Jairo Marques

Assim como você

 

Sem graça

 

Se você veio aqui hoje atrás de um texto emotivo ou engraçado, sugiro que dê meia volta na página para não perder seu tempo. É que hoje eu tô puto (dane-se se não pode usar essa palavra, é como eu me sinto e isso aqui, acima de qualquer coisa, é um diário).

 

Sabe pessoal, certamente esse desabafo (não pretendo tomar muito tempo de quem se aventurar e tiver saco de ler), é uma recaída. É um desbotado na maquilagem do Bozo.

 

Ontem, voltando do trabalho para casa, fui observando ao longo de uma das principais avenidas aqui de São Paulo, a Rebouças, que estão reformando todas as calçadas, padronizando tudo, colocando rampas que não nos derrubam da cadeira.

 

Mas daí eu pensei no tempo que isso demorou...décadas. E pensei em quantas pessoas não saíram de suas casas por causa de um buraco, por causa de uma guia não rebaixada. Não estudaram, não foram para a balada, não viveram.

 

Pensei que foi preciso juntar gente na avenida paulista dizendo que são seres humanos e que, até consertarem os passeios, vai-se mesmo é andar no meio da rua porque o poder público é ineficiente para garantir um direito básico que é o de transitar livremente seja para onde e como for.

 

Pensei que para a calçada bonita e ajeitadinha chegue aos bairros mais distantes, chegue à periferia, talvez demore mais alguns ... séculos.

 

Queria que, em alguns momentos, pelo menos alguns, as coisas fossem menos complicadas. Queria não ter de ficar propagando, de forma “criativa”, que há uma massa de milhões de pessoas ofuscadas da vida, num mundo paralelo, porque muita gente não está afim de pensar que elas existem e muito menos de fazer com que elas possam existir.

 

No meio do meu trajeto, paro no fatídico supermercado de sempre onde a mocinha da guarita, a de sempre, nunca entende, como sempre, que preciso que um segurança retire a cadeira de rodas do porta-malas do carro.

 

Paro na vaga reservada e, também como sempre, e fico esperando por um longo tempo que um dos vários seguranças entendam que não estou com o pisca alerta ligado porque estou treinando para o Carnaval.

 

E nesse ínterim, vejo o escárnio das pessoas parando sem nenhuma necessidade em vagas que estão devidamente marcadas com um símbolo imenso no chão, nas placas. E são diversas as pessoas: Uma senhora sarada com a filha adolescente, um playboy, um taxista, um senhor que tem cara de gerente de qualquer coisa...

 

Nessa espera, que como sempre não resulta em êxito porque sempre preciso pedir para que alguém que está passando por perto me ajude, foi me dando um nó na garganta. Um certo desconsolo, uma desesperança.

 

Não consigo aceitar que aqueles seres que pararam nas vagas não saibam que existam pessoas com deficiência que precisam daquele “luxo” de botar seus carros num lugar de mais fácil acesso. Acho que elas sabem sim. Fazem isso, porque um deficiente supostamente não faz compras, né? Ele tá hospital, tá em casa jogando dominó, tá num abrigo de assistência social.

 

Senti que minha bateria do otimismo deu uma bela descarregada. Pensei em quantas pessoas, de fato, eu expor diariamente a minha e outras dezenas de história, podem “conscientizar”, podem virar um aliado para a inclusão.

 

Pensei em quantas vezes vou ter que descobrir histórias EXTRAORDINÁRIAS para que a Folha Online, o Uol nos reserve um cantinho camarada em suas páginas principais e, assim,  “atrair” mais leitores a ingressarem num mundo chamado “Assim como Você”.

 

Será que estou no caminho certo? Será que não estou transformando um tema duro em um exotismo? Sei lá...sei lá. 

 

O ápice dessa minha angustia, que sei que é temporária, mas não acho legítimo não dividi-la com quem se dá ao trabalho de visitar o blog todo dia, foi chegando em casa.

 

Vi na minha caixa de email que foi firmado ontem um acordo extra-judicial entre o Ministério Público e os bancos em que as instituições financeiras se COMPROMETEM a tornar suas agências plenamente acessíveis dentro de UM ANO.

 

Me diga, qual a graça de ter de haver um compromisso legal para que os bancos garantam o meu direito de usar o MEU dinheiro que ganho trabalhando igual a todo mundo? Ou mesmo para eu conseguir chegar a um caixa para poder pagar os meus IMPOSTOS?

 

Enfim, em batalhas há altos e há baixos. Ontem, me senti atingido, caros leitores. Me senti angustiado pelas coisas não serem mais simples e mais lógicas. Quem vai à luta, leva soco na cara, na barriga, na linha da cintura.... cai... levanta... cai... levanta.

