Assim como você
Assim como você
 

Um post para copiar

Povo, agora falta bem pouco para a passeata do Movimento Superação, na avenida Paulista, em São Paulo. Menos de 15 dias. Será no sábado, 6 de dezembro.

 

Ainda dá tempo pra quem mora longe matar os cabritos e as galinhas para fazer a matula da viagem. 

 

No post de hoje eu trago diversas informações, repassadas pelos “pessoais” do movimento, sobretudo pela Tabata Contri, que vão ajudar todo mundo a se orientar e se organizar para estar lá!

 

Como já escrevi muita coisa que todo mundo copiou, enviou por email, fez corrente, imprimiu pros cachorros dormirem em cima , esse post eu faço realmente para circular por ai!

 

Queria muito que estudantes que me pediram milhaaaares de entrevistas, que as organizações que me pediram milhaaaares de informações, que as pessoas que me pediram milhaaaaares de dicas retribuíssem agora comparecendo lá na Paulista ou divulgando o evento!

 

Queria que o povo de Campinas, dos próprio Rio de Janeiro, de São José dos Campos, de São Caetano, de BH, de Brasília, de Curitiba, do Mackenzie  e de diversas outras cidades que espiam esse blog se organizassem para mandar gente!

 

Dominar o mundo não é fácil e é preciso mostrar que ninguém mais quer ficar numa realidade paralela, na Matrix. Todos queremos é poder ter acesso à rua, ao lazer, ao trabalho, às “quiçaças”!

 

Mas chega de ladainha que hoje tô parecendo padre quando a noiva atrasa  e vamos ao que interessa!

 

 

 

“Falai”: onde que eu vô pra gente se encontrar?

 

A concentração será na praça Oswaldo Cruz, que fica em frente ao shopping Paulista, em São Paulo, a partir das 10h. Os metrôs mais próximos são: Brigadeiro e Paraíso. Haverá vans do Projeto Carona que levarão esse povo malacado da estação Paraíso até o ponto de encontro!

 

Vão rolar aquelas camisetas ‘buniiiitas’ pra mode eu comprar e quanto é que morre?

  

Você poderá comprar lá, na hora do evento. Haverá uma banquinha vendendo as camisetas, Cds do Movimento SuperAçãoe e Squeezes! Os modelos antigos de camiseta custarão R$15,00 cada. Os modelos novos ainda não tiveram o preço definido, mas vão ficar show , quem tiver curioso terá que esperar até 6 de dezembro pra ver e vestir! O Cd custará R$ 10 e R$ 5,00 o squeeze.

  

Para ouvir as músicas do Cd você pode acessar o My Space:

http://www.myspace.com/movimentosuperacao

 

 Tá, eu vou, mas o que vai ter lá?

 

Vão rolar alguns shows, pessoas iguais e diferentes vão se encontrar, trocar idéias, antes vamos ter uma ginástica pra aquecer com a professora Carolina Ignarra (cadeirante), o Billy (o cara que manda em todo mundo ) abrirá a passeata, os músicos do Cd Movimento SuperAção apresenta tocarão (Billy, Tupã e Juliana Caldas) teremos na caminhada os shows das bandas Good Fellas, Triagem Auditiva (banda do Rapha) e Mutualista. E muitas outras coisas.

 

 

Mas, vem cá... ‘causo’ de quê eu devo ir?

 

Pra mostrar a cara, mostrar que é cidadão, que tem deficiência, sim, e nem por isso quer ficar trancado dentro de casa, que precisamos de acessibilidade nas ruas e calçadas, que precisamos de transporte público acessível, de banheiros acessíveis, de lojas acessíveis para podermos exercer nosso direito de ir e vir, porque somos tão consumidores quanto uma pessoa que não tem deficiência, porque somos seres humanos, estamos vivos, existimos e queremos ocupar nosso espaço na sociedade, estudando, trabalhando e passeando, como qualquer pessoa faz.

 

Só o povo da Matrix de quem tem alguma deficiência deve ir?

 

De jeito nenhum! Todas as diferenças devem se unir, senão não seria inclusão, né não? Você sabe que quando o Movimento SuperAção nasceu e até hoje é assim: a maioria dos voluntários não tinha e não tem deficiência. Todos estão convidados, sem distinção de cor, orientação sexual, idade, deficiências. É um dia pra comemorar as diferenças. Vamos lá na paz, mostrar que estamos aqui e temos uma realidade pra mudar.

 

 

 

Mas vai gastar muito os pneus?

 

Sairemos da praça Oswaldo Cruz e ‘caminharemos’ até o vão livre do MASP (Museu de Artes de São Paulo). Com as famosas "pirocas" na mão  (são os batecos do SuperAção), como dragão no peito e muito sorriso no rosto.

