Jairo Marques

Assim como você

 

Coiserada

 

O cartunista Jean, padrinho deste blog porque criou esse topo ai de cima que faz o maior sucesso, mandou esta charge que tem tuuuudo a ver.

 

 

Donos de bares e restaurantes estão piando com a lei de restrição ao fumo em São Paulo, e que se alastra pelo país, mas não percebem que deixam milhares de consumidores do lado de fora do “pé sujo” por serem munhecas... aff  Insatisfeito

 


 

Menino do Rio

Povão, esse menino do Rio, da música do Caetano, já num tava na hora de virar “rapaizim do Rio”? Muito triste... Ai, que bobagem, senhor...

 

Falta um mês, exatamente, para a passeata do Superação lááá no Rio de “Jameiro”, nas praia de Copacaba! Uhrúúúúu... Neste ano, vai haver também em Santa Fé, nas Argentina, e depois em “Sum Paulo”....

 

 

 

Como eu to “inzibido”, vô em todas, todo “garburoso”!!! (Alguém sabe me dizer o que quer dizer isso?) Convencido . E você?! Vai fazer sua parte?!

 


 

Bora comer pelanca!

 

“Zimininos”, me pediram para divulgar duas churrascadas em prol da dominação do mundo. Como eu sou um “minino bão”, ai vai!

 

 

 

Bom final de semana e beijos nas crianças!!!

Escrito por Jairo Marques às 08h29

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Xixi no banho

Adorei essa campanha do SOS Mata Atlântica (ouça a músiquinha viciante no site! Riso), sobretudo porque eles não esqueceram esse povo que dá um trabalhaaaado danado, a turma dos malacabados!

 

Quando eu tomo banho, láááá de vez em quando Muito triste, eu faço meu xixi debaixo da ducha. Mesmo os “pessoais” que dão aquela urinaaaada pelo canudinho, acho que é possível colaborar, fazendo o cat no ralinho, né, não? surpreso....

 

Somos lembrados duas vezes neste vídeo, que é maraviwonderful.... Vejam (ou escutem) se conseguem descobrir quando!

 

 

Escrito por Jairo Marques às 08h20

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Tenho medo da pós-pólio

Não posso negar pra vocês, meus queridos, inigualáveis e prestativos leitores: sim, eu tenho medo da síndrome Pós-Pólio. Esse troço novo que “inventaram” para azucrinar a vida de quem ficou “malacabado”, abatido pela guerra, por causa da poliomielite, a diaba da paralisia infantil, que nem eu.

Fico pensando que se o lance começar a se manifestar em mim (se é que já não está se manifestando), vou ter de ficar indo em médico, tendo de regrar algumas coisas na minha vida doida, vou ter de guardar energia para não forçar os meus músculos de Rambo... Entorpecido

Sinceramente, em hospital eu só volto mesmo quando São José, o padroeiro da boa morte, já tá puxando meu pé... Muito triste Fiquei seis meses internado, meu povo. Várias cirurgias, dores, puxa daqui, puxa de lá. Então, o meu “Inamps” é zerado, raramente uso.

E esse tem sido o “drama” mais atual de milhares de pessoas que, como o tio véio, perderam os movimentos dos membros por causa de um “diacho” de um vírus, que se manifestava de formas diferentes nas pessoas. Vou ou não vou sofrer as consequências dessa síndrome?  Vai doer? (biba, totalmente biba.. surpreso) Como faço pra me prevenir?

Tenho medo desse negócio, “ziminos”. Como eu vou trabalhar e defender o meu “salaro mínio” se o negócio for violento comigo? Sei lá... Pra todo pé cascudo tem um chinelo velho, né? A vida se rearranja, “di certeza”. Creio demais nisso.

Um dos momentos mais marcantes da minha vida, juro, foi quando fui até São José dos Campos visitar o poeta Fábio Cassiano e a extraordinária mãe dele, a Marli Cassiano.

Perguntei a eles de quanto em quanto tempo as enfermidades dos dois, degenerativas, se manifestavam.  A Marli, xará da minha mãe, pausada e calmamente respondeu algo que jamais vou esquecer:

“Jairo, de dois em dois meses nós ganhamos ou perdemos alguma coisa. Podemos ganhar uma nova dor, um novo incômodo ou perder um movimento, uma posição de ficar na cadeira. Então, a gente tá sempre reaprendo a viver. Tá sempre criando uma condição nova, mas sempre dá tudo certo.”

Minha mãe costuma dizer que a gente num deve “inventar” doença, não deve abrir a guarda porque ai ela se instala, mesmo.... Quem dera fosse mesmo assim, como pensa minha santa...

O remédio correto, a meu ver, é a informação. Ter conhecimento de como a SPP se manifesta, o que ela pode provocar e como eu posso combatê-la ou, o que é mais provável, conviver com ela.

