Jairo Marques

Assim como você

 

O Fura filas

- Passa aqui pra frente, fio.

 

- Aqui tá bom, brodi. É que eu tô com meus...

 

- Magiiiina, ocê tem ‘prioridadchi’. Pode passar na frente. Você já sofreu tanto na vida, né? Olha essas canelas secas...

 

- Sofri, né, mano?!

 

E lá vai eu deixar todos os meus amigos na fila da baladinha porque, afinal, eu não tenho o direito de decisão se quero ou não passar à frente e entrar primeiro na casa da luz azul (pensaram que eu ia escrever vermelha, né? Muito triste).

 

Há casos em que a gente é arrancado da fila, literalmente, pelo segurança. Ninguém pergunta nada, não pede o telefone, nem o email, não deixa rolar um clima Beijo porque, afinal, “matrixiano” fala?

 

Pô, mas tem hora que eu quero ficar ali, curtindo a pinga com o grupo de colegas que também tão esperando. Quer conversa mole melhor do que as de filas? “Óia aquela nega ali que tetéia (essa eu arranquei do baú! Rindo a toa)”; “Rapaz, e esse ano que num acaba nunca, heim?”. “O campeonato mundial do Curintia só ele acha que ganhou, né?”

 

 

 Ou seja, fila socializa. Na fila rola o esquenta da night (essa também é do tempo do ‘chicrete bubbaloo’ Muito feliz), rola a paquera, rola piadas insanas, rola falar mal da vida dos outros... 

 

Uma vez um grande amigo meu perguntou assim: "Ôh Jairão, por que raios que você pode furar a fila? Você tá ai sentado, num tá se cansando, não tá doente e nem precisa ser atendido rápido... então...?". No que eu tenti responder: "É que..... é...."

 

Calma, “zente”, eu não sou contra esse povo sem perna, sem braço, de bengala de cadeira de rodas poder entrar nos lugares (ui) antes de todo mundo. Mas, há casos que, sinceramente, eu queria que entendessem que a fila não tá me maltratando e não irá me deixar mais “malacado” por esperar. Se quiser optar por esperar, beleza, uai.

 

Tem vez que eu fico vendo umas pessoas que tão com cara mais de morta do que viva na fila do banco e eu, todo pimpão, sarado, lavado e bem passado, passo na frente porque praticamente sou obrigado pelos outros a fazer isso.

 

Contudo, há explicações, sim, para que os “deficientchis” tenham prioridade em filas. “Perezempe”, nos casos em que o fulano fica em pé com auxílio de muleta,  de um pedaço de pau e afins Convencido, mas ele se cansa muito rapidamente, se desgasta e, por isso, quando antes ele se acomodar, melhor.

 

Dar prioridade também é bacana por uma questão de segurança. “Uai, véio, como assim?”. Pensem comigo: Caso esteja lá o cadeirante na fila pra ver aquele show do Benito de Paula, lotaaaaado de jovens, de gente moderna, descolada e histérica. Muito triste

 

Bem, há possibilidade de haver muvuca, empurra-empurra, pequenas confusões a qualquer momento, afinal, o Benito é o Benito, né, não Muito triste. Nessa hora, o lascado do “matrixiano” poderá ser alvo de uma chuva de gente caindo em cima dele, sem conseguir se desvencilhar.

 

 

Então, muito melhor que a gente, pra nossa integridade física e pela dos outros também, entremos primeiro nos recintos (palavra horrorosa, né? surpreso) e possamos nos acomodar antes de todo mundo! (Uhrúúú). Percebam que eu não estou falando de atendimento diferenciado (caixas com passagem mais larga no supermercado, guichês de atendimento rebaixado em bancos, rodoviária, aeroporto), tô falando só de fila!

 

Particularmente, me incomoda esse lance de passar a frente. Às vezes, a ideia das pessoas é que como estamos “doentes”, temos de ser atendido logo pra não morrer ali na espera. O mais doido é que em hospital não tem "prioridadchi" de "malacabado" porque ali tá todo mundo na roça, né, não?! Rindo a toa

 

Ter deficiência não é ter doença, não. É ter necessidade de algumas condições especiais, “diferençadas”, para viver de forma plena. De novo, eu digo que não sou contra a prioridade. O que eu quero é poder decidir, sem me acharem um revoltado (sim, quando eu não quero furar a fila é porque eu sou um revoltado Inocente), quando eu preciso ter atendimento antes dos outros.

