Assim como você
Assim como você
 

Naquele batlocal!

“Zimininos”, já voltei! Tô só o pó da goiabeira... Carente. Mas “di certeza” que me resta energia suficiente para, amanhã (05/12), participar do mais importante do ano para a dominação do mundo por parte da “Matrix”: a Passeata do Movimento Superação em São Paulo.

 

Deixem a “pregui” de lado, chamem seus amigos e vamos colocar nossas rodas na rua!

 

Para o pessoal do blog, a nossa concentração (falai se isso num é xiqui pra mais de metrô? Rindo a toa), será na Praça Dom José Gaspar com a avenida São Luís. O tio vai ficar em frente da galeria Metrópole, bate o olho ai no mapinha!

 

 

 

Pontos de referência para a praça: edifício Itália, Edifício Copam, é tudo ali do ladim! Para vir de metrô, há a estação República (que tem elevador e é de boa para cadeirantes) e a estação Anhangabaú.

 

Nós vamos caminhar, galopar, muletar, rastejar Muito triste, até a Praça do Patriarca, onde vai rolar uma “baladchinha”!

 

Para quem gosta de celebridades, “disque” que a Aline Moraes irá gravar uma cena da novela "Viver a Vida" em plena passeata. Será?!

 

É isso, meu povo... espero vocês lá! Todo mundo de uniforme, mais engomado do que filho de alfaiate!  Sobre o evento de Brasília, eu conto na semana que vem, depois que o remédio pro estômago fizer efeito.. Muito triste

 

Adianto, com toooodo respeito ao pessoal megaultrablaster legal que encontrei por lá, que quando mais eu conheço as organizações públicas, mas eu adoro o movimento Superação Beijo...

 

Até amanhã! Beijo nas crianças

Escrito por Jairo Marques às 13h57

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À luta, companheiros!

Em todas as fases da minha vida e em diversos momentos do meu dia, eu tenho de ouvir, aceitar e empunhar como lema a frase: “Você tem de lutar. Você tem de lutar para vencer”.

Logo quando bebê, travei combate contra a poderosa poliomielite, a paralisia infantil, que me abateu um bocado, levou boa parte do meu “território”, mas que, por fim, sucumbiu à minha força de continuar existindo.

Depois vieram as batalhas de tentar arrumar o que sobrou do meu corpo, de me aceitar deficiente, cadeirante, ‘malacabado’.  Veio a grande luta da adolescência, de suportar a suposta feiúra da perna seca, de começar a entender que o mundo pra mim era sempre, sempre torto, jamais havia uma linha reta.

Sem tréguas, vieram outros inimigos: a dureza de morar longe de casa, a quase insuportável dor de, sozinho, todos os dias, enfrentar um caminho escuro, cheio de buracos, para agarrar um tal de diploma. Deficiente formado, estudado? Sim, acredite, é uma luta.

Não sei responder e não sou de dramas, sou realista, sou firme nos meus pensamentos: não sei de onde vinham as tais forças esplendidas para seguir, para querer transgredir a lógica perversa que eu seria uma espécie diferente e mal quista pela rua, pela calçada, pelos bares, pelos restaurantes, pelos ônibus, pelos teatros, pelas lojas do comércio, pelos prédios públicos....

“Vai que você tem que vencer”, dizia a minha velha mãe nos remotos relances de cansaço e de pensamentos de sucumbir aos inimigos.

E lá veio as guerras por um trabalho digno, por manter um trabalho digno, por conseguir escalar um pouco da tal desejada “carreira de sucesso”!

Quando eu observo ao meu redor, quando percebo as grandes lutas que travei, reforço o pensamento e me conformo: ser deficiente é ter como sina estar sempre em campo aberto de tiro.

É, porque eu tenho também a luta contra os olhares tortos e piedosos, a luta por ser visto como ser humano, a luta contra o infeliz que para nas vagas reservadas, a luta pela rampa naquela esquina, a luta para entrar aonde quero, a luta para ter materiais básicos para a minha qualidade de vida.

Até este diário, que tanto me traz prazer, me traz energia, me dá um gosto delicioso de ser mais cidadão, trava comigo algumas batalhas: um pouco de insegurança, um medo de ficar responsável demais, uma cobrança sem fim de buscar ser melhor, resistir o sono da madrugada pelo aconchego de algumas palavras para os meus inigualáveis leitores...

 E poucos sabem a minha luta para acordar quando o galo canta no terreiro.

Mas sou um otimista sem conserto e jamais desisto de buscar o “fatalit”, o golpe final nesta luta de querer ver um planeta mais justo para todos, claro, sobre o comando dos vencedores!

Hoje, 3 de dezembro, é “Dia Internacional das Pessoas com Deficiência”. É mais um dia de luta para quem vê essa causa como justa. Da minha parte, tô indo para Brasília assinar oficialmente a minha adesão à Campanha da Acessibilidade numa solenidade oficial do governo.

Vocês sabem que não deixo nada barato. Com meu nome no rol, levo o de todos os “aliados” a tiracolo, e vou cobrar a parte que cabe aos Poderes, e é imensa, de cuidar dessa frente de guerra.

Tô indo à convite do Conade (Conselho Nacional  dos Direitos da Pessoa com Deficiência) e da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, ou seja, a custa do dinheiro público.

Contudo, avalio que é legítimo. Podem estar certos, tô indo porque sou brigão, e não fujo a uma luta...    

Escrito por Jairo Marques às 01h05

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Mary Help

Meu povo, e esse Carnaval que não chega? A cidade aqui já parecendo um carro ‘aleglórico’ de tanta luz! Bobo.

 

Falando em luz, quero contar hoje um bocadinho sobre como é para um ‘malacabado” enfrentar uma casa de shows e curtir um espetáculo. Na real, algumas casas de show mais parecem barracos de fuzuê, de tão apertadinha que são... Carente

 

Na última sexta-feira (27/11), fui ver uma apresentação da cantora Maria Irrita... ops.. Maria Rita... Rindo a toa. Olha, ‘vo6’ não vão acreditar, mas eu não tenho QUASE nada do que reclamar... mas eu disse QUASE, não se animem tanto... Com vergonha

 

 

“Ingresso de ‘deficientchi’ a gente não vende aqui, não, senhor. Só lugares normais.”

 

“Lugar normal como assim você fala?”

 

“Os lugares para cadeirantes são travados no sistema e o senhor vai ter que estar indo até a bilheteria da casa para estar comprando.”

 

Naquele momento, o meu sangue aguado latino ‘freveu’ foi tudo. Nervoso Esse diálogo eu tive em um ponto de vendas em um shopping com a vendedora.

 

“Mas, moça, então a senhora me venda, por favor, um ingresso de gente normal. Eu não quero ficar sem ir ao show”.

 

“Ah, mas então eu vou ter que estar falando com o meu supervisor que supervisiona, né?”

 

Comprei os ingressos, meu e da patroa, mas numa mesa de difícil acesso, haja vista que corredores nesses locais são inexistentes porque o que vale é encher tudo de mesa!

