Mais um encontro!
Acho que foi numa coluna do colega Clóvis Rossi, aqui da Folha, que li uma opinião dizendo que blogs, em geral, costumam ter “poder limitado” uma vez que agregam públicos que tendem a pensar de forma semelhante ao autor dos textos, logo chegariam a um limite de novos “aliados”.
Mais do que isso, o artigo falava que a mobilização desses diários tendia a ser pequena, pois ficaria todo mundo falando, falando, falando e agindo pouco.
Não sei se discordo disso totalmente, contudo, aqui neste cafofo bagunçado
, sinto que há uma intensa movimentação em torno da causa da “dominação do mundo” por parte desse povo que não anda, que não vê, que não ouve...
Digo isso porque por trás de cada post, percebo que há sempre uma boa discussão, uma ampliação do debate por meio dos orkut, de outros blogs. Percebo que se formou uma rede paralela de amigos, de gente doida, de gente que quer se mobilizar para agir!
E mais: tem um povo que adooora uma balada e já está programou o segundo encontro do “Assim Como Você”!!! Aêêêêê
Fico impressionado que, mesmo eu não fazendo parte dos Orkut, porque sou muito tímido pra essas coisas de rede de relacionamento
, tem comunidades lá que falam sobre mim e sobre o trabalho do blog e, “disque” bombam!!! ![]()
A mais famosa delas, pelo que sei, é a da Talitinha Godoy. Quem quiser visitar, clica no bozo!!! E lá o pessoal já programou tudo pra a segunda festa do blog. A primeira teve mais sucesso do que vendedor de guarda-chuva em dia de tempestade... ![]()
O rala bucho
vai ser no dia 24 de outubro, e quem quiser ir, please, confirme mandando um email para a queridíssima Bianca, a Bibi: arquiteta_bia@yahoo.com.br . É que os “pessoais” precisam saber quantos doidos vamos juntar lá no boteco!
Os detalhes seguem abaixo! Até crachá, desta vez (bate o "zóio" ai em cima), deve ter!
E ai? Bora se juntar, “zimininos”?
Onde que é, tio? No Best Burger, que fica dentro do Shopping Paulista, pertinho da estação Brigadeiro do Metrô
E quando que é? No dia 24 de outubro, sabadão!
E que horas que é? A partir das 17h (eu durmo cedo
)
E que mais? Ai é com o Bibi e com o pessoal da “comunidadchi”!
Escrito por Jairo Marques às 08h30
Um DJ "malacabado"?
"Zimininos", começo a semana com uma história lá dos "estrangeiros", mas que ecoa em todo o mundo. A dica veio do meu leitor super atento no que rola na Matrix, o João Paulo Aço!
O cabra em questão é o francês radicado na Espanha chamado Pascal Kleiman. Ele é atualmente um dos DJs mais famosos da Europa, tocando para milhares de pessoas que sacodem os esqueletos ao som que o nosso personagem faz com.... os pés!![]()
O vídeo é um pouquinho longo, mas, acho que já tenho créditos com vocês e, mais uma vez, podem apostar, vale a pena ver e conhecer a história do caboclo... ![]()
As legendas foram feitas pela tradutora oficial e "carregadeira" de piano deste blog, a Silvia Dutra! Espero que gostem.
Escrito por Jairo Marques às 23h00
Ahh não! (Dez perguntas cretinas pra os pequenos)
“Zimininos”, apesar de eu falar muito pouco sobre o pessoal pequeno, uma vez que tenho pouco conhecimento sobre nanismo e não sei muito sobre o universo paralelo deles, considero que os anões são da Matrix.
Claro que são. Eles também padecem, “ingual que nem” o povo sem perna, sem braço, que não vê, que não enxerga e que baba um pouquinho
, com um mundo que os exclui, que os esquece e um ponto a mais, debocha deles o tempo todo.
Um querido colega meu, dia desses, desabafava que a questão não é fazer piada da condição física. Isso os “malacabados” também estão expostos e eu mesmo sou um tirador de sarro das nossas canelas finas. Acontece que muitos desses “pessoais pequenos” são ridicularizados, humilhados e são alvos de piada... O TEMPO INTEIRO!
Aquelas palavras do meu coleguinha (olha eu já tirando uma onda
), me deixaram muito reflexivo. Se eu, por andar sobre um cavalo, tenho de encarar olhares durante várias vezes ao dia, imagine você encarar isso durante todas as horas do dia?
Enfim, esse espaço, esse cafofo, também é dos anões! E hoje eu coloco aqui dez perguntas cretinas que esse povo pequeno vive recebendo!
O autor é o meu amigão Claudinho Castro, universalmente famoso pela Dança do Quadrado. Ele também é um ator extraordinário e, faz pouco tempo, lançou o blog: “Ahnão”, que eu recomendo uma visita!
Então, vamos dar sequência à nossa série dez dicas (para ver as outras, clica nos bozos
).
Mais uma vez, agradeço ao meu parceiro, parceirão, mesmo, Marcio Baraldi, que deu um show nos desenhos que ilustram esse post! Valeu, meu nego!!!
Dez perguntas cretinas para fazer a um anão
1 - Quanto você tem de altura? (Poxa não tem algo melhor para perguntar como por exemplo: Você é formado em quê? Será que chove hoje?)
2- Na sua casa é só você de pequenino? (Não tem meu cachorro que gosta tanto de mim que resolver ser anão também)
3- Seus pais são primos? (Quando que provaram que primos quando casam tem filhos anões? Onde tem isso?)

