Jairo Marques

Assim como você

 

De mudança!

Meu povo, cate os 'minino', os cachorros e os trem tudo que o blog tá mudando de endereço!

De hoje pra daqui pra frente, vocês devem entrar no: http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/

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Escrito por Jairo Marques às 00h11

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De ouvidos na notícia

Por mais que as “tecnologia tudo” tenham evoluído um bocado, para repórteres o aparelho telefônico ainda é instrumento fundamental para o trabalho.
 
Muito do que a gente precisa para construir uma reportagem se consegue a partir de uma ligação. As “internets” ajudaram bastante, mas tem situações em que só o aparelho do seu Gharam Bell resolve.
 
Dito isso, digam pro tio, como um jornalista pode ser surdo? “Ah, tio, se for surdão total, acho quase impossível, viu”....
 
Mas não é... e tô vivo para servir de prova disso.. mas bora lá explicar melhor a história.
 
Escutar apenas 25% do que os mortais comuns ouvem já é pra deixar o brasileiro em uma situação parecida com a velhinha da Praça é Nossa, lembram? Rindo a toa...
 
Pois foi justamente com essa condição que recebi na redação da Folha o José Petrola, um repórter que subverte qualquer lugar comum que se projete sobre um “repórter surdo”.


 
O Zé começou aqui no jornal como trainee, no ano passado. Quando nos trombamos pelos corredores do “trampo”, ele me cumprimentou, disse que era meu leitor, massageou meu ego Convencido, mas eu não reparei nada, nada de diferente nele, apenas que falava um pouco mais baixo...
 
Só depois de um tempo que fui descobrir que o Petrola, formado na USP, fã de radiojornalsimo (só para ser um pouco mais do contra Tonto) e quase concluindo, em grande estilo, um mestrado, era prejudicado dos ouvidos...
 
Neste comecinho do ano, o Petrola me pediu uma oportunidade de quebrar pedra comigo. E não é que, no mesmo dia que nos falamos, rolou uma vaga?! Não pensei duas vezes e o indiquei para ajudar na equipe.
 
Eu, sinceramente, não sabia como ele faria, mas se ele se prontificou a trabalhar, algum jeito ele daria. E ele deu e mostrou que é um repórter como outro qualquer...
 
Acho essa dica fundamental: antes de lançar conceitos de habilidades sobre as pessoas com deficiência, seja ela qual for, conheça, pergunte, saiba... não julgue, não ache, não coloque as suas inabilidades na ficha do outro....
 
O resto é o Zé Petrola quem conta... e explica! Ah, em tempo, quem quiser conhecer as dicas para não pagar mico com um surdo, clica no bozo! Brincalhão

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Tenho perda auditiva de 75% nos dois ouvidos. Isto significa que, para escutar, preciso de dois aparelhos, um em cada ouvido. Desde que eu tinha um ano e meio faço uso deles e consegui aprender a falar com o apoio da família e o acompanhamento de uma fonoaudióloga.

Graças a isto, entrei para o time dos surdos oralizados - aqueles que, com a ajuda de aparelhos auditivos, falam em português e não precisam da língua de sinais. (Do tio, aqueles que a Lak e a Sô Ramires vivem batalhado pelo reconhecimento. Para saber mais, clica na florzinha Sorte).


 
Gente como eu escuta normalmente e só tem dificuldade em situações como falar ao telefone, conversar em lugares barulhentos ou assistir a filmes dublados.

Foi assim que consegui estudar sempre em escolas normais, junto com as outras crianças. E, graças ao apoio da família e várias oportunidades, consegui me formar em jornalismo na USP.
 
Ano passado, participei do programa de trainees da Folha. Para quem não conhece, é um curso muito legal que forma jornalistas para trabalhar na redação.

Em janeiro, trabalhei na Agência Folha, com o Jairo Marques, fazendo apuração à distância de notícias que ocorrem fora de São Paulo.


 
Agora vocês devem estar se perguntando: como assim, repórter surdo? E ainda por cima fazendo a apuração das matérias pelo telefone?

Para começar, os aparelhos auditivos têm uma programação especial para usar no telefone.
 
Antes de fazer ou atender uma ligação, aperto um botão que aumenta o volume. Assim fica mais fácil usar o aparelho e e eu consigo até entrevistar aquele político lá do Amazonas que precisa ser ouvido para a minha matéria no jornal.

Segundo, existe um transmissor FM que funciona como uma espécie de “fone de ouvido sem fio” para os aparelhos. Se eu gravo uma entrevista e quero ouvir a transcrição, basta conectar o transmissor no gravador.
 
É como aqueles fones Bluetooth que algumas pessoas usam para atender o celular dirigindo. Também uso para ouvir música quando estou de folga.

Quando escolhi o jornalismo, muitos me falaram que era uma profissão impossível. Mas eu não sou de ficar parado e nem vejo a surdez como obstáculo.
 
É verdade que de vez em quando passo uns perrengues, mas nada que me impeça de trabalhar.

Qual é o meu recado? Primeiro: nem todo surdo precisa de Libras! Há muitos surdos oralizados, que falam e ouvem em português com a ajuda de implantes ou de aparelhos auditivos.

E fica aí o meu último recado: deficiência não pode ser motivo para ninguém desistir de seus sonhos! Precisamos, sim, botar a boca no trombone pelos nossos direitos.
 
