Jairo Marques

Assim como você

 

Para ver...

"Pessuar", o tio ontem foi pra farra e não conseguiu fechar o post do dia.  Pô, né, povo, "nóis" é gente também! E se eu não for pra rua acaba o "homi das histórias"!

Mas, como eu sou um menino "bão", deixo para vocês um videozinho de tirar o fôlego. Pra mim, ele apresenta uma profunda reflexão sobre solidariedade, sobre entender e aceitar o outro de uma forma verdadeira! 

Quiça todos nós tivéssemos a coragem de tomar sempre atitudes, como a que vocês poderão assistir aqui, simplesmente para nos sentirmos... iguais.

No começo, achei muito forte para postar no "Assim como Você". Porém, como pelo menos três pessoas me indicaram, analisei melhor e concluí que vale mesmo dividir com tudo mundo.

Bom final de semana. Segunda a gente brinca mais!

 

Em tempo: Os amigos das pessoas que não podem ver, vamos caprichar na tradução, heim? Juju, manda bem ai para a Vivi (leiam os últimos coments que vão entender! )

 

Escrito por Jairo Marques às 00h00

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Gol mil!!!

Nos últimos trinta dias virou rotina eu chegar pela manhã no jornal e encontrar um correio eletrônico de um de vocês dizendo assim: “Jairo, leio seu blog todos os dias e me emociono, dou boas risadas, aprendo”... O que chama muito a minha atenção é que boa parte desses leitores são pessoas de fora da matrix de quem tem alguma deficiência

 

E o pessoal me cumprimenta também sem parar na redação da Folha, na rua, me mandam recados por meio de gente que virou história no blog. Tem quem ria e chore, tudo junto, com os textos em frente ao monitor (jornalista é tudo abilolado, eu sei). Tem gente que vibra.... tem gente que me fala: “Jairoooo eu chego louca pra ler seu blog”. Pô... como não se emocionar?!

 

 

 

Bem, talvez o melhor nome para este texto fosse “lambendo a cria” ou post para se “amostrar”  . Mas, coloquei "Gol mil" para dizer que, em um mês, o “Assim como Você” já coleciona quase 700 comentários (pessoas que deixam recados, idéias, sugestões no corpo do blog) e algo perto de 500 emails recebidos. Ou seja, marcamos bem mais que mil gols!.

 

 

Acho que preciso dividir um pouco dessas respostas tão carinhosas e tão positivas com vocês que estão fazendo essa idéia ir cada vez mais para adiante. Ah, sim: e eu ganho o meu dia quando um cadeirante ou um cego, por exemplo, se manifesta dizendo que se identificou com as histórias, que se sentiu prestigiado, que se sentiu, mesmo, incluído!

 

O Daniel Bergamasco, correspondente da Folha em Nova York e que tem feito um trabalho de primeira linha nos EUA, me escreveu dizendo que tá no time dos “viciados” no blog e que eu tô virando o “Bruno Surfistão” da blogosfera...

 

Ele disse isso porque eu não sou mais chefe dele, né? (fui durante dois meses). Se fosse eu mandaria ele fazer a cobertura da Laura Bush entregando cestas básicas durante um mês como castigo! Mas confesso que tô pensando em fazer uma lipo antes de entrar no ramo dos “pograma”.

 

Povo, mas o que eu quero mesmo pontuar é que a pessoa com deficiência está na mídia e, agora, tem de ser pra valer. Depois do surgimento deste blog (ai que metido), tenho visto muito mais histórias de superação e coberturas que envolvam a deficiência pipocarem. Casualidade? Sei não, sei não.

 

Como trabalho em um jornal, tenho muito acesso a outros meios de comunicação e posso afirmar com propriedade que a presença de vocês aqui e de todos os fabulosos personagens que emprestam seu carisma a este espaço têm chamado a atenção e despertado o interesse para novas frentes de mostrar e abordar assuntos de gente “Assim como Você”.

 

 

 

Querem exemplos? O Estadão desta semana publicou em seu caderno Link, sobre tecnologia, reportagem de capa com vários programas que auxiliam quem tem algum tipo de limitação a se virar na internet e no computador.  O Jornal Nacional trouxe há duas semanas reportagem sobre cegos que degustam vinhos. Programas matinais da Rede TV! exibiram histórias de gente que vence suas barreiras diárias. E tem a Band, a Ana Maria Braga...

 

 

 

E a Folha? Posso garantir a vocês que o jornal também tem apoiado muito os nossos devaneios, sobretudo por meio da Folha Online, e está fomentando idéias para ampliar os serviços voltados ao deficiente físico.

 

Estou devendo um agradecimento especial ao cartunista Jean, que criou o topo deste blog, alvo de diversos comentários. Realmente, ficou de tirar o chapéu, não acharam?