 

Acho que é isso, "pessoais". Eu vou... e vocês?

 

Escrito por Jairo Marques às 04h27

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Um festival para a diversidade

“Zente”, uma grande operadora de telefonia vai premiar filmes em curta-metragem que abordem, de alguma maneira, a diversidade. Diversidade por condição física (esse povo malacabado ), diversidade pela questão sexual, diversidade pela idade.

 

Ou seja, tem tudo a ver comigo: cadeirante, machão e véio!

 

Show, né? Como eu não tive essa idéia antes? Bem, mas o “Assim como Você” está “absolutamentchi” representado na FINAL!!! Aêêêêê

 

A Juliana Carvalho, que já passeou pelas páginas do nosso blog mostrando um programa "diferente" que apresenta lá no Rio Grande do Sul, está com um curta do “peru” (essa é nova, né? Homenagem aos próprio Natal que ta chegando! ) disputando o prêmio final, de vários milhões de dólares (mentiiiiira!!!  ).

 

O filminho da moça, chamado "O que os olhos não vêem, as pernas não sentem" , tem uma sacada inclusiva que acho que vocês vão gostar. Como eu sou aquele rapaz esforçado, que “trabáia” nas férias porque seus leitores acordam pedindo e dormem pedindo “volta, tio”, eu coloco o vídeo aqui pra vo6 curtirem.

 

Mas óia, povo, preciso de algo essencial de vocês. Depois de verem o curta, vejam de novo (é curtim, saca, curta?) no site de VOTAÇÃO e dêem aquela empurrãozinho na Juju. Ela é a única cadeirante entre os 20 selecionados e tem que ganhar pra ajudar no domínio do mundo! 

 

Para acessar o site e votar, além de poder ver outros vídeos bacanas (recomendo o "Igual, mas Diferente") basta clicar aqui no bozo . Clicou? Clica, pô.... Óh o bozo de novo..  (ah, e comenta, diz que o tio é um lindo... as férias tão mexendo com a minha cabeça, eu sei).

 

 

Escrito por Jairo Marques às 21h00

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O que você faria?

Oi, povo! Já bateu aquela “xodadis” do tio, né? Eu devo ter engordado umas 15 arrobas apenas nesses primeiros dias de férias.   A partir de agora, como tô mais velho, vou escrever textos mais maduros (ui que mentira ).

 

Bem, ainda não vou voltar a postar todos os dias, conforme a gente já deixou claro no contrato ali mais para baixo, né, não?  Mas o caso de hoje é tão absurdo e eu divido com vocês, porque eu continuo sendo aquele “minino bão”.

 

Recebi uma mensagem, faz dez dias, da leitora Raquel Sanchez Navarro, de Campinas, cidade onde o “Assim como Você” já dominou tuuuudo.  

 

Fui lendo a mensagem dela e fui sentido aquele “sangue no zóio”, aquela angústia de quando a injustiça e o desrespeito batem na nossa porta ou melhor: na nossa cadeira de rodas, na nossa muleta, na nossa prótese.

 

Apesar desse meu tom bozo , o email é super sério e coloca uma questão que eu gostaria de debater e saber a opinião de vocês nos coments.

 

Leiam, entendam, e mais embaixo eu converso mais.

 

 

Jairo,

 

Na última sexta-feira (24/10),  fui levar  minhas filhas e sobrinhas ao cinema, assistir ao lançamento do “High School Musical 3”..Tenho a Thais, de 18 anos (que tem paralisia cerebral), a Isabela, de 9 anos, e a Giovana, de 7 anos.

Cheguei no cinema com duas horas de antecedência para garantir tranqüilidade, para acomodar a Thais, mas como a sala só é liberada 10 minutos antes da sessão, ficamos esperando...eu,minhas duas irmãs, minhas filhas e mais duas sobrinhas...

 

O rapaz do cinema conversou comigo e disse que antes de abrir para a galera, iríamos entrar com a Thais, acomodá-la e só ai ele liberaria para os demais.

 

Para a minha total surpresa e indignação, quando ele nos avisou que poderíamos entrar, parecia que tinham aberto as porteiras para um bando de animais....as pessoas saíram correndo, atropelando a Thais....uma loucura!

 

Mas nessas horas eu encontro uma força que não sei de onde tiro, e adicionalmente, esqueço a todas as regras de etiqueta e educação que meus pais ensinaram...joguei a cadeira da Thais em cima de uma turma (devem ter se lembrado da Thais por alguns dias, porque tenho certeza que algumas canelas saíram roxas de lá...a cadeira dela tem os pés de ferro!!!), e minhas irmãs seguram com os braços as pessoas...

