Jairo Marques

Assim como você

 

Juju vai à praia

“Zente”, coisa boa demais da conta é tomar a fresca na praia, né, não? Atolar as rodinhas da cadeira tudo naquela areia fofinha... ai vem a onda, o cabra ali afundado e dá-lhe água salgada na lomba! Êh, delícia... que "dêli"! Rindo a toa

 

Quem foi recentemente se “desbundar” no mar (rimou, olha que luxo!) foi a Juju, a Juliana Carvalho, que faturou o prêmio do concurso mais “belezera” das internets tudo, o “A minha viagem dos Sonhos”. Num tá se lembrando de como foi? Clica no bozo que eu dou um refresco pra sua cuca! Brincalhão

 

Então, ninguém melhor do que a própria moça praiana, que é lá dos Rio Grande do Sul, das Porto Alegre, contar como foi o final de semana que ela faturou criando o slogan da Accessible TourVamos ver se agora a agência dá uma viagem pra gente ir pras “Zoropa”, pros “Estadusunidos”, pras lonjuras, né, não? Muito feliz

 

Antes do texto, aviso que amanhã, vou estar todo pimpão, todo glamuroso, na Câmara Municipal de São Paulo que, a partir das 14h, vai abrigar um evento todo voltado à educação de malacabados. “Vamo nóis tudo”? Bem humorado

 

Beijo nas crianças e bom final de semana!

 

Sorte

 

Quem me acompanhou na viagem à cidade maravilhosa foi minha mana chamada Luciana, a Lu. Ela recém se formou em Agronomia e achei que era um presente legal ir para o Rio com tudo pago, oba! E pelo visto foi! Ela não conhecia ainda a cidade e adorou. Perdeu o medo e o preconceito que tinha e se rendeu aos encantos da beleza natural, bem descritos por Tim Maia: “do Leme ao Pontal, não há nada igual... sem contar com Calabouço, Flamengo, Botafogo, Urca, Praia Vermelha...”

 

 

 

Chegamos à antiga capital do Brasil (ou atual, na cabeça da maioria dos gringos) sexta no final da tarde. Um táxi específico para transportar cadeirantes, já nos aguardava. Nunca tinha utilizado um parecido, mas foi tranqüilo entrar pela plataforma elevatória. Só não gostei muito do negócio porque fiquei muito alta, e assim perdia a vista. Pedi para utilizar um carro comum no dia seguinte, o que foi feito.

 

O “motora” gente fina nos deixou no belo Royal Rio Palace Hotel, na rua Duvivier, a três quadras da Av. Atlântica. Quando fomos faze o check-in o hômi da recepção informou que todos os quartos adaptados (dois pelo que entendi) estavam ocupados. Pediram mil desculpas e nos colocaram numa suíte gigante até que o imprevisto fosse resolvido.  A Lu e eu largamos nossas tralhas na suitona e saímos para jantar.

 

 

Ai, misericórdia, nenhum cadeirante merece calçamento com pedra portuguesa, aquela miudinha que fez o desenho ondulado da orla de Copacabana, sabe? A maioria das calçadas da Zona Sul do Rio por onde circulamos são feitas de pedra portuguesa. Toda hora tenho que dar uma paradinha pra conferir se não perdi um é no caminho.

 

A passito, chegamos no clássico Manuel e Juaquim (assim com U mesmo) que o pessoal do hotel havia nos indicado. Caipirinha, camarão com alho. Delícia! Falando em alho, sempre que como alho acabo beijando na boca de algum sortudo, parece ímã, nada que um chicletinho não resolva! Mas, a profecia não funcionou desta vez... Carente

 

Voltamos de táxi comum para o Royal e o quarto adaptado já estava liberado. Trocamos nossas tralhas de lugar e fomos para o terraço, curtir a vista e tomar uma coca cola. Quando a porta do elevador abriu no último andar, me surpreendi ao dar de rodas numa escadaria. Que mania de por degraus em tudo meu Deus! Com o auxilio de um funcionário chamado Guaraná, muito gente boa, mais uma hérnia de disco de brinde pra Lu, consegui chegar na área da piscina. 

 

Ficamos ali pitando e conversando com o Guaraná e ele provou que a tchurma da matrix está em todos os lugares. Ele tem um filho com mielo e paralisia cerebral. O pequeno Artur já fez consulta no Sarah Rio. Deve ser bom fazer AVP (atividades da vida prática) em Copacabana!

 

No outro dia, o guia Emílio nos levou pro Pão de Açúcar, cuja acessibilidade é impecável no quesito arquitetônico. Plataformas elevatórias para todos os ambientes, banheiro adequado, show de bola mesmo!  E a vista, espetacular.

