Assim como você
Assim como você
 

Calçada... ahhh, a calçada...

Povão, tive um final de semana mais agitado do que omelete de pobre (de um ovo só, ai tem que mexer, mexer, mexer Muito triste). Fiz coisas que ninguém vai acreditar. Em breve, juro, conto e mostro tudo !

 

Hoje, porém, eu divulgo uma nova campanha em comemoração aos 27 anos da grande parceira deste blog, a Avape (Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência).

 

A cena do filme, protagonizado por uma atriz desconhecidíssima deste cafofo Convencido, já aconteceu comigo umas “zilhões” de vezes. E a sensação é sempre a mesma: “Me leve, gzuis... me leva que eu to pronto e de banho tomado”... Inocente

 

Curti demais a conclusão que eles tiram... e vocês?!

  

Escrito por Jairo Marques às 08h19

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Barba cabelo e bigode

Tenho verdadeira obsessão em trazer aqui pro blog histórias que mostrem um caminho, uma nova maneira de encarar as pernas finas, o “zóio” torto, o ouvido arruinado, a “mamulenguice” geral do corpo.

Digo isso porque fico bege quando um “malacabado” me diz ou escreve: “Óh vida, óh céus, óh nossa senhora da bicicletinha o que vai ser da minha vida sendo eu assim todo atravessado”? Abismado

Não ligo que me acham uma Polyanna que vê a vida sempre azul..... Tô nem ai... ninguém paga as minhas goiabinhas e minhas maças da Mônica, mesmo.... Bem humorado

Pra mim, sempre depois do vendaval que nos joga na “Matrix”, vem uma brisa gostosa pra dizer: aproveite agora o seu cérebro, aproveite melhor suas mãos, aproveite seus olhos, sua sensibilidade, sua alma...

Esse cara que empresta hoje sua incrível habilidade de viver e de enfrentar a vida, o cabeleireiro Guilherme Souza, de Vila Velha, no Espírito Santo, é um desses “achados”.

Todo o mérito desse post, contudo, é da minha leitora fiel, atenciosa e carinhosa, Mônica Bello, a “Monikita de Vitória”. Apesar de Guilherme cuidar da cabeleira, foi ela quem fez barba, cabelo e bigode para eu ter mais um grande personagem!

Povão, mas, “borá lá”.... cabeleireiro cadeira num é “maraviwonderful”?! Acho espetacular o cara dar as tesouras pra amolar (ou seria a cara para bater?) num ramo que lida com vaidade, com habilidades motoras tão precisas, em encarar uma profissão que, ao meu ver, é bastante inédita para um cadeirante.

“Foram vários estágios de adaptação. Teve momentos em que achei que não poderia fazer mais nada na vida, mas os amigos, minha família, esposa (Fernanda), mãe foram me incentivando e fui pensando como eu poderia fazer no salão. Vi que era possível, sim! Tive de adaptar algumas coisas: acomodar o cliente em uma cadeira mais baixa para que eu não precisasse ficar com os braços muitos levantados, fiz uma rampa na porta de entrada...”

O Guilherme já fazia a cabeça da “muguegada” Convencido antes de ficar estropiado ao cair, há quinze meses, de um parapente. Ele ferrou a vértebra L2 (Para entender a língua das vértebras, clica no bozo que eu explico! Brincalhão

“Tenho um estilo bem humorado tanto no trabalho, quanto na vida. Minha cadeira fica meio que "fixa" quando estou na labuta e fico girando a cadeira do cliente durante o corte. Então, falo que cortar cabelo com "malacabado" é corte interativo” . Rindo a toa

A Monikita, que fez a cabeleira do Zezé lá no Guilherme, descreveu assim o atendimento:

“Hora nenhuma fiquei com receio de cortar o cabelo com um cadeirante, nem achei que ele fosse ter alguma dificuldade. Ele já era um profissional experiente antes do acidente, e o fato de estar sentado, não muda a sua bagagem profissional. Ele usa mãos, braços e a cabeça.”

Pra quem ficou atiçado de vontade de aprender a mexer com madeixas Tonto (há centenas de cursos gratuitos ou bem baratinhos no Sistema S), o rapaz, que é todo “formozurento” e praticante de esportes, dá uma dica:

“Conseguir se dar bem na profissão sendo deficiente, vai depender do esforço e talento de cada um. Eu já era cabeleireiro, e conto com a ajuda de uma pessoa maravilhosa que é minha esposa que está sempre ao meu lado me dando todo suporte que preciso. Mas acredito que outras pessoas poderiam trabalhar com beleza, sim. Ganhar dinheiro ou não vai depender da competência individual.”

Além de se dedicar ao oficio de cabeleireiro, o cara tem um hobby bem tranquilo para desfrutar a bordo de uma cadeira de rodas, vulgo, cavalo veio, jogar frescobol na areia fofinha da praia.... Legal Muito feliz...

Acreditou, não? Bate o “zoio” na fota!

Eu também vou comprar uma tanga pra jogar esse trem nas própria praia. Que vocês acham? Entorpecido.

“E ele não se adaptou só na profissão. Em alguns esportes que praticava, também. O Guilherme montou uma academia de musculação dentro de casa... O mais legal é o carisma dele, uma bsimpatia, ele cativa a gente” (Monikita).

Bom final de semana e beijos nas crianças!

 

Escrito por Jairo Marques às 00h18

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A história do gato

Não tenho como negar pra vocês que fico muito pimpão, todo glamuroso (seja o que isso signifique surpreso)  por ter uma grande frequência de comentários aqui nesse blog de gente que não anda, que manca, que tem o escutador de novela prejudicado e que num enxerga um palmo em frente do nariz...Carente

Meus leitores conseguiram fazer do “Assim como Você” um dos blogs mais populares das internets, sorry para que não gosta, mas é fato. E o que é mais ‘doidivano’ nisso tudo é esse povo infiltrado (vulgo, os ‘normais’, que não tem deficiência nenhuma) que vai aumentando cada vez mais sua participação e dedicação a nossa humilde causa de dominação do mundo por parte da Matrix Muito triste.

Como faz tempo que não publico uma carta, hoje tem uma! Aêêêêê ... a língua usada pelo ‘serumano’ escritor é algo que só se fala lá no sítio da tia “Crementina”, na Camiranga... Rindo a toa. Se eu colocasse aspas em cada palavra nova ou, digamos, reinventada dele, daria um trabaaaaalho! Então, é cada um por si... Muito triste

Esse cara, o Amauri kravaski, é empresário e, teoricamente, não teria nada a ver com a nossa batalha de dominação do mundo por parte dos “matrixianos”, mas ele me enche de orgulho de tê-lo como leitor, como parceiro de batalha para tornar esse país mais justo e acessível para todos.

Fiquem com o relato hilário e inteligente, como sempre faz nos comentários, desse "bambi" queridão e cativo desse nosso cafofo!

 

Sorte

 Bom, çabe, fiquei pensano e resolvi escreve antes que algúem me pergunte. Como é que eu, um cara bunito, intiliginti, curto, rico e modesto Convencido foi se infiltrar num blog desse aqui.