Sei que muita gente não teve as mesmas oportunidades que eu. Aparelhos auditivos são caros e a manutenção é complicada (mas isto já seria tema para outro post).
 
Também há muitas escolas que ainda resistem a ter um surdo oralizado como aluno. E é por isso que estamos aqui brigando por um mundo mais inclusivo.

*Fotos de arquivo pessoal

Escrito por Jairo Marques às 00h02

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A Santa

O post de hoje quebra dois, digamos, paradigmas do blog: faz uso de um material publicado em outro diário e aborda um assunto estritamente religioso.

Mas eu vou tentar justificar. Achei a mensagem e a imagem que encontrei no “Diferente e Eficiente” um tanto interessante, um bocado tocante e, como eles me comunicaram que estavam publicando um texto meu, ficamos quites, né, não? Bem humorado

Sobre o quesito, a religião, o princípio do blog segue o mesmo, evidentemente: é laico, respeitando as crenças de todos. Por essas páginas passam carolas, passam evangélicos, passam agnóstico, espíritas, ateus… e tudibão… Rindo a toa

Contudo, sempre busquei, dentro do catolicismo, um santo (ou santa) que por ventura abordasse a questão da deficiência.

 

Entendo, claro, que vários santos, de alguma forma, ampararam os ‘malacabados’ por meio da caridade, mas confesso que eu nunca havia me deparado com um cuja própria representação guarda relação com a deficiência.

 

Tirando estritamente da discussão o caráter de adoração de imagens, acho interessantíssimo saber que uma Santa, do Camboja, está diretamente ligada à causa maior desse cafofo.

 

“Nossa Senhora do Amor Inclusivo” é produzida por artistas com deficiência, segundo o autor do folheto que segue. A intenção maior da representação, que é cheia de signos, é mostrar a necessidade de uma realidade inclusiva… lindo demais!

Por tudo isso, vale contemplar um pouquinho a imagem e refletir sobre a mensagem muito bem elaborada que a acompanha… bora?! 

 

Escrito por Jairo Marques às 00h07

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1 em 4 milhões

Nunca soube ao certo a razão que me fez ter tido paralisia infantil. Acredito que nem minha mãe foi devidamente informada sobre o que rolou comigo quando eu era apenas um bebezinho... Alegre

 

O que sei é que, até os nove meses de idade, eu havia tomado duas doses da Sabin, as gotinhas que, até o final do ano passado, era a vacina oficial do Brasil. Para estarem devidamente imunizadas, as crianças têm de tomar três doses da vacina mais um reforço.


 

 

 

Há pessoas que não receberam nenhuma gotinha e passaram longe da pólio, há casos de quem tomou todas as gotinhas e acabou por contrair a doença. Isso mesmo. Esse assunto, nunca foi devidamente ampliado para não assustar pais e para não tirar o mérito verdadeiro da vacina.

 

Acontece que a vacina Sabin é produzida com o vírus cambaleante, pra lá de Bagdá, já bem enfraquecido. Então, existe a chance (1 em 4 milhões) de a imunização provocar a doença em algum nível, geralmente, bem leve.

 

É estranho pensar que eu possa ter sido um “sorteado” pelo revés da vacina, mas não deixa de ser uma possibilidade. Muitas e muitas doenças e ocasiões que acabam puxando as pessoas para a “Matrix” de quem tem uma deficiência pega o povo de esbarrão, ‘sorteados’ entre ínfimas possibilidades.

 

Não dá para pirar muito nisso, mas é quase inevitável pensar no “e se o goleiro tivesse agarrado aquela bola”. Carente


 

 

 

O importante disso, contudo, não é simplesmente olhar pelo retrovisor e ver as vítimas que ficaram diante das probabilidades, dos erros, das decisões de última hora. O mais importante é olhar para a frente.

 

No caso da vacina contra a pólio, por exemplo, graças à uma grande mobilização que se iniciou em meados do ano passado, o governo brasileiro resolveu tomar uma atitude: trocar o tipo de imunização no país e fazer o que diversos outros países do mundo já fizeram, que é adotar a vacina injetável, com o vírus morto, chamada de Salk.


 

 

 

“Uai, tio, porque não tinha antes”.... A Salk é bem mais cara que a Sabin....

 

Admito que, no passado, eu e todo mundo ‘lá em casa’ chorou muito sobre o leite derramado. Contrair uma doença tão devastadora sendo que é possível evitá-la mexe com o imaginário a vida toda (e saber que você pode ter sido um ‘sorteado’ do avesso também não é muito legal).


 

 

 

Contudo, penso mesmo que um papel fundamental de uma vítima dos efeitos colaterais da existência humana -como é o meu caso, como são os casos de boa parte das três ou quatro pessoas que passam por aqui todos os dias-, é cobrar condições para cada vez menos pessoas sejam abatidas por situações evitáveis.

 


 

 

*Imagens do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 00h01

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Os malandrões

Essa novela 'ciestudo' já conhecem o enredo de cabo a rabo. Mas o que me chamou a atenção, desta vez, foi o tipo de infrator...

Para os cegões entenderem, trata-se de um carro de uma autoescola, todo pimpão, estacionado em uma vaga reservada para deficientes.

