêê Rindo a toa

Por confiar nessas ‘tenicologias’ já entrei em várias frias. Encosto a kombi no posto e, todo ‘garburoso’ (até hoje não sei ao certo o que quero dizer com é isso Muito triste), vou falando pro tiozinho que segura as mangueira, vulgo frentista... surpreso: “Enche o tanque!”

Depois de poucos minutos, porque aquelas bombas são ágeis, vem o frentista, sem fazer um carinho, sem perguntar meu telefone, sem limpar meu para-brisa Apaixonado: “Deu noventa cruzeiro, vai pagar como?”

“Traz o ‘ricurso’ de pagar com o cartão de débito, por favor”.

E novamente sem o menor carinho, ele manda: “Ah, mas ela não chega até aqui, não. Tem que dar um jeito de ir lá dentro.”

Êh, mas na hora a gente desacursoa numa situação dessas. Imagem ter de montar a cadeira, descer, caçar um jeito de entrar naquelas casinhas de posto e pagar o consumo da “digolina”?

Como eu sou prevenido, sempre tenho um cartão de crédito (furado), que não precisa de digitar a senha e nem precisa que eu vá até a casinha, para fazer o pagamento. Caso contrário, eu já teria conhecido o xilindró. Embaraçado

Mas ai alguém pode pensar: “Ahhh, tio, mas e lá nos Estadusunidos que nem frentista tem? Como que é fazem os malacabados?”

Para quem não é motorista de condução, ou seja, viajado, eu explico...Rindo a toa. Em vários países, encher a barriguinha do carro de combustível é uma tarefa do próprio dono do carro. Você para no posto, marca quanto quer , abastece e depois passa o cartão e paga, tudo assim, sem interferência humana.

“Uai, tio, porque isso não tem aqui no Brasil?” Bem, aqui... é... aqui... aqui a gente adooora frentista! Aêêêêêê!!!

Bem, mas e como é que faz o infeliz do abatido pela guerra que vai ter um trabalho danado para sair do carro e fazer tudo isso?? É faaaácil!!! Aperta um botãozinho e.... tchanannnnn.... um frentista surge das cinzas!!! Entorpecido

É verdade, juro. Vejam ai o apertador, que fica na altura do vidro do carro. Para quem é “analfalbético”, eu traduzo a frase: “Aperte para chamar ajuda.”

Aqui a gente ainda tá padecendo pra os “nádios” deixarem de usar as vagas reservadas, padecendo pra ter ônibus acessível, banheiros... lá eles têm botãozinho para pedir ajuda. Vai, pai amado, me leva, me leva que eu tô pronto ! Carente

Mas olha, tem uma ‘situation’ que parece inusitada, e não sei se acontece com outros ‘matrixianos’ ou se eu sou mesmo benzido com pena de urubu... Muito triste

Como diz o ditado, o olho do dono é o que engorda o porco, né? Quando o dono não olha, o porco “dismagrece” e a feijoada não sai. “Tio, o post é sobre gasolina, mas você tá usando é álcool, né?” Muito triste

Bem, mas botem reparo. Eu chego no posto e falo: “Enche o tanque!”. E ai, meu povo, é batata, já aconteceu umas dez vezes comigo, o cabra em vez de prestar atenção, deixa o trem comendo e toca a gasolina veia derramar tuuudo após o tanque cheio.

“Ahhh, mas tem travamento, é tudo automático”... Hunrum, vai nessa.... vai nessa que aquilo funciona direito...

Como eu não saio do carro, não vejo que a viola está em caco e não tenho como acudir o leite derramando, ou melhor, a gasolina evaporando. O que tenho mesmo é de pagar gasolina a mais, né? A derramada... é ou não é de chorar de tanga chupando manga? aborrecido

Para os motoristas ‘esgualepados’ e novatos, recomendo que peçam valores exatos na hora de abastecer. Assim, você corre menos risco de se lascar como eu!

Também não custa nada aos donos de postos orientarem os funcionários que clientes “matrixianos” precisam de uma atençãozinha um bocadinho ‘deferençada’, como se diz lá no Goiás, num é?!

* Imagens retiradas do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 00h03

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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