Bom, começassando do comesso, é que eu tava sem fazer nada e procurano algum site que não fosse de put.........z (quase saiu), digo de moças que o tio Jairo vai ver lá no cinema com o Calazans e o UOL nesta época estava divulgando um site novo.

           

Bom, como eu sou curioso, entrei pra ver do que se tratava pois o nome me fagulhô nas idéia...Assim como você...como assim? Como eu como,  cara pálida? Vou entrar e ver: peraí deixa eu ver se não tem ninguém do meu lado pra não passar vergonha...Muito triste

 

Bom, entrei e ............................... FATALIT. Sei lá como, sei lá porque, mas o primeiro post que li, pensei: xiiiiii mais um que baba na cabeça que nem eu...Rindo a toa, pronto era o fim do meu soçego, o fim dos dias que eu não fazia nada e ficava procurando sarna pra me cossar.....tinha achado a mais nova sarna na minha looooooonga vida de trabaiadô.

 

 Bom, até aí morreu Neves (só fiquei sabeno traisdanteonti disso, Chorão), me perguntei-me depois porque continuava lendo todo dia os post do malacabado do tio Jairo. Poderia aqui (se ele tivesse me pago o combinado Beijo), descrever um monte de qualidades que vi no blog mas não farei isso. Ahá...peguei vcs né? (ele não  me pagou Muito triste).

 

 Bom (de novo), então fiquei pensando em resumir numa só explicação o fato de eu gostar de estar todo dia aqui com vcs, e descobri que entra na explicação uma historinha que tudo mundo conhece: a da pessoa que recebeu um gato de presente. Quê? Vc não conhece? Ta bom, eu conto....

Anabi, Amauri e Beni

 

 Bom, tinha uma pessoa que vivia se metendo na vida de tudo quanto é cabra que ela conhecia e na vida dos que não conhecia tumém. Palpitava em tudo, reclamava de tudo que faziam, achava que tudo tava errado, achava que a certa era só ela (inda bem que nunca conheci ninguém ançim), tava sempre com cara de ...bom deixa pra lá. Inté que um dia alguém teve uma idéia e chegou com um gato como presente pra pessoa. A pessoa sem entender nada perguntou o porquê daquele presente e a explicação foi que: O Gato tendo sete vidas e ela sendo muito intrometida, ela poderia cuidar das sete vidas do gato e deixar os outros em paz.

 

 Bom (é o último, prometo), então o fato de o tio Jairo tratar tudo mundo igual, de querer igualdade de condições pra tudo mundo, de fazer isso com bom humor e sarcasmo, de saber e fazer entender aos outros que não há deficiências (ou se há todos nós temos as nossas, malacabados ou não) e sim diferenças, de não se intrometer na vida de ninguém, dando a cada um o seu gato, é o que me leva a voltar todos os dias aqui pra dividir com vcs a alegria de estar aqui.

 

  Jairo, beijos no seu coração, nos corações de todos os amigos que já fiz aqui e outro naqueles que ainda farei. Brigado Jairo por me permitir estar aqui e desfrutar da sua amizade.”

Escrito por Jairo Marques às 01h04

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Endereço errado

“Zente”, já coloquei aqui nesse nosso boteco que tem as portas permanentemente abertas diversas fotas que saquei no supermercado Extra que fica na Marginal Pinheiros, aqui em São Paulo.

Juro “proceis” que não fico só fazendo book das esparrelas que acontecem lá, não. Eu chamo o gerente, reclamo, e passo um sabão (o duro é que haja Omo pra lavar tanta roupa suja... Tonto).

“Moço, tão passando a mão na minha bunda aqui nesse supermercado. As vagas dos “esgualepados” tão todas tomadas por madames, por pitboys, por gente que não tá nem ai pra paçoca. E aí?.”

“O senhor pode estar ficando tranquilo que nós vamos estar providenciando uma solução. Uma pessoa irá ficar permanentemente fiscalizando o uso das vagas!”

E essa é a resposta padrão e inútil do tiozinho que me escuta e me ignora há dois anos.

Beleza, eu também vou criar um padrão pra eles, esse grupo comercial tão carente, que arrasta centenas de milhões de dólares do nosso bolso, mas que não resolve uma questão de cidadania, de dignidade, de direito.

Vou intensificar os flagrantes por lá, assim, ajudo no marketing deles!!! Adoooro... Convencido Eu não vou deixar de comprar a minha “mortandela” e meus danets lá. Mas também, não vou deixar de mostrar o quando eles não estão nem ai para garantir o pleno direito de ir e vir de todos.

A foto de hoje, vejam só que beleza.... Até os “Correios”, que é do “guverno”, se acha na razão de enfiar o pé na jaca dos outros...

É “di certeza” que esse carteiro parou ali pra comprar (mais) pinga Rindo a toa. Não é possível... Porque carta, se ele entregou, foi no endereço errado. Muito triste

Fiz uma queixa formal na ouvidoria do órgão entregador de sedex e a resposta veio depois de alguns dias, lacônica, 'oficorsi':

A ECT agradece pelo seu contato e pedimos escusas pelos transtornos causados. Informamos que tomaremos as medidas administrativas cabíveis para que tal fato não mais ocorra.”

 Sei... “Ai, veio ranzinza, o que você queria?” Queria que eles fizessem algo concreto e me dessem uma resposta mais digna. Algo do tipo. "Lindo senhor, o paredão de fuzilamento já está... "Muito triste

Funcionário público que “mija fora do pinico”, minha gente, tem que ser enquadrado no rigor da lei porque se nem gente que pagamos com nossos impostos nos respeitam, ai ‘tamo’ na roça geral..

Bem, agora vou tomar um chazinho de erva cidreira que fiquei muito “nelvoso”.. surpreso

Escrito por Jairo Marques às 08h11

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Doce lar

Muita gente fica surpresa quando eu digo que moro sozinho. Tá certo que no meu caso não é beeem sozinho porque eu tenho uma tartaruga de estimação, a Cecília... Embaraçado

Não há grandes truques para um cadeirante viver ‘solito’ em uma goma. O grande problema é mesmo fazer os outros acreditarem e aceitarem que é possível um ‘malacabado’ pode ser totalmente independente também no morar.

“Mas ocê faz como pra viver assim sozinho, rapaz?” “Cê num tem medo?” “E dá pra fazer tudo?” “Sua mãe sabe”? “O governo permite?”

Minha casa não tem nada de muito diferente. Na cozinha, não há armários altos pra colocar as cumbucas da gororoba. Amontoo tudo em locais mais baixos em que posso pegar com facilidade.

O espelho do banheiro fica no baixo e minha roupas são organizadas todas num guarda-roupas com divisões onde consigo pegar tudo sem grandes manobras. O que fica mais para cima são coisas de pouco uso que quando preciso pego com a “mãozinha estiqueitor” (uma espécie de gancho que prolonga, digamos assim, sua mão) que ganhei da Silvetz, lá dos “Estadusunidos”.

