Assim como você
Assim como você
 

Deixem as crianças serem crianças...

Meu povo, fecho a semana (essa foi recorde de audiência e de comentários! Aêêêê Beijo) com um vídeo, curtinho, mas que eu tive de segurar a guela pra não abrir o berreiro numa mistura de emoção, alegria, vontade de ver um mundo melhor para as pessoas com deficiência...

Emocionante demais, desde os primeiros segundos. A dica foi do meu amigo Rapha Bathe, um cara de sensibilidade ímpar para questões da Matrix...

 

Não tenho dúvidas, vocês terão um final de semana muito melhor depois de assistirem...

 

Beijo nas crianças! Legal

 

 

Escrito por Jairo Marques às 06h22

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Livro, foto e souvenir

Depois das fortes emoções do post de ontem, hoje vou mais calminho ... Beijo Minha amiga espevitada gaúcha  Juju Carvalho conseguiu o que eu só fico chocando, chocando, chocando e não boto Carente, ela escreveu um livro! Aêêêê

A menina tá mais feliz que porco na lama com o lançamento do “Na minha cadeira ou na tua”.  A bichinha foi obstinada e rodou com os originais da obra pra cima e pra baixo até que convenceu a editora “Terceiro Nome” a publicar seus pensamentos “matrixianos”.

No livro, a Ju conta um pouco sobre suas peripécias cadeirantes, misturando realidade e ficção. Como a loira tem ótimo senso de humor (e, às vezes, de mau humor Cansado), os textos são bem saborosos!

Saquem ai um trechinho:

“Pernas pra que te quero”

“Já falei que os internos não usam roupas íntimas. Passei umas duas semanas sem sutiã. Um crime contra os peitos. Pontos pra gravidade. Uma noite dessas, quero ir passear no “quinto dos internos”, e vou pegar autorização com as enfermeiras. Uma delas soltou essa:

– Vai passar um batom, guria! E colocar um sutiã.

– Mas, não pode usar... - falei.

– Eu acho um absurdo isso! Como você é boba, pega escondido.

Passo a noite pensando a respeito do sutiã. Acordo, e vejo na minha grade de atividades que tem basquete. Deus! Jogar basquete sem sutiã! E se confundirem as bolas? Percebo que é o dia certo para pegar meu sutiã no guarda-valores. Vou lá. Peço pra dar uma olhada nas minhas coisas. Está tudo lacrado.

O lançamento vai rolar em vários Estados. Anotem ai pra não perder e pra prestigiar mais uma obra ‘malacabada’ com o objetivo humilde de colaborar com a dominação do mundo por parte dos “matrixianos... surpreso

RIO - 08/04 Livraria da Travessa Shopping Leblon Afrânio de Melo Franco, 290 - loja 205 A

SAMPA - 12/04 Livraria Cultura – Conjunto Nacional Av. Paulista, 2073

BH - 15/04 Biblioteca pública estadual Luiz de Bessa Praça da Liberdade, 21 –  Funcionários

PORTO ALEGRE -  22/04 Livraria Cultura  Bourbon Shopping Country Av. Túlio de Rose, 80 - Loja 302


“Cada mergulho é um flash” 

 

Meu povo, eu não sei se acontece com todo cadeirante, mas eu sou ‘terrivi’ pra tirar retrato...Tonto. Saem tortos, desfocados e não raro é eu cortar partes das pessoas, mesmo elas sendo perfeitinhas Muito triste.

Acho que sou mais “trapaiado” para fotografia porque meu braço esquerdo é afetado pela guerra também. Bem, mas agora, tchanannnnn um incentivo para os ‘malacabados’ se dedicarem à arte dos clicks!

 

 

Um concurso só pra ‘matrixiano’ vai dar ‘MIL REAL’ (dá pra comprar um caminhão cheiinho de ‘abobra’ Rindo a toa) pro melhor retrato!!! Aêêêê .. E tem outros prêmios... os detalhes você pode conseguir no site: www.reateam.com.br/oquevoceve! O concurso vai levar em conta, sobretudo: 'criatividadchi' 'sensibilidadchi'. Bora 'nóis tudo' fotografar?

 

 

Como a Taaaabaaaata tá na organização, eu confio que vai ser ‘mara’ (sim, sou puxa-saco dos meus amigos.. Beijo)


“Falta um mês!!!”

 

“Zimininos”, falta apenas um mês para o maior acontecimento dos últimos 15 dias Muito triste, o terceiro grande encontro do Assim Como Você!  Pelo andar da carruagem (essa é do tempo que o meu vô andava de bicicleta, né? Carente), vai bombar!!!

 

 

Muitas surpresas vão rolar lá na ‘baladchinha’, ‘excrusível’ presenças que nem os organizadores sabem! Entorpecido. Pra que tudo dê certo, peço para que vocês confirmem a presença com a Bibi e com a Maysoka pelos emails: maysa.mascarin@hotmail.com e arquiteta_bia@yahoo.com.br  . Para saber mais detalhe do ‘rala bucho’, cliquem no bozo! Brincalhão 

 

 

Precisamos saber "di certeza" quem vai porque será aquela montoeira de cadeira de rodas, cachorro guia, muletas, gente torta Rindo a toa é temos de garantir um bom espaço físico, tá fechado?! O tio promete que toma banho e passa perfume pra beijar ‘ceis tudo’! Uhrúú 

Escrito por Jairo Marques às 00h03

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

“Você tá de parabéns!”

Essa aconteceu na semana passada, na academia (sim, eu continuo nadando firme, tô quase um ‘Xerer’ das piscinas e a pança recuou meio milímetro Muito triste). Tava eu lá, todo pimpão tomando uma ducha, quando se aproxima um rapazote de uns 18 anos.

Quer que eu te ajude em alguma coisa?”

Quase pedi pra ele ensaboar as minhas costinhas, mas achei que a patroa corria um sério risco se eu gostasse... Bobo.

“Não, tô de boa. Me viro bem (sem duplo sentido)”

Aí, o guri começou a contar uma história interminável de um professor dele que, certa vez, foi dar aulas de cadeira de rodas só pra dar uma lição de cidadania aos alunos e tals...

Eu ali, pelado e tímido Sem jeito, e o rapaz todo animado querendo me mostrar que respeitava as diferenças, que sacava do mundo da “Matrix”, que sabia da dureza que era ser “malacabado”.

