Jairo Marques

Assim como você

 

Bela, Poderosa e da Matrix

“Pessoais”, quero informar todo mundo que o povo da Matrix  já começou o processo de dominar o mundo . Nas últimas eleições, um monte de gente cadeiruda, sem perna, sem braço, mamulenga, que não vê, que não ouve, mas é exatamente “Assim como Você” ganhou de lavada nas urnas!

 

Dois repórteres que vivem sob a minha chibata , a Sílvia Freire e José Eduardo Rondon, fizeram um levantamento, publicado na Folha faz duas semanas (para ler, clique aqui, mas só rola pra assinantes do jornal e do Uol), mostrando que as Câmaras Municipais de diversos pontos do país vão ter de entrar em obras para receber os futuros vereadores “malacabos” (pessoa com deficiência, pra ficar mais bonito).

 

Na reportagem, vocês poderão conhecer também um pouco sobre os matrixianos que foram eleitos e irão tentar ajudar a tornar o mundo, ou pelo menos suas respectivas cidades , num lugar mais pleno e acessível para todos.

 

Mas, honrando o meu compromisso de ser um “minino bão”, trago hoje, fechando a semana, a bela, a poderosa e a matrixiana Mara Gabrilli, que não foi só eleita aqui em São Paulo, como foi a mulher mais votada para vereadora, em termos absolutos, em todo o Brasil sil sil!!!

 

Para conhecer sobre a história da Mara, que é tetraplégica (daquelas que dá um trabaaaalho ), clique aqui. (Vale muito a pena ver!)

 

Bati um papo com a vereadora como se tivéssemos num boteco no décimo quinto chope  .  Ela tem uma alegria na voz que pouca gente tem. Ela tem charme, tem compromisso, tem leveza e não me “vendeu” nenhuma demagogia, muito pelo contrário, me passou confiança.

 

Atendendo ao pedido de vários leitores, leiam a conversa que tive com ela. Os gracejos entre parênteses, em itálico, são do tio.

 

 

 

Blog - Você passou algum aperto durante a campanha, alguma situação que pensou: “Ai, ‘gzuis’, como eu faço agora com essa escadaria, com essa calçada esburada?”

 

Mara Gabrilli - Vivi uma cena inesquecível no Tatuapé (Zona Leste de São Paulo, a ZL). Fiz um panfleto incentivando as lojas menores a terem acessibilidade para ganharem um grande público que também quer e pode comprar. Então, eu estava fazendo campanha em uma rua do bairro e parei na porta de uma pequena loja que tinha um degrau muito grande e eu não conseguia entrar. Logo, entrou uma pessoa que tava comigo e entregou o panfleto para a gerente.

 

Ela ficou muito irritada! Começou a xingar e falar: “Acessibilidade? Que acessibilidade? Tem assuntos tão mais importantes. Eu tenho um monte de coisas pra fazer. Acha que tenho tempo pra isso?”. E eu lá na porta, vendo a mulher totalmente descompensada, gritei assim: “Escuta, ninguém da sua família é idoso? Você não conhece nenhum cadeirante? Você acha que isso é um mundo tão distante do seu?” (óia a Matrix, 'zente')

 

Ai ela se deu conta que eu estava ali. Colocou a mão no rosto, começou a tremer e a gritar pedindo desculpas dizendo que ela tinha um sobrinho cadeirante, que não havia entendido a intenção do panfleto, que estava nervosa... (acho que a Mara deve ter ganhado o voto da mulé e da família toda, né, não?)

 

 

 

Blog – O equivalente a uma cidade toda, cerca de 80 mil pessoas, te carregou nos braços, quase literalmente, para o poder. A que você atribui isso?

