Jairo Marques

Assim como você

 

Aonde que o vovô tá?

Acabou ontem o horário político, aquela chatice sem fim, mas eu vou encher a paciência de vocês falando de eleições. Sacaram o duplo sentido do título do post? Quer que desenha? Leiam “rapidim” que irão sacar.

 

Por força da minha profissão, tive de ler muitas das ladainhas dos candidatos nos jornais, ver muita gente beijando criancinha na televisão e ouvir no rádio quilômetros de promessas desde aquela de dar leite “gostoso” pros “minino” pobre, passando pela construção de um viaduto que liga a terra até lá no Deus e finalizando com uma que diz que vai ter internet de grátis até pras galinhas dos sítios da cidade.

 

 

 

 Não, povo, eu num bebi. Esse blog ainda é de assuntos relacionamentos à Matrix de quem tem alguma deficiência física. É que nenhum dos candidatos a prefeito aqui de São Paulo, pelo que eu tenha acompanhado, falou com ênfase ou como prioridade sobre acessibilidade da cidade.

 

Bem, e daí, né? Daí que “nóis tamo” na roça, pelados e perto de uma caixa de marimbondos se depender do futuro prefeito ou prefeita da maior cidade do país, será?

 

É o prefeito que comanda a política urbana de uma goma.  Ou seja, é ele quem vai chamar a “puliça” caso a calçada esteja toda “estrumbicada”.

 

É ele quem vai mandar prender e mandar soltar os donos de estabelecimento que não fizerem banheiros acessíveis pra mode a gente poder fazer algo básico para um “serumano” qualquer: mijar com dignidade.

 

E mais, o prefeito cuida do transporte. Quem depende de ônibus, precisa de piso rebaixado e precisa de um espacinho reservado. Se mal cabe quem pode ficar em pé, espremido, imaginem quem precisa entrar no bumba com um cavalo?

 

Não vi nem ouvi nenhum candidato dizer: “Vou trazer o povo da Matrix para o mundo dos mortais pra mode todo mundo ficar junto”.

 

Tamo tudo perdido? Não, claro que não. Mas é importante a gente mostrar que precisamos estar entre as prioridades dos dirigentes porque, se não, muita gente vai continuar dentro das cavernas porque não consegue sair à rua por uma simples questão: os buracos da calçada.

 

 

 

Pra mim, quem não pode viver de forma plena em uma cidade padece de um mal social gravíssimo. Não sei se todo mundo concorda. Se eu não tenho como sair de casa, não tenho como estudar, como trabalhar, como comer, como ser cidadão.

 

Se nenhum candidato tem entre suas prioridade uma política inclusiva, mais a gente precisa ficar “tudujunto” nesse blog e em outros fóruns até melhores do que este pra mostrar que: Sim, há um mundo paralelo querendo seu espaço no mundo real e há gente, há votos, ha impostos recolhidos que exigem o cumprimento deste direito.

 

Queria que vocês contassem como foi a campanha para prefeito, dentro deste aspecto, em suas cidades. Em algum lugar o candidato colocou a acessibilidade como uma questão primordial? Não precisam fazer campanha, é só dizer das propostas, “belê”?!   Em "Belzonte", "perezempi", onde esse blog tá mais pop do que o Clóvis Bornay , falaram algo sobre os matrixianos de forma séria?

 

Aí vocês podem me dizer: “Mas rolam uns postulantes ao cargo de vereador que são “malacabados” e poderão cumprir esse papel?". Bem, o fato de ser cego, ser cadeirante, ser mudo não credencia ninguém a ter competência política, né, povo?

 

Claro que reconheço que, talvez, alguns não sejam corrompiveis e assumam seus papéis diante do mandato que lhes foi entregue, o que até acontece! Mas peço encarecido para que vocês não entreguem seus votos a alguém da Matrix pelo simples fato de ele ou ela serem “esforçados” e serem “exemplos” de vida.

 

A gente tem é que apostar em competência, em compromisso sério, em vontade de fazer, de mudar, de agir e de... ser honesto! E isso não necessariamente está embutido em alguém que tenha “uma história bonita”.