 

Sou e procuro sempre ser compromissado com meus ideais. Mas isso não é característica de todos: o compromisso. E vamos que vamos...

 

Me desculpem pelo xororô. No findi tomo umas pingas e tudo passa. Até uva passa, não é?

 

Bom final de semana.

Escrito por Jairo Marques às 07h31

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Um pouco de arte

Lá no comecinho do blog eu falei sobre dançar. E acho sensacional como alguns malacabados se dedicam a essa arte de forma tão intensa. E eu não acho algo "exótico", acho realmente bonito, emocionante. Não conheço os bailarinos dessa apresentação: Viviane Macedo e Luiz Claudio, mas sem dúvida esses dois balançam a Matrix.

Se eu fizer a metade desses movimentos no meu cavalo, amanhã eu fecho o blog por estar todo entrevado... 

Escrito por Jairo Marques às 08h05

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Aos Mestres...

Seguindo a dica da Adriana, de Goiânia, hoje trago um post em homenagem aos professores que tive e que marcaram a minha vida de “minino bão”.

 

E foram muitos os “empurrões” que recebi durante a trajetória de estudante: da tia Olga, da tia Olguinha, do Paulão, do Pagá, do Jorge e de diversos outros professores. Mas, um deles, em especial, se tornou meu amigo para a vida toda, o professor Mauro.

 

Mauro é um daqueles jornalistas que faz a gente ter orgulho da profissão. Me ensinou muito, me chacoalhou, me formou. Mesmo depois de eu deixar a faculdade, não perdemos contato e continuamos “tomando remédio” para os rins  , como ele mesmo diz, sempre que é possível.

 

Nossa amizade culminou com um encontro bem emocionante em Lisboa, em Portugal. Mas isso é história para outro post. Bem, mas, como é Dia do Professor, nada mais justo que.... o Mauro escreva um texto.

 

Pedi a ele pra traçar algumas linhas sobre o que foi ser professor de um cadeirante. E ele deitou essas palavras que acabaram virando uma homenagem a mim mesmo.   Porém, como sempre digo a ele e outros professores que encontro, o meu “sucesso” é apenas um reflexo do trabalho deles mesmos.

 

 

 Eu e meu amigo Mauro atravessando o rio Tejo, em Lisboa. Xiqui, né?

 

 

UM REPÓRTER EM SALA DE AULA

O céu estrelado daquela noite não amenizava o forte calor que abafava o campus da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).


Era o ano de 1996 e, depois de mais uma aula de Redação Jornalística, já na rua, fui alcançado pelo mais inquieto dos dois cadeirantes do curso de Jornalismo, que estava ansioso para falar comigo.

 

Não parecia ser apenas mais uma das estimulantes conversas de corredor, que ele e seus colegas de turma costumavam provocar. E não era. Havia algo mais pairando naquele ar sufocante: os olhos de Jairo Marques brilhavam, denunciando o irrefreável desejo de uma grande decisão a ser tomada.


”Decidi ser repórter”, anunciou, com entusiasmo. “O que você acha?” Busquei refúgio em alguma estrela, respirei fundo e respondi:

 

“Se você tiver consciência que vai se deparar com dois grandes obstáculos, um de ordem física e outro, talvez pior, o do preconceito, e ainda assim prevalecer a vontade de ser repórter, siga em frente.”

 

 A manifestação imediata, sem titubear, da disposição para enfrentar as precárias condições de acessibilidade do Brasil, as primeiras e improvisadas rampas da cidade universitária, em Campo Grande, se devem à batalha do Jairo _uma das tantas que empreendeu na sua passagem por lá_ e encarar posturas discriminatórias tão refratárias no país, reafirmavam sua alma jornalística.

 

 

Com os amigos "portugas"

 

Na verdade, ele sempre foi repórter. No primeiro ano do curso, essa vocação sobressaía no jornal mural “El Paredón”. E sua participação em sala de aula sempre era marcada pelo olhar ferino, pelo tom crítico e pela visão aguçada de quem tem os atributos essenciais para o exercício profissional.

 

Alguns anos mais  tarde, como um destino quase natural, aportaria nas páginas da Folha de S.Paulo, produzindo desafiadoras matérias investigativas, como a da prostituição infantil em Manaus.

 

Esteja onde estiver, dentro ou fora da redação, no ônibus, no táxi ou na mesa de um bar _ depois de superar as habituais dificuldades de acesso _, Jairo é, antes de tudo, um repórter. Um grande repórter. Para orgulho dos colegas, como eu.

Mauro César Silveira, Jornalista e Professor do Curso de Jornalismo da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina)

Escrito por Jairo Marques às 07h43

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Lambanças da acessibilidade

Povo, fico pensando se é melhor não ter uma rampa em determinado local do que ter um troço que chamam de rampa, feito nas coxas, para dizer que o estabelecimento é acessível.