Já estava pensando que havia rolado sentimento do lado do caboclo Apaixonado, quando ele se despede e fala assim:

Olha, você tá de parabéns, viu?! Tanta gente aí com duas pernas, dois braços fortes, com plena saúde e não quer saber de nada. Você desse jeito (palavras minhas, todo abatido da guerra Muito feliz), vem malhar, todo disposto.”

Ele virou as costas e nem deu tempo pra responder a minha dúvida: “Parabéns como assim cê fala, nego?”

Comecei a puxar da memória, já bem falha devido à idade avançada, quantas vezes recebi cumprimentos pelo simples fato de eu viver minha vida, por eu tocar em frente a minha cadeirinha de rodas vermelha.

Num sei se isso acontece com todo ‘estropiado’, mas fico sem graça, fico sem entender esse cumprimento, esse elogio, do nada. Pergunto pros meus queridos “infiltrados”: alguma vez já te deram parabéns por você estar andando na rua? Tipo:

“Oooopa, dona Fabiana, parabéns por você estar ai, vivona, toda loira, andando direitinho na rua”... aborrecido

Não, meu povo, não tô reclamando. Mas fico meio sem jeito quando sou supostamente elogiado por ... viver. Parece que querem dar uma forcinha, uma mãozinha para que sigamos em frente no propósito de desfrutar da existência, será isso?

 

É gostoso ser elogiado pelo trabalho que você faz, por um post que te roubou horas da madrugada de sono, pelas unhas de tatu que enfim foram cortadas Rindo a toa, por ter feito aquela pipoca de micro-ondas de maneira perfeita Carente... mas ser elogiado por viver, é engraçado...

Acho que isso, talvez, seja herança de um tempo em que os ‘dificientis’ ficavam em casa assistindo Xuxa e Silvio Santos e reclamando que água do copo havia esquentado. 

Hoje, os ‘malacabados’ estão cada vez mais na sociedade e não são exemplos pelo simples fato de estarem na rua, por mais que a rua, em muitos casos, ainda não o queira.

Será que estou errado? Tenho pensando nisso ultimamente... O que vocês acham?!

*Ilustrações do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 00h13

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Bastidores de um ex-BBB

“Zimininos”, quando recebi a incumbência de entrevistar o modelo, ex-bbb e esportista Fernando Fernandes, 28, que entrou para a “matrix” faz oito meses, reagi com aquele mau humor típico dos jornalistas: ‘eu lá sei que raios é Big Brother’?!  Cansado

Mas, como sou profissional, aceitei a ideia e deitei o cabelo para conseguir achar o ‘homi’ e saber como estava esse novo momento de sua vida, agora, ‘malacabado’. O resultado foi publicado ontem, na Folha. (assinantes UOL e Folha tem acesso clicando no bozo Brincalhão)

E eu preciso admitir, o cara me surpreendeu um bocado. Em vez de um cidadão que só pensa em flashs, ‘gramur’, e que fica chorando e reclamando por não ter virado cadeirante, encontrei um cabra que tá driblando o desafio de ter se tornado ‘dificiente’ de uma forma de deixar qualquer um de queixo caído.

A entrevista durou cerca de três horas e rolou na casa que ele irá morar agora, ainda passando por adaptações. Em momento nenhum, o Fernando demonstrou desespero, fragilidade ou vontade de se afogar num copo dágua. O cara me pareceu totalmente disposto a redesenhar a vida, a vestir a camisa dos ‘matrixianos’ da linha de frente para a dominação do mundo...Convencido

 

Tem uma imagem “clássica” do Fernando em relação ao BBB, ele dando uma pirueta pra pular na piscina. O bom condicionamento dele do passado, impressiona demais no presente. Todo mundo que acompanhou algum “abatido da guerra” devido a um acidente, sabe que a recuperação é muito lenta e que o ‘shape’ tende a mudar muito, com ele, isso não aconteceu.

O bicho é tão ‘popeiro’ que já andou de cavalo, correu São Silvestre em cadeira de rodas, faz canoagem, remo, boxe, tá tirando carteira para carro adaptado, tem uns bração de ajudante de pedreiro e continua deixando a mulherada suspirando... (ui)

A entrevista rendeu pra caramba e falamos sobre tudo, “excrusível” sobre busca de um milagre, ciência, sexo (ui), a vida de modelo ‘pegatodas’ , o acidente, a família. Ah, claro, falamos também sobre BBB.

 

O Fernando diz que não tem a menor ‘vibe’ de voltar praquela casa em que as pessoas vivem de sunga e biquíni 24horas e só conversam miolo de pote... Beijo. Ele avalia que ali qualquer um pode ser vítima de preconceito, um ‘malacabado’, também, afinal, “tudo que é diferente chama atenção”.

Ele tá investindo pesado agora na carreira de atleta, quer disputar as Paraolimpíadas, já em Londres, daqui a dois anos. Meu feeling (coisa biba isso, né? Embaraçado) diz que o cara tem pinta de campeão.

Muita gente deve pensar num lance de causa e consequência em relação ao Fernando, que sempre teve fama de bad boy, de bom da boca, viveu a mil. Perguntei isso a ele, que pensou, pensou, pensou e avaliou que, de certa maneira, ter uma vida tremendamente intensa, pilhada, implica também estar mais exposto ao risco...

Seja como for, o cara vai dar o que falar neste nosso mundo paralelo e, não tenho dúvidas, vai ajudar um bocado a quebrar estigmas e abrir novos espaços.  

Em tempo: Acho que tá mais do que paga a minha dívida com a mulherada, né, não?! Rindo a toa

* Fotos de Marlene Bergamo/Folha Imagem e de arquivo pessoal de Fernando Fernandes

Escrito por Jairo Marques às 00h02

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

A menina dos ossinhos de cristal

Apesar de ter  uma porção de leitores que ficaram “arruinados” e entraram para “Matrix” devido a essa enfermidade, eu nunca falei dela por aqui. O nome é uma beleza de feio Inocente OI (Osteogênese Imperfecta) , gosto mesmo é do apelido, síndrome dos ossos de cristal.

Os pessoais que são sorteados pra ter esse “diaxo’’ se lascam um pouquinho porque, como vai contar a gauchinha Michele Vaz Pradella, 26, a enfermidade deixa “eles tudo” quebradinho...surpreso

“Nasci, literalmente, toda quebradinha. Fiz várias fraturas ainda no útero, e mais algumas ao nascer, de parto normal, já que na época a ultrassonografia não era tão avançada. Se hoje em dia não se ouve falar muito em OI, na época era algo ainda mais misterioso para a medicina.”