Imagem você, leitor querido, que tipo de aula e que tipo de aprendizado os alunos desse recinto não estão tendo tendo! Carente

Na minha 'humirde' opinião, a punição, neste caso, tinha de ser triplicada, uma vez que trata-se de alguém que deve dar o exemplo...

Falando em dar o exemplo, o que acham desse folgadão aqui:

Uma beleza, né?! Taxistas tem sistematicamente estacionado em vagas reservadas. Aqui em SP, o número para reclamar e denunciar é o 156.

Todos os flagrantes foram feitos dentro do supermercado Extra do Morumbi, em São Paulo. Já estou rouco de reclamar com os gerentes do local, mas eles preferem mesmo ter minha antipatia e a de todas as pessoas de bem que zelam pelo cumprimento das leis neste país....

Beijos nas crianças e bom final de semana! Beijo

Escrito por Jairo Marques às 13h38

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São Paulo “mal-acabada”

Juro para vocês que me emociono a cada vez que vejo um trecho novo das surradas calçadas aqui de São Paulo sendo reformado, ganhando guias rebaixadas, honestas que permitem a travessia segura de crianças, mães empurrando carrinhos de bebês, velhos e, obviamente, o povo com o esqueleto prejudicado, ao qual me incluo.

 

Isso rola porque, apesar de hoje eu ter uma Kombi honesta para circular, tropiquei com as rodinhas da minha cadeira de rodas foi muito pelos passeios dessa city que hoje completa seus 458 anos.

 

 

 

 

Descia de metrô na estação Consolação, que fica na famosa avenida Paulista, e já encarava o chão feito com as ‘marditas’ pedrinhas portuguesas, todas esculachadas, soltas. Me equilibrando, ia me enfiando pelo bairro dos Jardins até chegar na escola que me ensinou um pouquinho do verbo “to be”.

 

A maior cidade da América do Sul nos “esgualepa” mais um pouquinho, todos os dias, com sua buraqueira, seu nervosismo no trânsito, sua poluição que acaba com nossos pulmõezinhos já frágeis de ‘doenceiras’ diversas... 

 

Mas São Paulo tem uma grande vantagem: são 20 milhões de ouvidos abertos às nossas queixas da urgente necessidade de que algo mude para que um caminhão de pessoas com deficiência possa curtir suas vilas Madalenas, seu Mercadão, suas luzes de Natal, seu “Ibiras”, seus ‘maraviwonderfuls’ restaurantes, seus cinemas, seus cafofos...

 

 

 

 

Então, é legal, é muito legal, ver todos os dias alguma iniciativa inclusiva começar na Pauliceia seja um botequinho que inventou uma rampa seja uma mega empresa que anuncia que vai encher seu quadro de cegões, tetrões, surdões e Pczões.

 

Essa cidade, que abriga gente de cantos diversos do país, é sem dúvida nenhuma uma metrópole “malacabada”: em sua arquitetura mal conversada, em seu gigantismo sem controle, sem critério, em sua caótica forma de levar a gente daqui para acolá, nas falhas em sua segurança, na arrogância indiscreta de seus “meninos”.

Meu sonho sempre é pegar a “nega e os guris” e deitar o cabelo para uma prainha sossegada, toda arrumadinha e acessível lá pelas terras da Leiloka e do Neymar, ou quem sabe pelas bandas da Yasmin e do Alceu Valença, ou pelos lados da doutora Vanessa e da Roberta Campos...    

 

Mas aí me vem à cabeça aquele gosto delícia do bifão do Sujinho, que tá sempre cheio, mas tem garçons camaradas que me arrumam uma mesinha boa pra estacionar a cadeira; lembro que vai ter show do Chico naquela casa de espetáculo onde sempre preciso brigar pela melhora dos lugares reservados, mas que sempre dão um jeito para eu me acomodar de boa.

 

 

 

 

São Paulo é “malacaba”, mas acredito mesmo em um espírito de superação dos mais legítimos de se tornar uma cidade símbolo de igualdade de condições para todas as diferenças de seus cidadãos!

 

Imagens do Google Imagens 

Escrito por Jairo Marques às 00h42

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Ahh, o calor...

Até uns dez, quinze anos atrás, boa parte das cadeiras de rodas que o povo usava tinha um assento horroroso, feito de uma espécie de lona que, em contato com o solão, praticamente assava a bunda do caboclo ‘malacabado’... Insatisfeito

 

Claaaaaro, que o tio teve uma dessas e como lá em “Trelagoa” calorzinho básico é quando tá fazendo 30º Tonto, me lembro de chegar em casa, após uma tarde toda batendo rodas com a molecada na rua, com a bunda e as coxas beeem vermelhas, quase fritando naquele trem.

 

 

 

A minha sorte é que tenho sensibilidade na pele, o que sempre foi fundamental para que eu não tivesse uma queimadura de ‘verdadchi’. Mas, e os ‘matrixianos’ que não possuem total poder de tato?

 

Aí o bicho pode pegar porque o cabra pode não sentir quando a pele começa a reclamar do castigo do sol a pino.

 

O pessoal da Avape (Associação de Valorização da Pessoa com Deficiência) elaborou um alerta bem importante sobre possíveis riscos da exposição excessiva ao sol aos ‘dificientes’ em suas diversas manifestações.

 

 

 

“Perezempe”:

 

Os ‘minino’ sorteados com esclerose múltipla (aquela que vai arruinando a musculatura do povo de golim em golim), o sol exagerado pode causar aumento da distonia, que é a diminuição ou perda dos movimentos durante uma ação (tipo abanar o mosquito da cara... Muito triste), devido a contrações musculares involuntárias.