 

Em tempo: Então, povão, segunda-feira, quero todo mundo de camisa engomada, cabelo penteado com glostora, vulgo gel, as “menina” com reboco na cara e todo mundo, todo mundo, prontos pra uma festa. Será um dia especial para o nosso blog e, cada um de vocês, tenho muita certeza, precisa erguer comigo uma taça para brindar um feito (tem que ter pinga, se não num sou eu, né? Muito triste).

 

Beijos nas crianças e bom final de semana!

Escrito por Jairo Marques às 00h25

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Saiba onde você tá pisando!

Povão, acreditam que eu já cheguei perto de “xorar” na rua, juro, de brotar água no “zóio” desse menino lindo que eu sou Beijo porque a cadeira de rodas atolou num buraco da calçada? É sério, “zente”, para os matrixianos que usam cavalos, enfrentar esses passeios beira o desafio de abrir vinte latas de azeitonas por dia. Carente

É desnível de um lado, é falta de padrão de todo lado, é buraco, é obra (obra de cachorro, “excrusível” Cansado), é remendo mal feito, é carro tomando o espaço, é falta de espaço.

Pra gente sair de casa, “zimininos”, temos mesmo de pedir os poderes de ‘Greiscon’ e virar He-Man, virar She-Ra (mais o meu caso, né? ) porque calçada da maioria absoluta das cidades do nosso país é um desafio a nossa dignidade.

Ahhhh, sim, o cegos também tão lascados nessa. Caem em várias armadilhas dos passeios. Sem falar que eles precisam de um troço chamado piso tátil, que dá orientação para que eles caminhem com segurança. Já viu ai perto da sua goma? Não? São poucos lugares mesmo que possuem.

Bem, pra falar um pouco sobre a “calçada dos sonhos”, pra explicar pra todo mundo o que são as demarcações no piso para orientar o povo que não vê... tchanammmm... pedi ajuda! Aêêêê Rindo a toa

A Bianca, minha querida arquiteta Bibi, que é pau, tijolo, cimento e concreto pra toda obra Muito triste, fez um texto explicativo que é impecável. Se eu um dia eu conseguir comprar umas telhas pra armar um barraco, o projeto quem vai fazer é a Bibi, “di certeza”!

Tem muita coisa curiosa que ela explica. Tá “mara” (totalmente biba isso, né? Embaraçado). Então, fiquem com a aula de calçada e de pisos táteis dada pela Bibi! Ah, sim, pra variar, tem as minhas gracinhas em itálico ao longgo do texto. Ui!

 Sorte

Com certeza, a calçada dos “sonhos” seria bem diferente das que vimos por nossas cidades, principalmente as mais antigas, que são muito estreitas. Pela legislação, as calçadas ideais seriam bem maiores, e, obrigatoriamente, deveriam ter uma faixa de serviços - onde ficariam os postes, placas, lixeiras, orelhões e também as árvores e vegetações.

Uma faixa livre, para o trânsito dos pedestres, e ainda uma faixa de acesso aos imóveis, assim, as pessoas poderiam parar na vitrine sem atrapalhar a passagem de ninguém, bem como, aquele barzinho, colocar suas mesinhas do lado de fora (ai, se fosse tudo assim... eu num queria nem morrer, viu? Rindo a toa)

Como arquiteta, sempre observei o desenho das cidades e das construções com outros olhos, mas com certeza, depois da escolha do meu tema para a minha especialização - acessibilidade e desenho universal - a acessibilidade (seja ela externa ou interna) passou a ser como um filtro da minha visão:

É a primeira coisa que observo nas edificações e nas ruas, tanto para os bons quanto para - o mais usual - os péssimos exemplos. E a acessibilidade não está somente ligada às rampas e nivelamentos de piso, mas também, na implantação dos pisos táteis ou podotáteis.

A utilização dos pisos táteis visa atender não somente a orientação espacial das pessoas com algum tipo de deficiência visual, mas a todos os indivíduos que circulam pelos espaços, criando percursos seguros que indiquem as direções a seguir e alertar sobre barreiras ou perigos potenciais existentes ao longo deste percurso. (Uuuuuia!)

