Jairo Marques

Assim como você

 

Que coelho, que nada...

A Páscoa no "Assim como Você" aboliu essa coisa de coelho orelhudo que traz ovos, vamos pra "modernidadchi", meu povo, o negócio agora é....

Gatinhassss!!!!

Foto de Rapha Bathe

Essas divas estavam “todasjuntas”, mesmo, na feira dos “malacabados”, promovendo um novo modelo de cadeira de rodas.

Para quem me perguntou o melhor que tinha lá, tá ai...

Na sequência da fota acima, de autoria do meu grande parceiro o talentoso fotógrafo Rapha Bathe, estão, da esquerda para a direita:

Letícia Lucas, 26, recordista brasileria de natação e nutricionista. De "Berlândia" (MG). (Isso deve fazer um bolo que é uma beleza Bem humorado)

Michelle Balderama, 21, estudante e tenista. De "Sum Paulo" (SP). (Me dá uma raquetada, fia, dá Inocente)

Rebeca, 15, modelo e estudante. "Foz dos Iguaçu" (PR). (Se "di menor" ela já encanta.... quando fizer 18, tamo na roça surpreso)

Juliane Rittes, 31, artista plástica. "Joinvella" (SC). (Vai, nega, me pinta, me borda, me desenha, me faz de barro Muito triste)

Tabata Contri, 28, atriz. (Uma grande desconhecida neste blog Sem jeito)

Fiquei tão atordoado com as belezuras das moças que até comprei um cavalo novo também....

Foto de Rapha Bathe

As meninas foram todas contratadas pela Tabs, que tem um mau gosto daqueles, como se pode observar. Não sei se há dúvidas, mas as meninas são "matrixianas" de verdade, viu?

Foto de Rapha Bathe

Pessoal, um ótimo feriado pra todos e juízo, heim? Eu volto na segunda, com uma novidade que acho que vão gostar de monte!!!

Beijos nas crianças

Escrito por Jairo Marques às 07h58

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Coloca tudo na panela e mexe

A boca

 

Desde menino eu trato dos meus dentes com o doutor Ercidone, lá das “Trelagoa”. Ele nunca me cobrou um “renal” pra deixar minha boca sarada, lavada e bem passada. Muito feliz

 

Antes de começar a ir ao consultório dele, me lembro que os dentistas tinham um certo pavor da minha cadeira. É, juro! Eles tinham receio de o cavalo ficar desembestado e trombar nos equipamentos deles. surpreso

 

E é caro mesmo aquilo tudo, né? Só o "motorzinho" deve falar bem mais do que a minha kombi "véia". Muito triste Mas o doutor Ercidone não ligava, não. Ele até me ajudava a vencer o degrau da rua e o degrau da entrada da clínica dele, que hoje em dia já é acessível.

 

 

 

No tempo de moleque, ele não conversava muito comigo, não. Eu entrava mudo no consultório e saía anestesiado. Rindo a toa 

 

Minha mãe sempre mandava eu perguntar a ele quando tinha ficado pra arrumar as minhas “panelas” e ele sempre respondia: “Não é nada, Jairo. Quando você ficar bem rico, você compra uma caixa de fio dental pra mim”.

 

Atualmente, eu até tenho um dinheiro pra comprar uma caixa... mas de palito Gina (já é alguma coisa, vai Muito triste), mas ele continua não aceitando pagamento.

 

 

Mas eu só contei isso porque achei legalpracaramba.com.br uma iniciativa de dentistas aqui de São Paulo. Elas abriram uma clínica só pra tratar “malacabado” e outros “pessoais” que necessitam de cuidados especiais.

 

Me perdoem, mas eu não chequei o valor das consultas e nem se há acessibilidade plena nos consultórios de atendimento, contudo, achei tão importante isso que tô divulgando. Afinal, temos de ter dentes bonitos pra quando o domínio do mundo chegar a gente poder rir à toa e rir bonito, né, não?! Convencido 

 

Se alguém já conhece e tem restrições, conta nos coments que a gente desce o reio nelas. Carente Apesar que, quem mora em cidade grande, bota reparo: adoram fazer clínicas dentárias em segundo andar de prédios sem elevador.

 

As seis dentistas que atendem (falando nisso, nunca vi um comentário de dentista aqui Triste) todos possuem curso de qualificação para atendimento a estropiados na USP (Universidade de São Paulo).

