Jairo Marques

Assim como você

 

Delicie-se

 

Hoje eu mostro pra vocês um pedacinho de um “escândalo” que vou publicar aqui no blog em breve...

 

Qual o tema? Corpos, expressões, misturas entre o que é supostamente normal com o que parece ser... diferente.

 

 

 

 

 

 

Esta felina de nome Any Marques te parece da Matrix de quem tem alguma deficiência?

 

Não? Por quê? Por que ela é sensual e tem um olhar de “me taca na parede” ou... “cala a boca que eu te arranho”?

 

Esse diário vai tentar sempre contrapor a visão comum estabelecida de que deficiente é um ser inocente e em cuja mente não pairam os institutos de qualquer ser humano....

 

Entre eles a nata vontade e o nato desejo que temos de... caçar

 

 

Esse casal quase que se devorando é de gente da Matrix ou é tudo gente “normal”?

 

Ahhhh, a muleta denuncia.... não sei, não sei... pode ser fetiche....

 

Importa? O que importa pra mim é a atração... a vontade de unir o dois e tornar um só...

 

 

 

 

 

Olhares, gestos, movimentos da boca. Sensualidade é algo muito além de um corpo esculpido, de ausência de cicatrizes, da presença do óbvio.

 

Daiane, essa morena de embasbacar, arrepia sem nem sequer tocar, provoca sem nem sequer ter de rebolar, se insinuar.... a hipnose vem dela mesma. Ela quer, ela pode, ela faz valer...

 

Mas essa deusa parece tão... tão... “certinha”...até ...paralisa o pensamento. Daiane, o que será, afinal, essa tal de ... paralisia??

 

 

Tá tudo muito confuso? Confunda, mesmo.

 

Confunda pernas, confunda braços, confunda cheiros, confunda gostos, se confunda quando pensar que tudo tem um padrão, que tudo é óbvio, que tudo que foge ao normal desperta receio....

 

Tem algo de... “estranho” nesse casal? Eu não vejo absolutamente nenhum estranhamento... Só percebo que eles despertam é muito....

 

 

É mentira... essa mulher com ares de ninfa não pertence a esse mundo paralelo. É perfeita, estou vendo os detalhes, é toda perfeita....

 

Mas o que importa, quando há um encontro de almas, um encontro de atrações intensas, um encontro da fome com a vontade de.... comer... está presente?

 

Se tiver a sorte de encontrar Any por ai, não perca a chance de perguntar a ela se faz parte da Matrix das pessoas que tem algum tipo de deficiência...

 

Uma dica: gatas como ela precisam que você diga tudo olhando para os olhos dela, de forma calma e clara...

 

Isso foi só um aperitivo.... o banquete ainda virá....

 

* Ensaios inéditos e exclusivos para o “Assim como Você” realizados pela incrível e cada vez mais incrível parceira a fotógrafa Kica de Castro kicadecastro@gmail.com .

 

Para saber mais sobre o trabalho dela, clique aqui

 

* Agradecimento especial para os modelos Any Marques, Daiane Lopes e Marcio Toscanini

Escrito por Jairo Marques às 00h11

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Coiserada

“Zimininos”, o tio encheu a lata de chá de cidreira e agora já tá bem levinho, ta bão? Muito feliz 

 

Hoje eu quero falar de várias coisas (coiseirada, né?) importantes para o esse mundo da Matrix de quem tem alguma deficiência física.

 

Então, vamos lá. Ah, mas eu num vou esquecer a Reatech, não... A novidade até agora é que não tem novidade Rindo a toa. Ninguém entrou em contato, nem da organização, nem do patrocínio.

 

Vamos esperar! Vou informando vocês

 

Tá estressado? Vai fazer teatro, oras...

 

Todo mundo sabe que eu sou puxa saco mesmo dos meus amigos e das iniciativas que eu acredito, né? Convencido

 

A Cia Oficina dos Menestréis, aquele grupo que faz apresentações “maraviwonderfuls” abriu inscrições para a nova turma dos “Menestréis Cadeirantes”.