Pra dar um jeito na bagunça, tenho uma secretária que tenta botar toda a confusão que faço aqui nos trilhos. Nem sempre ela consegue, é fato... Rindo a toa  

Procuro também ter pouca coisa, nada de muita tralha, para diminuir a possibilidade de eu ficar trombando quando passo de lá para cá...  Carente

Mesmo assim, as paredes, as portas, os pés das mesas são tudo detonados porque acabo por encostar, bater mesmo quando eu chego mais animado com as pingas... Muito triste Já deve haver, certamente, alguma sugestão decorativa ou de arquitetura que solucione isso. Mas, é batata, casa de cadeirante tem marca de rodas nas paredes...

Por segurança, tô sempre com o telefone a tira-colo no caso de acontecer algo que eu precise de apoio.... Vai que me dá um quentão, né, não? Rindo a toa Contudo, felizmente nunca me aconteceu nada e já moro só faz uns seis anos.

Acho que, de certa forma, sempre curti essa possibilidade de fazer o que bem entendo de forma autônoma. Raramente, sinto algum lance de solidão. Vejo TV, navego nas internets, trabalho, namoooooro!!!! Uhrúúúú

Não posso dizer que minha casa é totalmente acessível. É melhor dizer que ela é adaptada as minhas necessidades, mas não de forma certinha, plena.

Ainda tenho um projeto, que devo realizar em breve, em morar num lugar tudo arrumadinho! Atualmente, há fogão, geladeira, armários feitos para se acomodarem as necessidades de alguém com alguma deficiência. Também já há algumas construtoras que projetam os ambientes pensando nos giros das cadeiras de rodas, na altura das janelas e em portas mais amplas (sobretudo no banheiro!).

Gosto sempre de saber e de mostrar que quaaaase tudo é possível para esse povo estropiado. Não é preciso testar limites, mas é gostoso conhecer um pouco do que você pode fazer com independência, mesmo que todos te vejam como alguém fartamente dependente.

Morar sozinho, pra mim, sempre reforçou a minha identidade de “minino bão”, que tem as rédeas da vida em mãos. Certamente que hei de abrir mão dessa minha individualidade no morar quando meu pé calçar, em definitivo, aquele chinelo velho. Resta saber se vai demorar muito.... Será?!  

* Imagens retiradas do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 08h03

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Coiserada

 

O cartunista Jean, padrinho deste blog porque criou esse topo ai de cima que faz o maior sucesso, mandou esta charge que tem tuuuudo a ver.

 

 

Donos de bares e restaurantes estão piando com a lei de restrição ao fumo em São Paulo, e que se alastra pelo país, mas não percebem que deixam milhares de consumidores do lado de fora do “pé sujo” por serem munhecas... aff  Insatisfeito

 


 

Menino do Rio

Povão, esse menino do Rio, da música do Caetano, já num tava na hora de virar “rapaizim do Rio”? Muito triste... Ai, que bobagem, senhor...

 

Falta um mês, exatamente, para a passeata do Superação lááá no Rio de “Jameiro”, nas praia de Copacaba! Uhrúúúúu... Neste ano, vai haver também em Santa Fé, nas Argentina, e depois em “Sum Paulo”....

 

 

 

Como eu to “inzibido”, vô em todas, todo “garburoso”!!! (Alguém sabe me dizer o que quer dizer isso?) Convencido . E você?! Vai fazer sua parte?!

 


 

Bora comer pelanca!

 

“Zimininos”, me pediram para divulgar duas churrascadas em prol da dominação do mundo. Como eu sou um “minino bão”, ai vai!

 

 

 

Bom final de semana e beijos nas crianças!!!

Escrito por Jairo Marques às 08h29

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Xixi no banho

Adorei essa campanha do SOS Mata Atlântica (ouça a músiquinha viciante no site! Riso), sobretudo porque eles não esqueceram esse povo que dá um trabalhaaaado danado, a turma dos malacabados!

 

Quando eu tomo banho, láááá de vez em quando Muito triste, eu faço meu xixi debaixo da ducha. Mesmo os “pessoais” que dão aquela urinaaaada pelo canudinho, acho que é possível colaborar, fazendo o cat no ralinho, né, não? surpreso....

 

Somos lembrados duas vezes neste vídeo, que é maraviwonderful.... Vejam (ou escutem) se conseguem descobrir quando!

 

 

Escrito por Jairo Marques às 08h20

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Tenho medo da pós-pólio

Não posso negar pra vocês, meus queridos, inigualáveis e prestativos leitores: sim, eu tenho medo da síndrome Pós-Pólio. Esse troço novo que “inventaram” para azucrinar a vida de quem ficou “malacabado”, abatido pela guerra, por causa da poliomielite, a diaba da paralisia infantil, que nem eu.

Fico pensando que se o lance começar a se manifestar em mim (se é que já não está se manifestando), vou ter de ficar indo em médico, tendo de regrar algumas coisas na minha vida doida, vou ter de guardar energia para não forçar os meus músculos de Rambo... Entorpecido

Sinceramente, em hospital eu só volto mesmo quando São José, o padroeiro da boa morte, já tá puxando meu pé... Muito triste Fiquei seis meses internado, meu povo. Várias cirurgias, dores, puxa daqui, puxa de lá. Então, o meu “Inamps” é zerado, raramente uso.

E esse tem sido o “drama” mais atual de milhares de pessoas que, como o tio véio, perderam os movimentos dos membros por causa de um “diacho” de um vírus, que se manifestava de formas diferentes nas pessoas. Vou ou não vou sofrer as consequências dessa síndrome?  Vai doer? (biba, totalmente biba.. surpreso) Como faço pra me prevenir?

Tenho medo desse negócio, “ziminos”. Como eu vou trabalhar e defender o meu “salaro mínio” se o negócio for violento comigo? Sei lá... Pra todo pé cascudo tem um chinelo velho, né? A vida se rearranja, “di certeza”. Creio demais nisso.

Um dos momentos mais marcantes da minha vida, juro, foi quando fui até São José dos Campos visitar o poeta Fábio Cassiano e a extraordinária mãe dele, a Marli Cassiano.

Perguntei a eles de quanto em quanto tempo as enfermidades dos dois, degenerativas, se manifestavam.  A Marli, xará da minha mãe, pausada e calmamente respondeu algo que jamais vou esquecer:

“Jairo, de dois em dois meses nós ganhamos ou perdemos alguma coisa. Podemos ganhar uma nova dor, um novo incômodo ou perder um movimento, uma posição de ficar na cadeira. Então, a gente tá sempre reaprendo a viver. Tá sempre criando uma condição nova, mas sempre dá tudo certo.”

Minha mãe costuma dizer que a gente num deve “inventar” doença, não deve abrir a guarda porque ai ela se instala, mesmo.... Quem dera fosse mesmo assim, como pensa minha santa...

O remédio correto, a meu ver, é a informação. Ter conhecimento de como a SPP se manifesta, o que ela pode provocar e como eu posso combatê-la ou, o que é mais provável, conviver com ela.