O dodói acontece porque rola uma carência em uma proteína que forma os ossos e esse trem, com diz a minha tia Filinha, “difinitivamente” pode ser produzido de forma artificial. Com isso, os ossos ficam fraquinhos e quebra é tudo, por isso, o nome de “ossos de cristal”.

“Fui uma criança feliz, posso dizer que fiz praticamente tudo que meus amigos fizeram. As fraturas foram muitas, 25 até os seis anos de idade, já que eu não era lá muito comportada Beijo. Nunca caminhei, mas na infância eu usava um triciclo, ou me arrastava sentadinha pelo chão. Sobre isso, há um fato engraçado. Quando comecei a aprender sobre os animais na escola, enquanto a professora explicava que os répteis se arrastam pelo chão, não tive dúvidas e disse: “eu sou um réptil!” Rindo a toa

Ai, gzuis apaga a “Luiz”... me lembrei que quando eu era pequeninho, sem essa pança maldita e com cabelinhos fininho (lindo, bem lindo) também arrastava a bunda pelo chão pra me deslocar. Dentro de casa, ficava sobre um tapete, que deslizava que era uma beleza porque o piso da casa de pobre é vermelhão, sacam qualé? Legal

De bicicletinha ou sentada, eu “voava”, deixava minha mãe de cabelos em pé, fazia tudo o que não podia, mas meu anjo da guarda quase nunca dormia em serviço. Assim, do meu jeitinho, brincava de pega-pega, esconde-esconde, até jogava bola. Passei a usar cadeira de rodas aos 11 anos, por conta de uma cirurgia mal-sucedida – tentaram fazer implante de pinos nos meus ossos, sem sucesso. Pior, acabei perdendo a mobilidade da perna esquerda.”

Isso que a Michele diz é mais comum do que se pode imaginar. Os procedimentos ortopédicos, até pouquíssimo tempo atrás, eram muito experimentais. Eram tentativas e erros e, muitas vezes, a gente entrava torno na sala de cirurgia e voltava totalmente “maçarocado” Triste.  Eu mesmo fiz um procedimento inócuo, na coluna.   

“Quando já fazia 13 anos da última fratura, parece que alguém lá em cima pensou: ‘a vida da Michele tá muito fácil, bora complicar um pouco?’ Um buraco na calçada fez com que eu caísse da cadeira de rodas e quebrasse o braço e a perna direitos. Justo o lado do corpo que funcionava bem, que me ajudava a passar sozinha da cadeira pra cama! Nessa época eu estava no início da faculdade de jornalismo (sim, como o tio Jairo, eu também fiz essa loucura), e pensei seriamente em largar tudo. Mas, com o apoio dos amigos e da minha família, continuei indo às aulas, mesmo parecendo uma “múmia sobre rodas”.

Agora deu água no ‘zóio’ da gente, né?! As pessoas com a síndrome dos ‘ossinhos de cristal’ tem uma labuta para a vida toda: evitar contratempos que as coloquem em choques físicos. Mas isso, de forma nenhuma, quer dizer que esse povo vai viver em redoma ou apartado da vida social. Todo mundo, todo mundo busca a felicidade, o que mudam são os caminhos para tentar atingi-la. Alguns vão pelo asfalto, outros, como nós, os ‘dificientes’, vão pelo areião!

“Aos trancos e aos barrancos, vivendo altas confusões (como diria o narrador da Sessão da Tarde Muito triste) durante os quatro anos de faculdade, enfim me formei em Jornalismo pela PUC-RS. Atualmente, trabalho como Assistente de Conteúdo do clicRBS, mas este é apenas o primeiro passo rumo a meu modesto projeto de dominar o mundo! Cheguei até aqui contando com o apoio de uma família maravilhosa e amigos que nunca me trataram com diferença. Já ouvi muita gente dizer que esquece que eu tenho uma deficiência, de tão metida que eu sempre fui a fazer tudo.”

A Michelinha começou a frequentar o “Assim como Você” faz poucos meses, mas já trocamos dezenas de emails. Ela, ‘excrusível’, já incorporou o discurso de ‘nóis tudo’ aqui e abriu um diário, o “Bem Capaz”!

“Ainda tenho algumas coisinhas a consertar na minha ‘lataria’... Meu braço não colou direito desde a última fratura e, como sempre, os médicos não sabem o que fazer comigo... Sou um desafio pra Medicina. A perninha esquerda ainda continua com poucos movimentos, mas pretendo fazer fisioterapia ou hidroterapia pra melhorar... Ainda este ano devo iniciar o tratamento com alendronato, uma medicação específica para pacientes com OI, tudo subsidiado pelo SUS.”

Não vejo fragilidade nas palavras dessa minha colega de profissão, nem mesmo auto-piedade ou medo de enfrentar a própria realidade. A ciência não caminha com a velocidade que a gente precisa e almeja, mas os anos vão escorrendo pelos nossos dedos e tomar atitude pelo aproveitar a existência, seja da forma que for, a meu ver, sempre é a melhor opção.

“Sou muito feliz como “malacabadinha”, não vejo limites para os meus sonhos, que são muitos. Pra quem não iria sobreviver, como diziam os médicos que me atenderam ao nascer, já cheguei muito longe. Mas o caminho ainda é longo, e mesmo com minha fragilidade óssea, vou superando os obstáculos sem medo de cair. Já caí muito, mas sempre levantei, colei meus ossinhos e segui em frente sem medo.”

Já li críticas de que contar histórias como a da Michele é pura “auto-ajuda” ou mesmo querer criar comoção com o “diferente”. Não estou nem ai pra esses pensamentos. O que me importa é que, com certeza, muita gente, agora, sabe um pouco mais sobre as diferenças de quem tem a OI e, sobretudo, vai entender que essas pessoas estão no mundo para desfrutar dele, igual a qualquer um, igual a todo mundo.

 

“Zente”, no domingo, dia 14/03, muito provavelmente, haverá uma grande reportagem que o tio fez para o caderno Cotidiano, da Folha. Acho que vão ter uma grande surpresa. Será que não vale prestigiar o tio e garantir uma edição já com o jornaleiro???

Beijos nas crianças e bom final de semana!