 

“Zimininos”, saí dali espumando mais do que cachorro em frente do açougue. Por que em vez de facilitarem a nossa vida eles complicam de uma forma que a gente acaba desistindo de fazer as coisas?

 

A mocinha vendedora tentou explicar: “É pra evitar que pessoas que não precisam comprem os locais”.... Sei... então eu ia comprar uma cadeira de rodas ou pedir emprestada para alguém mais “véio” que eu só pra comprar um ingresso de um show num lugar de fácil acesso?

 

Mas eu não fiquei quieto, não. Fiz uma queixa formal à organização do HSBC Brasil, onde rolou o rala-buxo e causei, viu?! Reclamei, liguei, cobrei uma solução... Insatisfeito

 

A organização da Casa entrou em contato comigo, reconheceu o erro, ajoelho no milho surpreso e informou que vai mudar o procedimento nos pontos de vendas e facilitar a vida desse povo ‘estropiado’! Aêêê.

 

Eles avaliaram que, realmente, pedir pro ‘malacabado’ ir até o local do show (que é longe de tudo e de qualquer coisa) era de chorar de tanga chupando manga... Muito triste

 

“Mas ôh ‘Zairo’, e ai? Como foi no dia?”. Bem, fui tratado que nem a princesa do Marrocos, viu, meu povo... Convencido. Nada como ter um blog com dois ou três leitores, né, não?!

 

Mas não tive nenhuma regalia, não. O que me deram foi o tratamento que a gente, ‘matrixiano’, precisa em algumas situações: atenção um pouco diferenciada para que  possamos nos divertir como qualquer pessoa.

 

A minha kombi véia foi estacionada num lugar de fácil acesso, bem em frente ao teatro, um bombeiro, o Flávio, nos acompanhou da entrada da Casa até os nossos lugares cuidando para que eu não passasse sobre o pé de ninguém! Carente

 

Ah, sim, a minha mesa foi mudada de lugar. Nos colocaram bem no gargarejo onde deu até pra ver as calçolas da cantora (Uiiii). O valor do local era o mesmo que eu havia pago, contudo, com acesso mais fácil.

 

 

Quando o show estava pra acabar, aconteceu o de sempre: a galera pobre lá do fundão Tonto, se libera geral e vai tudo pra frente do palco. Neste momento, eis que surge o bombeirão para evitar que o povão me atropelasse.

 

Bem, mas essa realidade que eu vivi, não é a regra. Geralmente, os lugares reservados para cadeirantes estão sempre esgotados e, quando conseguimos comprar, é um sufoco chegar até a mesa, pois é tudo muito apertado.

 

Mas a minha teoria vocês conhecem: é preciso ir, mostrar a cara, mostrar que a gente “não quer só comida e rampa”, a gente quer ter acesso à cultura. Esse teatro do HSBC, conforme dá pra ver na fota, até um guichê para atendimento de matrixiano fizeram. Achei legalpracaramba.com.br!

 

Ah, para quem está pensando: “Gzuis, o tio ficou louco. Por que esse post se chama Mary Help se não tem nada a ver”?

 

É por causo de que eu vivo cantando uma música da Maria Rita chamada Maria do Socorro, que é uma dêli. Num sabe qualé? Clica no bozó e ‘escuita’... Brincalhão Aiiii, e Sô e Lak, me perdoem.. Sem jeito!

 

“Zente”, para acabar, no meu findi eu ainda fui ver a peça dos menestréis e, mais uma vez, vibrei total, me emocionei e ganhei a minha noite!

 

Para quem é cadeirante e pretende ver o espetáculo nos próximos sábado e domingo, mande um email para Letícia, a Let´s, que vai tentar garantir locais bacanudos dentro do teatro! letícia@acogel.com.br

 

 

Escrito por Jairo Marques às 00h10

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Sem golpes baixos, heim?!

Quando eu era menino, me lembro de passar várias vezes em frente a uma academia de judô e ficar morrendo de curiosidade para saber o que rolava e ralava lá dentro... surpreso

 

 

 

Adorava ver os moleques de quimono, achava imponente, e me imaginava usando também, mas, lutar arte marcial em cadeira de rodas? Broca demais, né, não?! Nããããão... Legal

 

 

Meu povo, por mais doido que pareça, já possível aprender essas artes de defesa pessoal e equilíbrio sendo ‘estrumbicado’! Aêêêêê

 

Quem vai contar pra vocês tudo certinho é o queridão Chico Lopes, lá dos “Estadusunidos”, que “excrusível” fez uma edição de um vídeo mostrando matrixianos praticando. É imperdível!

 

Sorte

 

Os praticantes de Artes Marciais conhecem bem seus principais benefícios: disciplina e autocontrole, pensamento e decisões rápidas, preparo físico, confiança, alivio de tensões, autodefesa, e muita diversão.

 

 Pode parecer que sua prática é restrita apenas àqueles sem nenhuma forma de deficiência física ou mental, mas a história é bem outra. Várias formas de artes marciais, como Taekwondo, Tai Chi Chuan, Judo, Aikido e Karate foram adaptadas para deficientes e podem ser extremamente úteis não só para defesa pessoal, mas também ajudando na reabilitação, integração social e autoconfiança.

Quanto à prática pelo pessoal da Matrix, existem várias instituições que adaptaram os treinamentos para grupos com limitações semelhantes. Por exemplo, dá prá praticar Taekwondo em cadeira de rodas, substituindo movimentos de pernas por movimentos de braços, ou substituir movimentos de braços por golpes com as pernas, para quem não tem os membros superiores.

 

Há praticantes de Taekwondo no Brasil que são cegos, há praticantes de Aikido, Karate, Esgrima, etc, que são cadeirantes, ou tem Síndrome de Down, ou deficiências de aprendizado.

Taekwondo (TKD) vem sendo recomendado em terapias para crianças diagnosticadas com a  ADD (Sindrome do Déficit de Atenção) e com ADHD (Hiperatividade e Déficit de Atenção).  Crianças com essas desordens apresentam enormes dificuldades de concentração, organização.

 Meu filho tem ADHD e tinha muita dificuldade de autocontrole, de aguentar provocações de outros adolescentes, até que ingressou numa academia de TKD. A mudança foi da água para o vinho, hoje ele faixa-preta e se mantém longe de problemas.

Aikido é recomendado para pessoas surdas ou com deficiência auditiva. A prática possui um grande apelo visual, seus instrutores enfatizam o aspecto de não-resistência (há um fluxo continuo dos movimentos, onde se usa o esforço do oponente como vantagem num confronto).

 

 

 Judo é recomendado para pessoas cegas por ser um esporte em que o contato visual não é um pré-requisito. É comum o uso de vendas mesmo pelos praticantes avançados não-cegos, pois isso aumenta os reflexos e a percepção do ambiente ao redor.

