Jairo Marques

Assim como você

 

Resfriado

"Pessoais", hoje tô meio indisposto, resfriado, uma moleeeeza Chorão...

Volto a blogar na segunda, tá valendo? E podem aguardar que será algo "supreendentchi", vulgo, legal pra caramba!

Bom final de semana e beijos nas crianças!

* Imagem do Google Imagens

 

Escrito por Jairo Marques às 12h02

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Pra rua não me levar

Dia desses eu tava escutando uma dessas rádias que só falam sobre o tráfego na cidade, sabem? Nem sei porque eu me dou ao trabalho de ouvir porque invariavelmente a informação é: "trânsito 'completamenchi' parado na cidade de São Paulo."

Ai a repórter, que dirige falando ao celular com o apresentador no estúdio  (mentirinha, minha, acho que fala pelo viva voz), dizia assim: "Um completo absurdo que estou vendo aqui, fulano. Uma pessoa numa 'cadeira elétrica' andando pela rua, disputando espaço com os carros!"

Concordo que é perigoso demais "andar" pela rua, ainda mais numa cidade tão caótica e movimentada como São Paulo, mas a moça perdeu a oportunidade de dizer que o matrixiano tava indo pela rua porque não existe calçada decente, né, não?

Eu também vou bem pela rua quando não consigo transitar pelo passeio. Ai eu tenho que ficar estudando sem parar "vai pela calçada, menino"... ai, ai. Não estou defendendo que ninguém se arrisque, estou dizendo que ou a gente vai mesmo pela rua ou fica trancado dentro de casa, em algumas situações.

Lá em  nas "Trelagoa" minha cidade natal Legal, eu tocava muito a cadeira pela rua. Mas lá o risco era mínimo, né? Porque só havia dois ou três carros. A Brasília do prefeito, o Fiat 147 do juiz, a caravam do diretor-geral.

Tá, gente, eu já vou explicar o porquê de eu estar falando tudo isso. Eu tô "véio" e divago um bocadinho, mas sempre chego lá! Aêêê

Deem (agora sem acento, né?) uma olhada nesta fota abaixo:

Sacaram? Não? Eu explico porque eu sou "minino bão", só por isso! Riso

Trata-se de uma ciclovia que também pode ser usada pelo povo da Matrix! Vejam lá: Pedestre num "póódi", ciclistas devem prestar atenção e cadeirante "póóódi", se mantendo à direita.

Fala sério, gente, num é "inacreditível"? Eu adorei a novidadchi. Onde fica isso? Em Três Lagoas . Tô começando a achar que lá será o Centro de Inteligência do domínio do mundo por parte dos "malacados". Indeciso

Percebam nesta fota que o lance fica mais claro. A via é COMPARTILHA entre ciclistas e cadeirantes. Achei legal demais da conta. E a ciclovia, meu povo, corta a cidade de um extremo até outro. Começa antes do jatobá e termina de lá da linha férrea.  

Quando eu ainda morava por lá, juro pra "vo6", tocava a minha cadeira uns oito quilômetros mais ou menos, duas vezes por semana, pra chegar à escola de inglês. E ia pela rua, mesmo.

Minha mãe trabalhava o dia todo e não tinha como me levar (apesar que ela, vez ou outra, dava uma escapada pra me ajudar Embaraçado), então, eu ia só, mesmo. Não podia matar aula porque eu também tinha bolsa de estudos no inglês.

 

Enfim, curti a ciclovia que também é dos cadeirantes. Em cidades muito pequenas, transporte público quase não existe, imagem transporte público acessível? Então, a solução é a gente sevirar.com.br .

Volto a dizer que tocar a cadeira pela rua é perigoso, sim, e muito. E também exige certa prática. Por isso, pra rua não levar a gente, tomara que outras cidades também adotem esta medida de compartilhar as ciclovias com as cadeiras de rodas, né, não?

Escrito por Jairo Marques às 08h16

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Salada de frutas

Em tempos que a mulheres tem nomes de fruta, é uma tal de melancia pra cá, de jaca pra lá, morango daqui e por ai vai, essa moça que apresento a vocês neste vídeo é uma verdadeira salada de frutas...

A danada, além de linda, dança de um jeito que a gente fica até meio troncho só de ver. São movimentos "impressioníveis" Surpresa.

Com os "quilinhos" a mais que ganhei nas férias e nas festas de final de ano, se eu tentar fazer alguma dessas manobras eu desmancho todo no chão.

O que vocês vão ver trata-se de uma campanha de integração promovida por um banco da Espanha.

Diversas outras situações tidas como "impossíveis" para um membro da Matrix estar colocado, eles incentivam a fazer e gravam tudo.

Depois eu mostro outros "pro6".

