Jairo Marques

Assim como você

 

Bora pra feira?

"Zimininos", faltam exatos "vintidia"... num sacaram, né? Ta, eu explico porque eu sou "minino bão" e até apareci nas própria televisão. Entorpecido

Faltam vinte dias (Aêêê) pra esse povo da Matrix de quem tem alguma deficiência física poder se esbaldar em "novidadchis" numa das maiores feira de reabilitação do mundo (ai, como é grande Convencido).

A 8º edição da Reatch começa no dia 2 de abril aqui em São Paulo. Dá tempo, então, pra quem mora longe (tipo o povo VIP: Vim do Interior do Paraná emotion) se organizar e deixar o cavalo gordo pra aguentar o galope da viagem.

 O legal desse evento é que tem de tudo.

Tem "mulé" bonita, tem cadeira de rodas do último tipo (e caras até o nosso último real Triste) e "excrusível", neste ano, vai ter por lá uma pista de test drive, povão! A gente vai poder montar nos "cavalos" e saber se sobem rampas direitinho, se passam pela buraqueira certinho... 

Por lá também vai ter novas soluções em acessibilidade, tem "charanga pra dar um role" (vulgo carros pra dar uma voltinha Rindo a toa), tem seminários de temas que envolvem o mundo matrixiano, tem empresas que oferecem vagas no mercado de trabalho...

 E tem também uma oportunidade de conhecer iniciativas inclusivas espalhadas pelo país, de curtir apresentações artístícas, de se integrar em grupos esportivos ou organizações sociais.

 

Quanto que o tio tá levando nessa? Ai, gzuis... só você salva Muito triste. "Vo6" sabem que eu só divulgo o que eu acredito, né, não? A feira é realmente bacana. Claro que, em anos anteriores, rolaram comigo várias situações dignas de post.  

Tinham rampas mal feitas nos stands, tinham uma pessoas que me abordavam assim: "Olha, causo de quê você não trabalha, nego? A nossa empresa tem vagas pra gente do seu tipo"...

Mas eu acho que há mais aspectos positivos do que negativos e os organizadores já conseguiram tornar o evento no terceiro maior do mundo (olha a "chancha" da gente abrir uma frente de batalha surpreso) sobre a tematica da reabilitação/assessibilidade/matrix

Vejam só mais alguns lances que terão por lá:

Para os "zovidos"

 

Empresa que representa um grupo canadense vai divulgar aparelhos auditivos ultra mega blaster modernos que auxiliam os "malacabados" que não ouvem direito (Lak tá na hora de você ir lá pechinchar) e outros que acacacacacabam com a gagagagueira! (Aêêêê) Muito triste

 Bichoterapia e Ecoterapia (uuuuia)

 Vai ter lá uma fazendinha de ovelhas e outro bichos que ajudam a dar um tapa na estima da pessoa, que auxiliam no processo de adquirir equilíbrio, confiança e também ajudam na reabilitação!

 

Não, não, Amauri, eles não levarão cervos, nem veadinhos, nem o bambi estará por lá Rindo a toa

Vai ter demostração de como os cachorros são treinados pra servir de guia para o cegos e doação de cãezinhos (de todo tipo). Ahhh,  é legalpracaramba.com.br

Velocidade!!

 Vai ter um espaço lá pra quem gosta de sentir "frio na espinha" (Cê num sente, fio? Ôh, pai amado, então relaxa e sente o vento na cara!!! Muito triste). Uma pista de Kart Adaptado e até um campeonato vai ter!

Tá podendo? Compra um carro!

As principais montadoras vão estar lá e, nessa feira, podem apostar, vão te tratar muito bem. surpreso

Elas tão todas em crise financeira e loucas pra vender. Então, teste o carro, entre nos bichos, paquere as demonstradoras Convencido.. e conheça tudo sobre os modelos que servem ao mundo da Matrix.

 

Tire dúvidas sobre como ter as isenções fiscais e, se tiver podendo, já encaminhe a compra da sua "charanga". Será eu consigo trocar a kombi "véia"? Beijo

 Mexa esse corpinho

 Vai ter torneio de tenis de mesa adaptado (lá em "Trelagoa" a gente fala é ping pong, mesmo Com vergonha), torneio de basquete sobre quatro rodas e demostração de rapel adpatado (esse eu vou. Magina esse meu corpinho rapelando por ai??)

 

 Que mais?

