Jairo Marques

Assim como você

 

Noturnos

Povo, hoje é só uma agenda bacana para quem mora em São Paulo. Eu sei, eu sei que muita gente não é. Num fiquem com 'reiva' do tio!

Como sempre falo do trabalho artístico da Oficina dos Menestréis com os cadeirantes, nada mais justo eu anunciar que o espetáculo "Noturnos Cadeirante" volta a ser exibido a partir de hoje até 03 de agosto!

Dá tempo pra quem mora longe pegar uma kombi e vir pra ‘capitar’! Eu, é claro, vou, na semana que vem!

As ‘menina’ vão poder me agarrar, tirar foto, dizer que sou lindo. Os ‘menino’? Bem, os ‘menino’ vão poder ficar bem longe de mim...

Quem já foi afirma que é emoção, diversão e um clima totalmente “Assim como você” no ar. É bom comprar o ingresso antecipado!

O teatro fica na rua Domingos de Moraes, nº 348, na Vila Mariana (próximo a estação Ana Rosa do metrô). Se comprar na hora é mais caro. Antes, é 'baratim'. O fone é (11) 5575-7472

Segunda-feira a gente brinca mais e vai ser de arrebentar. Vou trazer pra vocês mais um lance daqueles que nos fazem ficar horas refletindo sobre nós mesmos (tô ficando bom nesse negócio de ‘brog’), sobre o que é, na realidade, um limite, o que é o corpo, o que é a vida.

A gente se fala! Bom findi!

Escrito por Jairo Marques às 01h17

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Pelas estradas da vida

Tão achando que este post é pra falar de música caipira, né? Num tem uma “musga” assim? ‘Pela looonga estraaaaada da viiiidaaaa...’ virgi santíssima. Nada disso, povo.

 

Como vocês sabem, fui visitar as terras da minha família (que ficam embaixo das unhas ) na semana passada. Retornei no sábado junto com meu amigo “Rudrigu”.

 

Eu vim “guiando” (palavra de véio, né?) e fomos parando em vários postos ao longo das rodovias para necessidades diversas, “escrusive” a de descansar a barriga que doía de tanto rir com piadas impossíveis de colocar num blog sério como esse.

 

A primeira parada foi num posto da rede Graal, em Bauru, na rodovia Marechal Rondon. Almoçamos um “jatevi” básico que havia no restaurante e tomamos café com um nome ligeiramente exótico: café Kuhl (na xícara, juro pra vocês, está escrito: “diga kil”).

 

 

 

Enquanto a gente apreciava o Kuhl, víamos uma garçonete preparando um suco de melancia. Uma delícia. Ela apertava a fruta dentro do liquidificador com um copo... o mesmo do suco de laranja, de abacaxi...

 

Rodrigo disse que era proposital pra deixar um gostinho de tuti fruti. Ah, sim, ela tapava o liquidificador com a mão porque não tinha tampa, o treco.

 

Depois de tanta emoção, como todo mortal, eu quis fazer xixi (tô melhorando, né? Antes eu escrevia, urinar, mijar).

 

Povo, olhem o banheiro mega adaptado dessa rede que ganha dinheiro de todo mundo viajandão deste país.

 

 

 

 

Captaram? Apesar de adaptado com porta ampla e barras de apoio é usado como depósito de lixo e outros objetos, até uma cadeira de rodas de emergência! Era impossível pra eu entrar com meu automóvel.

 

Mas, eis que veio um senhor careca, gente finíssima, e tirou tudo lá de dentro. “É um absuuuuurdo! Vou falar com o Toninho (não sei quem é) para dar jeito nisso. Como é que pode?”

 

Depois, reencontrei o senhor careca fora do banheiro espinafrando o gerente, que ficou vermelho de vergonha. Me esqueci de perguntar se ele lia o “Assim como você”.

 

A outra parada foi pra tomar mais um café. Rodrigo queria tomar suco de milho, mas não tinha, só a propaganda. Logo na entrada do Auto Posto Quadra, na Castelo Branco, que fica pertinho de Sorocabacity, olha o que encontramos:

 

 

 

Eu explico ‘procês’ porque eu sou um ‘homi bão’. Para entrar no restaurante, há essa cancela estilosa, com o símbolo de acesso de deficientes, né? Pois bem, logo em seguida tem DOIS DEGRAUS... sem rampa, sem nada.