4- Na sua casa tudo é pequeno? (Por quê? quer ir brincar de boneca lá na goma?)
5- Anão não morre? (Não, somos todos highlanders...)
6- Você já foi a enterro de anão (Se a gente não morre, né?!....)

7- Você é ator? Qual Peça? Ahh já sei Branca de Neve e os Sete Anões? (Nem tem comentário para essa pergunta)
8- Você já ficou com uma anã? (E você ficou com uma anta? Sim, as espécies têm que sempre estar juntas)

9- Mas assim: na sua família inteira só tem você de anão? (sim eu vasculhei até a chegada da minha família em 1500 ao Brasil e olha que coisa não tinha ninguém)
10- Você tem namorada normal? (Não eu só namoro namoradas anormais um exemplo foi sua prima que eu peguei semana passada dispensei ela me parecia um pouco normal)
Escrito por Jairo Marques às 00h31
Equilíbrio
Vocês tão carecas de saber que eu sou “cachorreiro”, né, não?! Sempre adorei ter esse bichos em casa, inclusive aqueles rabugentos, pulguentões...
O que me intriga até hoje e, talvez, alguém tenha uma explicação para isso, é o porquê de os cães simplesmente adorarem ficar em baixo da cadeira de rodas. Gente, juro, é verdade!
Como lá em casa minha mãe também tem fascínio pelos “au au”, sobretudo os grandões, desde criança eu vivo a experiência de ter pastores alemães, vira-latas, “hot vailers” repousando entre as minhas rodas...
Ai, dia desses, eu recebo essas fotos “maraviwonderfulls” da doçura da Inês Cunha, minha leitora faz teeeempo, e “matrixiana”!!! Bate o “zói”, “ziminos”.

Essa coisa mais catita do mundo é o “Bandit” (apesar de ele ter mais cara de Lulu, mesmo, né?
).

“É meu companheiro! Como fico a tarde toda sozinha, ele esta do meu lado o tempo todo. O engraçado é a maneira dele se portar diante de mim e do meu marido e do filho: completamente diferente. Com eles, as brincadeiras são de "brucutu", como dizemos aqui, e comigo ele vem todo calminho, parece que entende as minhas limitações. Quando ele apronta algo coisa ou está com medo de algo, vem se esconder debaixo da minha cadeira,...eu adooooro...”
O Bandit tem 1 ano e oito meses e, reparem só, ele foi adotado na infância!!!
Segundo me contou a Inês, que entrou para turma faz dez anos após uma inflacção na medula (essa danada dessa medula num é brinquedo, não), ele foi deixado na porta da casa dela quando era bebê... Demais de bacana...

Agora, uma dica que achei bacana! Hoje (quinta, 23), no Caderno Equilíbrio, da Folha, é abordado um tema que muitos de vocês me perguntam: a infância de um “malacabado”! Eles vão discutir as preocupações de mães de crianças com deficiência na criação dos filhos. Os riscos de superproteger e os de cuidados essenciais com os moleques!
O tio escreveu um textinho lá também e vocês poderão encontrar figuras bem conhecidas aqui do blog dando seus depoimentos! Uhrúúúú. Quem é assinante do jornal ou do UOL pode acessar o conteúdo livremente. Quem não é, pode acessar a versão digital “de grátis”, por 30 dias. Clica no bozo que eu te coloco lá! ![]()
* Fotos de arquivo pessoal de Inês Cunha
Escrito por Jairo Marques às 00h22
Piriri...
Meu povo, eu nem contei pra vocês, mas a minha última quarta-feira (16) parecia que não ia acabar nunca mais... É que resolvi comer aquele bifão mal passado no almoço e, junto dele, certamente, veio um salmon... opa... quero dizer... uma salmonela... ![]()
Oia, a bicha começou a se manifestar ali pelo final da tarde, quando eu me preparava para ir pra faculdade. Mas ai, eu fui lá na casinha e achei que havia resolvido a questão...
Peguei a kombi véia, joguei a cadeira de rodas no porta-malas e deitei o cabelo lá pros São Bernardo do Campo, todo glamuroso
. E nem demorou muito, digamos, algumas quadras, pra eu sentir a nova manifestação do Alien dentro de mim....
Mas ai, pensem comigo: eu ia parar onde pra mode conseguir me livrar daquilo? E eu ia reparando no caminho algum lugar que houvesse a mínima chance de ter um banheiro acessível: posto de combustível? Nem pensar... Oficina mecânica? Nem por decreto. Lojinha de cacareco? Vai sonhando...

