O blog ao vivo!
“Povão”, ainda tô em férias, mas vim aqui pra ter um dedinho de prosa com vocês que, eu sei, tão tuuuudo com “xodadis”! 
Nem contei nada, mas, nesta semana, fui até Campo Grande (MS) dar uma de “palestreiro”. Isso, isso mesmo: contar umas mentiras, umas piadas pros “pessoais” dar umas risadas desse pessoal “malacabado”, e umas histórias pra provocar um pouco de reflexão, uma choradinha.. Uuuuia. ![]()
“Mas, tio, ocê num tava nos repouso, nos desfrutes?”. Sim, mas o convite foi irrecusável: Falar para pessoas que trabalham no Tribunal Regional do Trabalho, ou seja, só a negada que manda prender e mandar soltar gente que não cumpre o nosso direito de ganhar uns “real”...

Além do mais, como muita gente sabe, eu me formei em Campo Grande e voltar lá para falar da “Matrix” teve um gostinho bããão!
O auditório, “zente”, tava lotado (valeu, Marleninha!!!). Saca van da ‘zona lost’ de São Paulo às 7h? Então, “memo" que vê...
. E eu tava muito à vontade, mesmo com o presidente do Tribunal, o doutor Ricardo Geraldo Monteiro, sentado assim, na frentona...

O mais legal é que o “homi” se empolgou com a minha “contação de causo” e não arredou pé... ficou até o fim da falação, fez pergunta, riu, se emocionou. Geralmente, as autoridades só fazem a abertura de eventos... Gostei disso, viu, "ziminos".
Bem, mas vou desembuchar, num fiquem “nelvosos”...
Como eu estava sozinho, tive um ótimo tempo, pude soltar a franga (as férias fazem coisas com a gente
) e contar diversos aspectos da vida desse povo sem perna, sem braço, meio manco, que não vê, que não ouve...
E, o mais interessante, pude ver ao vivo as emoções que meus fieis leitores tanto me narram pelos comentários ou por emails. E, confesso, foi bacanudo demais. O povo se esborrachava de rir quando o tio veio contou que tem gente que acha que cadeirante não fala, chorou de soluçar com exemplos de personagens do blog, se comoveu e, pra mim, saíram dali agentes da acessibilidade.

Acho que iniciativas de empresas e órgãos públicos que querem conhecer mais sobre os perrengues e peculiaridades da vida de quem tem algum tipo de deficiência ajudam demais no nosso projeto humilde de “dominar o mundo”. ![]()
Em tempo: “Zimininos”, hoje é o ÚLTIMO dia para participar do concurso da “viagem dos sonhos”. Já temos muuuitas participações, mas seria legal ter mais porque desta forma, outros passeios vão surgir e mais gente vai ter chance de zambetar por ai....![]()
Vou dar uma colher de chá e aceitar mensagens que cheguem até o dia 1 (mais conhecido como amanhã), às 12h... ui....
Depois disso, as frases não vão ter validade...
Bom final de semana e beijo nas crianças!
* Imagens de divulgação TRT da 24ª região
Escrito por Jairo Marques às 01h23
11-D
“Zimininos”, já estou de volta ao Brasil, agora, todo faceiro aqui nas "Trelagoa", desfrutando das terras que a minha família tem embaixo das unhas
e bronzeadinho porque lá nos ‘Estadusunidos’ estava um calorão. (Totalmente 'inzibido', off course
)
Faltou falar um bocadinho da parte final da minha odisséia norte-americana, né, não? Pois bem. Sai de Nova York sob uma chuva torrencial! Era mesmo um sinal de que era hora de deitar o cabelo, eu acho.
No aeroporto, a aventura começou. Como sempre faço, dispensei aquele serviço de ajuda que as companhias oferecem de “pajear” o ‘malacabado’. O complicado é que colocam a gente em uma cadeira de rodas desconfortável e até embarcar no avião, o bicho pega.
Bem, mas ai, negada, eu não contava que o meu portão de embarque fosse lá do outro lado do planeta
.... e o chão era encarpetado! Toooooma... mas, beleza, afinal eu sou sarado, lavado e bem passado.
Na hora do embarque, a atendente da cia aérea me convenceu a trocar o número da poltrona porque a que eu estava localizado era de difícil acesso, segundo ela. Beleza, fiquei com a 11-D.
Ai, povão, veio a equipe que me ajudaria a entrar na kombi voadora... Só por “gzuis”, mesmo. Os “pessoais” me amarram numa cadeirinha que parecia que eu era fugitivo de Alcatraz. ![]()