 

Nessas eleições, tivemos uma grande conquista. A Justiça Eleitoral se preocupou em tentar evitar que a “Grobo”, a Folha e outras mídias tirassem fotos e fizessem imagens de cadeirantes em frente a uma escadaria danada dizendo assim:

 

“Mas aonde ‘queu vô votá’? Lá em riba? Ôh pai amado, mas como eu vou chegar até lá?”

 

Houve um cadastro antecipado de todos os deficientes que precisavam de condições especiais para exercer seu direito ao voto e tentar evitar essas situações que são péssimas para todo mundo.

 

 

Óbvio que a Justiça só fez isso depois de muitos esgualepados aparecem na TV e nos jornais pagando mico ao serem carregados nos braços, né, não?!

 

 

Quem não fez o cadastro, terá de contar com a sorte. A gente não vive num mundo ideal, ainda, e temos de fazer nossa parte para que ele melhore.

 

Bom, me desculpem se o tema de hoje deu dor de barriga, náuseas e mal estar em vocês , mas, escolher quem vai andar de carro oficial pra cima e para baixo, entrar de graça nos lugares, ganhar um bom salário e muito prestígio, ficar quatro anos dizendo o que é certo e o que é errado e, em alguns casos, trabalhando duas vezes por semana, para uma city é muita, muita “responsa”.

 

Então, pensem bem e escolham aquele que possam nos dar uma “mãozinha” para atravessar a rua, uma empurradinha numa rampa íngreme, uma cidade que possibilite um convívio mais pleno em seus espaços para todo mundo!

 

Beijos nas crianças, votem certinho e até segunda!

 

*Imagens do google imagens

Escrito por Jairo Marques às 23h23

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Um festival de cores

Um dos primeiros personagens a passear por esse blog e deixar um rastro de coisas boas para todos nós foi um procurador da república que é cego desde a juventude.

 

Mas o doutor Ricardo Tadeu Marques da Fonseca não encontra dentro da ausência de luz que toma conta de suas vistas a escuridão; ele vê caleidoscópios, se “alembram”? Não... ai, ai... “minino bão” que sou eu ajudo. Clica aqui e “lêlá”.

 

Na cegueira, nem sempre haverá cores. Isso vai depender se ainda restar algum resquício de retina, memória visual, entre outros fatores. Mas as cores, tais como quem vê plenamente conhece, também podem ser sentidas, podem ser tocadas.

 

Você, por exemplo, já tomou um banho de azul? Já se deliciou numa piscina de amarelo? Já se esbaldou no vermelho? Porém, como explicar o que são as cores para quem nunca viu??

 

Então, coloco hoje um comercial indiano de um “Banco de Olhos”, dica de primeira “qualidadchi” da minha querida leitora Maria Carolina, que irá te mostrar com isso é possível...  

 

Embaixo, coloco as traduções das poucas palavras em inglês que aparecem!

 

 

Primeira frase: Uma música ligada ao Holil (um Festival de Cores) começa

 

Segunda frase: A música continua

 

Na placa que é lavada está escrito: Smt. Kamila Mehta Dadar, escola para cegos

 

Na caixa está escrito: Caixa de doações, e o endereço mais o telefone da escola

 

O menino pergunta: “Tio Warden, quantas cores existem?”

 

Tio Warden responde: “Vermelho, azul, amarelo, verde...”

 

O menino volta a perguntar: “Com o que o verde se parece?”

 

E o tio Warden responde: Eu gostaria de poder explicar para você...

 

Mensagem: Sessenta e sete pessoas, incluindo os criadores deste vídeo, doaram suas córneas depois de verem este filme

 

Para saber como se tornar um doador, clique aqui e saiba mais!

Escrito por Jairo Marques às 07h55

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As pingas que bebi e os tombos que levei...

Na segunda-feira eu trouxe um pequeno “manuel” de instruções para vocês não jogarem os cadeirantes no meio da rua , mas, “temveiz” que não rola... ou melhor.. rola, rola o “malacabado” de cara no chão, embolado na calçada!

 

Meu grande amigo Thiago Reis, uns dos jovens jornalistas mais talentosos da nova geração da Folha, vive me perguntando: “Jairo, você cai muito da cadeira? Contai pra gente como é!”.

