Jairo Marques

Assim como você

 

Mãos ao alto?!

Essa história pouca gente sabe. Nem lá casa eu contei porque a minha mãe já vive dizendo pra eu fazer as trouxas e voltar pras “trelagoa” porque São Paulo é “ruim demais da conta”!

 

Mas, como vocês me mimam muito Embaraçado, resolvi contar. Talvez, ajude alguém a se safar de situação semelhante ou mesmo para manter a calma na hora do apuro, na hora que porca torce o rabo, sacam?! Tonto

 

Moro aqui nessa terra do gás carbônico Riso, há quase onze anos e nunca passei, ainda bem, pelo perrengue de ser assaltado. Acho os próprio assaltante olham a Kombi, olham a cadeira de rodas e pensam: “esse ta mais lascado que eu!” Muito triste

 

 

Contudo, há uns quatro anos, vivi um momento de apuros que quase perco a dignidade nas calças. Tava eu e um “ziminina” dentro da minha condução lavando roupa suja.

 

Era um tal “seu bobo” pra cá, sua “feia” pra lá, “seu chato” daqui, “sua xarope” para acolá, tudo na frente da casa da fulana, num rua calma de um bairro residencial, mais ou menos umas 17h. Ou seja, era dia!

 

No meio daquela confusão (era só uma discussão, mesmo, não tinha nada de ‘sequiço’ com emoção Bobo), percebo que dois cabras se aproximam da janela da kombi. Na hora, a bagunça com a mulher cessa e dá lugar a um suador gelado...

 

Um dos rapazes, bem magrinho e com cara de quem não queria fazer “amizadchi” Carente, levantou a camiseta e mostrou.... calma, calma... mostrou um cano de “revórvi”. Ai, meu povo, eu notei que tava na roça sem trator...

 

 

A moçoila ficou até muda (e gostava de falar a danada, heim Bico calado) de tanto “nelvoso”. O cara, com uma delicadeza inesquecível me pediu: “Abre a janela da xaranga, destrave as portas e fiquem quietinhos. E a ‘mina’ trata de passar para o banco de trás”.

 

Olhei pro meu muque e pensei: “vou dar um catiripapo nesse caboclo”! Nervoso. Mas, foi só por um segundo, mesmo, logo percebi que ainda tenho de tomar muuuito todynho pra enfrentar dois meliantes. Triste

 

Mentira, “zente”... Falei bobagem. Jamais pensei em reagir. Muito pelo contrário. Eu pensei em todos os ‘manuais’ que já li sobre: “como ter um assalto feliz”! Convencido E foi justamente uma dessas ‘dicas’ que me salvou daquela situação.

 

Quando o cidadão se sentou ao meu lado e a guria foi para o banco de trás, junto com o outro “camarada assaltante”, acabou o meu crédito (cair a ficha é algo muito antigo Piscadela) e me dei conta que aquilo poderia ser um sequestro relâmpago. Ai, pensei rápido.

 

“Ôh seu assaltante, o senhor me desculpe falar, mas queria dar uns instruções pro senhor roubar ‘nóis’ tudo. Como eu sou cadeirante, o meu carro é adaptado e, por isso, vou manter a minha mão esquerda abaixada o tempo todo para acionar o freio e o acelerador. Outra coisa, que queria avisar é que, como a cadeira está no porta malas, pode ser que faça alguns barulhos e atrapalhe a concentração do ofício do senhor”.

 

 

Naquele momento, juro pra vocês, o semblante do “seu bandido” mudou totalmente e ele, meio que com um sorriso, meio que com um olhar de frustração soltou uma das maiores pérolas que já ouvi na vida:

 

“Pô, truta, tu é cadeirante? Num tá mentindo pra mim, não?”

 

“Ôh, seu bandido, tô mentindo, não. Bate o olho no adesivo, olha o comando manual aqui no volante”

 

“Ah, irmãzinho, a gente não atua contra deficiente, não. É contra a lei, né? Deficiente, não pode rodar, não. Faz o seguinte, então, dá um role por uns dez minutos pra gente se avuá daqui.”

