Jairo Marques

Assim como você

 

Veja o que fazem os menestréis

Vou fechar a semana com dois vídeos que me deixaram de queixo caído. Ambos tem participação da belezura da Tabata, que já contei a história aqui, e são espetáculos promovidos pela Oficina dos Menestréis.

 

Ainda vou fazer um post exclusivo com os organizadores desse projeto que, a meu ver, é revolucionário e prova em definitivo que deficientes e não deficientes podem interagir em diversos seguimentos, inclusive na arte.

 

O tio nunca coloca vocês em roubada, né, não? Então, acho que vão gostar. São curtinhos, são “arrupiantes”, são bonitos, são originais, são inéditos para muita gente, são sopros de alegria e emoção nos corações mais duros (o meu é mole ). Boa viagem!

 

 Casamento, Vale Encantado

 

 

Good Morning São Paulo Mixtureba, cena Me Libera

 

Em tempo: Meu povo, na semana que vem, o “véio” vai estar fora de São Paulo. Vou visitar minhas propriedades em “Taubatexas"  . Talvez, eu mude um pouquinho o horário de colocar "novidadchis" no blog, mas vou fazer possível para manter a rotina. Na segunda-feira, agendem ai, vou trazer ‘procês’ algo bem surpreendente e motivador. Bom final de semana!

Escrito por Jairo Marques às 22h00

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Termos, palavras e estilo

Termos

 

Vou me esforçar para não contar piada, usar boas palavras e escrever tudo “sertinho” neste texto . Estou postergando (falai, bonita essa, heim?!) há alguns dias para expor essas idéias meio chatas para vocês (mais chatas do que lavar cueca suja). Mas, são considerações importantes, de verdachi, opa, de verdade.

 

Algumas pessoas me alertam ou me mesmo me reprimem por eu usar termos inadequados ao me referir aos deficientes físicos, esse povo todo que digo que vive na Matrix.

 

Segundo Convenção da ONU (Organização das Nações Unidas), que ainda precisa ser ratificada no Brasil, o termo correto para tratar a “nóis”, opa, a nós, é “pessoa com deficiência”. Surdos e cegos pode-se usar essas palavras, mesmo, que não dói .

 

 

 

O documento já foi firmado por diversos países do mundo e vai obrigar governos a adotar medidas específicas a favor dos deficientes visando melhorar o acesso à educação, emprego, lazer entre outros.

 

Evidentemente que sou favorável a qualquer medida que traga benefícios ao clube de gente ao qual pertenço e tenho profundo respeito às instituições estabelecidas, porém, avalio que não vou ganhar a guerra usando uma palavra que alguém escolheu como a mais apropriada para designar a mim.

 

A lógica é mais ou menos assim: Não pode dizer portador, porque ninguém porta deficiência (mas “óia” que a minha vive comigo e num sai nem pra passear), não pode pessoa com limitação porque limite é algo relativo (sei), não pode dizer pessoa com necessidade especial porque isso não quer dizer nada (hummmm).

 

A minha intenção não é agredir ninguém, mas vou deixar o termo politicamente correto ser usado pelo jornal, pelos livros, pelos órgãos públicos. Aqui, no meu diário de histórias, é gente, mesmo, é povo, mesmo, é ‘nóis”, mesmo.

 

Palavras

 

Há também quem reclame de eu não usar o padrão culto da língua portuguesa, escrever palavras de forma errada. Esses leitores defendem que, agindo assim, eu posso passar a impressão de que deficiente é tudo burro. Minha mãe sempre me diz que eu sou “integetchi”.

 

Novamente, eu acolho os argumentos, mas não pretendo mudar (sabe cabeçudo? Então, sou cabeçudo). Avalio que parte da aceitação deste blog é justamente temperar um assunto sério, difícil, algumas vezes dramático, com pitadas de irreverência, de brincadeira, de humor.

 

 

 

Tenho certeza que há outros fóruns de discussão sobre deficiência que se esmeram pra falar tudo certinho, não usam palavrão, muito menos escrevem “menas” e “pra mim fazer”.

 

Erros de português e de digitação que cometo e que podem fugir ao sentido da piada, sou sempre alertado por leitores atentos e procuro fazer os reparos o mais rápido possível. E, não são poucos! Afinal, eu sou o editor, o redator, o entrevistador, o maquiador, o motorista, o animador e o carregador de piano do “Assim como Você”!.

 

Estilo

 

Por fim, também existem algumas reclamações sobre o meu estilo bozo de escrever. Os críticos defendem que eu seja mais “sério”, mais “arroz com feijão”, mais “papai e mamãe”  no texto.

 

 

Gente, “deuzulivre”, né? Aí, eu fecho o boteco e vou viver na “Fenda do Biquíni” com o Bob Esponja, o Lula Molusco, o seu Sirigueijo e ao glorioso Patrick.