 

Depois de rir cinco minutos seguidos, Rodrigo me ajudou e vencemos os obstáculos que????? Não levavam a lugar nenhum!!! Era só pra fazer charme!!!! Faz-se uma curvinha e é preciso descer outros dois degraus. Aí, vai a gente rir de novo. 

 

Tudo bem, tenho de dar um desconto porque o gerente do local logo se entregou: “Difícil aquele acesso ali, né? Não dá pra entender”.

 

O banheiro, porém, era bem certinho, bem preparado para um cadeirante. Havia uma pia exclusiva dentro da “casinha” e uma fora, rebaixada.... um luxo!

 

 

 

Tá certo que o papel de enxugar as mãos e o sabão ficavam bem no alto, mas, nem tudo é perfeito, né, não?!

Escrito por Jairo Marques às 23h40

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Hoje é dia de cartuns!

Já falei pra vocês do cartunista Jean, né, não? Foi ele quem deu a cara do “Assim como você”: o cadeirante de dreds saltando de pára-quedas, a ‘balalina’ fofinha e cega dançando balé, o vovô de bengala jogando bola e a menina espevitada, de muletas, brincando de amarelinha.

 

Todo mundo super ‘de boa’ vivendo e se divertindo a sua maneira, como qualquer um!

 

Eu ‘tavo’ pensando que o trabalho do Jean, de certa forma, ditou o ritmo deste blog com humor, com atitude, com mudança de mentalidade. Eu tracei algumas idéias do que queria para o topo e ele matou no peito, acertando direitinho.

 

Bem, hoje, eu trago novos momentos fantásticos do estilo “Assim como você” que este brilhante cartunista criou e mandou de presente pra vocês!

 

Quando eu vi, claro, sou sensível que nem pele de galinha , me ‘arrupiei’! Ele acertou em cheio o modo de vida de muita gente que freqüenta o diário. Gente que contorna os obstáculos e leva a vida sorrindo. Espero que gostem também!

 

 

 

A cada dia, mais gente tem colaborado para o blog estar sempre ‘bombando’ com novas visões sobre a deficiência, novos personagens, novas abordagens e serviços. Continuem mandando sugestões!

 

Em tempo:  Meu povo, tenho certeza que os cartuns vão girar o mundo, o que é 'ótemo', claro, mas bora dar os créditos para o Jean, né?!

Escrito por Jairo Marques às 21h45

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

E a secretária respondeu!

“Pessoais”, a secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, Linamara Rizzo Battistella, gentilmente respondeu às perguntas da entrevista que a assessoria de comunicação do órgão ofereceu ao blog há quase 50 dias . Se não acompanhou o "causo", clica aqui que eu te explico. 

Apesar de eu ter pedido, não me enviaram fotos da doutora, então, vai ficar difícil ilustrar pra vocês e dar mais “chalme” ao post. Coloco apenas duas imagens que consegui. Não vão ter desculpa: se encontrarem a doutora na rua, falem bom dia  .

As respostas foram encaminhadas na última quinta-feira, dia 10, no final da manhã. Como eu tenho uma organização semanal para o diário, só agora publico.

Boa leitura!

Assim como você: As ofertas de emprego para uma pessoa com algum tipo limitação costumam ser centrada em trabalhos de baixa qualificação. Como é possível mostrar ao mercado que deficiente não quer só trabalhar com telemarketing e apertador de botão?

Dra Linamara Rizzo Battistella: Caro Jairo, agradeço a oportunidade desta importante entrevista e desculpo-me por não tê-la concedido antes, por absoluto e pleno comprometimento de agenda. A oferta de emprego para pessoas com deficiência, creio que acompanha a evolução dos conceitos e valores vigentes na sociedade. Se culturalmente, a sociedade não acredita nas potencialidades e reais capacidades de uma pessoa com deficiência, este conceito, errôneo diga-se de passagem, será reproduzido também no campo do trabalho e do emprego. Felizmente, muito embora paulatinamente, vemos essa realidade se modificando e, inclusive a seu próprio exemplo, nos deparamos cada vez mais com pessoas que apresentam algum tipo de restrição física ou sensorial ocupando postos de destaque. Como exemplo,  posso citar a Serasa, uma empresa privada que conta com pessoas com deficiência atuando em postos de coordenação e supervisão, entre outras.