É porque se tem uma rampa totalmente íngreme, não vou conseguir subir do mesmo jeito e, pior, o dono do ponto que fez a “adaptação” vai achar que o dever tá cumprido com a Matrix.

Claro que, às vezes, um cimentinho que eliminada um degrau pode resolver, mas o ideal para quem for fazer um ambiente acessível é contratar um arquiteto ou se informar sobre as normas técnicas. O profissional vai saber as inclinações exatas para as rampas, a altura das barras no banheiro, a dimensão perfeita para as portas, entre outros.

A arquiteta Thais Frota, “ledera” deste blog e especialista em acessibilidade (arquiteta.thais@gmail.com) fez um trabalho maraviwonderful. Flagrou diversas lambanças arquitetônicas pelas ruas de São Paulo.

Vou então mostrar algumas das trapalhadas que ela registrou e, depois, encaminhou para que os órgãos competentes tomassem uma atitude. Essas imagens são tão absurdas me remetem a uma frase muito boa que aprendi ontem e já tô usando: “Gzuis, me leva que eu tô pronto”!

Essa lixeira suspensa no meio da calçada é tudo, né?! Pra quem é cadeirante e passa o nariz rente. É uma beleza. E os cegos? É topar na lixarada na certa 

 

Essa catraca é para acessar uma biblioteca de uma famosa universidade aqui de São Paulo. Quem é cadeirante que se lasque, seu burrão!

 

E o que vocês acharam dessas duas barras que impedem a gente a ter pleno acesso à rampa? Um luxo total... esse amarelo diarréia, aff. Isso ai é num cartório. Então, tamo livre de acertar as contas no cartório, né, não?

 

Nego, sobe essa rampa. Sobe que eu quero ver. Nem eu que sou parente do rambo e tenho braços sarados, passados e amolados consigo. Também é num cartório. Nem vem querer protestar “nóis” que “nóis” num entra lá.   

 

Esse banheiro me dá até uma emoção, uma verdadeira vontade de ... de... xá pra lá . Olhem onde está colocado o espelho. É demais. Um cara que faz uma coisa dessas não tem mãe viva, não . Sem falar que a casinha serve também de depósito de tralhas. É dentro de um banco do “guverno”

Esse outro mictório também é um requinte puro. Vejam as barras de apoio onde estão: uma no inferno e a outra no purgatório . Atentem-se para o detalhe de onde foi acondicionado o papel higiênico. Ah, sim, a válvula está a quase dois metros de altura, bom pra gente que fica em pé, né? O melhor é que este banheiro fica num lugar onde há poucos malacabados ... num hospital

 

Você chega pra estacionar seu carro na vaga reservada e tem uma corrente. Ai é simples, você desliga o carro, monta a cadeira, retira a corrente. Volta pro carro, desmonta a cadeira, guarda no carro (cansou?), estaciona ali ao lado do lixo. Abre a porta, monta a cadeira

 

Até a atendente do outro lado ver que há um cadeirante esperando no balcão o expediente já terminou, né? EMOTTION . Essa também é num hospital. Setor de marcação de consulta. Ainda bem que tenho médica particular (ui)

 

Alguém consegue me dizer que raios é esse troço bem no meio da calçada? Fica numa das avenidas mais movimentadas aqui da city.

Escrito por Jairo Marques às 07h33

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Dias de chuva (Molhação)

Semana passada choveu todos os dias aqui em “Sum Paulo”. Num é brincadeira, não, toooodo dia. Eu já tô até criando bolor.  Vou aproveitar, então, para responder uma mensagem que a leitora Ana Luiza Lima, de Brasília, me enviou dizendo assim:

 

“Acompanho seu blog todos os dias e gosto demais! Como você escreve de uma maneira muito amistosa, tomei a liberdade para retribuir e sugerir um tema para um post.

É que ontem, ao sair do trabalho, caía uma chuva torrencial, com tanto vento que molhava de cima para baixo, nem adiantava o guarda-chuva.

 

Enquanto esperava minha carona sob a marquise do prédio, fiquei pensando na dificuldade que seria se eu fosse cadeirante e resolvi escrever para perguntar:

 

Como fazer para se proteger? Como movimentar a cadeira e segurar o guarda-chuva? Existe roupa protetora própria, como dos motoqueiros? A cadeira quando molha deve ficar bem desconfortável, não?”

 

Coisa querida do tio, a resposta é “simpres”: A maioria de “nóis” toma chuuuuuuva no lombo mesmo!!! “Móia” tuuuudo!  Desde que eu me entendo por gente eu me molho até a alma quando rola a chuvarada. O pior nem é a gente se molhar e ficar que nem um “pinto calçudo”, o pior é ter de responder ao povo que passa pela gente e diz assim:

 

“Ei, cadê o guarda-chuva? Você tá se molhando, rapai. Se ‘potrege’!”