 

Falei tudo o que veio na minha mente naquele momento...e as pessoas, ficaram ali paradas, assustadas com aquele comportamento...acho que ninguém espera este tipo de reação! Bom, assistimos ao filme e na saída, já cansada e morrendo de vontade de chegar em casa, advinha??

Meu carro, que estava estacionado na vaga para deficientes físicos, estava com um outro carro "colado" ao meu, impossibilitando que eu colocasse a Thais! (sabe aquelas faixas amarelas que os mais desavisados pensam que somos espaçosos e gostamos de ocupar duas vagas? pois é...bem la estava o carro do infeliz!!)

 

Chamei a segurança que disse que iriam travar as rodas, mas quando viram que eu estava esperando (para garantir que este infeliz iria aprender a respeitar as vagas), desistiram...era só uma tentativa de livrarem-se de mim...coitados!!!

Liguei para a policia, que recomendou que ligasse para um órgão da prefeitura, que recomendou que ligasse para a policia que finalmente disse que não poderia fazer nada porque é um lugar privado!! Essa pra mim é  nova!! Em lugares privados a legislação não se aplica e não um infrator não pode ser punido?

Depois de muita discussão, eu e minha irmã resolvemos agir por nos mesmas....comecei a esvaziar o pneu do meu “amigo”.

 

 

 

Naquele momento, a segurança enfurecida veio falar comigo que não poderia admitir que eu fizesse aquilo...ah..nao deixei barato!! Pedi que chamassem a policia!!...e minha irmã disse que eles não  estavam vendo nada, pois não vêem o que não querem ver...

 

Não viram o infeliz estacionar e também não estariam vendo aquilo...bom, conclusão: esvaziamos os dois pneus do infeliz (um só ele poderia usar o step...), e ainda deixei um recadinho para o meu amigo:

Senhor Cidadão,
O senhor impossibilitou o transporte da minha filha, uma vez que, ao estacionar o seu carro na área reservada para deficientes, fui impossibilitada de colocá-la no meu carro...por isso, me senti no direito de impossibilitar o seu transporte também.
Ps: seus pneus estão vazios...boa sorte!!

 

 Neste momento, gostaria de ter muito dinheiro para poder publicar estas fotos nos outdoors da cidade...acredito que este cidadão, no mínimo, iria se envergonhar de sua atitude!! Mas acho que ele não vai mais arriscar acabar com seu passeio parando novamente nas vagas reservadas para deficientes, não é?

Em alguns momentos, ser da Matrix implica ter de recorrer à polícia, ao bom senso, ao respeito à diversidade, ao amor ao próximo, à lógica do convívio social para que a gente consiga nosso espaço.

 

Agora, me respondam, quando tudo falha, quando nada funciona (a “puliça” não faz nada, o responsável se isenta de tomar uma atitude diante um flagrante de desrespeito), o que é que a gente faz? Temos mesmo de agir com as próprias mãos?

 

Por diversas vezes, eu já tive de dar de ombros e pensar “ah, tudo bem, né? A vida é assim”. Mas isso não gera mudança de atitude, isso não ajuda no nosso processo de dominar o mundo.

 

Acho que a Raquel teve ótimas e corretas iniciativas. Eu acrescentaria apenas: fazer uma queixa formal na administração do shopping Iguatemi, onde acontece o barraco, procurar o Ministério Público para relatar o ocorrido e saber se há formas jurídicas de responsabilizar alguém por esse imenso constrangimento.

 

Cada dia mais, por meio do apoio firme de todos vocês, eu tenho mais e mais consciência de que ganhar adeptos é a melhor maneira de garantirmos a inclusão e de mostrar ao outro que os matrixianos podem viver de forma mais plena se houver um pouquinho mais de consciência e respeito aos limites alheios. Enfim, o que vocês fariam?

Escrito por Jairo Marques às 18h02

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Dia de festa

“Zente”, tô passando aqui rapidinho só pra falar umas palavrinhas! Ontem eu recebi um email de uma estudante universitária ou seja, da “zelite” do país, que dizia assim: “Demorou para alguém com sua atitude começar a causar na internet!”.

 

Ai, ai... achei tão maraviwonderful ler isso...Atingir a um público tão importante para o nosso projeto de domínio do mundo , como o jovem, me deixa muito contente. Um presente de verdadchi, mesmo... vocês me “mimam” demais e vão acabar estragando a criança.

 

Bom, mas falando em presente, eu vim aqui pra dizer que hoje eu tô ficando (MAIS) véio! Alguns já reparam que ai do lado, no meu perfil, os números mudaram de 33 para 34. E também colocaram uma foto nova, depois que apliquei botox.