* Imagens de arquivo pessoal de Michele Pradella

Escrito por Jairo Marques às 00h03

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Jornalismo de desserviço

A ideia original deste post é do meu brother Luís Daniel. Como ela é muito boa, eu copiei dele na cara dura do blog dele, o "Reflexão sobre Rodas"...Carente   (mas ele também bebe de algumas doideiras daqui!)

Antes de eu começar aquele falatório sem fim Rindo a toa, deem uma olhada nesta reportagem exibida no Jornal Hoje, da Grobo, nesta semana.  Prestem atenção nos detalhes...  Vejam a introdução (ui), que fala dos ‘malacabados’, depois corram pra metade...

A repórter é a Veruska Donato, que estudou na mesma faculdade que eu, lá nos Mato Grosso do Sul, mas, certamente, com todo respeito que tenho a ela, acho que o curso deu uma melhorada na minha época, num é possível... (alguém limpa aqui o veneno escorrendo do canto da minha boquinha? Beijo)

 

Enquanto a novela tá mostrando que ‘dificientchi’ beija na boca, namora, pode fazer tudo o que bem entender, o jornalismo derrapa dizendo que cego tem que dobrar papelzinho e dar bom dia em portaria de prédio; cadeirante tem de ser digitador ou mexer com conta, tipo anotador de penduras de boteco, anotador de jogo do bicho... “fafavor, fafavor”, vai... surpreso

Ahhh, me abala que eu tô suado de ‘reiva’!!! Me segura se não eu ‘avuo’ dessa cadeira!

A matéria é péssima, por mais que tenha uma intenção nobre, a de mostrar a dificuldade das pessoas de encontrar emprego e dar uma luz para elas... ok, até ai, tudo bem... mas ai vem um tiozinho com um discurso “xumbrega” que já escutei mil vezes e que, pelo menos aqui na Folha, evito ao máximo que saia publicado, porque é mentiroso:

“A culpa é desse povo sem braço, sem perna, cadeirante, com o escutador de novela descompesado, com o zóio arruinado que não estuda, que não se prepara. Ai, num tem emprego 'preles' mesmo.”

Isso é uma mentira deslavada. E sabem a razão de os empresários e consultores de fundo de quintal viverem martelando nisso? Porque ai eles revertem a lei. “Temos vagas, mas os ‘matrixianos’ não tem condições de assumi-las porque são burraldos."

Você ai, deficiente, ficou quantos meses com seu diploma debaixo do braço e não conseguiu uma oportunidade? Ainda tá procurando??? Fala com esses consultores cretinos!!! A real, meu povo, é que as empresas não querem se tornar acessíveis e querem derrubar a lei que obriga a tê-las ‘malacabados’ em seus quadros. O que não falta é gente qualificada, e muito qualificada. Sobra é má vontade, preconceito e gente sem caráter... (o lenço, de novo, pessoal, aqui do lado esquerdo... Nervoso

E o final dessa ode ao mau gosto jornalístico?? Uma tabelinha pra dizer O QUE as pessoas desse GRUPO devem fazer da vida... Me leva, senhor, me leva que eu tô pronto!!! Nós somos ‘serumano’, Grobo... nós podemos fazer e nos dedicar às carreiras que bem entendemos. “Excrusível”, adoramos trabalhar com comunicação. Tem vaga ai pra jornalista??!!!

Quem disse que deficiente visual tem que trabalhar com atividades manuais porque tem mais sensibilidade, “zente”? Ele tem que trabalhar com aquilo que avalia ter talento, ter vocação, ter vontade de fazer...Não dá pra reduzir as possibilidades de ninguém. Até foto é possível tirar, mesmo sem ver.. e é sério!!

Óbvio que eles podem se destacar, talvez, também nesse ramo profissional ligado ao tátil, mas colocar na tabelinha e dizer: “esse grupo tem qui....” Tem que nada, santa... tem é fazer jornalismo com mais responsabilidade, melhor apuração, com olhar mais digno para as pessoas...

Desculpem esse surto psicótico típico de cachorro de japonês, braaabo, mas alguém tem que se rebelar contra essas reportagens que só afundam mais a gente no preconceito, em visões distorcidas, em falsas verdades... e me arrumem uma “maracujina” porque tá brabo hoje...

Escrito por Jairo Marques às 00h07

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Cartas, ahhh, as cartas...

Quando eu comecei a escrever pra jornal, lá no tempo em que minha vó jogava bola Muito triste, tinha uma curiosidade incrível pra saber o que os leitores achavam daquilo que eu havia deitado palavras no papel. Todo mundo que escreve, por mais que negue dizendo “ah, escrevo só umas coisinhas pra mim, mesmo”, na real, está sempre falando para o outro.

 

Certa vez, fui fazer uma viagem sei lá pra onde, pois a idade avançada me impede de lembrar surpreso,  e na poltrona da frente do urubuzão voador havia um senhor com o jornal aberto justamente numa página em que tinha um texto meu.... Ahhhh, virei um pavão de orgulho de estar sendo lido... Entorpecido

 

Vivo martelando na cabeça dos meus aluninhos que o ato de escrever envolve muita responsabilidade, pois você nunca sabe como suas palavras serão interpretadas e muito menos a reação do público àquilo que foi publicado...  Com as “internets”, a troca entre jornalistas e leitores pode se estreitar bastante. Quem é jornalista bombeiro como eu, opsss, blogueiro Legal, esse retorno é ainda mais intenso, é diário, é viciante.

 

Dou de ombros com quem acha que eu me aproximo demais dos meus quatro ou cinco leitores diários Carente que deixam comentários no blog. Se existe um espaço para interação, que ela seja feita, ué!!!  É bom demais quando alguém me aborda me falando que leu um trechinho de um texto qualquer ou mesmo quando recebo no email uma corrente de algo que foi publicado no “Assim como Você... dou um “sorrizim” gostooooso...

 

Sim, sim, claro que tem as pancadas e é difícil de reagir super tranquilão a elas. Dia desses uma guria lá do Rio Grande do Sul disse que eu só aceito opiniões da minha patota, que nada que vá contra os meus pensamentos eu gosto....

 

Sei lá, talvez eu também tenha meus dias de cueca apertada (eu tenho, eu tenho), mas acho que uma diversidade de opiniões educadas são sempre bem-vindas aqui. Agora, quando já chegam tirando o sapato, fica duro de se fingir de morto....