 

Mara – Aiiii, Jairo. O que eu noto que acontece é que muita gente que eu nem conhecia pegava meu material e saia fazendo campanha. Acho que passo algo para as pessoas que elas gostam. O fato de eu ser uma cadeirante que não se mexe do pescoço pra baixo e me dedicar a uma causa que a gente sabe o quanto importante ela é, a acessibilidade, me favorece. Quem votou em mim sabe que eu realmente faço o que me proponho. Sabe que a minha própria situação me impulsiona a ajudar as outras pessoas que estão na mesma situação. Muitas vezes, as pessoas se sentem fortes trabalhando também por essa causa. É aquele efeito de jogar a pedrinha na água, que vai formando ondinhas, ondinhas.

 

Blog – O que um vereador deficiente pode influenciar na conquista de uma cidade mais acessível?

 

Mara – Ele tem conhecimento de causa, tem uma contribuição importantíssima para dar. Muita gente tem boa vontade para fazer, mas não conhece. Uma pessoa que vive a deficiência na pele tem legitimidade para fazer. Tudo com relação a quem tem deficiência ou não é de acordo com a postura que a pessoa tem diante da vida. Nunca fui do tipo que só reclama. Tenho a compreensão e a tolerância em saber que, infelizmente, a nossa cidade não foi planejada pensando em universalidade, tenho a urgência de saber do que tem de ser feito, mas também penso em como fazer, como conseguir fazer. Realizo muitas palestras para divulgar como promover a acessibilidade, como derrubar barreiras de atitudes e levar informação para as pessoas.

 

Blog – E o que o povo da Matrix pode esperar de você pros próximos quatro anos e quais serão as suas grandes batalhas?

 

Mara – Uma grande batalha, que comecei no primeiro mandato (ela é reeleita), é a calçada. As calçadas de São Paulo, onde já existe uma lei (dela ‘mema’) que obriga a prefeitura a fazer acessos em rotas estratégicas por toda a cidade, agora, o próximo passo, é incentivar isso para outros locais, chegar nos bairros, nos lugares mais distantes. Não adianta ter um ônibus com acesso se as pessoas não conseguem sair de casa por causa dos buracos. Falando nisso, estou com um projeto de lei que vai obrigar os ônibus a ter aviso sonoro dentro e fora, o que poderá dar mais autonomia pros deficientes visuais. Preciso que as pessoas me tragam suas demandas, mas eu vou trabalhar para todos, não só para o deficiente.

 

 

 

Blog - A imagem do deficiente, às vezes, está ligada a falta de capacidade intelectual, de dificuldades para fazer qualquer coisa, de desconfiança sobre as habilidades. No seu caso, sua imagem passa algo totalmente contrário, não é?

 

Mara – Aiiiii, tomara, Jairo! Percebo que não adianta entrar nessa viagem de inclusão se a gente não for inclusivo com a gente mesmo. É preciso ter autenticidade para incluir o outro. Tenho o sentimento de inclusão.

 

 

Blog – Independentemente de quem for o prefeito eleito no domingo, qual é a sua expectativa em relação a ele e os temas que envolvam a causa da deficiência?

 

Mara – A minha expectativa, tanto pensando na inclusão quanto pensando na acessibilidade ou no desenho universal, é que isso tudo esteja na agenda da cidade. Não adianta fazer programas que incluam, se não houver divulgação por parte da Secretaria da Comunicação. Não adianta colocar 3.000 ônibus acessíveis se na periferia as pessoas não sabem que ele existe e não saem de casa por falta de informação. É preciso colocar a causa na agenda da cidade em todas as dimensões, secretárias, técnicos, subprefeitos, secretários, a funcionária que serve o cafezinho e o próprio prefeito.  

 

* Imagens de divulgação

Escrito por Jairo Marques às 06h42

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E lá vêm as cartas...

 Como vocês sabem, não respondi a nenhum dos comentários de um post meio “sangue nos zóio” que escrevi na semana passada.

 

Os motivos foram diversos: não queria passar a impressão de estar fazendo manhã para ganhar um abraço de vocês, não queria aumentar o xororô ou ser apelativo e também porque aquela não é a tônica que norteia esse trabalho, esse ponto de encontro, né, não?

