Jairo Marques

Assim como você

 

Carteira de motorista

“Zente”, e esse ano que não termina, heim?* Rindo a toa E por falar em ano, no finalzinho de 2008 tive de viver aquela maratona deliciosa e básica de renovar a minha carteira de motorista.

 

Tá certo que minha kombi “veia” anda “praticamentchi” sozinha, mas tem que ficar com os “dicumentos” em dia, né, não? Vencido eu só uso remédio.  Aprendi com a minha mãe que diz que “potencializa” o efeito Muito triste (Crianças, não façam isso em casa).

 

Meu povo, quase todos os deficientes físicos podem dirigir, sabiam? “Verdadchi”! A tecnologia ajuda até aqueles “tetrões”, aqueles “mamulengões” que conseguem mexer apenas um pouco os braços e o pescoço a conduzir uma charanga.

 

E dirigir dá uma independência danada pra gente. Eu sei que um carro no Brasil ainda é muito caro e que as adaptações, em alguns casos, custam quase a metade do valor do próprio veículo (isso é outro post, ta?), mas a gente tem um salto na qualidade de vida conduzindo aquele fuscão preto, aquela Brasília verde, aquele Fiat 147. Muito feliz

 

 

Prometo que em breve conto um pouco sobre comprar um veículo, sobre como são as adaptações, sobre isenções de impostos, mas deixa eu voltar para a CNH.

 

Primeiro, o tio liga numa autoescola que, segundo a propaganda, é “absolutamentchi” acessível para o povo da Matrix, e marca o exame médico.

 

Beleza, toca pra fazer o exame, que é realizado na própria autoescola (agora é tudujunto, mesmo, viu?) Bem humorado , após morrer em 80 contos.

 

Como o pão de pobre cai sempre com a manteiga pra baixo Beijo, caia uma chuva torrencial no dia. Paro na porta do local, cheio de vagas reservadas “devidamente” ocupadas por carros sem a identificação de deficientes.

 

Espero um pouco e uma perua (uma mulher e não um  carro Muito triste) desocupa um local. E lá vai eu tirar a cadeira do banco do passageiro e montá-la, com a parta aberta, na chuva.

 

Um cidadão olhava a cena como se pensasse: “Por que esse infeliz num fica em casa nem quando chove?”

 

Depois de eu estar devidamente molhadinho (ai que delícia), o cabra se comove ou se irrita, não sei, e vem me ajudar a agilizar o processo. Ah, sim, detalhe bobo, o rapaz trabalhava na autoescola totalmente preparada pra receber o povo da Matrix. Abismado

 

Gente, pra chegar até o consultório do médico, tem de descer uma rampa dentro do prédio. Conhecem Piracicaba? Sacam ladeira? Um troço assim, bem íngreme? Era isso que tinha lá.

 

Mas ai me ajudaram rapidinho porque deve haver, certamente, um histórico grande de paraplégicos que ficaram tetraplégicos naquela rampa.... ou sei lá, tetraplégicos que ficaram... é... ficaram.... Muito triste

 

“Senta aqui na recepção que logo o médico te chama”, disse a mocinha. (eu juro que já estava sentado, juro!).

 

Quis beber uma aguinha para me recuperar de tantas emoções. O bebedouro era alto e ficava num canto que a minha cadeira quase que num chegava. Beber água pra quê com tanta chuva lá fora, né?

 

O médico era uma simpatia. Um tiozinho do alto dos seus 70 anos com ares de tirador de sarro. Como eu sou muito sério, a gente quase brigou. Rindo a toa

 

Vê se você consegue colocar o queixo aqui nesse instrumento pra eu examinar sua vista”, apontou o médico pra um troço que nem sei descrever como era.

 

Num dá, não, é alto demais.”

 

Você não consegue ficar em pé nem um pouquinho”. (As pessoas adoram perguntar isso pra cadeirante Embaraçado)

 

“Não”.