 

Bom, mas parte dessa interação toda que rola no blog, os leitores mais cativos ficam sem participar. Qualé essa parte? As cartas que recebo... Aêêêê... Já passam de 10 mil... e, pra mim, a cada uma chega é um looping diferente no meu coraçãozinho... Beijo Penso na motivação das pessoas em escreverem que se sentiram tocadas por um texto ou mesmo que aprenderam algo ou que resolveram mudar de atitudes diante dos temas que abordados aqui.  Algumas delas me deixam de queixo caído... Tem quem escreva até pra dizer a razão de não estar mais escrevendo! surpreso

 

Como eu sou um “minino bão”, vou dividir trechos de algumas que chegaram neste ano. E não é pra “amostrar”, não, juro. É porque esse diário é de todos que todos os dias puxam uma cadeira e param aqui pra beber um café. Logo, nada mais legitimo do que conhecerem um pouco dos bastidores, né, não?!

 

“Acompanho o blog diariamente,  mas raramente comento. Admiro seu trabalho e seu empenho na conquista de um mundo mais acessível, confesso que me tornei uma vigilante, sempre atenta a rampas, vagas reservadas e principalmente ao bendito banheiro adaptado!! Se vejo alguém "normal" usando já faço alguma piadinha sem graça para que o usante se ligue que aquela vaga não é dele, acho o fim do mundo!” Sil

 

“Você me viciou no seu blog!!! AAAAAAAAAAAAAAAAAA... e agora que poderara me defender??? Inocente brincadeiras à parte, estou mesmo viciada nele, leio todos os dias e fico doida quando você  não coloca nada... Mas paremos de puxar o saco, porque se não você vai começar a se achar demais, ai ja viu neh, Rindo a toa Este email é pra dizer que agora tenho uma mania, acho que boa... alguns acham estranha, porque realmente não fazem ideia do quão importante é. Tenho mania de observar os locais pra ver se são acessíveis para os "matrixianos" (mesmo eu não sendo e não tendo ninguém no meu núcleo que seja).  Poxa, é difícil mesmo achar algo bom nos bares em São Paulo .... mas olha, ontem eu achei....”  Charlene

 

 "Olá Jairo tudo bem? Sou jornalista em Manaus (AM)...e estou passando pra dizer que adorei seu blog, totalmente diferente do que eu já li por ai nesses espaços virtuais...Muito triste Hélida

 

“Jairo, o motivo do meu sumiço dos comentários do blog é porque eu fui aprovado para estagiar no TJ-GO, lá no fórum daqui de Goiânia! Mas com o passar do tempo, eu vou organizar minha vida aqui e vou comentar lá, mas mesmo assim eu estou lendo os posts. Grande abraço” Hélder

 

“É um prazer muito grande conhecer você pelo blog, dou boas risadas lendo suas histórias e me identifico em muitas delas. Muito triste Também sou "matrixiana", sofri um acidente de carro há 23 anos e fiquei paraplégica, sou independente e também já morei sozinha por um tempo. Hoje estou casada, sou formada em Ciências Contábeis e trabalho atualmente na Procuradoria Municipal de Belo Horizonte, mas continuo na luta dos concursos, pois meu objetivo é entrar para um Federal. Deu pra perceber que você é um "rapaiz" muito viajado não é não?” Kênia

 

“Escrevo pra ti como se já fôssemos amigos, já que virei fã declarada do teu blog, leio desde o primeiro post, inclusive indicando a todos os meus amigos e familiares. Também sou da "Matrix", com muito orgulho. Nasci com osteogênese imperfecta, mais conhecida como a síndrome dos "ossos de cristal". Michele

 

“Como já te disse, VOCÊ faz parte desta minha trajetória, pois me fez entender muito melhor o que significa ser portador de uma deficiência e qual o verdadeiro papel de um médico que trabalha com reabilitação. Hoje sei que meu papel como neurologista vai muito além do atendimento individual em uma consulta, transcendendo os limites do que havia aprendido ao me tornar médico, há pouco mais de 10 anos. Não sei se você observou, mas em meu blog, o link para o Assim Como Você aparece no topo da lista - e não é por ordem alfabética, não!” Cristiano

 

Há muito tempo sinto vontade de escrever para você.  Não tenho deficiência e descobri seu blog por acaso. Mas você me transformou.  Hoje penso que vivia em um universo paralelo, com sensibilidade zero para o que acontecia no mundo da Matrix. Nada contra, nenhum preconceito, mas simplesmente o ignorava. Não conheço ninguém que tenha algum tipo de deficiência, e nunca convivi com nenhuma dificuldade. Mas seus textos abriram o meu coração para esse mundo novo, com dificuldades sim, mas cheio de sensibilidade.  E, eu sei você não tem nada com isso, você deve receber mil e-mails com essa ladainha. Mas eu precisava registrar que você foi o agente transformador responsável por essa transformação. Aliás, é isso mesmo, né? As novas mídias estão aí para nos “globalizar” não é mesmo? Ainda bem, porque hoje estou na luta pela Matrix, do meu jeito, começando pelo meu prédio, e vamos ver no que dá.” Juliana

Escrito por Jairo Marques às 01h22

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Lojinha

Tá com "xodades"?!  Hoje a lojinha é nos "Facebook" e nos Twitter... continuo firme no propósito de passar aquele cachorrão "mardido"... Muito triste

 

Escrito por Jairo Marques às 11h08

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Bota ele ali no cantinho

Um dos primeiros posts deste blog, lááá do tempo em que a mulherada usava anágua Rindo a toa, teve o título “Fale com ele”. É uma dureza quando alguém supõe que quem não anda, não vê ou não ouve também não é capaz de ter vontade própria ou de falar.

 

Agora, toda vez que alguém se dirige à pessoa que está me acompanhando para falar algo sobre mim, eu lasco uma piada: “olha, andar eu não ando, não, mas a língua ta aqui, viu”.

 

Será que a moça da novela, a Luciana, vai passar por isso também?! Porque tenho certeeeeza, todo “matrixiano” já se sentiu um verdadeiro engradado de ‘celveja’ quando falaram “coloca ele ali no cantinho”.

 

 

Uma vez, fui ao teatro do Ibirapuera, aqui em Sampa que é bem acessível. Os lugares pra “malacabados” são no alto, com ótima visão, ou no gargarejo, próximo do palco. Para chegar até eles, um bombeiro acompanha (claro, eles morrem de medo de a gente botar fogo em tudo, né? Muito feliz). Ele abriu a porta de entrada e tascou pra minha namorada “coloca ele bem ali naquele cantinho que fica bom”.