 

A dupla saiu do carro, e eu arranquei (ui) daqui, com o coração batendo mais do sino de igreja durante a missa do galo. Quando eu e a moça conseguimos nos acalmar um pouco, claro, ligamos para polícia para relatar o ocorrido. Pelo menos, a PM poderia fazer uma ronda pela rua, pelo bairro.

 

Ainda bem que a dupla não me pediu pra ficar de “mãos ao alto” porque ai eu tava lascado. Como meu braço esquerdo foi parcialmente abatido na guerra Muito feliz, quem diz que eu consigo, como vive pedindo o padre Marcelo, Marmelo, Martelo Inocente “erguer as mãos”?

 

 

Bom final de semana e beijos nas crianças!!!

 

Em tempo: Não só para ‘malacabados’, mas para qualquer ‘serumano’ a recomendação durante uma situação de violência é não fazer movimentos bruscos e avisar ao assaltante que tipo de movimento você pretende realizar. Jamais se deve reagir numa situação como a que eu narrei.

 

Em tempo, de novo: As cadeias e prisões brasileiras estão cheias de “matrixianos”, um povão estropiado por tiros, facadas, brigas. Eles se lascam um bocado no cárcere. Contraem diversas feridas pelo corpo, não recebem uma reabilitação adequada e contraem infecções urinárias por ausência de orientação médica.

 

Talvez seja por isso, por saber os perrengues que naturalmente passam um deficiente, ALGUNS bandidos tem como regra não “atuar” contra esse povo sem perna, sem braço, que não enxerga, que não escuta direito. Evidentemente que, num mundo cada vez mais violento, regras não são o forte dos criminosos...

 

* Imagens retiradas do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 00h14

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Casos de polícia

Quando a gente flagra um carro irregularmente estacionado na vaga de um “malacabado”, a gente deve chamar um agente de trânsito, chamar a mãe da gente pra dar umas vassouradas na cabra infrator Muito feliz ou chamar as própria “puliça”, certo?

 

Bem, mas e quando é a polícia que estaciona nas vagas reservadas? Isso mesmo, a polícia, que deve empunhar o rigor da lei aos cidadãos, “disque”...

 

“Ah, tio, mas a PM, numa situação de emergência, no atendimento de uma ocorrência grave, pode parar as ximbicas em qualquer lugar, uai!”

 

“Di certeza” que sim, “craro crovis”... Abismado. Mas, batam o olho nessa fota abaixo.

 

 

 

Conseguem ler que no “mata bode” tem a inscrição "Escola de Oficiais”? Então, trata-se da "Academia do Barro Branco, lugar, meu povo, onde os “puliça” APRENDEM noções para serem exemplares na sociedade, é onde os oficiais são formados, onde eles, em tese, vão receber conhecimento suficiente para saber que parar num vaga desse povo comprado no R$ 1,99 surpreso é proibido para quem não tem esse direito.

 

Falem pra mim se é não de chorar pelado no asfalto quente? Sem jeito Quem fez o flagrante foi o Kiyomori Mori, de origem sueca, como se pode notar Muito triste. Ele ta sempre me dando dicas, sugestões, ideias, mas é tímido e nunca aparece nos coments!

 

 

Percebam também na imagem que o povão que passa tá tudo de “diboa”, ninguém aparenta nenhum pânico que denuncie que ali está rolando uma situação de perigo. Então tudo leva a crer, que botaram o carro na vaga porque acham que é ali é terra arrasada, ninguém é de ninguém... Aff...