Não se pode esquecer também do povo da Matrix que apresenta a última forma de limitação: a velhice! Para eles, Tai Chi Chuan (TCC) é ótimo, ajuda no equilíbrio, na flexibilidade. Os movimentos são suaves, e promovem algo fundamental: convívio social. Embora tenha sido considerada originalmente uma forma de defesa pessoal, seus movimentos suaves como uma dança têm ajudado na reabilitação de pacientes com artrite, pessoas idosas com maior risco de desequilíbrios e quedas, pacientes com esclerose múltipla e com traumas severos de cabeça.

 

Qualquer que seja a Arte Marcial que se deseja praticar, no entanto, é fundamental escolher uma academia que enfatize o respeito ao próximo e autocontrole, em vez da agressividade. Frequentar durante algum tempo apenas para assistir aos treinamentos é uma boa forma de avaliar a filosofia de ensino dos instrutores.

 

* O Chico começou a praticar o Taekwondo aos 44 anos e um dos treinadores foi o filho! Hoje, cinco anos depois, ele já é faixa preta (ui)!

Escrito por Jairo Marques às 10h46

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E os monstros se divertem!

Não é segredo para ninguém que sou o maior puxa-saco do trabalho feito na Oficina dos Menestréis e sobretudo do grupo “Mix Menestréis” que mistura gente sem braço, sem perna, que num enxerga, que não ouve, que é toda tortinha e que anda em cadeira de rodas.

Demorou muuuito para quem ainda  não conhece ou nunca foi a uma apresentação do grupo se dar esse presente. A partir de sábado (28/11)  os menestréis que tanto admiro estreiam um novo trabalho, “A Mansão de Miss Jane”, história que envolve uns monstros desparafusados da cabeça em uma casa malacabada.. Muito feliz

Por trás dessa realização (ou seria à frente, bem à frente? surpreso), está o diretor Deto Montenegro, 47, um cara que passei a admirar muito quando vi de perto o trabalho realizado no Teatro Dias Gomes, aqui em São Paulo.

Conversei um pouco com ele sobre a produção artística com esse povo todo ‘cambaliado’ pela guerra Carente, sobre paixão pela arte e sobre a nova peça. Acho que vocês vão gostar do resultado do papo que misturou emoção, com informação, com intensidade.

Para saber mais sobre a temporada de “Miss Jane”, conto tudo no final da entrevista. Peço para o pessoal do elenco que, por ventura, ler o post, deixe nos comentários os emails para que os interessados comprem os ingressos com desconto: R$ 15 (vulgo quinzão, quinze conto! Rindo a toa)

Sorte

Blog - Interpretar num é uma arte só pra gente certinha? Ser deficiente não limita a capacidade de dominar os palcos ou a TV?

Deto Montenegro - De maneira nenhuma,  nunca! Eu sempre trabalhei para promover uma ruptura com a estética perfeita. Eu bebo da diversidade das pessoas, do que ela tem de diferente. Sempre gostei do artista pelo seu tipo. O gordinho tem o seu charme, o seu carisma. O cadeirante tem o seu brilho, o idoso também tem seu diferencial. Todos nós temos um pouco de artista, basta trabalhar esse potencial.

 

Blog - Quando a gente assiste a uma apresentação da oficina, sai com a impressão de ter visto um espetáculo de verdade e não aquelas velhas apresentações beneficentes que, de certa forma ridiculariza o deficiente. Como você conquistou e conseguiu isso?

Deto - Lido muito cuidado com isso. Não quero que venham ao teatro aplaudir você porque você é um coitadinho, mas, sim, te aplaudir pelo resultado da sua atuação, do espetáculo. Sempre me preocupei em não deixar passar no roteiro trechos que transparecessem algum aspecto que pudesse gerar esse pensando. Eu acredito, mesmo, que é possível o cadeirante, o cego fazer um espetáculo como outra pessoa qualquer. Aqui na “Oficina”, cabe a mim descobrir os momentos artísticos das pessoas, com muita espontaneidade. Quando o cadeirante faz o giro com cadeira, por exemplo, é um momento muito charmoso.  Aquilo tem uma energia fantástica. Some isso a um celeiro de pessoas muito talentosas que temos aqui e tá ai o resultado. Costuro esses talentos, esses momentos e não deixo transparecer nada que não seja a arte. Aqui eu procuro uma resposta artística e não terapêutica.

 

Blog - Mas como fazer um cego trabalhar com um o jogo de luz e como fazer um cadeirante saltar diante de uma situação de susto?

Deto - Eu conto muito com a ajuda deles mesmos, que me passam suas necessidades individuais, suas limitações. Vamos descobrindo na hora o que eles precisavam de especial em cada cena. Houve uma situação, com uma menina cega, que na cena ficava uma penumbra total e todos precisam sair do palco naquele momento. Criamos, então,  um código de tato para que ela reconhecesse o momento certo. Vamos criando uma manha para cada momento que vamos vivendo. No começo, eu não sabia que alguns cadeirantes precisam de mais de cinco minutos para fazer o seu o xixi do intervalo  (para saber  o porquê e entender, clica no bozo Brincalhão) . Uma expressão de rosto pode ser mais complicada para uma pessoa do que para outra. Ai, precisamos ir nos adaptando, inventando soluções.

 

Blog - Qual a sua ideia com a adaptação de  “A Mansão de Miss Jane”?

Deto - Este é o nosso sexto musical. Cada um tem suas características distintas Alguns, nos falamos da questão da deficiência outros não. Em “A Mansão”, eu queria um roteiro que não falasse de cadeira de rodas, mas o roteiro fala de um monte de gente estranhas Muito triste. É uma casa habitada por monstros. Imagine um monte de cadeirantes, de cegos, de gente sem braço, de muleta. Evidentemente que ninguém é monstro Muito triste, mas eles representam muito a diversidade.

Blog - Em "Noturno", o público se emociona e se impressiona, em "Good Morning", a risada é certa. O que esperar da Mansão?

Deto – Acho que vocês vão voltar a rir muito. O espetáculo está muito engraçado e tem uma ótima qualidade musical. A veia de  humor de alguns no palco é muito grande. E alguns do elenco vão tocar instrumentos musicais diferentes e, tenho certeza, eles vão surpreender vocês. É uma diversão garantida...

Blog - Pessoalmente, promover a arte para todos, te dá que tipo de satisfação?

Deto - É o sentido da minha vida A partir década de 90, quando comecei a trabalhar com os cadeirantes, eu quis muito popularizar a ideia de que todo mundo tem sua arte: uns trabalham mais, outros trabalham menos. É minha paixão  mostrar que o palco é para qualquer um. É importante o preparo físico, o preparo intelectual, mas também o artístico. Eu sou irmão de uma grande estrela da MPB (O cantor e compositor Oswaldo Montenegro),  mas te digo que sou apaixonado pela constelação que são todas essas pessoas que trabalho.

 

Parece que eu conheço essa moça.. Rindo a toa

A Mansão de Miss Jane

Quando que é? De 28 de novembro a 6 dezembro. Sábados às 21h e domingo às 20h

Mai onde que é? No Teatro Dias Gomes, R. Domingos de Morais, 348, Vila Mariana. Do ladim tem metrô e, em frente, tem estacionamento.