 

As moçoilas com as síndrome de down, se ficarem no bronze por muuuito tempo, o calor pode aumentar a hipotonia, que faz o tônus muscular ficar baixo de forma anormal, o que pode envolver redução da força.

 

Os cegões também podem virar camarão se não forem preparados para a exibição ao sol. Não dá para facilitar pegando muuito calor na cabeça ou não se certificando que o filtro solar foi passado direitinho.

 

 

 

 

 

Mas é o seguinte, meu povo, o verão tá aí pra gente curtir, aproveitar. O que é preciso é ter alguma orientação médica sobre o tipo de filtro usar, que tempo máximo é possível, para cada tipo de ‘malacabação’, ficar de papo para o ar no sol.

 

 

*Imagens do Google Imagens e Avape

Escrito por Jairo Marques às 01h00

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Enxergue com o coração

Não costumo postar dois vídeos em uma semana só, mas não teve jeito. Juro que não é preguiça de blogar, mas esse filminho que caiu na minha mão tem tuuuudo a ver com o tema que abordei ‘sisdia’… Bem humorado

 

A essência da mensagem, a meu ver, é o intitula a propaganda: “enxergar com o coração”. Corre-se o sério risco de engano quem avalia o outro absolutamente pelo sentido da visão. E essa conversa todo mundo já conhece, mas é que a novela se repete rotineiramente.

 

Tenho absoluta certeza que há gente que conviva comigo há aaaaaaanos e ainda me desenha na cuca como alguém que, de fato, não sou. Isso em consequencia da minha realidade física, evidentemente.

 

E é broca reverter isso porque envolve mexer na essência do ‘serumano’. Então, toca os ‘malacabados’ se desdobrarem para que sua personalidade não seja resumida à fragilidade de uma bengala, à convalescença da cadeira de rodas a um possível estranhando das feições de quem tem paralisa cerebral.

 

Ver alguém, de verdade, envolve combater os preconceitos, engolir valores rasteiros, abrir mão do imediatismo e permitir que o coração, as emoções mais nobres analisarem os nossos interlocutores….

 

Para os leitores cegões, o filminho só fará sentido com ‘audidescrição’… Se alguém quiser fazer isso no s coments, será muito bem-vindo!

 

Em resumo, a história mostra um chapéu de um cego que voa, moedas que caem, menino que apanha tudo e… e o final eu não conto … Muito feliz. A dica foi do leitor Tiago Paiva.

 

Para acessar o link direto, clique no bozo. Brincalhão

Escrito por Jairo Marques às 00h03

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Pedintes

Semana passada, um vídeo bombou nas internets: era uma pessoa se arrastando pelo chão, fingindo ser ‘matrixiana’, para ganhar um troco dos motoristas que passavam pela rua e sentiam dózinha da situação... Carente

 

No caso, em especial, era um farsante, mas a realidade mostra mesmo que milhares de pessoas com deficiência vivem nas ruas pedindo “dá um trocado, tio”.

 

E isso vem de tempos, tempos duuuros em que viver sobre uma cadeira de rodas ou não ter um braço, uma perna, ser prejudicado das vista era sinônimo de gente imprestável e que precisava de caridade para sobreviver... triste!

 

Todos os dias, quando saio do trabalho, me deparo com um tiozinho em uma cadeira veeeelha, todo esfarrapado, com a cabeça branquinha, pedindo grana em um farol aqui do centro de Sampa.

 

Ele sempre é hostil com quem se nega a jogar uma moedinha. Faz gestos, xinga, reclama. Quando ele me vê, olha, se aproxima da xaranga, mas não pede nada... Percebe que somos “iguais”... (levo a minha cadeirinha no banco do carro e há o selo no vidro, fácil de descobrir que sou do time) Bem humorado

 

Não posso levantar julgamento sobre ninguém, evidentemente, cada um sabe onde o seu calo aperta, mas há milhares de ‘malacabados’ que se entregam a sua condição para viver como indigente. Pedir, se humilhar na rua, pode ser mais fácil que encarar a vida com uma desvantagem física ou sensorial.

 

 

 

O problema dessa questão, que é além do social, é o reflexo que provoca para a vida de toooodos dos “dificientes”, que ficam com a aura de eternos necessitados. Eu mesmo já contei aqui, lááááá no tempo que esse blog era virgem , de quantas moedinhas já ganhei na rua, né?! (quem não se lembrar, clica no bozo Brincalhão)

 

Quando me posiciono contrário às ações que visam fazer “bondades gratuitas” aos ‘malacabados’, é pensando na representação que estamos tendo em sociedade. É preciso virar, “difinitivamente” (como diria minha tia Filinha), a página de que precisamos de esmolas para viver.... precisamos é de oportunidade.

Escrito por Jairo Marques às 00h35

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A parceria perfeita

Milhares de pessoas se inspiraram em um vídeo que rodou o mundo, há uns dois anos, de um pai que construiu uma cadeira de rodas especial que possibilitava a ele fazer maratonas empurrando o filho, que era PC.... (Não sabe o que é PC? Clica no bozo...Brincalhão)

 

Pois um exemplo, láááá da outra banda do mundo, pode mudar a vida de gente em todos os pontos do planeta, o que é lindo, ‘maraviwonderful’... Por isso eu não me canso de botar palavras aqui neste cafofo e de incentivar outras iniciativas. Informação é tudo...