 

Por fim, mais uma vez o tio abraça a vocês por fazerem deste espaço uma festa cada vez mais divertida e, como não dizer, um meio realmente capaz de dizer que ser diferente não quer dizer ser menos ou ser mais... é tudo igual...

Escrito por Jairo Marques às 22h12

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Curtinhas...

O que eu quero? Emprego!

 

Como ontem falei sobre o doutor Ricardo Tadeu, procurador do trabalho, hoje deixo uma dica que me parece ser bem legal e importante para quem está na luta por um “trampo”, um "job", um "ganha pão".  

 

O empresário Cláudio Tavares, 30, que é deficiente, criou um site que concentra vagas no mercado de trabalho voltadas exclusivamente para a pessoa com deficiência! Tuuudo “pa nóis”. Boa idéia, não?!

 

No portal também há dicas de qualificação profissional, sugestões de cursos, espaço para cadastro de currículos e muita informação sobre o mercado voltado a quem alguma limitação física. Empresários podem acessar o site para procurar por profissionais e deixar de reclamar que não há gente para ocupar as cotas de vagas especiais!

 

Ele teve a idéia porque "camelou" muito para conseguir seu próprio espaço e ganhar uns “reaus” para se sustentar. Sem trabalho, não tem realização, não tem cidadania, não tem conquistas, né, não?

 

Eu dei uma boa examinada no portal que o Cláudio demorou dois anos para concretizar. Me pareceu muito bem feito e de ótima qualidade. Pode ajudar muita gente!

 

 

 

Para irem direto ao site, dá um click aqui! Depois, me contem o que acharam!

 

Marca ai no seu “calendaro”

 

Em agosto, no Rio, vai acontecer no Riocentro, a Reintegra 2008. Os "pessoais" da organização esperam juntar 15 mil pessoas para tratar de temas que envolvam a deficiência.

 

Quando? De 15 a 17 de agosto, no Riocentro,  no Rio

 

Quem vai? Pessoas com deficiência, autoridades, instituições públicas e privadas, empresários, ONGs e profissionais especializados

 

O que vai rolar? Debates e trocas de experiências. Com o objetivo de promover a inclusão social, o regaste à cidadania e a questão da acessibilidade, abordando projetos e programas em prol de ações concretas.

 

Que mais? Vai haver workshops, painéis temáticos, fóruns, além de atividades culturais e esportivas.

 

E daí? Na ocasião, também haverá ainda a Feira Internacional de Reabilitação e Acessibilidade, onde serão apresentadas novidades, soluções e avanços tecnológicos nas áreas de equipamentos, produtos, serviços em comunicação, construção, arquitetura, design, lazer, esportes, recreação, sistemas de informáticas e automóveis especiais.

 www.reintegra.com.br

 

Bora dançaaaar!

 

 

No dia 21 de junho, o grupo "Dança e Arte", que tem a proposta de mexer os "corpichos" para promover a inclusão, vai se apresentar em nove terminais urbanos de São Paulo. É "di gratís" a partir das 11h, em São Paulo 

 

 

Escrito por Jairo Marques às 23h25

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O homem que vê caleidoscópios

A história de hoje vai mostrar um elemento fundamental para que gente “Assim como Você” atinja o sucesso: bons amigos. Eu tive muita sorte de encontrar no meu caminho pessoas da melhor qualidade que me ajudaram em todos os momentos.

E foi assim na infância, quando meu melhor amigo da época, o Crô ou Crodô (Clodoaldo Aragão, para os menos íntimos) me carregava para jogar futebol na rua e quebrar vidraça dos vizinhos  .

Foi assim na juventude, quando meu melhor amigo, que é até hoje, o Heric Steinle, me enfiava dentro de um “bumba” fosse para ir às baladas, fosse para fazer um trabalho da faculdade.

É segue assim na vida adulta em diversas situações. Então, se você é amigo de uma pessoa com deficiência, saiba que poderá estar ajudando a construir um futuro promissor para ele com sua atenção e dedicação verdadeiras!

O doutor Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, 49, ficou cego em pleno tempo de faculdade, aos 23 anos. Para se tornar advogado, os colegas da turma de 1984 da Faculdade de Direito Largo de São Francisco, da USP (Universidade de São Paulo) tida como a melhor do país, gravavam o conteúdo das aulas diariamente para que ele pudesse estudar.

Hoje, doutor Ricardo é procurador do trabalho atuando na Procuradoria Regional do Trabalho da 9ª Região, em Curitiba (PR). Ele, que afirma ter ganhado um presente com a cegueira, pois passa o tempo todo vendo caleidoscópios, foi aprovado em 6º lugar em um concurso em que disputaram 5.000 candidatos.