 

 

 

Sinceramente, vocês têm feito meus dias de muita festa e por isso eu divido a data com todo mundo. Me dão um gás tremendo para avançar com a minha kombi enferrujada por esse mundo da Matrix de quem tem alguma deficiência. Pra mim, é um orgulho ter o carinho e a confiança dessas três ou quatro pessoas que vem aqui todos os dias (mentiiiiira !)

 

Os textos do blog se espalham pelas “internets”, por blogs, pelos “orquitis” e eu já recebi um email, certa vez, dizendo assim: “Jairo, olha que coisa linda e emocionante isso que te mando abaixo. Pode ser uma inspiração para o seu blog”....

 

Povo, adivinhem o que era??? Era um post meu!!!!

 

Ai, ai... mundão véi sem porteira.

 

Além do meus próprio aniversário, queria avisar a todos que amanhã faltará UM MÊS para a passeata do Movimento Superação aqui em São Paulo.

 

Então, não tem desculpa para quem mora longe dizer que não se programou! Pode ir matando os frangos para fazer a farofa da matula! Faz rifa pra pagar a passagem de jardineira, fica em frente do supermercado pedindo moeda para inteirar o valor das despesas, mas venham pra São Paulo!!!!

 

É uma chance única de mostrar que a causa da acessibilidade não é só importante para meia dúzia de pessoas que ficam trancadas em casa. É importante para todo um país!

 

Volto a falar dos preparativos da passeata em breve. Agora eu vou me arrumar para “avuar” por ai e nem sei quando eu volto, tá? Te mais!

Escrito por Jairo Marques às 00h05

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Pé na estrada

“Pessuar”, então..... é...... assim... segura o choro, seguuura... o tio entra em férias a partir de hoje!

 

Tô só “andando” de zorba e com lata de cerveja gelada na mão pela casa... um verdadeiro Homer Simpson latino, é, latino porque anda num cavalo, né?

 

Vamos entrar num acordo pra vocês não ficarem escrevendo: “ai credo, nem escreve mais, tô passando mal... ai que qui custa escrever umas piadas “avezes” pra mode a gente se “advirtir”... comé eu vou fazer sem saber as novidadchis da Matrix?”.

 

Não vou blogar toooodo dia... e os horários também não serão mais fixos. O esquema também vai ser qualquer hora é hora. . E os post serão menorzinhos,  "fexô", meu povo?

 

 

 

Eu, como sou chique que nem camiseta cor de burro quando foge, vou viajar, né? De certo é que vou filar bóia na casa de muita gente aqui pelo interior de São Paulo (quem prometeu “xurras” já pode ir matando as vacas), vou visitar minhas galinhas lá me Taubatexas e vou pra outros cantos que não conto por causa dos paparazzi!

 

No ano passado ou seria no ano retrasado?(minha memória anda meio fraca) eu fui pra Fortaleza (CE) me esbaldar nas férias. Viajo muito sozinho, sabe, povo... um “minino bão e solitário” ...  

 

O duro não é viajar sozinho, o duro é ficar respondendo o tempo todo: “Nossa, mas você viaja sozinho, mesmo? Como você faz pra tomar banho? E como você faz pra deitar na cama? Você num tem ninguém na vida, nego?”

 

Ai, ai.. me leva gzuis, me leva que eu tô pronto!

 

 

 

E lá no Ceará eu inventei de andar de bugue no meio das dunas de uma praia daquelas de deixar a gente de boca aberta. Pra que a gente inventa certas coisas na vida, né, não, povo?

 

“É com emoção ou sem emoção?”, perguntou o bugueiro.

 

“Óia, moço... eu quero só umas risadinhas. Saca assim, meia calabrezza meia muzzarela?... nem pra Deus nem pro diabo, rola?”

 

E gente, lá foi eu avuar naquele troço. O corpo de deficientes como eu, que tem as pernas pouco desenvolvidas, num para quieto quando as coisas sacolejam muito ... e eu me agarrava nos ferros daquele bugue e num sabia se eu rezava, se segurava as emoções das partes, se ria de tão gostoso que era aquilo. Foi inesquecível e emocionante. Acho que todo mundo tinha de se dar esse presente na vida.

 

Nesta semana, eu ainda volto pra falar uns lances “importantchis” desse povo malacabado, tá beleza? Trabalhem duro ai que eu vou colocar o meu bermudão daqui.

 

Beijos nas crianças!

 

* Imagens do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 03h22

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 35, é formado em jornalismo pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e pós-graduado em jornalismo-social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999 e é cadeirante.

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