E  quando que custa? Inteira R$ 40, meia R$ 20, com o elenco R$ 15

Que mais tio? Ai você liga no 5575-7472 ou vai no site WWW.oficinadosmenestreis.com.br

 

Bom final de semana, bom espetáculo e beijo nas crianças! Beijo

* Fotos de Gui Correa/Divulgação

Escrito por Jairo Marques às 08h30

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Entre o cult e o pop

Meu povo, a partir de segunda-feira, vulgo dia 30 de novembro, a TV Cultura vai reapresentar uma série legalpracaramba.com.br chamada “Vida em Movimento”, em homenagem ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, que é 3 de dezembro! Aêêê

 

Serão seis programas, de meia hora cada um, que contam como esse povo que dá um trabaaaaalho danado Convencido pode e deve praticar atividades físicas, participar de atividades recreativas, se inserir no mercado de trabalho e também aborda tecnologia que ajuda “nóis tudo” a se virar!

Os programas, exibidos a partir das 8h, são uma adaptação de um montão de vídeos do SESI e da Confederação Nacional da Indústria e foram realizados pelo Amankay Instituto de Pesquisas (muuita gente já copiou as charges deles, ‘excruvel’ eu... Rindo a toa).

Um dor protagonistas dos vídeos é o meu chapa e companheiro Billy, líder do Movimento Superação. Para saber mais, assistam o vídeo abaixo, que teve um tapinha nas legendas e edição feito por ninguém menos do que a internacional Silvetz Dutra!

Ah, hoje (quarta, dia 25/11), nas própria Rede TV, também deve ter um especial no Superpop sobre “malacabados”. Eles convidaram o tio, mas eu fiz que nem aquele cavalo “balubê de num sei o quê”, nas Olimpíadas: refuguei. Muito triste

Claro que eu sei da importância de ser pop, mas, eles pretendem levar para o estúdio o governador do Estado, José Serra (PSDB). Bem, ai, iam fazer uma matéria comigo mostrando como eu levo minha vida “de boa” (isso não é novidadchi, né?! Todo matrixiano que se preza tem uma vida de boa”...)

O meu receio era colar a minha imagem (esbelta, de batom e glostora nos cabelos surpreso) a uma propaganda institucional. Apesar de a produção falar que não (foram super bacanas comigo!).

Se fosse pra trocar ideias com o governador no palco, falar pra ele dos perrengues que a gente num aguenta mais sofrer, eu ia... mas, pra “pagarpau”, tô fora... (braaaabo, né? surpreso). O Serra deverá falar sobre o novo centro de reabilitação de São Paulo e como o mundo é lindo..

Eu vou estar na escolinha ensinando meus alunos a escrever mentiras Muito triste, quem assistir (se for mesmo ao ar hoje) conta depois como foi, tá bão?!

 

Escrito por Jairo Marques às 08h45

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O mapa das "mina"

“Zimininos”, e essa semana que não acaba, heim? E esse Natal? Num chega nunca esse Natal... Carente  Final de ano vai dando uma “murrinha” na gente, né? Mas vamos lá, bora tomar catuaba porque... a passeata do Superação vem ai!!! Aêêêêêê

E eu quero abrir o corazãozinho pra vocês, meu povo.. Apaixonado. Todo mundo precisa entender que esse momento, ganhando a rua, mostrando a nossa cara, a nossa força (ui), a nossa vontade de dominar o mundo (uiui), a nossa urgência em ter um país mais acessível, é fundamental.

Pelamor, meu povo, deixe a preguiça de lado, encha os pneus dessa cadeira de rodas velha, troque as borrachas das muletas, prepare os cachorros guias, vista a camiseta do Evandrão ou outra daquelas de dormir, levinhas, de campanha política, sacam Muito triste, e se organizem para estar lá.

 

 

Eu insisto demais com vocês nisso porque não adianta toda essa visibilidade que me deram, vindo todo dia aqui no blog, espalhando o meu nominho, rindo com as minhas papagaiadas, se as coisas não acontecerem de fato... A gente tem que, agora, que sair das "internets", dos encontros confortáveis nos "xópim" e encarar as ruas e as calçadas esburacadas. Legal

A passeata num é só um amontoado de gente sem perna, sem braço, capenga, meio torto, com os cambitos finos e mais seus amigos “normais”, infiltrados. A passeata é um momento em que a gente grita que, como diz a tia “Filinha”, “difinitivamente” não dá mais pra viver na “Matrix”.

Entendo que vai tá sol, entendo que dá trabalho tocar a cadeira, que você mora longe, na zona lost e num tem ônibus acessível, mas, para que um dia tenha, a gente precisa de volume (ui, to muito Priscila hoje! Muito triste). Se você não aguenta mais o descaso com a pessoa com deficiência nesse país, essa é a hora maior de dizer isso.

A concentração será na praça Dom José Gaspar, no centrão aqui de Sampa. Desça nos metrôs Anhamgabaú ou República e sai “pricurando” um povão de cadeira de rodas.... é lá.. Rindo a toa

Batam o olho no mapa de onde será possível encontrar as “mina”, um monte de “gatenhas” que todo ano tem na passeata, e todo o trajeto que vamos percorrer.

 

 

Vamos até a praça do Patriarca, passando pelo viaduto do Chá. Claro, para quem não botar os bofes pra fora antes Muito triste. Não importa se você pode ficar apenas dez minutos ou se só aguenta “caminhar” alguns metros. A sua presença, a sua cara lá, na rua, mostrando que existe é o mais importante.

Chamem os amigos, os parentes tudo, os conhecidos. Firmem o pensamento que, tudo só acontece quando a gente tem ATITUDE. Faltam ainda onze dias para se ajeitarem e se convencerem da importância do evento...

O que não resta muito tempo é para quem quiser ir com os próprio “uniforme maraviwonderful” (fazia tempo que eu num usava essa, né? Beijo) do blog. O Bob precisa da confirmação até AMANHÃ ou não haverá tempo hábil para fabricar as camisetas. Quem quiser saber mais, é só clicar no bozo... Brincalhão

* Pra fazer uma criança feliz e me deixar contente, escreve ai nos coments: tio, eu vou tá lá com você e "nóis" tudo! É "di certeza"!!! surpreso

Escrito por Jairo Marques às 22h10

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Caroninha

Acho que a maioria dos cadeirantes, se não todos, já escutaram a frase: “deixa que eu te dou uma carona”. Ai, lá vai o andante dar uma empurradinha, mesmo a nosso contragosto, em algumas situações e momentos.

 

“Uai, tio, não pode empurrar ‘ocês’ tudo?” Pode, meu povo, claro que pode. Mas há situações que a gente num precisa de auxílio ou não quer, mesmo. Para saber mais sobre isso, clica no bozo...  Brincalhão . E para saber como empurrar direitinho, clica no chope (ai vocês aprendem certinho e bora lá tomar umas!) Bêbado

 

O mais engraçado desse lance de carona é que, uma vez que uma pessoa oferece ajuda, ela cria na cabeça dela uma certa “obrigação” e, toda vez que nos vê, já sai doida pra empurrar.