E tem outra, né, gente, imagem a cena. Eu paro em frente a uma restaurante, estaciono da kombi e chamo alguém pra ajudar: “Moço, moço, me ajuda aqui a tirar a cadeira do carro, mas vem ligeiro que eu tô que dá dando dó”... ![]()
O negócio era meditar. Pensar firmemente em coisas leves, tipo o meu contra-cheque, que não pesa naaaaada
. Pra dar uma complicada, além do departamento dos países baixos, eu estava sendo acionado pela maldita salmonela também pelos departamentos de cima.... tava querendo “gorfá”, “zente”... tava podre, gente, admito, eu tava podre...
E quem diz que eu tinha um saquinho, uma sacolinha, um trem qualquer dentro da xaranga para dar vazão àquela emoção adversa? Eu suava que era uma beleza de ver...
Pra ser sincero, eu nem me lembro ao certo como cheguei até a faculdade. Naquele momento, eu tinha de abstrair qualquer tipo de concentração que não fosse a de manter a integridade física das minhas calças.... ai, gzuis, como “nóis” sofre..
Quando você anda, sei lá... você pára o carro no meio da rua e vai numa moita, né, não? Mas, e esse povo malacabado, faz o quê? Chora? Não, nem pensar em chorar porque isso relaxa e relaxar pra mim era fatal.... ![]()
E eu ainda sou um “privilegiado” da Matrix uma vez que tenho controle total do departamento de se livrar das coisas, mas, e quem não tem? Ai, negada, ai é .... é... fogo, fogos, fogueira...
. A gente tem de ter muito cuidado com a alimentação para diminuir ao máximo esse tipo de risco.

A minha aventura continuou quando eu cheguei na facul. Beleza, faltavam poucos metros para a minha liberdade de expressão, afinal, por lá há vários banheiros acessíveis. O duro foi vencer as pedrinhas portuguesas da calçada.... imagem eu, uma bomba ambulante, chacoalhando? Ai, ai, como eu sofro... ![]()
Não consegui dar todas as minhas aulas e dispensei os meninos. Eles mesmos se manifestaram: “noooossa, professor, ocê ta amareeeelo!” ![]()
A falta que um mundo onde todos possam ir a qualquer lugar, a qualquer momento, tem certos aspectos que muita gente nem imagina, né, meu povo?
Agora eu já to sarado, passado e bem lavado, mas a coisa foi feia.... aff...
Em Tempo: Vocês me viram na novela ontem?
. Clica no bozo e veja um trechinho da passeata que eles mostraram! ![]()
Escrito por Jairo Marques às 08h22
Dominamos Copacabana
Num domingo de sol, quem resolveu aderir à passeata do Movimento Superação Rio, na orla de Copacabana, acabou levando um banho...
Um banho de emoção, de uma alegria gostosa de estar batalhando por uma causa justa, um banho de coragem por mostrar que, mesmo numa cidade repleta de gente “perfeitinha” por todos os lados, estamos lá, centenas de malacabados, querendo um mundo melhor para todos!
Tudo foi um sucesso, meu povo. Um momento inesquecível e mais um passo importante de uma caminha longa para tomarmos as redes da humanidade... ![]()
Crianças cadeirantinhas, gente sem perna, gente com cachorro guia, gente que num escutava, mas vibrava, gente que ajuda a gente a viver melhor. Todo mundo junto, tudojunto, numa passeata que, sem dúvida, entra para a história da luta por um Brasil mais acessível.
Agora, com vocês, o que realmente, importa.... o samba que fizermos por lá!!! E até São Paulo!!!!
Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor

Eu fui na Penha, fui pedir ao Padroeiro para me ajudar

Salve o Morro do Vintém, Pendura a saia eu quero ver

Eu quero ver o tio Sam tocar pandeiro para o mundo sambar

O Tio Sam está querendo conhecer a nossa batucada
Anda dizendo que o molho da baiana melhorou seu prato

Vai entrar no cuzcuz, acarajé e abará

Na Casa Branca já dançou a batucada de ioiô, iaiá Brasil, esquentai vossos pandeiros, iluminai os terreiros que nós queremos sambar Expressão que não tem par, ó meu Brasil Brasil, esquentai vossos pandeiros, iluminai os terreiros que nós queremos sambar * Música "Brasil Pandeiro" de Assis Valente ** Fotos de Thais Naldoni, sem a qual este post não seria possível

Há quem sambe diferente noutras terras, noutra gente num batuque de matar
Batucada, Batucada, reunir nossos valores. Pastorinhas e cantores

