Jairo Marques

Assim como você

 

Uma belezura

Fiquei impressionado com a "boniteza" e desenvoltura dessa moça do video. Se ela fosse morar lá em casa, seguramente, eu ia comprar sabão em pó de marca pra... pra... pra eu lavar a cueca dela. Muito triste

A guria estava disputando a vaga de líder de torcida numa escola lá dos "Estadusunidos". Nem sei se ela ganhou, mas nem precisava, certamente, ela encantou muito gente e fez sua parte para ajudar na domição do mundo! Convencido

A dica foi da minha querida amiga e gata Tabata Contri

 

Escrito por Jairo Marques às 07h50

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A coisa do meio do caminho

Quando eu recebi o email da leitora Liliana Mercadante Mortari, daqui de São Paulo, com essas "fotas" que compartilho hoje com todo mundo eu pensei: "Preciso urgentemente parar com essas pinga"Muito triste

"Zimininos", percebam essa placa... vamos "degavar" para manter o suspense (tô mona, né? aff) Convencido

Calma, calma que eu explico porque eu sou um "minino bão" e nesta semana num faltei nenhum dia (ainda Rindo a toa). A placa é de uma esquina, evidentemente da rua Semaneiros, que fica no bairro de Pinheiros, aqui em São Paulo. Para quem não conhece o pico, lá só mora gente assim, digamos, que pode comprar várias caixas de palito de "fósfi" de uma vez só. Muito triste

Como outras ruas aqui da cidade, essa está passando por reformas nos passeios e está sendo devidamente preparada para quando a gente conseguir o cajado do mundo. Ou seja, estão fazendo rampas para facilitar o acesso....Aêêêêê

Mas, a vida é dura e dinheiro pouco eu tenho muito Rindo a toa, como todo mundo sabe. Reparem no flagrante que a Lili fez já na conclusão da obra. Gente, pensem bem. A calçada é novinha, a rampa é novinha... tudo pensado, com engenheiro, com arquiteto e, seguramente, com algum asno também.  Muito triste

Num deu ainda pra juntar as ideias (agora sem acento)? Tá faltando fosfato nesse "célebro", heim? Abismado

 

Meu povo, os "homi" enfiaram um poste bem no meio da calçada . Não, não... vai "gzuis", me leva, me leva que eu tô pronto e até banho eu tomei anteontem! Muito triste

Ai, ai. Eu fico imaginando a cabeça do jumento que deu a ordem:

"Dotô mestre-de-obra, onde eu enfio esse poste?"

"Ah, coloca ai em qualquer lugar. Melhor, melhor, enfia ele num lugar que vai futricar a vida de pedestre, de cadeirante, do raio que o parta" Muito tristeMuito triste

Porém, a Lili como uma cidadã consciente num deixou barato e procurou as "otoridades" para que alguém tomasse providência e retirasse essa... essa coisa Insatisfeito  do meio calçada.

E num é que resolveram?

Tem hora que o poder público consegue perceber que fez, que fez.... coisa errada, né? Rindo a toa

Esse tipo de material, é muito bem vindo, heim pessoal? Claro que também valem boas iniciativas em prol do domínio do mundo! Ajude um "véio" a empurrar esse caminhão com os pneus arriados pra frente!!!

Escrito por Jairo Marques às 00h05

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A pesquisadora da esperança

Meu povo, hoje o post é daqueles que vocês precisam se ajeitar na cadeira, mandar os “minino” pra casa da avó  pedir um tempo pro seu chefe, desligar o fogo do feijão e se concentrarem na leitura.

 

Trago uma entrevista com uma das mais respeitadas estudiosas de células-tronco do Brasil e símbolo máximo da conquista da liberação das pesquisas com células-tronco embrionárias no nosso país, a professora Livre Docente e chefe do Laboratório de Genética Molecular do Instituto de Biociência da USP (Universidade de São Paulo), Lygia da Veiga Pereira.

 

Marcelo Rudini /Folha Imagem

 

A professora Lygia é tão engajada com a causa da “Matrix” de quem tem alguma deficiência que respondeu às minhas perguntas de bate e pronto, sem trololó, sem nheco-nheco, sem blablabla  (Tá, eu admito que tô dando butinada em alguns Carente).

