Jairo Marques

Assim como você

 

Eu vi o Obama!

“Zimininos”, tô com as pernas tudo ‘dilurida’ de tanto andar pelas 5ª avenida, pelas Madison, pelas Lexington, opa, quero dizer, de tanto tocar a cadeira vermelha por todo lado de NY. surpreso 

Juro, acho que nunca na vida meu cavalo ‘guentou’ tanta labuta. Mas, povo, o lance é o seguinte: tudo é tão fácil, as ruas são planas, as calçadas são lisinhas, as rampas estão sempre lá, tem metrô acessível, em acesso em todo canto, que eu tô parecendo menino raspando tacho de panela de doce! Rindo a toa

Hoje fui aos museus, dei uma passadinha no Central Park, comprei umas muambas pras crianças surpreso. Afora um ou outro trecho com pequeno declive, a cidade convida o cadeirante, o cego, o surdo, os estropiados para sairem de casa e aproveitar o calor que faz na rua.

Ouvi umas duas vezes a fatídica frase que escuto quase todos os dias ai no Brasil: “Are you alone?” (Para quem não é ‘inteligentchi’ que nem eu Abismado, a tradução é: “Você está sozinho”? Porém, é fato aquilo que escutei muito ai no Brasil. Os americanos só vão te tocar se você pedir ajuda, de resto, sevira.com.br!

Tarde da noite (apesar que aqui tá escurecendo às 20h), voltando para casa, peguei uma rua bloqueada pela polícia! Os turistas todos ali plantados com suas máquinas na mão para tirar foto seja lá do que ia acontecer. (Sim, o tio também Muito triste)

E eis que lá vem a comitiva do presidente Barack Obama. E o povo aplaudia, gritava, chorava... um acontecimento por um fato que demorou uns cinco segundos Rindo a toa. Por que eu estou contando isso? Só explico porque eu sou aquele “bood boy”. Muito triste 

Fiquei bem para trás da multidão, esperando o desbloqueio para cruzar a rua. De repente, quando as pessoas me perceberam foram abrindo o caminho de visão, como se estivessem escandalizadas de eu não estar conseguindo ver aquele “feito” e por estarem na minha frente que, supostamente, teria prioridade para estar no lugar "vip".

Achei sensacional, confesso. Nas multidões que me atrevo a enfrentar em São Paulo é capaz de haver gente que queira subir em mim para poder apreciar melhor a vista. (Ai, que insuportável, né?! Rindo a toa)

* Imagem retirada do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 01h08

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A chegada

Povo, não posso negar pra vocês que tô mais feliz do que pinto no lixo aqui nas ilha de “Manhattan”, em Nova York.

O impacto para um cadeirante da realidade que se encontra nesta terra desde a chegada no aeroporto é difícil de descrever. 

Até agora, deu tudo muito certo. Vôo tranquilo com comissários que, pasmem, me perguntavam a toda hora se eu precisava ir ao banheiro.... uuuuia! 

A aeronave não tinha banheiro acessível, mas eles me falaram que estavam preparados para isolar uma área se eu precisasse dar uma urinaaaada....  magina que eu quis testar, né? Rindo a toa

Na chegada, eu havia contratado com a agência de turismo que um cabra me esperaria para levar ao hotel.  Daria pra ir de metrô, de trem, de ônibus, mas puxar mala num é o meu forte.

E foi a melhor coisa que fiz. Logo cedinho, lá estava o seu Aragão, um senhor grisalho, de sorriso largo, me dando um caloroso bem-vindo aos ‘Estadusunidos’. Ah, sim, ele é brasileiro Muito triste.

O seu Aragão foi me buscar num furgão, saca aqueles de carregar verdura? surpreso “Jairo, eu acho que exagerei, né?! É que eu não sabia o tamanho da sua cadeira”! Bem, ele me ajudou a subir, quer dizer, me pegou literalmente e colocou no carro, que era muito alto....

“Caramba, seu Aragão, que vitalidade! O senhor me pegou que nem uma pluma” (tô afetado pelos ares nova iorquinos Beijo)

Chuta quantos anos eu tenho...” “No máximo uns 60”.....

O tiozão doido deu uma bela risada e disparou: “Faço 78 em setembro”.... ‘Di certeza’ que deve ser a água daqui, né, não? surpreso

Bem, povo, o hotel é extremamente acessível. Não existem obstáculos em nenhuma área. O elevador tem teclas bem baixinhas e relevo em Braille.

O quarto é bem “bacanudo”. Tem um espelho onde posso ver todo a meu corpo sarado, lavado e bem passado surpreso. O guarda roupas é bem baixinho e posso pendurar minhas pula brejo com facilidade.

E olha que curioso esse trem ai da foto.

 

São puxadores que facilitam abrir e fechar a cortina. É porque um ‘malacabado’ tentando fechar cortina é uma tragédia Rindo a toa.  E funciona super bem.

O banheiro é grande, tudo à mão. E percebam que felicidade: o banquinho não fica debaixo da ducha e não preciso tomar água gelado no lombo! Aêêêê

Tô impressionado demais com tudo, pessoal. Vou contando as coisas aos poucos... Mas, pelo que pude reparar até aqui, a dominação do mundo em NY é líquida e certa por parte do povo da Matrix.

 Agora vou lá pras “Brodiway” ver se compro uma entrada pra um show. Legal

Em tempo: Estas fotas tortas são todas minhas, mesmo. Muito triste Olha, pessoal, faltam agora só quinze dias para vocês se inscreverem no concurso da viagem. Manda sua frase, bobo!

Escrito por Jairo Marques às 21h37

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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