 

Então, atendendo ao anseio do meu “brodi”, conto alguns dos meus tombos mais mega blasters power full (caraca, vocês sabem cada vez mais de mim, só faltam saber a cor das minhas calçolas ).

 

Acho que o capote mais show que levei foi um quando eu ainda era menino, em um supermercado. Eu era encapetado demais da conta e andava desembestado com meus amigos pelas ruas de Três Lagoas montado em cadeiras de rodas que eram verdadeiros museus, de tão veias e exóticas.

 

 

Fui com o meu amigo “Crô” ou “Crodô”, como preferirem, comprar chocolate nas “Casas Moreira”, o supermercado top da city. Ele, como era meu melhor amigo, era uns dos melhores condutores do meu cavalo, eu confiava plenamente que ele num ia derramar um “minino” lindo como eu no chão.

 

Mas, lá estavam eu e Crô encantados com as gôndolas cheias de doces, de salgadinhos e chocolates de toda “qualidadchi” e gostosura.

 

“Êh, beleza, heim Crô, quem dera ter dinheiro pra comprar tudo!”, dizia eu que, jurava, estava o meu “amigão” me conduzindo, enquanto as prateleiras iam passando, passando, passando pelos meus olhos.

 

Povo, e a cadeira foi andando, andando, ganhando velocidade, passou pelos caixas do supermercado, passou pela porta de entrada, ganhou a calçada e “catapum”: fui eu com cadeira, com chocolate, com tudo pro chão, pro meio da rua, de cara....

 

Crô, distraído com o festival de doces, me largou e não avisou nada e, como o local era inclinado, a cadeira começou a andar sozinha e não me dei conta de nada.

 

“Que você tá fazendo ai, rapaz?”. Me lembro até hoje da frase cretina do meu amigo, que em instantes estava me ajudando a montar no cavalo de novo.

 

Dispensável dizer que ele achou que eu estava errado, né? “Tem que prestar atenção, Jairo”.

 

Não me “alembro” se me machuquei, mas o tombaço eu jamais esqueci.

 

Um outro capote maneiro que levei nem faz muito tempo, acho que uns seis meses, talvez. Logo, já era “véio”. “Zente”, e o mais ridículo, cai sozinho .

 

Eu havia levado uma cadeira nova que havia comprado pra fazer uns ajustes na loja. Na realidade, pra praticamente fazer outra porque ela veio de fábrica toda esculachada. Para quem não sabe, as melhores cadeiras são feitas sob medida e tal, mas isso eu conto mais adiante.

 

Na loja me deram um cavalo reserva, o que até que os reparos fossem feitos. Pense você usando uma calça 46 sendo a sua bunda do tamanho 38, rola? É mais ou menos assim que funciona quando a gente tem de usar qualquer cadeira.

 

Bem, mas não tinha remédio e fiquei com aquele troço mesmo, a calça 46 para o meu bumbum sarado 38 . Nessa situação, o cadeirante perde a noção do impulso que pode dar para subir uma calçada, por exemplo, ou da força que tem de fazer para girar para os lados, da própria força de condução para ir daqui para acolá.

 

Uma noite, chego em casa “breaco”, chamando o cachorro de meu loro, achando a Zezé Macedo uma deusa, abro a porta e vou ligeiro pro banheiro pra dar aquela urinaaaaaada (afinal, botecos com banheiros acessíveis vocês sabem, é raridade).

 

Nisso eu já tinha arrancado as “carças”, os sapatos, as meias, tava quase pelado.

 

Mas, sabem aquela salieciazinha que tem nas portas? Como chama mesmo? Soleira? Deve ser isso, soleira. Para vencer a maldita soleira da porta do meu banheiro, que nem é alta, é de boa, o véio bebum deu um impulso meio de he-man.

 

E vai a cadeira empinar “loka” seguir caminho com tudo para trás, sem me dar tempo nem pra gritar “gzuis me acode”.

 

“Óia”, foi ridículo total. Eu “bebido”, pelado, sozinho, largado no chão e com um calombão na cabeça. E pra sair do chão? Pra voltar pra cadeira com a bunda pesada que tenho?