 

Meu amigo Evandro Bonocchi, ontem à noite (15), levou uma grande surpresa para minha caixa de mensagem: Miltinho e Léo, que fizeram suspirar fundo e dar um ânimo gigantesco para começar a semana...

 

A dupla, de São José dos Campos (SP), construiu a “parceria perfeita”: amizade, espírito de equipe, colaboração mútua, aprendizado e esperança....

 

O vídeo abaixo não tem muitas palavras... meus leitores cegões, terão de pedir a tradução das imagens para um “brother”...  O que ele tem, aos montes, é uma incrível lição de vida, que vai fazer a segunda-feira de vocês beeeem diferente!

 

 

O link direto, para quem precisa, tá na florzinha! Sorte

Escrito por Jairo Marques às 00h00

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A arte descrita

 Este post deveria ter sido escrito antes, uma vez que trata-se de uma “agenda”, mas num rolou... na real, rolou foi uma preguicinha básica de verão, sacam? Sem jeito

 

Mas acho que importa mais o exemplo da iniciativa, que cada vez mais tem se propagado: audiodescrição em exposições de artes, de fotografia... legal demais!

 

Hoje (11/01), às 18h, em Porto Alegre (RS), a fotógrafa Carmem Gamba abre suas imagens ao público e tudo será possível de ser apreciado pelo povo cegão ou por aqueles que pensam que veem, manjam baixa visão? Muito triste

 

 

Na imagem, rapaz com rosto pintado de branco, com manchas avermelhadas e roupas clássicas 

 

 

Na Imagem, pessoas observam um painel com dois homens, um deles tomando chimarrão

 

Um grupo de audiodescritores, o Mil Palavras, estará por lá para dar aquela hand na interpretação da mensagem visual. E mais, haverá vendas para quem quiser experimentar a sensação da narração das fotos! Amei!

 

Em alguns museus importantes do mundo, é possível que os “menino” prejudicado das vistas tenham acesso a um aparelho que não só descreve como as obras foram elaboradas como informa seu período histórico, relevância, quando foi elaborada etc

 

Na imagem, rapaz com óculos espelhado e camiseta listrada

 

 

 

Na imagem, um senhor observa painel onde mãe segura o bebê no colo

 

Iniciativas assim, que deveriam ser básicas, ainda são de vanguarda no Brasil e merecem muito apoio, pois dão a chance de enriquecer a toooodos culturalmente.

 

A exposição conta com 15 painéis e chama-se “Esse Lugar é Minha Cara”, que revela rostos de pessoas que transitam pelo centro da capital gaúcha.

 

 

Na imagem, um homem, vestido com uma camisa branca, de capuz, sorri 

 

Quem for de Poá e quiser conferir o trabalho, é só chegar no “Gradil do Chalé, na praça 15, no largo Glênio Peres. Só hoje! Malacabados não pagam naaaada! Convencido

 

* Imagens de Carmem Gamba

Escrito por Jairo Marques às 00h12

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Tudo muda em um segundo

Achei que jamais iria conseguir decorar o nome da guria: “É Rivka”, professor.”...  Mas não só guardei como se falava como criei estima pela menina, que compunha a primeira turma que eu encarei como “mestre”.

 

Alguns alunos passam pela vida da gente e não deixam muita saudade Carente (sim, admito que alguns professores também), mas a Rivka não foi o caso. Ela tinha de virar capítulo da minha história.

 

 

Não havia uma vez que passava por mim nos corredores que não disparava um sorrisinho gostoso feito de alegria, simpatia e bem-vindo, tudo junto. No começo, era “oi, professor”... depois, descambou pro “oi, Jairinho”.

 

Dois anos antes de se formar, ela já me intimou com uma seriedade rara: “Você é meu orientador de Trabalho de Conclusão de Curso. Não tem como recusar, professor. Metade do que aprendi no curso foi com você (mentira dela!)”.

 

Não recusei e, no ano passado, “casei” academicamente, pela primeira vez, com Rivka Lopes, Lígia Conconi Saleh e Giovanna Möller, minhas três orientandas lá da “Facul” (ah, sim, o tio dá aulas, clica no bozo que eu explico isso melhor Brincalhão). 

 

 

Com um trabalho sobre “mulheres que matam por razões passionais”, as três me encheram de orgulho arrancando nota dez da banca examinadora. No meu “discurso” de orientador, falei justamente sobre a minha plena convicção de ver no trio não mais estudantes, mas minhas colegas de profissão, jornalistas.

 

Na portinha do Réveillon, Rivka, formada e com emprego engatilhado numa grande empresa, embarca para “curtir a vida” numa praia de Florianópolis, com todo o merecimento do mundo para alguém que finalizava uma jornada de vida. 

 

 

 

O ônibus em que ela estava se acidentou gravemente. Rivka luta para sobreviver em um hospital e deixou um montão de amigos de coração na mão. A vida mudou o curso em questão de segundos, como foi para alguns dos meus “cinco ou seis” leitores que acabaram por ter de conviver com uma deficiência.

