Assim como você
Assim como você
 

Uma belezura

Fiquei impressionado com a "boniteza" e desenvoltura dessa moça do video. Se ela fosse morar lá em casa, seguramente, eu ia comprar sabão em pó de marca pra... pra... pra eu lavar a cueca dela. Muito triste

A guria estava disputando a vaga de líder de torcida numa escola lá dos "Estadusunidos". Nem sei se ela ganhou, mas nem precisava, certamente, ela encantou muito gente e fez sua parte para ajudar na domição do mundo! Convencido

A dica foi da minha querida amiga e gata Tabata Contri

 

Escrito por Jairo Marques às 07h50

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A coisa do meio do caminho

Quando eu recebi o email da leitora Liliana Mercadante Mortari, daqui de São Paulo, com essas "fotas" que compartilho hoje com todo mundo eu pensei: "Preciso urgentemente parar com essas pinga"Muito triste

"Zimininos", percebam essa placa... vamos "degavar" para manter o suspense (tô mona, né? aff) Convencido

Calma, calma que eu explico porque eu sou um "minino bão" e nesta semana num faltei nenhum dia (ainda Rindo a toa). A placa é de uma esquina, evidentemente da rua Semaneiros, que fica no bairro de Pinheiros, aqui em São Paulo. Para quem não conhece o pico, lá só mora gente assim, digamos, que pode comprar várias caixas de palito de "fósfi" de uma vez só. Muito triste

Como outras ruas aqui da cidade, essa está passando por reformas nos passeios e está sendo devidamente preparada para quando a gente conseguir o cajado do mundo. Ou seja, estão fazendo rampas para facilitar o acesso....Aêêêêê

Mas, a vida é dura e dinheiro pouco eu tenho muito Rindo a toa, como todo mundo sabe. Reparem no flagrante que a Lili fez já na conclusão da obra. Gente, pensem bem. A calçada é novinha, a rampa é novinha... tudo pensado, com engenheiro, com arquiteto e, seguramente, com algum asno também.  Muito triste

Num deu ainda pra juntar as ideias (agora sem acento)? Tá faltando fosfato nesse "célebro", heim? Abismado

 

Meu povo, os "homi" enfiaram um poste bem no meio da calçada . Não, não... vai "gzuis", me leva, me leva que eu tô pronto e até banho eu tomei anteontem! Muito triste

Ai, ai. Eu fico imaginando a cabeça do jumento que deu a ordem:

"Dotô mestre-de-obra, onde eu enfio esse poste?"

"Ah, coloca ai em qualquer lugar. Melhor, melhor, enfia ele num lugar que vai futricar a vida de pedestre, de cadeirante, do raio que o parta" Muito tristeMuito triste

Porém, a Lili como uma cidadã consciente num deixou barato e procurou as "otoridades" para que alguém tomasse providência e retirasse essa... essa coisa Insatisfeito  do meio calçada.

E num é que resolveram?

Tem hora que o poder público consegue perceber que fez, que fez.... coisa errada, né? Rindo a toa

Esse tipo de material, é muito bem vindo, heim pessoal? Claro que também valem boas iniciativas em prol do domínio do mundo! Ajude um "véio" a empurrar esse caminhão com os pneus arriados pra frente!!!

Escrito por Jairo Marques às 00h05

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A pesquisadora da esperança

Meu povo, hoje o post é daqueles que vocês precisam se ajeitar na cadeira, mandar os “minino” pra casa da avó  pedir um tempo pro seu chefe, desligar o fogo do feijão e se concentrarem na leitura.

 

Trago uma entrevista com uma das mais respeitadas estudiosas de células-tronco do Brasil e símbolo máximo da conquista da liberação das pesquisas com células-tronco embrionárias no nosso país, a professora Livre Docente e chefe do Laboratório de Genética Molecular do Instituto de Biociência da USP (Universidade de São Paulo), Lygia da Veiga Pereira.

 

Marcelo Rudini /Folha Imagem

 

A professora Lygia é tão engajada com a causa da “Matrix” de quem tem alguma deficiência que respondeu às minhas perguntas de bate e pronto, sem trololó, sem nheco-nheco, sem blablabla  (Tá, eu admito que tô dando butinada em alguns Carente).

 

Para mim, é uma honra tê-la aqui dividindo seu conhecimento respeitado no mundo todo e explicando fatos que perturbam muitos dos seguidores e admiradores desse blog.

 

Saibam, então, um pouco sobre mitos, sobre verdades, sobre o futuro e sobre esperanças guardadas nessas minúsculas células que caminham a passos largos para mudar radicalmente a vida de milhares de pessoas ao redor do mundo.

 Sorte

Blog - Quando a gente vai poder levar nossos cavalos (cadeiras de rodas) pro lixão e deixar os donos dos “ferro véio” ricos?

 

Profa Lygia V. Pereira - Estamos vivendo um momento histórico com a aprovação do primeiro teste clínico com células-tronco embrionárias em seres-humanos - e justamente em lesão de medula.   

 

Esse primeiro teste será importantíssimo para sabermos se pelo menos essas células são seguras.  (repare que estou evitando a pergunta!) 

 

Enfim, esse é um passo importantíssimo para essa promessa terapêutica virar realidade, mas ainda leva tempo.  Quanto? Cinco? Dez anos? 

 

Vou fazer uma comparação com transplante de coração: o primeiro em humanos foi feito no final de 1967.  Um ano depois já haviam sido feitos mais de cem transplantes de coração no mundo... Com 80% de mortalidade.

 

Para tudo, volta-se ao laboratório, descobre-se que o problema é a rejeição.  No início da década de 1980 são desenvolvidos os imunosupressores, de forma que até 2007 mais de 75.000 transplantes de coração já foram feitos no mundo todo.

 

 

 

Marcelo Rudini /Folha Imagem

 

Blog - Já li que lá na China tem médico que aplica célula-tronco de dia e, há quem jure, que o "malacabado" (deficiente físico) mexe a ponta do dedo à noite. Até que ponto esses progressos são verdadeiros?

 

Lygia - É uma pena a forma de trabalhar desse médico...  Como ele não publica seus resultados nem os apresenta de forma adequada para seus pares, não podemos avaliar a validade dos mesmos...

 

A ciência séria é caracterizada por uma absoluta transparência e o julgamento pelos pares.  Sempre desconfio de quem descobre uma cura milagrosa e decide esconder seus resultados em vez de publicá-los e ganhar um prêmio Nobel...

 

Blog- Será que os tratamentos com célula-tronco vão evoluir a tal ponto que, quando alguém sofrer um acidente, lascar a medula, vai chegar lá um médico com um injeção e evitar que a pessoa tenha uma lesão grave? 

 

Lygia - É essa a idéia, e é para isso que todos trabalham.

 

Blog - Para que tipos de deficiência ou doença as células-tronco, de fato, estão conseguindo reverter ou mudar quadros?

Lygia - O único procedimento médico com células-tronco já consagrado pela medicina ainda é o transplante de medula óssea para as doenças do sangue (leucemias, etc).