 

Eu até entendo que digam essa ‘mardita’ frase no intuito de ficarmos ‘protegidos’ de vândalos que entram em cinemas, teatros ou casas de show que nem boiada que estoura no pasto surpreso, mas que é broca, é broca...

 

Na minha cabeça, ficar no cantinho é pra coisas que atrapalham, que precisam ser escondidas.  Eu sou um “minino bão”, quero ser a mesinha de centro, não o abajur, né, não.. Muito triste

 

 

E tem mais, porque não falam pra gente? “Senhor cadeirudo, poderia estacionar o seu cavalo ali no canto, onde tem um espaço reservado?!!” Falai se não seria bem mais 'elegantchi'?

 

Fui numa baladinha há cerca de um mês num pico super apertado (ui que delícia Rindo a toa), apesar disso, havia rampa na entrada, banheiro acessível, tudo certinho. Mas, foi só o dono do local me ver ali no meio da galera que solta pra minha “mina”:

 

Vou arrumar um cantinho pra ele, tá”. Ela riu, eu deixei pra lá. Mas o cara era guerreiro... foi desocupando um espaço, retirando gente de seus lugares, claro, claro, na maior das boas intenções, certeza.... mas porque raios ele não me perguntou se eu queria o diacho do cantinho, povo?!

 

A pérola foi quando ele arrumou tudo e veio falar assim: “Põe a cadeira ali no cantinho que é melhor pra ele”. Ai eu num ‘guentei’, não. “Irmão, já to véio pra ter babá e te juro, já sei o que é melhor pra mim”...

 

O cara era gente boa, pediu mil desculpas: “bicho, desculpe, fui ridículo agora, né?”

 

Algo ‘absotamentchi’ rotineiro também, nessa linha de não falar comigo, é em supermercado... Quanto eu tô acompanhado e é hora de pagar, é batata: saco o cartão (já que os borrachudos tão sumindo, né?) dou pra moça do caixa.... ai ela olha pra pessoa que tá comigo e tasca: “pode digitar a senha”....

 

Tá certo, tá certo que tenho cara de pobre, mas tenho lá meus dez ‘renais’ no banco, pô...Beijo. No fundo, a meu ver, isso está ligado ao fato de muitos ‘dificientis’ estarem fora do mercado de trabalho, logo, tudo ‘durango’ na cabeça dos mortais comuns.

 

 

 

O que acontece quando eu vou sozinho a algum lugar? Bem, ai os meus interlocutores (palavra ‘vibe’, né? Convencido) ficam procurando o meu acompanhante..... isso quando não desconfiam que estou perdido, né? Igual cachorro que cai do caminhão de mudança... aff... 

 

Meu povo, e que o Dia da Mulher seja sensacional para todas as minhas leitoras, que estão na linha de frente, sem dúvida, desse humilde projeto de dominação do mundo! Aêêêê

 

* Imagens do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 00h45

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ainda é verão!

 

Conforme prometido, segue mais um ensaio exclusivo da minha amiga fotógrafa Kica de Castro, que promove na próxima semana, no Nordeste, um desfile de moda só com modelos “matrixianas”.

 

Se o “banquete” de sensualidade e beleza irá agradar mais os meninos, as meninas que me aguardem, terão uma bela surpresa, em breve! Bobo

 

Bom final de semana e beijos nas crianças!

 

Sorte

 

 

 

Acreditem: o sol, a brisa, a areia, as ondas e o mar não fazem distinção em relação à sua forma física e à sua condição de desfrutá-los

 

 

 

 

Para a natureza que se impõe nos dias tórridos de verão: as águas de um rio, as praias do imenso litoral brasileiro não importam suas cicatrizes, suas pernas meio finininhas, seu jeito “diferente”

 

 

 

Não faltam poesias para o verão, que queima a pele, que energiza, que faz a gente ficar na alegria, que nos empurra a aproveitar a existência em sua plenitude

 

 

 

 

A gente mora “num país tropical abençoado por Deus”, logo, todos nós aqui temos o direito supremo de nos aproveitar de suas dádivas. Vá ao mar, vá ao encontro das águas, refresque suas ideias

 

 

 

 

É na força de estar presente, em todos os lugares, que passamos a ser mais aceitos e mais bem-vindos. As belezas da natureza são dádivas de todos e para todos. Aproveitem o verão!

 

 

*Modelo e estudante de Educação Física Carolina, 26, fotografada no litoral da Paraíba por Kica de Castro

 

Escrito por Jairo Marques às 09h14

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

“Encontreiros”

Os ‘pessoais’ que frequentam este cafofo é tudo perdido e vivem querendo _como dizia o falecido Claudinho, aquele do Bochecha_ “se encontrar”... Muito triste

 

Então, bora fazer as ‘malaiada’, preparar a matula, engordar o jegue (pra ele aguentar a viagem), quebrar o porquinho (pra tirar o tutu de dentro) e nos prepararmos para mais um .... “Rala bucho do Assim como Você!!!”  Aêêêêê

 

“Zimininos”, o povo das ‘comunidadchi’ dos Orkut já ajeitou foi tudo. Vamos realizar mais um encontro, no dia 17 de abril, às 17h, dois dias antes do quê??? Do dia do índiooo!!! Aêêêê surpreso

 


 

Não, não é um programa de índio com um monte de abatidos pela guerra de cadeira de rodas, de muleta, arrastando cachorro e mancando, não Legal. É uma festa ‘maraviwonderfull’, um ‘forrobodó’ inesquecível!

 

Os dois encontros (aqui dá pra ver o 1º) anteriores foram um sucesso e deu pra encher assim umas duuuuas caixas de sapato de gente! (mentiiiira, tinha um monte de matrixianos e de infiltrados, um monte mesmo!).

 


 

Como a maioria das pessoas que leem o blog tem parafusos a menos, 'excrusível' o autor, diretor e ator aqui Tonto, o clima é sempre, como diz a minha tia Filinha, “gostoso demais da conta”!

 

Vem gente de todo canto do Brasil e de Goiânia também Muito tristeMuito triste.... Sim, sim, vem gente de Osasco, claro... Muito triste. Como o blog vai fazer aniversário em maio é uma chance de a gente começar o “sarandeio” já em abril! Ahhh pessoal que mora longe, escreve ai nos coments “Vamo nóis tudo!!!!”

