Jairo Marques

Assim como você

 

Tudo pelos “maluquinhos”

Em uma semana em que o forte foi falar sobre a importância de aproveitar muito bem o espaço do viver, mesmo à custa de algum esforço, só posso fechá-la com um pouco mais de…. VIDA!

 Aposto as minhas fichas todas de hoje em um país e em um planeta melhores para que a molecada “malacabadinha” desfrute no futuro. E vamos com tudo, empurrar a kombi “véia” rumo ao domínio do mundo enquanto eles simplesmente…. BRINCAM!!!

 O meu feliz Dia da Criança para todos os ceguinhos, surdinhos, cadeiranteinhos, mamulenguinhos vai ser dado, mais uma vez, explorando o talento, a dedicação e o ânimo da minha incrível amiga Kica de Castro!

 Bom feriado e muitos, muitos beijos nas crianças!!!!

 Sorte

O Menino Maluquinho

 

Vida de moleque é vida boa

Vida de menino é maluquinho


Barra manteiga, rouba bandeira

Tudo que é bom é brincadeira

O menino é dono do mundo

E o mundo não é mais que uma bola


O menino não conhece perigo

Tem um anjo da guarda na cola

Vida de moleque é vida boa

Vida de menino é maluquinho

 É bente-altas, rouba bandeira

Tudo que é bom, é brincadeira

O tempo do menino maluquinho

É um tempo que existe só na infância

Mas ele é eterno em todos nós

Ele gruda em nós feito esperança


Vida de moleque é vida boa

Vida de menino é maluquinho

* Fotos de ensaio exclusivo de Kica de Castro (kicadecastro@gmail.com)

* Modelos mirins: João Lucas, Luiz  e Emilly

* Música “O menino maluquinho”, de Milton Nascimento

Escrito por Jairo Marques às 00h33

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Só pra constar...

Muita gente já viu, já tem outros blogs, nos orkuts, em sites, mas, acho que é legítimo eu colocar aqui também, né?! Embaraçado

 

Escrito por Jairo Marques às 10h20

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Prepare sua pipoca!

“Zente”, começa hoje (7) em São Paulo o Festival Assim Vivemos, que apresenta um montão de filme cuja temática é esse povo estropiado, que dá um trabalhaaaado danado!Tonto

 

O barato rola de 7 a 18 de outubro, no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil). E olha que “maraviwonderfull”, vai haver debates, todos os dias, sobre temas que envolvam a “Matrix”, “exclusível”, um dos bom da boca das discussões será o Leozinho Feder, meu chapa aqui do blog.

 

Detalhe: as entradas para todas as sessões são de graaaaça!!!! Legal

 

Um dos filmes da mostra (são 24 ao todo) e que vou tentar ver é o “Mundo Alas”, das Argentina! Povo, o cineasta Leon Gieco rodou todo o país filmando personagens “malacabados” que desenvolvem atividades ligadas à arte: música, dança, pintura, forrobodó... Rindo a toa

 

O resultado, eu mostro um trechicho para vocês no vídeo abaixo, mais uma Silvetz Dutra Production.... surpreso

 

 

Escrito por Jairo Marques às 08h14

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O tal do caminho...

“Zente”, pobre só aparece nas própria televisão quando o barraco explode ou quando a enchente entra nos quarto tudo, né? Ai, o cabra se desespera e é a imagem do dia! Rindo a toa Ai, “gzuis”! E ai, gostaram do tio véio chorando na “Grobo”? Quem não viu, clica no bozo! Brincalhão

Mas, eu vou explicar a minha choradinha para mode que vocês não achem que tenho o sebo do rim derretido ou que me beliscaram lá na hora da gravação. Muito triste

Eu me emocionei (ui), quando me lembrei de um danado de um caminho que eu fazia tooodos os dias pra conseguir chegar à universidade.  Num era bolinho, não, viu, meu povo.

Bate o olho nessa foto do lugar que, passado quase um século de eu ter deixado a instituição, afinal eu sou do tempo do guaraná com rolha Abismado, e que permanece o mesmo, o mesminho, até hoje!