 

No mais, tudo ainda é experimental.  Em algumas doenças, ainda estamos nos modelos animais (parkinson, distrofia muscular); em outras, já começamos testes em seres-humanos (derrame; lesão de medula, doença hepática; doenças auto-imunes: esclerose múltipla, diabetes autoimune, lupus). Em cardiologia, os primeiros testes em seres-humanos foram tão positivos que justificaram ume estudo com 1.200 pacientes (em andamento) para verificarmos a eficácia.  Mas nenhum médico sério pode receitar célula-tronco para nenhuma dessas doenças ainda.

 

 

Profa Lygia com as filhas Gabriela e Maria ---- Caio Guatelli/Folha Imagem 

 

Blog - Agora que já é possível usar células-tronco embrionárias em pesquisas no Brasil, o que mais a gente precisa para caminhar mais rápido?

Lygia - O Governo Federal anunciou o investimento de mais R$ 21 milhões em pesquisas com células-tronco, e a criação da Rede Nacional de Terapia Celular, com os objetivos de estruturar o esforço nacional de pesquisa em terapia celular, ampliar a geração de conhecimento por meio de uma maior interação entre a comunidade científica, e qualificar novos profissionais.  Essa rede deve criar uma grande sinergia entre os grupos brasileiros, acelerando o ritmo das pesquisas com células-tronco no país.

 

Blog - Muita gente tá esperando sair andando, sair vendo, sair falando depois do tratamento. Mas as evoluções podem ser menores, mas muito importantes, não é mesmo?

Lygia - Sem dúvida a expectativa é o milagre das céluals-tronco.  Porém, elas podem não curar totalmente os pacientes, mas promover algum tipo de melhora - e isso já valerá.  Por exemplo, nos lesionados de medula, se as células-tronco promoverem pelo menos o controle urinário, isso representará uma grande melhora de qualidade de vida dos pacientes.

Escrito por Jairo Marques às 00h12

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Banheiro ocupado

- "Opa, tem gente!"

- "Mai como que tem gente se só tem eu neste andar que precisa do banheiro para deficientes?"

Silêncio do outro lado da porta da "casinha". Desisto de esperar o cidadão sair pra dar uma pisa nele.

Já ouvi de tudo como explicação de pessoas que não precisam usar o banheiro reservado para os "malacados" estarem tomando conta do pedaço.

"É mais limpinho". "É maior e eu só consigo fazer as minhas 'coisas' com as pernas bem esticadas (tem louco pra tudo)". "Nem percebi que era reservado (vai ver o cara é da matrix e não reparou, né? Legal. Porque só um cego não consegue ver a plaquinha na porta, as barras de apoio, a válvula diferenciada).

Aqui na Folha, em todo o quarto e quinto andares do prédio só eu sou cadeirante, mesmo assim, em casa de churrasqueiro todo mundo é vegetariano, né?. O banheiro reservado é sempre usado por quem não precisa.

Certa vez, aconteceu um fato muito insólito aqui no jornal. Lá fui eu dar aquela urinaaaada da tarde e o banheiro tava ocupado. Paciência, né? Tive de voltar e esperar um pouco mais.

No outro dia, o "meliante" veio me procurar para se justificar.

"Jairo, eu percebi que você entrou no banheiro (é que os pneus 'garram' no piso e fazem barulho, num tem jeito) e eu estava usando...", se entregou o fulano.

"Poi zé. Você tinha várias opções para refletir. Eu só tenho aquela, manja?!".

"Cara, você ta coberto de razão. Mas eu fui acometido por uma dor de barriga daquelas que se eu pensasse muito eu perdia minha dignidade pra cueca. Ai eu entrei no banheiro, vi aquela portona aberta e...."

Eu não sou radical em achar que o banheiro precisa ser "exclusivo". Quando todos os outros estiverem ocupados e o medo tiver perto de vencer a esperança , acho que a "casinha" pode ser usada.

Mas os "mortais" precisam entender algumas coisinhas sobre a nossa necessidade de um banheiro especial:

O banheiro dos "matrixianos" precisa mesmo ser pouco usado porque muitos de nós fazemos xixi por um canudinho Inocente, vulgo sonda uretral, o que nos deixa mais vulnerável a contrair uns bichinhos do mal. Piscadela

 A lógica é: se há menos uso, o ambiente tende a ficar mais limpo e a gente menos exposto às infecções, sacam?

Em geral, nós só temos UMA opção de casinha ao passo que quem não é deficiente há várias. Podem reparar que nos outros "mictórios" as portas são muito estreitas impedindo a entrada dos cavalos. Embaraçado 

A gente precisa de mais espaço porque pra esse povo sem perna, sem braço, cadeirante, muletante tudo é ligeiramente mais custoso. 

Imagine você manobrar uma "cadeira elétrica" dentro de um espaço tão reduzido?  Imagine você ter de arriar as "carças" tendo menos forças nos braços e ainda por cima montado num cavalo?

E tem aqueles que precisam de ajuda do enfermeiro, do padeiro, da amante...  Ai é preciso mais espaço, mesmo, né?

Precisamos também de um banheiro especial porque a gente demora mais do que os normais para as nossas reflexões. Riso

 

Apesar de o banheiro ser de pouco uso, ele num pode ser um abandono, né? Chorão Há lugares que o WC de cadeirantes, como já falei aqui, vira depósito, fica trancado, não passa por manutenção.

Quando você vir alguém que não precisa utilizar a casinha dos "matrixianos", o ideal é que dê aquela conscientizada básica dando estes toques que eu falei por aqui, 'fechô'?

Escrito por Jairo Marques às 07h05

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Reprovado

Povo, me desculpem por desapontá-los, mas hoje vou cabular o post de novo. Sei que tem dois ou três que ficam na expectativa, mas num consegui fechar a história do dia (era sobre o meu love por São Paulo, que faz aniversário no domingo Embaraçado).

Eu resisto muito em publicar um texto que eu não acredite que "passe de ano", pelo menos. Nem precisa ser nota dez, mas tem que passar de ano.

Bom final de semana!

Escrito por Jairo Marques às 08h06

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E essa tal de Matrix?

A leitora Gislaine, de Campinas (Êh Campinas!), perguntou em um comentário o que é essa tal de "Matrix" que eu tanto falo aqui no blog.

Como eu sou aquele "minino bão" e vocês são "ruim" porque ninguém respondeu para a moça  Chorão, eu vou falar um pouco sobre e depois todo mundo ajuda, fechou?

Ai, esse post fica como referência pra quem for iniciante aqui na viagem nesse caminhão "véi" que a gente empurra quase todo dia!

O tio começou a usar o termo "Matrix" de quem tem alguma deficiência física porque muita gente, muita gente mesmo, acha que esse povo "malacabado", esse povo sem perna, sem braço, de cadeira de rodas, de aparelho no ouvido, de cão-guia ... não existe no mundo real. Indeciso

Sem falar dos anões, né? Que há quem pense que eles vivam nas florestas, mas não vivem, não, eles vivem na "Matrix" também. 

Quantas vezes eu não escutei assim: "Ah, eu não faço uma rampa aqui porque nunca vem ninguém de cadeira de rodas, não. Nunca nem vejo passando na rua".

 Ai eu olho pra mim mesmo e penso: "Seu ninguém!"

 Ou algo do tipo: "Banheiro acessível pra quê? Deficiente quase não sai de casa e quando sai num faz xixi, não".