 

Para mim, é uma honra tê-la aqui dividindo seu conhecimento respeitado no mundo todo e explicando fatos que perturbam muitos dos seguidores e admiradores desse blog.

 

Saibam, então, um pouco sobre mitos, sobre verdades, sobre o futuro e sobre esperanças guardadas nessas minúsculas células que caminham a passos largos para mudar radicalmente a vida de milhares de pessoas ao redor do mundo.

 Sorte

Blog - Quando a gente vai poder levar nossos cavalos (cadeiras de rodas) pro lixão e deixar os donos dos “ferro véio” ricos?

 

Profa Lygia V. Pereira - Estamos vivendo um momento histórico com a aprovação do primeiro teste clínico com células-tronco embrionárias em seres-humanos - e justamente em lesão de medula.   

 

Esse primeiro teste será importantíssimo para sabermos se pelo menos essas células são seguras.  (repare que estou evitando a pergunta!) 

 

Enfim, esse é um passo importantíssimo para essa promessa terapêutica virar realidade, mas ainda leva tempo.  Quanto? Cinco? Dez anos? 

 

Vou fazer uma comparação com transplante de coração: o primeiro em humanos foi feito no final de 1967.  Um ano depois já haviam sido feitos mais de cem transplantes de coração no mundo... Com 80% de mortalidade.

 

Para tudo, volta-se ao laboratório, descobre-se que o problema é a rejeição.  No início da década de 1980 são desenvolvidos os imunosupressores, de forma que até 2007 mais de 75.000 transplantes de coração já foram feitos no mundo todo.

 

 

 

Marcelo Rudini /Folha Imagem

 

Blog - Já li que lá na China tem médico que aplica célula-tronco de dia e, há quem jure, que o "malacabado" (deficiente físico) mexe a ponta do dedo à noite. Até que ponto esses progressos são verdadeiros?

 

Lygia - É uma pena a forma de trabalhar desse médico...  Como ele não publica seus resultados nem os apresenta de forma adequada para seus pares, não podemos avaliar a validade dos mesmos...

 

A ciência séria é caracterizada por uma absoluta transparência e o julgamento pelos pares.  Sempre desconfio de quem descobre uma cura milagrosa e decide esconder seus resultados em vez de publicá-los e ganhar um prêmio Nobel...

 

Blog- Será que os tratamentos com célula-tronco vão evoluir a tal ponto que, quando alguém sofrer um acidente, lascar a medula, vai chegar lá um médico com um injeção e evitar que a pessoa tenha uma lesão grave? 

 

Lygia - É essa a idéia, e é para isso que todos trabalham.

 

Blog - Para que tipos de deficiência ou doença as células-tronco, de fato, estão conseguindo reverter ou mudar quadros?

Lygia - O único procedimento médico com células-tronco já consagrado pela medicina ainda é o transplante de medula óssea para as doenças do sangue (leucemias, etc).

 

No mais, tudo ainda é experimental.  Em algumas doenças, ainda estamos nos modelos animais (parkinson, distrofia muscular); em outras, já começamos testes em seres-humanos (derrame; lesão de medula, doença hepática; doenças auto-imunes: esclerose múltipla, diabetes autoimune, lupus). Em cardiologia, os primeiros testes em seres-humanos foram tão positivos que justificaram ume estudo com 1.200 pacientes (em andamento) para verificarmos a eficácia.  Mas nenhum médico sério pode receitar célula-tronco para nenhuma dessas doenças ainda.

 

 

Profa Lygia com as filhas Gabriela e Maria ---- Caio Guatelli/Folha Imagem 

 

Blog - Agora que já é possível usar células-tronco embrionárias em pesquisas no Brasil, o que mais a gente precisa para caminhar mais rápido?

Lygia - O Governo Federal anunciou o investimento de mais R$ 21 milhões em pesquisas com células-tronco, e a criação da Rede Nacional de Terapia Celular, com os objetivos de estruturar o esforço nacional de pesquisa em terapia celular, ampliar a geração de conhecimento por meio de uma maior interação entre a comunidade científica, e qualificar novos profissionais.  Essa rede deve criar uma grande sinergia entre os grupos brasileiros, acelerando o ritmo das pesquisas com células-tronco no país.