 

O que guia mesmo este diário são textos “dilícias” como esse que recebi da minha querida amiga Fabiana Fares, que me lê todo dia, de verdade , desde o primeiro dia.

 

Nem vou gastar muito o tempo de vocês e viagem nas palavras da Fabi, que valem como um gostoso afago para todos que aparecem aqui no blog. Boa leitura!

   

Eu tenho um amigo Assim Como Você

 

É, isso é a mais pura verdade...

 

Eu tenho um AMIGO Assim Como Você. E esse amigo apareceu onde? Adivinha???? Aqui no Blog do Jairo, lógico.

 

Não, eu não sou da Matrix. Aqui em mim tudo, teoricamente, funciona nos padrões ditos “normais”. Com exceção do ouvido direito, que é fechado por conta de um defeitinho da fábrica. Não tenho o conduto auditivo do ouvido direito.

 

 

Minha orelha é “fechada”, o que me dá um décit de 30% da audição desse lado. O resultado é que, se você e eu formos caminhar e conversar, vou pedir para você ficar do meu lado esquerdo – assim te escuto melhor... Mas se eu não disser isso, ninguém descobre.

 

Mas, voltando ao tema... Conheci meu amigo Assim Como Você logo no primeiro dia, na estréia do Blog do Jairo. Tinha chamada na capa da Folha Online, o nome do Blog me chamou atenção, o primeiro texto e a proposta do Jairo me encantaram. Foi assim que conheci meu amigo.

No começo, eu mais escutava do que falava com ele... Afinal, essas coisas da Matrix eram novidades para mim. Ver o mundo sob nova ótica, do ângulo de uma cadeira de rodas, ou através das mãos, dos ouvidos...

 

Ele ia me contando coisas, “causos”, passagens da vida dele... E isso foi nos aproximando. Eu comecei a me sentir próxima dele. Comecei a imaginar como seria a vida, o dia-a-dia dele montado no seu cavalo... Até que comecei a falar também, e até a contar segredos da minha vida para ele.

 

 

 

Ele também me apresentou muita gente Assim Como Você. Uma galera bacana da Matrix, com suas histórias, suas vitórias, suas conquistas e dificuldades. Gente que eu ainda quero conhecer pessoalmente.

 

Hoje, pode até ser que ele seja mais meu amigo do que eu amiga dele. Mas isso não tem importância para mim. O importante é que eu gosto pra caramba desse meu amigo “malacabado”.

 

Ele me faz rolar de rir com suas histórias. Me faz chorar com os achados que encontra e me apresenta. Me mostra, a cada dia, que a vida é muito mais do que simplesmente trabalhar, ganhar dinheiro, fazer o jantar, dar banho nas crianças, correr atrás do tempo...

 

Ele me mostra que a vida tem um valor imenso, que é para ser vivida com todas as forças, de todas as maneiras, com toda a intensidade possível, INDEPENDENTE das condições que você tem para isso.

 

 

Será que vocês têm um amigo assim, tão bom, uma amizade que te trás tantas coisas boas?

 

...

 

Acho que sim. Mesmo que você nunca tenha se dado conta.

 

Você tem um amigo Assim Como Você. E esse SEU amigo é o mesmo que o MEU amigo. É o Jairo. Uma pessoa linda, incrivewondefull, que eu conheci, pessoalmente, durante a Bienal do Livro, onde trabalhei. Enchi tanto a paciência dele para ir – e eu poder conhecê-lo pessoalmente – que ele acabou indo para eu parar de torrar a paciência dele...

 

O Jairo dispensa apresentações, né? Afinal, esse blog é dele!

Obrigada, Jairo, por cada lição de vida que nos dá.