 

Vo6 acham que eu ia chamar os porteiros? Chamar a “puliça”? Nem, né!? “Oi, seu “puliça, é que eu caí da cadeira, ‘bebido’, salva eu”?

 

 

 Resolvi dormi ali no chão, mesmo. No dia seguinte, apenas, eu resgatei forças, apesar da ressaca, para montar de novo na cadeira.....

 

Conto outros tombos no futuro. Mas, como diz a minha mãe, que nunca me deixou cair , “quem não cai não aprende a levantar”.

 

Em tempo: Não é o fim do mundo um cadeirante cair no chão. Se você vir uma cena dessas ou mesmo estiver conduzindo um “mamulengo” que se esborrachou na calçada, não adianta se desesperar porque a vida é dura, mesmo.

 

É importante você não agir instintivamente e pegar o cadeirante de qualquer jeito, como se fosse um saco de feijão, e colocá-lo de volta no cavalo. Isso pode machucar mais do que a queda. Dê um tempinho para o “esgualepado” se recompor e pergunte qual a melhor forma de ajudar. Os nossos “ossinhos” são mais frágeis devido à falta de esforço físico, contudo, eles não costumam quebrar que nem palito de fósforo.

 

Porém, é sempre bom dar uma examinada se não há hematomas ou ferimentos, ainda mais nos casos em que o cadeirante não tem sensibilidade nas pernas. Ele pode ter se ferido, mas, não percebeu!

 

* Imagens do google imagens

Escrito por Jairo Marques às 08h18

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Nada, não

Poxa, eu juro “proceis” que eu não imaginava que ter um blog ia ser algo “emocionantchi” pra minha vida. Achei que ia ser algo “tipo assim” legal pra divulgar algumas idéias, jogar luz em algumas histórias, dar uns pitacos...

 

Mas, como eu já disse milhares de vezes e ninguém agüenta mais ler, é muito "emocionantchi". E vocês é que fazem isso. Eu jogo o molho e esse povo todo tempera, apura, esquenta, mexe, remexe e faz a nossa “cozinha” bombar...

 

Hoje eu num consegui contar piadas pra vocês, nem mesmo colocar alguma coisa “bacanuda” pra agradecer quem veio aqui dar um oi pra mim e dizer, mais um dia: Jairet, sigo bem “Assim como você”...

 

Nem sempre dá, né, gente?! (acostumei mal vocês ) Mas, recebi dezenas de emails de gente preocupada, de gente querendo um novo post, de gente brigando com o véio aqui porque estava “com o bigode tremendo” por causa do “vício”....

 

Pô, é muito legal isso, povo, é muito legal. E nem é por mim. É por todos que querem sair desse mundo paralelo que é a Matrix de quem tem alguma deficiência... É muito bom saber que tem um monte de pessoas que, realmente, querem ajudar nessa “pequena” conquista.

 

Amanhã, eu volto, ta? Certeza...

 

Beijo nas crianças...

Escrito por Jairo Marques às 19h52

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Dicas para dar aquela empurradinha num cadeirante

“Zente”, pode parecer “inacreditível” o que eu vou dizer, mas, existe um jeito certo pra dar aquela empurradinha numa cadeira de rodas, juro!

 

Por mais que nosso “artomóvel” seja simples, num basta você, pra dar uma mãozinha, sair empurrado “desimbestado” o pobre do cadeirante. O cavalo empaca no menor descuido e o chão será destino certo. Já escrevi um texto sobre as minhas experiências com empurradinhas. Se não leu, basta clicar aqui.

 

Mais uma vez, pra mostrar que sou um “minino bão”, vou dar algumas dicas para mode todo mundo ficar habilitado em ajudar um “malacabado”, se for preciso, né?

 

O meu parceiro Jean, que todos já sabem, deu a cara para esse blog criando o topo lá de riba, me deu aquela “hand” criando ilustrações pro post. Gostei pacaramba.com.br . Espero que gostem também!

 

                                                                  

 

* A primeira dica e mais importante é a seguinte: nunca vá empurrando o cadeirante que nem um carrinho de compras, sem dizer a ele que você vai ajudá-lo. Por melhor que seja a sua intenção, é uma sensação muito ruim quando alguém que a gente não conhece vai dizendo assim: “Deixa que eu te ‘empurro’! Descansa o braço. Tira a mão daí”.