 

Eu tenho muita vontade de dizer onde tá o guarda-chuva, mas me contenho. Imaginem vocês a cena do estropiado do cadeirante tocando as rodas da cadeira e segurando o cabo do trem? “Impossivi” de acontecer. A não ser que a gente tivesse três ou mais braços, assim, que nem o Lula Molusco.

 

 

Eu até já vi uma cadeira que inventaram que vem com um guarda-chuva embutido. Pô, mas ai o meu cavalo vira um carrinho de picolé, né, não?  Sem falar que, se bater um vento mais forte, vai cadeira, com “malacabado”, com tudo pra trás. Aí, além de molhado a gente vai tá é na roça.

 

 

Outra solução é a gente pedir para alguém nos conduzir enquanto seguramos o guarda-chuva!!! Tchanannnnnn! Aêêêêê... “Zente”, nem rola, não.  Eu explico pro6 porque eu sou um “minino bão”. Pensem na “situaça”: O tio Zairo tentando se equilibrar no cavalo ao mesmo tempo em que segura o guarda-chuva bem alto. É porque tem que ficar alto pra proteger o “empurrador” também.

 

Acontece que, como já expliquei pra todo mundo, os malacabados são estragados meeeesmo   e temos problemas sérios de equilíbrio. Aí num dá. O guarda-chuva num vai parar lá em cima e periga de a gente colocar mais um na Matrix: é, mais um, um cego porque a gente pode acabar furando o olho do nego um com as pontinhas do guarda-chuva.

 

Bem, sobram aquelas roupas de borracha! Gostooooso!!! Povo, até a gente conseguir vestir aquele negócio, colocar os nossos cambitos dentro daquelas calças, não só já passou a chuva como também mudou a estação do ano...

 

Quando eu era menino, mesmo em dias de chuva intensa, eu não matava aula. Isso porque minha mãe não deixava, é claro. E ai a gente sai em baixo do aguaceiro, mesmo. Sabe aquelas de “vamo que afinou?”. Mas sempre é pegadinha. Virava a esquina e caia o toró. E me lembro que a minha mãe sempre usava duas frases pra quem oferecia carona pra gente:

 

“Não precisa, obrigada, a gente tá acostumado (acostumado a tomar chuva é broca, né? )”. E a outra era assim: “Não, obrigada, demora demais pra desmontar a cadeira dele e vai alagar seu carro”.

 

 Êh, tempo “bão”. No verão, quando chovia muito, a vontade que eu tinha era ser plastificado. O negócio, então, é tomar chuva, mesmo. Lavar a alma, o cabelo, as cueca, as meia  . E andar no aguaceiro pra gente também é uma aventura. A cadeira desliza, a roda patina e os freios num funcionam. Sem falar que, quando se toma chuva sentado, se molha muuuito mais de acordo do que em pé, pois a exposição é “mais maior”.

 

Atualmente, como virei diretor-geral, o “Quiano Rives” da Matrix (vocês que falaram, heim?! ), comprei até uma kombi e tomo bem menos chuva.

 

Quando chego ou quando saio de casa, os presidentes (os porteiros que só andam de terno e eu chamo de presidentes) vêm logo com um baita guarda-chuva para me auxiliar. Vida boa demais, aff...

 

Em tempo: Você pode ajudar o “pinto molhado” do cadeirante em diversas situações. Auxiliar a ele a retirar ou colocar a cadeira no carro, por exemplo. Dar uma carona, desde que não se importe que seu carro fique levemente... digamos, alagado e não irá se estressar com a demora de desmontar a cadeira .   Se estiver a pé, não peça para o malacabado segurar o guarda-chuva. Segure você sobre os dois e deixe que ele mesmo toque a cadeira, vai ser num ritmo mais lento, mas vai ajudar a molhar menos!

 

 

Em tempo, a revanche: Esse post  se chama também “Molhação”, em homenagem à série da “Grobo”, Malhação, que tem um cadeirante de mentirinha. O cabra, acho que se chama Bruno, já voltou a sentir as perninhas, num verdadeiro milagre da ciência!  Tá certo que novela é ficção, mas, a cada vez que fazem isso, mas as pessoas criam lendas sobre quem vive na Matrix. A série tem um público adolescente e jovem muito forte, e é justamente esse povo que precisa de se aliar gente, entender o que é ser deficiente para ser um adulto consciente. O que me anima é que, pelo que consigo reparar, tem muitos teens que lêem o nosso diário, né, não?

 

* Imagens do google imagens

Escrito por Jairo Marques às 02h53

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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