Beijinhos

 

* Imagens do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 08h15

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O Youtube dos cegos

Povo, olha que “novidadchi” mais “bacanuda” . Acaba de ser lançado na rede o Blindtube, uma página de vídeos de entretenimento que são totalmente acessíveis para deficientes visuais, auditivos e também “praqueles” “mamulengos” que têm “dificulidade” de mexer com o mouse!

 

 

O portal , que tem apoio da Lavoro Produções, da Audiodescrição e da Educs, apresenta, semelhante ao tradicional Youtube, gravações diversas como filmes, entrevistas, colunas e diversão!

 

Todo o conteúdo tem narração para cegos, legendas caption e pode ser manuseado sem o auxílio do mouse. Assim, quem não vê consegue entender o que está se passando na tela, quem não ouve pode ler o conteúdo e quem tem restrição de movimento com as mãos, navega só com o teclado

 

Num é “Maraviwonderful”? Para acessar o conteúdo, basta clicar no bozo

 


 

Banheiro de balada

 

A minha leitora Carina Silva, de Salvador, mandou essa dica que achei sensacional. Agora, nas “própria” balada forte, já é possível encontrar banheiros exclusivos pros malacabos!

 

“Jairo, há alguns dias fui ao Sauípe Folia). É uma festa num complexo hoteleiro, o Costa do Sauípe, aqui na Bahia e pra minha surpresa encontrei banheiro químico acessível. Não sei se é novidade pra você, mas aqui em Salvador nem no Carnaval havia visto um igual.”

 

Isso até me animou em ir rasgara a fantasia no ano que vem em algum carnaval de rua por ai, o que vocês acham?

 

 

 

O banheiro químico acessível é mais largo, para caber a cadeira (mesmo assim é meio espremido, né, não?! ) e tem o símbolo do deficiente na porta.

 

 

 

Mas, óia, “zente”, pra ser realmente útil pra quem é “esgualepado”, é fundamental que ele seja EXCLUSIVO! Como muitos cadeirantes usam sonda pra poder.... mija... ficamos muito expostos à contaminação.

 

Então, o ideal é que, os “normais”, mesmo os bem limpinhos  não utilizem, sob qualquer hipótese, fechô?

Escrito por Jairo Marques às 07h44

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Me dá uma carona porque táxi é broca

“Pessoais”, eu tenho certeza que a nota de cinco contos que tenho na minha carteira agora (sim, porque eu gosto de “andar” com muito dinheiro, né? ) é a “mema”, “ingualzinha”, aquela que você tem nos cofres ai da sua goma.

 

É “ingual”, dinheiro é tudo “ingual”, mas, para alguns taxistas do Brasil, não é bem assim, não! O dinheiro da gente da Matrix, às vezes, num vale naaaaada pra esses atropela cachorro!

 

Num tão entendendo? Eu explico.. eu explico porque sou um “minino bão” e cortei o cabelo... Tô mais bonito do que frango de padaria.

 

Taxistas, não falo de uma regra, mas falo de muuuitos casos, não curtem muito transportar cadeirantes. O cara quando pára o carro, o que já é uma vitória, te mede de cima a baixo e dos lados e sempre solta frases assim:

 

“Ih, ‘rapai’, o bagageiro tem ‘gaize. Coloquei pra economizá’, ó. Num cabe a sua cadeirinha”

 

“Olha, eu tô fechado já. Tô indo buscar um cliente lá na zona lost”

 

“Num é táxi, não. É um carro normal que tá ido pra festa à fantasia”

 

Aí, a gente que é bobo, porque a gente estudou pouco (no ‘causo’ eu, né?),  insiste:

 

“Eu desmonto a cadeira. Fica pequenininha e o senhor coloca no banco de trás. Vamaê, tiozão?”

 

 

 

Nesse momento o taxista já começa a morder os beiços, certamente pensando em coisas absurdas do tipo: “Ah, se eu atropelo ele, ele num vai andar nunca mais” 

 

“Xuja os banco, viu, rapai. O carro é novo, sabe como é, né?”