 

“Ah, então deixa pra lá.”

 

Depois ele pediu pra eu colocar os “zóios” numa espécie de binóculos e dizer umas letrinhas. Errei várias, mas ele sentenciou:

 

Sua visão é ótima”! Em dúvida

 

 

Agora vem aquela parte, o tcham, tcham, tcham... Se eu tivesse um estilingue na hora, eu faria miséria naquele lugar. Carente

 

Com o resultado do exame na mão, uma mocinha da autoescola vem sutilmente querer arrancar dinheiro de mim.

 

“Olha, se você quiser, pagando uma taxa de R$ 60 (vulgo sessenta roial), a gente pode estar entregando a documentação no Detran.”

 

Deixa eu explicar pra vocês. O Detran fica do outro lado da rua. É preciso ir lá, pagar mais uma taxa de vinte e poucos contos e entregar tudo num balcão. Coisa de meia hora.

 

“Uai, mas por que vocês cobram tão caro?”, perguntei.

 

“Ah, você sabe, né? Tem todo o trabalho de ficar na fila.”

 

Olha, “pessoais” me senti ofendido demais com aquilo. Acho legítimo cobrar para que a gente tenha a comodidade de que alguém tire a documentação pra gente, mas, abusar da condição física dos outros é de chorar pelado.

 

Naquela local, onde quase não havia cadeira e quem chegava de muleta, de andador tinha de ficar em pé, eles simplesmente se aproveitam da dificuldade de locomoção do povo da Matrix para achacar oferecendo um “serviço”.

 

Detalhe, os sessenta contos não incluem o envio da CNH para a casa do motorista. “Aí é a parte, né?”.

 

Não topei e dois dias depois fui eu mesmo ao Detran, onde há diversas vagas reservadas para “malacabos” e como há seguranças pra todo lado, ninguém se atreve a ocupá-las sem necessidade.

 

Demorei no máximo uns 20 minutos para pagar a taxa e entregar tudo no balcão. A fila era mínima. O funcionário perguntou se eu queria levar no mesmo dia a carteira. Respondi que sim e ai foi só esperar uma hora.

 

Em tempo: Tenho outras histórias de gente que queria tirar vantagem da dificuldade de deslocamento que tenho pelo uso do cavalo que conto em outra oportunidade.

 

Oferecer um serviço de comunidade para quem é deficiente, é legítimo, mas de forma clara e honesta. Tirar vantagem, poderia até ser considerado crime. Se é que já não é, né, não?!

 

Nunca faça propaganda de um serviço como "acessível" se ele não é plenamente preparado para receber gente com todo tipo de deficiencia. Pra mim, isso é quase um estelionato.

 

* Valeu, Pichonelli!

** Imagens do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 08h08

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Sobre leitores e universitários

Uma seção que eu gosto muito neste diário, e há tempos eu não a realizo, é a de cartas dos leitores.

 

Claro, né? É pura rasgação de seda pro tio Abismado. Mas num acho que seja só isso, não! E quero mais é que vocês escrevam!

 

As mensagens mostram tomadas de atitude, mostram como o mundo da Matrix de quem tem alguma deficiência tem ganhado adeptos pelo Brasil todo e pelo mundo (ai, falem, "inzibido", vai Convencido) .

 

“Cês” acreditam que eu já recebi críticas por dar muita atenção aos leitores? Sim, a você ai, seu "ledero" de blog. Muito triste 

 

Ai, ai, apaga a “luiz gzuis”. Pra mim, vocês, como sempre digo, dão o combustível que leva pra à frente esse caminhão “véi”.

 

 

Leio tudo o que me escrevem, de verdade. Respondo os e-mails, os pedidos e, à medida do possível, vou filar bóia na casa de quem me convida (isso é mentira, só alguns ‘causos' Muito triste).