 

Volto a dizer que a minha intenção é tocar o terror na cabeça de vocês para que reflitam, para que mudem de atitudes, para que vejam a vida com outros olhos e se estimulem diante do exemplo de superação e garra de pessoas que conquistam seus espaços mesmo convivendo com alguns limites.

 

 E, claro, é fazer uma homenagem e um reconhecimento para quem constrói essas belíssimas histórias que me empenho em narrar da melhor forma possível aqui.

 

O meu melhor termômetro para não mudar tem sido a redação da Folha de S.Paulo e suas centenas de jornalistas e funcionários que juram se divertir, aprender e pensar com o blog.

 

Dia desses, o colunista Gilberto Dimenstein, prestigiado por diversos setores sociais, me parou no elevador do jornal com um sorriso e disse “Jairoooo, tô lendo seu blog todo dia e estou adorando!”.

 

Dito isso, ‘bora’ dar risada, né, meu povo?!

Escrito por Jairo Marques às 22h23

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Vanguarda e retrocesso

  

Decisão de Vanguarda...

 

Meu, povo, olha que notícia importante: cada um dos cursos da UFPR (Universidade Federal do Paraná) terá uma vaga reservada para pessoas com deficiência já no próximo concurso vestibular, o de 2009. A iniciativa é inédita em instituições públicas do país.

 

O lance funcionará assim: os deficientes inscritos em uma carreira, jornalismo, por exemplo, concorrerão entre si. O mais bem colocado fica automaticamente aprovado.

 

 

 

Porém, independentemente da deficiência, o candidato terá de ser aprovado normalmente na primeira fase do concurso, como os outros candidatos sem deficiência. As regras mais específicas vocês poderão ler no edital do vestibular ou procurando o Núcleo de Apoio ao Portador de Necessidade Especial, ligado à Pró-Reitoria de Graduação.

 

Mais do que esse “programa de cotas”, que podemos debater futuramente se é ou não uma solução, a UFPR está anunciando que a pessoa com deficiência passa a ser uma prioridade de gestão.

 

Além de procurar facilitar o acesso ao ensino superior, serão tomadas medidas para manter as pessoas que precisam de adaptações específicas para estudar dentro da instituição. E mais: vários seminários internos serão realizados para debater o tema.

 

Não sei vocês, mas ver uma ação de cidadania tão forte assim, me “arrupia” e me faz achar que as coisas começam a melhorar, né, não?

 

Já a UFBA (Universidade Federal da Bahia) também adotará uma medida inclusiva: Durante as provas do vestibular, haverá um intérprete de libras para passar as instruções do exame aos surdos. É um começo, também.

 

 

 

Decisão retrógrada...

 

 

Olhem que cena mais.... pitoresca, digamos assim. Quem flagrou foi o leitor Mauro Rechtand, do Rio, que é cadeirante. Ele estava no Largo do Machado e precisava usar a rampa que aparece na foto sendo “ocupada” por esse “fuca”.

 

“Encontrando o motorista, ele me disse ‘fui só comer uma pizza”, relatou o Maurão em email enviado ao blog. Ahhhhhhhhhhh bom, né, ‘pessoais’.

 

Sempre que alguém tiver algum flagrante assim, pode me mandar que ‘nóis” bota aqui ‘pra mode’ alguém passar vergonha (se tiver vergonha, claro)

 

Escrito por Jairo Marques às 21h37

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"Põe ele aqui no cantinho"

Em um sábado qualquer do ano passado, depois que consegui vencer a preguiça da “veiera” que me abate aos finais de semana, fui com amigos num bar famoso aqui de São Paulo que toca rockabilly.

 

Já contei pra vocês que meus parceiros adoram me colocar em roubada, né? Se eu resisto em ir às baladas mais fortes por questões meramente logísticas, os elogios se avolumam na minha orelha: “florzinha”, xarope, menina, besta, biba”.

 

Pô, pensem na dor no pescoço no dia seguinte de ficar olhando o tempo todo pra cima e a quantidade de gente bêbada que tenho de retirar do meu colo? Ai eu resisto mesmo em ir a lugares com muita gente.

 

Mas, nem sempre eu sou difícil assim  e lá fomos pro boteco sacudir os esqueletos.

 

 

 

A aventura de um cadeirante na balada começa na fila. Geralmente, não demora muito para vir aqueles seguranças enormes (ui!) e nos arrastar para dentro do bar. Neste momento, a gente não tem muito poder de argumentação, não.

 

“Fica tranqüilo aí que ‘vomus’ te colocar lá dentro. Fica calminho”. E os caras pegam a cadeira e me arrastam pra dentro do bar, assim mesmo, sem carinho, sem um diálogo mais tet-a-tet, sem trocar telefone .