 

 

O grupo, chamado Goape, está preparado para atender também em domicílio, para os casos dos “matrixianos” que dão uma mão de obra danada pra sair de casa.

 

O fone de informações é o (11) 2910-7148 Se quiser saber mais, clica no bozo! Brincalhão

  

A língua

 

Muitos empresários usam como justificativa para não cumprirem a cota de 10% de empregados deficientes em seus negócios o fato de sermos “burraldos”. Abismado

 

É, meu povo, dizem que falta gente qualificada pra eles empregarem. Sei...pra mim, isso é conversa mole pra boi dormir. Essa realidade já mudou há muito tempo. Tem muito “mamulengo” com ótimas referências de estudo atualmente. Eu sou "inteligentchi"! Muito triste

 

 

Mas, beleza, concordo que ainda há gente que não tem condições plenas de encarar a buraqueira da rua para conseguir se formar, se preparar pro mercado de trabalho, e fica em casa moscando.

 

Porém, “zente”, hoje em dia, se faz quase tudo pelas “internets” até os próprio "séquiço" (uuuuia!!!). Tá, vamos sair da cama e vamos voltar pra escola Rindo a toa. Diversas universidades de boa qualidade oferecem cursos superiores à distância, realizados quase que totalmente pelo computador.

 

Basta pesquisar nos “gugols” da vida que se encontra muita opção em todas as áreas do conhecimento. Então, “ocê” que tá ai deitadão, se achando um “tetrão vagal”, um PC paradão, se mexe, nego!!!

 

Eu deixo uma dica não de universidade virtual, mas de um instrumento que também é importante demais nos tempos modernos: “os” inglês, que a gente não encontra tanta opção de cursos virtuais.

 

 

“Vo6” podem não acreditar, afinal, nem o português eu falo direito, mas o tio saca um pouco dos verbos “tiu bi”, tiu rave”, “tiu quem”. Convencido 

 

Até o dia 30 de junho, a escola de inglês Englishtown vai dar 40% de desconto para os “malacabados” que se matricularem em seus cursos online.

 

O cabra terá que comprovar a condição de “matrixiano” enviando um atestado médico para a escola. Achei bem “diferençado” isso, viu?!  As mensalidades são a partir de 140 contos. De qualquer lugar do país, é possível acompanhar as aulas.

 

O broca é o seguinte, meu povo. Eles não possuem condições técnicas de atender os “pessoais” cego, por enquanto. O sistema que possuem inviabiliza a leitura dos programas utilizados pelos matrixianos que não enxergam. Sem jeito

 

Pra saber mais, é só aquele click básico no bozo. Brincalhão

 

A saliva

 

Tem muito cinema aqui em São Paulo e outras partes do país que tem acessibilidade bem "half mouth", né? (para os leigos, meia boca Rindo a toa). Mas nem tudo está perdido porque a indústria pornô está de olho nesse povo sem perna, sem braço, que usa bengala, que usa cadeira de rodas, contudo tem suas vontades lá nas partes baixas. Convencido

 

Aqui no centrão da cidade, na avenida Rio Branco, olha só o que existe:

 

 

Isso mesmo, um cinema com filmes "adultos" com banheiro acessível pra mode a gente urinar, lavar as "mões", aliviar a pressão das calças Muito triste.

 

Quem encontrou o local em primeira mão foi o fotógrafo Arthur Calasans, figuraça com grande talento para tratar de temas da "Matrix".

 

 

Pedi para o meu chapa Luiz Carlos Murauskas, fotógrafo top aqui da Folha com quem já vivi boas história,  fazer os retratos também. Adorei a "novidadchi"!

 

* Imagens retiradas do Google Imagens. As do cinema são de Luiz Carlos Murauskas

Escrito por Jairo Marques às 08h08

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Um dia de “princeso”

“Ocê é o Jairo, num é?! Ai, gzuis... é ocê messsm... ai que emoção... ai que felicidade... me dá um abraço? Tira uma fota comigo? Ai num acredito que eu te achei primeirinha de todo mundo!”

 

Não demorou nem cinco minutos para uma leitora mineira de sorriso radiante me achar lá na tal feira dos “malacabados” no último sábado.

 

Daí pra frente, o tio virou “pop star” (estrela cadente, no “causo” Rindo a toa) com o povo tirando retrato pra espantar as baratas das gavetas, dizendo que tavam felizes de me conhecer, dizendo que aquilo era “um sonho”, dizendo que gostavam demais do blog.