 

Ainda não dá para dizer como será a realidade futura desta menina, que ficou bastante, bastante machucada, mas o que dá para dizer é que todos nós estamos expostos a momentos de limite, a momentos que toda uma história pode fazer uma grande curva.

 

Convidei a Lígia, que é amiga/irmã inseparável de Rivka, para dividir com a gente as sensações deste tempo que, repito, estamos todos disponíveis a ele, como é possível ajudar nessas situações? Como se portar? Como ser útil? Como ter esperança, força, fé? 

 

 

Vocês irão se emocionar com o texto e engrossar uma corrente que nasceu nas redes sociais chamada #forçaRivka .... do “anônimo”, nasce um exemplo de união da boa vontade, do bem, entre as pessoas... Boa leitura!

Sorte

Após um ano de TCC, chegava a hora de descansar. Fui fazer um cruzeiro com a família de 22 a 30/12. Era jantar pra lá, piscina pra cá, espetáculo todas as noites... um luxo! Uma das paradas foi em Buenos Aires, e comprei dois brincos, um para cada amiga. Somos, as três, filhas únicas, uma só família. Mari e Rivka, essas são as irmãs que eu não tive.

 

 

Era quarta-feira (28/12), eu já estava cansada de tomar Dramin (meu estômago não gostou do alto mar). Meu celular não pegava. Estava disposta a deixar o Facebook de lado até descer do navio, mas no final da tarde, resolvi entrar um pouco.

 

Havia uma mensagem estranha: “Li, me passa o cel da Elaine, mãe da Riv? Fiquei sabendo. Que hospital ela ta? Força!”  

 

 

Não entendi nada. Foi quando meu namorado disse, pelo chat, que a Riv havia sofrido um acidente, e que tinha sido bem grave.

 

Comecei a tremer. Meu coração parecia pesar uma tonelada. Não lembro se peguei o elevador ou se desci os seis andares de escadas, só sei que saí correndo pelos corredores das cabines, juntando a tontura da notícia com a visão embaçada por causa das lágrimas, e pedi um celular emprestado.

 

O ônibus em que ela estava indo pra Florianópolis havia tombado naquela madrugada. Até então, a informação era de que ela havia perdido massa encefálica. Era como se um pedaço de mim estivesse sendo arrancado. Erraram muito nas notícias, em uma emissora de televisão saiu até que ela tinha morrido. Ainda bem que eu não acompanhei toda essa agonia. Depois disso, minha viagem acabou. Eu não parava de pensar nela. Meus pais, que a amam, também tiraram o sorriso do rosto. 

 

 

Depois soubemos que ela não havia perdido massa, mas teve um traumatismo craniano grave. Há um ferimento grave na panturrilha esquerda, quebrou o tornozelo direito, há cortes e hematomas pelo corpo e uma possível lesão na coluna. Ela está inconsciente, mas tem respondido a estímulos auditivos, como “obedecer” quando se pede para ela mexer as pernas, os braços, ou apertar a mão. O rosto está intacto. O sorriso lindo, também...

 

Foi muito difícil vê-la na UTI, sedada, com um tubo na boca para respirar. O cheiro esterilizado da sala de visita chega a arrepiar. Nesse momento, estaríamos escrevendo matérias para o nosso site, que sairia do forno em março. Nós sempre tivemos planos para uma vida juntas.

 

 

Ela melhora um pouco a cada dia, mas ainda corre risco de vida. O quarto da minha mãe está parecendo um altar. Nunca fui religiosa, mas não tenho ao que me apegar, a não ser pedir a todas as forças do mundo para que ela se recupere.

 

A única maneira de aguentar o tranco é acreditar que ELA VAI FICAR BEM. A outra possibilidade eu expulso dos meus pensamentos. Dá umas crises de choro, mas a gente seca as lágrimas e pensa positivo.

 

Ela está presente em tudo, até na minha pele ela está (temos uma tatuagem juntas no pé, que significa “a menina dos meus olhos”). Aquele pé gordinho está coberto por curativos, mas a minha alma está lá, a todo o tempo.

 

 

Tudo ficou pequeno perto disso. A gente reclama da vida, mas em uma situação dessa, nos lembramos de como tudo estava em paz. O pior é que o abraço que me conforta sempre, está a mais de 200 km daqui. Mas estou aprendendo a lidar com a paciência e a ansiedade também...

 

Ela conquista a simpatia até de quem mal conversou com ela. Vou contar um segredo aqui: ela não gosta de algumas pessoas, como todo mundo, haha! Mas nem com essas ela consegue ser rude. Coisa que é rara no ser humano. Logo, a corrente que se formou para que ela fique bem é imensa. Agradeço a todos por isso.

 

“Rivka” significa “a que cativa”. Não existia nome melhor... Melhore logo, minha vida!

*Imagens de arquivo pessoal

Escrito por Jairo Marques às 00h00

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Retrospectiva 2011

É muito comum, com a chegada do final do ano, que as pessoas façam balanços de tudo o que aconteceu naquele período que termina. Neste ano 2011, foram tantas as coisas boas que encontramos por aqui, que resolvi dividir, com meus dois ou três leitores, alguns dos melhores momentos. Legal Que sejam de pura energia para a chegada de 2012!

Acompanhem no vídeo e nos links a nossa restrospectiva!