 

Povo, é incrível, mas muita gente acha que deficiente não tem vontade própria. Evidente que eu gostaria de furar a fila e entrar primeiro no bar. Mas, eu fui com meus amiguinhos e queria entrar com eles, ué?!

 

É muito patético, mas isso sempre acontece. Queria saber quem inventou essas instruções! Seguranças, em diversos momentos, são os melhores amigos do cadeirante, mas, que eles arrastam a gente sem pedir, arrastam.

 

Já dentro do bar e ao lado dos amigos, o segurança investe novamente em mim: “Leva ele ali pra conhecer o banheiro. É totalmente adaptado.” (leiam aqui o texto em que escrevo que as pessoas acham que deficiente é tudo mudo).

 

Claro que não fui, né?! Eu nem havia chegado direito e já tinha de ir ao banheiro?

 

Mas a festa estava bem divertida. O som era gostoso, as ‘muleres’ lindas, a pinga boa e o papo de ‘qualidadchi’.

 

Para coroar a noite, a fila do caixa para pagar a conta! Neste momento, eu já estava mais bêbado do que peru em véspera de Natal, mas aguardava a minha vez ali para quitar o débito da noitada, como todos os outros mortais.

 

 

 

Eis que a moça do caixa sai da cadeira onde está sentada e vem em minha direção. Pega em minha cadeira e vai me puxando para um cantinho me retirando da fila e dizendo assim: “Vamos ‘trazê’ ele pra cááááaáááá´. Pronto, fica aqui quietinho”.

 

Os meus amigos numa hora dessas já riam mais do que hiena em noite de núpcias. Ai eu não me agüentei e não parei mais de falar: “Vamos fazê ele pagáááááaáá... agora a senha do cartão ele vai digitááááááaá... vamos cuidar para ele não babáááááá”.

 

Eu não sei o que acontece na cabeça de algumas pessoas de achar que deficiente não pode ficar numa situação convencional. Eu estava na fila, com amigos e ia pagar a conta, ué?! Se quisesse me dar prioridade, ótimo, mas me tirar da fila e me colocar num cantinho?

 

Esse negócio de ficar no cantinho acontece comigo em diversas situações. Em bares e restaurantes é direto. “Olha, eu vou estar colocando você aqui no cantinho enquanto não arrumo uma mesa”. Sabe botijão de gás? Então, me sinto um botijão de gás nestas horas.

 

Claro que a cadeira ocupa um pouco mais de espaço em um corredor, por exemplo, mas aí o problema não é meu, ué! Procuro não atrapalhar o espaço dos outros com meu “automóvel”, mas ser colocado no cantinho é broca.

 

E quando a mesa enfim desocupa?! “Oh Tião (o garçom), traz ele aqui pra mim e bota direitinho na mesa”. Ai eu me sinto o verdadeiro barril de chope.

 

Em Tempo: Gente, deficiente físico é um cliente como outro qualquer, mas que precisa de uma condição diferenciada seja uma rampa, uma adaptação no banheiro, mesas mais estratégicas de fácil circulação. De resto, “nóis é ingual”.

 

Não é preciso tratar uma cadeirante ou um cego como criança ou como um objeto inanimado, sem vontade própria. A melhor solução, a meu ver, é conversar e deixar as coisas claras. “Você quer que eu te leve para dentro do bar?”. “Você não precisa ficar na fila, passe à frente”. “Posso te acomodar em outro lugar?”.

 

Procure não ir tocando na cadeira de rodas e movendo-a sem que haja consentimento do cadeirante. É o mesmo que alguém puxar o seu cabelo e ir te levando pela rua, qual homem das cavernas!

Escrito por Jairo Marques às 23h01

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Da noite para o dia...

Meu povo, começo a semana com um saudável soco no estômago de vocês. Um texto pra refletir sobre a existência, para pensar em valores, para chorar e para rir.

É a primeira contribuição em texto que posto aqui e é de muita, muita qualidade.

Ele foi escrito por meu amigo de última hora, Evandro Bonocchi, que ainda tá meio perdido na Matrix dos deficientes (sabe que nem cachorro que caiu do caminhão de mudança? ). Ele conta pra vocês o que é acordar pela manhã, de repente, sem ter plenos movimentos e domínio sobre o próprio corpo.

O cara que, preciso admitir, passa de ano na belezura (ai, que gay), também tem um blog onde narra suas peripécias: o tocando a vida sobrerodas. Não tenho muito mais o que acrescentar, somente a agradecer a ele por ter nos dado esse presente.

Apertem seus cintos, abaixem o fogo do feijão, dêem mamadeira pros meninos, “arteiem” o volume do som e deixem as palavras do Evandro mudarem o seu dia... E tenho quase certeza que elas hão de mudar o seu dia.