 

Dia desses, me falaram algo que eu não soube interpretar direito. “Seu blog tem muitos comentários porque já tem um grupo cativo. São sempre as mesmas pessoas”.

 

Uai, e isso não é ótimo? A gente só “compra” um produto mais de uma vez quando a gente gosta dele, né, não? E gosto mesmo dessa turma que prestigia o blog semanalmente me dando ideias, fazendo críticas, sugestões e dizendo que eu sou lindo. Muito feliz

 

Mas, fato é que a taxa de renovação de leitores é altíssima. Passa de 50% de um dia para o outro. E, quem acompanha mesmo os "coments", sabe que a cada post vai chegando mais gente nova.

 

Bom, mas a carta de hoje é de uma leitora que me acompanha desde os primeiros post, lááá da época dos próprio dinossauro Muito triste, a Vanessa Vilela, estudante de medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

 

Vanessinha não tem nenhuma deficiência, é uma belezura de moça e vai ao encontro daquilo que a gente precisa: envolver esse povo que ta nas universidades, nas escolas, esse povo que vai construir o mundo futuro.

 

Fico bem contente quando vejo que temos agentes infiltrados na USP, na PUC, nas universidades gaúchas, nas universidades de Minas, na Unicamp, gente que ta fazendo pós-graduação, gente pra todo canto!

 

Enfim, tenho muito orgulho de ter todos os dias tantos comentaristas e também por estarmos entrando com força (ui delícia), no meio (ta ficando pornô) do público estudantil.

 

Curtam a carta da Vanessinha!

 

Sorte

 

Difícil tarefa essa de escrever, tenho pouca habilidade com as palavras, ao contrário do meu amigo Jairo.

 

Aliás, foi por causa dessa sua habilidade com as palavras e pela causa que defende que comecei a ler quase que diariamente seu blog.

 

Nem lembro ao certo como achei o "Assim como Você", só sei que foi num dos meus raros momentos de folga, quando me deparei com um blog que contava de maneira bem humorada histórias de pessoas que, mesmo com várias limitações, queriam dominar o mundo ou pelo menos fazer dele um lugar mais acessível e digno de se viver.

 

Foi o suficiente para chamar a minha atenção e me deixar curiosa para ler novas dessas histórias a cada dia.

 

 

Eu não tinha noção da quantidade de obstáculos que os 'matrixianos' enfrentavam no dia-a-dia num país que desrespeita tanto a acessibilidade como o Brasil.

 

É realmente um desafio fazer com que todos percebam que independente de se estar em pé ou sentado, enxergando, escutando ou não, todos têm os mesmos direitos.

 

Não faço parte da matrix, mas aderi a essa causa! Estou cursando o 4º ano de medicina na UFRN, e ficar por dentro dessa realidade tem sido válido até mesmo para minha formação.

 

Agora presto muito mais atenção à acessibilidade dos locais que freqüento. Minha universidade, por exemplo, vem fazendo algumas mudanças para se adequar. Espero que essa consciência seja plantada em muitas outras pessoas.

 

Não fique 'se achando' não Jairo (tá, vou ficar perdidão Rindo a toa), mas você tem ajudado bastante a espalhar essas sementes.

 

Vanessa Vilela

Escrito por Jairo Marques às 08h20

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O poder... dos pés!

Faz alguns meses, contei aqui um pouco da história da artista plástica Verônica Teles, de Brasília, que faz tudo, tudo mesmo, usando apenas os pézinhos, que fez um sucesso danado! surpreso

Hoje, com a ajuda da minha querida amiga e "correspondente" do "Assim como Você" nos "Estadusunidos" Rindo a toa, Silvia Dutra, que fez as legendas,  publico um video interessantíssimo sobre uma norte-americana que também tem total independência vivendo sem os dois braços.

É simplesmente "inacreditível" ver como ela cuida de seu bebê utilizando apenas os pés, esses que vc só usa pra botar o chinelo. Muito triste

Pra quem já viu nas "internetes", vale ver mais uma vez, com as legendas, para entender tudo. Quem não viu, pegue o babador. É demais!