 

 

 

 

Quem está por trás da organização desta vez é a Maysa Mascarin, a Maysoka, e a Bianca, a Bibi. Peço que vocês confirmem a presença pelos emails:maysa.mascarin@hotmail.com ; arquiteta_bia@yahoo.com.br ou ainda pela ‘comunidachi’ nos Orkuts.

 

Clica no bozo que eu te levo lá! Brincalhão (Falando em rede social, continuo apanhando daquele maldito cachorro nos "FacebookRindo a toa)


“O tio, mas esses encontro serve pra gente achar o quê, heim?” Teve gente que saiu namorando, teve gente que saiu chorando (de emoção), teve gente que saiu beijando minha foto Beijo, teve gente que aprendeu, teve gente que ensinou...

 

É difícil de explicar, mas, apostem: é legalpracaramba.com.br e, quem vai, fica sempre com algo marcado em seu coraçãozinho... Apaixonado. “Disque” vai rolar um bolo de ‘chocolachti’ daqueles de comer chorando porque vai acabar loguinho...

 

“E onde que vai ser, Zairo”? A balada no Best Burguer, um ‘pico’ (tô roots hoje, né? É roots que fala? Indeciso) que fica dentro do Shopping Paulista, super bem localizado aqui em Sampa.

 

Falta pouco mais de um mês, então, dá pra todo mundo comprar a passagem em 12 prestações, mandar passar aquele terno de ir a batizados ou aquele vestido longo de ir nas liquidações das “Cazas Baiano”! Vamaê?!

 

* Imagens retiradas do Google Imagens

 

Escrito por Jairo Marques às 00h22

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

O circo da borboleta

 “Zente”, eu sei, eu sei que muita gente tá no trabalho e tem que ver o blog do tio meio na moita... Legal. Mas eu vou pedir que vocês façam um esforcinho e vejam a primeira parte deste documentário incrível e tocante...

Deu um trabalho lascado pra Silvetz Dutra colocar a legenda, mas só pedi a ela porque o negócio é dos bons, daqueles que quem frequenta esse diário rotineiramente sabe que vale a pena.

O protagonista do filme (são 20 minutos divididos em duas partes) é o Nick Vujicic, que passou aqui pelo Assim como Você. Quem passou a dica, foi a argentina e gata Pilar Nieva.

Para dar mais audiência Muito triste, a segunda parte do “Circo da Borboleta”, eu coloco à tarde, para que vocês voltem tudo, fechou?! Insisto, vale a pena ver..


Tá bem, vai... vou publicar é tudo logo... Muito triste

 

 

 

 

Em Tempo: Povo, a história do “ambulifit” deu tanto pano pra manda que a Folha resolveu fazer uma matéria.... e tem um textinho meu de sobremesa, né? Para acessar (só assinantes Folha e UOL), clique aqui e aqui! Inocente

Escrito por Jairo Marques às 01h03

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Às mães que empurram

Foi na semana passada. Eu tava indo pro trabalho, a manhã nubladinha, feiosa e preguiçosa, como é típico dos dias sem sol. Parei em um farol num dos lugares mais ‘over’ aqui da city, a rua Amaral Gurgel, onde por cima passa uma ode ao gosto urbanístico, o minhocão.

E eles passavam numa toada apressada. O menino, que devia ter uns oito anos, segurava e tentava se equilibrar com a bolsa da mãe, a mochila de escola e um guarda chuva daqueles pretos, grandões. A mãe o empurrava aparentando preocupação com a hora.

E os dois foram cruzando a minha frente ao mesmo tempo em que me remetiam aos meus tempos de escola. A cadeira de rodas do menino, que tinha cabelos bem pretinhos, era grande, pesada e exigia um bom esforço físico da mãe.

Nem toda cadeira de rodas é leve, feita sob medida e produzida com materiais nobres como titânio, magnésio ou qualquer outro raio de coisa ‘genetchicamentchi’ modificada Rindo a toa que a torna prática.  Resultado? Mães que precisam fazer uma força danada pra vencer calçadas, guias altas, piso irregular, entradas sem rampas e que as expõem a quase estourar as veias do pescoço...

Fui ficando melancólico vendo a mãe atravessar a Amaral Gurgel empurrando o menino. Pra completar o aperto no meu coraçãozinho Com vergonha, a travessia, feita em duas partes, pois a via tem duas mãos cortadas por um canteiro cheio de pichações e sujeira, não tinha rampas em parte nenhuma.

Todo mundo já foi empurrado por suas mães, de alguma forma, seja no carrinho de bebê, seja ao longo da vida para ‘virar gente’, mas ‘malacabados’ são empurrados mais e de uma forma diferente. Somos empurrados para conhecer a vida, para ter vida, para encarar a vida. Somos empurrados bebês, somos empurrados jovens, somos empurrados adultos, porque, mesmo que não precisemos mais, elas fazem questão de nos ‘poupar’ um pouquinho mais.

Aquela mãe empurrando o menino no dia nublado, me levou até a lembrança de que minha mãe nunca usou salto alto para ficar mais vaidosa.

Salto alto não combinava com aquelas ruas de areia fofa que empacava as rodas da minha cadeira. Unhas cumpridas também não porque, na eventualidade de ter de me carregar, poderia me machucar... E fosse onde fosse ela sempre chegava cansada, suada de fazer tanto esforço para que eu chegasse também.

Todos os dias berro, conto piadas, tento cativar e seduzir mais adeptos para uma causa que considero muita justa: fazer o mundo ficar mais acessível, mais fácil de ser transitado, mais fácil de ser vivido por quem tem algum tipo de deficiência.

Faço isso também para as mães que empurram, algumas delas, tenho o prazer de tê-las como leitoras. Mães que doam suas energias para o bem estar do filho deficiente, mães sempre na linha de frente para evitar a exposição dos seus ao perigo, à injustiça, ao preconceito e a falta de oportunidade.

Minha mãe faz hoje aniversário. Mais da metade dos anos de vida, ela se dedicou a me empurrar para vida, igualzinho faz àquela mulher na Amaral Gurgel com o garoto.

 Atualmente, ela sabe que sei voar e pouco preciso de uma mãozinha, mas em cada mãe que empurra, rendo homenagens a minha “santa” e a vejo honrando o meu nascimento, a minha condição física e o meu direito de ser bem feliz...