 

Ai, quando avistamos esses “serumanos” ou eles disfarçam que não nos viram, num momento que não tão afim de dar uma mãozinha, ou nós mesmos tratamos de mudar o caminho, tocar a cadeira mais rapidinho... Rindo a toa

 

Aqui no jornal tem um cara super simpático, com uma barba igual a do Matusalém Carente, que quando eu aponto com a kombi na entrada do estacionamento ele já para tudo o que está fazendo (trabalha na parte gráfica) para me ajudar.

 

E a carona dele é completa: vai até dentro do elevador... Beijo. E não adianta eu falar que não precisa, que só até a portaria tá bom... Ele sempre diz: “Não, não, descansa o braço e guarda suas energias”.

 

Mas, vejam que flagrante legalpracaramba.com.br feito pelo talentoso Rapha Bathe, numa rua de Indaiatuba, aqui no interior de São Paulo!

 

 

 

Saquem que, neste caso, foi o “malacabado” que deu a caroninha para a moça bicicleteira. Um luxo, num acharam?!

 

 

Quando eu era moleque, eu tinha um cadeirão doido (triciclo), movido a motor de motosserra Muito triste, que também conseguia “puxar” os amigos mais preguiçosos ou mais íntimos (ui). Claro que a condução não me aguentou por muitos meses...

 

 

“Zente”, não há mal nenhum em oferecer uma “caroninha”, uma ajuda ao povo da “matrix”. Muitas vezes, uma mãozinha ajuda muito! Mas, não tornem isso uma obrigação ou um hábito. Quando tiver afim de ajudar, ofereça, quando não, diboa total!

 

A gente também pode não querer ser empurrado uma vez que estamos precisando de queimar um pouco a gordurinha da pança Tonto ou mesmo porque quer “andar” sozinho. Não tem nada de melindres ou revolta nisso, é só mesmo uma vontade!

 

* Fotos de Rapha Bathe

Escrito por Jairo Marques às 22h22

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Carta para Luciana

Querida Luciana,

 

O seu grito de desespero, solto na última segunda-feira à noite, depois que o médico te disse que você pode ficar “tetrona”, ta ecoando no meu ouvindo até agora. Aquele gosto de desespero que você demonstrou, se alastrou pela noite de milhares de pessoas que te viram ali, diante da crua “realidade” de saber que poderá “nunca mais andar”.

 

Eu não te conheço pessoalmente, moça, mas resolvi te escrever porque, desse assunto de não poder caminhar, eu entendo um bocadinho. Assim como entendo de dramas, de revoltas temporárias, de reabilitação, de sentimentos controversos que envolvem ser visto como diferente no mundo.

 

O que tenho pra te dizer, neste momento de profunda angústia da busca dos “porquês”, é para você ter certeza, certeza mesmo, que “viver a vida” tem significados além dos clássicos que você está habituada e, sem dúvida, o seu primeiro grande desafio será aprender a “reviver a vida”.

 

Da minha cadeira de rodas, eu apanho das calçadas esburacadas, mas consigo sempre ficar à altura ideal para sentir o aroma das flores dos jardins. Por muitas vezes você terá de enfrentar olhares de piedade, de “ôh dó”, mas será uma delícia quando você perceber que, para as pessoas que te amam, que te querem bem, o seu “cavalo” será invisível.

 

Da cadeira de rodas, eu dou “colinho” para minha namorada que dança pra mim nas baladas e arranco suspiros dos outros que ficam pensando “o amor é tão lindo”. Eu faço das pequenas viagens grandes desafios, eu reinvento maneiras de fazer tudo o que os outros fazem e, com isso, roubo a cena com os perplexos e incrédulos que sempre dizem: “mas não é possível!”

 

As respostas que você procura, agora, eu lamento muito: elas não existem dentro de um contexto lógico da existência humana. Já escutei de tudo. “Você foi um instrumento para mostrar a força que temos”, “Você está pagando dívidas do passado”, “Você é uma lição para os preguiçosos”. Nada adianta, mas tudo, pode apostar, vai te fortalecer e fazer uma pessoa melhor, se você quiser, dia após dia.

 

Torço muito para que você se recupere da melhor forma possível (e tenho certeza que será assim!) e que você some esforços conosco, que somos milhares, para a construção de um mundo que seja melhor para todos, que entenda e permita as diferenças.

 

Claro que seus perrengues serão imensos, que suas dores poderão ser reativadas na menor fuga da concentração, mas, tenha fé, vai passar. Vai passar e você será uma nova pessoa, um pouquinho “estropiada”, com um “ligeiro” desequilíbrio, porém, com uma gana de aproveitar sua “nova existência” que será incrível, incontrolável, fascinante!

 

Do lado de cá, de um mundo paralelo onde nos enfiaram à medida que conceitos errados, discriminação e falta de estrutura básica para atuar na sociedade foram sendo criados, tem um monte de gente, gente mesmo, querendo te mostrar que sua vida não teve fim com um acidente que te levou o poder de controlar os movimentos. Sua vida teve apenas um solavanco para, quem sabe, te elevar e te ensinar ainda mais o que é ser humano!

 

 

Escrito por Jairo Marques às 16h20

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Calçadas sem fama

Estão fazendo uma obra aqui no centro de São Paulo (ou seja, obrando Rindo a toa) que vai ter o nome de “Calçada da Fama”, na boa, meu povo, mais uma breguice sem fim para essa cidade. 

 

O lance é que a dona de vários bares conseguiu autorização, inclusive com aprovação de lei, para reformar os passeios em frente aos botecos dela no estilo de “Róliude”, nos EUA. Vão homenagear artistas consagrados escrevendo o nome deles no chão.

 

Uma calçada novinha, lisa, padronizada, mais ampla, é sempre um tropicão a menos para um cego, um enrosco a menos para as rodinhas de um cadeirante, uma preocupação a menos para a mãe que conduz o carrinho do bebê, um salto a mais no armário das meninas... Carente

 

Tente andar "nisso" numa cadeira de rodas. Saca a inclinação

 

 

Resta saber se os mortais e os “matrixianos” poderão transitar pela calçada toda chique sem problemas... Eu, pelo menos, que apareci nas novela tudo, sou famoso, vou ser vip lá, né, não? Muito tristeMuito triste.... E também resta saber se, depois do local pronto, não vão encher de mesas para impedir a nossa passagem e faturam com o espaço público.

 

Contudo, o que me indigna mais nessa história da “Calçada da Fama” é saber que a prefeitura, os vereadores se empenharam ao ponto de se indispor com um monte de comerciantes locais que acham que a obra vai atrapalhar tudo na região.