Assim como você: A sra. é médica fisiatra, altamente qualificada, mas não tem nenhuma deficiência física aparente. Isso não joga contra o trabalho de uma secretaria inédita para tentar sanar um pouco as dificuldades das pessoas com limitação? 

Dra Linamara: Aqui cabe uma reflexão sobre o que idealizamos como sociedade perfeita. Seria uma sociedade ideal aquela em que estão separadas as pessoas segundo as suas crenças, opções e condições físicas, intelectuais ou sensoriais? Obviamente que a sociedade que idealizamos é aquela em que todos são respeitados, em que a diversidade é componente enriquecedor e não segregador. Nesta sociedade ideal todas as pessoas, independentemente de suas condições físicas, auditivas, visuais ou intelectuais, convivem, trabalham e compartilham experiências. Desta forma, não há muito sentido em se defender que o titular de determinada pasta deva ter as características do trabalho que assumiu. Se assim fosse, todos os trabalhos desenvolvidos em prol das crianças e jovens deveriam ser coordenados por uma criança ou adolescente. A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência reproduz exatamente o que pensamos como sociedade ideal, como sociedade inclusiva: pessoas com e sem deficiência juntas, no mesmo ambiente, desenvolvendo com diversidade e respeito um grande trabalho em prol de uma mesma causa: a cidadania das pessoas com deficiência. Você mencionou que sou médica fisiatra, é verdade, e também há mais de 30 anos sou militante na área da deficiência, tendo participado da fundação do primeiro Ceappd (Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência), um organismo com representação mista, da sociedade e do governo. Também coordenei grupos de estudos no período de construção da Constituição Federal, em 1988, para definição dos itens relacionados às pessoas com deficiência. Creio que esses tópicos, entre outros, justificam a escolha do governador para que defendesse os direitos das pessoas com deficiência.



Assim como você: Quando a senhora vai a um restaurante em que o banheiro não tem adaptação ou a um prédio público do governo do Estado que não esteja preparado para receber um deficiente, a senhor reclama, mostra a carteirinha de secretária e exige providência?

Dra Linamara: Antes de ser secretária sou cidadã. E é nessa condição de cidadã que chamo o gerente ou responsável do lugar e exijo acessibilidade. Da mesma forma, todos deveriam se manifestar, exigindo que a acessibilidade plena e irrestrita dê lugar às irregularidades e falta de desenho universal.

Assim como você: Que tipo de avanço a senhora acredita que já conseguiu à frente da pasta e quais ainda pretende conseguir? 

Dra Linamara: Embora seja cedo para falarmos em avanços, uma vez que nossa Secretaria foi instalada há apenas três meses, contamos com uma equipe de técnicos e coordenadores qualificados e voltados ao desenvolvimento de projetos que irão abalar as estruturas vigentes. Mesmo parecendo "força de expressão", em breve vamos mostrar quem somos e a que viemos e que não estamos brincando de "ocupar um cargo público". Neste primeiro momento estamos levantando um diagnóstico geral das principais áreas ocupadas pelas pessoas com deficiência: trabalho, educação, saúde, moradia... Aliás, neste campo específico da habitação já comemoramos um avanço muito significativo: em uma parceria inédita com a Secretaria de Estado da Habitação, por meio da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo), conseguimos que todas as residências sejam construídas, a partir deste momento, em formato acessível, para usufruto de pessoas com e sem deficiência. Até então, apenas um percentual das edificações populares era destinado às pessoas com deficiência. Com a iniciativa, todas as construções serão acessíveis. Também avançamos em outras áreas, como a da Empregabilidade, envolvendo outros parceiros como os Ministérios da Previdência Social e Trabalho e Emprego e o INSS.