Mal esses lazarentos sabem que a gente não sai de casa porque não tem a rampa e a gente não dá aquela urinaaaada porque a gente não entra nos banheiros estreitos. A lógica é exatamente a inversa.

Vivemos na Matrix não porque queremos, não, a gente vive porque nos colocam nela à medida que muitos nos veem como seres que não transam, não tem vida social, não trabalham, não tomam banho (isso tem um fundo de 'verdadchi' )

Comecei a usar o termo e esses doidos que me acompanham curtiram e se identificaram, ai pegou, né, não?  E vieram os derivativos "matrixianos", "presidente da matrix", etc.

Já recebi centenas de emails (sou "inzibido", sim Beijo) que começam assim: "Jairo, eu também sou da Matrix"... ou assim "Jairo, eu não faço parte da Matrix, mas...."

Mas, nesse nosso universo paralelo, a gente também tem poderes pra fazer muita coisa! A gente consegue superar olhares, rótulos, consegue sobrepor obstáculos, consegue reinventar caminhos, vidas, realidades.

O objetivo dos "matrixianos", porém, é deixar de viver nesse mundo oculto e se integrar aos "mortais" de forma plena.

Em segredo, por favor, quem ler não conta pra ninguém, a gente tá bolando dominar o mundo, "di certeza".

O mais "maraviwonderful" é que, para isso, já conseguimos adeptos para a grande batalha entre os próprios "normais".

Um batalhão de gente "certinha" já aderiu ou está aderindo à causa da acessibilidade, à causa de tratar o "diferente" com dignidade, com igualdade de oportunidade. 

Pode apostar, Gislaine, ser da "Matrix", no fundo é ser exatamente "Assim como Você"!

Em tempo: Juro que não usei ácido pra escrever esse texto nem fumei o cigarrinho do capeta. À noite, apenas comi torrada com um patê de atum que, pelo rótulo, não tinha cogumelo alucinógeno.

Escrito por Jairo Marques às 00h01

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Presidente

Perguntei pro danado do Google se já houve na história da humanidade algum presidente da República que fizesse parte da Matrix de quem tem alguma deficiência física. Ele num respondeu naaaada que prestasse.

Me lembro vagamente, bem vagamente mesmo, afinal a idade avançada atrapalha nas ideias (agora sem acento ), que na antiga Ioguslávia houve um presidente "malacabado", cadeirante. Mas, num encontrei nada que firmasse isso, não.

O nosso presidente Lula num tem um dedo, mas nem pega nada, né? No máximo ele precisa de uma luva especial para passear nas "Zoropa", continente que ele adora dar uma viajadinha!

Alguém que tenha estudado mais que o tio (quaaase todo mundo Inocente) se lembra de algum matrixiano que tenha dirigido um país?

Estou falando disso porque hoje assume os próprio Barack Obama lá nos "Estadusunidos", um feito inédito e histórico para os negros que conseguiram dominar o centro do mundo! Uuuuuia

Como todos, espero que ele tome mesmo as rédeas da humidade e consiga mudar muita coisa. "Excrusível" que ele avance também nas questões de acessibilidade, mesmo que nos EUA eles estejam ligeiramente mais adiantados que nós aqui.

Meu colega e cada vez mais brother Daniel Bergamasco, ex-correspondente da Folha em Nova York e enviado especial do jornal a Washington para acompanhar a posse, enviou a fota abaixo pro blog.

 

Ele tirou esse retrato lá no local onde será a muvuca, no olho do furacão, onde o sósia do Cirilo do Carossel, se lembram dessa novelinha , irá discursar.

A organização da posse colocou nas ruas 5.000 banheiros químicos (se forem 2 milhões de pessoas, a coisa vai ser feia) e, a cada dez deles, um é para "deficientchi". Gostei! "É nozes nas fritas", mesmo, Daniel!!!

Nem acho que a gente precise de colocar um "mamulengo" no poder, basta que os andantes tenham verdadeira consciência que somos todos iguais, mas com algumas "adiferençadas", né, não?

Escrito por Jairo Marques às 07h46

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Dez dicas para não atrapalhar a vida de um cego

"Qualé" meu povo (essa é pra ver se mais cariocas aderem ao blog Legal), hoje apresento a vocês um novo parceiro do nosso diário! Aêêê

Passa a me ajudar a empurrar esse caminhão "véio" o ilustrador Marcio Baraldi, que dará aquele help pro tio em alguns posts. Ele tem um site "maraviwonderful". Se quiser conhecer, clique no bozo.

Acho que vão concordar, os quadrilhos dele casam demais com o estilo do "Assim como Você"! Agradeço à jornalista Thaís Naldoni que intermediou as negociações com o Marcio, que implicaram em milhões de dólares furados.

A estréia do Baraldi aqui é com a continuidade da série "dez dicas". Com a orientação da minha querida leitora Viviane Garcia, que é deficiente visual, dou uns toques pra ninguém pagar mico ao tentar ajudar um cego.

 

1 - Pode acreditar, um cego consegue te ouvir . Então, quando quiser alguma informação de um, fale diretamente com ele e não com seus acompanhantes.

2 - Quando quiser dar uma mãozinha, ofereça! Mas espere a ajuda ser aceita antes de sair puxando o pobre do cego pelo braço no meio da rua . Pergunte a melhor maneira de ser útil. Agora, num fique fulo da vida caso a ajuda seja recusada. Nem sempre a pessoa precisa de auxílio.

 

3 - Sabe aquela expressão: "Tô mais perdido que cego em tiroteio?" . Ela faz algum sentido, sim. Quando vir que um deficiente visual está com dificuldade, identifique-se e faça a pessoa perceber que você está falando com ela.

4 - Beleza, o "malacabado" topou sua ajuda como guia. Coloque a mão da pessoa no seu cotovelo dobrado. Ele irá acompanhar o movimento do seu "corpicho" enquanto você anda.

5 - Avise o cego, antes, é claro, que há um degrau, piso escorregadio, buraco e obstáculos à frente do trajeto. Em um corredor estreito, coloque seu braço para trás e deixe o deficiente segui-lo, "de boa"!.

6 - Na hora de dar uma sentadinha (ui), você deve guiar o cego até a cadeira e colocar a mão dele sobre o encosto da cadeira dizendo se ela tem ou não braço. Deixe o "matrixiano" sentar-se sozinho!

7 - Quando você for explicar um rumo ao cego, seja claro e específico. Num adianta falar, "ali depois daquele cavalo azul" . Use informações que indiquem distância, de preferência: "A uns vinte metros a sua frente".

8 - A menos que o cego seja realmente meio ruim dos "zovidos" Surpresa, não precisa gritar com ele, nem falar alto. Fale normalmente. Cego é cego, surdo é surdo, mamulengo é mamulengo, saca?

9 - Cegos ou pessoas com visão subnormal são como você, "que nem igual", mesmo. Então, não as exclua de atividades do convívio social (uma "birita", por exemplo, Riso) ou profissional. Deixe que elas decidam como podem ou se querem participar. Proporcione a elas a mesma chance que você tem de ter sucesso ou de falhar.