Pra isso, esse blog já tá com tanto crédito na praça (negativo, claro, adoro um cheque sem fundos Rindo a toa), consegui uma entrevista, com apoio da querida Betinha Araki, com os maiores especialistas da síndrome no Brasil e, provavelmente, do mundo, o dr. Acary Sousa Bulle de Oliveira e o dr. Abrahão Augusto J. Quadros , da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

 Leiam, divulguem, repliquem. A saída é enfrentar o problema, se ele existir. Gosto de dizer sempre: Joga pra mim a bola redonda que eu chuto quadrado!

Além disso, entre 24 e 25 deste mês, vai rolar o 5º Simpósio Brasiileiro de Síndrome Pós-Pólio, em São Paulo. Para saber mais, é só clicar no Bozo! Brincalhão

Sorte

 

Escrito por Jairo Marques às 00h02

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Blog – Os Sintomas da SPP não são muito parecidos com um enfraquecimento normal das pessoas devido à idade (fadiga, intolerância ao frio, dores, dificuldade para dormir, entre outros)?

Dr. Acary e dr Abrahão - O sinal clínico marcador da SPP é o aparecimento de uma nova fraqueza nos músculos principalmente naqueles que já apresentavam déficit de força desde a época da recuperação da poliomielite aguda, mas essa nova fraqueza pode se instalar em músculos que aparentemente não foram afetados pela poliomielite aguda. Este enfraquecimento é semelhante ao do envelhecimento normal, porém com perdas mais aceleradas.

Blog – Como diferenciar as coisas e saber que é preciso procurar um médico?

Dr. Acary e dr Abrahão - Muitas pessoas com história de poliomielite paralítica ao sentirem a perda da força associam ao processo do envelhecimento normal, entretanto, a grande maioria dessas pessoas.  90,7%,  tem idade inferior a 59 anos. A média de idade dos pacientes com SPP encontrada em pesquisa da Universidade Federal de São Paulo – Setor de Investigação de Doenças Neuromusculares -  foi de 39,9 anos. Quando se verificou a idade em relação ao sexo, a média foi de 47 anos. Situando a média do aparecimento dos novos sintomas na quarta década de vida e confirmando a relação direta dos novos sintomas com a fisiopatologia da doença, e não com o processo de envelhecimento fisiológico. Qualquer pessoa com história de poliomielite e que tenha o quadro de nova fraqueza muscular deve procurar um serviço de saúde especializado.

 

Blog – Vítimas da pólio têm medo da síndrome restringir ainda mais seus movimentos e capacidade de trabalho, lazer. Até que ponto isso pode se tornar realidade? É possível evitar?

 

Dr. Acary e dr Abrahão - O sentimento de medo e angustia está muito presente nos pacientes que apresentam os sintomas da SPP, principalmente no início da instalação da nova fraqueza. Em parte é pelo fato de até pouco tempo atrás aqui no Brasil acreditar-se que a paralisia residual da poliomielite era um quadro definitivo e de repente as pessoas na sua fase mais produtiva da vida se acharem incapacitadas de continuar com o ritmo de trabalho e outras atividades da vida diária que até pouco tempo eram capazes de realizar. Por outro lado, o medo está associado à incerteza do que acontecerá dali para frente pela falta de informação sobre a SPP. Alguns pacientes têm a sensação que estão tendo a poliomielite outra vez, e a possibilidade de ficar outra vez paralítico apavora. A SPP tem a característica de instalação de uma nova fraqueza muscular de progressão lenta. Estudos de seguimento têm mostrado que, na maioria dos casos, essa fraqueza tem períodos de estabilidade que podem durar até 10 anos, portanto, com orientação adequada por equipe multidisciplinar que conheça a doença é possível minimizar os efeitos da síndrome.

 

Blog - Muitos médicos ainda desconhecem a SPP. Quem mora fora de grandes centros, como fazer para receber atendimento, saber mais sobre a síndrome e se proteger?

 

Dr. Acary e dr Abrahão - O entendimento da SPP e sua manifestação na população brasileira são recentes em nosso país, além do que já faz 20 anos que ocorreu o último caso de paralisia causado pelo vírus selvagem da pólio. Outro fator que se soma a esses é que a matéria pólio não faz parte do currículo da grade das faculdades de medicina e outras áreas da saúde além de a maioria dos profissionais não vivenciaram a epidemia da poliomielite. Para as pessoas que estão fora dos grandes centros, a orientação é devem procurar o médico neurologista da região. A maior ferramenta para os pacientes é a informação e muito é possível encontrar na internet.

 

 

 

Dr. Acary Sousa Bulle de Oliveira

 

Blog – É verdade que vítimas da pólio precisam “guardar energia”? Isso precisa ser feito de forma drástica ou com pequenas medidas?

 

Dr. Acary e dr Abrahão - O entendimento que se tem da SPP hoje, é que as células nervosas (neurônios motores) responsáveis pelos movimentos dos músculos voluntários que sobreviveram ao ataque do poliovírus adotam as fibras musculares daqueles neurônios que morreram. Significa que esses neurônios ficam responsáveis de fazer funcionar um número de fibras musculares que pode ser até oito vezes maior que o número originalmente inervada por ele. Este processo, conhecido por reinervação, possibilitou a recuperação parcial ou total da força muscular e a manutenção da funcionalidade. Na fase tardia da pólio para muitos pacientes ocorre a disfunção dessas células nervosas pela grande carga de trabalho até então assumida por ela. Por isso, a orientação da “economia de energia”, guardar para usar bem. Pequenas medidas como se permitir descansar entre as atividades do dia é de suma importância.

 

Blog – A síndrome é irreversível? É possível estagnar os sintomas?

 

Dr. Acary e dr Abrahão - A SPP é uma doença de evolução lenta, degenerativa e irreversível, porém tratável. O tratamento é sintomático e permite melhora na qualidade de vida do paciente.

 

* Imagens retiradas do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 00h01

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Volta às aulas

Hoje o dia vai ser uma beleza aqui em São Paulo. Aquela multidão de carros que voltam às ruas porque vão recomeçar as aulas após a ameaça da gripe 'porquina' ter supostamente amenizado. Ainda bem, num aguentava mais ficar passando alcool em gel na mão, que nem os próprio dentista, os limpinhos, claro. Rindo a toa

 

Eu também vou voltar a enganar a torcida lá na facul.. Muito triste Como contei há alguns meses, uns doidos me chamaram para falar umas piadas e, de vez em quando, ensinar o pouquinho que sei da arte de fabricar parágrafos e mostrar o quanto tem gente esperta, muito esperta, em Brasília, no Rio Grande do Sul, no Paraná, em Mato Grosso...

 

Um professor cadeirante ainda não é algo muito, digamos, comum aqui no nosso país que, ‘lamentavelmentchi’, estigmatiza os ‘malacabados’ como burraldos. Isso comigo não pega, não. Minha mãe diz que sou ‘inteligentchi’ desde o dia que consegui abrir um vidro de azeitona e comer todas, de uma vez... Inocente

 

“Moço você sabe cadê o professor?”