 Onde que é o trem? No Centro de Exposição Imigrantes, que fica na Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, no sentido São Paulo. Leva "malmita", matula porque lá é longe de tudo e você vai ficar muito tempo lá dentro! Rindo a toa

Que dia e que hora mesmo que é? De 2 a 5 de abril das 13h às 21h, sábado e domingo das 10h às 19h

Morre em quanto, heim? É de graça!!! Saca "fri"? É "fri"! Muito triste Mas se for deixar o carro no estacionamento é R$ 20... isso mesmo, vinte contos

Tem carro não? (Poooobre! Insatisfeito) Vai ter transporte gratuito (ida e volta), todos os dias saindo da estação Jabaquara do Metrô

Ainda tá com dúvida? Clica no bozo ou liga no (11) 5585-4355 para informações Brincalhão

 Que mais? Vai ter eu, uai, Carente. Devo ir no sábado, dia 4, à tarde. Se mudar eu aviso!

Tem mais alguma coisa legal? Diz ali nos "coments"! Bom final de semana e beijos nas crianças

* Imagens de divulgação - Assessoria de imprensa Reatech/Revista Reação

Escrito por Jairo Marques às 08h13

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Uma fã

É estranho pra quem adora arroz, feijão, carne moída e ovo frito, do dia para a noite, reconhecer que tem fãs. Muito feliz

E mais maluco ainda é ter "conquistado" fãs apenas com o uso de palavras, contando histórias e mostrando gente totalmente fora dos padrões do que é supostamente "bonito", do que tem "gramur". Muito triste

Seguramente, a primeira pessoa que eu reconheci mesmo como "fã" foi a Gabi Couto, de Cascavél, no Paraná.

A guria, que estuda jornalismo, acompanha o blog desde o primeiro dia e já fez declarações mais do que apaixonadas pelo "Assim como Você".

Porém, o que me convenceu mesmo que o meu trabalho tinha admiradores que até rasgam a roupa Rindo a toa, foi no dia que a mocinha paranaense veio fazer uma visita aqui na redação da Folha.

Quando a Gabi me viu (ela havia mandado mensagem antes pedindo pra ter "anguns minutos" comigo), ela vibrou, deu risada, me abraçou, pediu pra tirar foto.

Demorou para que eu e os meus repórteres entendesse-mos que aquilo era... carinho de fã! Legal

Eu juro que não divido essas coisas com vocês pra contar dinheiro na frente de pobre Rindo a toa, conto porque muita gente que tem algum tipo de deficiência ainda lamenta o fato de ter dificuldade de ser admirado ou reconhecido.

Depois da Gabi, fiquei convencido que "fãs" não procuram necessariamente em seus "ídolos" uma beleza física, uma perfeição, uma maneira de ganhar projeção.

Fãs podem procuram causas a serem seguidas, podem procurar novas visões de verem a vida, podem ... querer ajudar na dominação do mundo! surpreso

Com carinho, então, o texto da Gabi Couto...

Sorte

O "Assim como Você" surgiu na minha vida por curiosidade.

O nome muito sugestivo foi a isca perfeita para eu ser uma das primeiras leitoras do blog e que continua viciada nele até hoje. É muito saboroso acordar e ler as vidas e histórias do Jairo que passam por aqui.

Faço a leitura religiosamente e o carinho com que ele trata os leitores faz com que "este "mininu bão pra chuchu" continue nos reconquistando a cada dia e sendo ícone de "famosidade" no mundo cibernético. Então retribuo isso de coração participando da missão de "dominar o mundo" com vocês.

Fico chocada com os pensamentos que ainda existem no mundo. Esses dias minha amiga disse que achava que gente feia, só andava com gente feia, e assim por diante. E olha que ela não é ignorante, mas o pensamento foi pequeno demais para minha pessoinha.

Pensando nisto, uso do meu trabalho – sou estagiária de um jornal e curso o 3º ano de Jornalismo – para divulgar a tocar as pessoas. Não quero que elas tenham dó das pessoas com alguma deficiência, mas faço de tudo nas matérias para que vejam que somos todos iguais, "Assim como Você"!

Mesmo não fazendo parte da Matrix (sofro só de uma má audição no ouvido direito e faltam alguns parafusos e sobram outros na minha cabeça, mas no mais a caixa externa está "normal"), tenho aprendido muito nesta trajetória do blog, consegui amadurecer bastante com vocês.

Este "malacabado" aí é meu ídolo e pode me mostrar um mundo novo. A força que as pessoas Assim como Você demonstram é fundamental para que possamos dar uma chacoalhada na vida.

São pessoas que lutam e que estão quebrando barreiras. Fico feliz de saber que onde eu moro, no INTERIOR do Paraná, 98% dos ônibus de transporte coletivos são acessíveis. E olha que "Cascacity" tem menos que 300 mil habitantes.

Enfim, sou viciada em você Jairo!!! Porque só você consegue nos fazer rir e chorar dentro de poucos parágrafos. Fora que me fez ver a vida com olhos diferentes.