Quem tirou os retratos foi a minha queridíssima Fernanda Pereira, que resolveu contrariar os pais, que nem eu, e optou pelo jornalismo e por ser pobre a vida inteeeeira! Sem jeito

Falai, se não é de chorar, ter de passar por esse lugar, à noite, com chuva na lomba, a bordo de uma cadeira de rodas, muitas vezes, sozinho... Eu e minha cara de “meldeus que será isso?!" Rindo a toa

Naquela época, eu tinha uma “cadeira elétrica” que facilitava um bocadinho, mas, vencer essa escuridão que mais parece o breu que se encontra a minha carteira Muito triste, era broca.

 E quando a danada da cadeira arriava a bateria? Ai era apelar para Nossa Senhora da Bicicletinha para que surgisse alguém para me ajudar... e, como meu santo é forte, sempre surgia!

Para não desanimar e enfrentar esse buraco negro, eu fincava o pensamento em algo que a minha mãe sempre me dizia: “Vai valer a pena, Jairo. Não desiste e siga firme.” Ela lá longe, nas “Trelagoa”, com toda certeza, me acompanhava em pensamentos para me “empurrar” e ajudar a vencer, dia após dia, esse descaso do poder público.

Saquem essa rampa, que fica  bem no final do caminho:

 

Para explicar um pouco melhor, esse trecho, feito dessa pedra hexagonal  que só serve pra prender a rodinha da cadeira aborrecido, corta uma reserva ecológica que fica dentro da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, onde “disque” eu me formei. surpreso

Esse “muquifo”, onde basta ventar no Japão para que a energia elétrica suma, diminuía em mais da metade o percurso que eu tinha de fazer entre a pensão dos vampiros que eu morava Muito triste, e a faculdade de comunicação, onde eu enganava os professores que era “inteligentchi”.

Fui um dos primeiros “matrixianos” a estudar lá e, antes de eu chegar, juro, não havia poste de luz nenhum nessa “budega”. Pra não dizer que nada mudou, eles agora colocaram um portãozinho, cor de burro quando foge, que não sei pra que serve.

 Pra quem é 'malacabado' como eu, tudo é sempre mais custoso. Até algo que é simples, como chegar à escola pode se tornar uma tarefa complexa e que exige uma baita estratégia e paciência. E foi com a concentração do "Pai Mei" que passei quatro anos indo e vindo nesse caminho. "Tenderam" a choradinha?! Embaraçado

Tomara que o reitor de lá leia esse post e experimente montar num cavalo e passar pelo caminho, às 23h, e, depois da "emoção", mudar aquilo... Tomara que ele saiba que uma legião de gente sem perna, sem braço, que não escuta,  quer logo dominar o mundo e precisa de condições básicas para habitá-lo!

* Imagens de Fernanda Pereira

Escrito por Jairo Marques às 22h24

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Vivo a minha vida

É mesmo algo além de mim. Tenho uma força interna de viver que, literalmente, me empurra com muita energia para frente. Não importa se o terreno é acidentado, se meus interlocutores me observam ressabiados, se ali adiante há um obstáculo com cara de intransponível.

Escuto, permanentemente, uma voz dentro de mim que me diz pra “ir além”, que aceite dia após dia o desafio de viver com um pouco mais de dificuldade que os outros mortais, mas com possibilidade de alegria exatamente igual a qualquer um.

Quando ouso olhar para trás, me assusto, admito. Já senti, nessa intensa trajetória de viver, dores íntimas inesquecíveis, pequenos desesperos, grandes angústias, imensos desafios de romper amarras, porque para os “diferentes”, pequenos prazeres exigem muitos esforços.

Vivo a minha vida a cada vez que percebo que, sem caminhar, dei um passo adiante. Vivo a minha vida a cada vez que mostro aos incrédulos que eu posso, sim, ter vitórias, ter conquistas, ter méritos... e com a minha dedicação, não com o meu passaporte com visto eterno da deficiência.

Se sou exemplo para alguém, fico envaidecido. Mas quero mesmo é ser um cara que vive a vida. Que se emociona em chegar até o fim da corrida, que erra um bocado na tentativa desesperada de sempre mostrar que “pode tudo”, que tenta arregimentar, sem pudores, aliados para... dominar o mundo para que TODOS, vivam suas vidas!

Hoje à noite (segunda, dia 5 de outubro, exatamente um mês de eu fazer 35 verões) , o tio conta um bocadinho mais para vocês, na novela das 20h, na TV Globo, o que considera.. “Viver a Vida”... assiste eu?!  Carente

Escrito por Jairo Marques às 00h01

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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