 

Imagine alguém que você nunca viu na vida chegar e ir te pegando. A cadeira faz parte, de certa maneira, do corpo do cadeirante. Muitos têm tanta habilidade e preparo físico e raramente precisam de ajuda. Mas há casos que uma “mãozinha” vai muito bem! O melhor a fazer, se você quer ajudar, é perguntar: “Você precisa que eu te empurre?”

 

E caso a ajuda for dispensada, pelamor, não sai dizendo por ai que deficiente é tudo revoltado  . Não tem nada a ver. É que, às vezes, a gente gosta de se virar sozinho, mesmo.

 

* A coisa mais chaaaata do mundo pra um cadeirante é quando o seu “condutor” diz assim: “Vamu dá uma corridinha. Segura ai Ayrton Senna do Brasil sil sil”. É de lascar . Muitos deficientes que usam cadeira de rodas têm problemas de equilíbrio e movimentos muito bruscos deixam a gente em pânico!

 

* Caso você for dar aquela carona para o cadeirante e estiver em grupo, evite ser o “the flash” e sair correndo. Num sei qual a razão, mas quem está levando o cadeirante anda sempre à frente de todo mundo, mais rápido que todo mundo. Desse jeito, papo entre amigos durante o percurso é impossível!

 

 

 

* A gente vive num país onde calçada boa é que nem nota de R$ 100 na minha carteira, uma fantasia . Tente desviar dos buracos, dos desníveis quando tiver levando a cadeira. As rodinhas dianteiras se prendem com facilidade em terrenos acidentados.

 

O cadeirante, pode ter certeza, presta muita atenção no caminho (porque é ele quem meterá a cara no chão se cair, né?), então, vá  seguindo o direcionamento que ele der nas rodas.

 

* Em terrenos muito acidentados, calçadas sem nenhum padrão ou mesmo de paralelepípedos, aquelas que transformam nosso “célebro” em milk shake de tanto “balangar” , o ideal é que o condutor empine a cadeira um pouco para trás, andando somente com as rodas traseiras. Vocês não sabem o alívio que dá!

 

 

* Para descer uma guia sem rampa com um cadeirante ou seja, a maioria das guias, né, não? Há duas maneiras: Para os iniciantes, o melhor é descer a cadeira de marcha a ré. Para quem já é craque, basta empinar a cadeira e descer com as duas rodas traseiras. Para subir a guia, erga as rodinhas da frente, coloque sobre a calçada e, em seguida, empurre, pronto, subiu!

 

* Em manobras curtas, como parar em baixo de uma mesa, encostar na porta do carro, deixe o cadeirante se virar sozinho. É broca quando a pessoa vai empurrando a gente e batendo em tudo que é lado . Nesses casos, o melhor mesmo é deixar que a gente se acomode.

 

 * Quando foi subir uma rampa, evite dar impulsos muito fortes para dar aquele “embalo”. O melhor é andar num ritmo normal, mesmo. A chance de evitar um acidente é maior. Também não reclame com o cadeirante por ele ajudar no embalo tocando a cadeira ao mesmo tempo em que você empurra. É bom para os dois! 

 

 

* Se você ajudar o cadeirante em apenas um trecho. Duas quadras de uma rua, por exemplo, avise a ele o trajeto da “carona”. Não abandone a cadeira sem dizer nada, “nóis” é tudo carente e pega sentimento rápido .

 

* Como todo mundo é “serumano”, é natural que em um descuido a rodinha dianteira da cadeira de rodas se prenda em algum obstáculo da calçada e o bicho pega. A tendência é que o corpo do cadeirante, em geral bem mamulengo pela falta de equilíbrio, se mova para a frente com destino ao chão.

 

 

Nesse momento, seu reflexo será fundamental para evitar um galo na nossa cabeça! Leve o braço pra frente do corpo do cadeirante e puxe o “matrixiano” para trás. Se tudo der certo, terá sido um susto!

Escrito por Jairo Marques às 00h11

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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