 

“Que professor, fia?”

 

“O responsável por esse laboratório aqui....”

 

“Ah, no ‘causo’, assim, sou eu mesmo.” “Uia.... desculpa!.”

 

Essa cena se repetiu comigo por todo o semestre. Tem aluno que olha, olha, olha, e fica achando que é pegadinha o fato que um estropiado é o cara que vai ensiná-lo. Eu me divirto, né?

 

 

Não tive nenhum problema de acesso grave lá na facul. Os bombeiros até me deram a chave do elevador que dá acesso à praça de encher o bucho, que fica bloqueado pra evitar abuso de uso... surpreso. Porém, os elevadores que levam para os pisos superiores dos prédios rola sempre uma labuta.

 

As patys e os emos, ligeiramente mais sensíveis, com todo respeito que tenho aos grupos sociais, não se dão ao trabalho de usar as escadas. Quando veem o cadeirante, disfarçam olhando as unhas, tirando carrapato do cabelo, procurando purpurina na bolsa...Claro, tem também os preguiçosos de plantão, os pitboys, e outros tipos de sereshumanos. 

 

Existe uma comissão que tenta diminuir a distancia entre a Matrix e o mundo real, lá.. Legal. Logo, há várias rampas, banheiros acessíveis bacanas, etc. Mas, as calçadas são de pedrinha portuguesa, aquela que faz nosso “célebro’ virar um mingau.. Sem jeito, e a inclinação de algumas rampas não é boa...

 

“Ôh, veio, conta ai onde é esse pico, pô”! Tá, tá... é na Metodisney... ops, Metodista... Gzuis, assim perco o emprego... Muito triste

 

 

 

 

 

Na sala de aula, o lance foi tentar logo seduzir os alunos... ui. Preciso me desdobrar um pouquinho para que o foco seja o meu conteúdo (metiiiido) e não as minhas as quatro rodas. Ficar na mesma altura ou mais baixo que os alunos o tempo todo pode, se você vacilar, comprometer a autoridade em sala de aula. A casa cai e ai, ferrou-se.

 

Como tudo que faço, nas turmas que ‘brinquei’ no primeiro semestre, despertei ódios e paixões... ai, ai... adoooro... Brincalhão. Alguns bastante ‘reiva’, mesmo, porque tive de dar bomba pra eles... surpreso. Sou legalpracaramba.com.br, mas exijo que me ofereçam qualidade e viro um 'marimbondão preto' quando os alunos não cumprem a parte deles, uai.

 

Bem, agora vem mais um semestre... aff.. mais um queijo e uma rapadura atéééé o Natal! Rindo a toa Novas turmas, novas surpresas com o professor “esgualepado”, provas, discussões...

 

Contudo, mais uma chance de arregimentar mais gente pra dominar o mundo... Oxalá em meio aos assuntos de fontes, ética, crítica, ‘internets’, eu consiga fazê-los pensar um bocadinho sobre cidadania, respeito à diversidade, direitos específicos... No primeiro semestre, acho que deu certo... né, não?!

Escrito por Jairo Marques às 00h03

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Preconceito

Sempre fui um tanto “prafrentex” e aprendi cedo com minha mãe a criar “casca grossa” para resistir a cara feia, gente mal educada, gente injusta, gente que tentasse me rebaixar pela minha condição física. Quantas vezes eu não engoli seco quando quiseram embutir em mim incapacidades, dificuldades inexistentes para seguir adiante, obstáculos que, para o outro e não para mim, eram intransponíveis.

 

Não ter nascido num berço abastado, infelizmente, pode embutir na cabeça da gente, sobretudo quando se é ‘malacabado’ ou seja, supostamente inferior ao outro também fisicamente (pelo menos na demência de alguns), a ideia de que ser vítima de preconceito é mais um fardo necessário de se carregar.

 

 Meu povo, esse tempo já era. Se queremos um mundo mais acessível e justo pra esse pessoal que não anda, que não vê e que não ouve, é preciso empunhar o rigor da lei na cara de quem nos desrespeita, nos vê como seres de segunda categoria e acha que pode nos destratar e humilhar. A história da advogada mineira de Poços de Caldas (minha mãe acha que lá tem um monte de caldeirões com caldas de doces Rindo a toa) Ana Carolina Gonçalves Costa,  27, que cadeirante, intriga a gente pela crueldade, mas nos aponta um rumo futuro, uma maneira de fazer a diferença para nós mesmos.

 

“Durante toda a minha vida, nunca tinha passado por nenhuma situação de preconceito direto... algumas situações, às vezes, se tornavam constrangedoras para mim, mas era visível que tratava-se de puro desconhecimento por parte do estranho e não chegava a interpretar como má-fé”.

 

Ana e a mãe, Doroty

 

Contudo, há cerca de um mês, a Aninha sentiu aquele gosto amargo de ser destratada, ser ofendida e ser vítima de preconceito direito.

   

“No início do ano de 2008, estava comprando móveis para o meu escritório, e me dirigi a uma loja para ver algumas cadeiras que estavam na vitrine e que me interessaram. Para entrar no local, é preciso subir alguns degraus, por isso minha mãe entrou, perguntou o preço, forma de pagamento e ficou como intermediária. O dono da loja chegou inclusive a levar a cadeira até a rua para que eu visse e, inclusive, fiz os cheques para pagar ali mesmo”.

 

 

 

 

Pô, comigo isso já aconteceu várias vezes também. Quando eu não caibo na goma, peço pro vendedor me atender na calçada, na rua, tem miséria, não... na real, tem a miséria do dono da loja que não faz um acesso, né, não?! Nervoso

 

“Após alguns dias da compra fiquei sabendo que a loja tinha um acesso lateral com rampa, e me perguntei o porquê do proprietário da loja não ter me convidado a entrar. Passou... Agora,depois de um ano, voltei ao local para ver alguns móveis para minha casa...  Ao chegar vi que a porta lateral estava fechada e com um espelho enorme encobrindo a passagem. Solicitei a um funcionário que estava por ali que abrisse o acesso. Ele argumentou que o espelho era grande e que não havia como tirá-lo. Não concordei, sob o argumento de que era tão difícil ter uma rampa decente e onde ela existisse eu não podia admitir que fosse barrada. Então, o rapaz disse que iria procurar alguém para ajudá-lo a tirar o espelho e abrir a porta... assim, subi a rampa e fiquei esperando ao lado da porta.”

 

Criançada, tenderam tudo até aqui? Rampa de enfeite, acesso bloqueado, o sol na cabeça, a moça ali criando “reiva” da “situation”....

 

  

“Percebi que não havia movimentação alguma atrás da porta, mas mesmo assim resolvi esperar para ver no que ia dar. Alguns minutinhos depois o mesmo dono da loja, que já havia me atendido um ano antes, veio ao meu encontro e inteligentemente perguntou se eu queria entrar. Obviamente respondi que sim e obtive a resposta de que ele não possuía chave daquela loja. Ao ver minha indignação com tamanha falta de senso, cidadania, respeito e vivência no século 21, ele tentou me consolar...”

