Jairo Marques

Assim como você

 

Meu pai é cadeirante!

Cada história que entra neste diário passa antes por um crivo de potencial de promover uma mudança de atitude, mesmo que pequena, e do potencial de fazer refletir por meio da emoção ou do exemplo.

O post de hoje, em especial, passou bem fácil por essa “peneira” realizada por esse que vocês sabem: é um “minino bão”. 

Como no domingo é Dia dos Pais, e eu ainda quero ser um (por enquanto eu só tento “cas minina”), o caso me pegou de jeito. Conto, então, um pouco das façanhas de Álvaro, um pai cadeirante.

Espero que esta história jogue um toque de brilho no almoço de família, no telefonema de quem está distante ou mesmo numa saudosa lembrança de pai. Boa viagem na leitura!

                                           

“Quando eu era criança, eu jamais saia correndo do meu pai. Sempre esperava ele montar a cadeira de rodas e sair do carro para irmos juntos onde quer que fosse. Era algo natural. Desenvolvi isso por mim mesmo como uma forma de respeito a ele”.

“Meu pai sempre fez de tudo para ser um pai como qualquer outro. Só notei que ele era um pouco diferente quando eu ia em algum lugar com meus tios e ele não ia por falta de acessebilidade, como em algumas praias, por exemplo. Mas, isso não era problema. Era só uma situação de outras diversas que vivíamos juntos”.

“Todo moleque gosta de jogar bola com o pai e, comigo, não foi diferente. Mas ele dava um jeito para me fazer feliz e entrar no time comigo: ele jogava no gol”.

Gente, as frases acima são do estudante de publicidade Gabriel Lorenzetti, 25, filho do analista de sistemas Álvaro Roberto Savioli Lorenzetti, 52, cadeirante, depois de contrair pólio (paralisia infantil), aos 11 meses de idade.

Achavam que cadeirante não fazia nenê, né? . Pois saibam que Álvaro não fez só o tranqüilo e atencioso Gabriel, ele também fez a Isabela Cruz Lorenzetti, 20, uma garota de imensa simpatia e espírito de igualdade. Ela éestudante de psicologia e me disse assim:

“Nunca tive nenhuma problema com estranhamento de amigos ao meu pai. Para todos eu fazia questão de dizer que ele  era cadeirante e que tem uma vida como a de outra pessoa qualquer: trabalha, protege os filhos”.

Isa e o papis

“Meu pai diz que se o gênio da lâmpada aparecesse e desse a ele a chance de realizar um desejo, o último pedido do mundo que ele faria era voltar a andar. Afinal, ele tem uma família, tem um emprego, tem amigos, tem felicidade e voltar a andar não é uma prioridade. Isso me dá muito orgulho dele”.

“Todo lugar que eu vou dou uma olhadinha para ver se é acessível. Quando não tem uma rampa num bar, por exemplo, eu questiono o dono. A gente briga mesmo para que o direito dele ir e vir seja respeitado em qualquer lugar”.

Bem, acho que ainda tá faltando um elemento bem importante nesta história, né, não? Cadê a mãe? O sorridente Álvaro é casado há 27 anos com a Rai, 56, que: tchanananannnn também é cadeirante!

Povo, não é uma família de fazer a gente suspirar?  O Álvaro e a Rai, que transpiram vitalidade pela voz e pelo jeito de ser, se conheceram praticando esportes na AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) e criaram dois filhos com muita garra, mesmo enfrentando o olhar de suspeita de alguns.

Rai e Álvaro, um casal muito mais que 20

“Tivemos de enfrentar muita desconfiança dos outros sobre a nossa capacidade de criar e dar educação aos nossos filhos. Duvidavam muito, às vezes de forma velada, de que daríamos conta. Mas, os meninos têm uma mãe super protetora e carinhosa. Mostramos para todos que podíamos e tínhamos o direito de ter filhos e a gente foi muito elogiado”, me contou o pai.

Já imaginaram como fazer para se virar com duas cadeiras de rodas e um carrinho de bebê? Não, eu conto “pro ceis”.

“Era complicado! Se para quem não é cadeirante já é difícil, imagina pra gente? Diminuímos um pouco o ritmo de viagens, de sair de casa e troquei o carro para um bem maior”.