Hoje se eu fosse acometida de qualquer acidente que me deixasse deficiente, seria muito mais fácil lidar com a situação do que antes, graças às inúmeras vidas que o Jairo soube tocar e que foram tocadas em nós.

É muito bom saber que sempre teremos o porto seguro que é o "Assim como Você".

Escrito por Jairo Marques às 08h28

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Agora ninguém segura!

“Pessoais”, quero informar a todo mundo que abrimos uma frente de batalha pelo domínio do mundo por parte dos ‘matrixianos’ nas “própria” televisão! (Aêêêê)

 

Na quinta-feira (dia 12 de março), a TV Brasil (aquela do “guverrrnu” Rindo a toa), vai exibir um programa especial só de gente sem perna, sem braço, que não enxerga, que não escuta, que usa cadeira de rodas...

 

Isso, isso mesmo, só desses povo que dá um trabaaaaalho lascado! Legal

 

E chutem ai quem vai tá lá todo “formozurento”, todo de camisa “vremelha” contando umas mentira?! O tio, o Jairo do Blog, o presidente nomeado à força desse mundo paralelo de quem tem deficiência....Eu! Muito triste

 

O programa se chama Caminhos da Reportagem, especial “Vida Adaptada”. E sabem quem fez as entrevistas? A Carlinha Maia, uma “mamulenga” que já contei a história por aqui. Num se lembra? Clica no bozo, clica no bozo que eu te conto tudo. Brincalhão

 

Eu não sei ao certo que apito vai tocar o especial. De qualquer forma, a gente tem que assistir pra saber se traçaram direitinho os planos da nossa tão esperada conquista do universo, né? (tá, tá... vou me acalmar, do mundo apenas Rindo a toa).

 

O “Vida Adaptada” vai contar um monte de histórias de gente que driblou essa tal de limitação, que deu um chapéu no rótulo de “deficientchi”, que reorganizou a lógica da existência.

 

 Quer saber mais? Quer ver uma palhinha do tio e do programa? É só rodar o vídeo ai debaixo!

 

 Quando que é, heim? Na quinta-feira, dia 12 de março

 

Mai.... que hora que é, heim? A partir das 22h, vulgo “deizhora” da noite surpreso

 

Mai... em qual canal que é, heim? Vá no  www.tvbrasil.org.br e escolha a opção “sintonizar”, que fica na barra inferior da tela. Ali, você descobre como achar a emissora na sua cidade, na sua televisão.

 

Dá pra assistir pelas “internets”?  Ai tem de ter uma velocidade de navegação nervosa, né?  No www.tvbrasil.org.br tem a opção “TV ao vivo”. Eu até testei, mas num rolou, não... Sem jeito

 

* A chamada do programa foi cedida para divulgação pela assessoria de imprensa da TV Brasil

Escrito por Jairo Marques às 00h26

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O professor

A primeira sala de aula que me lembro que entrei como professor foi debaixo de um pé de abacate, no fundo do quintal de casa. Eu devia ter uns catorze anos, mais ou menos (é, eu sei, no período jurássico Rindo a toa).

 

Acho que pelo fato de a gente viver sentadinho, ser supostamente quietinho, é senso comum achar que cadeirante estuda mais e é “inteligentchi”, mas vamos combinar que tem um monte de burraldo também, né?

 

Bom, mas eu tinha a fama de ser cabeçudo e logo comecei a tentar ensinar o povo. A minha primeira aluna se chamava Sandra. Ela queria conseguir passar nas provas do supletivo... ainda existe supletivo? Madureza? Existe madureza? surpreso

 

Pois bem, fui ensinando a Sandra, em meio a abacatadas na cabeça Tonto, e ela foi passando nos testes. Fez o supletivo para o ginásio (ciclo básico), para o segundo grau (ensino médio), fez vestibular.... e hoje é professora de história lá nas “Trelagoa”.

 

E dei muita aula pros colegas de escola. Lá em casa tinha uma mesa grande que era pra caber todo mundo nos dias de véspera de prova, quando o quorum era altíssimo!

 

 

Como vocês sabem, sou muito sério , inibido, tímido Muito triste... e acho que essas características me fizeram ter certa facilidade pra passar conhecimento (tô me achando, né?)

 

Nunca tive métodos pra estudar e muito menos pra ensinar. Sou bagunçado das ideais e transformo tudo em bate papo. Talvez seja daí que as coisas davam certo.

 

Quando eu ensinava alguém, era o meu momento de estrela (biba, é biba essa frase). Era uma chance preciosa de mostrar que o fato de eu ser deficiente não tinha nenhuma relação de eu ser menos que ninguém.