 

 “Ocê” é cego? É surdo? É “mamulengo”? É “tetrão”? Num tem perna? Num tem braço? É “mei” paralisado cerebral? Muito triste Vai, nego... vai fazer teatro!

 

 

Quem já viu alguma apresentação do grupo sabe o nível de profissionalismo e o quanto é emocionante acompanhar uma peça daqueles matrixianos. Imagine, então, poder fazer parte da trupe?!

  

Quem colocou essa tranqueira aqui?

 

Meu povo, bate o “zói” nessa fota ai debaixo.

 

 

 

Sacaram que, no caixa eletrônico destinado aos “malacabados”, um gênio enfiou uma cadeira convencional atrapalhando o posicionamento de um cadeirante?

 

Ai alguém pode estar pensando: “Aff, tio, que raivoso! A cadeira pode servir pros muletantes, pra alguém usando um gesso na perna, um idoso.”

 

Como diz minha repórter nordestina mais cosmopolita do mundo, Renata Baptista, “aloooouuu”?! Muito triste

 

Se fosse em um país onde tudo funciona de acordo, que as pessoas respeitam os direitos dos outros, eu até concordaria, mas o que acontece aqui no Brasil?

 

Aêêêêê ... os "deficientes morais" sentam ali, na maior cara de pau, e usam o nosso caixa prioritário super de boa, todos pimpões e relaxados e danem-se os cadeirantes!

 

O flagrante foi feito numa agência do Banco do Brasil (óia o “guverno” fazendo mais uma) de “Florianópis” (êh cidade boa demais da conta), tá, ta... Florianópolis Carente, pela minha queridíssima “special plus” (ui) Karen.

 

Ela me relatou que viu a situação de pessoas sem nenhuma deficiência usando a cadeira e, consequentemente, o caixa eletrônico especial, por diversas vezes e que fez a reclamação à gerência do banco que??? Nem “tchum”.... então, manda pro blog!

 

Avalio, não sei todos estão de acordo, que quem necessitasse de uma cadeira para fazer a operação no caixa tinha de pedir à segurança ou a quem de direito o “sentador”.

 

Agora, como o mundo é do avesso, chego eu lá com o meu cavalo e faço o quê? Choro? Arrasto a cadeira que ocupa o lugar onde eu deveria me posicionar até o “ferro véio” mais próximo?

 

Livros para ouvir

 

Foi inaugurada aqui em São Paulo uma livraria especializada em vender audiolivros! Achei legalpracaramba.com.br porque a cidade não tinha ainda algo assim.

 

O livro falado é muito útil pro povo que não enxerga ou com baixa visão, pra pessoas que tem restrições severas nos movimentos das mãos, pra quem não foi alfabetizado, pros preguiçosos... Rindo a toa

 

 

 

O lance fica na rua Bom sucesso, n. 247, no Tatuapé, zona lost Convencido. A audiolivraria vai oferecer todos os títulos à disposição no Brasil e, em breve, também vai ter narrativas em inglês.

 

Quem quiser ir lá e só “surrupiar” uma cópia, pode também. Há 80 títulos disponíveis para download.

 

É só levar o próprio aparelho de MP3 que eles baixam o audiolivro no seu equipamento com custo mais reduzido do que o do exemplar propriamente dito. Para saber mais, “vo6” já sabe, é só clicar no bozo. Brincalhão 

 

Ai, que inveja...

 

Tão lembrando de um post que o tio falava que a Matrix precisava de um ícone e que tais? Não? Eu ajudo. Clica no...Brincalhão

 

Sim, claro, dei uma leve espinafrada Entorpecido no Herbert Viana que havia dado uma entrevista para revista Sentidos e nunca atendeu aos meus pedido para falar com “Assim como Você”.