 

 

De lá, fizemos um city tour pelo centro velho da cidade, sempre escutando atentas as histórias e peculiaridades que Emílio ia narrando, até chegarmos na base do morro que abriga o Cristo Redentor. Ali pegamos o trem do corcovado que tem uma rampinha amiga, novamente o Rio impressiona com sua riqueza natural. O trem corta a floresta da Tijuca e é possível sentir aquele frescor de mata. Conforme avançamos, novamente uma vista exuberante enche os olhos. Acesso para cadeirante também tranqüilo no Corcovado, que tem elevadores e escada rolante. Falta banheiro acessível e acesso à lancheria.

 

 

Depois de curtir o visual incrível, visita às praias: São Conrado, Leblon, Ipanema e pitstop em Copa. Já eram cinco da tarde quando nos despedimos do Emílio. Água de coco e mais camarão. Quero mais prêmios como este! Passeamos pela feirinha, fomos a pé para o hotel, brigando com as pedras portuguesas Rindo a toa. Chegando no nosso apê, a Lu tomou um banho e desmaiou. Eu fiz o tipo 2, e tomei uma ducha na privada mesmo. Aí fica uma dica e um pedido aos hoteis: vocês têm que disponibilizar cadeiras higiênicas, aquelas que parecem uma privada com rodinhas! Pô, o cara vem de outro país, de outro estado, muitas vezes não tem como trazer a casa junto, né?

 

Depois de uma epopeia Tonto para achar um banco, já com dindin no bolso, fomos pra orla de Copacabana onde encontrei minha querida amiga Denise Menchen (Neca, pros íntimos). Jornalista gaúcha, que trabalha na Folha de S.Paulo, no Rio, foi ela que me apresentou o "Assim como Você"Legal. Mais tarde, a Lu e eu pegamos um táxi para Ipanema. Um rapaz gente boa que alugava guarda-sóis e cadeiras por ali, mais um maluco que estava passando e a hérnia de brinde da Lu me carregaram na cadeira até bem pertinho do mar. Faz falta acesso na praia! Mamulengo também gosta de se bronzear e tomar banho de mar!

 

 

Sentei numa cadeirinha de praia e fiz uma das coisas que mais me dá prazer nessa vida: sentir a brisa do mar e observar a paisagem tomando uma caipirinha. Encontrei outra amiga querida, a Talita Werneck. Botamos as fofocas em dia, fiz uma sondagem na camufla usando uma canga. Estava sem saco coletor, fui obrigada a calibrar o coco que a Lu tinha tomado! Logo já estava mais que na hora de voltarmos para o hotel, arrumar as tralhas e deixar a vida de bacana. Quero mais!Bobo

 

 

Chegamos no aeroporto em cima da hora e não pude fazer um mix antes de embarcar. Acreditem, eu fiz xixi no banheiro do avião. Sim... aliás, não sei porquê tem o símbolo da acessibilidade na porta. Mal cabe um par de rodas de uma cadeira! A aeromoça veio com uma cadeirinha que fica no avião. Uma poltroninha com rodinhas minúsculas. Ela me levou até o ‘banheiro’ e óbvio que não entrou toda a cadeira.Insatisfeito Também não tinha espaço para eu fazer uma transferência para o vaso. Expliquei que eu ia me sondar e que por isso não precisava sentar no vaso. O desfecho da história foi a aeromoça segurando aquela cortina, que eles fecham para preparar nosso lanche, tentando tapar a cena grotesca: eu fazendo pipi, me equilibrando na nádega que cabia na cadeira, com metade do corpo no banheiro e a outra metade obstruindo a cabine do ‘only crew’. Sobrevivi.

 

Foi isso! A viagem foi mara, o atendimento da Fátima Accessible Tour  foi ótimo, tenho certeza que eles fizeram o melhor que podiam e sabiam.  Cabe a crítica construtiva, que na verdade não é para agência, mas para toda a engrenagem do turismo. Porque apenas dois quartos adaptados? Se houver uma excursão de cadeirantes, a turma vai ficar separada! Sugiro que os próximos empreendimentos hoteleiros tenham não só uma cota de ambientes acessíveis, mas todos seus quartos e áreas de lazer contemplados com o desenho universal, que não é exclusivo às pessoas com deficiência e sim pensado para todos. E, aos fabricantes de aeronaves, pelo amor de Deus, obesos e cadeirantes também tem o direito de mijar no vôo!Muito triste

 

Beijos em todos e aguardo o próximo concurso!