 

 

Ora é pedra portuguesa, ora é lajota, ora é pedra solta mesmo

 

 

 

E eu me pergunto: E as outras calçadas dessa cidade, num tem lei, num tem fama, só tem drama? Por que fazer um lance absolutamente promocional no centro se o que a gente precisa são passarelas dignas em toda a cidade? É ou não é de colocar a tanga do Tarsan e ficar gritando “cadê a Chiiiita!!!!! surpreso

 

Já não bastasse esse “calundum”, fiquei sabendo há alguns dias que o secretário Marcos Belizário, da secretaria da Pessoa com Deficiência e da Mobilidade Reduzida aqui da city, quer criar a “tacha dos malacabados” para endireitar as calçadas podres que somos obrigados a “andar” aqui. Eu já meti a boca nessa ideia de jerico em uma entrevista que dei na Folha Online. Quem quiser me ver todo com o cabelo “desbagunçado”, basta clicar no bozo.. Brincalhão

 

O secretário nega que seja uma taxa, mas, sim, um valor cobrado para que a prefeitura faça algo que ninguém faz: cuidar das calçadas. Cada contribuinte da cidade receberia, junto da cobrança do IPTU (Imposto Predial Territorial e Urbano), um acrescimozinho para que a calçada porca da casa dele fosse reformada... A medida está em estudo porque “multar não tem adiantado” e faltam fiscais para mandar brasa no bolso dos infratores... Sei... Beijo....

 

 

É uma calçada que tem um buraco ou é um buraco que tem um calçada?

 

 

 

Quando eu tava lá nos Miami (EUA), vivi uma situação super engraçada e de guardar como exemplo. Eu me preparava, junto com a minha amiga “Silvetz” Dutra, para ir gastar os dólar tudo nos “xopim”, quando ela se lembrou que precisava passar na casa dela com “urgência”. Sabem pra quê? Pra retirar o carrinho do lixo da calçada (e nem era essas latas velhas que a gente usa aqui, era um carrinho bacanudo) antes das 18h. Caso ela não fizesse aquilo em tempo, vinha a “puliça” e mandava tinta na multa....

 

Aqui no Brasil, não só pode deixar o lixo eternamente na calçada como fazer da própria calçada um lixo.  (Noooosssa, tô mais nelvoso que cachorro de japonês, né? Inocente)

 

“Zente”, para quem é “deficientchi”, uma calçada mal feita, esburacada, sem padrão, determina de forma cabal se vamos ou não sair de casa e enfrentar o “mundo lá fora”. Transitar em terreno acidentado montado numa cadeira de rodas, não é fácil, não é agradável e é ultrajante. Não sou contra que a prefeitura faça as obras necessárias e, DEPOIS, mande a conta, mas criar uma cobrança sobre a justificativa (entre outras), que os cadeirantes não param de “encher o saco” (as aspas são minhas, mesmo Carente) para consertar os passeios, eu acho over.

 

Olha que luxo esse "rasgo" de fora a fora no passeio...

 

 

Imaginem vocês o exército de insatisfeitos que se virariam contra nós... “Lá vai um malacabado infeliz que fez a gente pagar mais imposto”. Avalio que não dá pra criar uma taxa que irá fazer caixa para o poder público e sabe-se lá qual a garantia que o cidadão terá que, realmente, as obras nos passeios serão feitas.

 

Claro que do jeito que tá aqui (e no Brasil todo, “di certeza”) não dá pra ficar. Mas tenho certeza que existem saídas mais inteligentes para isso. Será que tô sendo muito radical? O que vocês acham, heim?

 

* Fotos de Thaís Naldoni, tiradas na região central de São Paulo, bem próximo de onde acontecerá a passeata do Superação, no dia 5 de dezembro. Ou seja, vamos todos pela rua, mesmo!  

Escrito por Jairo Marques às 22h21

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Geringonça da alegria

Não dá pra negar que boa parte do povo da Matrix tem algumas limitações para conseguir fazer tudo o que tá naquele livrinho famoooso que ensina os pessoais a se divertir com seus parceiros ou parceiras sexuais, né, não?

 

Tem cadeirante que consegue fazer mais movimentos, inclusive nos quadris (ui) e tem alguns que são mais parados do que “zóio” de santo. Muito triste Claro que, como eu já escrevi diversas vezes aqui, se vai e vem fosse tão importante na vida gangorra num era de graça nos parquinhos.... Rindo a toa

 

Dá pra ter uma vida sexual muito bacanuda e prazerosa independentemente do tipo de ginga que você tenha nos “quartos”. Isso eu tenho certeza (tô me achando... Legal)

 

Contudo, a tecnologia tem trabalhado para dar aquela “hand” e todo mundo poder ficar no desfrute também com mais agilidade física, digamos assim!

 

Inventores lá dos “Estadusunidos” criaram um equipamento que permite a um tetrão, por exemplo, conseguir bagunçar com sua parceira de formas inéditas! Aêêêê ... Para mim, que sou paraplégico, o trem também permite umas diversões sem "deformar e sem soltar as tiras". Beijo

 

Mais do que para o próprio deficiente, esse equipamento pode levar um prazer diferente para a parceira. Repito: se posição ganhasse jogo, time de futebol só jogava com centroavante... Carente, mas um movimento novo, pode ser interessantchi numa relação!

 

Bem, mas o vídeo abaixo explica direitinho o que faz e como faz a geringonça da alegria que, pelo que sei, ainda não tem representante de vendas no Brasil. O negócio é encomendar com os colegas que vão viajar pros exterior!

 

Recomendo que pessoas mais sensíveis, mais conservadores, mais pudicas (ui) não vejam a apresentação que segue abaixo, mais uma contribuição excelente da minha querida amiga Silvetz Dutra.   

Escrito por Jairo Marques às 23h04

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Mãos ao alto?!

Essa história pouca gente sabe. Nem lá casa eu contei porque a minha mãe já vive dizendo pra eu fazer as trouxas e voltar pras “trelagoa” porque São Paulo é “ruim demais da conta”!

 

Mas, como vocês me mimam muito Embaraçado, resolvi contar. Talvez, ajude alguém a se safar de situação semelhante ou mesmo para manter a calma na hora do apuro, na hora que porca torce o rabo, sacam?! Tonto

 

Moro aqui nessa terra do gás carbônico Riso, há quase onze anos e nunca passei, ainda bem, pelo perrengue de ser assaltado. Acho os próprio assaltante olham a Kombi, olham a cadeira de rodas e pensam: “esse ta mais lascado que eu!” Muito triste

 

 

Contudo, há uns quatro anos, vivi um momento de apuros que quase perco a dignidade nas calças. Tava eu e um “ziminina” dentro da minha condução lavando roupa suja.

 

Era um tal “seu bobo” pra cá, sua “feia” pra lá, “seu chato” daqui, “sua xarope” para acolá, tudo na frente da casa da fulana, num rua calma de um bairro residencial, mais ou menos umas 17h. Ou seja, era dia!

 

No meio daquela confusão (era só uma discussão, mesmo, não tinha nada de ‘sequiço’ com emoção Bobo), percebo que dois cabras se aproximam da janela da kombi. Na hora, a bagunça com a mulher cessa e dá lugar a um suador gelado...