Mas, tudo bem... era pra minha segurança. Chegando no local da poltrona, quem disse que tal 11-D era prática? Era nada. E fez uma pequena muvuca... Contudo, ir para a Miami encontrar pessoas tão queridas como minhas leitores “top ten” Silvia Dutra e Débora Rosenn, era o que me importava, de fato!
O voo durou umas três horas e meia e lá estavam as duas lindas me aguardando “ingual que nem” menino às vésperas de entrar no circo. ![]()
Pra mim, é sempre muito emocionante me encontrar com leitores que admiram o blog, que se engajaram na causa da acessibilidade, mas, aquelas duas, que tanto colaboram comigo, o sabor era especial.


Ver as meninas foi um ponto forte dessa viagem e elas não pouparam tietagem ao tio... emotion. Rimos demais, recordamos histórias, falamos de toda a comunidade que se gerou em torno do “Assim como Você” e nos divertimos um bocado.

Miami, como NY, é absolutamente acessível. Pra todo lado tem rampa e tem informação. Porém, como a cidade tem menos transporte público e mais vias de trânsito por carro, notei que, nas ruas, há vááááárias vagas reservadas aos deficientes... e, NINGUÉM desautorizado usa.
Durante os vários passeios que fiz com Debis e Silvetz, lá estavam as vagas devidamente livres ou ocupadas por quem tinha direito de usá-las. (caso haja desrespeito, a multa é de US$ 250! e guincho).