JANEIRO

- O ano começou quente, com um delegando dando uma "sapatada" em um cadeirante por causa de uma vaga reservada. Deu o que falar, relembre clicando no bozo! Brincalhão

- Foi em 2011 que fiz o primeiro post em vídeo "Cadeirantes e guarda-chuvas"... um miiiimo.. saquem clicando na florzinha: Sorte

FEVEREIRO
 
- Para minha surpresa, quando começou o ano letivo na facul, eu tinha uma aluninha cadeirante... foi tããão 'mocionante'... veja clicando na 'tataruga' Devagar

 MARÇO
 
- Uma história de arrepiar os cabelos que eu nem tenho: como o Sidão se recuperou após sobrevir ao terremoto em Kobi, no Japão, e como é a vida de um 'malacabado' lá na terra do sol nascente. Clica na fota!

 

 
- Nesse mês eu contei também como uma menininha liiinda, cadeirantinha, brilha dançando balé.... Vale muuuito rever a Júlia.... clica no sorriso! Rindo a toa

 ABRIL 

- Rolou o 4º encontro do blog... chorei que nem menino novo, de novo... ahhhh, que delícia... Revejam o vídeo, que ficou 'maraviwonderful', clicando no corredor! Na correria

- Parece 'inacreditível', mas tem gente que tem medo de ... escaaaadas!!! Clica na fota da Karla Godoy pra saber comé isso...

 

 
- A MTV deu show de falta de graça, com a tal da "Casa do Autistas". Lembre-se da polêmica, clicando no enjoadinho... Passando mal
 
 
MAIO
 
- O mês das mães começou marcado pelo post que contou o nascimento da Valentina. Clica na fota e relembre esse momento liiindo.



 
- Ainda falando em maternidade, a Lina encheu seu coração de coragem e contou um pouco de sua história, no início difícil, com seu filho André. Cliquem no sandubão e relembrem. Com fome
 

 - Cadeirante que ganha a vida trabalhando na roça, o Ediçon foi o primeiro que eu vi. Vejam só, que bacana, clicando na fota.
 

 
JUNHO

- Para exaltar o Dia dos Namorados, preparamos um vídeo com diversos casais, com pelo menos um dos dois matrixianos, ao som de Bethania. Clique no apaixonado para rever. Apaixonado

JULHO
 
- A patroa e eu aproveitamos um pedaço das férias nas montanhas. O lugar era bacana e se esforçava para ser acessível. Clique na fota para ler.


 
AGOSTO
 
- Cansou do seu cafofo e tá afim de conhecer novos lugares? Já existe gente que troca de casas mundo afora. E o melhor: com acessibilidade. Clique no esportista e veja mais!Esportista
 

SETEMBRO
 
- Abordamos um assunto delicado e importante: a busca por sexo em "casas de tolerância". Você se lembra? Clique no tontinho. Tonto
 

- Fizemos também o post sucesso total dos cachorrinhos que eram "financiados" para serem cães-guia e que mandavam cartinhas para contar as evoluções. Clique na foto e reveja.

 

OUTUBRO

- A ciência e o poder do cérebro também renderam bons posts. Reveja, clicando no dorminhoco. Com sono
 

NOVEMBRO
 
- Sobre a decisão de morrer, relembre a história forte do tetrão que convenceu seu irmão mais novo a simular um assalto e matá-lo. Afinal, temos o direito de querer morrer? Clique no indeciso e releia. Indeciso

 
- Neste ano, a presidente Dilma anunciou um pacotão de medidas para garantir os direitos da pessoa com deficiência. Relembre, clicando na fota.

 
DEZEMBRO
 
- E o blog fechou o ano todo pimpão ao inovar em um concurso cultural que dava como prêmio uma mega master blaster cadeira de rodas. Clique no Papai Noel e releia.

 

FELIZ 2012!!!!!! Bobo

Escrito por Jairo Marques às 15h54

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E o ganhador é....

Meu povo, foi mais difícil do que parto de elefanta sistemática Muito triste, mas, finalmente, eu e minha imensa equipe de trêêêês pessoas chegamos a uma decisão sobre as frases ganhadoras do concurso “Papai Noel, não se esqueça do meu cavalo novo”.

 

Foram quase 300 participações de todo o Brasil, sil, sil e deu um trabalho lascado conseguir achar o grande campeão que vai levar uma cadeira Blizzard, uma das melhores do mundo, fabricada pela Otto Bock, zerinha para rasgar o asfalto desse mundão e ajudar o nosso projeto de promover uma vida mais acessível para mais pessoas!

 

 

Tenho de agradecer muuuito à parceria com o pessoal da Mobility Brasil, que patrocinou os prêmios e deixou que o blog tivesse liberdade total para escolher os vencedores e comandar todo o processo de condução do concurso!

 

Uma porção de pessoas fez apelos emocionados para ganhar a Blizzard, o que não era a ideia da promoção, sorry.. Sem jeito. Sei, sei bem que muita gente precisa, mas não podemos descartar o mérito intelectual e criativo para chegar ao vencedor.

 

Quem fugiu total dos critérios exigidos no post foi eliminado... A escolha foi feita a partir de uma seleção de frases feita pela jornalista Flávia Cintra e do meu querido leitor Thiago Pellizzaro, do Rio Grande do Sul. A palavra final foi minha, claro... Beijo

 

 

 

 

 

Fico mais feliz do que pinto no lixo quando conseguimos fechar parcerias para darmos prêmios ao povo! E já foram muitas... Eu ainda vou fazer um concurso para um carro adaptado, ‘ceis’ vão ver... surpreso

 

Tá bom, tá bom, chega de lero-lero.... vamos aos ganhadores!