Obrigado, mamis... que seja ótima a sua nova idade! Com o meu melhor amor, sempre pra você...

PS: Para saber mais, clica no bozo! Brincalhão

Escrito por Jairo Marques às 00h01

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Postzinho

Como o meu objetivo é ter tantos seguidores como aquele danado daquele cachorro do Canadá Muito triste, o post de hoje tá nos Twitter e nos Facebook! E olha, vale a pena bater o "zóio" em mais uma prévia do que virá por aqui, by Kica de Castro...

Tá uma 'deli'... "Homorada", vai por mim, tá "mara" (e eu tô monaliza, né?! Beijo)

Beijos nas crianças e bom final de semana!

Escrito por Jairo Marques às 12h26

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ônibus, caminhão ou jamanta?

Como o número de leitores aumentou sensivelmente (ui) nos últimos tempos, de três ou quatro para cinco ou seis Inocente, tô pensando em trocar minha combi veia por uma outra condução, ainda não decidi se por uma van, uma besta, um ônibus, um caminhão, uma jamanta...

 

Para quem não sabe, eu dirijo um combi cor de burro quando foge e é com ela que pretendo dominar o mundo surpreso. Como a bichinha vive pifando, conto com vocês para empurrarem pra mim nas horas de aperto!

“Mas como eu faço isso, tio?”. Dando sugestões pelo email, deixando comentários nos posts, cobrando acessibilidade e cumprimento dos direitos dos ‘malacabados’ por onde vocês estiveram saracutiando!

 

 

Se lembram do "Jamanta"? Muito triste

 

“Para tudo, para tudo, veio doido!!! Como é que um ser prejudicado das pernas como você vai dirigir um caminhão, um buzão ou uma jamanta pra levar ‘nóis tudo’ rumo à dominação do mundo?”

 

Ahhh, mas é agora que este post começa, enfim... Beijo “Zente”, uma norma baixada pela Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) no final do ano passado determinou que QUALQUER veículo pode ser adaptado para que seja viabilizada a sua direção por ‘martrixianos’. É ou não é ‘maraviwonderfull’?!

 

Quando eu era moleque, lá nas Trelagoa, eu sonhava que, quando adulto, iria ser motora de buzão, vulgo motorista de ônibus... Legal Adorava ouvir o barulhinho das portas fechando e achava que seria o máximo poder apertar o botão para fechá-la...

 

A ordem do órgão máximo de trânsito foi explícita: “é permitida a modificação em qualquer veículo para ser conduzido por pessoas com necessidades especiais. A partir da publicação da Portaria 659, em 17 de dezembro de 2009, todos os veículos podem ser adaptados, inclusive os de carga, tração e os coletivos de passageiros, dando condições para que esses condutores possam exercer a profissão nas categorias “C”, “D” ou “E”.”

 

Ou seja, eu, você 'tetrão', você 'parão', você ‘pczão’, você “mamulengão” em geral, podemos ter uma jamanta para quebrar nas marginais e atrapalhar tuuudo o trânsito de São Paulo! Aêêêêê Muito triste

 

Meu povo, eu estimulo muito os ‘malacabados’ a terem seus veículos. Eu sei, eu sei que nem todo mundo pode e é pouco ecológico, mas é uma sem igual para nos integrar à sociedade com mais dignidade. No carro, somos igualzinhos a quaisquer outros motoras e fica muito mais tranquilo ir e vir.

 

Os órgãos de trânsito de caráter nacional são mega ultra antenados com a realidade e costumam tomar decisões muito favoráveis ao povo ‘dificientchi’, como por exemplo, entender que quem estaciona o carro em vaga reserva de shopping sem necessidade explícita, pode ter a xaranga guinchada e multada.

 

O problema, porém, são os Detrans, que costumam ser administrados por gente conservadora, mal informada, descolada da realidade e pouco receptiva a nossas demandas (noooosssa, que ‘nelvooooso’ Carente). Acreditem, ‘zimininos’, mesmo pessoas com estropiação muito severa consegue e pode e tem o direito de dirigir, com segurança, com boas adaptações.

 

Não tem essa de negar autorização. Uma colega minha, de Brasília, a Verônica, lembram dela? (Clica no bozo que eu refresco sua memória Brincalhão) Então, ela teve dificuldades de provar pro Detran local que ela era capaz de dirigir só com o uso dos pezinhos...

 

Claro que, quem não demonstra que tem capacidade para guiar de modo a não ficar trombando nos postes Muito triste, não pode ter carteira, mas, em geral, deficientes são ultra mega cuidadosos no trânsito, ‘oficoursi’.

 


 

Tô moderno!!!!

 

Desde o último final de semana, o tio ‘Zairo” resolveu ampliar suas teias internéticas e interneteiras e, agora, tô nos próprio Facebook e nos próprio Twitter. Abismado

 

Por enquanto, tô com menos amigo do que aquele cachorro gigante do Canadá, que tem 20 mil seguidores, mas quero botar fé que chego nos... nos.... ceeeeemmm amigos! Muito triste

 

 

Como a comunidadchi nos Orkut já é forte, por lá eu continuo fora e pego notícias na orelhada!

 

No Facebook, coloquei um trecho da minha entrevista no Programa do Jô, meu depô na novela e vou colocar fotos minha de biquíni, malhando, pintando, bordando.... Embaraçado. Também pretendo colocar pensamentos de bêbado e filosofia de boteco, ah, claro, falar do blog também.. Rindo a toa

 

 

O Twitter eu não sei mexer direito ainda, mas a ideia é que eu antecipe um pouquinho o tema dos próximos posts, coloque novidades urgentes, conte o que comi na janta (quando eu comer, claro, afinal, a pança tá broca) ... Carente

 

 

 

Os links vão ficar permanentes ali no cantinho direito da página, mas, seguem agora para quem já quiser me ajudar a ficar mais próximos do cachorrão canadense! Muito feliz

 

Facebook:

http://www.facebook.com/people/Jairo-Marques/100000755350974?ref=search

 

Twitter:

 http://twitter.com/assimcomovc

 

* Imagens retiradas do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 00h07

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ver mensagens anteriores

PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 35, é formado em jornalismo pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e pós-graduado em jornalismo-social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999 e é cadeirante.

BUSCA NO BLOG


ARQUIVO


Ver mensagens anteriores
 

Copyright Folha Online. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha Online.