O procurador, que tem mestrado e doutorado, chegou a ser reprovado em um concurso para juiz, no qual havia passado no exame escrito, em 1990, com a justificativa de que a Justiça não poderia aceitar uma pessoa cega. Ele aprendeu a linguagem Braile, mas devido à dinâmica do trabalho no Ministério Público, se utiliza mais da tecnologia e usa programas que lêem os documentos direto do computador.

Agora, abram bem os olhos ou aumentem o volume do seu som, e aproveitem a entrevista que fiz com o homem que vê caleidoscópios, o marido da Suzana e pai da Maíra e da Iara. 

 

Fotos: Fábio Pupo

Assim como você: Como o sr. foi reprovado num concurso de juiz por ser cego, quer dizer, então, que a máxima que Justiça é cega não é verdade?

Doutor Ricardo Tadeu: O Judiciário, à época do meu concurso, desconhecia as possibilidades reais de um deficiente visual. Preocupados com a segurança da Justiça e a minha própria segurança, acabaram me reprovando. O Poder não estava pronto para uma pessoa cega naquela ocasião. Hoje em dia, tudo mudou e tenho sido convidado para disputar uma vaga nos tribunais de segunda instância. Estou pensando no assunto. Gosto muito do Ministério Público. Entendo que atualmente as dúvidas já estão superadas sobre as minhas capacidades. Acredito que um dia uma pessoa cega vai conseguir ser juiz e pode ser breve.

Assim como você: Qual a cor da cegueira do sr.?

Doutor Ricardo Tadeu: Cada um vê sua cegueira de um jeito. Depende das referências que você tenha tido, se chegou a enxergar em algum momento da vida ou não. No meu caso, tenho uma visão muito bonita. Devo ter algum resíduo de funcionamento da retina, bem pequeno, menos de um 1%, e isso me proporciona uma visão muito interessante. Vejo formas geométricas se misturando a cores que vão se intercalando: amarelo, verde, vermelho, azul. É muito bonito. Me lembra muito um caleidoscópio. Acho que é a resposta do cérebro ao mínimo de luz que ele consegue captar, mas não tem nada a ver com a iluminação externa. Considero essa visão como um prêmio que ganhei ao ficar cego.

 Assim como você: Por que as empresas continuam oferecendo apenas trabalhos de baixa qualificação para as pessoas com deficiência?

Doutor Ricardo Tadeu: Você está colocando a questão de um ponto de vista bastante otimista. Nem estas vagas mais simples grande parte das empresas estão oferecendo. Elas sempre encontram obstáculos para contratar pessoas com deficiência. E existe uma corrente muito forte, principalmente aí em São Paulo, contra a lei de cotas no mercado de trabalho. Em relação ao progresso para vagas mais qualificadas, acho que falta uma sintonia fina, é uma questão muito complexa e estamos numa etapa muito inicial. Embora a lei de cotas seja de 1991, ela começou a ser aplicada em 2000, quando foi regulamentada. Na Europa, as leis de cotas têm 50 anos. Acho que vamos levar algumas décadas para amadurecer a legislação. O que não é possível é abdicar deste direito.

Assim como você: O sr é um grande craque no drible da deficiência. Conta um pouco os gols que o sr. marcou e os tombos que o sr. levou.

Doutor Ricardo Tadeu: Vejo nos outros os problemas que eu vivo e vivi. Há de ter consciência de que estamos transformando a sociedade brasileira e não somente em relação à visão sobre a pessoa com deficiência, mas em relação ao próprio processo democrático. Acho que a luta dos grupos mais vulneráveis é uma luta inerente ao amadurecimento da democracia. As mulheres lutam por suas questões, os negros no Brasil lutam por suas ações afirmativas, os homossexuais procuram seu espaço e seus diretos. Na minha trajetória pessoal, o mais difícil eu pontuo o meu desgaste e as minhas responsabilidades de representar bem os cegos. Sou o único membro do Ministério Público do país a ter essa condição. Meu trabalho é muito observado e sou rigoroso no que faço. Quanto às conquista, ressalto que sou fruto de um grupo que me cerca, dos meus colegas da turma de 1984, que sempre rendo homenagens, da minha família, da minha mulher. As pessoas não devem acreditar nas barreiras que são impostas a elas, mas, sim, em suas capacidades de vencê-las. Não fiz nada sozinho e tive muitos privilégios na vida.

Assim como você: O sr. acredita que há uma projeção de falta de capacidade intelectual na pessoa com deficiência?

Doutor Ricardo Tadeu: Não. Não avalio assim. Acho que muita gente olha a pessoa com deficiência com desconhecimento e tentam a superprotegê-las ou subestimá-las. É uma questão cultural. À medida que a gente é conhecido e se manifesta, passa a haver um respeito muito grande. É preciso romper a barreira do desconhecimento. Não que, necessariamente, as pessoas considerem a pessoa com deficiência incapaz. É que, necessariamente, não conhecem o assunto.