No caso das pessoas com restrição visual total, a obtenção destas informações se dará por meio dos contrastes de sonoridade, textura e resistência nos pisos especiais em relação aos pisos adjacentes. Para as pessoas com baixa visão, além destas características, devem-se considerar os tipos de contraste de cor perceptíveis e a eliminação de reflexos.

Os pisos táteis são classificados em dois tipos: os de alerta e os direcionais.

A sinalização de alerta deve ser utilizada quando há risco de segurança, como na identificação de obstáculos suspensos, rampas, escadas fixas, degraus isolados, frente a elevadores e em desníveis. (Aí, 'zente', o cego percebe que, à frente, terá um trem que ele vai precisar ter cuidado pra não bater o chifre, não cair, não escorregar, saco? surpreso).  O piso tátil de alerta deve ser cromo-diferenciado (de outra cor) ou deve estar associado à faixa de cor contrastante com o piso adjacente.

A sinalização tátil direcional deve ser utilizada quando da ausência ou descontinuidade de linha-guia/guia de balizamento identificável, como guia de caminhamento em ambientes internos ou externos, ou quando houver caminhos preferenciais de circulação.

 

Atualmente, existem propostas para a criação de um terceiro piso tátil, ainda sem nenhuma normativa aplicada (somente baseada na norma e nos pisos existentes), como um novo signo, auxiliando em tomadas de decisão, que seria o piso tátil de decisão.

O piso tátil de decisão deverá ser instalado sempre associado ao percurso do piso guia ou tátil direcional, tendo a função de informar ao usuário sobre a presença de pontos de tomada de decisão relativas a mudanças de direção de escolha de novas rotas.  (Tipo assim, a partir desse ponto o cabra pode ir pro boteco, à direita, pode atravessar a rua ou pode ir pra casa da luz vermelha, à esqueda Muito triste). Assim com a criação da nova tipologia proposta, a aplicação seria da seguinte forma:

  

Com a exigência da aplicação da legislação na execução ou adequação, o que vemos, em vez de projetos, são “barbaridades” na tentativa de se “burlar” a lei.

Essa é a calçada existente na Rua Pedro de Toledo, em frente ao Hospital do Servidor e da AACD, aqui em São Paulo.

A trilha tátil não abrange a calçada inteira e nos trechos em que existem, além do emprego errado das peças (foi utilizado somente o piso de alerta), falta de manutenção, a trilha leva do nada ao lugar nenhum, ou melhor, leva aos postes, árvores... um absurdo...

* Imagens do Google Imagens e www.anpedesign.org.br

Escrito por Jairo Marques às 00h00

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Reforço no fronte

“Zimininos”, tenho percebido que uma das frentes da batalha rumo à conquista do mundo por parte desse povo sem braço, sem perna, cadeirante, ‘cegueta’ e de muleta (rimooou Muito triste) não tem avançado com muito êxito.

 

“Uai, mai o que qui é, tiozão doido?” Em dúvida

 

A insensibilidade para que algun respeitem as vagas reservadas aos “malacabados” continua bombando e a gente segue se lascando. Esse front da guerra precisa ser reforçado. aborrecido

 

Concordo que diante de tantos perrengues que a gente passa e sobretudo quem nem ximbica véia tem, isso não representa muita coisa.

 

Porém, gente, a sensação de chegar a um local e ter alguém ocupando, sem necessidade, um espaço que é fundamental pra quem deficiência é comparado assim ... hummmm... ‘dexo’ pensar... comparado a quando a gente lê que os deputados de Brasília tão “se lixando” pro eleitor, se “lixando” pra quem o sustenta lá nas mordomias. Saca um nó na ‘guela’? Sem jeito

 

 

 

 

Multinha moral, criada pela minha querida arquiteta Bianca, a Bibi, especialmente pro blog!

 

Num final de semana desses, fui ao fatídico supermercado comprar aquelas coisas básicas para minha sobrevivência (bolacha cream cracker, ‘sarsicha’ pra fazer ‘rotdog’, toddynho e ‘chocolacthi’ Muito feliz).

 

Quando estou imbicando na vaga reservada, vem lá um cabra com um daqueles carros de quem se acha a última fatia de “mortandela” da bandeja Convencido e enfia aquela carro na minha frente.

 

“Espera um pouquinho que eu vou só telefonar ali e volto”.