Perguntei ao Álvaro, se houve algum momento em que ele se sentiu um pai “diferente”, no que ele respondeu:

“Eu soltava pipa com meus filhos, brincava de tudo. Ia com eles no Parque do Ibirapuera. Tenho certeza que os dois tiveram uma noção perfeita de infância.

Apenas quando eles estavam ainda na escola, eram pequenos, eu me sentia um pouco diferente em alguns momentos. Na época dos jogos com os pais, das atividades desportivas, por exemplo, eu não tinha como participar e, intimamente, sentia uma dorzinha no peito. Mas, meus filhos sempre entenderam as minhas limitações perfeitamente”.

Um pai cadeirante guarda também uma outra diferenciação dos outros pais “andantes” e ela tem a ver com um desprendimento e amor por parte dos filhos que é sem igual.

Viagem comigo: muito precocemente, é o filho quem irá conduzir e ajudar o pai cadeirante, seja vencendo um degrau, seja auxiliando numa rampa, seja guardando a cadeira no carro, seja dando uma empurradinha naquele passeio de final de tarde.

Aqui, toda a família Lorenzetti. Todos "bunitos"!

“Protejo o meu pai com muito carinho e o ajudo muito em coisas que ele hoje tem dificuldade de fazer sozinho. Quando estou trabalhando e não posso ajudá-lo, fico pensando sem parar como ele irá se virar em determinadas situações. Não que ele me peça isso, me cobre esse empenho. Isso é da minha natureza. É amor”.  Gabriel

“Com o meu pai, eu aprendi o respeito a todas as pessoas, independentemente de ser cadeirante ou não. Não olho ninguém de forma torta, com preconceito. Temos as nossas diferenças, sim, mas no fundo somos todos iguais. Ele me ensinou a ajudar quem precisa de um auxílio seja um idoso, seja uma criança, seja a ele mesmo”. Isabela

“Tenho uma alegria enorme de ser ajudado por meus filhos. Eles sempre olham se os lugares possuem acesso pra mim e para a mãe deles. Tenho orgulho de eles agirem assim e não só dentro de casa como com os amigos e aonde quer que forem”.  Álvaro

Bom final de semana e beijo nos pais!

Escrito por Jairo Marques às 23h18

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Um comercial bem acessível

Povo, trago hoje para vocês uma notícia que me pareceu um bom avanço para as conquistas dos habitantes da Matrix de quem tem alguma deficiência. Começou a ser exibido na TV, há cerca de duas semanas, o primeiro comercial brasileiro totalmente acessível.

 

Achei a iniciativa interessante tanto pelo aspecto da inclusão como pelo ineditismo do fato. Certamente, outras empresas vão passar a querer contemplar um público mais universal para suas ações publicitárias daqui para a frente. Afinal, perder cliente é perder “roiaus” e “nóis” tem algum dinheiro, né, não?

 

O anúncio em questão tem as opções de ser visto com as legendas closed caption e também com uma narração do que se passa na filmagem por meio do acionamento da tecla sap do televisor. “Maraviwonderfull”!?

 

Com estes recursos, os surdos e os cegos podem entender a mensagem com mais clareza sem que ninguém faça a “tradução” do que rolou. Em alguns programas como novelas e telejornais já é comum a legenda, mas, a narração ainda é pouco usada no país.

 

A campanha publicitária em questão é da Natura. Vo6 sabem que não faço propaganda de ninguém aqui no blog. Mas, a empresa, além de ter tomado esta atitude visionária, tem um amplo programa para ter em seus quadros de funcionários gente “Assim como você”, então, achei válido citar.

 

O processo de feitura do comercial acessível não tem complexidade, não. Contrata-se uma agência que cria o comercial e uma outra que cria o programa de acessibilidade ao anúncio. Clique aqui se quer saber mais.

 

Vejam então, o comercial inédito, com a narração (na tv dá pra ver com as legendas, para quem tem closed caption). Percebam que fica super interessante e não interfere na mensagem original do anúncio.

 

 


Vrummmm

 

No próximo Sábado, dia 9, vai rolar aqui pertinho da “capitar” da fumaça a primeira etapa da Copa São Paulo de Kart Adaptado. Achei maneiro o lance e devo ir lá ver se deixam eu pilotar um dos cavalos turbinados.  

 

 

 

Onde que é? No Kartódromo Internacional Granja Viana, em Cotia (SP)

 

Quem que faz? VIQUI : Viver com Igualdade, Qualidade e Integridade e a Mingo Racing

 

O que mais? (11) 4702 7700   contato@kartadaptado.com.br ou clica aqui.