A minha saga pelos EUA termina aqui. Muitos detalhes da minha viagem relativos à acessibilidade, a dicas pra cadeirantes viajarem vão estar no caderno Turismo da Folha, em breve. Quando for publicado eu aviso a todos.
Agora, vou curtir um bocadinho mais as minhas férias!!! Té... boa semana a todos
Escrito por Jairo Marques às 21h08
Voando alto, bem perto do céu...
Aproveitei o meu último dia em NY para me purificar e ficar pertinho do céu...
. Subi os 86 andares (320 metros) do Empire State Building, um dos prédios mais altos do mundo! Uuuuia...
A construção, que abriga centenas de escritórios e galerias não é absolutamente acessível. As lojas, por exemplo, ficam em desníveis e há degraus para entrar. Ali, pelo que observei, não tinha muito jeito, não. Mas, confesso que não vi nada para comprar muito atraente, não... ![]()
Contudo, o mais importante do arranha-céu, o “observatório do céu de Nova Youk”, que é totalmente dominado!! Aêêêê
Nos quatro cantos do terraço há espaços exclusivos para os “malacabados” observarem a “maraviwonderful” visão da cidade. Uma experiência única na vida. Os banheiros, o piso, os elevadores são tranquilos pra esse pessoal sem perna, sem braço, mamulengo... ![]()
Vários tiozinhos de uniforme vermelho, funcionários do ESB, não dão moleza. Quando chega um cadeirante, eles abrem espaço entre a multidão de turistas, naquela muvuca toda, para garantir o lugar reservado. E se alguém fica próximo demais, eles avisam que o espaço é de prioridade do "matrixiano". Achei bacana demais, heim?
Há também aqueles binóculos rebaixados para ver tudo de pertinho, mas, num vejo graça naquilo, não.... O bom, a meu ver, é curtir os detalhes. Fiquei ali no alto, tomando vendo na cara, degustando a vista por uma hora... inesquecível.
Povão, agora eu sigo pras Miami, onde o blog tem uma sucursal
! Como todo mundo lá é bonitão, sarado.... it´s my place, né, não? ![]()
Escrito por Jairo Marques às 22h54
Jesus loves you
Como eu já disse, estou andando mais do que notícia ruim aqui em NY. Ops, melhor dizendo, tô descambando desembestado com a minha 'wheelchair' pelas ruas de Manhantthan. Nessa tocação de rodas toda, já ouvi uma penca de vezes a fatídica frase: “Hey man, Jesus loves you!”. E da-lhe falação no ouvido do cadeirante turista.
Nada contra, em absoluto, os evangélicos, mas eu queria mesmo ver os monumentos, os picos, as minas
bem tranqüilo e sem evangelização, depois eu converso com “gzuis”. Isn´t it (vulgo, né, não)! ![]()
Hoje fui ver um espetáculo da Brodway, o Hair... Caraca, meu povo, além de ficar num lugar excelente, por onde entravam as atrizes “maraviwonderfulls” e me davam um beijinho (até uma “fror” o tio ganhou
), paguei a metade do preço (pra qualquer show é assim, desde que você compre na bilheteria da própria companhia) e vi uma apresentação inesquecível...
Pra quem tá curioso, vejam ai alguns meus momentos meus em Nova Yorque.
Juro, atrás de mim estava a Estátua da Liberdade, toda pimpona, paradinha! ![]()
Eu sou muito fã dos artistas espanhóis, então, esse retrato “malacabado”, que nós da “Matrix”, todo torto,
, estou com um das telas de Joan Miró, no Museu de Arte Moderna
O Central Park é um desbunde. Absolutamente dominado pelo povo sem perna, sem braço, que não ouve... Eles alugam ciclyhand lá.... uma espécie de bicicleta que você toca com a mão. O meu colega “Evandro” tem uma!
Esse ai do retrato é o Mister Kim. Motorista de um “bumba” de turismo. Fui testar o trem pra falar pra vocês como é. Tudo é acessível, mas não dá pra subir no segundo andar e ficar com a fuça pra fora
. O duro foi agüentar o Mr. Kim ... O chinês toda hora ir ver se a cadeira estava bem presa... aff... que chatice. Mas tudo bem, ele estava preocupado com a minha segurança. ![]()
Agora, o legal mesmo é o “metrozão”! Maior lenda essa de falar que é tudo sujo. É velho, isso é, mas é limpo. E o mais importante: as estações mais estratégicas são acessíveis e você consegue ir circulando por toda a city por elas....
No final do dia.... bem... no final do dia... é 'nozes nas fritas' e nas beers, né, não?! ![]()
* Fotos são minhas e de voluntários
. "Zente", o concurso da viagem dos sonhos tá acabaaaando!!!!
Escrito por Jairo Marques às 21h39
Eu vi o Obama!
“Zimininos”, tô com as pernas tudo ‘dilurida’ de tanto andar pelas 5ª avenida, pelas Madison, pelas Lexington, opa, quero dizer, de tanto tocar a cadeira vermelha por todo lado de NY.
Juro, acho que nunca na vida meu cavalo ‘guentou’ tanta labuta. Mas, povo, o lance é o seguinte: tudo é tão fácil, as ruas são planas, as calçadas são lisinhas, as rampas estão sempre lá, tem metrô acessível, em acesso em todo canto, que eu tô parecendo menino raspando tacho de panela de doce! ![]()
Hoje fui aos museus, dei uma passadinha no Central Park, comprei umas muambas pras crianças
. Afora um ou outro trecho com pequeno declive, a cidade convida o cadeirante, o cego, o surdo, os estropiados para sairem de casa e aproveitar o calor que faz na rua.
Ouvi umas duas vezes a fatídica frase que escuto quase todos os dias ai no Brasil: “Are you alone?” (Para quem não é ‘inteligentchi’ que nem eu
, a tradução é: “Você está sozinho”? Porém, é fato aquilo que escutei muito ai no Brasil. Os americanos só vão te tocar se você pedir ajuda, de resto, sevira.com.br!
Tarde da noite (apesar que aqui tá escurecendo às 20h), voltando para casa, peguei uma rua bloqueada pela polícia! Os turistas todos ali plantados com suas máquinas na mão para tirar foto seja lá do que ia acontecer. (Sim, o tio também
)
E eis que lá vem a comitiva do presidente Barack Obama. E o povo aplaudia, gritava, chorava... um acontecimento por um fato que demorou uns cinco segundos
. Por que eu estou contando isso? Só explico porque eu sou aquele “bood boy”.