 

Blog - Muita gente tá esperando sair andando, sair vendo, sair falando depois do tratamento. Mas as evoluções podem ser menores, mas muito importantes, não é mesmo?

Lygia - Sem dúvida a expectativa é o milagre das céluals-tronco.  Porém, elas podem não curar totalmente os pacientes, mas promover algum tipo de melhora - e isso já valerá.  Por exemplo, nos lesionados de medula, se as células-tronco promoverem pelo menos o controle urinário, isso representará uma grande melhora de qualidade de vida dos pacientes.

Escrito por Jairo Marques às 00h12

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Banheiro ocupado

- "Opa, tem gente!"

- "Mai como que tem gente se só tem eu neste andar que precisa do banheiro para deficientes?"

Silêncio do outro lado da porta da "casinha". Desisto de esperar o cidadão sair pra dar uma pisa nele.

Já ouvi de tudo como explicação de pessoas que não precisam usar o banheiro reservado para os "malacados" estarem tomando conta do pedaço.

"É mais limpinho". "É maior e eu só consigo fazer as minhas 'coisas' com as pernas bem esticadas (tem louco pra tudo)". "Nem percebi que era reservado (vai ver o cara é da matrix e não reparou, né? Legal. Porque só um cego não consegue ver a plaquinha na porta, as barras de apoio, a válvula diferenciada).

Aqui na Folha, em todo o quarto e quinto andares do prédio só eu sou cadeirante, mesmo assim, em casa de churrasqueiro todo mundo é vegetariano, né?. O banheiro reservado é sempre usado por quem não precisa.

Certa vez, aconteceu um fato muito insólito aqui no jornal. Lá fui eu dar aquela urinaaaada da tarde e o banheiro tava ocupado. Paciência, né? Tive de voltar e esperar um pouco mais.

No outro dia, o "meliante" veio me procurar para se justificar.

"Jairo, eu percebi que você entrou no banheiro (é que os pneus 'garram' no piso e fazem barulho, num tem jeito) e eu estava usando...", se entregou o fulano.

"Poi zé. Você tinha várias opções para refletir. Eu só tenho aquela, manja?!".

"Cara, você ta coberto de razão. Mas eu fui acometido por uma dor de barriga daquelas que se eu pensasse muito eu perdia minha dignidade pra cueca. Ai eu entrei no banheiro, vi aquela portona aberta e...."

Eu não sou radical em achar que o banheiro precisa ser "exclusivo". Quando todos os outros estiverem ocupados e o medo tiver perto de vencer a esperança , acho que a "casinha" pode ser usada.

Mas os "mortais" precisam entender algumas coisinhas sobre a nossa necessidade de um banheiro especial:

O banheiro dos "matrixianos" precisa mesmo ser pouco usado porque muitos de nós fazemos xixi por um canudinho Inocente, vulgo sonda uretral, o que nos deixa mais vulnerável a contrair uns bichinhos do mal. Piscadela

 A lógica é: se há menos uso, o ambiente tende a ficar mais limpo e a gente menos exposto às infecções, sacam?

Em geral, nós só temos UMA opção de casinha ao passo que quem não é deficiente há várias. Podem reparar que nos outros "mictórios" as portas são muito estreitas impedindo a entrada dos cavalos. Embaraçado 

A gente precisa de mais espaço porque pra esse povo sem perna, sem braço, cadeirante, muletante tudo é ligeiramente mais custoso. 

Imagine você manobrar uma "cadeira elétrica" dentro de um espaço tão reduzido?  Imagine você ter de arriar as "carças" tendo menos forças nos braços e ainda por cima montado num cavalo?

E tem aqueles que precisam de ajuda do enfermeiro, do padeiro, da amante...  Ai é preciso mais espaço, mesmo, né?

Precisamos também de um banheiro especial porque a gente demora mais do que os normais para as nossas reflexões. Riso

 

Apesar de o banheiro ser de pouco uso, ele num pode ser um abandono, né? Chorão Há lugares que o WC de cadeirantes, como já falei aqui, vira depósito, fica trancado, não passa por manutenção.

Quando você vir alguém que não precisa utilizar a casinha dos "matrixianos", o ideal é que dê aquela conscientizada básica dando estes toques que eu falei por aqui, 'fechô'?

Escrito por Jairo Marques às 07h05

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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