 

Evandro e Dolores... uma graça a "mina"

 

Dia 9 de agosto de 2005, 19hs, acordo num quarto branco e gelado com várias infiltrações nas paredes, cinco pessoas me cercando, todas de branco. Até perceber o que tinha acontecido, levou uns 15 longos segundos...estava numa unidade de terapia intensiva, __Fodeu!!

Um dos médicos que lá estavam me pergunta se estou sentindo as pernas. ­­__Nada! Um frio passa pela minha espinha, uma sensação de medo toma conta do meu corpo. Rapidamente tento mexer meus braços e mãos. __Graças a Deus estão funcionando! Passo a língua nos dentes e percebo que estão todos no lugar.

Um outro médico vem ao meu encontro e me informa que sofri um acidente de moto e suspeita que lesionei a coluna cervical.

__Não vou mais andar? Perguntei.__Pode ser que não, pode levar até 2 anos para a medula voltar a ter a conexão perdida, disse o médico.

Um filme começou a passar na minha cabeça. Minha vida toda estava sendo exibida em seção única e sem cortes.

E agora, o que vai ser? E a minha namorada, o amor da minha vida? Meu futvolei? Perdi tudo! Acabou?!?

Tudo aconteceu em Ubatuba-SP.

Pela primeira vez na vida estava ganhando bem. Cheio de expectativas em relação ao meu futuro. Morar na praia, correr oito quilômetros todas as manhãs. Morar com a namorada, sexo dia sim dia também...Vida perfeita para um homem de 28 anos.

E agora?????????

Sete dias depois da cirurgia, haste de titânio com oito parafusos dentro de mim, (projeto de ROBOCOP) esse era o meu novo corpo. A minha lesão foi alta, T4, então não tenho sensibilidade nem movimentos dos mamilos pra baixo.

Com a titia, ainda no Sarah, em Brasília

Nesse dia viriam para me colocar sentado na cama. Com toda a certeza do mundo, foi a pior coisa que me aconteceu. Naquela hora eu vi o tamanho da cagada que tinha feito. Que sensação horrível!! Imaginem tentar deixar uma folha de papel em pé. Balançava pra frente e pra trás, como se estivesse sentado de lado num caiaque.

Após 27 dias de hospital fui pra casa dos meus pais.

Como um cadeirante caga? E pra mijar, deixa essa borracha aí mesmo?

Infelizmente, saímos do hospital e não de uma loja de eletrodomésticos, não temos manual.

Tudo é uma descoberta. Graças a Deus tenho pais maravilhosos que me deram dois irmãos fantásticos, costumo dizer que um é minha perna esquerda e o outro a direita.

Os primeiros dias foram difíceis, tremia de meia em meia hora sem saber por que. De repente, minhas pernas começam a mexer espontaneamente. A alegria toma conta do quarto. Mais tarde saberíamos que isso acontece mesmo, são espasmos. Que bosta!

Como resolvi tudo isso dentro da minha cabeça? Encaro as coisas com humor, faço graça da própria “desgraça”.

Uma coisa que me ajudou muito foram as visitas. Uns chegam e acham que vão encontrar um resto de gente e se assustam ao ver que a única coisa que mudou é o fato de estar sentado. Outros achavam estranho eu estar assim, rindo, contando piada da própria cagada (literalmente). Achavam que tinha batido não só a coluna, mas a cabeça também.

Mas a pior coisa para uma pessoa que fica nesse estado da noite para o dia é a dependência. Depender dos outros pra tudo é foda! Pega pra mim...quero isso...quero tomar banho...escovar os dentes..

Mas a virada pra encarar de frente essa “nova vida”, foi estar no Sarah, em Brasília (aquele hospital que arruma a funilaria da gente, que já contei procês). Quando cheguei ao hospital, me foi perguntado sobre o que esperava deles? Disse que se eles conseguissem me melhorar uma virgula, sairia de lá feliz.

Tanto saí, que vim embora pra São Paulo sozinho. Liguei pra minha casa e pedi que me esperassem em Cumbica, e assim foi. Cheguei melhor, mais forte e verdadeiramente mais “homem cadeira” do que nunca, pronto para viver dessa maneira, mas sem nunca deixar de lutar para me levantar.

Dois meses após o Sarah me casei. Continuo aprendendo a lidar com o meu corpo, e sempre é uma vitória quando faço alguma coisa nova, como nadar sozinho, jogar basquete, tomar uns comprimidinhos azuis e fazer festinha de noite (mente diabólica a de vocês, ele ta falando de confetes, sabe aquele doce?).

Me falta alguma coisa? Claro! Quero andar novamente.

Não sou nenhum revoltado, aceito o que aconteceu, vivo feliz e principalmente, adoro estar vivo! Mas jamais deixarei de sonhar. Quem não sonha não tem alma.

Escrito por Jairo Marques às 22h01

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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