10 - Palavras são palavras. Pode dizer "veja", "olhe", "bizóia" quando estiver conversando com uma pessoa cega. Elas também as usam. Mas, quando você for embora, AVISE o deficiente visual. Assim, você não vai deixar o caboclo falando sozinho, né? Legal

 

Escrito por Jairo Marques às 07h33

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Dulce e as meninas

Na contramão de tudo o que a gente tem visto e lido sobre manipulação genética para gerar filhos cada vez mais perfeitos, mais bonitos, mais inteligentes, mais competitivos, Dulce entregou mesmo sua vontade de ser mãe nas mãos do destino.

Até ai, tudo bem. Não é mesmo?

Mas hoje conto um pouco da história de uma doce mulher, uma figura morena, de sorriso de felicidade, com 1,34 metro de altura e andar ligeiro, a Dulce, que faz parte da Matrix de quem tem alguma deficiência, pois tem displasia coxofemoral congênita (calma que eu tento explicar no outro parágrafo ).

A displasia é um defeito congênito (sacam genética, gene, origem da vida?) que altera a formação da cartilagem e dos ossos. No caso da Dulce, essa má-formação alterou o tamanho de alguns ossos como o fêmur, por exemplo, daí ela ser quase da minha altura, sentado. Surpresa

Dulce engravidou e após 25 semanas teve de suportar um choro amargo vindo da notícia dada por uma ultrassonografia. Ela gerara gêmeas e ambas herdaram a enfermidade genética.

"Elas tinham os ossos longos curtos, os pés tortos, além de ausência de patela. Em minha família só eu tinha a deficiência e achava que por causa do pai não ter nada elas poderiam nascer 'normais'. Mas superei o impacto e quis com muito amor as minhas 'malacabadas'.

Carreguei dois bebês dentro de mim normalmente, sem grandes dificuldades ou sofrimentos em uma gestação de 38 semanas".

 E então vieram ao mundo as pequenas princesas Sarah e Anne.

"Apesar de muitos protestos dos outros por eu já ter uma deficiência e poder gerar filhos com o mesmo problema, nunca tive medo de ser mãe, mas, sim, muita vontade.

Pensava: o que tiver de ser será, afinal tenho uma vida normal, trabalho, fiz faculdade (Dulce é formada em psicologia), sempre fui independente e por que eu não teria o direito de dar uma continuação a minha história de vida e de luta?"

Vai, gente, respirem um pouco. Piscadela Por mais polêmica que possa parecer a atitude de Dulce, pra mim, o que se sobressai na decisão dela é o fato de como encarar uma deficiência. 

Algo do tipo, se elas forem por ventura "matrixianas" isso não quer dizer que elas serão seres menores, infelizes ou acomodadas.

Como ela mesma diz, pode-se concordar ou discordar, mas o direito supremo de uma mulher de gerar seus filhos, ela não abriu mão. 

Desculpem meus queridos leitores, mas essa história terá um porém...

"Infelizmente nem tudo são flores. Após o nascimento das duas, levaram-nas direto para a UTI Neonatal. Fiquei muito chateada por não entender o porquê de levarem as minhas princesas. Afinal, elas só tinham o pé torto e alguns 'ossinhos' fora do lugar, poderiam fazer cirurgia e, mais tarde, poderiam andar, já que eu andei por volta dos três anos."

Sarah teve de permanecer na UTI por 30 dias. Ela não conseguia deglutir. Havia nascido com outro problema, além da displasia: a sequência de Pierre Robin.

 A doença provoca a formação de uma mandíbula diminuída, retração da língua e obstrução das narinas.

 

"A Sarah passou a usar sonda para alimentação, ficou trinta dias na UTI, dez dias a mais que a Anne, que não tinha nenhum outro problema e até mamar no peito a mamava!

Ela ficou três meses no oxigênio antes de ter alta, e quando estava para reduzir a enfermagem, que é de 24 horas de cuidados, o médico não permitiu, pois ela estava com quase sete meses e ainda com muito refluxo."

O quadro de saúde de Sarah foi ficando cada vez mais grave com uma série de complicações respiratórias e de digestão que culminaram com medidas médicas drásticas com ter de fazer uma traqueostomia e passar a respirar com ajuda de aparelhos.

"A minha vida é uma luta dia após dia. Não tenho carro e tenho dificuldade para subir escadas de ônibus. Agora, imagine isso depois da cesariana e um dia após a alta do hospital, quando ia visitar as gêmeas?"

Mas (ufa, tem outro mas! Riso), a menina Sarah tem conseguido progressos!

"A cada dia ela está mais linda. É uma criança sorridente, esperta, e entende tudo o que dizemos! Joga beijo para todo mundo é incrivelmente cativante, adora que eu cante para ela bater palmas, mas também apronta."

Ah, sim, a Anne? Está quase andando. Curte cantar e faaaala mais do que o homem da cobra.

Talvez a história de Dulce e das meninas tenha sido a mais "forte" no sentido de impacto que uma deficiência pode trazer à vida. Contudo, me convenci de que ela precisaria estar aqui neste diário num domingo de sol forte. 

Dulce caminhou ao meu lado, levando Anne no carrinho, durante quase todo o percurso da passeata do movimento Superação, na Paulista, no início do mês passado.

 

Ela não reclamava do calor e sorria o tempo todo como se falasse: "que alegria estar aqui, Jairo do blog".

 E a Anne me olhava com aqueles belos olhos presenteados pela mãe me dizendo sem dizer: "já estou devidamente aliada no longo caminho rumo ao domínio do mundo".

Dulce e as meninas casam muito com o "Assim como Você".

"Essa é a história de uma família feita de guerreiras. Nos consideramos premiadas, pois sei que fomos escolhidas para passar por tudo isso juntas, o que não é para qualquer um! Ainda teremos muitas batalhas pela frente, mas sei que sempre as vitórias prevalecerão."

Eu não sou muito fã de cereja, mas, como elas dão o toque final do bolo, não pode faltar, né, não? Dulce trabalha na ouvidoria de uma grande empresa de energia elétrica e, nas horas vagas, atua em uma ONG direcionada a mães cujos filhos estão na UTI.

"As meninas me fizeram voar. Me formei em psicologia, mas não atuava. Elas me mostraram o caminho, o de ajudar muitas mães que passam pelo que eu passei.

Hoje não estou mais com o pai das meninas, mas tenho muita força e, ainda com o seu blog de seguir em frente vendo um monte de gente guerreira lutando pelo seu espaço  (povo, não digam mais isso que me remói o coração demais Embaraçado)."

Sarah já se prepara para começar uma reabilitação na AACD, está louca pra falar e tem planos para ir à escolinha junto com Anne. Quando tudo isso acontecer, mostro pra vocês!

 Beijos nas crianças e bom final de semana!

* Fotos de arquivo pessoal de Dulce Nogueira

Escrito por Jairo Marques às 07h43

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Um símbolo

Tentei entrevistar o Herbet Vianna umas cinco vezes. Em todas a assessoria dele topou, em todas ele marcou, e em todas também ele furou. Chorão

Óbvio que ele é um cara famoso, que faz várias maratonas de shows, mas eu queria ter trocado umas piadas com ele, não por mim, mas por vocês que todos os dias vêm aqui para se interar dos planos para o domínio do mundo. Legal

Ontem, para a minha surpresa, vi que ele concedeu uma entrevista para a revista Sentidos, que também tem como foco a temática dos "malacabados", mas sem os confetes, as serpentinas e as estripolias que o tio faz por aqui.