 

 

Terceiro lugar para a frase:

 

“Que neste fim de ano, as cadeiras Otto Bock estejam disponíveis para pessoas assim como você, que vive cadeirando o mundo em busca de mais acesso.”

 

 

Ganhadora: Tuigue Venzon, que mora em Tijucas, em Santa Catarina, é leitora do blog desde os primórdios da humanidade... Muito feliz!

 

Ela ganha uma banqueta para banho, toda ‘charmozurenta’! Parabééééns!!!

 

Segundo lugar para a frase:

 

“Quando eu era pequena, via meus amiguinhos escreverem pra você pedindo: ‘não se esqueça da minha Caloi’. Eu nunca pedi isso, porque sempre fui malacabadinha... Por isso, já que você está me devendo um presente maraviwonderful desde aquela época, este ano estou escrevendo pra te lembrar: ‘não se esqueça da minha Blizzard!’. Afinal, eu preciso ter um carrinho bem bacana pra poder acompanhar o tio Jairo na dominação do mundo.”

 

Ganhadora: Michele Vaz Pradella, que é de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e já foi até personagem de post aqui no blog!!! Para lembrar, clica na florzinha!! Sorte

 

Ela ganha uma cadeira de banho Standar plus, que vai facilitar demais para tomar um banhozinho maneiro!

 

E a grande frase campeã é.........

 

“Ô papai noel...eu tenho um sonho.. uma cadeira da Otto Bock.. queria ser um cara cheio de ' Mobility' neste 2012 , 'assim como voce' no seu trenó ..então?!...um role pelas nuvens?..eu até daria uma força na entrega dos presentes..pensa nisso!!!”

 

O ‘malacabado’ sortudo e criativo é Sidney Eleuterio Jr, leitor mais velho que Matusalém Rindo a toa!!!!!

 

O Sidney é de Sampa e, em breve, vai contar um pouco da sua história aqui no blog!!!! Uhrúúúúúú´... Viva ocê, negão!!!! Convencido

 

A equipe da Mobility entrará em contato com os vencedores e acertar a entrega dos produtos! No caso do Sidney, ele irá receber seu prêmio após repassar as medidas que quer para seu “cavalo novo” e a fabricação do trem! Depois disso, é só alegria!!! Aêêêê

 

Tô feliz!!!!

Escrito por Jairo Marques às 12h39

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Apenas festas

“Zente”, épocas de festas, como esta que entramos ‘difinitivamente’ nesta semana, guardam também, em vários casos, história de sofrimento, de tristezas, de tragédias. Um contraste violento, mas que não pode ser colocado em escanteio.

 

Traumas assim têm potencial para comprometer para sempre momentos familiares que são para ficar tatuados na história de vida como sublimes, alegres e bacanudos.

 

As estatísticas comprovam que os acidentes se multiplicam de forma espantosa em períodos de feriados longos...O povo relaxa, se acaba na manguaça e sai pra rua motorizado.

 

Mais do que afundar a xaranga na buraqueira das estradas desse Brasilzão, muita gente, muita mesmo, ignora os efeitos da pinga e bota a cara para bater e a coluna vertebral para se lascar toda dirigindo mais bêbado do que Heleninha “Roitman”.. Rindo a toa

 

 

A galera que entra forçadamente, ou melhor, etilicamente, para esse mundo paralelo dos ‘dificiente’ é ‘zigante’, dá pra lotar minha Kombi véia. Isso sem falar de quem nem fica ‘malacabado’ e empacota de vez. Cansado

 

Eu sei, eu sei que é o tempo todo de propaganda na cabeça falando isso que estou aqui, mais uma vez, cacarejando, sei também que tem a lei que proíbe encher a lata e dirigir, mas nada, acreditem, nada tem mais poder de convencimento do que a própria família.

 

Se aquele seu tio que se vestiu no papai Noel, depois da entrega dos presentes, resolveu rechear o saco de sidra e pegar a estrada de volta para a Lapônia, grude na barba dele e impeça a viagem. Atue diante uma situação em que a ‘viola em caco’ parece óbvia.

 

O potencial de dar um ‘curticircuiti’ no trânsito com tanta gente de lata cheia transitando por esses dias tem probabilidade altíssima. Então, não se preocupe em ficar com a pecha de “chatonildo do Natal”. Prefira alertar, prefira fazer uma recomendação, prefira esconder as chaves da Marinete do seu irmão. 

 

 

Esse post é bem simplinho, mas se cada uma das duas ou três pessoas que lê-lo se tornar agente de precaução aos excessos da ‘marvada’, o tempo de festas será aquilo que realmente deve ser: Apenas festas!

 

Em tempo: O concurso cultural para ganhar a cadeira Blizzard, da Otto Bock, foi um sucesso absoluto. Foram centenas de frases de todo o país! Loguinho, o tio e a Mobility vão divulgar o resultado! Aguardeeeem

* Imagens do Google Imagens

Escrito por Jairo Marques às 10h36

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PERFIL

Jairo Marques Jairo Marques, 37, jornalista pela UFMS e pós-graduado em jornalismo social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999. É colunista do caderno "Cotidiano".
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