 

Bem, um leitor bem, raivoso, babando, mesmo Beijo, deixou o seguinte comentário:

 

[Pedro H.] [Campinas]
Jairão Costumo concordar contigo, mas realmente percebi que vc está se achando. Pq vc acha que é melhor do que a Sentidos? Concordo que precisamos de um símbolo, mas a revista é conceituada pacas no meio e tô achando que vc está com uma big dor de cotovelo. Abraços, meu chapa e cuidado para o nariz não empinar muito!

 

O rapaz nunca mais apareceu por aqui, nem mandou carta, nem uma caixa de bombons envenenados. Chorão Mas, como eu sou um escorpiano vingativo (ui), vamos aos fatos (olha a baba escorrendo no canto da minha boca..Muito triste)

 

Eu já havia divulgado, antes desse episódio, o blog da Sentidos e o prêmio da Sentidos. E nunca, nunca mesmo, vi a revista como rival, muito pelo contrário. Ela é pioneira como mídia de divulgação dos “malacabados”.

 

Pois bem, por um acaso, o editor da publicação, o Paulo Kehdi, que não tinha conhecimento do fato, dias depois do post me convidou pra uma entrevista para a Sentidos... Bem humorado 

 

E, pra quem comprar a edição deste mês, vai poder ler o tio contando umas mentiras, umas piadas, além de se deliciar com fotas que... aff.. Rindo a toa

 

 

Achei que eu, como “inzibido” que sou, deveria ter ganhado um destaquezinho na capa, né, não? (guente, guenta eu Convencido), mas num tem, não.

 

Em compensação, o “véio” empurrador da kombi abre a edição e fala, fala, fala em quatro páginas! Aêêêê. Tá nas bancas de todo o Brasil, sil, sil!

Escrito por Jairo Marques às 07h34

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Me ajuda, seu manobrista!

“Zente”, pra mim num tem coisa melhor do quer ir num boteco, num “xopis”, numa balada  (baile da terceira idade, no meu caso Muito triste) que tenha serviço de manobrista para estacionar a kombi “veia” pra mim.

 

E não é só pela questão do comodismo de ter alguém para encontrar uma vaga, coisa que rareia demais aqui na cidade “grandchi”, mas também porque o caboclo sempre dá aquela “hand”, aquela ajudinha, pra sacar a cadeira do porta-malas, para colocar os arreios no cavalo, pra entrar no boteco.

 

Boa parte dos “malacabos” tem muita autonomia e se vira de boa nessa função de colocar e tirar a cadeira do carro, mas há casos, como o meu, que ter uma ajudinha é fundamental. Como eu já falei pra vocês, a guerra me fez ficar com as duas pernas arriadas e também um pouco do braço esquerdo lascado. Triste 

 

Claro, claro que eu sou sarado, assado e bem passado e consigo fazer tudo sozinho, mas quando alguém pode me dar essa ajudinha básica é muito melhor. Poupo energia, ganho tempo e é mais cômodo, mais prático, uai.

 

 

 

E de tanto acionar os manobristas para me ajudarem, vários ficaram meus amigos. Um deles é de um bar famoso que frequento lá nas vila Madalena. Destaco que o boteco não tem banheiro acessível e ainda vou convocar um “mijaço” lá na frente pra ver se o dono toma vergonha na cara. Entorpecido

 

Mas vou conter a “reiva” e falar do manobrista. O desse pé sujo é um negão que deve ter uns dois metros e meio de altura por um de largura. Rindo a toa Ele é gente boa demais da conta.

 

Eu aponto com a kombi lá em Sorocaba e ele já vai se ajeitando pra me ajudar aqui em São Paulo. Muito feliz Certa vez, aconteceu um troço hilário:

 

Parei com a charanga em frente do boteco, que fica numa rua muito estreita e, sim, atrapalha ligeiramente o trânsito. Ah, mas até ai tudo bem, né? O Papa estacionou a cidade por horas porque eu num posso parar uma rua por alguns minutos? Muito triste

 

Povo, no que eu parei, dez segundos depois já havia um tiozão taxista espremendo a buzina. E ele era daqueles histéricos, sabe? Manja dondoca fazenda birra porque quebro o salto? Poi, zé. “Ingual, que nem”.