 

É inevitável não escrever sobre isso, por mais que alguns possam me achar “inzibido”, o que num é de toooodo mentira. Muito triste

 

 

 

Como vocês sabem, o trabalho de empurrar essa kombi  “véia” rumo ao domínio do mundo é, muitas vezes, um tanto solitário, e receber estímulo de vocês é para mim “ingual que nem” o espinafre pro Popaye. surpreso

 

De repente, ver o resultado de tantas palavrinhas e palavrões na emoção sincera dos meus dois ou três leitores (tá, admito que já são quatro ou cinco Convencido), me fez pensar que, talvez, eu esteja segurando com alguma propriedade o cajado do poder dessa realidade paralela da Matrix das pessoas que tem algum tipo de deficiência.

 

E lá vem a moça ruiva mais cheirosa do que cangote de filho de barbeiro. Muito feliz

 

“Ai, não... eu vou desmaiar... para tudo... para o mundo que eu quero descer. Menino, eu sou louca pelo seu trabalho, sou louca por você. Eu vou ter um troço...ai, me dá um beijo, ai deixa eu segurar na sua mão...”

 

Quem passava pelos corredores e ainda não é dessa turma de gente doida que frequenta esse diário olhava tudo com uma “curiosidadchi” imensa...

 

 

 

Nunca imaginei que eu teria o meu dia de “princeso” antes dos meus 70 anos, quando eu pretendo já ter conseguido juntar pelo menos mil réis pra ir pros spa fazer “maxagi”, ficar cozinhando nos “ofuro” e ficar levinho, levinho. Rindo a toa 

 

Confesso que na semana antes desse fatídico evento, eu tava desanimado demais. Pensando que, se a gente num consegue nem um manobrista PAGO, que dia iríamos conseguir uma entrada FRANCA e livre pra onde quisermos?

 

É muito Harvey Milk (ou seja, bem biba Muito triste) o que eu vou escrever agora, mas há algo de mágico nesse diário. As pessoas que vêm sempre aqui acabam por se entrelaçar (ui), ficar amigas, fazer projetos, ter ideias conjuntas para melhorar a qualidade de vida dos "matrixianos".

 

“Jairão, que alegria te ver aqui. Eu tô contigo todos os dias. Obrigado pelas dicas”, dispara o “mamulengo” de boné, montado na sua “cadeira elétrica”.

 

Ah, gente, difícil demais escrever sobre uma emoção que é tão minha. Se vocês soubessem direitinho o tanto de tombo que já levei, a quantidade de miojo que fiz pra hoje ser cercado de tanto carinho por todos os lados Com vergonha....

 

O que eu insisto e vou sempre insistir é que esse “sucesso” todo não é meu. Em mim, apenas estão personificadas as dezenas de histórias de vida e de conquista de centenas de pessoas que conseguem vencer as garras do preconceito, dos limites impostos por uma realidade social nada convidativa.

 

"Tio Zairo, dou muuuita risada com seu blog", falou a menininha com laço na cabeça. Eu, ingrato, nem uma bala dei a ela em retribuição àquele testemunho delicioso. Carente

 

Por fim, eu agradeço, mais uma vez, a todos vocês que têm tornado esse espaço de gente sem braço, sem perna, de muleta, de cadeira rodas, que não vê, que não em escuta, em um palco cujo espetáculo... é "maraviwoderful".

 

* Imagens retiradas do Google Imagens 

Escrito por Jairo Marques às 08h16

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A fé que me faz otimista demais

Quando eu era moleque eu era técnico de um time de futebol.  Eu sei que parece loucura isso, mas é “verdadechi”. Embaraçado

 

Na época eu tinha uma cadeira de rodas que mais parecia uma jamanta “veia” de tão grande e ia tocando a manivela daquilo, todo santo dia, aos finais de tarde, até o campinho onde aconteciam os treinamentos: a famosa “casa dos padres”.

 

Em cidades do interior, é muito comum a “casa dos padres” ficarem em terrenos grandes. E lá em “Trelagoa” eles cediam um espaço para a gurizada jogar bola.

 

Mas, para poder desfrutar do campinho, havia uma condição: no domingo pela manhã, todos tinham de obrigatoriamente ir à missa, bem cedinho.