 

Um dos rapazes, bem magrinho e com cara de quem não queria fazer “amizadchi” Carente, levantou a camiseta e mostrou.... calma, calma... mostrou um cano de “revórvi”. Ai, meu povo, eu notei que tava na roça sem trator...

 

 

A moçoila ficou até muda (e gostava de falar a danada, heim Bico calado) de tanto “nelvoso”. O cara, com uma delicadeza inesquecível me pediu: “Abre a janela da xaranga, destrave as portas e fiquem quietinhos. E a ‘mina’ trata de passar para o banco de trás”.

 

Olhei pro meu muque e pensei: “vou dar um catiripapo nesse caboclo”! Nervoso. Mas, foi só por um segundo, mesmo, logo percebi que ainda tenho de tomar muuuito todynho pra enfrentar dois meliantes. Triste

 

Mentira, “zente”... Falei bobagem. Jamais pensei em reagir. Muito pelo contrário. Eu pensei em todos os ‘manuais’ que já li sobre: “como ter um assalto feliz”! Convencido E foi justamente uma dessas ‘dicas’ que me salvou daquela situação.

 

Quando o cidadão se sentou ao meu lado e a guria foi para o banco de trás, junto com o outro “camarada assaltante”, acabou o meu crédito (cair a ficha é algo muito antigo Piscadela) e me dei conta que aquilo poderia ser um sequestro relâmpago. Ai, pensei rápido.

 

“Ôh seu assaltante, o senhor me desculpe falar, mas queria dar uns instruções pro senhor roubar ‘nóis’ tudo. Como eu sou cadeirante, o meu carro é adaptado e, por isso, vou manter a minha mão esquerda abaixada o tempo todo para acionar o freio e o acelerador. Outra coisa, que queria avisar é que, como a cadeira está no porta malas, pode ser que faça alguns barulhos e atrapalhe a concentração do ofício do senhor”.

 

 

Naquele momento, juro pra vocês, o semblante do “seu bandido” mudou totalmente e ele, meio que com um sorriso, meio que com um olhar de frustração soltou uma das maiores pérolas que já ouvi na vida:

 

“Pô, truta, tu é cadeirante? Num tá mentindo pra mim, não?”

 

“Ôh, seu bandido, tô mentindo, não. Bate o olho no adesivo, olha o comando manual aqui no volante”

 

“Ah, irmãzinho, a gente não atua contra deficiente, não. É contra a lei, né? Deficiente, não pode rodar, não. Faz o seguinte, então, dá um role por uns dez minutos pra gente se avuá daqui.”

 

A dupla saiu do carro, e eu arranquei (ui) daqui, com o coração batendo mais do sino de igreja durante a missa do galo. Quando eu e a moça conseguimos nos acalmar um pouco, claro, ligamos para polícia para relatar o ocorrido. Pelo menos, a PM poderia fazer uma ronda pela rua, pelo bairro.

 

Ainda bem que a dupla não me pediu pra ficar de “mãos ao alto” porque ai eu tava lascado. Como meu braço esquerdo foi parcialmente abatido na guerra Muito feliz, quem diz que eu consigo, como vive pedindo o padre Marcelo, Marmelo, Martelo Inocente “erguer as mãos”?

 

 

Bom final de semana e beijos nas crianças!!!

 

Em tempo: Não só para ‘malacabados’, mas para qualquer ‘serumano’ a recomendação durante uma situação de violência é não fazer movimentos bruscos e avisar ao assaltante que tipo de movimento você pretende realizar. Jamais se deve reagir numa situação como a que eu narrei.

 

Em tempo, de novo: As cadeias e prisões brasileiras estão cheias de “matrixianos”, um povão estropiado por tiros, facadas, brigas. Eles se lascam um bocado no cárcere. Contraem diversas feridas pelo corpo, não recebem uma reabilitação adequada e contraem infecções urinárias por ausência de orientação médica.

 

Talvez seja por isso, por saber os perrengues que naturalmente passam um deficiente, ALGUNS bandidos tem como regra não “atuar” contra esse povo sem perna, sem braço, que não enxerga, que não escuta direito. Evidentemente que, num mundo cada vez mais violento, regras não são o forte dos criminosos...

 

* Imagens retiradas do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 00h14

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Casos de polícia

Quando a gente flagra um carro irregularmente estacionado na vaga de um “malacabado”, a gente deve chamar um agente de trânsito, chamar a mãe da gente pra dar umas vassouradas na cabra infrator Muito feliz ou chamar as própria “puliça”, certo?

 

Bem, mas e quando é a polícia que estaciona nas vagas reservadas? Isso mesmo, a polícia, que deve empunhar o rigor da lei aos cidadãos, “disque”...

 

“Ah, tio, mas a PM, numa situação de emergência, no atendimento de uma ocorrência grave, pode parar as ximbicas em qualquer lugar, uai!”

 

“Di certeza” que sim, “craro crovis”... Abismado. Mas, batam o olho nessa fota abaixo.

 

 

 

Conseguem ler que no “mata bode” tem a inscrição "Escola de Oficiais”? Então, trata-se da "Academia do Barro Branco, lugar, meu povo, onde os “puliça” APRENDEM noções para serem exemplares na sociedade, é onde os oficiais são formados, onde eles, em tese, vão receber conhecimento suficiente para saber que parar num vaga desse povo comprado no R$ 1,99 surpreso é proibido para quem não tem esse direito.

 

Falem pra mim se é não de chorar pelado no asfalto quente? Sem jeito Quem fez o flagrante foi o Kiyomori Mori, de origem sueca, como se pode notar Muito triste. Ele ta sempre me dando dicas, sugestões, ideias, mas é tímido e nunca aparece nos coments!

 

 

Percebam também na imagem que o povão que passa tá tudo de “diboa”, ninguém aparenta nenhum pânico que denuncie que ali está rolando uma situação de perigo. Então tudo leva a crer, que botaram o carro na vaga porque acham que é ali é terra arrasada, ninguém é de ninguém... Aff...

 

Sorte

 

Outro retrato de levantar os cabelos da verruga Rindo a toa foi enviado pelo meu brother blogueiro de Sergipe, o Ronald Andrade Silva. Essa é de arrancar a roupa tudo e sair gritando pela rua... surpreso

 

 

Essa obra prima da arquitetura de quinta categoria, pode ser vista no Aeroporto de Congonhas, aqui em Sampa. Isso, lá mesmo de onde “avuam” os urubuzões... Muito triste

 

As rampas dão acesso ao estacionamento. Show de bola!!! Só que, o que esse pessoal que tem as pernas tudo prejudicadas, que nem eu, faz com essa corrente no meio do caminho??

 

 

Para tudo, para tudo que já tô entendendo: como somos “matrixianos”, temos a habilidade de fazer aqueles movimentos esquisitos... sacam aqueles de dobrar a cacunda, de quase quebrar a espinhela? Então... devem pensar que a gente é capaz de passar por baixo...

 

Vai, gzuis, me leva, me leva que eu até tomei banho e tô pronto!