Escrito por Jairo Marques às 23h38
Ao som de um violino (um post fino!)
Entendo muito pouco de música clássica, apesar de apreciar o gênero, me sentir relaxado quando escuto o som de violinos, flautas, violões, baixos acústicos...
E qual não foi a minha surpresa descobrir, nem faz muito tempo, que um dos maiores músicos eruditos do mundo na atualidade é... malacabaaaado!!! ![]()
Hoje, quem vai contar isso pra “vo6” é o meu rei goiano, o Rogério Veloso, o negão, meu brother e figura mais do que presente no projeto de dominação do mundo! ![]()
Boa leitura e bom final de semana a todos.... beijos nas crianças!
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Nos idos de 1998 estava em Porto Velho (RO), a serviço, e hospedei-me no Regina Palace Hotel, cujo slogan deve ser algo como “Onde a Primeira Estrela é Você”. Apesar disso, o hotel oferecia aos hóspedes alguns canais de TV por assinatura, e num fim-de-semana fiquei zapeando até parar num programa da TV Senado cujo nome não me lembro, apresentado por Artur da Távola, que mostrava concertos comentados das grandes orquestras do planeta.
Chamou-me a atenção a apresentação da Filarmônica de Londres, em um concerto de Brahms em quatro movimentos, cujo spalla (1º. Violino) fazia toda a diferença, tanto na pureza e beleza dos sons que arrancava de seu violino quanto pela expressão de absoluto prazer ao tocar.
Impressionou-me o fato de não ter em momento algum necessitado de partitura para executar uma das obras mais complexas do grande compositor alemão. Nas apresentações orquestrais é comum o regente cumprimentar o spalla ao final de cada execução, e isso tem todo um simbolismo por trás: significa um cumprimento a todos os componentes da orquestra.
A questão é que o maestro não só cumprimentava o violinista, mas deixava claro que fazia mesuras sinceras e eivadas da mais absoluta admiração pelo músico.
Ao final do concerto, a platéia em êxtase aplaudindo de pé, estranhei que o spalla tenha permanecido sentado, sorridente, agradecendo o carinho do público, mas não se dignou a levantar-se para fazer os agradecimentos.
Alguns momentos depois descobri o motivo: aquele mago das quatro cordas era paraplégico. Num dado momento, entregou seu violino a uma colega e pegou no chão um par de muletas canadenses, e só então levantou-se e interagiu com a platéia de forma tão doce e respeitosa que o público simplesmente se recusava a parar de aplaudir.
Virei fã de carteirinha daquele cara, mas sequer sabia seu nome. Artur da Távola me ajudou: o nome da fera é Itzhak Perlman.
A partir daí eu saí em busca de tudo o que se referia àquele monstro sagrado. Itzhak Perlman nasceu em Israel em 1945 e aos quatro anos de idade foi acometido de poliomielite, que lhe rendeu a perda dos movimentos dos membros inferiores.
Por amor, vocação ou simplesmente para compensar a perda dos movimentos, dedicou-se ao estudo da música aos seis anos de idade, ainda em Israel. Sobressaiu-se de maneira tão contundente que aos 10 anos já havia se apresentado com a Israel Broadcasting Orchestra, fato inédito até hoje numa orquestra onde os mais jovens ingressam com no mínimo 22 anos de idade.
Israel de repente ficou pequena para ele, e aos 13 anos emigrou para os Estados Unidos onde, no ano seguinte, foi destaque no programa Caravana de Estrelas e a partir daí não mais parou de fazer sucesso.
“Ele pode ter perdido o movimento das pernas, mas consegue trazer o público a seus pés”, foi o comentário de Ed Sullivan, apresentador do Caravana.
Itzhak Perlman é conhecido como o maior violinista vivo da atualidade, além de atuar como regente e ser ousado a ponto de ter participado da ópera Tosca, de Puccini, como baixo. Prá variar, foi o primeiro e até hoje único baixo cadeirante da história do Teatro de Milão.
Apesar de abusar do virtuosismo, não deixa cair a peteca nem cede aos encantos das músicas de difícil deglutição, preferindo popularizar a música erudita por meio de apresentações públicas e ao ar livre, frequentemente gratuitas, onde inclui peças mais conhecidas e melodiosas. É o caso de Inverno, da obra Quatro Estações de Vivaldi:
Chegou o dia em que teve a idéia de propiciar aos músicos iniciantes, principalmente àqueles sem recursos materiais, bolsas de estudos (remuneradas). Pelo nome que já tinha, não teve muita dificuldade em arregimentar empresas e governo na empreitada, e em pouco tempo já dispunha de um espaço totalmente aparelhado para tocar o projeto, que hoje conta com cerca de 2.500 estudantes, muitos dos quais hoje já atuam em orquestras de renome e sobrevivem da profissão.
Quando idealizou a realização do filme A Lista de Schindler, o cineasta Steven Spielberg, também judeu, não pensou duas vezes e convidou Perlman para gravar a trilha sonora, composta por John Williams. O resultado é esse que todos conhecem: (tem um pedacinho em Inglês que a Silvetz traduz no coments!
)
Talvez tenha sido o precursor na iniciativa de exigir que as duas primeiras fileiras de qualquer teatro onde venha a ser apresentar (o que ocorreu, inclusive, no Carnegie Hall), sejam exclusivas para cadeirantes, pessoas com dificuldades de locomoção ou qualquer outra dificuldade física ou sensorial.
Em suas apresentações no palco, frente às câmeras e em aparições pessoais de todos os tipos, fala eloquentemente em nome dos deficientes e sua devoção à causa é parte integrante de sua vida.
Escrito por Jairo Marques às 19h16
Pro Rio continuar lindo
Meu povo, já preparei a matula, já dei banho nos “minino” e estamos prontos e de cabelo penteado pra pegar a marinete e partir lá pra Cidade Maravilhosa, onde no domingo, dia 20 de setembro, um montão de gente “malacabada” vai saracotear na orla das Copacabana! Aêêêê
O Rio está se propondo a ser a sede Olímpica em 2016, então, que as autoridades comecem transformando a cidade num lugar onde todos possam transitar e onde as diferenças sejam respeitadas, assim, ela sempre será linda!
Não sei se eu tenho muitos leitores por lá, mas, vou “zambetar” junto com todo mundo para celebrar o “Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência”, vulgo dia desse povo sem perna, sem braço, que não fala, que dá uma babadinha, que dá um trabalho danaaaado, mas é tuuudo genteboa.com.br!