 


Recado

 

“Pessoais”, o post de amanhã vai estar totalmente “Galvão Bueno”. Calma, calma, num é porque vai estar xarope, é porque vai ser daqueles “haaaaaja coração”, tenderam? 

 

Espero vocês!

Escrito por Jairo Marques às 22h24

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“Aventuras e desventuras de uma cadeirante fajuta”

 

Meu povo, a dinâmica que o blog tem tomado me surpreende a cada dia. Felizmente, há sempre algo novo vindo de algum canto do país “pra modi” eu dividir com vocês.

 

Hoje, o post é da Maria Carolina, advogada de São Paulo que chegou faz pouco na nossa “comunidachi”. Ela não tem deficiência nenhuma, mas narrou pra gente uma pequena aventura que viveu montada numa cadeira de rodas. Eu achei “inacredititivel” quando li o texto e vi as fotos.

 

E ela quis passar pela experiência pelo "simples" fato de sentir na pele o que passa um cadeirante. Achei demais de crazy. Vale a pena visitar o blog da moça e dar boas risadas com estilo único que ela tem. Leiam o divertido relato da Carol:

 

                                        

 

Capítulo 1 – Na Locadora de DVDS

 

Se tem uma frase que minha mãe sempre usa, (além de “arruma esse quaaaaaaaaaaaaarto”), esta frase é “ ponha-se no lugar dele minha filha.”

 

Levando a sério a idéia da mama, lá fui eu ver a vida pelos olhos de um cadeirante. Para tanto precisei da ajuda providencial da minha madrinha Luzema que, gentilmente, me cedeu suas rodas para a empreitada.

 

Logo de saída, primeiro obstáculo: quem diz que o meu prédio tem rampa? Pois é. Toca pedir ajuda do porteiro pra vencer a primeira barreira que foi chegar até a calçada.

 

 

 

Bom, eu tô sendo generosa chamando esse treco aqui em frente de casa de calçada. Pelamordedeus... tanto buraco, desnível, degrau pra tudo que é lado que vocês não tem idéia. Fora o monte de cocô de cachorro, folha de árvore, lixo e uns famigerados canterinhos que não ajudam em nada a vida de quem tem que levar a cadeira no braço.

 

Nem preciso dizer que deram dois metros e eu tava de língua de fora... ridículo mesmo. Cada rampinha que aparecia eu sentia como se meu pulmão fosse sair pela boca.

 

Nos dois primeiros minutos já apareceram umas três pessoas pra ajudar. A primeira foi uma senhora que me disse “- Mas como?! não tem ninguém com você?!” num tom de voz ao mesmo tempo indignado e cheio de pena. 

 

Na seqüência, um moço que estava do outro lado da rua vendo que eu estava desesperada pra conseguir atravessar veio correndo “ – Ô moça, quer ajuda?” Aceitei obviamente. Desse eu consegui o nome: Rodrigo. Pois bem: o Rodrigo me empurrou até a esquina e eu consegui me colocar de volta na “calçada”.

 

Dali fui levando a cadeira aos poucos, detalhe: DE MARCHA A RÉ porque se eu tentasse ir de frente, era chão na certa. Agora vocês tentem imaginar alguém levando a cadeira olhando o caminho por cima do ombro...

 

Bom depois de uns 15 minutos pelo menos e a ajuda de mais quatro pessoas diferentes, tô eu na frente da locadora apenas pra ver o que? Um baita degrau... toca chamar a atendente pra me por pra dentro.

 

Ainda não acabou. Na hora em que eu vou entrar ainda tem o detector de metais. Por um triz que a cadeira não passa, mas vamos lá.

 

 

 

Ah, que alívio! Tô dentro da locadora, agora posso escolher o filme que quiser certo? ERRADO. E quem disse que eu consigo alcançar os DVDS na prateleira? Fico limitada a pouquíssimos títulos porque as novidades estão na altura dos olhos de quem fica de pé. Quem não fica de pé...

 

 

O banheiro foi um caso à parte. Eu não conseguia tirar foto dele, quanto mais entrar com a cadeira.

 

Pra completar caiu o maior aguaceiro e eu precisei esperar a chuva passar antes de voltar pra casa porque senão já viu.