 

“Espera o que, nego? Ocê tira esse estrupício desse carro daí que você não tem necessidade da vaga.”

 

Ele tirou... mas, e se não tivesse tirado? Nessa hora, a falta da condição física para descer da minha kombi véia e ir lá dar um cascudo nele bate forte no coraçãozinho. Carente

 

Mas, atitudes hostis não vão fazer a gente sair da Matrix. Temos de nos agarrar às leis, aos direitos adquiridos e forçar autoridades e responsáveis a agir.

 

Por isso, eu entrevistei o meu colega aqui na Folha, o competentíssimo repórter Alencar Izidoro, para ele nos explicar mais sobre os limites da legislação de trânsito que nos ampara no caso das vagas reservadas.

 

O Alencar é um dos maiores conhecedores de trânsito da mídia brasileira e falou com muita propriedade. Usem as informações dele para cobrar atitudes desse povo que fica parado que nem água de poça e não faz nada para que nossa vida seja um bocadinho melhor!

 

 

Sorte

Escrito por Jairo Marques às 00h04

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Blog - Quando alguém vir um carro sem identificação de "malacabado" (símbolo universal de deficientes físicos) numa vaga reservada, o cidadão deve fazer o quê? Sentar e chorar? Chamar a "puliça"? É possível haver punição?

 

Alencar - É possível, pela lei de trânsito, punir quem desrespeita as vagas reservadas _embora da teoria para a prática a coisa seja um tanto diferente. A base legal para multar esse cara está no artigo 181, inciso17, do código de trânsito, que considera infração leve, com multa de R$ 53,20 e possibilidade de remoção do veículo, estacionar “em desacordo com as condições regulamentadas especificamente pela sinalização”. Se essa infração ocorrer na via pública, é menos difícil a punição. Daí a sugestão é chamar um guarda de trânsito ( em São Paulo, pelo telefone 1188). Os PMs também podem multar, mas desde que estejam credenciados pelo órgão de trânsito (não são todos).

 

 

Agora, se for numa área privada (onde, aliás, é mais comum), como shoppings e supermercados, hoje em dia é difícil imaginar uma punição real. Até é possível, por meio de um convênio do estabelecimento com a autoridade de trânsito, mas isso tem sido completamente ignorado. A minha sugestão é que a pessoa encha a paciência do responsável pelo estabelecimento. Procure a gerência, reclame, ligue pra CET também, tire foto, denuncie ao Ministério Público, ao conselho da pessoa deficiente (manda pro blog do tio! Entorpecido).

 

A resposta básica que você vai ouvir é a de que "nosso estabelecimento, infelizmente, não pode fazer nada". O mesmo da CET: "infelizmente, não podemos ir até lá multar". Mas a realidade é que se eles considerarem esse problema como preocupação real, eles têm como tomar providências _mesmo que futuras. Reclamar e denunciar, nesse caso, ajuda tanto a pressioná-los para começar a agir como a deixar os infratores constrangidos.

 

 

Olha que exemplo, que fineza teve esse policial em um mercado. Com tanta vaga, ele escolhe uma de matrixino

 

Blog – Então, quando a situação acontece em recintos privados do tipo shopping e supermercados, a casa caiu?

 

Alencar - Em estabelecimentos particulares a situação é mais complicada porque shoppings e supermercados costumam dizer que não têm poder de polícia. Esse argumento é verdadeiro, mas só em partes. Eles realmente não podem multar os infratores. Mas, na prática, se quiserem, podem tomar iniciativas no mínimo para diminuir esse problema. O presidente do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), Alfredo Peres da Silva, já declarou que esses estabelecimentos podem firmar convênios com os órgãos públicos de trânsito para punir quem desobedece a vaga reservada mesmo dentro de áreas privadas.

 

Ou seja, na prática, significaria que, ao ver um carro de não-deficiente estacionado na vaga de deficiente, os funcionários do shopping poderiam chamar um guarda de trânsito para aplicar a multa. Lógico que, para dar certo, depende também da colaboração e da concordância do órgão de trânsito. Mas, de fato, já há parecer jurídico e aval do órgão federal de trânsito para essa prática.

 

Blog - Em outros países, carros de deficiente possuem placas especiais. Aqui, o cabra só precisa colocar um adesivo no para-brisa. Isso pode mudar?