 

Agora, percebam a sordidez do cara. A má vontade, o “fatalit” que ele deu na Aninha, que a deixou em prantos...

 

“Ele disse que, mesmo que tivesse a chave, eu não poderia entra na loja dele, pois não havia espaço físico para me receber. Na minha profissão, tenho que ter sangue frio para resolver as mais diferentes situações, mas quando a injustiça bate a nossa porte.... Meu sangue ferveu, comecei a chorar  e liguei para a polícia, para que aquela situação ficasse documentada.”

 

Esta atitude que a Ana tomou é fundamental. A polícia serve pra isso. Pra defender o cidadão e garantir que a lei seja cumprida. No caso, o direito de ir e vir foi violado, a meu ver, além de a atitude do cidadão ser claramente discriminatória. Oras, ele que tirasse tudo lá de dentro para que ela se movimentasse dentro da espelunca....

 

“Naquele momento não sabia ao certo se estava sendo vítima de um crime, mas sabia que alguma atitude eu tomaria. Tentei, com ajuda de uma amiga delegada, encaixar o ato em todo tipo penal que lembrávamos, mas não conseguimos nada....  A lei n.º 7.853, de 24 de outubro de 1989, que estabelece os direitos básicos das pessoas portadoras de deficiência, não havia nada que me protegesse”.

 

 

 

 

Pra completar o clima tenso, a Ana ainda teve de aguentar a provocação da filha do dona da loja, um projeto de “nádia”, com cerca de 18 anos, que dizia que não havia nada a fazer e quem se daria mal era a “malacabada”.

 

“O policial constatou que realmente a porta estava obstruída...O dono da loja, na cara dura, mentiu dizendo que me dera a opção de esperar para que um chaveiro viesse abrir a porta. No final das contas, ele não admitiu que estava errado”.

 

Bem, essa história poderia acabar com mais um sapo engolido por uma pessoa com deficiência que se lasca vivendo em um mundo paralelo, mas, a Ana pegou seu estilingue, seu cajado da insatisfação e vou pra guerra...

 

“Como brasileiro só aprende quando sente no bolso, formulei uma Ação de Indenização por danos morais, com fundamento no direito de ir e vir de qualquer pessoa, bem como na reparação prevista na Constituição Federal e no Código Civil sempre que alguém cometer um ato ilícito.”

 

Pessoal, a primeira audiência é no dia 8 de setembro e este diário vai estar atento ao resultado. Vejamos que olhar terá a Justiça diante desse escárnio, desse constrangimento, dessa marca que fica no coraçãozinho e mente da gente pro muuuito tempo. O reparo pedido é o máximo pedido em um Juizado Especial nos casos de o postulante ter advogado constituído: 40 salários míninos (dá pra comprar um kombi veia e doar pra associação dos malacabados local!).

 

“Qualquer um, mesmo não sendo advogado, pode entrar com uma ação dessas em sua cidade, desde que estipule como valor da causa uma quantia até 20 salários mínimos.”

Escrito por Jairo Marques às 08h21

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O nosso festival de cinema!

Como já disse algumas vezes por aqui, eu adoro cinema, apesar de nem sempre os cinemas gostarem muito de mim e me deixarem com torcicolo devido aos lugares reservados serem indecentes para qualquer “serumano”. Carente

 

Semana passada eu fui ver o “Rari Poter” pra ver se aprendia umas mágicas para dominar o mundo logo e foi uma furada. Além do filme ter sido beeeem ruim, eu não pude me sentar na poltrona, ao lado da deusa que levei comigo (e eu sou bobo? Legal). A sala da rede Cinemark, que fica no shopping Eldorado, impõe ao cadeirante que, no caso de ele ir acompanhado, necessariamente, ele precisa ficar montado no cavalo enquanto o acompanhante senta... é de chorar.

 

Mas, nem assim, eu desisto de admirar esta arte que nos faz viver muito mais. Nos faz viajar para mundos desconhecidos, nos faz experimentar novas sensações, sentimentos. No cinema, é possível imaginar um mundo igual para todos, de verdade.

 

Falando nisso, começou no Rio na semana passada e termina no domingo, um festival com películas exclusivas sobre..... a “Matrix”! Aêêêêêê. A mostra chega a Brasília ainda neste mês e em outubro vem para “Sum Paulo”.

 

Para explicar melhor a vocês do que se trata, meu colega e orgulho de parceiro profissional Leonardo Feder, entrevisto simplesmente a mentora do festival.... O texto é uma “dilícia”! Aproveitem!

 

Sorte

Escrito por Jairo Marques às 00h43

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Nos próximos três meses, acontece no Brasil um grande evento de filmes com histórias de vida de pessoas com deficiência, que mostram seu cotidiano e contam como pensam e se sentem em sua relação com o mundo, revelando sonhos, desejos, medos, alegrias e frustrações. É o “Assim Vivemos - 4º Festival Internacional de Filmes sobre Deficiências’, que exibirá 24 filmes de 13 países no Rio de Janeiro (de 4 a 16 de agosto), em Brasília (25 de agosto a 6 de setembro) e em São Paulo (de 7 a 18 de outubro).

 

As sessões, com entrada gratuita, exemplificam a acessibilidade que deveria ter em todas as salas de cinema: audiodescrição transmitida para fones, feita ao vivo por dois atores, para pessoas com deficiência visual; legendas descritivas (CC) para pessoas com deficiência auditiva; acessos adaptados para cadeirantes; intérpretes de LIBRAS nos debates; catálogos em Braille.

 

 

 

 

 

 

 

Os responsáveis por organizar a mostra bienal são os cineastas Lara Pozzobon e Gustavo Acioli, casados. À frente da Lavoro Produções, coordenam o programa de televisão homônimo do festival, no ar desde 15 de março na TV Brasil, aos domingos, das 18h30 às 19h, e que durará até agosto. Na entrevista a seguir, Lara Pozzobon comenta como surgiu o festival, sua emoção com os filmes e seus projetos. Gaúcha de Santa Cruz do Sul, é doutora em Literatura Comparada pela UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) e produtora dos curtas-metragem Cão Guia (1999), Numa Noite Qualquer (2001), Nada a Declarar (2003) e Mora na Filosofia (2004), e do longa Incuráveis.

 

Blog - Como foi seu primeiro encontro com questões da deficiência e por que a escolha de tratar desse assunto?