 

Escrito por Jairo Marques às 08h07

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Tudo do avesso

O cabra abre uma loja novinha. Para ser "politicamentchi" correto chama um pintor para fazer a marcação da vaga reservada aos "malacabados".

- Ôh seu pintô, faz ai no chão aquele desenhinho da cadeirinha de rodas, saca?

- Sei comé, sim senhor! Xá comigo! (sabe, sim.... num sabe é naaaada Muito triste)

Ai, ai... Me leva, vai, gzuis.. me leva que eu já até tomei banho. Rindo a toa

A imagem quem flagrou foi meu colega Fabiano Severo. Não viu nada de estranho?

Percebam que o símbolo universal tá meio.... de revestrés!!!! O que representaria a roda de uma cadeira, mas parece uma bunda... seus bundão!!! Muito triste

Vejam o símbolo correto, e comparem.

Calma, meu povo, calma que a gente arruma esse mundão "véi sem porteira". Mas, vai dá um trabaaaaalho.

Vejam esse outro flagrante fotografado pela minha querida leitora Silvia Montovani, daqui de São Paulo.

Ela fez o retrato na festa do Ano Novo chinês, no bairro da Liberdade, famoso pela quantidade de japas.

Como a própria "Silvetz" fala, quem fez isso ali, deve tá com "deficiência de neurônio". Insatisfeito

Fala pra mim, please, fala ai. Como que eu vou dar aquela urninaaaada nessa casinha jogada ali no cantinho, junto ao lixo, com essa guia dessa altura?

Vai ver o tiozinho que trabalha como gari tá ali no cantinho de plantão para dar aquela "hand", né? Tonto

Em tempo: Antes de fazer uma demarcação de uma vaga reservada, procure orientação com um arquiteto, com um engenheiro sobre as especificações!

Nas "internets" também é possível encontrar as regras do Imnetro para garantir uma acessibilidade seja de vagas, banheiros e rampas de qualidade! Convencido

Tá, tá bem, eu ajudo porque eu sou um "minino bão". Clica no bozo! Brincalhão

Escrito por Jairo Marques às 08h14

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Um líder da batalha

Um dos perrengues mais complicados para um garoto cadeirante é quando a molecada inventa de brincar no mato.

 

É porque ai o terreno é mais acidentado ainda do que as calçadas das cidades e as cadeiras de rodas invariavelmente não agüenta o tranco.

 

Mas, a minha inquietude de moleque sempre vencia a prudência e toca o, na época “Jairinho”, se enfiar no meio dos espinhos, das “braquiara”, dos capim para brincar fosse de desbravadores da América, fosse pra procurar “frutas exóticas”.

 

O que eu nunca realizei, porém sempre imaginei como seria, foi enfrentar um acampamento! Ficar um período longo vivendo numa situação rústica, aprendendo com a natureza era demais para aquele "minino bãozinho" uia! Carente

 

Acho que muitos dos “malacabados” ou não que por ventura lerem esse post vão pensar: “Ah, mas para um cadeirante é 'impossíve' enfrentar uma situação como essa, mesmo."

 

Meu povo, é nada!!! Muito triste Para provar, apresento a vocês um pouco da história desse membro da Matrix que não só domina as táticas de fazer um bom acampamento como lidera um grupo... um grupo de escoteiros!

 

O Giorgio Gustavo Batalha Suares, 33, o meu querido Gugu Batalha, é chefe de um grupo de escoteiros de Ilha Solteira, no interior de São Paulo, bem perto da minha “trelagoa”! Aêêêê

 

O que tem de mais nisso? O Gustavo nasceu com mielomeningocele e, para se locomover, depende de um cavalo, que nem igual ao tio!