Fiquei bem para trás da multidão, esperando o desbloqueio para cruzar a rua. De repente, quando as pessoas me perceberam foram abrindo o caminho de visão, como se estivessem escandalizadas de eu não estar conseguindo ver aquele “feito” e por estarem na minha frente que, supostamente, teria prioridade para estar no lugar "vip".
Achei sensacional, confesso. Nas multidões que me atrevo a enfrentar em São Paulo é capaz de haver gente que queira subir em mim para poder apreciar melhor a vista. (Ai, que insuportável, né?!
)
* Imagem retirada do Google Imagens
Escrito por Jairo Marques às 01h08
A chegada
Povo, não posso negar pra vocês que tô mais feliz do que pinto no lixo aqui nas ilha de “Manhattan”, em Nova York.
O impacto para um cadeirante da realidade que se encontra nesta terra desde a chegada no aeroporto é difícil de descrever.
Até agora, deu tudo muito certo. Vôo tranquilo com comissários que, pasmem, me perguntavam a toda hora se eu precisava ir ao banheiro.... uuuuia!
A aeronave não tinha banheiro acessível, mas eles me falaram que estavam preparados para isolar uma área se eu precisasse dar uma urinaaaada.... magina que eu quis testar, né? ![]()
Na chegada, eu havia contratado com a agência de turismo que um cabra me esperaria para levar ao hotel. Daria pra ir de metrô, de trem, de ônibus, mas puxar mala num é o meu forte.
E foi a melhor coisa que fiz. Logo cedinho, lá estava o seu Aragão, um senhor grisalho, de sorriso largo, me dando um caloroso bem-vindo aos ‘Estadusunidos’. Ah, sim, ele é brasileiro
.
O seu Aragão foi me buscar num furgão, saca aqueles de carregar verdura?
“Jairo, eu acho que exagerei, né?! É que eu não sabia o tamanho da sua cadeira”! Bem, ele me ajudou a subir, quer dizer, me pegou literalmente e colocou no carro, que era muito alto....
“Caramba, seu Aragão, que vitalidade! O senhor me pegou que nem uma pluma” (tô afetado pelos ares nova iorquinos
)
“Chuta quantos anos eu tenho...” “No máximo uns 60”.....
O tiozão doido deu uma bela risada e disparou: “Faço 78 em setembro”.... ‘Di certeza’ que deve ser a água daqui, né, não? ![]()
Bem, povo, o hotel é extremamente acessível. Não existem obstáculos em nenhuma área. O elevador tem teclas bem baixinhas e relevo em Braille.
O quarto é bem “bacanudo”. Tem um espelho onde posso ver todo a meu corpo sarado, lavado e bem passado
. O guarda roupas é bem baixinho e posso pendurar minhas pula brejo com facilidade.
E olha que curioso esse trem ai da foto.
São puxadores que facilitam abrir e fechar a cortina. É porque um ‘malacabado’ tentando fechar cortina é uma tragédia
. E funciona super bem.
O banheiro é grande, tudo à mão. E percebam que felicidade: o banquinho não fica debaixo da ducha e não preciso tomar água gelado no lombo! Aêêêê
Tô impressionado demais com tudo, pessoal. Vou contando as coisas aos poucos... Mas, pelo que pude reparar até aqui, a dominação do mundo em NY é líquida e certa por parte do povo da Matrix.
Agora vou lá pras “Brodiway” ver se compro uma entrada pra um show. 
Em tempo: Estas fotas tortas são todas minhas, mesmo.
Olha, pessoal, faltam agora só quinze dias para vocês se inscreverem no concurso da viagem. Manda sua frase, bobo!
Escrito por Jairo Marques às 21h37
Uma paradinha
“Zimininos”, vou dar uma sumidinha por uns dias (uuuia). Saio em férias a partir de amanhã e vou deitar o cabelo nas estradas! ![]()
A minha intenção é que, a partir do dia 15 de julho, faça um diário de viagem contando um pouquinho da minha nova aventura pra vocês. Qualé que é?
O tio vai lá pros “Estadosunidos” (“inzibiiiido!). Vamos agitar um pouco aquela terra, né?! Comprar uns “Aipode” pros primos, umas perfumes pras primas... ![]()