Vamos ver se aparecem os próprio artista das novela, né, não? Afinal, o tema “matrixiano” está sendo abordado pela “Viver a Vida”. Vocês já viram os depoimentos finais? Tô achando um luxo!!! 
A concentração (aquela hora que a gente já vai tomando um remedinho pros rins
) vai ser no posto 5, em frente ao hotel Othon, a partir das 9h! Se o pessoal aguentar, haja vista que a maioria tem canela fina
, vamos “caminhar” até o posto 2!
A realização é do Movimento Superação Rio, junto como o Espaço Novo Ser, tudo gente nossa! Tá todo mundo convidado pra integrar e reforçar o projeto de dominar o mundo!!! Uhrúúúú
É nóis, queiróiz!!!! 
Escrito por Jairo Marques às 08h05
Quando a gente cai
Às vezes eu me pergunto se não fico falando muito das “barbuletas” e acabo me esquecendo ou dando pouco valor aos casulos, aos lagartos (ou largartos, com dizia uma tia minha). Ser deficiente também implica ter uma realidade em que levar uns tombos é algo que acontece com alguma frequência.
Mas não estou falando dos capotes que tomamos na rua, falo das quedas que acontecem quando a nossa “condição” física fala mais alto e a gente deseja até a última gota poder flutuar. Assim, ser “diferente”, seria muito mais uma grande vantagem do que uma aparente desvantagem.
Fazer parte de um “grupo” visto, muito vezes, como mais fraco, como “necessitado”, como meio “exótico”, dá um amargor na boca porque, dentro de cada um de nós, os “malacabados”, reside, como diz a genial Rita Lee, “uma pessoa comum, filho de Deus”.
Reafirmo que não sinto absurdamente a vontade e penso pouquíssimo na possibilidade de “virar um ser anandante”, contudo, admito que gostaria de ter uma vida um pouquinho mais tranqüila e justa sendo mesmo.... cadeirante.
E quando a gente cai, a gente pensa demais nos tais “porquês” eu, pensa demais no insuportável olhar de piedade e alívio que o outro dispara contra nós, pensa no que mais é preciso fazer para que o mundo entenda que ninguém, ninguém mesmo, é perfeito o tempo todo.
Não, gente, não tô querendo ser mimado e sei, muito bem, que tenho uma série de privilégios diante da realidade de muitos outros deficientes do país. Mas, tem hora que eu queria ter de justificar menos a importância das coisas, queria ser menos taxado como “defensor de uma causa social pentelha”, como o “cara batalhador da cadeira de rodas”.
E ai, a gente cai. Cai porque quer dançar, mas a nossa música não toca; cai porque quer jogar futebol, mas não nos passam a bola; cai porque ser quer ser charmoso, mas o que importa é ser bem lindo, ser chique, ser elegante.
Sei que parte disso que alguns avaliam como “sucesso” desse diário vem do fato de eu “borboletiar” tudo, o que é sincero, é verdadeiro, mas me angustia um bocadinho ter que rebolar tanto para que algo que eu e meia dúzia de pessoas achamos ser fundamental para formar uma sociedade razoavelmente mais legítima apareça...
E pensar que, por mais que eu grite, é preciso admitir que a sociedade já evoluiu, afinal, no passado, deficientes eram queimados em fogueira, abandonados em abrigos, tidos como seres realmente inferiores (sim, muitos pensam isso até hoje).
Peço desculpas por mais esse desabafo insano num espaço flagrantemente alegre e construtivo, mas, tem dia que é noite e a gente tem vontade e clama a todas as forças pra que nos deem as rédeas do mundo por cinco minutos, pra ver se ele muda um bocadinho...
Peço desculpas por divulgar essas ideias meio desconexas, fragmentadas e um tantinho, talvez, radicais. Quem é meu leitor há muito tempo sabe que sou assim, meio amalucado... mas, passa. Até uva passa.
Escrito por Jairo Marques às 08h07
Cuidadores
“Zimininos”, um dos personagens mais importantes desse mundo paralelo em que vive esse povo que não anda, não enxerga, não escuta e é meio torto, preciso admitir, ainda não apareceu nesse espaço “bloguístico”! Uuuuuuia! ![]()
“Benzadeus”, tio, mas quem é esse famoso que ocê esqueceu de contar que existe na Matrix?”
Na real, não me esqueci, só não consegui, ainda, encontrar um exemplo que desse a dimensão exata da importância desse “serumano” na vida de quem é “malacabado”. Eu estou falando dos cuidadores!
Povo, calma, calma que eu explico porque eu sou um “minino bão” demais da conta! Os cuidadores são os “pessoais” que tomam contam, que dão aquele help, aquela hand
, pros deficientes que possuem restrições mais severas de movimento, os mamulengões, os tetrões, digamos assim... ![]()
Os cuidadores podem ser enfermeiros que, por serem mais especializados, cobram caaaaro (e estão certos, é claro); pessoas com habilidades manuais e alguma força física (ou você acha que é fácil levantar a gente do chão?
) e, em muuuitos casos, são familiares... pai, mãe, irmão, primo e até cunhado, se bobiar... ![]()