Fiquei puto, sim (não usem essa palavra na frente de crianças ), poxa, o acesso ao blog é gratuito, a gente atinge um público super variado (três ou quatro pessoas, basta ver os comentários, nossa, eu to insuportável ) e eu havia feito o pedido de falar com ele várias vezes.

 Deixo claro que a assessoria nunca negou que ele daria entrevista para o "Assim como Você", mas, sempre rolava algo de maior "prioridadchi". E lá se foram sete meses.  

Uma pena, porque ele poderia ser um grande símbolo da Matrix. Não quero ser injusto com o Herbert, não.

Ele já deu várias entrevistas, inclusive para outros "mamulengos", mantém um boletim de informações chamado "Na Luta", que trata da causa da acessibilidade e, ultimamente, até mudou um pouco o discurso de que ser cadeirante é uma... uma bomba, digamos assim.

Mas, ele num foi na passeata do Superação nem no Rio, nem aqui em São Paulo. Tinha que ter ido, pô! O cara consegue agregar uma massa de pessoas com a música dele. Consegue encantar o público, consegue, então, dar uma conscientizada báisca, né, não?

Tenho pensando muito que a gente precisa é de um símbolo para avançar mais no domínio do mundo.

A gente precisa de alguém mega ultra blaster midiático que falasse em shows, em eventos, na televisão: "Sou a favor do domínio do mundo por parte da Matrix."

Já imaginaram se um dia o Roberto Carlos, o Rei, falasse no seu especial de final de ano algo do tipo: "Vamos tornar o nosso país mais acessível, bicho"!

Ou se a Madonna, em vez de ficar se roçando em um trono, em motos, em cavalos e em tudo que se movimenta  levasse um monte de cadeirantes pro palco e fizesse uma coreografia junto com eles?

Toda grande causa tem alguém "grandão" dando apoio explicitamente. Pra deficiente só rolam uns chazinhos beneficentes, bingos, um bonezinho, uma camisetinha, uma pose para fotografia. Tem que ter é um "Tributo pelo Domínio do Mundo"!

"Vo6" acham que eu to sendo muito radical? Afinal, há sempre uma luz no túnel dos desesperados, né, não?

 

 

Escrito por Jairo Marques às 00h06

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Sem crédito

Eu sou que nem a Regina Casé, admito que tenho cara de pobre, mas, poxa, ganho um pouco mais que o "salaro mínio", né?

O povo da Matrix de quem tem alguma deficiência precisa sempre estar provando que seus cheques tem fundos, que tem conta bancária (mesmo que ela seja eternamente no vermelho Embaraçado ), que pode comprar suas próprias fraudas, e, com o tio, num é diferente.

É verdade que muitos "malacabados" dependem de suas famílias ou ainda estão na batalha por um "job" (Sílvia dos States, falai, tô "xiki" no inglês, né?), mas também é fato que diversos desse povo torto têm condições de se sustentar e até comprar um panetone sem marca no final do ano.

Há mais ou menos um ano e meio, inventei de fazer um desses cartões de crédito que nos "dão" nos supermercados, sabem "qualé"? Ahhh, eu adoro um cartão de crédito. Não porque eu gosto de gastar, mas é porque ficam bonito coloridinhos na carteira, né, não?! Inocente

E lá fui eu para a setor de atendimento ao cliente. Me motivei mais ainda para fazer o trem (tô usando muito trem porque "Belzonte" tem bombado no blog Legal) porque havia uma placona dizendo assim:

 "Faça seu cartão de crédito apenas com o RG, CPF e comprovante de residência".

Caraca, tava fácil!!! Num ia ter de ficar provando por horas que posso pagar uma fatura de dez, quinze reais... por trimestre.

Mas, como vida de "deficientchi" é uma eterna piada, é um roteiro sem fim para um blog "legalpracaramba" ("inzibido, to inzibido hoje), as coisas não foram tão simples assim:

"O sr pode estar me apresentando por gentileza um comprovante de renda?"

"Mas ali tá escrito que não precisa, moça."

A "mardita" nem olhou pro quadro e respondeu na lata:

"Ah, mas só vale durante dia de semana, dia de sábado tem que apresentar o comprovante de renda".

Claro que ela tava era achando que eu queria dar o golpe, né? Usei os meus ensinamentos do Pai Mei, do Kill Bill , e pacientemente saquei o holerite da carteira, para o ódio da atendente, que achou que havia me vencido.

 

Ela pegou o papel com aquela cara de "ai, ai porque ele num vai pro parque jogar milho pros pombos". Olhou, olhou, olhou e disparou:

"O senhor tem outro comprovante, de outro mês?".

"Esse é o mais recente, fia. O do mês anterior o salário é igual", disse eu, já levemente com baba no canto da boca.

 "Olha, senhor, assim vai ficar difícil para o sistema estar aprovando seu crédito. Vou ver o que eu posso estar fazendo pra te ajudar."

"Me ajudar? Como assim, me ajudar? Eu quero o cartão pra comprar aqui no mercado e dar dinheiro pra pagar o seu salário, moça." (Perceberam que, a esta altura, eu já estava mais ligeiramente ... Dado Dolabella ).

"Só para conferir, a ficha de cadastro que o senhor preencheu, o senhor tem mesmo casa própria?"

Eu só continuei com aquela palhaçada porque eu queria ver até onde iria a tentativa da atendente em me fazer abrir mão do cartão.

Concordo que é preciso ter algum rigor pra evitar calotes, mas, o lance ali era a desconfiança clara das minhas condições financeiras por consequência (agora sem trema!) da minha condição física.

"Confere se tá tudo certinho na ficha, senhor."

"Moça, você colocou o meu salário errado. Eu ganho mais do que isso."

 "Não, senhor, tá certo. Aqui a gente usa uma combinação dos valores descriminados no holerite e faz uma média".

 Povo, ela tava de sacanagem comigo. A mulher pegou um valor de comissionamento do meu holerite, que representa só uma parte do salário, e lançou como o total dos vencimentos.

 

"É regra da empresa, senhor." (Quem não tem vontade de estourar uma bexiga cheia de água na cara de quem diz isso? ).

Confesso a vocês que aquilo já havia virado questão de honra. Ai fiquei "brabo" que nem cachorro de japonês.

No que a moça reagiu, alterando o valor do meu salário, mas não para o que eu ganho de verdade (um salário mínimo e meio ), mas por um valor que ela criou lá com fórmulas estapafúrdias.

Ai a escroque quis me dar o "fatalit".

"Agora é só o seu aguardar de 40 a 50 minutinhos para a aprovação da nossa central".

Eu respirei bem fundo. Pensei na minha criação de minhoca que precisa do pai vivo para alimentá-las , e só respondi.

"A senhora enfia esse formulário, essas cópias.... sabe onde? Enfia no fax. Enfia no fax e manda pra central". Piscadela

Não demorou nem cinco minutos, eles haviam aprovado o meu crédito. O cartão? Quase nunca usei e já aumentaram o valor da minha possibilidade de "gastação" duas vezes.

Em tempo: Usar critérios subjetivos para garantir créditos a alguém faz parte do jogo. Porém, resistir aos fatos é burrice. Um cadeirante, um cego, um surdo pode ser muito bem sucedido na vida.