 

Escrito por Jairo Marques às 07h47

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Uma questão de...educação

Estudei (apesar de alguns acharem, com razão, que não ) a maior parte da minha vida em escolas públicas. Nunca tive problemas em não ser aceito na sala de aula porque a minha mãe trabalhava justamente com as matrículas do colégio. Legal

Mas, meu povo, por incrível que "parível", muita escola, sobretudo as particulares, ainda se negam a receber esse povo revolucionário da Matrix de quem tem alguma deficiência. Os motivos são diversos: falta de condições, preconceito e porque dá trabalho, mesmo.

Mesmo assim, o quadro melhorou muito nos últimos anos, conforme relatou ontem, na Folha, o meu amigo Antônio Gois, um dos melhores repórteres do país e profundo conhecedor da educação do Brasil.

A reportagem do Gois (leiam aqui, mas só pra assinantes UOL e Folha, né?) conta também sobre as dificuldades que os pais encontram em matricular seus filhos "malacabados" e o que pensa o Ministério da Educação sobre esse fato.

 

 

Por eu ser um "minino inteligentchi", consegui uma bolsa de estudos para fazer o ensino médio em um colégio particular, que, supostamente, era mais "reforçado" que o público. Apesar de ser grato por tudo que aprendi lá, também foi lá que vivi um dos golpes mais fortes dessa vida de pangaré.

Na matrícula para o último ano, o antigo "terceirão", fui falar com a diretora se a minha bolsa de estudos ainda valeria porque pagar, aff, minha família não poderia. A mulher, super altiva, olhou pra mim e falou assim:

"Olha, Jairo, você só irá ter sua bolsa se sobrar espaço na sala de aula. Sua cadeira pode ocupar muitas vagas de alunos pagantes"

Engoli aquilo como que se engolisse um xaxim de samambaia. Mas, consegui o "lugar" na sala e hoje tenho um blog pra falar mal da diretora, né? Inocente

Bom, meu povo, mas, para quem não pode ler a ótima reportagem do Gois, eu fiz uma entrevista com ele porque, afinal, eu sou "minino bão".

Espero que gostem. Depois, a gente "quebra o pau" nos coments, como sempre!

 

Assim como você - Deficiente tem fama de ser "burraldo" e, pelo jeito, não é à toa, né? As escolas não querem receber os malacabados...

Antônio Gois -Como disse a Cláudia Werneck (especialista em inclusão citada na reportagem), as escolas querem escolher com que tipo de diversidade vão lidar, e quais crianças vão continuar tendo seu direito à educação postergado. Isso é mais grave nas escolas particulares e, para minha surpresa e indignação, nas federais. Tudo bem que as escolas federais são poucas no ensino fundamental, mas acho que elas deveriam dar exemplo.

Na rede privada, só 8% dos deficientes estão em turmas regulares. Na federal, são 14%. Já na rede municipal e estadual, esse percentual se eleva para mais de 80%. Por que uma escola aceita a inclusão e outra não? Porque, no caso da rede privada (e também na rede federal) ela é altamente excludente. Não é a toa que essas redes têm sempre as melhores notas nas avaliações do MEC (Ministério da Educação): elas excluem os estudantes mais pobres e os que mais precisam. É muito fácil ter excelência quando se seleciona apenas os alunos com melhor nota para trabalhar.

Blog - Uma mãe ou um pai que tenha a matrícula do filho deficiente recusada pela escola deve fazer o quê? Sentar e chorar?

Gois - De jeito nenhum! Chorar, só se for por uma derrota do meu Flamengo ou da seleção de Dunga . Agora falando sério, o caminho é procurar a Justiça. Como explicou na reportagem a procuradora Eugenia Fávero, há casos em que a Justiça tem aceitado o argumento dos pais de que, mesmo na rede particular, o aluno tem direito a ser incluído e avaliado de acordo com suas possibilidades.

Há casos em que o juiz não aceita essa tese. Mas, quanto mais pais forem à justiça, maior a chance de se criar uma jurisprudência a favor dos pais que querem ter o filho matriculado numa escola privada ou federal.

Já no caso das escolas municipais ou estaduais, não aceitar a matricula seria um caso ainda mais escandaloso, já que, nesse caso, não há pingo nenhum de dúvida de que essa escola não pode recusar a matrícula. O que pode acontecer na rede pública é o aluno ser direcionado para outra escola que tenha melhores condições de recebê-lo. Essa decisão, no entanto, tem que levar em conta o direito do aluno de ser mais bem atendido, e não a comodidade da escola.  

 

Blog - Pelo que você conhece e já apurou, algumas escolas não querem o povo da Matrix de quem tem alguma deficiência por quê?