A importância desses cabras na vida de um “esgualepado” é fundamental. São eles que vão ajudar na hora do banho, na hora de ajeitar as pernas secas na cadeira, de fazer algumas transferências de lugar de forma segura, de promover a segurança e dar mais qualidade de vida "pa nói".
Eu tive uma “cuidadora” quando eu era novinho (faz teeeeempo!
). Fiz uma cirurgia bem punk na coluna e fiquei imobilizado por meses. Ai, dependia integralmente da minha mãe (a cuidadora) para tudo: dar banho de paninho, limpar o meu bumbum (meigo, eu sei, bem meigo), dar comida, virar de um lado e de outro da cama...
Não posso comparar de forma real a situação que eu vivi da que vive um “tetrão” (pessoa tetraplégica, para os iniciados.... aquele sujeito que ferrou os braços, as pernas e o tronco, saca?), afinal, alguns deles precisam de um cuidador para a vida toda.

Claro que, com treino, dedicação, com adaptação e algum esforço, gente com comprometimento de vários membros consegue criar mecanismos próprios de fazer tudo ou quase sozinho. Contudo, boa parte dos casos necessita mesmo de um acompanhante.
Agora, pensem comigo: já imaginaram o que é ter de partilhar da intimidade o tempo todo? Ter uma pessoa pra te ajudar a jogar uma aguinha nas partes
, para te auxiliar em pequenas tarefas do dia a dia? É preciso abstrair de uma série de valores para se adaptar bem a essa realidade. Caso contrário, padece a família, padece o “malacabado”, os vizinhos, o médico, a namorada....
Contudo, ser um cuidador também envolve algo além, a meu ver, da simples necessidade de ter um ofício, de ter uma atividade pra ganhar uns “reals”. Ser cuidador, pra mim, é ter um certo espírito de fazer pelo outro, de se doar pelo outro, de entender que a dedicação de um pode representar a qualidade de vida do outro.

Nem sempre a relação entre deficiente e cuidador é bacana. Às vezes, ela é técnica demais. O que faz sentido. Assim, todo mundo mantém seus limites e o lance se torna uma mera “prestação de serviço”, por mais que seja um serviço diferenciado, como eu já disse.
Mas, há muitos casos também de essa relação se tornar um laço de amizade, de confiança, de cumplicidade. Há casos de cuidadores que ficam com o deficiente por toda a vida. Caraca, sensacional, num acham? É de um caso desses que estou atrás! (Sugestões, por favor, serão bem-vindas pelo email!!!)
Então, meu povo, é importante saber também que além de rampas, de calçadas, de respeito aos direitos da acessibilidade, de cães guia, de aparelhos auditivos, de legendas, de libras ou de sinais, muitos de nós, aspirantes do domínio do mundo
, precisamos também de apoio humano. E, ainda bem, ainda bem, que temos os cuidadores...
Bom final de semana e beijo nas crianças
* Imagens retiradas do Google Imagens
Escrito por Jairo Marques às 20h36
Curta um curta
Povo, adoro gente que rompe paradigmas, gente que mostra a cara e diz ao mundo que tudo aquilo que você achava, ou te faziam achar, que era o certo, estava errado, estava incompleto, estava mal explicado, estava meio torto ...
Quem ainda não viu este curta metragem, “Zona Desconhecida”, pare ai uns minutinhos para se emocionar, para pensar um bocadinho sobre sensualidade (há cenas picantes, heim?!
), sobre redescoberta de si mesmo, sobre o gostar, sobre ser diferente....
A protagonista é a “unânime” Mara Gabrilli... Como eu já havia dito em outro post, “bela, poderosa, e da ‘matrix’!
Escrito por Jairo Marques às 08h03
Uma história de independência
Eu sei, eu sei que os dia que o dom Pedro declarou as independência do Brasil e transformou isso aqui um país liberto
foi ontem, mas, como era feriado, cabulei o post e falo hoje sobre esse valor tão importante para qualquer pessoa.
Invariavelmente a imagem de um “malacabado” está ligada à total dependência de outra pessoa e, quando não, de todas as pessoas, não é mesmo? De certa maneira, a gente precisa sim de ajudinhas diárias para poder defender o nosso peixe e pegar uma aguinha gelada
, porém, cada um de nós, “matrixianos”, estamos criando meios para nosvirar.com.br !
Um expoente bem forte disso é o meu amigo Leandrão. Para quem não conhece, ele é um dos meus leitores mais tops e mais antigos e “anda” para cima e para baixo desse mundão montado numa “cadeira elétrica”, tomando choque, 'oficorsi'... ![]()