Assim como você: Os governadores estaduais ainda não abriram mão da arrecadação do ICMS para a compra de veículos por parte de pessoas não condutoras. Considerando que cegos, alguns tetraplégicos, deficientes mentais não podem dirigir, a secretaria tem essa causa como meta? O governador José Serra não pretende rever essa renúncia que pode dar mais qualidade de vida para milhares de pessoas?

Dra Linamara: Neste primeiro momento temos que priorizar questões que envolvam a maioria das pessoas com deficiência. E neste campo, estamos priorizando o transporte coletivo. Apenas com transporte coletivo acessível e em quantidade suficiente, será possível garantir o direito de ir e vir, com autonomia.



Assim como você: São Paulo tem centros de pesquisas de excelência mundial. Uma vez que o Supremo autorizou as pesquisas com células-tronco, a senhora avalia que deverá haver investimentos do governo estadual para o fomento do avanço científico nessa área?

Dra Linamara: É importante ressaltar que o Estado já oferece incentivo e apoio às pesquisas, por meio da Fapesp (Fundação de Amparo às Pesquisas do Estado de São Paulo), inclusive contando com tecnologia de ponta. Como as experiências com  células-tronco não possuem aplicação exclusiva em pessoas com deficiência, creio que devam receber atenção da área da saúde, para potencializar os resultados.  

Assim como você: Quais os canais de comunicação que a secretaria têm com o público?

Dra Linamara: Concretamente, o mais importante canal de comunicação da Secretaria é o Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência, que atualmente conta com núcleos regionais em todo o Estado de São Paulo coordenados por representantes locais das próprias pessoas com deficiência. É este canal que queremos sedimentar e focar a nossa comunicação. Além disso, estamos em processo de conclusão de dois sites: o institucional, que se configura em um canal dinâmico e constantemente atualizado de comunicação e notícias, e um Centro de Informações que representará  uma biblioteca virtual de assuntos sobre e para as pessoas com deficiência. 
 
Assim como você:
A Folha já publicou reportagens mostrando a falta de adaptações e de qualificação de professores da rede estadual para receber e ou atender alunos com alguma deficiência e que culmina sempre com dramas pessoais. Que tipo de ação a sra prevê para esse caso em especial?
 

Dra Linamara: A educação e o sistema de ensino em geral é uma preocupação constante e só deixará essa condição preocupante quando enfim pudermos contar com toda a rede de ensino plenamente adaptada e adequada, com profissionais capacitados. Como essa realidade é ainda algo a alcançarmos, estamos em constante contato com a Secretaria da Educação e desenvolvendo projetos que pretendem, em um espaço muito curto de tempo, atender a esta importante demanda.

Assim como você: A secretaria tem orçamento próprio ou é um órgão só representativo?

Dra Linamara: A secretaria conta com orçamento próprio, com expressivo impacto no orçamento do Estado.

Escrito por Jairo Marques às 23h57

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Minha história com um Gaudério

Vivi com o repórter-fotográfico Antônio Gaudério, um dos mais renomados do país e um tipo daqueles que é impossível ficar cinco minutos ao lado sem dar uma boa gargalhada, uma das minhas histórias de blog mais engraçadas.

 

Coloco hoje aqui está aventura que trilhei com o ele, como uma homenagem, e para pegar um pouco da energia desse povo todo que vem diariamente visitar o “Assim como você” e emaná-la ao Gaudério, que sofreu um grave acidente doméstico, ficou em coma por quase um mês, e está na luta firme para se recuperar e voltar a tirar seus “retratos”.

 

As fotos que ilustram o post são todas desse admirável profissional do jornalismo!

 

 

A reportagem foi em Manaus. Íamos flagrar crianças e adolescentes se prostituindo em bares e boates da capital Amazonense. Assunto difícil e delicado, mas que foi temperado com o humor grandioso do Gaudério.

 

“Rapaz, que bom que viemos a Manaus. Vou comprar uma mesa de bilhar pra jogar com a minha filha”, disse meu companheiro de viagem.