 

Alencar - Realmente a identificação dos carros de deficientes no Brasil é bastante frágil. Os adesivos são vendidos até pela internet e bancas de jornal _ou seja, na prática, qualquer um consegue comprar e colocar no vidro para se passar por deficiente. Acho que pode mudar sim, mas vai depender muito da disposição dos órgãos de trânsito de fiscalizar. No final de 2008, foi aprovada uma resolução do Contran (de número 304) que tenta uniformizar as regras por meio de um cartão de identificação de deficiente a ser emitido pelo órgão de trânsito de cada município, mas com validade nacional. No modelo dessa credencial há informações como número de registro, validade e órgão expedidor. Só terá direito ao benefício da vaga quem tiver esse cartão. A exigência é que ele seja colocado diante do painel do veículo.

 

O prazo para que os órgãos de trânsito se adaptem a esse modelo é de 360 dias a contar da publicação _ou seja, vence no final deste ano. A minha sensação é a de que esse cartão parece um pouco mais difícil de ser falsificado, embora, para que haja alguma eficácia, vá depender muito tanto da iniciativa das prefeituras para fornecer as credenciais como para fiscalizá-las.

 

 

Exemplo de cartão enviado pelo leitor Walmor Truppel

 

 

Blog - Existe em normas de trânsito quem, de fato, pode usar a vaga reservada?

 

Alencar - Embora possa haver uma ou outra divergência pelo país, já existe uma posição mais consolidada de quem tem direito à vaga reservada. Em primeiro lugar, os deficientes têm direito a ela tanto na condição de motorista como na de passageiro. Ou seja, não precisa estar ao volante.

 

O entendimento foi consolidado pelo Contran no ano passado. Além disso, mesmo quem tiver uma restrição de movimento temporária pode ter direito às vagas. A diferença poderá ser fixada no próprio tempo de validade da credencial. E não precisa estar em cadeira de rodas para ter direito à vaga reservada. Por exemplo, alguém que esteja passando por algum tratamento que prejudique sua locomoção pode requisitar esse benefício.

 

Pelo meu entendimento, as vagas, considerando a norma federal, também valem para os cegos. A resolução do Contran que regulamentou a utilização delas toma por base a lei federal 10.098/00, regulamentada pelo decreto 5.296, de 02 de dezembro de 2004.

 

O decreto, em seu artigo 25, cita explicitamente a necessidade de reserva de 2% do total de vagas “para veículos que transportem pessoa com deficiência física ou visual”. Mas é bem provável que haja confusão pelo país. Aliás, a própria placa de sinalização regulamentada pelo Contran só cita a palavra “exclusivo deficiente físico”.

Escrito por Jairo Marques às 00h03

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Viver é muito mais

A dica de vídeo de hoje recebi do meu amigo Leandrão Kdeira. É uma forma ótima pra começar a semana, a meu ver, uma vez que  mostra exatamente como a gente deixa de curtir a vida por simples bobagens como um cabelo desarranjado, uma olheira, uma barriga de tio Jairo Rindo a toa.

 

A publicidade pode fazer muito pela dominação do mundo por parte da Matrix uma vez que esse pessoal tem umas ideias "maraviwonderful", né, não? surpreso . Às vezes, eles fazem umas bobagens, mas, no geral, tem coisa muita “bacanuda”.

 

Neste comercial, em especial, fiquei em dúvida se a mocinha cadeirante é "malacabada" mesmo. Reparem como ela toca a cadeira meio desengonçadamente e o jeitinnho das pernocas... mas, tá valendo!

 

Há duas frases em inglês, apenas, que eu ajudo vocês porque eu sou um “minino bão”, num é ‘verdadchi’? Beijo

 

  

A primeira, na abertura do vídeo, diz: “Katie demorou três horas, nesta manhã, para se aprontar.”

 

A segunda, no celular, diz assim: “Oi, Jess, desculpe, mas não vai rolar."

 

Em tempo: Povão, ocês já mandaram passar aquela roupa de festa que tá até com cheiro de naftalina porque a última vez que usaram foi no batizado daquele seu primo capeta, no tempo do "Epa"? Muito triste

É que estamos há exatamente uma semana de uma grande festa que vai rolar aqui, heim?! Espero todo mundo, vulgo “everybody”, pra curtir comigo!

Escrito por Jairo Marques às 07h56

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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