Não se trata de uma regra, mas quem tem alguma limitação e é consciente sabe que terá de se esforçar mais para conquistar uma vida digna e isso passa por um salário digno. E muitos, muitos mesmo, conseguem se dar bem.

Antes de aplicar selos de incapacidade financeira em alguém, acho que é preciso pensar que roupas, meios de locomoção e aparência física não determinam, necessariamente, sua dignidade ou seu poder de ser consumidor.

* Imagens do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 07h41

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Vestido branco, buquê e lua-de-mel

Para viver seu grande amor, Alice, 26, e Adriano, 34, acordaram cedo no último sábado: o grande dia de realizar o sonho daquele encontro inusitado e perfeito rumo ao plano do eterno.

Para viver seu grande amor, eles nem ligaram para os comentários bobos de "eles são irmãozinhos?".

Eles superam os olhares de clemência, eles ignoram àqueles que disseram: "ah, mas vai ser tudo muito difícil".

Para viver seu grande amor, eles planejaram todos os detalhes.

A igreja São Pedro de Alcântara, em Brasília, sem degraus; a costureira que faz roupas respeitando os detalhes do corpo de quem precisa ficar apenas sentado.

Pensaram na acessibilidade da futura casa, que já está cheia de rampas à espera dos dois. Criaram uma adaptação para o carro que facilita a entrada das duas cadeiras de rodas.

Para viver seu grande amor, Alice, tão acostumada a ter de controlar as emoções para desempenhar bem seu trabalho como enfermeira, pegou firme na mão do pai, seu Domingos, e o deixou conduzi-la, literalmente para Adriano.

 

Para viver seu grande amor, Adriano, tão acostumado com as emoções das multidões ao narrar os rodeios e eventos que tanto gosta, foi levado pela mãe, Elisa, segurando firme no peito as vibrações da música.

 

Para viver seu grande amor, os noivos não tiveram de subir até o altar. Foi o altar que desceu para celebrar e abençoar o encontro de seres tão especiais.

 

Para viver seu grande amor, os noivos aprenderam um jeito especial para celebrar o momento mais aguardado da festa de qualquer casamento... a valsa nupcial! (se quiser ver o vídeo, clique aqui)

Agora, só resta desejar sorte ao casal que passa a ser mais um símbolo de emoção, superação e exemplo deste diário. Felicidades, felicidades e que vivam seu grande amor.

 

Adriano Alves e Alice Lima de Miranda se casaram no último sábado, em Brasília, numa cerimônia recheada de emoção para todos os presentes.

Vão passar a lua-de-mel em Porto  Seguro, na Bahia, e vão morar Sarutaiá, no interior de São Paulo. Ela é formada em enfermagem, pela UnB, e ele é professor de informática e locutor.

Cadeirantes desde a infância, Alice teve mielomeningocele e Adriano teve pólio. Se conheceram há dois anos, por meio de um site de relacionamentos e foram brindados com uma noite de lua vibrante no céu, no dia do casamento.

* Fotos de Natália Sousa e João Batista

Escrito por Jairo Marques às 07h31

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Resfriado

"Pessoais", hoje tô meio indisposto, resfriado, uma moleeeeza Chorão...

Volto a blogar na segunda, tá valendo? E podem aguardar que será algo "supreendentchi", vulgo, legal pra caramba!

Bom final de semana e beijos nas crianças!

* Imagem do Google Imagens

 

Escrito por Jairo Marques às 12h02

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Pra rua não me levar

Dia desses eu tava escutando uma dessas rádias que só falam sobre o tráfego na cidade, sabem? Nem sei porque eu me dou ao trabalho de ouvir porque invariavelmente a informação é: "trânsito 'completamenchi' parado na cidade de São Paulo."

Ai a repórter, que dirige falando ao celular com o apresentador no estúdio  (mentirinha, minha, acho que fala pelo viva voz), dizia assim: "Um completo absurdo que estou vendo aqui, fulano. Uma pessoa numa 'cadeira elétrica' andando pela rua, disputando espaço com os carros!"

Concordo que é perigoso demais "andar" pela rua, ainda mais numa cidade tão caótica e movimentada como São Paulo, mas a moça perdeu a oportunidade de dizer que o matrixiano tava indo pela rua porque não existe calçada decente, né, não?

Eu também vou bem pela rua quando não consigo transitar pelo passeio. Ai eu tenho que ficar estudando sem parar "vai pela calçada, menino"... ai, ai. Não estou defendendo que ninguém se arrisque, estou dizendo que ou a gente vai mesmo pela rua ou fica trancado dentro de casa, em algumas situações.

Lá em  nas "Trelagoa" minha cidade natal Legal, eu tocava muito a cadeira pela rua. Mas lá o risco era mínimo, né? Porque só havia dois ou três carros. A Brasília do prefeito, o Fiat 147 do juiz, a caravam do diretor-geral.

Tá, gente, eu já vou explicar o porquê de eu estar falando tudo isso. Eu tô "véio" e divago um bocadinho, mas sempre chego lá! Aêêê

Deem (agora sem acento, né?) uma olhada nesta fota abaixo:

Sacaram? Não? Eu explico porque eu sou "minino bão", só por isso! Riso

Trata-se de uma ciclovia que também pode ser usada pelo povo da Matrix! Vejam lá: Pedestre num "póódi", ciclistas devem prestar atenção e cadeirante "póóódi", se mantendo à direita.

Fala sério, gente, num é "inacreditível"? Eu adorei a novidadchi. Onde fica isso? Em Três Lagoas . Tô começando a achar que lá será o Centro de Inteligência do domínio do mundo por parte dos "malacados". Indeciso

Percebam nesta fota que o lance fica mais claro. A via é COMPARTILHA entre ciclistas e cadeirantes. Achei legal demais da conta. E a ciclovia, meu povo, corta a cidade de um extremo até outro. Começa antes do jatobá e termina de lá da linha férrea.  

Quando eu ainda morava por lá, juro pra "vo6", tocava a minha cadeira uns oito quilômetros mais ou menos, duas vezes por semana, pra chegar à escola de inglês. E ia pela rua, mesmo.

Minha mãe trabalhava o dia todo e não tinha como me levar (apesar que ela, vez ou outra, dava uma escapada pra me ajudar Embaraçado), então, eu ia só, mesmo. Não podia matar aula porque eu também tinha bolsa de estudos no inglês.

 

Enfim, curti a ciclovia que também é dos cadeirantes. Em cidades muito pequenas, transporte público quase não existe, imagem transporte público acessível? Então, a solução é a gente sevirar.com.br .

Volto a dizer que tocar a cadeira pela rua é perigoso, sim, e muito. E também exige certa prática. Por isso, pra rua não levar a gente, tomara que outras cidades também adotem esta medida de compartilhar as ciclovias com as cadeiras de rodas, né, não?

Escrito por Jairo Marques às 08h16

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Salada de frutas

Em tempos que a mulheres tem nomes de fruta, é uma tal de melancia pra cá, de jaca pra lá, morango daqui e por ai vai, essa moça que apresento a vocês neste vídeo é uma verdadeira salada de frutas...

A danada, além de linda, dança de um jeito que a gente fica até meio troncho só de ver. São movimentos "impressioníveis" Surpresa.