Escrito por Jairo Marques às 22h27

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"Quer que eu te empurre?"

A frase “quer que eu te empurre?” foi seguramente uma das que mais ouvi na vida até hoje. Se somar a variante afirmativa “deixa que eu te empurre” e a versão mais agressiva, mais “pedreiro man” (ui), “tira a mão daí que eu empurro”, não me restam dúvidas, é a frase que mais escutei até hoje.

 

Confesso a vocês que quando estou subindo uma rampa íngreme ou uma rua com forte desnível, sabe quando a gente fica com a língua pra fora, com cara de cachorro em frente do açougue? Então, ai eu torço forte para que venha um “quer que eu te empurre?” para me dar aquela “mãozinha”.

 

Muita gente pensa que cadeirante é tudo revoltado. Que vai xingar a mãe, tacar pedra ou chamar a “puliça” ao se oferecer um apoio, um auxílio. Não é beeeem assim, não. Uma ajuda pode ser bem-vinda, é claro. Mas há casos e casos.

 

Imagine você andando pela rua e, de repente, alguém te toca o braço. Não é seu vizinho, não é seu parente, não é seu amigo nem é seu padeiro preferido. É bem provável que você não vá gostar disso.

 

 

A cadeira de rodas, para os seus usuários, é como se fosse parte do corpo. Por mais esquisito que possa parecer, é assim que funciona, é assim que sentimos.

 

Quando surge, então, alguém para ajudar, esse alguém precisa estar ciente que estará tocando no próprio corpo do cadeirante. O mesmo acontece ao tocar uma muleta, uma bengala ou mesmo os óculos. Eu posso estar afim dessa pegação ou não, oráite?

 

Outro aspecto que, às vezes, pode justificar uma negativa de ajuda é que a cadeira não é um carrinho de mão  . Por mais que pareça fácil manejá-la, uma pessoa sem a menor experiência pode esborrachar a cara do cadeirante no chão.

 

As rodinhas da frente da nossa “carriola”costumam emperrar nas centenas de buracos de nossas tão bem planejadas calçadas. Ai, gente, a pessoa nega porque rola um “meda”, “pegô”? Muitos deficientes têm problemas de equilíbrio e pra cair basta um descuido.

 

Por último, às vezes, o cadeirante não quer ajuda porque realmente ela não é necessária. Eu não posso exercitar meus braços? Não posso ter o direito de pensar sozinho com os meus botões?

 

E num museu ou numa feira, por exemplo? Isso acontece até com meus amigos mais chegado. Oras, eu quero ver as obras ou apreciar o produto ao meu tempo, não no tempo do outro....

 

Eu tô ali, admirando um Picasso (mente demoníaca a de vocês ) e o cabra me tira da frente da tela de supetão... é coito interrompido na certa, gente. Em locais bem planos, tranqüilos, não faz muito sentido a tal “ajudinha” a não ser que a pessoa peça ou que já esteja muito cansada ou que tenha dificuldades de tocar as rodas sem auxílio.

 

 

Eu, "inxibido", em Cartagena das Índias, num raro momento que pude apreciar uma obra de arte

(Botero) até quando quis, sem me arrastarem!

 

 

Mas o pior de tudo é quando a gente não tem como argumentar e nem tempo para isso. O sujeito te vê e vai te levando. Ele só avisa: “Tira a mão daí! Eu te levo! Descansa o braço”. Aí é emoção na certa. Pro cara fazer a boa ação dele do dia eu perco milhares de fio de cabelo de tensão.

 

E o sujeito anda depressa, tenso e vai empurrando a cadeira como se tivesse levando um carrinho de compras. E quando o “santo” diz: “vamos dar uma corridinha porque eu tô atrasado!”. Gente, só pode ser fetiche. Boa parte das pessoas adora correr com cadeirantes.

 

O jeito, então, é tentar ir direcionando a cadeira, mesmo a contragosto do “empurrador”, ir desviando dos buracos, ir se firmando do jeito que dá pra não conhecer o gosto de uma lambida da cara no chão.

 

Em tempo: A melhor situação para um cadeirante é quando a ajuda é oferecida assim: “Ola, você precisa de algum auxílio? Quer que eu te ajude? Como eu posso fazer”? Caso a ajuda seja negada, não insista. Procure pensar que quem está na situação desfavorável não é o andante.

 

 

Se a ajuda for aceita, procure conduzir a cadeira num ritmo normal de velocidade e tente desviar dos buracos. Procure não lutar contra a direção que o próprio cadeirante está dando para a “viagem”!

 

No caso dos cegos, é importante que, se você for oferecer ajuda, deixe que ele pegue em seu braço e não o contrário. É muito comum ver gente arrastando o cego pelas ruas. É desesperador!!!

Escrito por Jairo Marques às 21h42

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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