Na volta me envergonho de dizer que vim andando e empurrando a cadeira com medo de que ela se molhasse.

 

Que via crucis... mas minha mãe tinha razão. Ponha-se no lugar dos outros!

Escrito por Jairo Marques às 00h16

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O grande prazer das compras

 Normalmente, as pessoas gostam de ir ao supermercado, né, não? Olham tudo, reclamam do preço do feijão, comem frutas de grátis, encontram os amantes .

 

É, mas para um cadeirante solitário como eu , esse “prazer” do consumismo nem sempre é gostoso. Só vou mesmo ao mercado quando meu armário tá falando sozinho e a geladeira só tem gelo e solidão.

 

Quando eu era pobre , uma cestinha daquelas de cor de burro quando foge resolvia meu problema alimentar. Agora que eu virei blogueiro e ganho milhões de roiaus, faço compras em hipermercados e é sempre uma aventura.

 

O trabalho de parto das compras começa já na guarita, quando a moçoila dá o cartão do estacionamento: “Moça, por favor, você pode pedir para um segurança retirar a cadeira de rodas da mala do carro pra mim?”

 

Depois de olhar com cara de quem viu um búfalo cor-de-rosa voador elas costumam dizer: “Nós não temos esse serviço aqui, senhor”. “Mas não é serviço, não. É só uma mãozinha, mesmo”, moça.

 

Até que o nó desate, a fila de carros atrás de mim já está cheia daquele povo que adora enfiar o dedo no... no... no volante pra acionar a buzina.

 

Vencido o obstáculo, agora é só conseguir vaga pra estacionar. Tem várias reservadas! Opa, um taxista na vaga de deficiente? Uma Kombi véia??? Juro, meu povo, tirei essas fotas que tão ruins, mas é vero. “Inacredititível”, né?

 

 

 

 

Mas, nada tira o meu humor do grande prazer de fazer compras! Vou direto pegar uma cadeira ‘elétrica’ pra ficar mais fácil de carregar os fardos de pipoca de microondas, miojo e chocolate para passar o mês.

 

“Ta carregadinha, moço, vai com Deus”, dizem as solícitas atendentes. E lá vou eu com a carroça azul e possante comprar trem pra encher o bucho.

 

A felicidade, em geral, não dura muito. Logo ali, na parte das geladeiras, um led começa a piscar sem parar e a cadeira “carregadinha” começa a morrer. Numa altura destas, vocês hão de convir que a alegria tem que ser muito resistente pra permanecer no brasileiro.

 

“Ih, morreu a cadeirinha? Tão tudo velha, mesmo, viu. Precisam comprar outras. O senhor espera um minutinho que vou trazer uma carregada de verdade.”

 

Se o cadeirante for fazer compras num sábado. Desista desse recurso automatizado. É só pra passar raiva. A demanda é tanta que não dá tempo pra bateria respirar. A solução seria essas grandes redes, que faturam toneladas de dinheiros, ter cadeiras extras para essas situações.

 

Mas, vamos em frente. Iogurte... quero iogurte de morango. Ixi tá bem lá no alto. Ferrou-se. O inventor das gôndolas altas poderia ser fuzilado com creme de chantililly em praça pública por não ter pensado em cadeirantes e em gente pequena na hora que concluiu a obra.

 

A solução nestas horas é fazer cara de madalena arrependida até que um santo te ajude a apanhar o que precisa. Mas é sempre chato. Todo mundo tá concentrado no seu próprio extrato de tomate.

 

Porém, fica a dica. Se você vir um cadeirante fazendo compras e a “filosofia” do rosto dele for de “meu Deus, como farei”, ofereça ajuda que é batata que ele precisa.

 

Claro que a gente da Matrix pede ajuda, mas você que anda e tem estatura média ou alta procure pensar que a situação de quem vê o mundo um pouco mais baixo é sempre mais vitimada (falei “bunito” agora, heim).

 

 

E agora falta pouca coisa para comprar: laranja, uva, banana, batata frita, cerveja, cerveja. O complicado é vencer os carrinhos de compras que são abandonados no meio do corredor e aquelas empilhadeiras dos repositores em todo canto. Nada contra, mas atrapalha o trânsito ligeiramente e a gente precisa, digamos, sair brincando de tromba-tromba de forma forçada.