Para um desavisado, ver o Leandrão pela rua pode parecer corriqueiro e “fácil”, afinal, o motorzinho elétrico o conduz para todo canto. Para quem conhece um pouquinho da realidade deste país, sabe o quando esse cara tem garra, tem coragem e faz o mundo acontecer.
Digo isso porque ele enfrenta condições adversas todos os dias e em qualquer lugar. As cadeiras motorizadas são muito mais pesadas e menos ágeis, no sentido de mobilidade, do que as manuais. Imaginem vocês, então, entrar com esse cavalão num bumba? Num trem? Enfrentar a buraqueira dessas ruas? Entrar nas lojas, nos prédios públicos?
Mas o cara tá sempre lá. Nas passeatas por melhores condições, no mercado de trabalho, no cinema, nos espetáculos, na vida... Ver o Leandrão na rua me faz pensar muito na minha própria condição...
“A cadeira motorizada me dá muita liberdade; Não fico muito na dependência de outras pessoas para estar ir a alguns lugares. Mas essa "independência" nunca é 100%. O maior problema que enfrento é na questão de transporte. Por se tratar de uma cadeira pesada e grande, com vários acessórios, muitas vezes se torna praticamente impossível de levá-la em um carro com porta malas pequeno. Mas isso não me impede de sair porque tenho sempre uma "galerinha"que não tem tempo ruim. Eles ajeitam dali, puxam banco daqui, espremem dali.”
O Leandrão se tornou cadeirante aos 14 anos, quando foi abatido
pela Amiotrofia Espinhal do tipo 3, que é degenerativa, ou seja, vai estropiando o cabra de pouquinho. A dele, felizmente, estagnou! Aêêêêirei essa foto (na real, a Debis!!) numa loja lá nos Miami, nos “Estadusunidos”, pra mostrar pra todo mundo o quando somos explorados e usurpados aqui no Brasil.
Outro perrengue enfrentado por quem tem dificuldades mais severas de movimento e precisa de uma cadeira motorizada é o valor que esses “trem” são vendidos aqui no Brasil. Uma bem boa, com autonomia para que o cadeirante fique tranquilo, com velocidade razoável, com força para subir rampas, pode custar até R$ 16,5 mil... juro. Já imaginaram a quantidade de amendoim dá pra comprar com isso? E quantos salários do tio Jairo dão pra pagar??? ![]()
T
Viram o preço? Isso mesmo... menos de quinhentos dólares... vulgo milão
. A mais cara lá custava menos de dois mil dólares...
O meu “brodi” Leandro “ganhou” a dele faz cinco anos (tá veeeia já!!!), que tem vários acessórios de posturas feitos pela AACD, da Prefeitura de Barueri... claro, não fizeram mais do que a obrigação.
Quem precisa de um equipamento assim, tem de entrar na Justiça e conseguir, caso o poder público relute em comprá-lo.
“Quando vou pegar um trem, em alguma estação que não tem elevador e muito menos escada rolante, os funcionários passam o comunicado para os guardas virem me ajudar. Quando eles vêem que a cadeira é "elétrica" já mudam a fisionomia. Devem pensar: ‘é hoje que vou precisar de uma cadeira também"de tanta dor nas costas...’
! Mas, fazer o que néh, ficar em casa é que não vou.”

Às vezes, eu faço uma autocrítica e acho que jogo muita purpurina nos perrengues que os “estropiados” passam.... mas ai, vem um cara que nem o Leandrão e me diz uns troços assim:
“As vantagens são sempre maiores que as desvantagens. A falta de praticidade da cadeira motorizada em comparação com a manual é compensada na maior facilidade que o cadeirante tem como vencer alguns obstáculos, as calçadas esburacadas, as rampas fora do padrão. Pode ir também pelo meio da rua, entre os carros, quando não há a possibilidade de andar no passeio. Mas assim, claro, corremos o risco de ser atropelados. Uma vez eu quase fui,mas graças a Deus o motorista conseguiu desviar
. Aquele dia gelei.”
Pode parecer delírio meu, mas, tenho visto mais gente usando cadeira de rodas nas ruas. Aqui no entorno do jornal, tem um monte!! É o domínio do mundo acontecendo, será? Mas, o povo das “cadeiras elétricas” também precisam ajudar nisso... E a palavra final, é do Leandrão:
“As dificuldades existem para quem usa cadeira manual, usa muleta, cão guia. Enfim, o que não podemos é nos entregar e deixarmos de viver, e sim procurar aproveitar a existência como qualquer outro ser humano. Colocar nossa cara na rua e mostrar que estamos aqui!”.
* Fotos do arquivo pessoal de Leandro Ribeiro, o nosso Leandrão Kdeira
Escrito por Jairo Marques às 00h01
Tapetinho
Me perguntam muito se é preciso ter algum cuidado especial com a casa quando se vai receber um cadeirante. Até já escreveram um livro, não me “alembro” quem nem qual, a respeito das própria etiqueta pra se relacionar com esse povo da Matrix que de tão sofisticado até baba um pouquinho, às vezes....
Normalmente, eu falo sobre arrumar uma cadeirinha de plástico pro malacabado usar na ducha do banheiro, falo sobre possibilidade de eliminar degraus e, sobretudo, falo pra não ficarem o tempo todo oferecendo ajuda porque a gente é meio molengão, mas se vira como pode! ![]()
Contudo tem um lance que sempre me esqueço de avisar: o de pedir pra retirar da casa aqueles tapetinhos suuuujos da entrada da sala, da beira da cama, do banheiro e demais lugares que comportem o adorno (ai, falei bonito, heim?
).
“Uai, tio, mas pá modi quê tem que tirar os capacho da goma?” Povo, esses trem enroscam nas rodinhas dianteiras dos nossos cavalos e o bicho empaca que é uma beleza de vê...