 

A segunda fase minha como mestre foi durante a faculdade. Como eu vendia o meu almoço pra compra a janta Carente, precisava de arranjar um meio pra ganhar uns “real”. E a oportunidade veio logo: dar aulas em cursinho pré-vestibular.

 

Povo, ali eu me realizava, heim? Uma verdadeira Priscila no deserto. Muito triste

 

Para espanto de alguns que acham que uso uma linguagem indigente, toda “malacabada” (afinal, o tema do blog é tão certinho, né, não?), me tornei professor de língua portuguesa e redação.

 

Imaginem vocês, um “rapaizim” franzino, montado numa cadeira de rodas entrando numa sala de aula lotada de adolescentes cheios de hormônios (ui) e ávidos pra aprender logo e entrar na faculdade?

 

 

Como eu digo sempre, eu não pensava muito no efeito e no impacto invisível das minhas ações. Eu só pensava que precisava de grana pra comprar meu pão com “mortandela”, comprar os livros da minha faculdade, me manter.

 

Nunca aventei a possibilidade de ser hostilizado, ser visto com a impressão de “ihhhh, isso ai é professor”? Acho que o fato de eu ser muito consciente do meu próprio conhecimento e da minha capacidade de comunicação, pensava que isso seria suficiente pra dominar uma classe.

 

E, pra minha sorte, sempre foi! Em pouco tempo, eu dava aulas (prefiro dizer que eu vendia emotion) para diversas turmas. E a molecada me curtia, e a molecada me parava no corredor e outros cursinhos me convidavam para assumir mais turmas.

 

Esse batidão durou quase três anos. É engraçado pensar que meus ex-alunos hoje são engenheiros, médicos, jornalistas, advogados, professores...

 

Os desafios de encarar uma sala de aula sendo da Matrix de quem tem alguma deficiência são muitos, muitos.

 

O primeiro e talvez mais complicado, claro, falando no caso de um cadeirante, é que eu sempre ficava na mesma altura que os alunos.

 

A autoridade muitas vezes vem de cima para baixo, já repararam? Eu tive de subverter essa ordem e, numa situação de igual patamar de altura (isso com o aluno sentado, né?), me impor.

 

E para escrever no quadro? Na maioria das aulas, eu até esquecia que aquilo existia. Rindo a toa. Botava tudo mesmo no gogó. Rodava pela sala, alterava a voz, rodopiava em círculos, e, evidentemente, contava muuuita piada. 

 

Mas vocês devem estar perguntando o porquê de eu estar contando essa história, né? É que, neste ano, comecei a minha terceira fase como professor (Aêêêêêê)!

 

Fui convidado a dar aulas numa das mais importantes faculdades de jornalismo do Brasil numa universidade da Grande São Paulo (Tô podendo, heim? Convencido).

 

 

Claro que eu não conto essas coisas pra me gabar, não. Conto porque avalio que quanto mais a gente estiver inserido em todos os setores sociais, mais fácil vai ser dar o “fatalit” para o domínio do mundo. Muito feliz

 

E o tio vai lá, todo pimpão, tentar ensinar um pouco sobre a profissão que fabrica parágrafos para estudantes já mais crescidinhos do que eu estava habituado.

 

Pra botar autoridade, preciso ser mais “brabo” do que cachorro de japonês em alguns momentos, mas também viro o povo do avesso com as minhas acaipiradas e “doideras”.

 

O engraçado é que alguns alunos já descobriram o blog e sabem que eu já dormi bêbado e pelado no chão, que já ganhei moeda na porta do supermercado, que já “garrei” ódio de quem explora os deficientes...

 

Nas primeiras aulas, demorou um pouco até que eles se convencessem que eu era mesmo o professor, trabalhava num grande jornal e tinha algumas histórias profissionais que poderiam ajudá-los a trilhar uma carreira com mais conhecimento.

 

Ainda não sei qual a impressão que eles estão tendo de mim, mas eu precisava encarar mais esse desafio na minha vidinha “marromenos”. Rindo a toa

 

Aos poucos, vou contando pra todo mundo como tem rolado, como são as condições de acessibilidade por lá, enfim.

 

O que posso adiantar é muito pessoal. Toda vez que saio da faculdade, à noite, penso que ser deficiente hoje em dia está mais fácil do que foi no passado.

 

E penso ainda que ninguém pode sobrepor ninguém se você estiver munido de segurança do que você é, munido de preparo, munido de garra de conseguir, munido de vontade de ir em frente, munido de muita vontade de fazer o mundo ser diferente.

 

* Imagens do Google Imagens    

Escrito por Jairo Marques às 08h11

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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