 

Nisso surge o meu amigo manobrista guarda roupas tamanho king size Rindo a toa e cola direto no carro da taxista:

 

“O senhor é doido? A mãe do senhor tá passando mal? Não? Então, você espera ai que vou tirar a cadeira do meu amigo do porta-malas, ele vai se sentar... se ajeitar e só então nós vamos tirar o carro, belê?”.

 

Ai, gzuis... vai, me leva, me leva que eu to pronto. Entorpecido A Barbie driver poderia ter saído de lado, mas ficou quietinha ali, calminha, sem dar um pio. Depois que eu já estava devidamente montado, ele saiu devagarzinho, deu um sorrizinho amarelo pra mim e um tchauzinho simpático pro meu amigo manobrista negão. 

 

Aqui em “Sum Paulo”, vários “xopins” já oferecem um serviço para os matrixianos (vulgo deficiente físico) que considero perfeito: a gente que é “mamulengo” se dirige para o estacionamento vip (não, não... nesse caso num é Vim do Interior do Paraná... é o dos ricos, mesmo Rindo a toa).

 

Lá, o manobrista te ajuda com a cadeira... estaciona seu carro... e..... ocê num paga naaaaada, nego!!! Ahhhhh falai.... “maraviwonderfulllllll”! Muito triste E tem mais, eles oferecem uma “cadeira elétrica” procê passear, meu rei!!!

 

 

Pelo que conheço, é assim dos shoppings da rede Brascan (Paulista, Higienópolis, West Plaza entre outros. Mas não tenho certeza que fora de São Paulo também é “de grátis”).  Em outros centros comerciais, o manobrista cuida da kombi, ajuda com a cadeira, mas não é de graça, mas ai você paga o preço convencional, não o valor dos grã finos, sacam?!

 

Para os shoppings, isso é benefício para a imagem e custa uma merreca diante do que arrecadam todos os dias com o mundaréu de gente que num pára de comprar nunca. Aff, eu tô com o discurso meio "nelvoso" hoje, né? Será que a cueca tava apertada de noite e nem percebi? Cansado

 

Bom, mas falei disso hoje por uma razão bem objetiva: ao contrário de algumas pessoas, eu não perco os meus amigos por causa de uma piada, jamais. Não sei se todo mundo acompanhou o “flight” que rolou nos “coments” do post “Bora pra feira?”...

 

A minha leitora “top ten” Bete Araki questionou o fato de a organização da Reatech não colocar manobrista neste ano para ajudar a gente “malacabado” que vai sozinho de carro passear por lá e, “excrusível”, gastar nosso dinheiro com as “novidadchis” expostas, a tirar as cadeiras do porta-malas e encontrar vagas naquele lugar enorme (ui).

 

 

A organização do evento não me passou resposta clara e objetiva sobre isso. É o típico “embromation”. A informação dada até agora é vaga: “vai haver um grupo de pessoas para ajudar”. Ajudar como? Quantas são essas pessoas? São manobristas? Podemos ficar susu que é chegar lá, pedir pra estacionar o carro porque tenho uma situação especial que tá tudo resolvido? Ou é nas coxas?

 

Oras, meu povo, uma feira que se vende como a terceira maior do mundo, voltada para o publico com deficiência, não vai dar condições plenas pra todos conseguirem chegar até lá e curtir? Na boa, eu considero absurdo pra mais de metro. “Ah, mas é de graça, tio Jairo”. De graça é a feira, o estacionamento a gente morre em vinte contos. Em qualquer biboca eu pago doze “renais” e tem um manobrista que me ajuda com a cadeira e estaciona o meu carro.