Escrito por Jairo Marques às 00h14

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Seja relax

Me pedem pra divulgar de tudo aqui no blog, desde cachorro perdido porque caiu do caminhão de mudança até sorteio frango em bingo. Muito triste

Mas eu gosto mesmo de mostrar iniciativas que são diferentes, que são inéditas para esse povo que vive num mundo paralelo onde acham que a gente que é meio torto não tem desejos (ui), não curte se divertir, não tem necessidade de interagir em TUDO dentro das própria sociedade.  

Hoje, então, eu mostro algo que, “particularmentchi”, eu nunca tinha visto. Se liga, “zimininos”, yoga para malacabados!!! surpreso surpreso

Eu até já havia lido no blog da minha leitora catita Isa Grou que ela, “matrixiana”, estava fazendo exercícios de relax que estavam fazendo ultra mega bem pra ela, mas, eu não tinha os detalhes.

As aulas de yoga para cadeirante estão rolando em Indaiatuba, mas acho que o exemplo do “Estúdio Cena” vale para incentivar academias do Brasil todo! Saquem só, quem já passou por lá: O Augustaaaao, meu leitor top!!! Rindo a toa

 

A dinâmica de uma aula de yoga para cadeirante é a mesma. “As minhas turmas são mistas. E é dessa forma que tanto os andantes, como os cadeirantes, podem aprender um do outro. Fica mais fácil para cada um deles entender melhor os movimentos”, disse a professora Maria Fernanda Senger,

Falai, meu povo, é ou não é legalpracaramba.com.br, num é maraviwonderful? Imagina o tio, com essa pança que eu tenho, meditando, relaxando, yogando tudo? Muito triste

Bate o olho nessa feiúra de moça que também tem curtido as aulas. Num é uma "deli?"! Vai ser bonita assim lá na Vila Maria, viu?! Muito feliz

Existem duas maneiras principais de conduzir a aula. Uma é com o cadeirante deitado no chão. Nessa posição ele passa a imitar os gestos das posturas que o professor está fazendo em pé. A outra forma é utilizando a própria cadeira de rodas, mas ele deve estar preso a um cinto para não haver o risco de tomar um capote.

 “Ôh véio doido, pra que serve isso ai, heim?” A yoga pode provocar diminuição das tensões do corpo, dos distúrbios do humor, como depressão e ansiedade. Então, pra quem tá nas “fervuras”, o resultado pode ser sensacional!

Como há um repertório de movimentos novos, a prática pode auxiliar também a prevenir a formação de coágulos sanguíneos, e os machucados na pele, pelo fato de parte do seu corpo estar ‘sempre’ na mesma posição.  

“Vão existir aulas boas e ruins, porque é um processo, no qual você precisa de um tempo para entender a organização interna do seu corpo. Você não vai à aula para julgar, ser julgado, nem copiar, nem fazer nada alucinadamente. Precisa primeiro sentir, entender, prestar atenção, antes de fazer”, explicou a profa!

Bom, e ai, né?

Quando que é?  De segunda a sábado, com diversas opções de horários

Quanto que custa? Uma vez por semana: R$ 60,00; Duas vezes por semana: R$ 90,00; Três vezes por semana: R$ 120,00

 

E onde que é? Rua 11 de junho, 335, Vila Almeida, Indaiatuba, São Paulo

Ainda quer saber mais? (19) 3894-3860

 

* Imagens do meu brother Rapha Bathe/Incom 

** Agradecimento à Incom Comunicação inclusiva

Escrito por Jairo Marques às 07h07

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Estica e puxa

Como diz a minha tia Filinha, “difinitivamente”, quando eu era moleque, não gostava de ir às sessões de fisioterapia. Aquele estica e puxa das minhas perninhas Carente, aquele rala e rola sobre uma bola, aquele força daqui, força dali para ver se eu ficava em pé, pra ver se eu aprumava.

 

Eu fazia verdadeiros pampeiros porque não queria aprender a me equilibrar no aparelho ortopédico, porque achava ruim estimular os meus músculos, porque odiava ficar cozinhando num troço chamado “turbilhão” (será que ainda existe isso?).

 

Mal sabia eu que aquela atividade toda seria fundamental para ajeitar de vez a minha funilaria que ficou toda prejudicada pela paralisia infantil. Em geral, tendemos a dar mais crédito e “honra ao mérito” aos médicos do que aos fisioterapeutas, mas isso tá errado, meu povo!!! O fisioterapeuta é responsável demais, demais pela reabilitação desse povo “malacabado”. Ele é que vai nos ensinar (ou re-ensinar?) a lidar com a nova realidade do corpo, com as novas possibilidades de fazer um movimento, de reconquistar posturas, de reaprender a rebolar (ui) diante da deficiência.