 

Sorte

 

Outro retrato de levantar os cabelos da verruga Rindo a toa foi enviado pelo meu brother blogueiro de Sergipe, o Ronald Andrade Silva. Essa é de arrancar a roupa tudo e sair gritando pela rua... surpreso

 

 

Essa obra prima da arquitetura de quinta categoria, pode ser vista no Aeroporto de Congonhas, aqui em Sampa. Isso, lá mesmo de onde “avuam” os urubuzões... Muito triste

 

As rampas dão acesso ao estacionamento. Show de bola!!! Só que, o que esse pessoal que tem as pernas tudo prejudicadas, que nem eu, faz com essa corrente no meio do caminho??

 

 

Para tudo, para tudo que já tô entendendo: como somos “matrixianos”, temos a habilidade de fazer aqueles movimentos esquisitos... sacam aqueles de dobrar a cacunda, de quase quebrar a espinhela? Então... devem pensar que a gente é capaz de passar por baixo...

 

Vai, gzuis, me leva, me leva que eu até tomei banho e tô pronto!

Escrito por Jairo Marques às 21h25

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O bloco na rua

“Zente”, como muuuuitos de vocês pediram, esse blog vai ter um bloco na Passeata do Superação, no próximo dia 5 de dezembro! Aêêêê

Imaginem nós tudo, nas própria Praça da República (ponto de partida e onde pertinho, pertinho tem um hotel bom e barato pros pessoal que vem de longe!), todos  ‘formozurentos’ seguindo até a Praça do Patriarca, levando em frente um projeto simples e humilde de dominar o mundo? Carente

O autor intelectual dos nossos trajes é o meu camarada Evandro Bonocchi, o Bob! Uhrúúúú..... “Particularmentchi”, adorei o resultado....  Chega de mistério e batam o “zóio” na estampa do nosso “uniforme de guerrilha”! Muito triste

 

 

 

 

 

 

 

Povo, vai funcionar assim: quem quiser adquirir a camiseta precisa mandar um email para ebonocchi@hotmail.com IMPRETERIVELMENTE até o dia 25 deste mês (novembro) dizendo a quantidade e o tamanho que precisa e acertar com ele o pagamento!

O custo é baratinho: R$ 15, vulgo 15 renais, 15 roias, 15 contos, 15 cruzeiros, quinzão! Rindo a toa. O blog NÃO TEM nenhuma relação com a venda, estou apenas divulgando e dando as instruções para quem tiver afim de vir “fardado” pra “andação”. Convencido

Pelo bem da transparência, pedi ao Bob que destrinchasse os custos da t-shirt (fazia tempo que eu num gastava o meu inglês Beijo) que ficaram assim:  R$5,70 é o valor do material da camiseta, os pano tudo, sacam?  Rindo a toa, R$ 2,50 vai para doação (o Bob tá fazendo um fundo para comprar cadeiras pros pessoais mais ralado), R$1,90 é o valor da tinta e da estampa, R$3 é para a confecção da tela.... e o restinho que sobrou, é para comprar as mamadeiras do Evandrão! Muito triste

Acho que vai ser um luxo (tooootalmente biba isso Beijo) ter um bloco do “Assim como Você” na passeata. Todas essas informações vão estar também nas própria comunidade dos Orkut. Para ir lá, clica no bozo! Brincalhão

E ai, o que acharam? “Vamo nóis tudo” de camiseta?!

Escrito por Jairo Marques às 23h06

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Um show inesquecível

Meu povo, começo a semana com um relato que me deixou radiante todo o final de semana. Fiquei ansioso (como acontece invariavelmente Carente) pra contar a vocês esse fato que foge um bocado das histórias de perrengue que relato por aqui...

Geralmente, quando um “malacabado” se “atreve” a encarar uma casa de show para, como qualquer ‘serumano’, ver um espetáculo, é um verdadeiro parto de "minino" atravessado:

Os lugares reservados no estacionamento estão sempre ocupados, as pessoas não abrem passagem na entrada, chegar até a mesa comprada é uma maratona de apertos e a turma mais animada tapa a frente do palco e te impede de ver... aff.. aborrecido

Contudo, a experiência vivida pela advogada Andréa Pontes, 26, na última sexta-feira foge de todos os perrengues e nos faz dar um sorriso gostoooso!