Gois - Primeiro porque ninguém gosta de lidar com diversidade. Imagine uma turma de alunos todos riquinhos, bem-nascidos, cujos pais viajam todo ano para a Europa. Dar aulas a essa turma tão homogênea é muito mais fácil do que criar, na escola, uma ambiente verdadeiramente democrático, onde haja ricos, pobres, negros, brancos, deficientes, superdotados...

Lidar com a diversidade significa ter mais custos. É preciso adaptar a escola, preparar os professores, preparar os pais (é bom lembrar que, muitas vezes, a pressão para que "o povo da Matrix" fique de fora vem de outros pais). Mas é também uma questão que precisamos responder: que tipo de sociedade queremos? Se queremos uma sociedade inclusiva, então isso deve começar pela escola, independentemente de ser pública ou privada.

Não estou aqui dizendo que isso é fácil de fazer e basta um pouco de vontade política. Há relatos de crianças que conseguiram a vaga numa escola particular, mas que não foram bem sucedidas em seu desenvolvimento. É óbvio que é preciso aumentar investimentos e melhorar a formação do professor para receber esses alunos. Mas, como jornalista que cobre o tema, acho que esse é o único caminho viável para, como já cantou o Alceu Valença, construirmos "Uma nação solidária / sem preconceitos, tomara / uma nação como nós".  

Blog - Apesar de ainda haver problema de aceitação do deficiente na escola, a situação melhorou, não é isso? Estamos perto de dominar o mundo?

Gois - Pois é. Tem gente que não sabe respeitar o seu lugar na sociedade, né? Como pode um negro ser presidente dos EUA? Como pode um portador de esclerose ser um dos maiores físicos do mundo? Como pode tantos cegos fazerem músicas geniais? Riso  A situação, sem dúvida, tem melhorado.

Aumentou o número de deficientes na escola (dobrou de 2000 a 2007), eles cada vez mais estudam em turmas regulares. Os avanços são inegáveis, da mesma maneira que é inegável que ainda há muito a fazer. É aquela história do copo meio cheio ou meio vazio. A situação tem melhorado, mas o risco maior no momento é de nos conformarmos com isso, até porque, como lembrou a Claudia Werneck e a Eugenia Fávero, estamos falando de uma questão de direito. Não há porque comemorar que metade dos deficientes estejam na escola. Temos que chegar a 100% não porque somos bonzinhos e legais, mas porque é um direito constitucional de todos.

Blog - Em casos de pessoas que necessitem de adaptações mais específicas e elaboradas do que uma rampa ou um banheiro acessível, o que a escola é obrigada a fazer e como o pai deve reagir? Alunos com dificuldade motora e de fala, por exemplo, precisam daquelas "salas especiais", na sua opinião?

Gois - Jairo, não vou entrar muito em detalhes nessa resposta porque acho que esse é um assunto a ser debatido por especialistas. O que posse dizer como repórter especializado é que, em minha opinião, a situação ideal é ter, como o MEC tem tentado implementar, uma política de atendimento em classes regulares (ou seja, junto com os demais alunos), mas que tenha, no contraturno escolar, uma atendimento especial, em salas com recursos e professores preparados, para casos que exigem mais atenção.

O ideal, na minha opinião de leigo, é incluir ao máximo esses alunos. Ainda há muito espaço para isso na nossa sociedade. Quanto mais esses alunos conviverem com os demais desde crianças, melhor será a formação de todos, que aprenderão desde cedo que a sociedade é diversa, que cada aluno aprende em seu tempo, mas que todos têm o direito de ir até onde suas possibilidades permitem. Ou, como disse o poeta Paulo Leminski, "isso de querer ser exatamente o que a gente é ainda vai nos levar além".

 * Imagens do Google imagens

Escrito por Jairo Marques às 07h38

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História praiana

Não sei se é porque nasci lá nos "interior", longe de tudo, que adquiri um verdadeiro fascínio pelo mar, pelo barulhinho das ondas, pelo rebolado das "minina" nos biquínis pequenininhos... Embaraçado

Acontece que, quem é um "malacabado" mais ou menos bom das idéias (não é o meu caso ), sabe que praia e cadeira de rodas é uma combinação que nem "ingual" abacate com coca-cola, difícil de vingar, né, não?

Mas, como eu tenho vários parafusos a menos, sempre encaro o desafio de ver as rodas atolando na areia branquinha. Na virada do ano, catei a dotôra e kombi "veia" e lá fomos ver o mar.

Antes, eu procurei bastante nas "internetes" um lugar que tivesse condições razoáveis de acessibilidade para cadeira de rodas. Olha, meu povo, não se enganem com as páginas que dizem: "Temos apto para deficientes físicos".