 

Lara - Meu primeiro encontro na vida adulta com essas questões foi no festival Wie Wir Leben, em Munique, onde levamos nosso curta ‘Cão Guia” [sobre uma garota cega] para exibição. Foi uma surpresa, pois fomos para lá pensando que era um festival convencional. Só quando abri o catálogo, percebi que estávamos em um festival temático. No primeiro dia, chegamos meio sem jeito, surpresos com a própria existência de um evento que por meio do cinema tratava desse tema. Mais surpresos ainda ficamos quando vimos que os personagens retratados nos documentários haviam sido convidados para o festival. Foi uma emoção inigualável quando, após a primeira sessão, muito impactante, fomos chamados para a frente, para um rápido debate com o público, juntamente com os convidados dos outros filmes. Foi quando conhecemos os personagens de um filme que tinha acabado de nos comover profundamente. Esse filme era o ‘Até que a Morte nos Separe’, de Maciej Adamek. No segundo dia, já estávamos enturmados, conversando com todos e absolutamente fascinados com as histórias e perspectivas que os filmes nos mostravam. Voltando ao Rio, ficamos com vontade de comunicar a nossa experiência, trazer a ideia e proporcionar ao público brasileiro a forte emoção que havíamos sentido.

 

 

 

 

Blog - Que emoções e reflexões esses filmes já provocaram em você?

 

Lara - Os filmes provocam emoções contundentes, ligadas ao modo de ver e entender o mundo, o outro, a vida em sociedade. Acho que a compreensão da diferença em sentido amplo ensina a tolerância, instiga a criatividade e amplia os horizontes. Falo especialmente na diminuição ou mesmo no apagamento do preconceito que carregamos sem perceber.

 

 

 


Blog - E quais são seus projetos futuros na questão da deficiência?

 
Lara -  Tenho outros projetos que carregam o conceito da acessibilidade, como o Blind Tube, o primeiro site de entretenimento com acessibilidade, que exibe filmes com audiodescrição e legenda oculta, além de ser todo construído para possibilitar a navegação via teclado, para quem não usa o mouse por ter alguma limitação motora. Na última peça de teatro que produzi, na qual minha irmã e parceira nos projetos de audiodescrição atuava, colocamos alguns dias da temporada com acessibilidade: audiodescrição e interpretação em LIBRAS.

Participo de todos os eventos em que sou convidada para falar de acessibilidade, mas sempre do ponto de vista da produção cultural, já que não tenho formação adequada para ser porta-voz das pessoas com deficiência. Minha contribuição vai mais no sentido de dar o protagonismo a elas, tanto nos critérios que utilizo para selecionar os filmes como nas ocasiões em que sou chamada a opinar sobre alguma questão específica. Um dos projetos futuros que mais acalento é a internacionalização do Blind Tube. Montamos o site, fizemos a acessibilidade de um primeiro conjunto de filmes para mostrar que isso era possível. Agora, estamos em busca de patrocínio para manter o site em movimento, aumentar o catálogo de filmes e ampliar o conteúdo.

 

 

 

 

Blog - Há possibilidade de o programa de TV “Assim vivemos’ continuar ? Como os espectadores podem ter acesso aos filmes trazidos pelo programa?

 

Lara - Queremos muito dar continuidade ao programa, e acredito que a TV Brasil também esteja satisfeita e interessada em uma sequência. Pretendo fazer uma segunda temporada em um formato maior, com filmes de aproximadamente 50 minutos. Recentemente, cresceu muito a produção estrangeira feita para TV com essa duração, e os filmes têm um nível de excelência deslumbrante. Os filmes trazidos pelo programa serão aos poucos licenciados para o mercado de DVD pela Distribuidora Cinema Falado. Até agora, os direitos autorais negociados estão limitados às exibições no horário do programa e à semana que o filme fica à disposição para exibição no site. Pode demorar alguns meses o primeiro lançamento da coleção, mas a boa notícia é que, por essa distribuidora, estão garantidos os recursos da acessibilidade também em DVD.

 

* Imagens de divulgação de filmes do festival: Voices; Jinok vai à escola; Mundo Asas e Corações

Escrito por Jairo Marques às 00h42

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Quando os últimos são mesmo os primeiros

Eu tava tentando lembrar se eu já ganhei algum concurso, rifa, sorteio de frango assado em quermesse Rindo a toa e não me lembrei de naaaaada. Vai ser pé frio assim lá no Canadá... surpreso

Já cheguei em uma final, de um barato que venceria a melhor redação, mas, ganhar, ganhar, necas de petibiribas (isso existe, será? Carente)...

Uma vez, no final do ensino médio, também ganhei um troféu de melhor aluno! Aêêêê.... lembro que eu cheguei em casa, todo cheio de razão, e minha mãe disse assim: “Demorou pra ganhar um, heim?!”Muito triste Muito triste...

Essa minha mãe é uma comédia... Mas ela também, pelo que sei, só ganhou até hoje o que a Luzia ganhou atrás da horta, segundo ela mesma! Muito tristeMuito triste...

Porém, tem gente que chama a sorte, que ganha tuuudo, e, é claro, tem gente que sabe explorar o talento que tem e sai faturando tuuuudo!

Tô contando essas lorotas porque, enfim, temos o grande ganhador do concurso da “Viagem dos Sonhos”, que, uhrúúúúúú, foi um sucesso! Pra quem num tá entendendo nada, tá mais por fora do que quarto de empregada, é só clicar no bozo que eu explico... Brincalhão

Quero agradecer a gentileza dos jurados que escolheram as frases finalistas (todas de mulheeeres!!!!): Silvia Dutra, de Miami, o Amauri Kravaski, de São Paulo, a Adriana Moraes, de Goiânia, o Isaac Elias, de São Sebastião, e a Adriana Dutra, de São Paulo.

Povão, e olha que “maraviwonderful”, que coisa mais divertida: o slogan vencedor foi o último a chegar e entrar na lista dos concorrentes!!! surpreso

 E qualé que foi?! Tchanannnnnnnnn!

Accessible Tour: Turismo especial pra você que não conhece limites.”

E a criação, que faz jus a uma viagem bacanuda com direito a acompanhante, é da querideza e matrixiana mais do que engajada.... Juliana Carvalho, lá dos Porto Alegre, no Rio Grande do Sul!!!! Aêêêêêê

A Ju, 27, publicitária, entrou pra esse time de “malacabados” aos 19 anos, depois de se estropiar com uma inflamação na medula (e não num acidente de carro, como eu havia escrito). Hoje, a “guria” está à frente do projeto de dominação do mundo lá pelas bandas gaúchas, mantém um blog que, geralmente, é bem humorado Rindo a toa, o “Comédias da Vida Aleijada”, e comanda um programa chamado “Faça a Diferença”, que já virou post por aqui!