 

O tio tinha uma desculpa “maraviwonderful” para dar o “golpe” no vigário: seria impossível entrar na igreja com o cadeirão!!! Rindo a toa

 

Tempos religiosos, em geral, não possuíam, até pouquíssimo tempo, acessibilidade. E podia ser de qualquer religião. Até hoje é assim, em alguns templos.

 

Vejo na TV direto um programa de um pastor milagreiro/picareta que jura que cura tudo, mas pra isso o “malacabado” tem que subir até o “altar” e vencer uns lances de escada. Aí o cabra já desiste, né? Muito triste

 

Nas congregações católicas a justificativa sempre foi que as construções datavam de séculos atrás, quando cadeira de rodas nem existia, hum...

 

Mas fato é que o povo da Matrix de quem tem alguma deficiência também tem o direito de exercitar sua fé, seja ela qual for e já passou da hora de os líderes religiosos conversarem francamente com “gzuis” sobre o nosso direito de ir e vir nos templos.

 

O bom disso tudo, meu povo, é que a coisa tá mudando a passos largos! Aêêêê...  Se a fé pode curar, se a fé eleva o espírito, que a gente consiga entrar nas casas onde o exercício da crença é praticado, né, não?!

 

E aí, para quem é católico, tem São Judas Tadeu, o santo das causas impossíveis, que fez a imensa escadaria em frente à sua badalada igreja, aqui em São Paulo, virar pó. surpreso

 

Foto de Thaís Naldoni

 

Foto de Thaís Naldoni

 

“Zente”, está nos “finalmentes” a construção de uma rampa de acesso que elimina, para quem tem dificuldade de locomoção, para quem é “mamulengo”, para quem já tá “véio” que nem eu, Sem jeito, os treze lances de escada para entrar na igreja de São Judas.

 

Foto de Thaís Naldoni

 

 

E pensar que tem gente que acha impossível dominar o mundo. Muito triste

 

Eu que o diga, depois de ter tirado tanto retrato naquela feira famosa durante a minha visita, no sábado. Tonto (ainda falo sobre isso, tá?!)

 

Agora, durante a Páscoa, muita gente pensa em ir lá nos próprio Santuário de Aparecida, em Aparecida, mas ai pensa: puxa, será que dá pra ir de cavalo?

 

Pode ir, nego... tá tuuuudo acessível lá na casa da Aparecida! Achei legal demais! Convencido

 

Foto de Caio Guatelli

 

Mesmo o elevador de acesso a um mirante, que antes só chegava até o 13º andar, agora foi reformado e chega até o topo. As vagas exclusivas para os “matrixianos” são 58 e há 38 banheiros acessíveis em todo o complexo. E há cadeiras de rodas (ruins, mas tem Carente) para quem precisar lá na hora.

 

E o que eu achei mais “inacreditível” é que as rampas de acesso são todas emborrachadas e antiderrapantes, com inclinação suave.

 

Foto de Daniele Souza 

 

Foto de Daniele Souza

 

Foto de Daniele Souza

 

Ah, sim, tem o “fatalit” Rindo a toa . Foi construída uma rampa que, agora, dá a oportunidade para o “malacabado” chegar até pertinho da imagem santa, como tudo mundo que curte quer fazer!

 

Foto de Daniele Souza

 

 

Quem tiver “fotas” de tempos evangélicos, mesquitas, sinagogas, centros espíritas, centros de macumba, templos de seitas religiosas que se tornaram plenamente acessíveis, cumprindo o dever de garantir o nosso direito de ir e vir em QUALQUER lugar, é só me mandar que eu publico também.

 

Ahhh, sim, deixa eu terminar a história lá de riba, né? O padre, com a minha justificativa para cabular missa aos domingos, mandou fazer rampa pra todo canto da igreja Matriz. E essa rampas ficaram lá por anos e anos, até o local passar por um grande reforma e ficar sem degraus.

 

Como sempre fui espevitado, ia conhecendo as doutrinas das religiões e ia fazendo o povo mandar cimento nos degraus. Muito triste

 

Hoje a minha fé é a que me empurra para acreditar que dá pra mudar muita coisa. Dá pra chegar longe mesmo com parte da humanidade achando que a gente não consegue chegar nem até a esquina.

 

Sou um eterno otimista e não será justamente o caminho do céu, o nosso limite! 

 

 

PS: Agradeço a ajuda da Assessoria de Imprensa do Santuário de Aparecida e às jornalistas Thaís Naldoni e Cristina Moreno de Castro 

Escrito por Jairo Marques às 00h06

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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