Isso não quer dizer nada e, muitas vezes, muitas vezes mesmo, não é de "verdadchi". Só colocam lá de enfeite, afinal, cadeirante vive na Matrix e num sai de lá pra ir logo pra praia, né?

"Oi, queria saber se vocês possuem condições de receber dois mamulengos ai na goma"

"Olha, aqui é cheio de escada, viu?"

"Uai, mas o site diz que há acessibilidade"

"Ah é?"

Mas a minha procura não foi em vão! Aêêê

"Temos um quarto totalmente adaptado e condições para receber vocês muito bem. Será um prazer!", disse a moça simpática de uma pousada da praia de Maresias, no litoral norte de São Paulo.

Mais tarde, a moça volta a fazer contato:

"Seu Jairo, temos um pequeno problema. O salão do café da manhã fica no primeiro andar, mas, sem nenhum transtorno, podemos servir o senhor no quarto. Na noite da ceia do reveillon, a gente pode montar um esquema para levá-los para o salão"!

Povo, mais do que o meu dinheiro, tenho dois ou três "reaus" no banco , senti verdadeiramente que eles queriam ser opção para mim e para a "dotôra", então, lá fomos nós!

Maresias é uma praia de muita belezura e com alguma infraestrutura (agora é tudo junto, né?). No caminho, a gente passa por vários outros balneários bacanas, mas com condições mais "rústicas", digamos assim. Não são impossíveis de curtir, mas o desafio é um pouco maior.

A pousada era show, gente. Toda azulzinha... da cor do mar (o nome é Azul da Cor do Mar ), localização "maraviwonderful" e.....com muuuita estrutura acessível para cadeirantes.

Logo na chegada, vi uma vaga enooorme, devidamente demarcada no chão e... vazia, apesar do local já estar lotado! Acho que ela tava esperando o tio, a dotôra e a kombi Legal. O espaço fica bem pertinho do quarto acessível.

 

"Ei, moça, pode ajudar a gente a descarregar os cavalos e os 'trem'?", perguntei pra uma arrumadeira risonha que passava!

Logo eram duas mulheres risonhas.... depois três! Era uma operação para receber os matrixianos. Riso

E o quarto era uma "belezera"! Com portas amplas, banheiro com barras de apoio, sanitário elevado, ducha de fácil acesso. Só precisam tirar um armário que fica embaixo da pia porque causa um pouco de "dificulidade" pra cadeira chegar perto da pia.

 

Há rampas pra todo lado (com grau de inclinação tranquilo), a piscina tem um degrauzinho onde a gente pode sentar e descansar, enfim, tudo certim.

 

"Zente", sei lá se eles sabiam que o tio tem um blog com objetivo de dominar o mundo Inocente, mas poucas vezes fui tão bem tratado. Não mediram esforços por lá pra nos receber como qualquer hóspede.

Cedinho, antes de sairmos pra ir encher a lata de pinga e torrar o casco no sol, vinham trazer o café no quarto (há também uma mesinha do lado de fora do quarto, mas na cama era mais gostoso, né?).

 

E a gente era sempre servido com um sorrizão dos funcionários fosse o Rodrigo, a Suzana, o Charles, a Natália (xará da dotôra, né? ).....

Pô, isso faz muito a diferença. Quando a gente tem alguma deficiência, é natural ser um pouco arredio porque damos, sim, um pouco mais de trabalho... mas, quando a recepção é tão calorosa, tudo flui mais gostoso e a gente fica muito mais à vontade (biba essa frase, né?).

Para acessar a praia, íamos até um bar que fica bem em frente à pousada. Lá, há uma passagem de madeira bem prática, na areia, que leva até pertinho de onde ficam as cadeiras e os guarda-sóis.  

 

Os funcionários são super solícitos e ajudam no que for preciso. Levam o "malacabado" com cadeira, com protetor solar, com as pingas, com os chapéus até onde quiserem.

Pra mim, mais do que falar sobre um passeio à praia, este post é pra dizer que, quando há legítima boa-vontade, quando as pessoas estão dispostas a integrar o deficiente, tudo fica bem mais fácil, "excrusivel" desempacar a cadeira da areia fofinha. Legal

Claro que tudo isso tem um preço, né, meu povo? Não é baratinho, não, mas também não é uma fortuna. E pra gente dominar o mundo temos de trabalhar, mesmo, ganhar nossa grana e estar presente, seja lá onde for. E as calçadas ao longo da praia são péssimas, não há rampas nas ruas. Mas isso a gente enfrenta em qualquer lugar até a gente conseguir tomar as rédeas da huminade, né? Beijo

Quem ficou curioso pra saber mais sobre a pousada, é só clicar aqui (avisei a eles que vai chover "malacabado" por lá!)  

Escrito por Jairo Marques às 07h36

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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