 

“Nós da Accessible Tour, nos sentimos honrados  e agradecemos a todos os participantes do concurso cultural para a escolha do  “slogan” da agência! Apesar de termos apenas uma frase vencedora, queremos ressaltar que não foi fácil tomar a decisão, tamanha  a criatividade dos nossos participantes. Obrigado por sua participação, pois ela  vai ajudar a transformar a Accessible Tour na sua Agência de Viagem. Continue participando acessando o nosso site e fazendo o seu cadastro para receber as novidades e dar sua sugestão. Um agradecimento especial ao nosso querido Jairo Marques, sem o qual não seria possível realizar tudo em tão pouco tempo.” (Fátima Estephan, sócia proprietária da Accessible Tour)

 

Espero que a Ju, que tem até o final de outubro para usar o prêmio, curta um bocado sua aventura que, depois, será contada aqui no “Assim Como Você”. E obrigado demais da conta a todos que participaram (Mais de cem frases!!!!)!  É “nóis, queiróiz”! Convencido

 

 

 

* Imagens retiradas do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 07h59

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O cercadinho

“Zente”, será falta muito pro recesso de Natal? Muito triste... Tá, tá bem, tô cheio das energias e nem vou reclamar! E agora vamos colocar novamente essa kombi no prumo rumo ao domínio do mundo!

Quero começar a semana caçando confusão... Carente. Como eu estou descansado, é mais fácil pra me recuperar se levar uma saraivada de reclamações!

Povo, acho que muitos já devem saber que aqui em São Paulo foi assinado um treco chamado Termo de Ajustamento de Conduta entre o Ministério Público, a prefeitura e shoppings da city para “disciplinar”, digamos assim, o uso das vagas reservadas pros “malacabados”.

Não conheço os detalhes do documento, elaborado depois de discussões de sei lá quem, sei lá onde (ai, que “minino” insolente surpreso), mas na essência do lance está: cercar as vagas dos “mamulengos” para que quem não tenha o direito a usá-las enfie suas ximbicas no espaço.

Ou seja, o cabra vai ver o cercadinho e supostamente ficar constrangido de usar o local sem necessidade e sem o direito...

O promotor que está à frente desse debate é o Júlio Botelho, encarregado de defender os direitos desse povo que não anda, que manca, que dá uma babadinha, que num enxerga os postes... Convencido

Eu sou um “minino bão”, juro, mas nas conversas que tive com o “doutô”, não concordei com nada do que ele defende! Uuuuuuia... E isso não quer dizer atrito pessoal, quer dizer atrito de ideias, o que é bem diferente. Fato é que ele entende de lei e eu conto piada.. ai, já viram tudo, né?! Rindo a toa

Para mim, o cercadinho na vaga é ultrajante, não causa conscientização social e ainda me causa mais um problema. Chega eu lá no “xopis”, todo pimpão, e faço como para retirar a corrente e estacionar a kombi?? Telepatia? Força do pensamento? Chamo a polícia?

 Ahhh, vai ter um botãozinho para chamar o segurança? Você aperta e o sujeito vem correndo? Sei... fica lá apertando o botãozinho, fica... Abismado

“Credo, tio, como você é cético”! Pode até ser... mas, quando vejo o tal cercadinho, me dá um trem ruim por dentro, viu, negada. Sinto como se eu tivesse de ser apartado. Sinto que nem um bicho, sei lá.

Olhem ai na foto um exemplo de cercadinho: no shopping Morumbi, onde resolveram fechar também as mesas reservadas na praça de alimentação....

Mas, o que me assombra mais nesse documento já assinado é o seguinte:

O doutor Júlio está convencido de que o órgão de trânsito de SP, a CET, não tem competência para atuar dentro dos shoppings multando os carros estacionados em local proibido por se tratar de um recinto privado. Ou seja, em "xopim" os índios estão lascados.. Muito triste 

Isso porque, segundo as palavras dele, o presidente do órgão, Alexandre de Moraes, seu amigo pessoal, colega de faculdade, entende dessa forma e não vai colocar os “homi” da CET para agir por ser “inconstitucional”. Tonto

Ai eu fico um pavão...  O governo do Estado colocou 900 pessoas nos últimos dias para fiscalizar bares e restaurantes que deixam os “pessoal” fumarem, mas não pode evitar que passem a mão na nossa bunda usando vagas ilegalmente? É de chorar pelado, fala sério...

 

“Ah, mas uma coisa é uma coisa...”. Sim, eu compreendo e acho que o cercadinho foi criado para tentar ajudar, mas, na minha cabeça de vento é duro entender esse argumento de que não é possível atuar aplicando a lei dentro dos shoppings... Pra mim, o nome é “vontade política”.

Evitar o transtorno da fumaça na cara de quem não fuma e o impacto positivo para a saúde da população dá muito voto, mas, garantir que o deficiente consiga exercer sua cidadania de forma plena num dá? É inconstitucional?!

Outro ponto que eu não compreendo é o seguinte: por que raios esse acordo não foi de possibilitar que os “deficientchis” colocassem suas xarangas no estacionamento vip, com guardadores, pagando o valor normal? Os “xopins” aceitariam isso, pelo que sei...

A resposta que me deram foi que há “malacabados” que querem ter o prazer de colocar sozinhos seus carros na vaga, sem manobrista.... Ou seja, ofereceram a 1ª classe, mas tem gente que prefere ir de econômica mesmo, apertadinho, calor humano... aff..

E quem é tetrão e não consegue tirar a cadeira sozinho do carro? E quem já é de idade avançada como eu e não quer ficar fazendo tanto esforço? Se lasca...Sem jeito

Mas, nem tudo tá perdido. Parece que no documento ficou aberta a possibilidade de os shoppings oferecerem o vip pros malacabados como alternativa. Resta saber se não é mais barato e fácil mandar a gente pro cercadinho...

Pra sair desse mundo paralelo em que vivem os deficientes, totalmente cercadinho de falsas impressões sobre nós, de preconceitos, a gente quer é nosso direito respeitado com a força da lei e com a ampliação da consciência de que precisamos de alguns detalhes para sermos iguais, queremos é viver entre os “normais”.

Essa história de cercadinho, até que me convençam do contrário, é dar água com açúcar pra um diabético. E tá dito. Ui...

* Imagens retiradas do Google Imagens e de arquivo pessoal

Escrito por Jairo Marques às 07h56

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Nós na Vitrine!

Pra quem tá com “xodades”, na segunda nossas transmissões voltam em definitivo! (ui) Enquanto isso, deixo uma dica procês!

Amanhã, no caderno Vitrine, da Folha, será abordado um tema que muuito interesse esse pessoal que dá um trabaaaalho danado, os “matrixianos”! Carente

Toda a edição do suplemento será dedicada ao comércio para os “malacabados”. Vão mostrar os perrengues que a gente passa “pra mode” gastarmos as moedas que ganhamos nos sinais... Muito triste

Além disso, o Vitrine irá trazer textos com iniciativas de empresários que estão investindo em moda para os “deficientchis” e uma listinha de coisas que nos irritam na hora de fazer as própria compras!!!

Bem, o caderno abre com um pequeno texto, um “textículo” Embaraçado, do tio véio aqui!!! Uhrúúúúú

Espero que gostem... e segunda, juro, as férias acabam "di certeza"! Convencido

Em tempo: O concurso "viagem dos sonhos" foi um sucesssooooo... resultado eu divulgo na semana que vem!

* Imagem retirada do Google Imagens 

Escrito por Jairo Marques às 15h30

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 35, é formado em jornalismo pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e pós-graduado em jornalismo-social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999 e é cadeirante.

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