 

Eu já andei, ou pelo menos tentei andar, um bocado de táxi. E é sempre uma maravilha. Quando o cara te “aceita”, assim, como se tivesse fazendo uma caridade, uma boa ação para ir pro céu, ele liga o taxímetro quando a gente ainda tá dando com mão na rua.

 

E o “comedor de dinheiro” só desliga depois que a cadeira já está devidamente montada ou o cavalo selado, como preferirem.

 

 

 

Quando a gente chama radio-táxi nunca é rápido porque é uma disputa ao contrário. Uma disputa pra ver quem se livra da corrida do “malacado” primeiro.

 

Eu precisava muito de táxi quando eu viajava pelo o jornal, a trabalho. Ai, a gente tem mesmo é que passar óleo de peroba na cara e encarar uma recusa, duas... fazer cara de Maria Madalena até conseguir que alguém cumpra seu oficio de prestação de serviço e “aceite” te levar.

 

Quando eu tava na “Zoropa”, vivi uma situação muito incrível em relação a táxi. Eu visitava o sul da Espanha, uma cidade linda demais da conta chamada Granada. O programa da noite era ver um show de flamenco em um das “cuevas” da city.

 

 

 

E lá fui eu, todo pimpão, pra ver as “mina” com aqueles olhares de “me pega, meu bem”, saracuteando no tablado. “Dilícia” total. Mas, eis que chego ao local e o dono do estabelecimento diz que antes do espetáculo, todos tinham que, por tradição, apreciar a vista noturna do Castelo de Alhambra.

 

Mas, povo, pra chegar ao lugar de onde se olhava o castelo, era preciso cruzar uma espécie de morro, cheio de “escaleras”. “Impossivi” pra um cadeirante.

 

“Sin mirar Alhambra no se puede ver el espetáculo”, dizia o espanhol com traços árabes.

 

Bem, sabe como ele resolveu? Chamou um táxi, totalmente adaptado, que a gente entra com a cadeira e tudo! E o taxista rodeou o morro e me levou até aquela inesquecível vista.

 

 

 

Detalhe: a corrida ficou mais cara que a entrada do show, mas o taxista disse que o valor já estava pago pela casa de flamenco... Pô, me senti tão “serumano”. Pra compensar tanta generosidade, tive que me afundar nas sangrias, né?

 

Em tempo: Um táxi é um serviço público, “ingual que nem” um bumba, o metrô. O taxista não pode recusar uma corrida seja para um cadeirante, um idoso, um obeso. Ele que se vire pra ajudar . A concessão do serviço pertence à prefeitura dos municípios. O taxímetro tem que ser ligado na hora que o carro for partir e ser desligado quando o carro chegar ao destino final. Caso você se sinta prejudicado, ligue nos órgãos de fiscalização (os números estão no próprio táxi) e reclame!

 

Há três semanas, peguei um motorista muito camarada que me disse que essa realidade está mudando. Que os atuais taxistas estão com muito mais consciência social. Fiquei feliz com isso! Ah, também não posso deixar de dizer que sou “brodi” de todos os taxistas que servem a Folha e já me carregaram pra todo lado!

 

 

Em tempo, Elvis não morreu: Se você for dar carona para um cadeirante, tenha em mente que a boa parte das cadeiras desmontam e, com jeitinho, cabem até em porta-malas de fusca . O “malacabado” tem domínio sobre seu veículo e irá desmontar a cadeira sozinho.Se ele não conseguir, irá te ensinar como fazer.

 

É importante você não ficar cercando o cadeirante igual galinha choca no ninho . Deixe ele entrar no carro sozinho, deixe ele desmontar a cadeira. Se ele precisar de ajudar, irá te falar. Pergunte ao “serumano” ser ele sabe a melhor forma de acomodar a cadeira no bagageiro. Se não couber, coloque no banco traseiro. “Nóis” é trabalhoso, mas “nóis” é limpinho. Dá pra acondicionar o “cavalo” sem sujar nada!