Calma, calma, já vou parar de enrolar e falar logo... Rindo a toa. Não acho e nem defendo que “defientchi” tenha de ter privilégios. Mas, para que a gente consiga ter tanto prazer em uma apresentação como os outros mortais, a gente precisa de alguns detalhes “diferençados”, né, não?”

Mas ‘bora’ voltar para o causo da Andrea. Ela foi assistir a um show da cantora Simone, no Teatro do Sesi, em Porto Alegre (RS). Já na entrada, ela sentiu que viveria uma grande noite.

“A produção do show - Branco produções- foi muito boa. O pessoal se esforçou para me colocar em um local agradável, foram gentis e incansáveis. Enquanto eles me posicionavam no local indicado, perguntei se, ao termino do show, poderia conhecer a Simone.”

Todo mundo quer chegar perto de seus ídolos, falai?!  Mesmo que seja para tocar na mão, falar o quanto admira, dar um beijo... sabe assim que nem vocês fazem comigo? “Inzibiiiiido” Muito tristeMuito triste...

Para esse povo que não anda, que não enxerga, que tem o escutador de novela prejudicado surpreso, chegar pertinho de um artista é um baita desafio. Imagina vencer as multidão tudo? E camarim que seja fácil de chegar, existe?

“Logo que o show acabou o pessoal da produção foi ali me retirar do local e me levar para o camarim da cantora. Na hora de ir embora, o problema foi que eles não esperavam uma fila enorme e um tumulto de fãs em volta. Eu não tinha como sair dali. Era um corredor lotado de fãs, aquele empurra-empurra típico.”

Agora, “Zimininos”, se ajeitem ai na cadeira porque é legalpracaramba.com.br!

 “A Simone, quando viu a cena, logo veio correndo me ajudar. Pegou a minha cadeira de rodas, perguntou para onde eu queria ir e disse para deixar com ela que ela resolveria.”

Ahhh, gente... eu acho isso o máximo. A Simone não simplesmente deu uma “carona” para a Andréa, ela demonstrou para todos os que estavam ali presentes que é a favor de um mundo mais digno para todos... “Di certeza” que quem viu a cena nunca mais vai esquecer e vai entrar na turma de ajudar a gente a dominar no mundo... Beijo

 “Ela foi lá na frente da multidão, já me empurrando na cadeira, e disse que não queria ninguém a volta dela, que queria espaço para passar comigo e o respeito dos fãs. Que me levaria até o meu carro no estacionamento, pois ela queria ter certeza da acessibilidade do local e pediu para não ser seguida por ninguém.”

Eu me “arrupiei” fui recriando todinha essa cena na minha cachola. Pode não parecer nada, mas só quem é ‘matrixiano’ sabe o quanto uma atitude dessa nos enche de energia, de vontade de conquistar novos “adeptos”...   

“O pessoal foi abrindo passagem, os seguranças foram ajudando na volta e ela realmente me levou até o estacionamento, me ajudou a entrar no carro e a guardar a cadeira de rodas.”

A Simone é um das maiores cantoras brasileiras e, com diz a minha tia Filinha, “difinitivamente” NÃO precisa de atitudes promocionais. Ela já um sucesso com sua voz, com sua presença de palco... Ela fez, a meu ver, porque sabe o quando aquele gesto fez a diferença para Andréa e para todos que estavam ali!

“Em todos os shows que fui, nunca tive um atendimento tão especial, tão digno.”

 

Adorei demais essa história! E vocês? Alguém já viveu algo parecido? Ah, e gostaram do meu novo retrato ali do ladinho que vocês usam pra matar a "xodades" Rindo a toa? Quem tirou foi o meu brother Rapha Bathe. Tô ou num tô todo formozurento? Legal

* Imagens do arquivo pessoal de Andréa Pontes 

Escrito por Jairo Marques às 22h13

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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