 

Fiquei muito irritado com isso, meu povo. E eu sou radical em alguns aspectos. Decidi que se não houver manobrista, se não houver condições para que quem precise possa ter um mínimo de conforto num evento que deveria servir de exemplo, eu num vô. Nervoso

 

A Betinha decidiu o mesmo primeiro que eu e tô com ela. Ou a gente se une na luta pelo domínio do mundo e exige que as coisas funcionem (pelo menos as básicas) de uma forma ideal ou a gente cede à ganância de empresários que só querem tirar o nosso couro com serviços medianos.

 

Eu sei que pra organização da Reatech eu falando e um cachorro vira lata abanando o rabo (noooossa mas que “maxeza”, heim?! Muito triste) pode ser a mesma coisa, mas a minha vida é e sempre vai ser assim: de atitude.

 

Sei, sei bem que diversos leitores vão expor por lá, e veem a feira como uma chance de bons negócios, mas eu não posso abrir mão, num evento que arrecada muito, muito dinheiro, de exigir que a gente tenha condições razoáveis de tratamento.

 

 

*Imagens do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 00h10

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Dez dicas para não pagar de bobo com PCs

Um dos “pessoais” da Matrix de quem tem algum tipo de deficiência que mais se lasca é o povo que tem PC.

 

Não, “zente”, não é o povo que tem os próprio computador Tonto, é o povo que tem Paralisia Cerebral.

 

Esse “matrixianos” são, muita vezes, vistos como eternas crianças ou mesmo como pessoas que não tem vontade própria ou mesmo como sendo bocós. E não é naaaaada disso, não!

 

Os PCs podem possuir manifestações bem diferentes da “mamulenguice”. Rindo a toa

 

Alguns têm dificuldade no andar, outros no falar, outros tem de tudo mesmo Muito triste... mas todos, todos são capazes de interagir, de tocar suas vidas, de ser feliz.... cada um a sua maneira, cada um com suas necessidades!

 

Os casos de PCs que vencem os preconceitos e atingem o sucesso se multiplicam. Temos advogados, jornalistas, modelos, artistas...

 

Mas muita gente ainda apanha ou faz papel de bobo na frente de uma pessoa que tem paralisia cerebral.

 

Por isso, o tio, um “minino bão” demais da conta, planejou mais um capítulo da séria dez dicas! (Aêêê)

 

Esse post seria impossível sem a ajuda das minhas queridas leitoras Denise Crispim, aqui de São Paulo, e da Adriana Moraes, lá do Goiás! Convencido

 

Como show a parte, tem as ilustras do parceirão total Marcio Baraldi que tão “maraviwonderful”!

 

Para ver as outras série das dez dicas, basta ir clicando nos bozos! Brincalhão Brincalhão Brincalhão

 

Sorte 


1- Antes de ir chegando em alguém que te pareça “malacabado”, procure saber qual é a deficiência. Isso é importante especialmente no caso da paralisia cerebral, já que ela pode assumir várias formas.

 

O que parece, pode não ser. É comum que os mortais pensem que o tal que está numa cadeira - ou que tem limitações motoras - não entende nadica de nada do que está sendo dito e por isso se permitem fazer os comentários mais “inacreditíveis”:

 

“Coooitadinho!!!”. “Qual que é problema dele?”. “O que ela tem?”. “Ele nasceu assim?”. “Ela entende alguma coisa?”

2- Não trate a pessoa com PC como se ela fosse doente! Paralisia Cerebral não é doença! Isso vale até para médicos, acredite!

Paralisia Cerebral é uma desordem neurológica, um distúrbio do movimento e da postura causado por lesão cerebral ocorrida na gravidez ou nos primeiros meses de vida, normalmente causada por falta de oxigênio (hipoxia).