 

Só ofereça carona se você tiver alguma paciência.Caso contrário, a gente tenta parar um táxi, mesmo.

 

* Imagens: Blog Mão na Roda, do meu "brodi" Eduardo Camara, e google imagens

Escrito por Jairo Marques às 07h43

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As belas da Matrix

Vamo que vamo, né, “Zente”? Para começar bem a semana hoje eu vou fazer a festa da rapaziada . Trago pra vocês um monte de mulher bonita, de diversas partes do país, todas matrixianas.

 

A vaidade é algo que pode ficar meio “baquiado” quando a gente se torna “malacabado”. Isso porque a gente pensa que vão nos olhar torno, que até pentear os cabelos vai ser complicado, que a cadeira irá enfeiar as curvas, as retas e os becos da gente: Aquelas de “óh vida, óh céus”.

 

Mas isso tem mudado muito a cada dia. A beleza se sobressai a qualquer adversidade quando a gente acredita que irradiar felicidade, irradiar simpatia, irradiar sedução é algo muuuito além de estar sentado ou em pé! Leiam o que elas dizem sobre "O que é ser bonita"?!

 

Hoje, eu trago a primeira série das belas da Matrix (vou dividir as fotos em algumas séries porque eu num sou bobo, né? Dá audiência ).

 

Será a gente faz um concurso da cadeirante mais “maraviwonderful”?  Todas as garotas entraram ou estão entrando para o casting da Kica de Castro (kicadecastro@gmail.com), depois da divulgação da agência dela aqui no blog. ÓÓÓÓÓIA!!!!

 

 

 

Fernanda Willeman de Souza, 16, de Mato Grosso do Sul (óia, do meu Estado!  ). Paraplégica

 

“Ser bonita pra mim é se aceitar do jeito que é. Ser bonita, é, acima de tudo, ser feliz, porque a felicidade faz a diferença na vida e na beleza”

 

 

Letícia Luca Ferreira, 26, de Minas Gerais. Paraplégica

 

“Ser bonita para mim é saber que um sorriso tem poder de transformação maior do que imaginamos. Se não há beleza no coração a vida não tem graça”

Carina Queiroz Gomes da Silva, 29, da Bahia. Paraplégica

 

“Ser bonita é estar de bem com a vida. É saber aceitar o corpo do jeito que é e entender que mesmo numa cadeira de rodas posso ser uma mulher bonita, uma mulher sensual”

 

Caroline Krieger, 31, de Santa Catarina. Tetraplégica

“Ser bonita não é só ter um rosto e um corpo belos. A verdadeira beleza é aquela que com o tempo não acaba".

Caroline Marques Paiva, 27, de São Paulo. Paraplégica.

 

“As pessoas podem ser bonitas apenas pelos seu jeito de ser, pela sua educação, pelo seu carisma”

 

Mari Sabel, 36, Santa Catarina. Tetraplégica

 

“Uma pessoa bonita é, acima de tudo, alguém que se aceita como é, acima de qualquer problema físico ou dos padrões de beleza impostos. Ser bonita é se sentir sexy, atraente, admirada. As pessoas mais belas são aquelas que transparecem auto-estima e honestidade consigo mesmas”

Marina Cardoso Anchises, 19, de Brasília. Paralisia Cerebral

 

“Ser bonita para mim é estar de bem com a vida, ter muitos amigos, fazer as coisas que eu gosto, estar apaixonada, ter uma família, ser feliz

Camila Mancini, 19, de São Paulo. Paralisia Cerebral,

 

“Ser bonita não é só um rosto, um peito e uma bunda, mas principalmente uma alma. A beleza da mulher está nas qualidades, no caráter e sua personalidade”

 

* Fotos do arquivo pessoal das modelos com montagem de Kica de Castro

 

Escrito por Jairo Marques às 22h50

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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