Aqueles tapetões grandões, felpudos, verdadeiras selvas de ácaro, ‘chicrete’ mascado e pelo de gato
, são um desafio de ultrapassar que só perde pras calçadas maravilhosas que temos aqui no centro de São Paulo (tô ácido, né? Ui)
Quando eu era moleque, lembro que a minha mãe adorava aqueles tapetinhos todos trançadinhos, de várias cores, feitos por presidiários, um luxo... E ela botava aqueles museus por toda a casa.... só dava eu me engalfinhando com aquilo e jogando os bichos longe.. ![]()
E carpete? É uma delícia!!! A roda da cadeira gruda naquilo que a bicha parece que passa a pesar uma tonelada. Ainda bem que sempre foi assim, sarado, lavado e bem passado... ![]()
No blog da Aldrey, minha leitora top e queridíssima, o “Vida sobre Rodas”, há um post engraçadíssimo sobre como nem os parentes de um “esgualepado” lembram que deixar chinelo jogado, sapato pra todo lado da casa pode nos causar um transtorno...
É sério. O efeito do sapato é semelhante ao dos tapetinhos. As havaianas realmente não soltam as tiras, mas a gente solta a cara no chão quando nos “engastanhamos” (alguém já ouviu essa?
) nas chinelas...

Então, quando vocês forem me convidar pra faturar aquela feijoada em seus barracos, lembrem-se que uma medida simples como facilitar o trânsito retirando tapetinhos e os coturnos do caminho ajuda e muito!
* Imagens retiradas do Google Imagens
Escrito por Jairo Marques às 00h54
O aventureiro
“Zente”, amanhã (03/09) a Folha vai publicar a edição do caderno Turismo que o tio conta tudo sobre a viagem que fez pros Nova York, nos “Estadusunidos”.
Dou dicas para os “malacabados” se virarem na city, conto o que encontrei de acessibilidade por lá (tudo, é... tudo
), falo dos pontos turísticos que convidam o cadeirante e os estropiados em geral para visitação e tudo mais.
Além disso, me pediram pra fazer também uma reportagem sobre as condições de acesso em algum lugar do Brasil sil sil.... então.... podem botar fé, o véio doido aqui foi pros interior de São Paulo fazer..... esportes radicais!!!! 
Eu demorei a acreditar também, fiquem tranquilos...
, mas, fui para o município de Socorro, onde a Glorinha e o Adjair, meus leitores cativos, já haviam relatado suas aventuras. Num lembram? Clica no bozo!!! ![]()
Bem, pra provar “procês” que me escambei (essa palavra é nova, né?) pelos mato, pelas ladeiras, pelas cavernas, pelos rios, pelas “artura” do céu, publico um monte de fota.
“Vo6” sabem que não sou “inzibido” (tá, tá bem, ligeiramente
), mas quero mostrar pra todo mundo que até um tiozão que já atravessou o cabo da boa esperança como eu
, “matrixiano” nato, pooooode se aventurar!!!

Pra fazer trilhas, chegar pertinho das cachoeira, vencer subidas íngremes (bota mais inclinação ainda nisso
), usei essa “cadeira elétrica” que é off road, digamos assim. “Zimininos”, a bicha tem uma potência e uma resistência “maraviwonderfull”.

Aqui, uma boia, ou melhor, uma pança que me domina...
, se prepara, ao lado de uma linda (uuuuuia), para cair num curso de água cheio de corredeiras. Bota emoção nisso.... as quedas d´água parecem ótimas para ver, mas pra “surfar” da uma adrenalina doooida!!

Juro, juro mesmo, esse rapazinho bonzinho sou eu me preparando pra saltar de tirolesa. A danada tem 140 metros de altura e um quilômetro de extensão... “Arrupiou” até os cabelos que eu não tenho... ![]()
Olha eu lá!!! Depois fiz mais duas, seguidas.... Os instrutores são tão gente fina, mostram tanto preparo que o medo vai embora e só fica a empolgação de mostrar pro meu povo do blog que é possível...

Explorando a Gruta do Anjo (e não caverna, como eu havia escrito). Tem esse nome porque eles acreditam de pé junto que dentro do local há uma rocha que tem o formato de um querubim... eu olhei, olhei, olhei... e só vi rocha, mesmo ![]()

Aproveitando da piscina que nem porco na lama...
A cadeira de rodas entra também com facilidade nas saunas (Amauri, não pense bobagem) e em qualquer outra instalação do hotel fazenda.
Todos os detalhes dessa doideira eu relato no caderno, amanhã. Lá vocês vão ter informações sobre pacotes, preços, etc. Assinantes do Uol e do jornal poderão acessar pela net, mas, seria legal vocês prestigiarem o trabalho indo até uma banca e vendo no impresso, né, não? Fã que é fã... (metiiiido!!!) ![]()
Escrito por Jairo Marques às 00h06