 

Perguntas como “ela é doentinha?” ou “qual é o problema dela”, são antipáticas e demonstram falta de sensibilidade. Pense bem, antes de fazer papel de “ridicolomen”.. rimou! Muito triste

3- Diante de um PC não ignore sua presença nem menospreze sua capacidade intelectual! Paralisia Cerebral não é doença mental, nego!!!!

 

Algumas pessoas apresentam déficit cognitivo (de entendimento, saca?) associado ao quadro motor, mas o que define a paralisia cerebral é uma disfunção motora e não intelectual.

 

 
4- Tente descobrir o melhor meio de se comunicar com um PC! Muitos deles apresentam prejuízos na fala  o que evidentemente não significa que ele não possa se expressar.

 

Ainda que o matrixiano não fale, isso não quer dizer que ele não entenda. Se estiver interessado, tente se comunicar e observe a expressão da pessoa que tem meios muito eficientes de comunicação: sorrisos, olhares (ui),  acenos.

 

Basta você querer e ter paciência que a conversa vai rolar.

5- Nem todo PC é cadeirante e nem todo cadeirante tem paralisia cerebral.

 

Algumas crianças com PC conseguem andar antes dos sete anos e outros nunca andarão. Depende da extensão da lesão, do tratamento etc.

 

Se a pessoa diz que tem PC e não usa cadeira de rodas, não diga: “ah, mas nem parece”, como se a lesão fosse algo a ser estampado no rosto de alguém.


6- A Paralisia Cerebral não é contagiosa, portanto não perca a oportunidade de conviver e aprender com a diferença.

Ensine as crianças que estão à sua volta que o simples fato de estar numa cadeira de rodas ou ter expressões diferentes daquelas com as quais se costuma conviver, não faz de um PC um ser com o qual não é possível  brincar, conversar, se relacionar.

 

7- Não infantilize as pessoas com paralisia cerebral. Não se esqueça que na maioria das vezes a PC não acarreta comprometimento cognitivo (fica “ruizim” das idéias Rindo a toa) .

 

Todos crescem, amadurecem, envelhecem. O “malacabado” não se mantém crianças indefinidamente. É comum ver pessoas mal informadas sobre a deficiência quase fazendo bilu-tetéia com homens e mulheres de 20, 30 ou 40 anos. Alguém merece isso? Aff


8- Não olhe alguém com PC como um ser exótico. Estima-se que surjam de 30 mil a 40 mil novos casos de paralisia cerebral por ano no Brasil. Então, eles não são raridade nem bicho de sete cabeças.


9- Não tenha medo de se aproximar de alguém com uma órtese (vulgo aparelho ortopédico, bengalinha, etc). Algumas pessoas com PC usam aparelhos para corrigir posturas, evitar deformidades e melhorar funções.

 

 Esses aparelhos não tornam seus usuários agressivos ou marcianos (apenas matrixianos emotion). Assim como algumas pessoas usam sapatos especiais, outras usam cadeira de rodas, umas usam próteses e outras usam órteses.

 

E não vá mexendo, tirando ou tocando sem pedir autorização, mesmo das crianças! Se estiver curioso, pesquise e converse “de boa” com o “malacabado”.

 

 

10- Sempre vale o bom senso:  nada de piedade, mas condições iguais, companheirismo! Normalmente, a pessoa com PC não precisa de tantos cuidados especiais. Aliás, a maioria precisa mesmo é de boas condições de acessibilidade.

 

Assim, não fiquei cheio de dedos em convidá-los para festas. PCs também fazem aniversário, vão ao cinema, viajam, estudam, namoram, compram e fazem tudo o mais que todo mundo faz.

 

 

* Para saber mais sobre paralisia cerebral acesse: www.apcb.org.br , http://www.schwartzman.com.br

 

* Já tenho outras "dez dicas" no forno, mas preciso da ajuda de vocês para novas ideias. Sugiram nos "coments", fechô?!

 

Escrito por Jairo Marques às 00h46

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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