Pra isso, esse blog já tá com tanto crédito na praça (negativo, claro, adoro um cheque sem fundos Rindo a toa), consegui uma entrevista, com apoio da querida Betinha Araki, com os maiores especialistas da síndrome no Brasil e, provavelmente, do mundo, o dr. Acary Sousa Bulle de Oliveira e o dr. Abrahão Augusto J. Quadros , da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

 Leiam, divulguem, repliquem. A saída é enfrentar o problema, se ele existir. Gosto de dizer sempre: Joga pra mim a bola redonda que eu chuto quadrado!

Além disso, entre 24 e 25 deste mês, vai rolar o 5º Simpósio Brasiileiro de Síndrome Pós-Pólio, em São Paulo. Para saber mais, é só clicar no Bozo! Brincalhão

Sorte

 

Escrito por Jairo Marques às 00h02

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Blog – Os Sintomas da SPP não são muito parecidos com um enfraquecimento normal das pessoas devido à idade (fadiga, intolerância ao frio, dores, dificuldade para dormir, entre outros)?

Dr. Acary e dr Abrahão - O sinal clínico marcador da SPP é o aparecimento de uma nova fraqueza nos músculos principalmente naqueles que já apresentavam déficit de força desde a época da recuperação da poliomielite aguda, mas essa nova fraqueza pode se instalar em músculos que aparentemente não foram afetados pela poliomielite aguda. Este enfraquecimento é semelhante ao do envelhecimento normal, porém com perdas mais aceleradas.

Blog – Como diferenciar as coisas e saber que é preciso procurar um médico?

Dr. Acary e dr Abrahão - Muitas pessoas com história de poliomielite paralítica ao sentirem a perda da força associam ao processo do envelhecimento normal, entretanto, a grande maioria dessas pessoas.  90,7%,  tem idade inferior a 59 anos. A média de idade dos pacientes com SPP encontrada em pesquisa da Universidade Federal de São Paulo – Setor de Investigação de Doenças Neuromusculares -  foi de 39,9 anos. Quando se verificou a idade em relação ao sexo, a média foi de 47 anos. Situando a média do aparecimento dos novos sintomas na quarta década de vida e confirmando a relação direta dos novos sintomas com a fisiopatologia da doença, e não com o processo de envelhecimento fisiológico. Qualquer pessoa com história de poliomielite e que tenha o quadro de nova fraqueza muscular deve procurar um serviço de saúde especializado.

 

Blog – Vítimas da pólio têm medo da síndrome restringir ainda mais seus movimentos e capacidade de trabalho, lazer. Até que ponto isso pode se tornar realidade? É possível evitar?

 

Dr. Acary e dr Abrahão - O sentimento de medo e angustia está muito presente nos pacientes que apresentam os sintomas da SPP, principalmente no início da instalação da nova fraqueza. Em parte é pelo fato de até pouco tempo atrás aqui no Brasil acreditar-se que a paralisia residual da poliomielite era um quadro definitivo e de repente as pessoas na sua fase mais produtiva da vida se acharem incapacitadas de continuar com o ritmo de trabalho e outras atividades da vida diária que até pouco tempo eram capazes de realizar. Por outro lado, o medo está associado à incerteza do que acontecerá dali para frente pela falta de informação sobre a SPP. Alguns pacientes têm a sensação que estão tendo a poliomielite outra vez, e a possibilidade de ficar outra vez paralítico apavora. A SPP tem a característica de instalação de uma nova fraqueza muscular de progressão lenta. Estudos de seguimento têm mostrado que, na maioria dos casos, essa fraqueza tem períodos de estabilidade que podem durar até 10 anos, portanto, com orientação adequada por equipe multidisciplinar que conheça a doença é possível minimizar os efeitos da síndrome.

 

Blog - Muitos médicos ainda desconhecem a SPP. Quem mora fora de grandes centros, como fazer para receber atendimento, saber mais sobre a síndrome e se proteger?

 

Dr. Acary e dr Abrahão - O entendimento da SPP e sua manifestação na população brasileira são recentes em nosso país, além do que já faz 20 anos que ocorreu o último caso de paralisia causado pelo vírus selvagem da pólio. Outro fator que se soma a esses é que a matéria pólio não faz parte do currículo da grade das faculdades de medicina e outras áreas da saúde além de a maioria dos profissionais não vivenciaram a epidemia da poliomielite. Para as pessoas que estão fora dos grandes centros, a orientação é devem procurar o médico neurologista da região. A maior ferramenta para os pacientes é a informação e muito é possível encontrar na internet.

 

 

 

Dr. Acary Sousa Bulle de Oliveira

 

Blog – É verdade que vítimas da pólio precisam “guardar energia”? Isso precisa ser feito de forma drástica ou com pequenas medidas?