 

“Cê ta brincando, né, Gaudério? Como vamos levar um treco desses pra São Paulo?”, tentei argumentar. Gente, por que raios ele quis comprar aquele trambolho lá no Amazonas????

 

“É mais barato, aqui, Gaudério?”. “Nem é, não, mas eu prometi pra minha filha. Ela joga muito bem”.

 

 

 

Quando dei por mim. Lá estava, no hall do hotel, uma caixa imensa, pensa, imensa, chamando a atenção de todo mundo e enfeiando o local, metido a chique. Foi impossível colocar no apartamento dele, pois não cabia no elevador. Vocês devem estar pensando como eu entro nisso, né? ‘Carma’, aí, gente.

 

Cumprimos a matéria e, era hora de voltar a São Paulo. Quando o taxista chegou, se negou, evidentemente, a levar a minha cadeira de rodas e o trambolho do Gaudério.

 

“O senhor não pode se recusar a levar um rapaz numa cadeira de rodas. É crime, sabia?”, sentenciou meu companheiro que entendia “absolutamente tudo a respeito dos direitos de deficientes físicos”, fato que eu desconhecia. Se bem que eu acho que ele esbravejou mesmo foi pelo presente da filha .

 

E lá foi o Gaudério e o taxista, que se rendeu à lei, arrumarem as malas, cadeira de rodas e pacotão dentro do Monsa caramelo. E “coube”, digamos que “coube”, como o porta malas aberto e a mesa de bilhar sobre o carro, amarrada. Coisa linda de se ver. Detalhe: chovia torrencialmente.

 

 

 

Já no aeroporto, as emoções aumentaram. Nosso vôo havia sido remanejado e tivemos de dormir horas sentados naqueles bancos que parecem rocha esperando a hora do embarque.

 

E lá fomos nós para o check in. O Gaudério tentava equilibrar, com pouco sucesso, a mesa de bilhar que, segundo ele, era “semi profissional”, no carrinho de bagagens.

 

“Senhor, sua bagagem está com um amplo excesso. Vai ter de pagar a diferença de ‘tantos’ dinheiros”, disse a atendente. Meu povo, num me ‘alembro’qual era a cifra, mas era uma quantidade de ‘roiaus’ que dava para comprar outra passagem, quase.

 

Mas, quem conhece o Gaudério, sabe que ele não perde viagem. “Nãaaaaaaao, senhora. Esse pacote ai é isento. É aparelho ortopédico dele aqui.”

 

A mulher olhou pra mim, como se dissesse: “Ah é???”...

 

Eu fiz cara do gatinho do Sherk nesta hora. “É seu mesmo, moço?”. Povo, eu não sabia nem como reagir. “É, sim. Uso essa armadura do robocope para dar uns passinhos, às vezes” (amigo tem que ser amigo até o fim, mesmo indo preso junto, né?).

 

 

 

Fomos liberados de pagar o excesso e seguimos viagem para São Paulo. A aventura estava quase no fim. Eu disse, quase.

 

Já na esteira, em Guarulhos, diversas bagagens não chegavam, inclusive a minha e, adivinhem? Sim, o pacotão revestido em papel pardo do Gaudério.

 

E ele reagiu rapidinho. “Não podem perder! Tem que achar. O Jairo não vive sem o aparelho ortopédico dele.”

 

E os despachantes se mobilizaram na busca. Depois de meia hora, veio a resposta da demora da chegada das malas.

 

“Pedimos desculpas, mas uma das bagagens ficou enroscada nos tubos que conduzem as malas”. Sim, era a mesa de bilhar semi profissional que pode ser comprada na 25 de março, em São Paulo, mesmo.

 

Depois de mais ou menos meia hora, conseguimos todos liberarmos nossas bagagens, inclusive meu inesquecível “aparelho ortopédico” inventado pelo grande Antônio Gaudério.

 

 

 

Em tempo: Os coments de vocês serão todos encaminhados ao blog criado por amigos do Gaudério, que tem acesso restrito, por enquanto!

Escrito por Jairo Marques às 23h34

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ver mensagens anteriores

PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
Twitter Twitter RSS

BUSCA NO BLOG


ARQUIVO


Ver mensagens anteriores
 

Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.