Com os "quilinhos" a mais que ganhei nas férias e nas festas de final de ano, se eu tentar fazer alguma dessas manobras eu desmancho todo no chão.

O que vocês vão ver trata-se de uma campanha de integração promovida por um banco da Espanha.

Diversas outras situações tidas como "impossíveis" para um membro da Matrix estar colocado, eles incentivam a fazer e gravam tudo.

Depois eu mostro outros "pro6".

 

Escrito por Jairo Marques às 07h47

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Uma questão de...educação

Estudei (apesar de alguns acharem, com razão, que não ) a maior parte da minha vida em escolas públicas. Nunca tive problemas em não ser aceito na sala de aula porque a minha mãe trabalhava justamente com as matrículas do colégio. Legal

Mas, meu povo, por incrível que "parível", muita escola, sobretudo as particulares, ainda se negam a receber esse povo revolucionário da Matrix de quem tem alguma deficiência. Os motivos são diversos: falta de condições, preconceito e porque dá trabalho, mesmo.

Mesmo assim, o quadro melhorou muito nos últimos anos, conforme relatou ontem, na Folha, o meu amigo Antônio Gois, um dos melhores repórteres do país e profundo conhecedor da educação do Brasil.

A reportagem do Gois (leiam aqui, mas só pra assinantes UOL e Folha, né?) conta também sobre as dificuldades que os pais encontram em matricular seus filhos "malacabados" e o que pensa o Ministério da Educação sobre esse fato.

 

 

Por eu ser um "minino inteligentchi", consegui uma bolsa de estudos para fazer o ensino médio em um colégio particular, que, supostamente, era mais "reforçado" que o público. Apesar de ser grato por tudo que aprendi lá, também foi lá que vivi um dos golpes mais fortes dessa vida de pangaré.

Na matrícula para o último ano, o antigo "terceirão", fui falar com a diretora se a minha bolsa de estudos ainda valeria porque pagar, aff, minha família não poderia. A mulher, super altiva, olhou pra mim e falou assim:

"Olha, Jairo, você só irá ter sua bolsa se sobrar espaço na sala de aula. Sua cadeira pode ocupar muitas vagas de alunos pagantes"

Engoli aquilo como que se engolisse um xaxim de samambaia. Mas, consegui o "lugar" na sala e hoje tenho um blog pra falar mal da diretora, né? Inocente

Bom, meu povo, mas, para quem não pode ler a ótima reportagem do Gois, eu fiz uma entrevista com ele porque, afinal, eu sou "minino bão".

Espero que gostem. Depois, a gente "quebra o pau" nos coments, como sempre!

 

Assim como você - Deficiente tem fama de ser "burraldo" e, pelo jeito, não é à toa, né? As escolas não querem receber os malacabados...

Antônio Gois -Como disse a Cláudia Werneck (especialista em inclusão citada na reportagem), as escolas querem escolher com que tipo de diversidade vão lidar, e quais crianças vão continuar tendo seu direito à educação postergado. Isso é mais grave nas escolas particulares e, para minha surpresa e indignação, nas federais. Tudo bem que as escolas federais são poucas no ensino fundamental, mas acho que elas deveriam dar exemplo.

Na rede privada, só 8% dos deficientes estão em turmas regulares. Na federal, são 14%. Já na rede municipal e estadual, esse percentual se eleva para mais de 80%. Por que uma escola aceita a inclusão e outra não? Porque, no caso da rede privada (e também na rede federal) ela é altamente excludente. Não é a toa que essas redes têm sempre as melhores notas nas avaliações do MEC (Ministério da Educação): elas excluem os estudantes mais pobres e os que mais precisam. É muito fácil ter excelência quando se seleciona apenas os alunos com melhor nota para trabalhar.

Blog - Uma mãe ou um pai que tenha a matrícula do filho deficiente recusada pela escola deve fazer o quê? Sentar e chorar?

Gois - De jeito nenhum! Chorar, só se for por uma derrota do meu Flamengo ou da seleção de Dunga . Agora falando sério, o caminho é procurar a Justiça. Como explicou na reportagem a procuradora Eugenia Fávero, há casos em que a Justiça tem aceitado o argumento dos pais de que, mesmo na rede particular, o aluno tem direito a ser incluído e avaliado de acordo com suas possibilidades.

Há casos em que o juiz não aceita essa tese. Mas, quanto mais pais forem à justiça, maior a chance de se criar uma jurisprudência a favor dos pais que querem ter o filho matriculado numa escola privada ou federal.

Já no caso das escolas municipais ou estaduais, não aceitar a matricula seria um caso ainda mais escandaloso, já que, nesse caso, não há pingo nenhum de dúvida de que essa escola não pode recusar a matrícula. O que pode acontecer na rede pública é o aluno ser direcionado para outra escola que tenha melhores condições de recebê-lo. Essa decisão, no entanto, tem que levar em conta o direito do aluno de ser mais bem atendido, e não a comodidade da escola.  

 

Blog - Pelo que você conhece e já apurou, algumas escolas não querem o povo da Matrix de quem tem alguma deficiência por quê?

Gois - Primeiro porque ninguém gosta de lidar com diversidade. Imagine uma turma de alunos todos riquinhos, bem-nascidos, cujos pais viajam todo ano para a Europa. Dar aulas a essa turma tão homogênea é muito mais fácil do que criar, na escola, uma ambiente verdadeiramente democrático, onde haja ricos, pobres, negros, brancos, deficientes, superdotados...

Lidar com a diversidade significa ter mais custos. É preciso adaptar a escola, preparar os professores, preparar os pais (é bom lembrar que, muitas vezes, a pressão para que "o povo da Matrix" fique de fora vem de outros pais). Mas é também uma questão que precisamos responder: que tipo de sociedade queremos? Se queremos uma sociedade inclusiva, então isso deve começar pela escola, independentemente de ser pública ou privada.

Não estou aqui dizendo que isso é fácil de fazer e basta um pouco de vontade política. Há relatos de crianças que conseguiram a vaga numa escola particular, mas que não foram bem sucedidas em seu desenvolvimento. É óbvio que é preciso aumentar investimentos e melhorar a formação do professor para receber esses alunos. Mas, como jornalista que cobre o tema, acho que esse é o único caminho viável para, como já cantou o Alceu Valença, construirmos "Uma nação solidária / sem preconceitos, tomara / uma nação como nós".  

Blog - Apesar de ainda haver problema de aceitação do deficiente na escola, a situação melhorou, não é isso? Estamos perto de dominar o mundo?

Gois - Pois é. Tem gente que não sabe respeitar o seu lugar na sociedade, né? Como pode um negro ser presidente dos EUA? Como pode um portador de esclerose ser um dos maiores físicos do mundo? Como pode tantos cegos fazerem músicas geniais? Riso  A situação, sem dúvida, tem melhorado.

Aumentou o número de deficientes na escola (dobrou de 2000 a 2007), eles cada vez mais estudam em turmas regulares. Os avanços são inegáveis, da mesma maneira que é inegável que ainda há muito a fazer. É aquela história do copo meio cheio ou meio vazio. A situação tem melhorado, mas o risco maior no momento é de nos conformarmos com isso, até porque, como lembrou a Claudia Werneck e a Eugenia Fávero, estamos falando de uma questão de direito. Não há porque comemorar que metade dos deficientes estejam na escola. Temos que chegar a 100% não porque somos bonzinhos e legais, mas porque é um direito constitucional de todos.