 

“Quis entrar pro movimento escoteiro porque achava que eu poderia ser um pouco mais útil ao meu país. Parece meio bôbo, mas é verdade. Queria ajudar as pessoas. Com dez anos no movimento, percebo que ajudei muita criança por ai a se tornar melhores cidadãos.”

 

 

Sei lá, muita gente me acha meio doido por ter optado pelo jornalismo, que é uma profissão muito dinâmica, para ganhar o meu pão com “mortandela”, mas pensem na escolha do Gugu?

 

Caraca, escoteiro está diretamente ligado à ação física, ao explorar terrenos, a um estilo de vida. Ele ter passado óleo de peroba na cara e ter seguido com esse desejo à frente, é de tirar o chapéu, as meias, o paletó. surpreso

 

 

“Nunca liguei para que os outros pensam de mim. Os garotos do escotismo sempre me viram como mais um. Ele veem a cadeira como se fosse minhas pernas. Lembro que quando eu era assistente de Chefe de lobinhos (crianças iniciantes), e certa vez eu tava com eles sozinho num bosque e precisávamos vencer uma parte difícil do terreno, pelo menos pra mim, pois a grama estava muito alta.

Então, os pequenos, em vez de ficarem correndo de um lado para outro, formaram um círculo em volta de mim e iam devagar me ajudando a sair da grama alta. Algo inesquecível pra mim."

 

 

 

 

Talvez algum leitor esteja pensando que o Gustavo seja uma espécie de “café com leite” no movimento. Um membro que só vai nas “paradas” mais tranquilas e que evite situações mais  “sangue no zóio”, né, não? DesanimadoLeiam o que ele diz sobre isso:

 

“Pra mim, qualquer clima é clima seja tempestade, sol, secura. O fundador do Movimento Escoteiro, Lord Baden-Powell ,dizia ‘qualquer tonto pode ser escoteiro com bom tempo!!’. E eu sigo à risca o ensinamento.

 

Pra mim, num tem terreno ou tempo ruim. Eu encaro tudo.. Vários acampamentos eu fui embaixo de chuva, passava três dias molhados. Já fui em lugares em que os outros diziam ‘meu gzuis’ o que você tá fazendo aqui no meio desse mato???’

 

Todas as situações foram ótimas para mim e aprendi a enfrentar desafios, a não ter medo de qualquer coisinha”

 

 

Seguramente, quando eu for eleito democraticamente (eu mesmo contarei os votos Muito triste ) presidente desse mundo paralelo onde vivem os deficientes físicos e for escolher os líderes para a batalha rumo ao domínio do mundo Convencido , um deles, certamente, será o Gugu.

 

O Gustavo é formado em história e tem dois irmãos, Maurício e Raquel. A mãe, Sônia, é daquelas que os exemplos se amontoam neste blog.

 

“Ela sempre me deu força pra tudo, sempre me estimulou a tentar desafios novos. Quando eu era guri, lembro que morávamos perto da escola e um dia ela me levou pra lá e trouxe de volta.

Depois ela perguntou: ‘você aprendeu o caminho?’ E daquele dia em diante, a aventura de cruzar quatro quarteirões com calçadas sem nenhuma adaptação eram de minha responsabilidade.”

 

Fico muito eufórico quando encontro um personagem como o Gustavo. Ele é mais uma prova cabal de que o poder da dedicação, da vontade, do desejo de fazer torna a “dificuldade” um detalhe.

 

 

Avalio que um dos segredos para que a gente da Matrix consiga cada vez mais garantir nosso espaço entre os “normais” é mostrando nossa capacidade de fazer tudo, mesmo que esse tudo exija algumas adaptações.

 

Insisto que enfrentar o buraco da rua, enfrentar o mato alto, por mais que nos cause algum desconforto, que nos gere olhares de desaprovação, é o caminho mais fácil para que a gente consiga garantir nosso espaço como cidadão.

Escrito por Jairo Marques às 07h40

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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