 

Chega! Vou para o caixa especial, lindo, específico para deficientes, gestantes (cansou?), mulheres com crianças no colo (ta com a língua de fora?) e idosos. Povo, vocês não acham quem é humanidade demais pra caixa de menos?

 

Afora que, nesta hora, todo mundo tem mais de 60 anos, tem um leve problema na perna e carrega “minino” no colo, mesmo que ele tenha cara de 15 ou 16 anos.

 

Caixa reservado é um luxo, pena que são superlotados... Enfim, é ou não é uma delícia fazer comprar com um cadeirante?

Escrito por Jairo Marques às 23h12

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O sonho de Joana

 “Pessoais”, hoje tenho “novidadchis” bacanas. Deixei todo mundo bem acostumando com as histórias de segunda, né? Mas esta semana será um pouco diferente a rotina.

 

Se lembram da Tabata Contri, que passou por aqui há alguns dias (pergunta besta, eu sei) e encheu o blog de belezura? Poi zé, ela vai fazer novela, meu povo! Num é “maraviwonderfull”?

 

 

 

A loira vai ser a primeira atriz brasileira, cadeirante de verdade, a fazer parte da teledramaturgia do país! E ela me fez uma promessa: diferentemente de outras situações com “deficientes” (todos de mentirinha) que rolam na TV, ela não vai se curar da noite para o dia e não vão dizer no roteiro que ela está “condenada a viver numa cadeira de rodas”.

 

Vo6 querem saber detalhes, né? Vô contá porque eu sou um “minino bão”. Segundo a Tabata, um diretor bom da boca lá da Band leu a entrevista dela no blog e entrou em contato para conversar, fazer testes.

 

 

 

O cabra curtiu o trabalho dela e a convidou pra fazer uma participação na novela “Água na Boca”, que passa de segunda a sexta, às 20h15. Ela já começou a gravar e deve entrar no ar dentro de dez ou quinze dias.

 

O tio não assiste à novela porque tem medo de pegar gosto. Daí pro tricô, pro crochê é um pulo . Mas, vou ter que ver a loira nas própria televisão, né?

 

A Tabs me contou que fará o papel da personagem “Joana”, que aparecerá, inicialmente, em um sonho de um galã da trama.

 

 

Fotos de Lara Miranda

Ai gzuis. Tô bem feliz com isso, sabe, povo. Não pela vaidade de ela dizer, e ela diz sem parar, que foi “por causa do Assim como você” que rolou a chance, mas pelo simbolismo disso pra todo mundo da Matrix.

 

Ela vai quebrar um paradigma importante num meio de comunicação de massa que é a TV. E, quem conhece a moça pessoalmente, sabe que ela é consciente dessa “responsabilidade” e é alguém que tá à frente da batalha de fazermos um mundo mais acessível para todo mundo.

 

A Band, pelo que me contou um passarinho, tem outras intenções de projetos para tratar desse povo “malacabado” que nós “semos”! Vou torcer para que aconteçam!

 


 

E num é que o “Noturno Cadeirantes” bombou? As últimas apresentações tiveram casa lotada! O tio foi de novo, no sábado. Muita gente olhou de rabo de olho pra mim e outros me chamaram de “Jairo do blog”.

 

O mais engraçado foi que recebi, depois, emails de gente que passou vontade de ir falar com tio .

 

 

 

Leiam um trechinho de um email que a Eliane, de Campinas, que levou a filha Isabella e o marido Moacir ao espetáculo:

 

"Quero te dizer que VALEU muito ter ido até SP assistir ao espetáculo. Realmente é LIIIIIIIIIINDO. É como você me falou: tem que assistir para sentir realmente o que é. Fiquei feliz em conhecer esse grupo e em te conhecer pessoalmente.

 

Foi um teatro como poucos que assisti, a emoção que causou e a inquietação foram enormes. Sem contar a qualidade do dessa rapaziada. E que vozes, hein?

 

Bem, através de você tive um enorme prazer cultural, emocional e além do humano. Com certeza você tem causado muitas coisas boas nas pessoas."

 


Por fim, não posso deixar de compartilhar com vocês uma mensagem  que a Lenarde, mãe da Maria Luiza, que quebrou todos os recordes deste diário na semana passada, me passou.

 

Ela disse que imprimiu todos os recados deixados e leu todos para a Malu. Ao final, a nossa mascote retribuiu com “um doce sorriso”. Eu “guento”?  

Escrito por Jairo Marques às 22h51

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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