Por lá, o mundo já é bem dominado por parte dos “matrixianos”. Cadeirantes, cegos, surdos e estropiados geral possuem seus direitos garantidos e respeitados. Há acessos para todo lado e a pessoa com deficiência já garantiu um espaço importante na “civilização”.
Tentarei relatar os detalhes dos “furdúncios” que aprontarei lá pelas Nova York, pelos Miami da vida. Contar pra vocês como é ser "malacabado" na terra do tio San!
Enquanto isso, não percam a chance de participar do concurso! Vai haver novas viagens e, quem sabe, a próxima num será pros “exterior”?!
Um beijo nas crianças, se comportem e até a volta!
Escrito por Jairo Marques às 08h18
Noveleiros
Pessoais, eu tava segurando esta informação pra divulgar mais para a frente, porém, a "concorrência" tá braba vou antecipar! ![]()
A nova novela da "Grobo", de Manoel Carlos, vai se chamar "Viver a Vida" e vai contar histórias de superação (uuuuia) e uma atriz boniiita interpretando uma cadeirante. Até ai, muita gente sá sabe. Mas... tchanannnn... há meses a produção do homem entrou em contato com o tio para pedir contato desse povo que virou personagem aqui no blog!
A ideia é que ao fim dos capítulos tenha sempre alguém contanto como conseguiu reinventar a vida, não necessariamente por causa da “malacabação”, mas também pela deficiência. Não sei dizer ao certo como será o formato, mas é mais ou menos, acredito eu, como em "Mulheres Apaixonadas".
Então, é bem possível que vocês vejam na telinha alguém que contou um pouco da sua vida aqui no “Assim como você”! Num é legalpracaramba.com.br?
Se o tio vai gravar? Ai eu num conto.
... Vão ter de aguardar o trem começar!
* Imagem retirada do Google Imagens
Escrito por Jairo Marques às 08h25
E esse verão que não chega nunca?
Povão, o post de hoje é inspirado em um texto do meu colega blogueiro e namoradeiro Luis Daniel
, do “Reflexão Sobre Rodas”.
Vou contar uma verdade de graça pra vo6: eu num “guento” mais ficar encorujado, todo encurvado, dobrado por causa do frio. E no inverno a vida desse povo “malacabado” dá uma diferençada muito grande e a gente passa por uma sofridinha básica.
Como somos todos cheios de pinos, de chapas, de hastes de platina pelo corpo (a medicina conserta a funilaria, mas precisa de equipamentos
), reza a lenda que, com a temperatura mais baixa, esses troços reagem e a gente passa a ter dores pelo corpo.

Particularmente, eu não padeço muito de dores, mas, os meus cambitos passam por um processo intenso de “picoletização”. Num entendeu? Tá, eu explico porque eu sou “minino bão”, só por isso.
Como não movimento as pernas como os seres humanos comuns
, o frio atua em tudo, na pele, na musculatura, nos ossos e ai, babau, quase que congela o tio. E os pés? “Zente”, quando percebo os danados tão até roxinhos (olha que meigo
) de tanto que tão gelados.
Quando era moleque e tinha a “minha santa” cuidando de mim o tempo todo, não raro ela colocava bolsas quentes nas minhas pernas e pés para conseguir reaquecer. O “xodadis” da minha mama, viu. ![]()
Atualmente, eu embrulho tudo em meias grossas, cobertas, edredons. Mas, às vezes, demoram horas para esquentar. E ai tem que ficar fazendo “maxagi” pra ajudar a quebrar o gelo. A sensação é bem ruim, viu?
Para os “matrixianos” que não possuem sensibilidade, o lance é ainda mais “compricoso”. Como eles perdem, algumas vezes, a noção de que os cambitos tão friopracaramba.com.br podem sofrer até complicações de circulação.
Se você por ventura encostar nas pernas ou nos pés de um cadeirante (ui, delícia) e sentir tudo muito gelado, não se acanhe em avisá-lo.
O ideal para os “mamulengões” (povo com maiores restrições de movimento) é fazer uma fisioterapia para agilizar a musculatura e ficar menos exposto às conseqüências do clima.
Praticar esportes também ajuda bastante a deixar o corpo menos vulnerável aos efeitos do inverno. Ah, claro, agarrar a mulherada também é bastante positivo
. (Pinga, no meu caso, é fundamental oficorsi)

Outro inferno que vivo no frio é com a danada da cadeira de rodas. A bicha, que é feita, em geral, de material que absorve parcialmente a temperatura, passa de cavalo pra lagartixa: esfria que é uma beleza
.
Imagine você acordando cedo (no meu caso, bota cedo nisso, eu praticamente acordo o galo pra cantar
) e vai se transferir da cama pra cadeira, todo quentinho, e encosta seu popo, seus braços, suas mãos num treco gelado?! Chorou?
Bem, ai você se agasalha todo, fica “ingual que nem” uma cebola, cheio de camadas. Beleza, vai tocar a cadeira, vai. É o casaco que enrosca nas rodas, é a manga da jaqueta que toca nos pneus, é o cachecol que prende nos raios e quase te mata sufocado... Êh, vidão é a nossa de "matrixano".

Talvez o ideal seja eu comprar um aquecedor aqui pra casa para conseguir ficar menos preguiçoso e padecer menos com o inverno. E vou te contar, viu... aqui é frio de lascar. É que moro num descampado sem fim e numa das regiões mais geladas da city.
Bem, enquanto o verão num chega, o blogueiro vai falhando nos posts pra mode ficar bem encolhidinho aqui no frio! ![]()
* Imagens retiradas do Google Imagens
Escrito por Jairo Marques às 00h06