 

Dr. Acary e dr Abrahão - O entendimento que se tem da SPP hoje, é que as células nervosas (neurônios motores) responsáveis pelos movimentos dos músculos voluntários que sobreviveram ao ataque do poliovírus adotam as fibras musculares daqueles neurônios que morreram. Significa que esses neurônios ficam responsáveis de fazer funcionar um número de fibras musculares que pode ser até oito vezes maior que o número originalmente inervada por ele. Este processo, conhecido por reinervação, possibilitou a recuperação parcial ou total da força muscular e a manutenção da funcionalidade. Na fase tardia da pólio para muitos pacientes ocorre a disfunção dessas células nervosas pela grande carga de trabalho até então assumida por ela. Por isso, a orientação da “economia de energia”, guardar para usar bem. Pequenas medidas como se permitir descansar entre as atividades do dia é de suma importância.

 

Blog – A síndrome é irreversível? É possível estagnar os sintomas?

 

Dr. Acary e dr Abrahão - A SPP é uma doença de evolução lenta, degenerativa e irreversível, porém tratável. O tratamento é sintomático e permite melhora na qualidade de vida do paciente.

 

* Imagens retiradas do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 00h01

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Volta às aulas

Hoje o dia vai ser uma beleza aqui em São Paulo. Aquela multidão de carros que voltam às ruas porque vão recomeçar as aulas após a ameaça da gripe 'porquina' ter supostamente amenizado. Ainda bem, num aguentava mais ficar passando alcool em gel na mão, que nem os próprio dentista, os limpinhos, claro. Rindo a toa

 

Eu também vou voltar a enganar a torcida lá na facul.. Muito triste Como contei há alguns meses, uns doidos me chamaram para falar umas piadas e, de vez em quando, ensinar o pouquinho que sei da arte de fabricar parágrafos e mostrar o quanto tem gente esperta, muito esperta, em Brasília, no Rio Grande do Sul, no Paraná, em Mato Grosso...

 

Um professor cadeirante ainda não é algo muito, digamos, comum aqui no nosso país que, ‘lamentavelmentchi’, estigmatiza os ‘malacabados’ como burraldos. Isso comigo não pega, não. Minha mãe diz que sou ‘inteligentchi’ desde o dia que consegui abrir um vidro de azeitona e comer todas, de uma vez... Inocente

 

“Moço você sabe cadê o professor?”

 

“Que professor, fia?”

 

“O responsável por esse laboratório aqui....”

 

“Ah, no ‘causo’, assim, sou eu mesmo.” “Uia.... desculpa!.”

 

Essa cena se repetiu comigo por todo o semestre. Tem aluno que olha, olha, olha, e fica achando que é pegadinha o fato que um estropiado é o cara que vai ensiná-lo. Eu me divirto, né?

 

 

Não tive nenhum problema de acesso grave lá na facul. Os bombeiros até me deram a chave do elevador que dá acesso à praça de encher o bucho, que fica bloqueado pra evitar abuso de uso... surpreso. Porém, os elevadores que levam para os pisos superiores dos prédios rola sempre uma labuta.

 

As patys e os emos, ligeiramente mais sensíveis, com todo respeito que tenho aos grupos sociais, não se dão ao trabalho de usar as escadas. Quando veem o cadeirante, disfarçam olhando as unhas, tirando carrapato do cabelo, procurando purpurina na bolsa...Claro, tem também os preguiçosos de plantão, os pitboys, e outros tipos de sereshumanos. 

 

Existe uma comissão que tenta diminuir a distancia entre a Matrix e o mundo real, lá.. Legal. Logo, há várias rampas, banheiros acessíveis bacanas, etc. Mas, as calçadas são de pedrinha portuguesa, aquela que faz nosso “célebro’ virar um mingau.. Sem jeito, e a inclinação de algumas rampas não é boa...

 

“Ôh, veio, conta ai onde é esse pico, pô”! Tá, tá... é na Metodisney... ops, Metodista... Gzuis, assim perco o emprego... Muito triste

 

 

 

 

 

Na sala de aula, o lance foi tentar logo seduzir os alunos... ui. Preciso me desdobrar um pouquinho para que o foco seja o meu conteúdo (metiiiido) e não as minhas as quatro rodas. Ficar na mesma altura ou mais baixo que os alunos o tempo todo pode, se você vacilar, comprometer a autoridade em sala de aula. A casa cai e ai, ferrou-se.

 

Como tudo que faço, nas turmas que ‘brinquei’ no primeiro semestre, despertei ódios e paixões... ai, ai... adoooro... Brincalhão. Alguns bastante ‘reiva’, mesmo, porque tive de dar bomba pra eles... surpreso. Sou legalpracaramba.com.br, mas exijo que me ofereçam qualidade e viro um 'marimbondão preto' quando os alunos não cumprem a parte deles, uai.

 

Bem, agora vem mais um semestre... aff.. mais um queijo e uma rapadura atéééé o Natal! Rindo a toa Novas turmas, novas surpresas com o professor “esgualepado”, provas, discussões...

 

Contudo, mais uma chance de arregimentar mais gente pra dominar o mundo... Oxalá em meio aos assuntos de fontes, ética, crítica, ‘internets’, eu consiga fazê-los pensar um bocadinho sobre cidadania, respeito à diversidade, direitos específicos... No primeiro semestre, acho que deu certo... né, não?!

Escrito por Jairo Marques às 00h03

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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