Escrito por Jairo Marques às 21h25

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O bloco na rua

“Zente”, como muuuuitos de vocês pediram, esse blog vai ter um bloco na Passeata do Superação, no próximo dia 5 de dezembro! Aêêêê

Imaginem nós tudo, nas própria Praça da República (ponto de partida e onde pertinho, pertinho tem um hotel bom e barato pros pessoal que vem de longe!), todos  ‘formozurentos’ seguindo até a Praça do Patriarca, levando em frente um projeto simples e humilde de dominar o mundo? Carente

O autor intelectual dos nossos trajes é o meu camarada Evandro Bonocchi, o Bob! Uhrúúúú..... “Particularmentchi”, adorei o resultado....  Chega de mistério e batam o “zóio” na estampa do nosso “uniforme de guerrilha”! Muito triste

 

 

 

 

 

 

 

Povo, vai funcionar assim: quem quiser adquirir a camiseta precisa mandar um email para ebonocchi@hotmail.com IMPRETERIVELMENTE até o dia 25 deste mês (novembro) dizendo a quantidade e o tamanho que precisa e acertar com ele o pagamento!

O custo é baratinho: R$ 15, vulgo 15 renais, 15 roias, 15 contos, 15 cruzeiros, quinzão! Rindo a toa. O blog NÃO TEM nenhuma relação com a venda, estou apenas divulgando e dando as instruções para quem tiver afim de vir “fardado” pra “andação”. Convencido

Pelo bem da transparência, pedi ao Bob que destrinchasse os custos da t-shirt (fazia tempo que eu num gastava o meu inglês Beijo) que ficaram assim:  R$5,70 é o valor do material da camiseta, os pano tudo, sacam?  Rindo a toa, R$ 2,50 vai para doação (o Bob tá fazendo um fundo para comprar cadeiras pros pessoais mais ralado), R$1,90 é o valor da tinta e da estampa, R$3 é para a confecção da tela.... e o restinho que sobrou, é para comprar as mamadeiras do Evandrão! Muito triste

Acho que vai ser um luxo (tooootalmente biba isso Beijo) ter um bloco do “Assim como Você” na passeata. Todas essas informações vão estar também nas própria comunidade dos Orkut. Para ir lá, clica no bozo! Brincalhão

E ai, o que acharam? “Vamo nóis tudo” de camiseta?!

Escrito por Jairo Marques às 23h06

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Um show inesquecível

Meu povo, começo a semana com um relato que me deixou radiante todo o final de semana. Fiquei ansioso (como acontece invariavelmente Carente) pra contar a vocês esse fato que foge um bocado das histórias de perrengue que relato por aqui...

Geralmente, quando um “malacabado” se “atreve” a encarar uma casa de show para, como qualquer ‘serumano’, ver um espetáculo, é um verdadeiro parto de "minino" atravessado:

Os lugares reservados no estacionamento estão sempre ocupados, as pessoas não abrem passagem na entrada, chegar até a mesa comprada é uma maratona de apertos e a turma mais animada tapa a frente do palco e te impede de ver... aff.. aborrecido

Contudo, a experiência vivida pela advogada Andréa Pontes, 26, na última sexta-feira foge de todos os perrengues e nos faz dar um sorriso gostoooso!

Calma, calma, já vou parar de enrolar e falar logo... Rindo a toa. Não acho e nem defendo que “defientchi” tenha de ter privilégios. Mas, para que a gente consiga ter tanto prazer em uma apresentação como os outros mortais, a gente precisa de alguns detalhes “diferençados”, né, não?”

Mas ‘bora’ voltar para o causo da Andrea. Ela foi assistir a um show da cantora Simone, no Teatro do Sesi, em Porto Alegre (RS). Já na entrada, ela sentiu que viveria uma grande noite.

“A produção do show - Branco produções- foi muito boa. O pessoal se esforçou para me colocar em um local agradável, foram gentis e incansáveis. Enquanto eles me posicionavam no local indicado, perguntei se, ao termino do show, poderia conhecer a Simone.”

Todo mundo quer chegar perto de seus ídolos, falai?!  Mesmo que seja para tocar na mão, falar o quanto admira, dar um beijo... sabe assim que nem vocês fazem comigo? “Inzibiiiiido” Muito tristeMuito triste...

Para esse povo que não anda, que não enxerga, que tem o escutador de novela prejudicado surpreso, chegar pertinho de um artista é um baita desafio. Imagina vencer as multidão tudo? E camarim que seja fácil de chegar, existe?

“Logo que o show acabou o pessoal da produção foi ali me retirar do local e me levar para o camarim da cantora. Na hora de ir embora, o problema foi que eles não esperavam uma fila enorme e um tumulto de fãs em volta. Eu não tinha como sair dali. Era um corredor lotado de fãs, aquele empurra-empurra típico.”

Agora, “Zimininos”, se ajeitem ai na cadeira porque é legalpracaramba.com.br!

 “A Simone, quando viu a cena, logo veio correndo me ajudar. Pegou a minha cadeira de rodas, perguntou para onde eu queria ir e disse para deixar com ela que ela resolveria.”

Ahhh, gente... eu acho isso o máximo. A Simone não simplesmente deu uma “carona” para a Andréa, ela demonstrou para todos os que estavam ali presentes que é a favor de um mundo mais digno para todos... “Di certeza” que quem viu a cena nunca mais vai esquecer e vai entrar na turma de ajudar a gente a dominar no mundo... Beijo

 “Ela foi lá na frente da multidão, já me empurrando na cadeira, e disse que não queria ninguém a volta dela, que queria espaço para passar comigo e o respeito dos fãs. Que me levaria até o meu carro no estacionamento, pois ela queria ter certeza da acessibilidade do local e pediu para não ser seguida por ninguém.”

Eu me “arrupiei” fui recriando todinha essa cena na minha cachola. Pode não parecer nada, mas só quem é ‘matrixiano’ sabe o quanto uma atitude dessa nos enche de energia, de vontade de conquistar novos “adeptos”...   

“O pessoal foi abrindo passagem, os seguranças foram ajudando na volta e ela realmente me levou até o estacionamento, me ajudou a entrar no carro e a guardar a cadeira de rodas.”

A Simone é um das maiores cantoras brasileiras e, com diz a minha tia Filinha, “difinitivamente” NÃO precisa de atitudes promocionais. Ela já um sucesso com sua voz, com sua presença de palco... Ela fez, a meu ver, porque sabe o quando aquele gesto fez a diferença para Andréa e para todos que estavam ali!

“Em todos os shows que fui, nunca tive um atendimento tão especial, tão digno.”

 

Adorei demais essa história! E vocês? Alguém já viveu algo parecido? Ah, e gostaram do meu novo retrato ali do ladinho que vocês usam pra matar a "xodades" Rindo a toa? Quem tirou foi o meu brother Rapha Bathe. Tô ou num tô todo formozurento? Legal

* Imagens do arquivo pessoal de Andréa Pontes 

Escrito por Jairo Marques às 22h13

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 35, é formado em jornalismo pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e pós-graduado em jornalismo-social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999 e é cadeirante.

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