 

Hoje (13 de outubro), é dia do fisioterapeuta! Legalpracaramba.com.br, né, não?! E pra comemorar, a Renatinha Lambertini, que é uma mega profissional preparada e engajada na causa da dominação do mundo, e, “offcorsi”, é “fisio”, preparou dicas pra esse povo todo estropiado mexer os esqueleto tudo! Muito feliz 

 

Bom proveito e “bora” dar parabéns aos físios!!!

 

Sorte

Escrito por Jairo Marques às 23h31

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Com esse aquecimento global, que uma hora o tempo está muito quente e outra hora está muito frio, não há corpo que aguente, hein?! E para quem tem dificuldade de locomoção, isso piora ainda mais. Quando está mais frio, ficamos mais “travados”, enrijecidos, encolhidos, encurtados... e quando está mais quente, nossa circulação fica mais prejudicada, ficamos mais inchados, nos sentimos mais pesados.

 

Algo muito fácil e barato que podemos fazer para ajudar na nossa saúde é beber bastante água. Sei que para quem tem dificuldades para ir ao banheiro ou que tem que fazer o “cat” (clica no bozo que eu explico o que é Brincalhão), esse aumento da frequência ao banheiro complica tudo, mas também diminui o risco de infecção urinária, quando fazemos nosso sistema urinário, circulatório e vascular acelerar um pouco. Quanto mais a urina estiver clara, melhor.

 

Há três pontos que podemos fazer diariamente ou semanalmente que podem auxiliar bastante nossos membros inferiores, tanto no verão quanto no inverno: mobilização, alongamento e drenagem / massagem.

Mobilização nada mais é do que movimentar uma articulação. Há três tipos de mobilização. Mobilização articular passiva: quando o fisioterapeuta ou outra pessoa realiza os movimentos passivamente; mobilização ativo-assistida: quando a própria pessoa faz o exercício e há auxílio; mobilização ativa: a própria pessoa realiza os exercícios, sem ajuda. Há alguns exercícios de mobilização que são muito importantes como: dobrar e esticar o tornozelo (dorsi e planti flexão), movimento de bombeamento, auxiliando também na circulação

 

* Fazer movimentos circulares do pé e tornozelo, girando primeiro para um lado e depois para o outro

 

* Nos dedos do pé, com uma mão estabilizamos (seguramos) a base do dedo, e com a outra mão fazemos um movimento para frente e para trás

* No quadril podemos dobrar e esticar a perna e fazer movimentos circulares, e para quem conseguir, pode fazer movimento em formato de “8”

 

 

Alongamentos são exercícios voltados para o aumento da flexibilidade muscular que promovem o estiramento das fibras musculares, fazendo com que elas aumentem o seu comprimento. Quanto mais alongado um músculo, maior será a movimentação da articulação comandada por aquele músculo e, portanto, maior sua flexibilidade. Devemos realizar cada movimento e ficar segurando durante 20 a 30 segundos:  Dobrar o tornozelo, segurando na planta do pé em direção a perna, com a perna esticada (sozinho: realizar sentado / com outra pessoa: pode ser deitado ou sentado); realizar este mesmo movimento acima, porém com o quadril dobrado (deitado: perna em direção ao teto)

 

 

 

* De barriga para cima, abraçar a perna em direção ao peito, ou outra pessoa dobrar o quadril, joelho e tornozelo, e ficar segurando

 

 

 

* De barriga para baixo, dobrar o joelho em direção ao glúteo (mais chamada de bunda surpreso), uma perna de cada vez

 

Drenagem linfática manual é um tipo de massagem desenvolvida e aperfeiçoada por fisioterapeutas, sendo descrita por movimentos efetuados com suavidade, baixa intensidade de pressão e ritmo constante, com o objetivo de tratar diferentes doenças reabsorvendo edema / inchaço. A técnica deve ser realizada por fisioterapeuta capacitada (o), com conhecimento da anatomia e fisiologia do sistema linfático, visto que, existem contra-indicações. Para pessoas que ficam sentadas por muito tempo, é muito importante fazer a drenagem linfática, pois podemos evitar os inchaços, ou diminuí-los, e também evitar o risco de trombose. Então, sempre que os membros inferiores estiverem muito inchados e /ou frios, preste atenção, pois o sistema circulatório está comprometido.

 

 

 

* Sempre que for massagear sua pele ou passar um creme, passe sempre de baixo para cima, por exemplo: da direção do pé para o joelho, do joelho para a coxa.

 

* Imagens de Renata Lambertini renatalambertini@hotmail.com

Escrito por Jairo Marques às 23h30

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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