Blog - Em casos de pessoas que necessitem de adaptações mais específicas e elaboradas do que uma rampa ou um banheiro acessível, o que a escola é obrigada a fazer e como o pai deve reagir? Alunos com dificuldade motora e de fala, por exemplo, precisam daquelas "salas especiais", na sua opinião?

Gois - Jairo, não vou entrar muito em detalhes nessa resposta porque acho que esse é um assunto a ser debatido por especialistas. O que posse dizer como repórter especializado é que, em minha opinião, a situação ideal é ter, como o MEC tem tentado implementar, uma política de atendimento em classes regulares (ou seja, junto com os demais alunos), mas que tenha, no contraturno escolar, uma atendimento especial, em salas com recursos e professores preparados, para casos que exigem mais atenção.

O ideal, na minha opinião de leigo, é incluir ao máximo esses alunos. Ainda há muito espaço para isso na nossa sociedade. Quanto mais esses alunos conviverem com os demais desde crianças, melhor será a formação de todos, que aprenderão desde cedo que a sociedade é diversa, que cada aluno aprende em seu tempo, mas que todos têm o direito de ir até onde suas possibilidades permitem. Ou, como disse o poeta Paulo Leminski, "isso de querer ser exatamente o que a gente é ainda vai nos levar além".

 * Imagens do Google imagens

Escrito por Jairo Marques às 07h38

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História praiana

Não sei se é porque nasci lá nos "interior", longe de tudo, que adquiri um verdadeiro fascínio pelo mar, pelo barulhinho das ondas, pelo rebolado das "minina" nos biquínis pequenininhos... Embaraçado

Acontece que, quem é um "malacabado" mais ou menos bom das idéias (não é o meu caso ), sabe que praia e cadeira de rodas é uma combinação que nem "ingual" abacate com coca-cola, difícil de vingar, né, não?

Mas, como eu tenho vários parafusos a menos, sempre encaro o desafio de ver as rodas atolando na areia branquinha. Na virada do ano, catei a dotôra e kombi "veia" e lá fomos ver o mar.

Antes, eu procurei bastante nas "internetes" um lugar que tivesse condições razoáveis de acessibilidade para cadeira de rodas. Olha, meu povo, não se enganem com as páginas que dizem: "Temos apto para deficientes físicos".

Isso não quer dizer nada e, muitas vezes, muitas vezes mesmo, não é de "verdadchi". Só colocam lá de enfeite, afinal, cadeirante vive na Matrix e num sai de lá pra ir logo pra praia, né?

"Oi, queria saber se vocês possuem condições de receber dois mamulengos ai na goma"

"Olha, aqui é cheio de escada, viu?"

"Uai, mas o site diz que há acessibilidade"

"Ah é?"

Mas a minha procura não foi em vão! Aêêê

"Temos um quarto totalmente adaptado e condições para receber vocês muito bem. Será um prazer!", disse a moça simpática de uma pousada da praia de Maresias, no litoral norte de São Paulo.

Mais tarde, a moça volta a fazer contato:

"Seu Jairo, temos um pequeno problema. O salão do café da manhã fica no primeiro andar, mas, sem nenhum transtorno, podemos servir o senhor no quarto. Na noite da ceia do reveillon, a gente pode montar um esquema para levá-los para o salão"!

Povo, mais do que o meu dinheiro, tenho dois ou três "reaus" no banco , senti verdadeiramente que eles queriam ser opção para mim e para a "dotôra", então, lá fomos nós!

Maresias é uma praia de muita belezura e com alguma infraestrutura (agora é tudo junto, né?). No caminho, a gente passa por vários outros balneários bacanas, mas com condições mais "rústicas", digamos assim. Não são impossíveis de curtir, mas o desafio é um pouco maior.

A pousada era show, gente. Toda azulzinha... da cor do mar (o nome é Azul da Cor do Mar ), localização "maraviwonderful" e.....com muuuita estrutura acessível para cadeirantes.

Logo na chegada, vi uma vaga enooorme, devidamente demarcada no chão e... vazia, apesar do local já estar lotado! Acho que ela tava esperando o tio, a dotôra e a kombi Legal. O espaço fica bem pertinho do quarto acessível.

 

"Ei, moça, pode ajudar a gente a descarregar os cavalos e os 'trem'?", perguntei pra uma arrumadeira risonha que passava!

Logo eram duas mulheres risonhas.... depois três! Era uma operação para receber os matrixianos. Riso

E o quarto era uma "belezera"! Com portas amplas, banheiro com barras de apoio, sanitário elevado, ducha de fácil acesso. Só precisam tirar um armário que fica embaixo da pia porque causa um pouco de "dificulidade" pra cadeira chegar perto da pia.

 

Há rampas pra todo lado (com grau de inclinação tranquilo), a piscina tem um degrauzinho onde a gente pode sentar e descansar, enfim, tudo certim.

 

"Zente", sei lá se eles sabiam que o tio tem um blog com objetivo de dominar o mundo Inocente, mas poucas vezes fui tão bem tratado. Não mediram esforços por lá pra nos receber como qualquer hóspede.

Cedinho, antes de sairmos pra ir encher a lata de pinga e torrar o casco no sol, vinham trazer o café no quarto (há também uma mesinha do lado de fora do quarto, mas na cama era mais gostoso, né?).

 

E a gente era sempre servido com um sorrizão dos funcionários fosse o Rodrigo, a Suzana, o Charles, a Natália (xará da dotôra, né? ).....

Pô, isso faz muito a diferença. Quando a gente tem alguma deficiência, é natural ser um pouco arredio porque damos, sim, um pouco mais de trabalho... mas, quando a recepção é tão calorosa, tudo flui mais gostoso e a gente fica muito mais à vontade (biba essa frase, né?).

Para acessar a praia, íamos até um bar que fica bem em frente à pousada. Lá, há uma passagem de madeira bem prática, na areia, que leva até pertinho de onde ficam as cadeiras e os guarda-sóis.  

 

Os funcionários são super solícitos e ajudam no que for preciso. Levam o "malacabado" com cadeira, com protetor solar, com as pingas, com os chapéus até onde quiserem.

Pra mim, mais do que falar sobre um passeio à praia, este post é pra dizer que, quando há legítima boa-vontade, quando as pessoas estão dispostas a integrar o deficiente, tudo fica bem mais fácil, "excrusivel" desempacar a cadeira da areia fofinha. Legal

Claro que tudo isso tem um preço, né, meu povo? Não é baratinho, não, mas também não é uma fortuna. E pra gente dominar o mundo temos de trabalhar, mesmo, ganhar nossa grana e estar presente, seja lá onde for. E as calçadas ao longo da praia são péssimas, não há rampas nas ruas. Mas isso a gente enfrenta em qualquer lugar até a gente conseguir tomar as rédeas da huminade, né? Beijo

Quem ficou curioso pra saber mais sobre a pousada, é só clicar aqui (avisei a eles que vai chover "malacabado" por lá!)  

Escrito por Jairo Marques às 07h36

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 35, é formado em jornalismo pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e pós-graduado em jornalismo-social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999 e é cadeirante.

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